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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Presidente de Burkina Fasso reassume uma semana após golpe

O presidente interino de Burkina Fasso, Michel Kafando, reassumiu o cargo nesta quarta-feira, depois que o Exército tomou a capital e exigiu a rendição dos golpistas, membros da guarda presidencial ligados ao ex-ditador Blaise Compaoré.

"Estou de volta ao trabalho", declarou Kafando. "Durante esta experiência difícil, lutamos juntos e triunfamos juntos."

Pelo menos dez pessoas foram mortas durante o golpe. Kafando, o primeiro-ministro Isaac Zida e vários ministros foram presos pelos golpistas na quarta-feira passada. Zida foi libertado ontem.

O golpe foi repudiado pelas Nações Unidas, a União Africana e a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas, em inglês), que negociou a restituição do poder ao governo deposto.

O líder golpista, general Gilbert Diendéré, chefe do Regimento de Segurança Presidencial, o nome oficial da guarda, é ligado ao ex-ditador Blaise Compaoré, deposto em outubro de 2014 em meio a uma revolta popular quando tentava concorrer a um novo mandato depois de 27 anos no poder.

Como presidente interino, a principal missão de Kafando é organizar as eleições parlamentares e presidencial previstas para 11 de outubro de 2015.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Exército ocupa capital de Burkina Fasso

Cinco dias depois do golpe que derrubou o presidente interino, Michel Kafando, o Exército entrou durante a noite de ontem para hoje em Uagadugu, a capital de Burkina Fasso, para pressionar os líderes rebeldes a devolver o poder. O primeiro-ministro Isaac Zida foi libertado.

Os civis que saíram às ruas nos últimos dias para protestar contra o golpe não opuseram resistência ao Exército regular. A guarda presidencial ou Regimento de Segurança presidencial, responsável pelo golpe, negocia a rendição.

O líder golpista, general Gilbert Diendéré, é ligado ao ex-ditador Blaise Compaoré, derrubado há pouco menos de um ano numa revolta popular quando tentava mudar a Constituição para concorrer a um novo mandato depois de 27 anos no poder.

Diendéré se nega a devolver o poder a Kafando. Quer ficar até as eleições parlamentares e presidencial de 11 de outubro. Mas não tem apoio doméstico nem internacional.

As Nações Unidas, a União Africana e a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas) condenaram o golpe e exigiriam a devolução imediata do poder aos civis dentro do processo de democratização em andamento.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Líderes do golpe libertam presidente deposto em Burkina Fasso

Os líderes do golpe militar libertaram hoje o presidente Michel Kafando, deposto ontem, e vários ministros detidos durante uma reunião ministerial no palácio presidencial em Uagadugu, a capital de Burkina Fasso, um país muito pobre da África Ocidental, noticiou a Agência France Presse (AFP).

A rebelião foi liderada pelo novo homem-forte do país, general Gilbert Diendéré, próximo do ex-ditador Blaise Compaoré, que caiu em outubro de 2014 durante uma revolta popular contra sua tentativa de mudar a Constituição para concorrer a um novo mandato depois de 27 anos no poder.

Kafando, político e diplomata, assumiu em novembro do ano passado como presidente interino. Sua principal missão era preparar as eleições parlamentares e presidencial convocadas para 11 de outubro. O processo de redemocratização está ameaçada.

Em nota conjunta, as Nações Unidas, a União Africana e a Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental repudiaram o golpe e reafirmaram o compromisso com a democratização de Burkina Fasso, a antiga República do Alto Volta, um dos países mais pobres do mundo, com renda média anual por habitante de apenas US$ 790.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Guarda presidencial derruba o presidente em Burkina Fasso

Num golpe de Estado, militares da guarda presidencial de Burkina Fasso invadiram hoje uma reunião ministerial, prenderam e destituíram o presidente Michel Kafando, o primeiro-ministro Yacouba Isaac Zida e dois ministros. 

Político e diplomata, Kafando estava no poder interinamente desde 21 de novembro de 2014 com a tarefa de preparar as eleições legislativas e presidencial marcadas para 11 de outubro de 2015. O golpe ameaça a democratização do país.

O antigo braço direito do presidente deposto, general Gilbert Diendéré, foi nomeado chefe do Conselho Nacional da Democracia depois da dissolução do governo pelos militares. A guarda presidencial ou Regimento de Segurança do Presidente (RSP), seu nome oficial, não deu explicações para justificar o golpe.

Ao anoitecer, os militares golpistas dispararam rajadas de metralhadora para o ar para dispersar manifestantes que protestavam diante do palácio presidencial. O RSP era um sustentáculo da ditadura de Blaise Compaoré, derrubado sob pressão de protestos populares em outubro de 2014, quando tentava mudar a Constituição para conseguir mais um mandato depois de 27 anos no poder.

Em comunicado conjunto, as Nações Unidas, a União Africana e a Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas) exigiram a libertação imediata dos presos e reafirmaram seu compromisso com o processo da retorno à democracia.