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sábado, 2 de março de 2013

Chade anuncia morte de veterano jihadista

O Exército do Chade anunciou neste sábado ter matado no Máli o veterano jihadista Moktar Belmoktar, responsável pela ocupação de um campo de exploração de gás na Argélia que deixou dezenas de mortos em janeiro de 2013, informa a televisão americana CNN.

Depois de romper com o ramo da rede terrorista Al Caeda no Magreb Islâmico, Belmoktar criou a Brigada al-Muthalimin, a Brigada dos Mascarados. O ataque ao campo de gás, onde havia vários empregados estrangeiros, foi uma resposta à invertenção militar da França para combater extremistas muçulmanos no Norte da África.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Líder da Al Caeda no Magreb Islâmico morre no Máli

As forças da França que interviram militarmente no Norte do Máli, ocupado em abril de 2012 por extremistas muçulmanos, mataram hoje Abdelhamid Abu Zeid, um dos chefes da rede terrorista Al Caeda no Magreb Islâmico (ACMI).

A notícia, divulgada inicialmente por uma televisão privada da Argélia, foi confirmada pelo jornal francês Le Monde.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

EUA dão US$ 50 milhões para guerra no Máli

O presidente Barack Obama autorizou ontem uma ajuda de emergência de US$ 50 milhões dos Estados Unidos para a França e o Chade enfrentarem a guerra civil no Máli. Desde 21 de janeiro, os americanos  colaboram com a intervenção militar na antiga colônia francesa em operações de transporte aéreo.

Hoje à noite, ao prestar contas ao Congresso e à nação no Discurso sobre o Estado da União, Obama deve anunciar a retirada de 34 mil soldados americanos do Afeganistão. Acabar com a mais longa guerra da História dos EUA é um compromisso de Obama desde sua primeira eleição presidencial, em 2008.

O Departamento da Defesa é a favor de uma retirada em três fases, revela hoje o jornal americano The Washington Post. Depois do fim das operações militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), no fim de 2014, ficariam no Afeganistão 8 mil soldados americanos. Este contingente seria reduzido para pouco menos de mil até 2017.

Entre outros temas internacionais, Obama deve defender ainda a reforma do sistema de imigração dos EUA para resolver a situação de 11 milhões de imigrantes ilegais.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Jihadistas contra-atacam no Norte do Máli

Os extremistas muçulmanos que dominavam o Norte do Máli nos últimos nove meses lançaram hoje contra a cidade de Gao o contra-ataque mais forte contra a intervenção militar iniciada há um mês pela França para devolver ao governo malinês o controle de todo o seu território.

Gao, de 85 mil habitantes, é a cidade mais importante da região ocupada inicialmente pelo Movimento Nacional de Libertação de Azawade, que luta pela criação de um país para o povo tuaregue, e seus aliados jihadistas ligados à rede terrorista Al Caeda.

Houve tiroteio perto da chefiatura da polícia, no centro da cidade e em bairros do sul da cidade. Os rebeldes atacaram com rifles AK-47 e foram repelidos por soldados malineses apoiados por helicópteros e militares franceses.

No início da tarde de domingo, os franceses haviam cercado os rebeldes, reporta o jornal The New York Times.

O combate é um sinal de que a rápida vitória francesa pode ser ilusória. Sem condições de enfrentar uma força mais poderosa, os rebeldes recuaram para o Deserto do Saara, onde podem se reagrupar para lançar novos ataques de surpresa no estilo característico da guerra de guerrilha.

A França anunciou a retirada de suas forças em março e abril. Em seu lugar, deve ficar uma força de paz das Nações Unidas formada por soldados africanos de países vizinhos, sob a liderança da Nigéria, a grande potência regional.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Guerra no Máli já custou 70 milhões de euros à França

A intervenção militar da França no Máli, iniciada em 11 de janeiro de 2013, já custou 70 milhões de euros (R$ 186 milhões) ao país europeu, estimou o jornal Le Parisien. Nas palavras do ministro do Exterior, Laurent Fabius, representa um "grande esforço".

O orçamento anual da França para operações militares no exterior é de 630 milhões de euros (R$ 1,674 bilhão). A intervenção na guerra civil da Líbia, que durou sete meses, custou 300 milhões de euros (R$ 797,4 milhões).

Nesta semana, a França anunciou a retirada do Máli, que deve começar em março e terminar em abril. As tropas francesas devem ser substituída por uma força de paz das Nações Unidas composta por soldados africanos.

Pelas estimativas francesas, entre 150 e 300 extremistas muçulmanos foram mortos na guerra. Vários grupos islamitas tomaram o Norte do Máli em março e abril do ano passado, depois de um golpe militar na capital, que fica no Sul, uma reação dos militares contra a suposta falta de apoio na luta contra os jihadistas.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Presidente da Franca visita tropas no Máli

O presidente François Hollande foi hoje ao Máli cumprimentar os soldados da França que participação da intervenção militar no Norte da África. Na cidade histórica de Timbuktu, recém-liberada, ele esteve na grande mesquita e na biblioteca, considerada uma das mais importantes da Idade Média.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

França e Máli retomam Timbuktu sem resistência

Sem encontrar resistência dos extremistas muçulmanos que tomaram Timbuktu há nove meses, os Exércitos da França e do Máli entraram hoje na cidade histórica, uma encruzilhada do Deserto do Saara. Timbuctu abriga uma das mais importantes bibliotecas medievais do mundo, além de mesquitas e outras relíquias consideradas patrimônio cultural da humanidade. Na fuga, os jihadistas tocaram fogo em vários prédios, inclusive na biblioteca, informa a agência Reuters.

Só os danos irreparáveis ao patrimônio histórico, artístico e cultural de Timbuktu seria suficiente para justificar uma intervenção militar. Mas o resto do mundo preferiu ignorar os gestos de intolerância religiosa. Aliás, tinha feito o mesmo quando a milícia fundamentalista dos Talebã destruiu os Budas de Bamiã, no Afeganistão, meses antes dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.

Depois de tomar Gao, outra cidade importante do Norte do Máli que estava dominada pelos aliados da rede terrorista Al Caeda, mil soldados franceses e 200 malineses tomaram o aeroporto de Timbuktu e cercaram a cidade histórica situada à margem do Rio Níger. Não foram alvo de nenhum tiro.

Em Paris, o presidente francês, François Hollande, proclamou o sucesso da intervenção iniciada em 11 de janeiro de 2013 para parar uma ofensiva rebelde rumo à Bamako, a capital do Máli, a um custo de 2,7 milhões de euros por dia. Mas o presidente da vizinha Guiné, Alpha Condé, adverte que a guerra está apenas começando. Os guerrilheiros muçulmanos vão fugir para o vasto Deserto do Saara e se reagrupar para lançar novos ataques.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Franceses e malineses tomam aeroporto de Gao

Os Exércitos da França e do Máli retomaram o aeroporto de Gao, a seis quilômetros do centro da cidade, e a ponte de Wabary, na entrada da cidade ocupada há nove meses por extremistas muçulmanos, confirmou hoje o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian.

A pedido do governo malinês, a França interveio militarmente no Norte do país em 11 de janeiro de 2013 para impedir uma ofensiva rebelde rumo à capital, Bamako.

Quatro grupos islamitas radicais são alvos da intervenção militar francesa: o Movimento Nacional pela Libertação de Azawade (MNLA), da minoria étnica tuaregue, o braço da rede terrorista Al Caeda no Magreb Islâmico (ACMI), o Movimento pela Unidade e Jihad na África Ocidental (MUJAO) e o grupo jihadista Ansar Edine, agora dividido entre os que querem negociar a paz e os pretendem continuar a guerra.

O conflito também tem implicações étnicas. Cerca de 90% dos malineses moram no Sul. A população do Norte, formada por tuaregues e outras minoriais, é chamada de árabe ou branca pelos sulistas.

Há denúncias de execuções sumárias nas áreas reconquistadas pelos malineses. Seria a vingança do Exército, humilhado na sua derrota para os jihadistas no ano passado. Se a população aterrorizada pelos fundamentalistas muçulmanos for alvo de represálias do Exército regular, talvez decida ser governada pelos extremistas.

Este é o dilema de mais uma intervenção militar ocidental. Para resolver realmente o problema, serão necessários anos de ajuda ao desenvolvimento e à construção do Estado e da nação. O Máli é uma encruzilhada do atraso e do subdesenvolvimento numa região com reservas importantes de petróleo e gás, na Argélia e na Líbia, e de urânio, no Níger.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Guerra não basta para derrotar jihadistas na África

A guerra não será suficiente para derrotar os extremistas muçulmanos ligados à rede terrorista Al Caeda que tomaram o Norte do Máli, adverte o professor Jean-François Bayart, diretor de pesquisas do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas da França:

"O jihadismo, se tiver de ser vencido, o será política e não apenas militarmente. Isto pressupõe uma revisão radical das políticas que a França deverá conduzir em parceria com seus aliados africanos e europeus tanto no domínio da ajuda pública ao desenvolvimento quanto na segurança coletiva".

Além da questão econômica, há conflitos étnicos complicando uma solução. A rebelião no Norte do Máli começou com os tuaregues, os nômades do deserto, que são discriminados pelos malineses do Sul.

Nesta guerra, já houve massacres atribuídos ao Exército do Máli. Seriam vinganças contra o que os soldados sofreram quando os extremistas muçulmanos tomaram o Norte do país.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Argélia reconhece morte de 37 reféns estrangeiros

Pelo menos 37 reféns estrangeiros foram mortos na reação do Exército da Argélia à ocupação de um campo de exploração de gás no Leste do país por extremistas muçulmanos, admitiu há pouco o primeiro-ministro argeliano. Ele acusou os radicais de querer levar os reféns para o Máli, onde grupos jihadistas aliados enfrentam uma intervenção militar da França.

O governo da Argélia justificou a violência da reação alegando que os insurgentes pretendiam explodir a usina de gás. Dos 32 jihadistas, 29 foram mortos e três capturados, acrescentou o primeiro-ministro. Entre eles, havia canadenses, argelianos, malineses e egípcios.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Argélia anuncia ataque final aos sequestradores

Forças especiais do Exército da Argélia atacaram hoje o campo de exploração de gás de In Amenas, no  Deserto do Saara, perto da fronteira da Líbia. Pelo relato oficial, sete reféns e onze terroristas foram mortos. O presidente da França, François Hollande, declarou que a operação ainda não terminou.

O balanço final de mortos ainda é incerto. O total de estrangeiros sequestrados pelos extremistas muçulmanos que exigem o fim da intervenção militar da França no Norte do Máli era de 132 e não de 41, como anunciado inicialmente.

Em entrevista à televisão pública britânica BBC, o professor George Joffe, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, alegou que o uso do adjetivo islamita deve ser feito com cuidado: "Não nego que eles tenham objetivos jihadistas, mas estão envolvidos numa série de atividades criminosas como extorsão mediante sequestro, contrabando de armas, drogas e até de cigarros".

O líder da Brigada Al-Muthalimin, Mokhtar Belmokhtar, responsável pela tomada de reféns, é conhecido como Sr. Marlboro.

Veterano da trágica guerra civil na Argélia, onde cerca de 100 mil pessoas foram mortas nos anos 90, Belmokhtar se beneficiou do aumento do tráfico de armas decorrente da rebelião contra Muamar Kadafi na Líbia e rompeu com Al Caeda no ano passado para liderar seu próprio grupo.

É uma indicação de que os jihadistas não passam no fundo de um bando de miseráveis. Isso significa que será necessário muito mais do que ações militares para estabilizar a região do Sahel, ao sul do Deserto do Saara, para evitar a presença da rede terrorista Al Caeda no Magreb Islâmico.

Para a Argélia, o ataque terrorista representa uma volta da guerra civil dos anos 90. Por esta razão, o governo decidiu usar a força decididamente. Ao mesmo tempo, a produção de gás e petróleo é o pilar de sustentação da economia argeliana. O país terá de coordenar suas ações de inteligência com os governos dos países que participam da exploração ou têm especialistas trabalhando lá.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Exército do Máli anuncia retomada de Konna

Com o apoio da França, o Exército do Máli anunciou hoje a retomada da cidade de Konna e o cerco a Diabaly, no Norte do país, ocupado por extremistas muçulmanos ligados à rede terrorista Al Caeda há dez meses.

Na Argélia, sete a dez jihadistas armados de bombas ainda ocupariam a casa de máquinas do campo de exploração de gás de In Aménas. Um grupo extremista islâmico sequestrou 41 estrangeiros e centenas de argelianos no local e foi atacado ontem pelas forças de segurança argelianas.

Dezenas de reféns teriam sido mortos, mas a situação é confusa e essas informações não foram confirmadas. A agência Reuters fala em 30 mortos. A Associated Press anunciou ontem 35 mortes de estrangeiros, com base em informações dos rebeldes. O jornal argeliano El Watan disse há três horas que os insurgentes insistem em negociar o fim da intervencao militar de França no Máli.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Argélia ataca rebeldes que sequestraram estrangeiros

As Forças Armadas da Argélia atacaram hoje por terra e ar os rebeldes muçulmanos que sequestraram ontem 41 estrangeiros num campo de exploração de gás próximo à fronteira com a Líbia em retaliação contra a intervenção militar da França no Norte do Máli.

Os islamitas anunciaram a morte de 35 reféns e 15 jihadistas, informa a agência de notícias Associated Press. Só quatro reféns teriam sido libertados.

Em declarações a jornalistas da Mauritânia, os insurgentes da Brigada Al-Muthalimin disseram ter sido atacados quando tentavam sair com os reféns do campo de exploração de gás de In Aménas. O campo estava cercado pelo Exército da Argélia. A batalha ainda não terminou.

Os Estados Unidos ofereceram ajuda militar, rejeitada pelo governo argeliano.

Para o presidente da França, François Hollande, a tomada de reféns na Argélia mostra que a intervenção militar contra os jihadistas no Máli era necessária.

Radicais islâmicos sequestram estrangeiros na Argélia

Em reação à ofensiva militar liderada pela França contra as milícias extremistas muçulmanas que tomaram o Norte do Máli no ano passado, um grupo islamita atacou um campo de exploração de gás no Leste da Argélia. 

Na ação, sequestrou 41 estrangeiros, inclusive 13 noruegueses, sete americanos, cinco japoneses, dois britânicos, um francês e um irlandês, e 150 funcionários locais da companhia francesa CIS Catering.

Pelo menos um argeliano e um britânico foram mortos no ataque. Os islamitas exigem o fim da intervenção militar francesa na África.

"Anunciamos um ataque em reação à cruzada das forças francesas no Máli", declarou em nota a Brigada Al-Mouthalimin, os Signatários em Sangue. "A Argélia foi escolhida porque jamais aceitaremos a humilhação do povo argeliano ao abrir o céu argeliano à aviação francesa. Esta operação se inscreve na luta mundial contra cruzados e judeus".

Esse grupo armado é chefiado por Mokhtar Belmokhtar, veterano da luta contra a União Soviética no Afeganistão e da guerra civil na Argélia nos anos 90 recentemente destituído da liderança da rede terrorista Al Caeda no Magrebe Islâmico (ACMI), informa o jornal francês Le Monde. Quatro grupos alinhados ideologicamente ao salafismo ocupam o Norte do Máli, inclusive a ACMI.

O campo de In Amenas, próximo à fronteira com a Líbia,  é explorado pelas companhias britânica BP, norueguesa Statoil e argelina Sonatrach.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Piloto francês morre em intervenção militar no Máli

O tenente Damien Boiteux, piloto de helicóptero do 4º Regimento de Forças Especiais da França, é a primeira vítima da intervenção militar francesa no Norte do Máli, dominado há 10 meses por rebeldes muçulmanos da rede terrorista Al Caeda no Magrebe.

É a primeira vez que a França entra em guerra sob a presidência de François Hollande. Os Estados Unidos apoiam a ação militar, planejada durante meses.

A França entrou em combate ontem na região de Konna para impedir que os jihadistas de tomar o aeroporto de Sévaré e a cidade de Mopti, informa o jornal francês Libération, que descreveu a ação como o início de uma longa guerra.

Durante a noite de sexta-feira e a manhã de sábado, caças-bombardeiros franceses F1 e Mirage 2000 saíram de bases no Chade para atacar as milícias fundamentalistas muçulmanas que tomaram o poder no Máli depois de um golpe militar na capital, Bamako.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Máli terá ajuda internacional para retomar Norte do país

Seis meses depois que um grupo extremista muçulmano ligado à rede terrorista Al Caeda tomou o Norte do Máli, a sociedade internacional prepara uma intervenção militar para reunificar este pobre país da África subsaariana. Mas a força ainda não está organizada.

A Nigéria, maior potência econômica e militar da África Ocidental, está envolvida no combate ao Boko Haram, um grupo extremista muçulmano interno.

Os rebeldes assumiram o controle do Norte do Máli depois de um golpe militar que derrubou o governo por causa do descontentamento do Exército com a falta de condições para enfrentar a guerra civil.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Islamitas compram jovens no Norte do Máli

Com sua riqueza ostensiva, fruto da pilhagem, as milícias da rede terrorista al Caeda no Magrebe Islâmico que tomaram o Norte do Máli há seis meses estão recrutando jovens, enquanto o país espera a intervenção militar de uma força pan-africana para se reunificar.

Em 22 de março de 2012, um grupo de oficiais do Exército deu um golpe e derrubou o presidente Amadou Traoré, que estava no poder desde 8 de junho de 2002. Com os caos político na capital, Bamako, as milícias extremistas muçulmanas do deserto tomaram Gao, uma das principais cidades do Norte do país.

Logo o Movimento Nacional de Libertação de Azawade desabou. No seu vácuo, entrou o Movimento pela Unidade e Jihad na África Ocidental (MUJAO), um grupo salafista que tem se dedicado à destruição de mesquitas e mausoléus sufistas no Norte do Máli.

Hoje o MUJAO, uma dissidência da ACMI, paga um salário-base de 114 euros por mês, entre outras vantagens. "O MUJAO é tão rico", observou um veterano. "Dá comida a seus combatentes, os paga regularmente e financia até mesmo seus casamentos com grandes somas. Os jovens não têm como resistir", reporta o jornal Courrier International.

A vida no Sahel não é nada fácil.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Islamitas retomam assalto ao patrimônio de Timbuktu

LONDRES - Os extremistas muçulmanos que tomaram o poder no Norte do Máli, na África, em abril de 2012 reiniciaram seus ataques ao patrimônio histórico da cidade de Timbuktu. Depois de arrasar pelo menos oito dos 16 mausoléus sufistas, os jihadistas destruíram agora a porta de uma mesquita do século 15 que deveria permanecer fechada até o fim do mundo.

"Há mausoléus, mesquitas e manuscritos de grande valor para a humanidade. É totalmente inaceitável o que está acontecendo lá", declarou a diretora-geral da UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura), Irina Bokova.

Como salafistas ou wahabitas, os jihadistas são inimigos dos sufistas, e os monumentos históricos de Timbutku são sufistas.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Jihadistas cometem crimes contra cultura no Máli

Em mais um crime contra o patrimônio cultural da humanidade, depois dos Budas de Damiã, no Afeganistão, agora os fundamentalistas muçulmanos destruíram sete dos 16 mausoléus sufistas da cidade histórica de Timbuktu, no Norte do Máli, dominado há meses por rebeldes tuaregues e jihadistas da linha ideológica da rede terrorista Al Caeda, informa o jornal francês Courrier International.

Os Budas de Damiã eram duas estátuas monumentais esculpidas na rocha no vale de Damiã, no centro do Afeganistão, no século 6 depois de Cristo. Ficavam à beira do Caminho da Seda, a principal rota do comércio internacional da época.

Por ordem do mulá Mohamed Omar, líder da milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes), que os declarou "ídolos", foram destruídos em março de 2001, meses antes da queda de seu regime de características medievais.

Timbuktu ficava na rota das caravanas que cruzavam o Deserto do Saara no movimentado comércio que havia entre o Oriente Médio e a região do Golfo da Guiné, no Oeste da África, durante a Idade Média, antes da chegada do colonialismo europeu à África.

Entre os séculos 13 e 16, Timbuktu floresceu com o comércio de ouro, sal, marfim e escravos. Daquela época, são os principais monumentos históricos da cidade, que incluem algumas das bibliotecas mais importantes do mundo na época, com mais de 700 mil manuscritos. Seus lugares sagrados foram importantes para o início da islamização da África. Além do estilo original, suas mesquitas e mausoléus usam técnicas de construção únicas e características de seu tempo.

Depois de um golpe militar na capital do Máli, Bamako, no Sudeste do país, em 1º de abril de 2012, os rebeldes tuaregues do Movimento Nacional de Libertação de Azawade, tomaram Timbuktu com o apoio dos islamitas.

Em 30 de junho de 2012, jihadistas do grupo armado Ansar Dine (Defensores da Religião) atacaram os mausoléus de Timbuktu, alegando que o sufismo, uma corrente do islamismo, é na verdade uma forma de paganismo por causa de suas danças e cânticos. Isso é proibido pelo salafismo, wahabismo e deobandismo, correntes integristas que surgiram em oposição ao sufismo.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Tuaregues são acusados de forçar crianças a guerrear

Os rebeldes tuaregues e outros grupos extremistas muçulmanos que tentam impor a lei islâmica no Norte do Máli estão cometendo uma série de crimes como assassinatos, estupros e recrutar crianças à força para  guerrear a seu lado, denuncia a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, em reportagem da TV árabe especializada em notícias Al Jazira.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira em Londres, a Anistia considera a situação atual a pior crise de direitos humanos no Máli nos últimos 52 anos, desde a independência, em 1960.

Depois do golpe militar de março na capital do país, Bamako, o Movimento Nacional de Libertação de Azawade, formado por tuaregues, tomou a região norte do país, no Sul do Deserto do Saara.