Uma milícia ligada ao governo e os rebeldes tuaregues entraram em choque na cidade de Kidal, no Norte do Mali, na quinta-feira, 21 de julho de 2016. Em dois dias, cerca de 20 pessoas morreram, noticiou a agência Reuters citando fontes médicas.
A violência explodiu dois dias depois que as duas partes haviam assinado um acordo de cessar-fogo na cidade.
Depois de um golpe de Estado em 21 de março de 2012, os tuaregues tomaram a maior parte do Norte do Mali em aliança com milícias jihadistas como Al Caeda no Magrebe Islâmico, provocando uma intervenção militar da França em janeiro de 2013, quando os rebeldes ameaçavam marchar até a capital, Bamako.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Tuaregues. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tuaregues. Mostrar todas as postagens
sábado, 23 de julho de 2016
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Rebeldes matam dez em ataque a vila no Norte do Mali
Homens armados atacaram no sábado a vila de Gaberi, no Norte do Mali, na região do Sahel, na África, revelou ontem um porta-voz do Exército do país citado pela agência Reuters. As suspeitas recaem sobre terroristas islâmicos.
Um dia antes, extremistas muçulmanos tinham tomado reféns num hotel usado por soldados da força de paz das Nações Unidas e jornalistas estrangeiros na região central do Mali. O sequestro terminou com 12 mortes.
Antes de tomar o hotel, os jihadistas atacaram o quartel de Gurma Rarus, perto da cidade de Timbuktu.
A ONU negociou uma paz instável entre o governo central, com sede em Bamako, no Sul, e os rebeldes separatistas do Movimento Nacional de Libertação de Azawade, da etnia tuaregue, no Norte do Mali. O Exército não reafirmou sua autoridade sobre a região desde que ela foi ocupada pelos rebeldes em abril de 2012.
Vários grupos jihadistas, inclusive a rede terrorista Al Caeda no Magrebe Islâmico, aproveitam a situação para se infiltrar na região.
Um dia antes, extremistas muçulmanos tinham tomado reféns num hotel usado por soldados da força de paz das Nações Unidas e jornalistas estrangeiros na região central do Mali. O sequestro terminou com 12 mortes.
Antes de tomar o hotel, os jihadistas atacaram o quartel de Gurma Rarus, perto da cidade de Timbuktu.
A ONU negociou uma paz instável entre o governo central, com sede em Bamako, no Sul, e os rebeldes separatistas do Movimento Nacional de Libertação de Azawade, da etnia tuaregue, no Norte do Mali. O Exército não reafirmou sua autoridade sobre a região desde que ela foi ocupada pelos rebeldes em abril de 2012.
Vários grupos jihadistas, inclusive a rede terrorista Al Caeda no Magrebe Islâmico, aproveitam a situação para se infiltrar na região.
sábado, 8 de agosto de 2015
Forças do Mali atacam hotel onde jihadistas mantinham reféns
As forças de segurança do Mali atacaram hoje o Hotel Byblos, na cidade de Sévaré, no centro do país, onde rebeldes islamitas mantinham reféns desde ontem, noticiou a televisão pública britânica BBC. Pelo menos cinco soldados, três milicianos, três civis e um funcionário das Nações Unidas foram mortos.
Quatro funcionários da ONU, dois sul-africanos, um russo e um ucraniano, foram resgatados, informou o porta-voz da missão de paz no Mali.
Antes de tomar o hotel, os rebeldes mataram outras 13 pessoas nas ruas e numa importante base aérea. Podem ser ligados ao grupo de Amadou Koufa, que matou 10 soldados num ataque em Nampala em janeiro de 2015.
Um dos países mais pobres do mundo, o Mali enfrenta uma rebelião dos tuaregues, conhecidos como os nômades do Deserto do Saara, que querem criar um país independente chamado Azawade. Com o apoio de milícias extremistas muçulmanas como Al Caeda no Magrebe Islâmico, dominaram as principais cidades do Norte do Mali em 2012.
Em janeiro de 2013, quando os rebeldes e aliados jihadistas ameaçavam marchar até a capital, Bamako, a França interveio militarmente no Norte do Mali, mas o Exército Nacional nunca conseguiu reimpor sua autoridade na região.
Quatro funcionários da ONU, dois sul-africanos, um russo e um ucraniano, foram resgatados, informou o porta-voz da missão de paz no Mali.
Antes de tomar o hotel, os rebeldes mataram outras 13 pessoas nas ruas e numa importante base aérea. Podem ser ligados ao grupo de Amadou Koufa, que matou 10 soldados num ataque em Nampala em janeiro de 2015.
Um dos países mais pobres do mundo, o Mali enfrenta uma rebelião dos tuaregues, conhecidos como os nômades do Deserto do Saara, que querem criar um país independente chamado Azawade. Com o apoio de milícias extremistas muçulmanas como Al Caeda no Magrebe Islâmico, dominaram as principais cidades do Norte do Mali em 2012.
Em janeiro de 2013, quando os rebeldes e aliados jihadistas ameaçavam marchar até a capital, Bamako, a França interveio militarmente no Norte do Mali, mas o Exército Nacional nunca conseguiu reimpor sua autoridade na região.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Ataque a quartel mata dez soldados do Exército do Mali
No segundo ataque em dois dias, pelo menos dez soldados foram mortos hoje por pistoleiros não identificados no quartel de Gourma Rharous, perto da cidade de Timbuktu, no Norte do Mali, na África, noticiou a agência Reuters.
Outro ataque matou dois soldados ontem na mesma região. Os rebeldes tuaregues controlam grande parte do Norte do Máli, deixando uma área fora do controle das instituições do Estado onde movimentos extremistas muçulmanos vêm se infiltrando.
Outro ataque matou dois soldados ontem na mesma região. Os rebeldes tuaregues controlam grande parte do Norte do Máli, deixando uma área fora do controle das instituições do Estado onde movimentos extremistas muçulmanos vêm se infiltrando.
terça-feira, 7 de julho de 2015
Comandos de elite da França matam líder d'al Caeda no Norte da África
Uma força de operações especiais da França matou no Mali um líder da rede terrorista Al Caeda no Magrebe Islâmico, a região árabe do Norte da África. Ali Ag Wadossene era suspeito do sequestro do cidadão francês Serge Lazarevic.
No ataque, os comandos prenderam dois milicianos e mataram Wadossene na cidade de Kidal, no Norte do Mali, onde Al Caeda apoia os rebeldes tuaregues contra o governo central de Bamako.
Lazarevic foi sequestrado em 24 de novembro de 2011 em Hombouri, no Mali, e libertado em 9 de dezembro de 2014 pela Caeda no Magrebe, provavelmente depois do pagamento de resgate. Philippe Veddon, capturado no mesmo dia, foi executado com um tiro na cabeça em 10 de março de 2013.
No ataque, os comandos prenderam dois milicianos e mataram Wadossene na cidade de Kidal, no Norte do Mali, onde Al Caeda apoia os rebeldes tuaregues contra o governo central de Bamako.
Lazarevic foi sequestrado em 24 de novembro de 2011 em Hombouri, no Mali, e libertado em 9 de dezembro de 2014 pela Caeda no Magrebe, provavelmente depois do pagamento de resgate. Philippe Veddon, capturado no mesmo dia, foi executado com um tiro na cabeça em 10 de março de 2013.
Marcadores:
Al Caeda no Magrebe Islâmico,
Ali Ag Wadossene,
França,
Guerra Civil,
Kidal,
Mali,
operações especiais,
Serge Lazarevic,
Tuaregues
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Ataque de filial d'al Caeda mata soldados da ONU no Mali
Um ataque a um comboio da força de paz das Nações Unidas no Norte do Mali matou seis soldados da ONU e feriu outros seis, noticiou a agência Reuters. A rede terrorista Al Caeda no Magrabe Islâmico reivindicou a responsabilidade pela ação.
O comboio patrulhava a estrada entre a cidade histórica de Timbuktu e Goundam, que fica na direção sudoeste. Dois carros foram destruídos no ataque. O secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, condenou o ataque, descrevendo-o como "uma violação do direito internacional", e prometeu levar os responsáveis à Justiça.
A falta de recursos para o Exército combater uma rebelião dos tuaregues no Norte do Mali levou a um golpe de Estado em março de 2012 e a uma ofensiva do Movimento Nacional de Libertação de Libertação de Azawade, que tomou as principais cidades da região com o apoio de milícias extremistas muçulmanas como Al Caeda no Magrebe.
Em janeiro de 2013, a França, antiga potência colonial, interveio militarmente no Mali em apoio ao governo central de Bamako, a capital do país.
Depois da intervenção militar francesa, a Missão de Estabilização Integrada Multimendisional das Nações Unidas no Mali (Minusma) iniciou seu trabalho em 25 de abril de 2013. Desde então, 42 soldados da ONU foram mortos, sendo 10 em 2015, e 166 feridos.
O comboio patrulhava a estrada entre a cidade histórica de Timbuktu e Goundam, que fica na direção sudoeste. Dois carros foram destruídos no ataque. O secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, condenou o ataque, descrevendo-o como "uma violação do direito internacional", e prometeu levar os responsáveis à Justiça.
A falta de recursos para o Exército combater uma rebelião dos tuaregues no Norte do Mali levou a um golpe de Estado em março de 2012 e a uma ofensiva do Movimento Nacional de Libertação de Libertação de Azawade, que tomou as principais cidades da região com o apoio de milícias extremistas muçulmanas como Al Caeda no Magrebe.
Em janeiro de 2013, a França, antiga potência colonial, interveio militarmente no Mali em apoio ao governo central de Bamako, a capital do país.
Depois da intervenção militar francesa, a Missão de Estabilização Integrada Multimendisional das Nações Unidas no Mali (Minusma) iniciou seu trabalho em 25 de abril de 2013. Desde então, 42 soldados da ONU foram mortos, sendo 10 em 2015, e 166 feridos.
domingo, 1 de março de 2015
Rebeldes tuaregues examinam proposta de paz do Mali
A principal coligação de rebeldes tuaregues, inclusive o Movimento Nacional de Libertação de Azawade (MNLA), pediu tempo ao governo do Mali para responder a uma proposta de paz aceita por vários pequenos grupos armados em ação no Norte do país, noticiou hoje a televisão árabe Al Jazira.
Um acordo dará mais autonomia e mais representação no governo central à região do Norte do Mali que os tuaregues chamam de Azawade.
Mais conhecidos como os nômades do Deserto do Saara, os tuaregues são na verdade um povo bérbere seminômade originário da região de Targa, no Sul da Líbia, que se espalhou pela Argélia, Burkina Fasso, Chade, Líbia, Mali, Níger e Nigéria.
Os rebeldes iniciaram a guerra pela independência de Azawade em 16 de janeiro de 2012. Em 22 de março daquele ano, um golpe de Estado de militares descontentes com a falta de recursos para combater os rebeldes derrubou o ditador Amadou Touré na capital, Bamako, que fica no Sul do país.
Com o colapso do governo central, os rebeldes tomaram o Norte do Mali com o apoio de grupos jihadistas como a rede terrorista Al Caeda no Magreb. A história desse período, a vida sob o jugo de extremistas muçulmanos, está no filme Timbuktu, que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro e não ganhou, mas levou sete Cesars na França.
Timbuktu é um patrimônio cultural da humanidade, uma cidade que ficava na rota das caravanas que cruzavam o Deserto do Saara rumo ao Egito. No seu apogeu, no fim da Idade Média e início da Idade Moderna, tinha uma das maiores bibliotecas do mundo, parcialmente destruída pelos jihadistas, assim como mesquitas históricas sufistas, uma corrente do islamismo repudiada pelos salafistas da rede Al Caeda.
Quando os rebeldes e os jihadistas avançaram rumo à capital, a França interveio militarmente em 11 de janeiro de 2013 em apoio ao governo central. Em junho, foi assinado um acordo de paz repudiado pelos rebeldes em setembro daquele mesmo ano.
As atuais negociações, realizadas na Argélia com mediação das Nações Unidas, são mais uma tentativa de pôr fim à guerra na região do Sahel, onde a miséria e o subdesenvolvimento criaram um ambiente fértil para o extremismo muçulmano, do Boko Haram, na Nigéria; a Al Chababe, na Somália.
Um acordo dará mais autonomia e mais representação no governo central à região do Norte do Mali que os tuaregues chamam de Azawade.
Mais conhecidos como os nômades do Deserto do Saara, os tuaregues são na verdade um povo bérbere seminômade originário da região de Targa, no Sul da Líbia, que se espalhou pela Argélia, Burkina Fasso, Chade, Líbia, Mali, Níger e Nigéria.
Os rebeldes iniciaram a guerra pela independência de Azawade em 16 de janeiro de 2012. Em 22 de março daquele ano, um golpe de Estado de militares descontentes com a falta de recursos para combater os rebeldes derrubou o ditador Amadou Touré na capital, Bamako, que fica no Sul do país.
Com o colapso do governo central, os rebeldes tomaram o Norte do Mali com o apoio de grupos jihadistas como a rede terrorista Al Caeda no Magreb. A história desse período, a vida sob o jugo de extremistas muçulmanos, está no filme Timbuktu, que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro e não ganhou, mas levou sete Cesars na França.
Timbuktu é um patrimônio cultural da humanidade, uma cidade que ficava na rota das caravanas que cruzavam o Deserto do Saara rumo ao Egito. No seu apogeu, no fim da Idade Média e início da Idade Moderna, tinha uma das maiores bibliotecas do mundo, parcialmente destruída pelos jihadistas, assim como mesquitas históricas sufistas, uma corrente do islamismo repudiada pelos salafistas da rede Al Caeda.
Quando os rebeldes e os jihadistas avançaram rumo à capital, a França interveio militarmente em 11 de janeiro de 2013 em apoio ao governo central. Em junho, foi assinado um acordo de paz repudiado pelos rebeldes em setembro daquele mesmo ano.
As atuais negociações, realizadas na Argélia com mediação das Nações Unidas, são mais uma tentativa de pôr fim à guerra na região do Sahel, onde a miséria e o subdesenvolvimento criaram um ambiente fértil para o extremismo muçulmano, do Boko Haram, na Nigéria; a Al Chababe, na Somália.
Marcadores:
Acordo de Paz,
África,
Argélia,
Azawade,
Extremismo muçulmano,
Jihadismo,
Líbia,
Mali,
Movimento Nacional de Libertação de Azawade,
Rebeldes,
Timbuktu,
Tuaregues
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Tuaregues enfrentam milícia leal ao governo do Mali
Os rebeldes tuaregues do Movimento Nacional de Libertação de Azawade lutaram ao lado do grupo Árabes Malineses contra milícias leais ao governo do Mali na cidade de Kano no último sábado, noticiou ontem a agência Reuters.
Um foguete disparado por um rebelde matou uma pessoa, informou a missão de paz das Nações Unidas no Norte do Mali.
Há dois anos, quando os rebeldes marchavam rumo à capital, Bamako, com o apoio de grupos jihadistas como Al Caeda no Magrebe Islâmico, a França interveio militarmente no Norte do Mali. Em 18 de junho de 2013, os rebeldes assinaram um acordo de cessar-fogo com o governo que só durou até setembro daquele ano.
Desde então, há um clima de tensão permanente e ataques esporádicos como o de sábado passado, sinal de que os problemas causadores do conflito ainda não foram resolvidos.
Um foguete disparado por um rebelde matou uma pessoa, informou a missão de paz das Nações Unidas no Norte do Mali.
Há dois anos, quando os rebeldes marchavam rumo à capital, Bamako, com o apoio de grupos jihadistas como Al Caeda no Magrebe Islâmico, a França interveio militarmente no Norte do Mali. Em 18 de junho de 2013, os rebeldes assinaram um acordo de cessar-fogo com o governo que só durou até setembro daquele ano.
Desde então, há um clima de tensão permanente e ataques esporádicos como o de sábado passado, sinal de que os problemas causadores do conflito ainda não foram resolvidos.
Marcadores:
Árabes Malineses,
França,
Intervenção Militar,
Kano,
Mali,
Missão de paz,
Movimento Nacional de Libertação de Azawade,
ONU,
Tuaregues
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Força da ONU ataca rebeldes tuaregues no Norte do Mali
Com helicópteros de combate da Holanda, a Missão de Estabilização Multidimensional Integrada das Nações Unidas no Mali atacou hoje rebeldes tuaregues no Norte do país, informou o sítio de notícias turco World Bulletin. Foi a primeira vez que holandeses desta força de paz entraram em combate.
A força da ONU declarou estar respondendo ao fogo de artilharia pesada de que foi alvo na cidade de Tabankorte. Em nota, a missão de paz afirmou ter disparado contra um veículos dos rebeldes depois de tiros de advertência terem sido ignorados.
Na versão dos rebeldes do Movimento Nacional de Libertação de Azawade (MNLA), não houve tiros de advertência, cinco guerrilheiros foram mortos e vários outros feridos. O grupo negocia a paz com o governo do Mali.
Cerca de 450 comandos de operações especiais, agentes secretos e quatro helicópteros de combate Apache da Holanda integram a missão de paz da ONU, que tem um total de 12 mil soldados.
A missão de paz da ONU substitui uma força expedicionária da França que interveio no Mali em 2012 depois que os rebeldes do MNLA tomaram o Norte do país e de avançarem rumo à capital, Bamako, em aliança com grupos jihadistas africanos como a rede terrorista Al Caeda no Magrebe Islâmico.
Desde então, aumentou o combate a grupos extremistas muçulmanos na região do Sahel, na África, ao sul do Deserto do Saara.
A força da ONU declarou estar respondendo ao fogo de artilharia pesada de que foi alvo na cidade de Tabankorte. Em nota, a missão de paz afirmou ter disparado contra um veículos dos rebeldes depois de tiros de advertência terem sido ignorados.
Na versão dos rebeldes do Movimento Nacional de Libertação de Azawade (MNLA), não houve tiros de advertência, cinco guerrilheiros foram mortos e vários outros feridos. O grupo negocia a paz com o governo do Mali.
Cerca de 450 comandos de operações especiais, agentes secretos e quatro helicópteros de combate Apache da Holanda integram a missão de paz da ONU, que tem um total de 12 mil soldados.
A missão de paz da ONU substitui uma força expedicionária da França que interveio no Mali em 2012 depois que os rebeldes do MNLA tomaram o Norte do país e de avançarem rumo à capital, Bamako, em aliança com grupos jihadistas africanos como a rede terrorista Al Caeda no Magrebe Islâmico.
Desde então, aumentou o combate a grupos extremistas muçulmanos na região do Sahel, na África, ao sul do Deserto do Saara.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Mali acerta trégua com seis grupos rebeldes
O governo do Mali assinou hoje acordos de cessar-fogo com seis grupos rebeldes atuantes no Norte do país, informou o sítio de notícias Jeune Afrique. A proposta é realizar futuras negociações para chegar a acordos definitivos.
Entre os grupos rebeldes, há milícias jihadistas ligadas à rede terrorista Al Caeda e o Movimento Nacional de Libertação de Azawade, que luta para criar uma pátria para os tuaregues, mais conhecidos como os nômades do Deserto do Saara.
Entre os grupos rebeldes, há milícias jihadistas ligadas à rede terrorista Al Caeda e o Movimento Nacional de Libertação de Azawade, que luta para criar uma pátria para os tuaregues, mais conhecidos como os nômades do Deserto do Saara.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Rebeldes tuaregues tomam várias cidades do Mali
Os rebeldes do Movimento Nacional Tuaregue pela Libertação de Azawade (MLNA) tomaram várias cidades do Norte do Mali e repeliram um contra-ataque das forças governamentais em Kidal, informou a agência Reuters. Anderamboukane, Anefis, Anelhok, Ansongue, Lere, Menaka e Tassalite caíram em poder dos tuaregues.
Ao não conseguir retomar Kidal, o Exército galvanizou o movimento rebelde e agora está se retirando de Gao, a maior cidade da região, depois de negociar um cessar-fogo.
Ao não conseguir retomar Kidal, o Exército galvanizou o movimento rebelde e agora está se retirando de Gao, a maior cidade da região, depois de negociar um cessar-fogo.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Mali faz acordo de paz com os tuaregues
O governo do Mali assinou ontem um acordo de paz com os rebeldes tuaregues do Movimento Nacional de Libertação de Azawade, viabilizando a realização de eleições nacionais no próximo mês, inclusive na cidade de Kidal, que permanece sob controle rebelde mesmo depois da intervenção militar da França no início de janeiro para combater grupos extremistas muçulmanos.
A minoria tuaregue, um povo nômade do Deserto do Saara, luta por autonomia no Norte do Mali desde que o país se tornou independente da França, em 1960, lembra a televisão pública britânica BBC.
A minoria tuaregue, um povo nômade do Deserto do Saara, luta por autonomia no Norte do Mali desde que o país se tornou independente da França, em 1960, lembra a televisão pública britânica BBC.
sábado, 18 de maio de 2013
Rebeldes tuaregues enfrentam islamitas no Norte do Mali
O Movimento Nacional de Libertação de Azawade, que luta pela criação de uma pátria para o povo tuaregue acusou milícias extremistas muçulmanas de atacar hoje suas forças em Anefis, iniciando um combate que durou até a manhã deste sábado. Pelo menos dois tuareges e sete islamitas foram mortos.
Uma vitória dos rebeldes tuaregues sobre o Exército do Máli no Norte do país em abril de 2012 levou vários grupos jihadistas a ocupar a região em aliança com os tuaregues. Em janeiro de 2013, quando rebeldes e islamitas iniciaram uma ofensiva rumo à capital, a França interveio militarmente na região.
Uma vitória dos rebeldes tuaregues sobre o Exército do Máli no Norte do país em abril de 2012 levou vários grupos jihadistas a ocupar a região em aliança com os tuaregues. Em janeiro de 2013, quando rebeldes e islamitas iniciaram uma ofensiva rumo à capital, a França interveio militarmente na região.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Tuaregues são acusados de forçar crianças a guerrear
Os rebeldes tuaregues e outros grupos extremistas muçulmanos que tentam impor a lei islâmica no Norte do Máli estão cometendo uma série de crimes como assassinatos, estupros e recrutar crianças à força para guerrear a seu lado, denuncia a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, em reportagem da TV árabe especializada em notícias Al Jazira.
Em relatório divulgado nesta quarta-feira em Londres, a Anistia considera a situação atual a pior crise de direitos humanos no Máli nos últimos 52 anos, desde a independência, em 1960.
Depois do golpe militar de março na capital do país, Bamako, o Movimento Nacional de Libertação de Azawade, formado por tuaregues, tomou a região norte do país, no Sul do Deserto do Saara.
Em relatório divulgado nesta quarta-feira em Londres, a Anistia considera a situação atual a pior crise de direitos humanos no Máli nos últimos 52 anos, desde a independência, em 1960.
Depois do golpe militar de março na capital do país, Bamako, o Movimento Nacional de Libertação de Azawade, formado por tuaregues, tomou a região norte do país, no Sul do Deserto do Saara.
sábado, 7 de abril de 2012
Golpistas do Máli devolvem poder aos civis
Diante da pressão internacional e da declaração de independência dos rebeldes tuaregues do Movimento Nacional de Libertação de Azawade, no Norte do país, os golpistas que derrubaram o presidente do Máli, Amadou Touré, concordaram ontem em devolver o poder aos civis.
O capitão Amadou Sanogo, líder do golpe, assinou um documento comprometendo-se a restaurar a "ordem constitucional" diante da Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês), a organização regional, liderada pela Nigéria, confirmou agora há pouco o jornal francês Le Monde.
O capitão Amadou Sanogo, líder do golpe, assinou um documento comprometendo-se a restaurar a "ordem constitucional" diante da Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês), a organização regional, liderada pela Nigéria, confirmou agora há pouco o jornal francês Le Monde.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Tuaregues declaram independência de Azawade
Os tuaregues proclamaram a independência da região que chamam de Azawade, no Norte do Máli, no sul do Deserto do Saara, no Oeste da África. A declaração deve ser rejeitada no mundo inteiro.
"Em nome do livre e desafiante povo azawade e depois de consultar o comitê executivo, o conselho revolucionário, o conselho consultivo, os escritórios provinciais e o comandante do Exército Nacional de Libertação decidem irrevogavelmente declarar a independência do estado de Azawade, a partir de hoje", afirma o comunicado escrito em árabe.
Os rebeldes prometem "reconhecer" e "respeitar" as fronteiras com os países vizinhos, assumem o compromisso de "aceitar totalmente" a Carta das Nações Unidas e pedem o "reconhecimento sem demora" do país que pretendem fundar.
A nota acena com "uma Constituição democrática para um Azawade independente", informa a TV árabe de notícias Al Arabiya, sem falar na realização de eleições. O Movimento Nacional de Libertação pretende governar Azawade "até a indicação de uma autoridade nacional".
Na Europa e nos Estados Unidos, há um medo cada vez maior de infiltração da rede terrorista Al Caeda no Deserto do Saara e na região do Sahel, logo ao sul. Al Caeda no Magreb seria uma das forças por trás da rebelião.
Aliados históricos do coronel Muamar Kadafi, que financiava guerrilhas muçulmanas na África, os tuaregues ajudaram a defender o ditador na revolução do ano passado na Líbia. Com a derrota do antigo padrinho, voltaram para o Norte do Máli carregados de armas saqueadas dos arsenais líbios.
O fortalecimento dos rebeldes e a incapacidade e a falta de equipamento do Exército do Máli para enfrentá-los provocou um golpe de Estado no mês passado contra o presidente Amadou Touré, liderado pelo capitão Amadou Sanogo. Ele se nega a devolver o poder, apesar da pressão irresistível da Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês).
Hoje o Itamaraty divulgou nota pedindo a restauração da normalidade democrática e constitucional no Máli, ignorando as reivindicações do movimento rebelde. O Brasil e o resto do mundo não aceitam a criação de novos países à força, o que é proibido pela Carta da ONU.
"Em nome do livre e desafiante povo azawade e depois de consultar o comitê executivo, o conselho revolucionário, o conselho consultivo, os escritórios provinciais e o comandante do Exército Nacional de Libertação decidem irrevogavelmente declarar a independência do estado de Azawade, a partir de hoje", afirma o comunicado escrito em árabe.
Os rebeldes prometem "reconhecer" e "respeitar" as fronteiras com os países vizinhos, assumem o compromisso de "aceitar totalmente" a Carta das Nações Unidas e pedem o "reconhecimento sem demora" do país que pretendem fundar.
A nota acena com "uma Constituição democrática para um Azawade independente", informa a TV árabe de notícias Al Arabiya, sem falar na realização de eleições. O Movimento Nacional de Libertação pretende governar Azawade "até a indicação de uma autoridade nacional".
Na Europa e nos Estados Unidos, há um medo cada vez maior de infiltração da rede terrorista Al Caeda no Deserto do Saara e na região do Sahel, logo ao sul. Al Caeda no Magreb seria uma das forças por trás da rebelião.
Aliados históricos do coronel Muamar Kadafi, que financiava guerrilhas muçulmanas na África, os tuaregues ajudaram a defender o ditador na revolução do ano passado na Líbia. Com a derrota do antigo padrinho, voltaram para o Norte do Máli carregados de armas saqueadas dos arsenais líbios.
O fortalecimento dos rebeldes e a incapacidade e a falta de equipamento do Exército do Máli para enfrentá-los provocou um golpe de Estado no mês passado contra o presidente Amadou Touré, liderado pelo capitão Amadou Sanogo. Ele se nega a devolver o poder, apesar da pressão irresistível da Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês).
Hoje o Itamaraty divulgou nota pedindo a restauração da normalidade democrática e constitucional no Máli, ignorando as reivindicações do movimento rebelde. O Brasil e o resto do mundo não aceitam a criação de novos países à força, o que é proibido pela Carta da ONU.
domingo, 1 de abril de 2012
Golpistas recuam e reinstituem Constituição no Máli
O chefe da Junta Militar, capitão Amadou Sanogo, que tomou o poder no Máli recuou hoje, anunciou o restabelecimento imediato da Constituição do país e prometeu convocar uma convenção nacional para "consultar as forças do país" e negociar uma "transição" de prazo indefinido.
Mais cedo, os rebeldes tuaregues do Movimento Nacional de Libertação de Azawade tomaram Gao, a principal cidade do Norte do Máli. Eles lutaram ao lado de seu antigo patrocinador, o coronel Muamar Kadafi, na revolta que derrubou o ditador da Líbia depois de 42 anos, e voltaram para casa carregados de armas.
A debilidade das Forças Armadas diante do agravamento do conflito foi o pretexto dos jovens oficiais golpistas para afastar o presidente Amadou Touré e suspender a Constituição em vigor desde 1992. Mas eles não têm forças nem equipamentos para um combate mais eficiente aos rebeldes.
No momento, os golpistas estão mais preocupados com sua segurança na capital, Bamako, que fica a mil quilômetros de distância da frente de combate com os tuaregues. Sem saída, sob pressão da Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês), começam a ceder.
Mais cedo, os rebeldes tuaregues do Movimento Nacional de Libertação de Azawade tomaram Gao, a principal cidade do Norte do Máli. Eles lutaram ao lado de seu antigo patrocinador, o coronel Muamar Kadafi, na revolta que derrubou o ditador da Líbia depois de 42 anos, e voltaram para casa carregados de armas.
A debilidade das Forças Armadas diante do agravamento do conflito foi o pretexto dos jovens oficiais golpistas para afastar o presidente Amadou Touré e suspender a Constituição em vigor desde 1992. Mas eles não têm forças nem equipamentos para um combate mais eficiente aos rebeldes.
No momento, os golpistas estão mais preocupados com sua segurança na capital, Bamako, que fica a mil quilômetros de distância da frente de combate com os tuaregues. Sem saída, sob pressão da Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês), começam a ceder.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Tuaregues tomam capital do Norte no Máli
Uma semana depois do golpe militar que derrubou o presidente Amadou Touré, acusado de não equipar as Forças Armadas, os rebeldes tuaregues tomaram Kidal, no Nordeste do Máli, perto das fronteiras com a Argélia e o Níger.
"Kidal está sob nosso controle total", declarou à BBC um porta-voz do Movimento Nacional pela Libertação de Azawade, nome da região do Deserto do Saara revindicada pelos tuaregues. Com 40 mil habitantes, conhecida no Máli como a capital do deserto, é a maior cidade conquistada até agora pelos rebeldes.
O líder golpista, capitão Amadou Sanogo, pediu ajuda internacional. Como a Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês) deu um ultimato aos militares malineses, ameaçando fechar as fronteiras, congelar os bens e ativos do país no exterior, e impor um embargo financeiro, a ajuda não virá sem a devolução do poder.
Sede de uma grande base militar, Kidal é uma grande perda para o governo golpista. Desde que tomaram o poder a pretexto de intensificar o combate à revolta tuaregue, os jovens oficiais amotinados estão mais preocupados com a segurança na capital, Bamako, do que no Deserto do Saara.
É difícil imaginar que o golpe resista a um boicote econômico.
"Kidal está sob nosso controle total", declarou à BBC um porta-voz do Movimento Nacional pela Libertação de Azawade, nome da região do Deserto do Saara revindicada pelos tuaregues. Com 40 mil habitantes, conhecida no Máli como a capital do deserto, é a maior cidade conquistada até agora pelos rebeldes.
O líder golpista, capitão Amadou Sanogo, pediu ajuda internacional. Como a Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês) deu um ultimato aos militares malineses, ameaçando fechar as fronteiras, congelar os bens e ativos do país no exterior, e impor um embargo financeiro, a ajuda não virá sem a devolução do poder.
Sede de uma grande base militar, Kidal é uma grande perda para o governo golpista. Desde que tomaram o poder a pretexto de intensificar o combate à revolta tuaregue, os jovens oficiais amotinados estão mais preocupados com a segurança na capital, Bamako, do que no Deserto do Saara.
É difícil imaginar que o golpe resista a um boicote econômico.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Revolta provoca fuga de 14,5 mil no Norte do Máli
Cerca de 14,5 mil pessoas fugiram nos últimos dias de uma ofensiva do Exército do Máli contra rebeldes tuaregues no Norte deste país africano.
A Cruz Vermelha Internacional estima que 10 mil malinenses foram para o Norte do Níger, enquanto outros 4,5 mil teriam entrado na Mauritânia. "Suas condições de vida são extremamente precárias", alerta a organização humanitária.
A Cruz Vermelha Internacional estima que 10 mil malinenses foram para o Norte do Níger, enquanto outros 4,5 mil teriam entrado na Mauritânia. "Suas condições de vida são extremamente precárias", alerta a organização humanitária.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Espanha vai pagar US$ 5 milhões a Al Caeda
A Espanha concordou em pagar US$ 5 milhões à rede terrorista Al Caeda no Magreb como resgate em troca de libertação de três espanhóis sequestrados na Mauritânia, no Norte da África, afirmou hoje o jornal conservador espanhol El Mundo.
O governo socialista espanhol teria negociado o acordo no fim de janeiro, com intermediação do Máli, e o dinheiro seria entregue a um chefe tribal tuaregue, nome dos nômades do Deserto do Saara.
Além dos três espanhóis sequestrados em dezembro, um casal de italiano e um francês raptados na Mauritânia seriam mantidos como reféns no Norte do Máli.
O prazo dado para matar o francês venceu no sábado, mas o presidente malinês, Amadou Touré, disse esperar boas notícias sobre os seis reféns europeus nos próximos dias.
Uma reportagem publicada sábado no jornal italiano Corriere della Sera afirma que Al Caeda está falida financeiramente. Sem dinheiro, estaria apelando para o crime comum e o sequestro de turistas como fonte de recursos.
Para derrubar as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e atacar o Pentágono, nos arredores de Washington, o grupo terrorista liderado por Ossama ben Laden gastou US$ 500 mil. A fracassada operação para derrubar um avião no Natal de 2009 teria sido feita com um orçamento de US$ 6 mil.
O governo socialista espanhol teria negociado o acordo no fim de janeiro, com intermediação do Máli, e o dinheiro seria entregue a um chefe tribal tuaregue, nome dos nômades do Deserto do Saara.
Além dos três espanhóis sequestrados em dezembro, um casal de italiano e um francês raptados na Mauritânia seriam mantidos como reféns no Norte do Máli.
O prazo dado para matar o francês venceu no sábado, mas o presidente malinês, Amadou Touré, disse esperar boas notícias sobre os seis reféns europeus nos próximos dias.
Uma reportagem publicada sábado no jornal italiano Corriere della Sera afirma que Al Caeda está falida financeiramente. Sem dinheiro, estaria apelando para o crime comum e o sequestro de turistas como fonte de recursos.
Para derrubar as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e atacar o Pentágono, nos arredores de Washington, o grupo terrorista liderado por Ossama ben Laden gastou US$ 500 mil. A fracassada operação para derrubar um avião no Natal de 2009 teria sido feita com um orçamento de US$ 6 mil.
Assinar:
Comentários (Atom)