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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Parlamento prorroga mandato do presidente da Gâmbia

Em mais um agravante para a crise política no país, que está sob ameaça de intervenção militar dos países da Comunidade Econômica da África Ocidental (ECOWAS), o Parlamento da Gâmbia decretou estado de emergência e aprovou hoje a prorrogação por 90 dias do mandato do presidente Yahya Jammeh, que terminaria amanhã.

As forças de segurança foram orientadas a "manter a paz, a ordem e a segurança totalmente".

Depois de reconhecer a derrota para o empresário Adama Barrow na eleição presidencial de 1º de dezembro de 2016, Jammeh voltou atrás e se nega a deixar o poder, que ocupa desde um golpe militar em 1994.

Até agora, todas as tentativas de mediação fracassaram. A ECOWAS, o bloco regional liderado pela Nigéria. pode intervir na Gâmbia a pedido da União Africana com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Barrow fugiu para o Senegal, onde declarou que pode voltar a qualquer momento para tomar posse.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Presidente de Burkina Fasso reassume uma semana após golpe

O presidente interino de Burkina Fasso, Michel Kafando, reassumiu o cargo nesta quarta-feira, depois que o Exército tomou a capital e exigiu a rendição dos golpistas, membros da guarda presidencial ligados ao ex-ditador Blaise Compaoré.

"Estou de volta ao trabalho", declarou Kafando. "Durante esta experiência difícil, lutamos juntos e triunfamos juntos."

Pelo menos dez pessoas foram mortas durante o golpe. Kafando, o primeiro-ministro Isaac Zida e vários ministros foram presos pelos golpistas na quarta-feira passada. Zida foi libertado ontem.

O golpe foi repudiado pelas Nações Unidas, a União Africana e a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas, em inglês), que negociou a restituição do poder ao governo deposto.

O líder golpista, general Gilbert Diendéré, chefe do Regimento de Segurança Presidencial, o nome oficial da guarda, é ligado ao ex-ditador Blaise Compaoré, deposto em outubro de 2014 em meio a uma revolta popular quando tentava concorrer a um novo mandato depois de 27 anos no poder.

Como presidente interino, a principal missão de Kafando é organizar as eleições parlamentares e presidencial previstas para 11 de outubro de 2015.

domingo, 20 de setembro de 2015

Junta militar de Burkina Fasso insiste em ficar no poder até eleições

O general Gilbert Diendéré, líder do golpe de Estado de 16 de setembro de 2015 em Burkina Fasso, resiste à pressão internacional para devolver o poder ao presidente interino Michel Kafando, noticiou hoje a rádio e televisão pública britânica BBC. Quer comandar o país até as eleições parlamentares e presidencial de 11 de outubro.

Ontem, o presidente do Benin, Thomas Boni Yayi, um dos mediadores enviados pela Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas), previu a volta de Kafando.

Mais cedo, hoje, militantes do Congresso pela Democracia e Progresso invadiram o hotel onde se realizam as negociações para manifestar apoio ao golpe e hostilizaram participantes do diálogo. São partidários do ditador Blaise Compaoré, derrubado por uma revolta popular em outubro de 2014 quando tentava aprovar uma reforma constitucional para concorrer a um novo mandado depois de estar no poder há 27 anos.

O líder golpista era chefe da guarda presidencial e um antigo aliado de Compaoré.

sábado, 1 de novembro de 2014

Coronel se autoproclama chefe de Estado em Burkina Fasso

Em pronunciamento pelo rádio hoje à noite, o coronel Isaac Zida, subcomandante da guarda do presidente deposto, Blaisé Compaoré, se apresentou como novo dirigente máximo de Burkina Fasso durante o período de transição até a eleição de um novo presidente pelo voto popular, que os militares prometeram realizar em até 12 meses.

"Eu assumo as responsabilidades de chefe desta transição  e de chefe de Estado para assegurar a continuidade do Estado", declarou o coronel, pedindo à Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês), a organização regional liderada pela Nigéria "apoio às novas autoridades".

Dois dias atrás, nota o jornal Le Monde, sentindo no ar um risco de golpe militar, foi o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, general Nabéré Honoré Traoré, que anunciou a dissolução do governo e da Assembleia Nacional depois que uma multidão enfurecida incendiou o Parlamento e casas de ministros num protesto contra a reeleição de Compaoré, no poder desde 1987, para um quinto mandato.

Houve um tiroteio de alguns minutos na área do palácio presidencial antes do pronunciamento de Zida. Ele afirmou que o ex-presidente está "num lugar seguro", com "sua integridade física e moral garantida", mas não falou em devolver o cargo a Compaoré.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Tuaregues declaram independência de Azawade

Os tuaregues proclamaram a independência da região que chamam de Azawade, no Norte do Máli, no sul do Deserto do Saara, no Oeste da África. A declaração deve ser rejeitada no mundo inteiro.

"Em nome do livre e desafiante povo azawade e depois de consultar o comitê executivo, o conselho revolucionário, o conselho consultivo, os escritórios provinciais e o comandante do Exército Nacional de Libertação decidem irrevogavelmente declarar a independência do estado de Azawade, a partir de hoje", afirma o comunicado escrito em árabe.

Os rebeldes prometem "reconhecer" e "respeitar" as fronteiras com os países vizinhos, assumem o compromisso de "aceitar totalmente" a Carta das Nações Unidas e pedem o "reconhecimento sem demora" do país que pretendem fundar.

A nota acena com "uma Constituição democrática para um Azawade independente", informa a TV árabe de notícias Al Arabiya, sem falar na realização de eleições. O Movimento Nacional de Libertação pretende governar Azawade "até a indicação de uma autoridade nacional".

Na Europa e nos Estados Unidos, há um medo cada vez maior de infiltração da rede terrorista Al Caeda no Deserto do Saara e na região do Sahel, logo ao sul. Al Caeda no Magreb seria uma das forças por trás da rebelião.

Aliados históricos do coronel Muamar Kadafi, que financiava guerrilhas muçulmanas na África, os tuaregues ajudaram a defender o ditador na revolução do ano passado na Líbia. Com a derrota do antigo padrinho, voltaram para o Norte do Máli carregados de armas saqueadas dos arsenais líbios.

O fortalecimento dos rebeldes e a incapacidade e a falta de equipamento  do Exército do Máli para enfrentá-los provocou um golpe de Estado no mês passado contra o presidente Amadou Touré, liderado pelo capitão Amadou Sanogo. Ele se nega a devolver o poder, apesar da pressão irresistível da Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês).

Hoje o Itamaraty divulgou nota pedindo a restauração da normalidade democrática e constitucional no Máli, ignorando as reivindicações do movimento rebelde. O Brasil e o resto do mundo não aceitam a criação de novos países à força, o que é proibido pela Carta da ONU.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Países vizinhos impõem sanções ao Máli

Durante reunião de emergência de três horas hoje de manhã em Dacar, no Senegal, a Comunidade Econômica da África Ocidental (Ecowas, do inglês) impôs uma série de sanções aos golpistas que tomaram o poder no Máli.

As medidas entram em vigor imediatamente. Elas incluem o fechamento das fronteiras e o congelamento dos bens do governo malinês no banco central regional. Parecem ser suficientes para sufocar a economia do país, que não tem saída para o mar. Também podem deixar no escuro os 15 milhões de habitantes do Máli por falta de óleo diesel para os geradores de eletricidade.

Os golpistas derrubaram o presidente Amadou Touré sob o argumento de que as Forças Armadas estão mal equipadas para enfrentar os rebeldes tuaregues que lutam pela independência de uma região que chamam de Azawade. No fim de semana, os rebeldes tomaram três cidades importantes do Norte do Máli; Kidal, Gao e Timbuktu.

Sob intensa pressão internacional, o líder golpista, capitão Amadou Sanogo, prometeu ontem reinstaurar a Constituição e devolver o poder aos civis.