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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Terrorista suicida atacou ônibus na Tunísia

As autoridades da Tunísia anunciaram hoje que um homem-bomba realizou o atentado contra um ônibus usados por membros da guarda presidencial em que 13 pessoas morreram e 17 saíram feridas ontem. 

Os investigadores acreditam que o terrorista entrou no ônibus com dez quilos de explosivos num colete ou na mochila. O Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do atentado.

Mais de 3 mil tunisianos foram lutar ao lado do grupo na Síria e no Iraque. Muitos voltaram com treinamento de guerra.

Em 18 de março, terroristas atacaram o Museu do Bardo, em Túnis, matando 22 pessoas. Outra ação, na praia de Sousse, na Tunísia, em 26 de junho de 2015, morreu a luso-brasileira Maria da Glória Moreira, de 76 anos, primeira vítima brasileira do terrorismo do EI, que assumiu a responsabilidade pelos dois ataques.

O governo decretou estado de emergência por 30 dias e impôs toque de recolher noturno na capital das 21 às 5h.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Atentado terrorista mata 12 guardas presidenciais na Tunísia

O presidente Beji Caïd Essebsi decretou hoje estado de emergência por 30 dias na Tunísia depois de um ataque a um ônibus da guarda presidencial que deixou 12 mortos e 18 feridos na capital. Túnis está sob toque de recolher noturno das 21h às 5h.

A Tunísia é o país onde começou a chamada Primavera Árabe e o único em que a revolução levou à democracia. A abertura política levou ao fortalecimento de partidos islamitas e de movimentos jihadistas. Pelo menos 3 mil tunisianos se alistaram para lutar ao lado do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Dois importantes advogados defensores dos direitos humanos foram mortos nos últimos anos por extremistas muçulmanos. Em 18 de março de 2015, 22 pessoas, na maioria turistas europeus, foram mortas num ataque ao Museu do Bardo, em Túnis. Os terroristas morreram e não foi esclarecido a que grupo pertenciam.

Mais mortal ainda foi o ataque à praia de Sousse. Em 26 de junho, Seifeddine Rezgui disparou com um fuzil de guerra Kalachnikov contra pessoas que estavam na praia perto de um hotel de cinco estrelas de uma companhia espanhola, matando 39 pessoas antes de ser morto. O Estado Islâmico reinvidicou a autoria desse atentado.

Uma turista luso-brasileira de 76 anos, Maria da Glória Moreira, morreu em Sousse, tornando-se a primeira vítima brasileira do Estado Islâmico.

sábado, 26 de setembro de 2015

Burkina Fasso extingue a guarda presidencial

O governo interino de Burkina Fasso, restaurado há três dias depois do golpe militar de 17 de setembro, decidiu ontem extinguir o Regimento de Segurança Presidencial, a guarda presidencial, responsável pela conspiração, noticiou a Radio France Internationale.

Depois de fazer um inventário das armas em poder da guarda, o governo vai entregá-las a outros soldados e dispersar a guarda.

O presidente interino Michel Kafando substituiu no ano passado o ditador Blaise Compaoré, derrubado por uma revolta popular depois de 27 anos no poder, com a missão de preparar as eleições parlamentares e presidencial previstas para 11 de outubro de 2015. Voltou ao cargo em 23 de setembro.

Hoje a Justiça burkinense anunciou o congelamento dos bens de 14 golpistas, inclusive do general Gilbert Diendéré, líder do golpe e ex-chefe da guarda presidencial, ligado a Compaoré, e de quatro partidos políticos.

O Conselho Nacional de Transição reassumiu hoje seus plenos poderes. As ruas da capital de Burkina Fasso, Uagadugu, estão calmas. Pelo menos dez pessoas foram mortas pelo golpe.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Presidente de Burkina Fasso reassume uma semana após golpe

O presidente interino de Burkina Fasso, Michel Kafando, reassumiu o cargo nesta quarta-feira, depois que o Exército tomou a capital e exigiu a rendição dos golpistas, membros da guarda presidencial ligados ao ex-ditador Blaise Compaoré.

"Estou de volta ao trabalho", declarou Kafando. "Durante esta experiência difícil, lutamos juntos e triunfamos juntos."

Pelo menos dez pessoas foram mortas durante o golpe. Kafando, o primeiro-ministro Isaac Zida e vários ministros foram presos pelos golpistas na quarta-feira passada. Zida foi libertado ontem.

O golpe foi repudiado pelas Nações Unidas, a União Africana e a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas, em inglês), que negociou a restituição do poder ao governo deposto.

O líder golpista, general Gilbert Diendéré, chefe do Regimento de Segurança Presidencial, o nome oficial da guarda, é ligado ao ex-ditador Blaise Compaoré, deposto em outubro de 2014 em meio a uma revolta popular quando tentava concorrer a um novo mandato depois de 27 anos no poder.

Como presidente interino, a principal missão de Kafando é organizar as eleições parlamentares e presidencial previstas para 11 de outubro de 2015.