Mostrando postagens com marcador Burkina Fasso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Burkina Fasso. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Golpes militares marcam o fim da França-África

Desde 1990, dois terços dos golpes de Estado ocorridos na África foram em antigas colônias da França. Nos últimos cinco anos, oito foram em ex-colônias francesas. É o fim do arranjo negociado pelo general e presidente Charles de Gaulle com as elites políticas e econômicas locais para manter a influência da França depois da independência, em 1960.

Com a exceção do Gabão, as outras ex-colônias da França estão entre os países mais pobres do mundo, apesar de serem ricos em minérios, enfrentam o terrorismo de extremistas muçulmanos e estão numa das regiões mais atingidas pelo aquecimento global.

O Gabão é rico em petróleo e tem uma renda per capita quatro vezes acima da média da África Subsaariana. Há quase 56 anos, era um feudo da família Bongo. O líder do golpe, general Brice Oligui Nguema, primo do presidente deposto, foi empossado hoje pelo supremo tribunal do país. Prometeu anistia para presos políticos, eleições livres e uma nova Constituição, mas não marcou data. Meu comentário:

quarta-feira, 4 de março de 2020

Congresso dos EUA quer manter forças no Sahel

A aliança entre Al Caeda e o Estado Islâmico na região do Sahel, na África, ameaça alguns dos países pobres do mundo. O Congresso dos Estados Unidos e a França tentam impedir o governo Donald Trump de retirar as forças americanas da região. 

Deputados e senadores americanos quere aprovar uma lei para impedir o presidente Donald Trump de retirar forças dos Estados Unidos que combatem o terrorismo dos extremistas muçulmanos na África. 

A preocupação é com os jihadistas, que estão ganhando espaço na África Oriental e na região do Sahel da África Ocidental. Com a nova doutrina de segurança nacional feita pelo governo Donald Trump, a prioridade deixa de ser a guerra contra o terrorismo deflagrada pelo então presidente George W. Bush depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. 

Trump está mais preocupado com a competição estratégica com a China e a Rússia. Meu comentário:

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Cooperação Al Caeda-Estado Islâmico aumenta ameaça do terror no Sahel

A rede Al Caeda (A Base) e o grupo Estado Islâmico estão coordenando operações terroristas e dividindo esferas de influência no Mali, no Níger e em Burkina Fasso, noticiou o jornal americano The Washington Post. Esta tríplice fronteira é considerada hoje a região mais crítica no combate ao jihadismo na região do Sahel, na África Ocidental.

De acordo com agentes franceses, os dois grupos estão se tornando mais organizados e mais ágeis na sua guerra contra países pobres e fracos, "realizando ataques com um profissionalismo que não tínhamos visto".

A coordenação entre a Jamaat Nusrat al-Islam Muslimen (Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos), ligada à Caeda , e o Estado Islâmco no Grande Saara vai piorar a situação de segurança na região, com a possibilidade de atentados e sequestros, abrindo caminho para operações de maior envergadura.

Esta cooperação não significa que os dois grandes movimentos jihadistas, que romperam durante a guerra civil da Síria. Foi em janeiro de 2014, depois que o sucessor de Ossama ben Laden como líder d'al Caeda, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, mandou dissolver o Estado Islâmico do Iraque e do Levante para que a organização liderada por Abu Baker al-Baghdadi limitasse suas operações ao Iraque.

Al-Baghdadi não aceitou, alegando não reconhecer as fronteiras traçadas pelo imperialismo ocidental a partir do Acordo Sykes-Picot (1916), em que os Impérios Britânico e Francês dividiram o Oriente Médio entre si com a dissolução do Império Otomano (turco) no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Não houve uma reconciliação entre os dois movimentos. Eles têm inimigos comuns num teatro de operações específico. A situação do Sahel é a mais grave da guerra contra o terrorismo. Países miseráveis, com problemas étnicos, são terreno fértil para recrutamento de jovens para movimentos extremistas.

A França mantém soldados na região desde a intervenção militar no Mali, em janeiro de 2013. Hoje, são 5.100 militares franceses, mas os Estados Unidos ameaçaram reduzir seu contingente que combate o terrorismo na África, focado hoje principalmente na Somália.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

França envia mais 600 soldados para o combate ao terror no Sahel

Até o fim de fevereiro, a França vai mandar mais 600 soldados para participar da Operação Barkhane, que combate o terrorismo de extremistas muçulmanos na região do Sahel, ao sul do Deserto do Saara, anunciou hoje a ministra dos Exércitos da França, Florence Parly. Eles vão se juntar a outros 4,5 mil militares franceses que já estão na região.

A expectativa era que a França enviasse 2,2 mil soldados. O grosso dos reforços vai combater milícias jihadists na região de tríplice fronteira entre o Mali, Burkina Fasso e o Níger. O resto vai atuar diretamente no seio das Forças Armadas do Grupo dos Cinco do Sahel (Mauritânia, Mali, Burkina Fasso, Níger e Chade).

Junto com os 600 reforços, serão enviados cerca de cem veículos (blindados leves e pesados e veículos de transporte). Em novembro, a França perdeu 13 soldados num acidente entre dois helicópteros de combate.

Os grupos jihadistas intensificaram as ações terroristas no Sahel, uma região árida e pobre onde o aquecimento global agrava a miséria e a fome, com jovens homens sem futuro que são facilmente atraídos com promessas dos extremistas.

A intervenção militar francesa no Sahel começou em janeiro de 2013, quando grupos jihadistas e tuaregues marchavam em direção a Bamako, a capital do Mali. Conseguiu recuperar territórios do Norte do país, mas não acabar com as milícias.

Daqui a seis meses, a Operação Barkhane passará por nova avaliação. Numa reunião de cúpula no mês passado, a França e o G5 Sahel fizeram um apelo aos Estados Unidos para que não retirem suas forças do Sahel. Há cerca de 5 mil soldados americanos combatendo o terrorismo na África, a maioria na Somália, que fica no Leste do Sahel.

Um dos objetivos da França é mobilizar outros países europeus para que se engajem na guerra contra o terror na África. Como os EUA devem reduzir seu contingente, o comandante-em-chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas americanas, general Stephen Townsend, apelou aos europeus a que "aceitem o desafio e façam mais para ajudar a França no Sahel".

domingo, 26 de janeiro de 2020

Macron reúne gabinete de segurança para definir estratégia no Sahel

O presidente Emmanuel Macron vai se encontrar na quarta-feira com seus principais assessores de segurança e defesa para discutir a estratégia de combate ao terrorismo muçulmano na região do Sahel, na África, ao sul do Deserto do Saara.

Durante reunião de cúpula com o Grupo dos Cinco (G5) do Sahel (Mauritânia, Burkina Fasso, Mali, Níger e Chade), Macron prometeu enviar mais 2,2 mil soldados franceses para se juntar a um contingente de 4,5 mil militares da França que estão hoje na região, do tamanho da Europa.

A intervenção militar francesa não tem sido suficiente para reduzir a ofensiva jihadista, que explora a miséria e os conflitos étnicos da região e se beneficia com o tráfico de armas para a guerra civil na Líbia, que vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em 2011.

Como os Estados Unidos pretendem retirar as forças estacionadas na África para dar mais ênfase à concorrência estratégica da China e da Rússia do que ao combate ao terrorismo dos extremistas muçulmanos, a responsabilidade da França vai aumentar.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Burkina Fasso arma vigilantes para combater terrorismo no Sahel

Burkina Fasso, um dos países mais pobres do mundo, vai treinar e armar vigilantes para combater o terrorismo dos extremistas muçulmanos.

Diante do aumento dos ataques terroristas da extremistas muçulmanos na região do Sahel, que fica na África, logo ao sul do Deserto do Saara, o Parlamento de Burkina Fasso aprovou um projeto para treinar e equipar com armas leves grupos de vigilantes, noticiou ontem a agência Reuters. 

Armar os civis pode agravar ainda mais a crise da segurança pública. Em outros países da África, medidas semelhantes aumentaram a violência e exacerbaram as tensões entre povos e tribos. Meu comentário:

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

França e países africanos apelam a EUA para não deixar do Sahel

A França e cinco países da África pediram hoje aos Estados Unidos que não abandonem a luta contra o terrorismo dos extremistas muçulmanos na região do Sahel, ao sul do Deserto do Saara.

Em reunião de cúpula na cidade de Pau, no Sul da França, o presidente Emmanuel Macron e os líderes de cinco países do Sahel (Burkina Fasso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger) resolveram reforçar a cooperação militar na luta contra o extremismo muçulmano.

O Grupo dos Cinco decidiu “manifestar o desejo de manter o engajamento da França no Sahel”, apesar do sentimento antifrancês nas antigas colônias africanas. Também considera crucial o apoio dos Estados Unidos, que anunciaram a intenção da retirar suas forças da região numa revisão estratégica e da doutrina de segurança nacional. 

Macron prometeu enviar mais 2.200 soldados da França, que já tem 4,5 mil tropas na Operação Barkhane, patrulhando uma área do tamanho da Europa. Meu comentário:

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

EUA consideram retirar forças que combatem terrorismo na África Ocidental

Em mais um recuo estratégico de sérias consequências para o combate ao terrorismo dos extremistas muçulmanos e à liderança dos Estados Unidos, o Departamento da Defesa, o Pentágono, está cogitando reduzir significativamente as forças americanas estacionadas na África Ocidental e considera até mesmo a possibilidade de uma retirada total, noticiou na véspera do Natal o jornal The New York Times

Uma redução drástica ou uma retirada total das tropas americanas e sobrecarregar ainda mais as forças da França e dos países africanos miseráveis que combatem o jihadismo na região do Sahel, ao sul do Deserto do Saara. 

A medida faz parte revisão estratégica e da doutrina de segurança nacional dos EUA feita pelo governo Trump. Há cerca de 200 mil soldados americanos no exterior. O objetivo é abandonar o combate a grupos terroristas geograficamente distantes, que em tese não representam uma ameaça direta aos EUA, e se concentrar na competição estratégica com grandes potências, no caso, a China e a Rússia.

Desta maneira, o governo Donald Trump pode abandonar uma base de drones recém-construída no Níger a um custo de 110 milhões de dólares, mais de 344 milhões de reais, e suspender a ajuda às forças da França que combatem o terrorismo em Burkina Fasso, no Mali e no Níger. Meu comentário:

sábado, 11 de maio de 2019

Dois soldados franceses morrem em resgate de reféns na África

Uma operação de resgate de turistas franceses sequestrados por terroristas muçulmanos no Benin, na África, mobilizou 20 soldados especializados em resgate de reféns, drones e helicópteros das Forças Armadas da França no Norte de Burkina Fasso, na África Ocidental. 

Quatro reféns foram libertados, entre eles dois franceses, uma americana e uma sul-coreana, mas dois soldados franceses morreram em ação, noticiou o jornal francês Le Monde. É mais um sinal de que a guerra contra o terrorismo se dá cada vez mais na África.

Laurent Lassimouillas e Patrick Picque faziam um safári no Parque da Pendjari, no Norte do Benin, uma das últimas reservas de vida selvagem na África Ocidental, que fica ao longo da fronteira com Burkina Fasso. Na noite de 1º de maio, eles não voltaram ao acampamento. Dias depois, foi encontrado corpo seviciado de seu guia.

A operação de resgate foi realizada pela força francesa na região Sahel, no Sul do Deserto do Saara, chamada Barkhane e a Força-Tarefa Sabre, com a participação de 20 especialistas do Comando Hubert, uma das sete unidades comandos da Marinha e talvez a tropa de elite mais prestigiada das Forças Armadas da França.

Tudo foi planejado e feito com a cooperação da inteligência militar dos Estados Unidos na região e com o Exército de Burkina Fasso. Desde que os reféns foram sequestrados, os serviços secretos formaram uma rede para obter informações sobre seu paradeiro.

Um oficial francês revelou que os reféns em trânsito em Burkina Fasso. Os terroristas pretendiam levá-los para o Norte do Mali. Em 7 de maio, os franceses foram localizados no Norte de Burkina Fasso. Enquanto o comboio estava em movimento, era impossível agir sem ameaçar a vida dos reféns, explicou o comandante militar da operação.

Na quinta-feira, o comandante de operações especiais viu que os sequestradores haviam parado e pediu a autorização ao presidente Emmanuel Macron para atacar. À noite, Macron deu a ordem.

A decisão foi tomada antes que os reféns fossem entregues a outra grupo terrorista mais poderoso, a katiba Macina ou Frente de Libertação do Macina, uma milícia islamista ligada à rede terrorista Al Caeda que atua no Norte do Mali e teria encomendado o sequestro.

Seu líder, Amadou Koufa, é considerado mais do que um comandante militar. É um guia espiritual, um catalisador das frustrações dos jovens da região. Em janeiro de 2015, ele lançou sua insurreição, que no ano passado causou a morte de cerca de 500 civis.

Em março de 2017, Koufa apareceu ao lado de líderes tuaregues do Mali e da rede Al Caeda no Magreb e Al Mourabitoun, unindo suas forças no Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos. Todos estavam sob o comando de Ag Ghali dentro de Al Caeda no Magreb Islâmico.

Mas, de acordo com o serviço secreto burkinense, o sequestro no Norte do Benin foi realizado pelo Estado Islâmico no Grande Saara. Se for o caso, a Frente Macina, afiliada a Al Caeda, mantém ligações com outros grupos jihadistas como o burkinense Ansaroul Islam e com o Estado Islâmico, concorrente da Caeda.

Sob a noite escura, os comandos franceses avançaram 200 metros a céu aberto e passaram por um sentinela para chegar às quatro barracas do acampamento. Quando estavam a cerca de 10 metros, foram percebidos. Os sequestradores engatilharam suas armas. Mesmo assim, os franceses decidiram não abrir fogo para preservar os reféns.

Neste momento, os soldados Cédric de Pierrepont e Alain Bertoncello foram mortos, cada um em uma barraca. Quatro terroristas foram mortos e dois conseguiram fugir. A presença das duas outras reféns, a americana e a sul-coreana, não era esperada. Elas eram reféns há 28 dias.

O presidente Macron "curva-se com emoção e gravidade diante do sacrifício de nossos dois militares", declarou em nota o Palácio do Eliseu. Em 14 de maio, às 11h em Paris (6h em Brasília), Macron vai presidir uma homenagem aos mortos no Palácio dos Inválidos, onde fica o túmulo de Napoleão Bonaparte.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Ação terrorista deixa pelo menos 28 mortos em Burkina Fasso

Um ataque contra a Embaixada da França e o Estado-Maior das Forças Armadas na manhã de hoje terminou com a morte de pelo menos 28 pessoas em Uagadugu, a capital de Burkina Fasso, um país da África Ocidental sem saída para o mar, noticiaram agências internacionais.

Entre os mortos, oito eram membros das forças de segurança e outros oito eram terroristas que participaram do ataque, revelou o Serviço de Informações do Governo. O ministro da Defesa, Jean-Claude Bouda, afirmou ao boletim de notícias Jeune Afrique que foi "um ataque terrorista".

Em Paris, a Justiça da França abriu inquérito por "tentativa de assassinato terrorista". O ministro do Exterior francês, Jean-Yves Le Drian, declarou que "os ataques hoje de manhã visaram vários locais de Uagadugu, inclusive a Embaixada da França. As forças de segurança burquinenses se mobilizaram contra os atacantes, com o apoio das forças de segurança de nossa embaixada."

Nenhum francês saiu ferido, mas todos foram alertados a redobrar a vigilância em Burkina Fasso. Toda a região do Sahel, ao sul do Deserto do Saara, da Mauritânia à Somália, é palco da ação de jihadistas.

A França interveio militarmente no vizinho Mali, em janeiro de 2013, para ajudar o governo local a enfrentar rebeldes jihadistas ligados à rede terrorista Al Caeda. A intervenção acabou oficialmente em 2014, mas a França mantém forças na região.

No momento do ataque, havia uma reunião na sede do Estado-Maior burquinense do Grupo dos Cinco do Sahel (G5 Sahel), formado por Burkina Fasso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger, para discutir o combate ao terrorismo dos extremistas muçulmanos na região.

NOTA: No dia seguinte, o Grupo de Apoio a Islamitas e Muçulmanos (GSIM, do francês), ligado à rede terrorista Al Caeda, reivindicou a autoria do atentado.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Terroristas tomam reféns e 30 pessoas morrem em Burkina Fasso

Pelo menos seis terroristas ligados à rede terrorista Al Caeda no Magrebe Islâmico invadiram ontem o luxuoso Splendid Hotel, muito usado por estrangeiros e funcionários das Nações Unidas em Uagadugu, a capital de Burkina Fasso - e tomaram mais de cem reféns. As forças de seguranças burkinenses reagiram com o apoio de soldados da França. Trinta pessoas morreram.

De acordo com o Departamento da Defesa dos Estados Unidos, o principal alvo dos terroristas seria a França. Dois mortos eram franceses

Antiga potência colonial, a França intervém ou mantém tropas em vários países da região, inclusive no vizinho Mali, onde houve um ataque realizado pelo mesmo grupo na capital, Bamako, em 15 de novembro de 2015, contra o Hotel Radisson Blu, com 20 mortes.

Depois de seis horas, 126 reféns foram libertados; 33 estavam feridos. Na fuga, os terroristas tocaram fogo no hotel.

O segundo atentado em poucos meses cometido pela rede Al Caeda no Magrebe é mais um sinal da competição com o Estado Islâmico do Iraque e do Levante pela liderança do movimento jihadista.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Presidente de Burkina Fasso assume Ministério da Defesa

O novo presidente de Burkina Fasso, Roch Mar Christian Kaboré, apresentou hoje o novo ministério, reservando para si o cargo de ministro da Defesa, noticiou o boletim de notícias sul-africano News24.

Seu antecessor, Blaise Compaoré, que governou de 1987 até ser deposto numa revolta popular em outubro de 2014, também foi ministro da Defesa. No governo Compaoré, Burkina Fasso exerceu um importante papel de mediação de conflitos na África Ocidental, na Costa do Marfim, na Guiné e no Mali.

sábado, 26 de setembro de 2015

Burkina Fasso extingue a guarda presidencial

O governo interino de Burkina Fasso, restaurado há três dias depois do golpe militar de 17 de setembro, decidiu ontem extinguir o Regimento de Segurança Presidencial, a guarda presidencial, responsável pela conspiração, noticiou a Radio France Internationale.

Depois de fazer um inventário das armas em poder da guarda, o governo vai entregá-las a outros soldados e dispersar a guarda.

O presidente interino Michel Kafando substituiu no ano passado o ditador Blaise Compaoré, derrubado por uma revolta popular depois de 27 anos no poder, com a missão de preparar as eleições parlamentares e presidencial previstas para 11 de outubro de 2015. Voltou ao cargo em 23 de setembro.

Hoje a Justiça burkinense anunciou o congelamento dos bens de 14 golpistas, inclusive do general Gilbert Diendéré, líder do golpe e ex-chefe da guarda presidencial, ligado a Compaoré, e de quatro partidos políticos.

O Conselho Nacional de Transição reassumiu hoje seus plenos poderes. As ruas da capital de Burkina Fasso, Uagadugu, estão calmas. Pelo menos dez pessoas foram mortas pelo golpe.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Presidente de Burkina Fasso reassume uma semana após golpe

O presidente interino de Burkina Fasso, Michel Kafando, reassumiu o cargo nesta quarta-feira, depois que o Exército tomou a capital e exigiu a rendição dos golpistas, membros da guarda presidencial ligados ao ex-ditador Blaise Compaoré.

"Estou de volta ao trabalho", declarou Kafando. "Durante esta experiência difícil, lutamos juntos e triunfamos juntos."

Pelo menos dez pessoas foram mortas durante o golpe. Kafando, o primeiro-ministro Isaac Zida e vários ministros foram presos pelos golpistas na quarta-feira passada. Zida foi libertado ontem.

O golpe foi repudiado pelas Nações Unidas, a União Africana e a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas, em inglês), que negociou a restituição do poder ao governo deposto.

O líder golpista, general Gilbert Diendéré, chefe do Regimento de Segurança Presidencial, o nome oficial da guarda, é ligado ao ex-ditador Blaise Compaoré, deposto em outubro de 2014 em meio a uma revolta popular quando tentava concorrer a um novo mandato depois de 27 anos no poder.

Como presidente interino, a principal missão de Kafando é organizar as eleições parlamentares e presidencial previstas para 11 de outubro de 2015.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Exército ocupa capital de Burkina Fasso

Cinco dias depois do golpe que derrubou o presidente interino, Michel Kafando, o Exército entrou durante a noite de ontem para hoje em Uagadugu, a capital de Burkina Fasso, para pressionar os líderes rebeldes a devolver o poder. O primeiro-ministro Isaac Zida foi libertado.

Os civis que saíram às ruas nos últimos dias para protestar contra o golpe não opuseram resistência ao Exército regular. A guarda presidencial ou Regimento de Segurança presidencial, responsável pelo golpe, negocia a rendição.

O líder golpista, general Gilbert Diendéré, é ligado ao ex-ditador Blaise Compaoré, derrubado há pouco menos de um ano numa revolta popular quando tentava mudar a Constituição para concorrer a um novo mandato depois de 27 anos no poder.

Diendéré se nega a devolver o poder a Kafando. Quer ficar até as eleições parlamentares e presidencial de 11 de outubro. Mas não tem apoio doméstico nem internacional.

As Nações Unidas, a União Africana e a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas) condenaram o golpe e exigiriam a devolução imediata do poder aos civis dentro do processo de democratização em andamento.

domingo, 20 de setembro de 2015

Junta militar de Burkina Fasso insiste em ficar no poder até eleições

O general Gilbert Diendéré, líder do golpe de Estado de 16 de setembro de 2015 em Burkina Fasso, resiste à pressão internacional para devolver o poder ao presidente interino Michel Kafando, noticiou hoje a rádio e televisão pública britânica BBC. Quer comandar o país até as eleições parlamentares e presidencial de 11 de outubro.

Ontem, o presidente do Benin, Thomas Boni Yayi, um dos mediadores enviados pela Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas), previu a volta de Kafando.

Mais cedo, hoje, militantes do Congresso pela Democracia e Progresso invadiram o hotel onde se realizam as negociações para manifestar apoio ao golpe e hostilizaram participantes do diálogo. São partidários do ditador Blaise Compaoré, derrubado por uma revolta popular em outubro de 2014 quando tentava aprovar uma reforma constitucional para concorrer a um novo mandado depois de estar no poder há 27 anos.

O líder golpista era chefe da guarda presidencial e um antigo aliado de Compaoré.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Líderes do golpe libertam presidente deposto em Burkina Fasso

Os líderes do golpe militar libertaram hoje o presidente Michel Kafando, deposto ontem, e vários ministros detidos durante uma reunião ministerial no palácio presidencial em Uagadugu, a capital de Burkina Fasso, um país muito pobre da África Ocidental, noticiou a Agência France Presse (AFP).

A rebelião foi liderada pelo novo homem-forte do país, general Gilbert Diendéré, próximo do ex-ditador Blaise Compaoré, que caiu em outubro de 2014 durante uma revolta popular contra sua tentativa de mudar a Constituição para concorrer a um novo mandato depois de 27 anos no poder.

Kafando, político e diplomata, assumiu em novembro do ano passado como presidente interino. Sua principal missão era preparar as eleições parlamentares e presidencial convocadas para 11 de outubro. O processo de redemocratização está ameaçada.

Em nota conjunta, as Nações Unidas, a União Africana e a Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental repudiaram o golpe e reafirmaram o compromisso com a democratização de Burkina Fasso, a antiga República do Alto Volta, um dos países mais pobres do mundo, com renda média anual por habitante de apenas US$ 790.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Guarda presidencial derruba o presidente em Burkina Fasso

Num golpe de Estado, militares da guarda presidencial de Burkina Fasso invadiram hoje uma reunião ministerial, prenderam e destituíram o presidente Michel Kafando, o primeiro-ministro Yacouba Isaac Zida e dois ministros. 

Político e diplomata, Kafando estava no poder interinamente desde 21 de novembro de 2014 com a tarefa de preparar as eleições legislativas e presidencial marcadas para 11 de outubro de 2015. O golpe ameaça a democratização do país.

O antigo braço direito do presidente deposto, general Gilbert Diendéré, foi nomeado chefe do Conselho Nacional da Democracia depois da dissolução do governo pelos militares. A guarda presidencial ou Regimento de Segurança do Presidente (RSP), seu nome oficial, não deu explicações para justificar o golpe.

Ao anoitecer, os militares golpistas dispararam rajadas de metralhadora para o ar para dispersar manifestantes que protestavam diante do palácio presidencial. O RSP era um sustentáculo da ditadura de Blaise Compaoré, derrubado sob pressão de protestos populares em outubro de 2014, quando tentava mudar a Constituição para conseguir mais um mandato depois de 27 anos no poder.

Em comunicado conjunto, as Nações Unidas, a União Africana e a Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas) exigiram a libertação imediata dos presos e reafirmaram seu compromisso com o processo da retorno à democracia.

domingo, 16 de novembro de 2014

Burkina Fasso fecha acordo para democratização

As Forças Armadas, os partidos políticos, líderes religiosos e da sociedade civil assinaram hoje um acordo para formar um governo provisório e preparar eleições para democratizar Burkina Fasso, anunciou ontem o coronel Isaac Zida, ex-subcomandante da guarda presidencial, informou a agência de notícias Reuters.

O coronel assumiu o poder no país da África Ocidental depois de uma revolta popular que derrubou o ditador Blaise Compaoré em 30 de outubro. Ele será sucedido pelo diplomata Michel Kafando.

"Mais do que uma honra, é uma responsabilidade e desde já entrevejo a imensidão da tarefa", declarou o presidente interino, citado pelo jornal francês Le Monde. "Aceitei naturalmente, como em cada vez que fui chamado pelo dever."

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Militares prometem governo de transição em Burkina Fasso

Sob pressão das Nações, da União Africana da Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês), os militares que tomaram o poder em Burkina Fasso em 30 de outubro de 2014 prometeram instalar dentro de duas semanas um governo transitório para organizar eleições.

No domingo, uma multidão se concentrou diante da sede da rádio e da televisão estatais, onde militares haviam feito um pronunciamento. O Exército deu tiros para dispersar a manifestação. Pelo menos uma pessoa foi morta.

À noite, os comandantes militares receberam líderes da oposição e concordaram com a formação de um governo de união nacional para preparar a devolução do poder aos civis. O ditador deposto, Blaise Compaoré, estava no poder desde 1987.