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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Candidato da oposição promete privatizar estatal do petróleo da Nigéria

O candidato da oposição à Presidência da Nigéria, Atiku Abubakar, reafirmou ontem a intenção da privatizar a Companhia Nacional de Petróleo Nigeriana (NNPC), noticiou a agência de notícias econômicas Bloomberg. Sua proposta é cortar os gastos públicos para estimular o investimento estrangeiro e a geração de empregos.

A corrupção sistêmica é uma praga da Nigéria e do rico setor de petróleo há décadas. A privatização pode provocar uma onda de protestos e greves dos trabalhadores de petróleo e gás, além de reiniciar a violência política na região do Delta do Rio Níger, onde grupos guerrilheiros lutam sob o pretexto de conseguir uma distribuição mais justa da renda do setor.

Na eleição presidencial de 16 de fevereiro, Abubakar, do Partido Democrático Popular (PDP), vai desafiar o presidente Muhammadu Buhari, do Congresso de Todos os Progressistas (APC). Desde a redemocratização do país, o PDP ganhou todas as eleições de 1999 a 2011, perdendo apenas em 2015. O presidente cumpre um mandato de quatro anos, com direito a uma reeleição.

Maior produtora de petróleo da África, com cerca de 2 milhões de barris por dia, a Nigéria sofreu com a forte queda nos preços do petróleo desde junho de 2014, quando a cotação do barril estava em torno de US$ 110. Entrou em recessão em 2016, mas se recuperou e fechou o ano passado em alta de 2,1%. O petróleo é responsável por dois terços da arrecadação do governo.

Trigésima economia do mundo, a Nigéria superou a África do Sul em 2014 e se tornou a maior economia da África. Como tem população quase quatro vezes maior, que deve chegar a 200 milhões de habitantes em 2019, a renda média sul-africana é duas vezes maior.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Secretário do Interior dos EUA cai sob pressão de vários inquéritos

Alvo de pelo menos 15 investigações, o secretário do Interior dos Estados Unidos, Rian Zinke, deixa o cargo no fim do ano, anunciou hoje o presidente Donald Trump. Sua conduta pessoal e decisões administrativas causaram uma série de escândalos.

O caso mais grave, encaminhado pelo inspetor-geral do Departamento do Interior ao Departamento da Justiça, examina se o secretário usou o cargo para ganho pessoal num negócio de terras em Whitefish, no estado de Montana, com o presidente da companhia Halliburton e outros investidores.

Trump elogiou o secretário: "Ryan realizou muito durante" quase dois anos "e eu gostaria de agradecê-lo pelos serviços prestados à nação." Mas a Casa Branca o pressionou a sair. No mês passado, ele foi avisado que seria demitido se não pedisse demissão até o fim do ano.

É o quarto alto funcionário do governo Trump forçado a sair por razões éticas, depois do secretário da Saúde, Tom Price; do secretário para Veteranos de Guerra, David Shulkin; e do chefe da Agência de Proteção Ambiental, Scott Pruitt. Todos tiveram de dar explicações sobre o uso de verbas públicas para benefício pessoal, por exemplo, em viagens particulares.

Entre outras medidas polêmicos, Zinke autorizou a exploração de petróleo em terras e águas protegidas por leis e regras ambientais do governo Barack Obama, a pretexto de garantir o "domínio dos EUA" no setor de energia.

A presidente da Comissão de Energia e Recursos Naturais do Senado, Lisa Murkowski, que conseguiu reabrir a Reserva Nacional de Vida Silvestre do Ártico à exploração de petróleo, ficou "desapontada".

"Ryan Zinke foi o secretário mais antipreservação ambiental da história da nação"afirmou Jenniffer Rokala, do Centro para Prioridades do Oeste. "Ao se cercar de lobistas, logo ficou claro que Ryan Zinke era um peão da indústria de petróleo e gás. Podemos esperar o mesmo do secretário interino, David Bernhardt, mas sem a ridícula comparação dom Ted Roosevelt."

Por gostar de caçar, pescar e andar a cavalo, Zinke gosta de se comparar com o presidente Theodore Roosevelt.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Venezuela quer criar outra estatal do petróleo para enterrar dívidas

A ditadura chavista da Venezuela está cogitando a possibilidade de criar uma nova empresa de petróleo e gás para substituir a estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA) e desenvolver projetos de energia com sócios estrangeiros, noticiou a empresa Argus, especializada em informações no mercado de energia.

O projeto é uma clara tentativa do governo Nicolás Maduro e da PdVSA de enganar os credores internacionais e os pedidos de arbitragem. Se for levado adiante, vai deflagrar uma onda de ações judiciais em múltiplas frentes. Os credores não vão deixar barato.

Até o fim de 2019, a Venezuela e a PdVSA precisam fazer pagamentos de US$ 3 bilhões, inclusive US$ 500 milhões de um acordo de arbitragem feito com a companhia americana ConocoPhillips, que teve seus negócios no país encampados no governo Hugo Chávez. Se não cumprir o acordo, pode ter propriedades e outros ativos na região do Mar do Caribe arrestados para pagar a dívida.

Pelo acordo, a PdVSA deve indenizar a ConocoPhillips em US$ 2 bilhões. A Venezuela e a PdVSA já deram calote em dívidas de US$ 6,4 bilhões.

domingo, 12 de outubro de 2014

Evo Morales deve ser reeleito presidente da Bolívia

O aimará Juan Evo Morales Ayma, primeiro indígena a governar um país da América do Sul, deve ser reeleito hoje para um terceiro mandato como presidente da Bolívia. Desde que Morales chegou ao poder em 2006, a economia cresceu e as reservas em moeda forte aumentaram, enquanto a pobreza e a dívida do governo caíram. Neste ano, o crescimento deve ser superior a 5%, depois de registrar 6% em 2013.

Seu maior feito provavelmente seja a inclusão social da maioria indígena, que até a revolução de 1952 era proibida até mesmo de se dirigir à elite branca. Nesta eleição, a expectativa é que ele ganhe também nas províncias mais ricas da chamada Meia-Lua, inclusive em Santa Cruz de la Sierra, foco de grande resistência no início de seu governo.

Evo Morales disputa a terceira eleição presidencial com 59% das preferências do eleitorado, de acordo com as últimas pesquisas, e uma enorme vantagem sobre seus adversários: Samuel Doria Medina (18%), Jorge Fernando Quiroga (9%), Juan del Granado (3%) e Fernando Vargas (2%).

Sem saída para o mar desde a derrota para o Chile na Guerra do Pacífico (1879-83), a Bolívia tem regiões geográficas bem definidas. O calor e a aridez do altiplano andino dificultam a agricultura no Oeste do país. No Sudeste, o clima tropical e úmido torna as terras baixas extremamente férteis. Lá, vive a população branca de origem europeia e é gerada a metade da riqueza boliviana.

A pobreza é maior no Norte e no Oeste, onde se concentra a população indígena das etnicas aimará e quechua. O crescimento econômico e a redução da pobreza desarmaram o separatismo da chamada Meia-Lua, que reúne as províncias mais férteis e ricas em petróleo e gás natural (Tarija, Santa Cruz, Beni e Pando).

Morales, candidato do Movimento ao Socialismo (MAS), começou sua carreira política como líder dos plantadores de coca. Foi eleito presidente da Bolívia em 2005 com 54% dos votos depois de uma série de crises e quedas de presidentes, com a promessa de uma forte intervenção estatal na economia para promover a redistribuição da riqueza na linha do bolivarismo e do "socialismo do século 21" de Hugo Chávez na Venezuela.

Temendo o confisco de suas terras e bens pelo governo socialista, a elite branca boliviana de origem europeia da Meia-Lua reagiu. Em 2007 e 2008, a Bolívia esteve à beira da guerra civil.

No poder, Morales estatizou o setor de energia, a exploração de gás e petróleo e a geração de eletricidade, confiscando as propriedades de empresas estrangeiras, inclusive da Petrobrás. O governo Lula considerou aceitável o argumento de que os recursos naturais pertencem ao Estado.

Uma emenda constitucional aprovada em 2009 na Bolívia deu ao Estado a propriedade de todos os recursos naturais bolivianos. Todas as atividades mineradoras devem ter participação estatal mínima de 51%.

As relações bilaterais com o Brasil voltaram a ter problemas no governo Dilma Rousseff, quando o senador Roger Pinto Molina, processado pelo governo boliviano, pediu asilo político na Embaixada do Brasil em 28 de maio de 2012, mas não recebeu salvo-conduto do presidente Morales para sair da Bolívia.

Quinze meses depois, Pinto Molina foi retirado numa operação secreta arquitetada pelo diplomata Eduardo Saboia. Em carro da embaixada, sob escolta de fuzileiros navais brasileiros, Saboia o levou até Corumbá, no Mato Grosso do Sul, de onde policiais federais o conduziram até Brasília. O caso revoltou Morales, indignou a presidente Dilma Rousseff e provocou a queda do então ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota.

Sob Evo, o produto interno bruto da Bolívia mais que triplicou, de US$ 9,4 bilhões para US$ 30,2 bilhões. A pobreza caiu para 30%. Como uma administração cautelosa dos gastos do governo, a dívida pública baixou de 80% para 33% do PIB. As reservas cambiais subiram de US$ 2,6 bilhões para US$ 17,5% - a ponto de Evo ser elogiado pelo Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), o que deixou o socialista um tanto constrangido.

Seu governo marca o mais longo período de estabilidade e prosperidade da história boliviana.

A questão é se esse modelo baseado na estatização dos recursos naturais e na distribuição da riqueza é sustentável. A economia boliviana ainda é dependente da exportação de matérias-primas. O país sofre, como o resto da América Latina, com a desaceleração na China.

Com seus preconceitos ideológicos contra a atividade privada, Morales rejeitou investidas de chineses, japoneses e sul-coreanos para desenvolver a mineração de lítio, elemento importante na produção de baterias no momento em que seu aperfeiçoamento é fundamental para viabilizar o carro elétrico e permitir que os eletroportáteis tenham mais tempo de uso antes da próxima recarga.

A Bolívia tem 23% das reservas mundiais de lítio. Também é rica em ouro, prata e zinco. Pode ser a Arábia Saudita do lítio, mas não vai chegar lá sem tecnologia e capital estrangeiros. A vitória fácil tende a diminuir o apetite por reformas. Morales sai das urnas mais convencido de que está no caminho certo.

sábado, 12 de abril de 2014

Russos atacam mais uma cidade do Leste da Ucrânia

Com pistolas e fuzis Kalachnikov, pelo menos 20 milicianos financiados e armados pelo Kremlin tomaram a chefiatura de polícia de Slaviansk, no Leste da Ucrânia, a 150 quilômetros da Rússia, aprofundando a crise entre os dois países no momento em que o presidente Vladimir Putin ameaça deflagrar mais uma guerra do gás, cortando o suprimento ao país vizinho, por onde passam 15% do gás importado pela União Europeia.

Os milicianos arriaram a bandeira ucraniana, substituindo-a pela da Rússia e roubaram as armas estocadas. Moradores os ajudaram a armar barricadas antes da chegada de reforços policiais, informou a agência Reuters.

Por telefone, o ministro do Exterior da Ucrânia, Andriy Deschitsia, pediu ao colega russo, Serguei Lavrov, o "fim das provocações". Ontem, Lavrov afirmara que depois de tomar a península da Crimeia, a Rússia não tinha intenções de anexar outras regiões ucranianas.

A crise começou em novembro de 2013, quando o então presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, cedeu às pressões de Moscou e abandonou as negociações de um acordo de associação com a UE. Em protesto, manifestantes a favor da aproximação com a Europa tomaram a Praça da Independência e enfrentaram a tropa de choque, que matou centenas de pessoas.

Sob pressão, Yanukovich fugiu do país, foi para a Rússia e pediu uma intervenção militar ao Kremlin sob o pretexto de proteger as populações étnica e culturalmente russas. Putin não precisava do sinal de seu vassalo para atacar.

No fim de fevereiro, milicianos russos tomaram a assembleia regional da Crimeia e, sob a mira de fuzis Kalachnikov, instalaram no poder um governo-fantoche pró-Rússia liderado por um mafioso aliado do Kremlin que convocou um plebiscito realizado em 16 de março para a Crimeia sair da Ucrânia e ser anexada à Rússia.

Com a alegação de que o governo provisório da Ucrânia é ilegal, fruto de um "golpe de Estado", Putin rompeu o Memorando de Budapeste, assinado em 1994 para que a Rússia ficasse com todas as armas nucleares da extinta União Soviética.

Os EUA e a UE reagiram impondo sanções a políticos e empresários russos e ucranianos responsáveis pela anexação da Crimeia. Não basta para parar o homem-forte do Kremlin, que vive um breve momento de glória em seus delírios de grandeza de restaurar o poder imperial soviético.

A estratégia russa é clara: boicotar as eleições convocadas para 25 de maio e qualquer tentativa da Ucrânia de entrar para a UE.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Rússia ameaça cortar o gás da Ucrânia

Em carta aos líderes de 18 países da Europa, o presidente Vladimir Putin ameaçou ontem cortar por falta de pagamento de US$ 2 bilhões o suprimento de gás da Ucrânia, por onde passam 15% do gás importado pela União Europeia.

A Rússia fornece 30% do gás consumido pela UE. Alguns países, como as repúblicas soviéticas do Mar Báltico (Estônia, Letônia e Lituânia) e a Suécia, são 100% dependentes do gás russo.

Outros, especialmente o Reino Unido, que tem suas próprias reservas no Mar do Norte, não compra nada da Rússia, mas o centro financeiro de Londres recebe com prazer as fortunas e investimentos dos bilionários russos. Nos dois casos, sanções econômicas teriam um forte impacto.

A nova cartada de Putin vem no momento em que rebeldes pró-Rússia ocupam prédios públicos em duas cidades do Leste da Ucrânia, onde a maioria é étnica e culturalmente russa, e 40 mil soldados russos estão estacionados do outro lado da fronteira. Só precisam de uma ordem do Kremlin para entrar em ação.

Na carta, Putin joga o problema para a UE e convoca consultas dos "ministros de energia, economia e finanças para acertar ações conjuntas capazes de estabilizar a economia da Ucrânia e garantir o fornecimento e o trânsito de gás natural da Rússia."

terça-feira, 8 de outubro de 2013

EUA voltam a ser maior produtor mundial de petróleo

Os Estados Unidos vão superar a Arábia Saudita e a Rússia, e se tornar ainda neste ano o maior produtor mundial de petróleo e gás, anunciou a Administração de Informação de Energia (EIA, do inglês) do governo americano.

Até o fim de 2013, a produção total de petróleo, gás, condensados e biocombustíveis dos EUA deve chegar a 25 milhões de barris equivalentes por dia, 10% a mais do que a Rússia, informa o blogue Market Watch, do jornal The Wall St. Journal.

Nos últimos dois anos, as produções dos EUA e da Rússia era mais ou menos equivalentes. Desde 2008, cresceu muito a produção de petróleo nos estados americanos do Texas e Dakota do Norte. A produção americana de gás avançou três vezes mais do que a saudita e a russa.

sábado, 7 de setembro de 2013

Obama alega que Síria não é Iraque nem Afeganistão

Ao defender sua decisão de ataque à Síria hoje no pronunciamento que faz todos os sábados no rádio e na Internet, o presidente Barack Obama afirmou que "este não vai ser um novo Iraque ou Afeganistão".

"Qualquer ação será limitada no tempo e no alcance, designada para deter o governo sírio, impedindo-o de atacar seu próprio povo com gás e degradar sua capacidade de fazer isso", acrescentou o presidente dos Estados Unidos. "Sei que o povo americano está cansado depois de uma década de guerra, mesmo que a Guerra do Iraque tenha acabado e que a Guerra do Afeganistão esteja no fim. Esta é a razão pela qual não vamos colocar nossas tropas no meio da guerra dos outros".

Em várias cidades dos EUA e da Europa, houve protestos hoje contra uma intervenção militar na Síria.

terça-feira, 14 de maio de 2013

América do Norte lidera aumento da produção de petróleo

Com o desenvolvimento da tecnologia de fraturamento hidráulico para explorar o xisto betuminoso, a indústria de petróleo e gás da América do Norte deve liderar o crescimento da produção mundial nos próximos cinco anos, previu hoje a Agência Internacional de Energia, que reúne os grandes países consumidores. Perde espaço a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), dominante desde a primeira crise do petróleo há 40 anos.

"O aumento da oferta está sendo mais rápido do que previsto anteriormente e ao mesmo tempo o contrário pode ser dito sobre o crescimento da capacidade produtiva da OPEP, que agora parece estagnada em álgumas áreas", comentou a diretora-executiva AIE, Maria van der Hoeven.

No ano passado, a AIE previu que os Estados Unidos podem voltar a ser o maior produtor de energia até 2020, superando a Arábia Saudita, ainda que temporariamente.

Neste ano de 2013, a AIE espera que a procura pelo petróleo da OPEP caia abaixo de 30 milhões de barris por dia, o limite fixado pela própria organização. A expectativa é de que essa tendência se mantenha até 2018.

Essas mudanças e o contínuo aumento do consumo na Ásia vão orientar o mercado nos próximos anos. "Dificilmente algum aspecto da cadeia produtiva de petróleo vai permanecer inalterado nos próximos cinco anos, com consequências significativas para a segurança e a economia global", prevê a AIE.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Argélia admite a morte de 23 reféns

Pelo menos 23 reféns e 32 insurgentes morreram desde quarta-feira, quando uma brigada extremista muçulmana tomou o campo de exploração de gás de In Amenas, na Argélia, e sequestrou 132 estrangeiros e centenas de argelianos, admitiu hoje o Ministério do Interior argeliano, ao fazer o primeiro balanço das ações militares contra os terroristas.

Depois de quatro dias, o Exército da Argélia declarou hoje a missão encerrada, anunciando ter conseguido libertar "685 empregados argelianos e 107 estrangeiros".

"O grupo terrorista, que entrou no território nacional vindo de países vizinhos, a bordo de vários veículos para qualquer tipo de terreno, era constituído por 32 criminosos, sendo três argelianos, com especialistas em explosivos", acrescentou a nota do Ministério do Interior da Argélia, citada pelo jornal francês Le Monde.

Foram apreendidos junto à Brigada al-Muthalimin "seis fuzis-metralhadoras, 21 fuzis de assalto, dois fuzis com mira telescópica, dois morteiros de 60mm com foguetes, seis mísseis C5 com rampas de lançamento, dois lançadores de granadas com oito foguetes, e dez granadas em cintas explosivas".

Os insurgentes, ligados à rede terrorista Al Caeda no Magreg, a região muçulmana do Norte da África, exigiam o fim da intervenção militar da França no Norte do Máli e a libertação de vários terroristas presos, inclusive o xeque Omar Abdel Rahman, preso nos Estados Unidos por causa do primeiro atentado contra o World Trade Center, em 1993.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Radicais islâmicos sequestram estrangeiros na Argélia

Em reação à ofensiva militar liderada pela França contra as milícias extremistas muçulmanas que tomaram o Norte do Máli no ano passado, um grupo islamita atacou um campo de exploração de gás no Leste da Argélia. 

Na ação, sequestrou 41 estrangeiros, inclusive 13 noruegueses, sete americanos, cinco japoneses, dois britânicos, um francês e um irlandês, e 150 funcionários locais da companhia francesa CIS Catering.

Pelo menos um argeliano e um britânico foram mortos no ataque. Os islamitas exigem o fim da intervenção militar francesa na África.

"Anunciamos um ataque em reação à cruzada das forças francesas no Máli", declarou em nota a Brigada Al-Mouthalimin, os Signatários em Sangue. "A Argélia foi escolhida porque jamais aceitaremos a humilhação do povo argeliano ao abrir o céu argeliano à aviação francesa. Esta operação se inscreve na luta mundial contra cruzados e judeus".

Esse grupo armado é chefiado por Mokhtar Belmokhtar, veterano da luta contra a União Soviética no Afeganistão e da guerra civil na Argélia nos anos 90 recentemente destituído da liderança da rede terrorista Al Caeda no Magrebe Islâmico (ACMI), informa o jornal francês Le Monde. Quatro grupos alinhados ideologicamente ao salafismo ocupam o Norte do Máli, inclusive a ACMI.

O campo de In Amenas, próximo à fronteira com a Líbia,  é explorado pelas companhias britânica BP, norueguesa Statoil e argelina Sonatrach.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Bolívia estatiza e ocupa empresa espanhola

O presidente Evo Morales decretou hoje a estatização da empresa Transportadora de Electricidad, que pertencia à companhia espanhola Red Eléctrica e mandou o Exército da Bolívia ocupar suas instalações, a exemplo do que tinha feito com a Petrobrás quando nacionalizou o petróleo e o gás, também num 1º de maio, em 2006.

No seu discurso em comemoração ao Dia do Trabalho, Morales justificou a estatização como resultado do baixo investimento da Red Eléctrica e de sua luta para "recuperar os recursos naturais e os serviços básicos".

Em abril, outra companhia espanhola, a Repsol, teve sua participação majoritária na empresa argentina Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF) expropriada pela presidente Cristina Kirchner em nome da "recuperação da soberania energética". Por coincidência, o presidente da Repsol, Antonio Brufau, estava na Bolívia participando da inauguração de instalações para exportar gás para a Argentina.

"Lamentamos a decisão do governo boliviano, baseada em motivos que nos são desconhecidos", declarou o porta-voz da Red Eléctrica, Antonio Prada. "Estas ações vão contra o livre mercado e as leis que devem governar o investimento internacional".

A Red Eléctrica comprou a empresa transmissora de eletricidade na Bolívia em 2002 por cerca de 92 milhões de euros (R$ 230 milhões). Com 2 mil quilômetros de linhas de transmissão, atendia a 85% do mercado. O governo da Espanha tem 20% das ações da companhia, avaliada em 4,45 bilhões de euros (R$ 11,125 bilhões).

Além do gás e do petróleo, Morales tinha estatizado os setores de telecomunicações e de geração de energia; agora, nacionaliza a transmissão de energia elétrica.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Empresa britânica descobre gás nas Ilhas Malvinas

A empresa britânica Borders & Southern Petroleum anunciou hoje ter feito uma descoberta de gás significativa no campo de Darwin ao sul das Ilhas Malvinas, o que deve acirrar o conflito entre o Reino Unido e a Argentina, que reivindica a soberania sobre as ilhas, motivo de uma guerra entre os dois países há 30 anos.

É cedo para estimar o tamanho da jazida, mas a companhia aposta que se trata de um grande volume. As ações da empresa caíram 30% hoje por não ter sido encontrado petróleo, depois de terem subido 90% na semana passada na esperança de descoberta de óleo.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Timochenko é condenada por abuso de poder

A ex-primeira-ministra da Ucrânia Yulia Timochenko foi condenada na madrugada de hoje a sete anos de prisão por abuso de poder que teria cometido ao assinar um contrato de compra de gás da Rússia, em 2009.

O julgamento foi denunciado como um processo político. Timochenko, uma das líderes da Revolução Laranja, em 2004, perdeu a última eleição presidencial para Viktor Yanukovich.

A União Europeia, os Estados Unidos e a Rússia criticaram a decisão do tribunal, afirmando que o julgamento foi político.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Bolívia condena quatro generais e um almirante

A Corte Suprema da Bolívia condenou ontem em Sucre quatro generais e um almirante a penas de 10 a 15 anos de reclusão pela morte de 64 pessoas durante protestos contra o governo em 2003. É a primeira que oficiais deste nível são condenados no país por violações de direitos humanos.

Dois ex-ministros pegaram três anos de cadeia por cumplicidade no que foi definido como "genocídio" na Bolívia.

Mais de 400 pessoas foram feridas quando o Exército atirou na multidão no outubro negro. Os manifestantes de El Alto, uma cidade operária na periferia de La Paz, exigiam o fim de um acordo para exportar gás boliviano para os Estados Unidos através de portos chilenos.

Era uma questão especialmente sensível. A Bolívia perdeu a saída para o mar na Guerra do Pacífico (1879-83), quando foi derrotada pelo Chile. Até hoje, e agora mais ainda, no governo Evo Morales, exige a reparação do que considera uma injustiça histórica.

Os generais Roberto Claros Flores, Juan Velez Herrera, José Osvaldo Quiroga e Gonzalo Alberto Rocabado, e o almirante Luis Alberto Aranda Granados, foram responsabilizados pelas mortes.

A  onda de protestos levou à queda do então presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, que deixou a Bolívia e vive nos EUA. O governo boliviano pediu a extradição dele e de sete ex-ministros.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Bielorrússia fecha gasoduto para Europa

Mais uma ex-república soviética entra em atrito com a Rússia por causa do fornecimento de gás natural.

A Bielorrússia fechou o gasoduto que seguia para o resto da Europa depois que a estatal russa Gazprom reduziu o suprimento ao país em 30%. Foi uma pressão da Gazprom, que cobra dívidas equivalentes a R$ 342 milhões de reais.

Maior exportador mundial de energia, a Rússia fornece 25% do gás consumido na União Europeia. Quinze por cento desse gás passam pela Bielorrússia. Os países mais afetados pelo corte são Alemanha e Polônia.

O presidente bielorrusso, Alexander Lukachenko, quer cobrar o equivalente a R$ 463 milhões pelo trânsito do gás por seu país. Ele se encontrou com o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, mas não houve acordo.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Consumo de gás bate recorde na França

Com a onda de frio ártico que faz deste inverno um dos piores dos últimos 30 anos na França, o consumo diário de gás bateu um recorde histórico ontem, 3.053 gigavates-hora (GWh)

A marca anterior era 3.013 GWh registrados em 7 de janeiro de 2009. Para cada grau a menos na temperatura média, o consumo diário de gás aumenta em 100 GWh.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Rússia corta fornecimento de gás à Ucrânia

Depois de não chegar a um acordo sobre o preço do gás para 2009, a Rússia cortou hoje o fornecimento de gás para a ex-república soviética da Ucrânia. A União Européia ficou preocupada porque vários países-membros dependem do gás russo para o abastecimento de energia.

Além do desacerto quanto ao preço, a Ucrânia tem dívidas com a Gazprom, a empresa estatal com monopólio do gás na Rússia, que faz do nacionalismo energético uma arma para recuperar o poder imperial perdido com o fim da União Soviética. Tenta submeter as ex-repúblicas soviéticas.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Oposição boliviana ataca gasoduto que serve Brasil

O fornecimento de gás boliviano ao Brasil foi reduzido 3 milhões de metros cúbicos diários ontem, cerca de 10% do total, por causa de um ataque de oposicionistas contra o gasoduto em Villamontes, no departamento de Tarija, responsável por 85% da produção do produto na Bolívia.

Esse ataque ocorreu em meio a uma onda de protestos violentos nos cinco departamentos (o equivalente a estados no Brasil). Eles lutam por autonomia regional em relação ao governo central do presidente Evo Morales, com bloqueio de estradas e ataques a prédios públicos e instalações de petróleo e gás.

A oposição exige o repasse do Imposto Direto sobre Hidrocarbonetos para os departamentos produtores, que Morales está usando para dar pensão a idosos, e rejeita a Constituição, pedra fundamental do projeto socialista do presidente.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou nota lamentando os episódios de violência e desejando que o diálogo político seja prontamente restabelecido na Colômbia. A diplomacia brasileira tenta mediar o conflito, mas a radicalização de ambas as partes e a crescente violência da oposição tornam um acordo cada vez mais difícil.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Putin pode presidir Gazprom

Quando deixar a Presidência da Rússia, em março de 2007, além de primeiro-ministro, Vladimir Putin, poderá ser também presidente da gigante estatal do gás Gazprom, a exemplo do que ocorre hoje com o vice-primeiro-ministro Dimitri Medvedev, indicado por Putin para concorrer à Presidência, informou hoje um importante jornal econômico russo.