Em carta aos líderes de 18 países da Europa, o presidente Vladimir Putin ameaçou ontem cortar por falta de pagamento de US$ 2 bilhões o suprimento de gás da Ucrânia, por onde passam 15% do gás importado pela União Europeia.
A Rússia fornece 30% do gás consumido pela UE. Alguns países, como as repúblicas soviéticas do Mar Báltico (Estônia, Letônia e Lituânia) e a Suécia, são 100% dependentes do gás russo.
Outros, especialmente o Reino Unido, que tem suas próprias reservas no Mar do Norte, não compra nada da Rússia, mas o centro financeiro de Londres recebe com prazer as fortunas e investimentos dos bilionários russos. Nos dois casos, sanções econômicas teriam um forte impacto.
A nova cartada de Putin vem no momento em que rebeldes pró-Rússia ocupam prédios públicos em duas cidades do Leste da Ucrânia, onde a maioria é étnica e culturalmente russa, e 40 mil soldados russos estão estacionados do outro lado da fronteira. Só precisam de uma ordem do Kremlin para entrar em ação.
Na carta, Putin joga o problema para a UE e convoca consultas dos "ministros de energia, economia e finanças para acertar ações conjuntas capazes de estabilizar a economia da Ucrânia e garantir o fornecimento e o trânsito de gás natural da Rússia."
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 11 de abril de 2014
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Rússia adia ajuda de US$ 2 bilhões à Ucrânia
Com sangue nas ruas e o presidente aliado sitiado no palácio, a Rússia adiou para sexta-feira a liberação de uma parcela de US$ 2 bilhões de total de US$ 15 bilhões em créditos à ex-república soviética da Ucrânia.
Em dezembro, depois que a Ucrânia abandonou negociações para se associar à União Europeia, o presidente russo, Vladimir Putin, ofereceu-se para comprar US$ 15 bilhões em títulos da dívida pública ucraniana e deu um desconto de 33% no gás natural que a Ucrânia importa da Rússia.
Diante da revolta popular contra a manutenção da dependência histórica em relação à Rússia, o Kremlin congelou a ajuda no fim de janeiro. Quando a oposição ucraniana foi recebida em Berlim pela primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, Putin resolveu liberar o dinheiro. Agora, segurou de novo.
Em dezembro, depois que a Ucrânia abandonou negociações para se associar à União Europeia, o presidente russo, Vladimir Putin, ofereceu-se para comprar US$ 15 bilhões em títulos da dívida pública ucraniana e deu um desconto de 33% no gás natural que a Ucrânia importa da Rússia.
Diante da revolta popular contra a manutenção da dependência histórica em relação à Rússia, o Kremlin congelou a ajuda no fim de janeiro. Quando a oposição ucraniana foi recebida em Berlim pela primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, Putin resolveu liberar o dinheiro. Agora, segurou de novo.
domingo, 30 de maio de 2010
Cepal adverte para dependência da China
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas (Cepal) iniciou hoje uma sessão de trabalho em Brasília advertindo os países do subcontinente para a substituição da dependência dos Estados Unidos por outra em relação à China, que rapidamente se torna sua maior parceira comercial.
"Até o ano 2000, a China era uma parceira menor. Hoje, é uma das principais. Em alguns países, tomou o lugar dos EUA", alertou a mexicana Alicia Bárcenas, secretária-geral da Cepal.
O desafio está em desenvolver inovações tecnológicas que agreguem valor aos produtos exportados pela América Latina, rompendo com a dependência das exportações de produtos primários.
"Até o ano 2000, a China era uma parceira menor. Hoje, é uma das principais. Em alguns países, tomou o lugar dos EUA", alertou a mexicana Alicia Bárcenas, secretária-geral da Cepal.
O desafio está em desenvolver inovações tecnológicas que agreguem valor aos produtos exportados pela América Latina, rompendo com a dependência das exportações de produtos primários.
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