O presidente Emmanuel Macron vai se encontrar na quarta-feira com seus principais assessores de segurança e defesa para discutir a estratégia de combate ao terrorismo muçulmano na região do Sahel, na África, ao sul do Deserto do Saara.
Durante reunião de cúpula com o Grupo dos Cinco (G5) do Sahel (Mauritânia, Burkina Fasso, Mali, Níger e Chade), Macron prometeu enviar mais 2,2 mil soldados franceses para se juntar a um contingente de 4,5 mil militares da França que estão hoje na região, do tamanho da Europa.
A intervenção militar francesa não tem sido suficiente para reduzir a ofensiva jihadista, que explora a miséria e os conflitos étnicos da região e se beneficia com o tráfico de armas para a guerra civil na Líbia, que vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em 2011.
Como os Estados Unidos pretendem retirar as forças estacionadas na África para dar mais ênfase à concorrência estratégica da China e da Rússia do que ao combate ao terrorismo dos extremistas muçulmanos, a responsabilidade da França vai aumentar.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 26 de janeiro de 2020
Macron reúne gabinete de segurança para definir estratégia no Sahel
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020
França e países africanos apelam a EUA para não deixar do Sahel
A França e cinco países da África pediram hoje aos Estados Unidos que não abandonem a luta contra o terrorismo dos extremistas muçulmanos na região do Sahel, ao sul do Deserto do Saara.
Em reunião de cúpula na cidade de Pau, no Sul da França, o presidente Emmanuel Macron e os líderes de cinco países do Sahel (Burkina Fasso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger) resolveram reforçar a cooperação militar na luta contra o extremismo muçulmano.
O Grupo dos Cinco decidiu “manifestar o desejo de manter o engajamento da França no Sahel”, apesar do sentimento antifrancês nas antigas colônias africanas. Também considera crucial o apoio dos Estados Unidos, que anunciaram a intenção da retirar suas forças da região numa revisão estratégica e da doutrina de segurança nacional.
Macron prometeu enviar mais 2.200 soldados da França, que já tem 4,5 mil tropas na Operação Barkhane, patrulhando uma área do tamanho da Europa. Meu comentário:
Em reunião de cúpula na cidade de Pau, no Sul da França, o presidente Emmanuel Macron e os líderes de cinco países do Sahel (Burkina Fasso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger) resolveram reforçar a cooperação militar na luta contra o extremismo muçulmano.
O Grupo dos Cinco decidiu “manifestar o desejo de manter o engajamento da França no Sahel”, apesar do sentimento antifrancês nas antigas colônias africanas. Também considera crucial o apoio dos Estados Unidos, que anunciaram a intenção da retirar suas forças da região numa revisão estratégica e da doutrina de segurança nacional.
Macron prometeu enviar mais 2.200 soldados da França, que já tem 4,5 mil tropas na Operação Barkhane, patrulhando uma área do tamanho da Europa. Meu comentário:
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