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domingo, 16 de novembro de 2014

Burkina Fasso fecha acordo para democratização

As Forças Armadas, os partidos políticos, líderes religiosos e da sociedade civil assinaram hoje um acordo para formar um governo provisório e preparar eleições para democratizar Burkina Fasso, anunciou ontem o coronel Isaac Zida, ex-subcomandante da guarda presidencial, informou a agência de notícias Reuters.

O coronel assumiu o poder no país da África Ocidental depois de uma revolta popular que derrubou o ditador Blaise Compaoré em 30 de outubro. Ele será sucedido pelo diplomata Michel Kafando.

"Mais do que uma honra, é uma responsabilidade e desde já entrevejo a imensidão da tarefa", declarou o presidente interino, citado pelo jornal francês Le Monde. "Aceitei naturalmente, como em cada vez que fui chamado pelo dever."

domingo, 2 de novembro de 2014

Outro general afirma estar no poder em Burkina Fasso

Em pronunciamento público, o ex-ministro da Defesa general Kouame Longue afirmou que está no comando de Burkina Fasso depois de ocupar a rádio e a televisão estatais em Uagadugu, a capital do país. É o terceiro militar que apresenta como chefe de Estado desde a queda do ditador Blaise Compaoré, que estava no poder há 27 anos, em 31 de outubro de 2014.

Hoje de manhã, uma multidão se concentrou diante da sede da rádio e da TV para denunciar um golpe de Estado. O Exército deu tiros para o ar para dispersar a multidão.

A tentativa de mudar a Constituição para permitir a Compaoré concorrer a um quinto mandato presidencial provocou uma revolta popular que mobilizou cerca de 100 mil pessoas nas maiores cidades burkinenses.

Depois de uma multidão enfurecida tocar fogo no Parlamento, em 30 de outubro, o comandante-em-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, a mais alta autoridade militar do país, general Nabéré Honoré Traoré, anunciou a dissolução do governo e da Assembleia Nacional. Prometeu realizar eleições e devolver o poder aos civis em 12 meses.

No dia 31, Compaoré renunciou oficialmente, depois de tentar ficar no cargo até as eleições de 2015, sob o compromisso de não concorrer e se retirar da vida pública.

Ontem, depois de um tiroteio no palácio presidente, em pronunciamento pelo rádio, o coronel Isaac Zida, subcomandante da guarda presidencial de Compaoré, autoproclamou-se dirigente máximo de Burkina Fasso: "Eu assumo as responsabilidades desta transição e de chefe de Estado para assegurar a continuidade do Estado."

O coronel Zida acrescentou que o ex-ditador estava "num lugar seguro" com "a integridade física e moral garantida", mas não falou em restituir o poder ao ex-chefe. Ele ainda estaria no comando.

Agora, é o ex-ministro da Defesa Kouame Longue que se apresenta como líder do governo. Isso indica que há uma luta de facções militares pelo poder em Burkina Fasso e não há garantia alguma de devolução do poder a um presidente eleito, muito menos de uma real democratização de um dos países mais pobres do mundo, 181º no ranking de desenvolvimento das Nações Unidas.

sábado, 1 de novembro de 2014

Coronel se autoproclama chefe de Estado em Burkina Fasso

Em pronunciamento pelo rádio hoje à noite, o coronel Isaac Zida, subcomandante da guarda do presidente deposto, Blaisé Compaoré, se apresentou como novo dirigente máximo de Burkina Fasso durante o período de transição até a eleição de um novo presidente pelo voto popular, que os militares prometeram realizar em até 12 meses.

"Eu assumo as responsabilidades de chefe desta transição  e de chefe de Estado para assegurar a continuidade do Estado", declarou o coronel, pedindo à Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês), a organização regional liderada pela Nigéria "apoio às novas autoridades".

Dois dias atrás, nota o jornal Le Monde, sentindo no ar um risco de golpe militar, foi o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, general Nabéré Honoré Traoré, que anunciou a dissolução do governo e da Assembleia Nacional depois que uma multidão enfurecida incendiou o Parlamento e casas de ministros num protesto contra a reeleição de Compaoré, no poder desde 1987, para um quinto mandato.

Houve um tiroteio de alguns minutos na área do palácio presidencial antes do pronunciamento de Zida. Ele afirmou que o ex-presidente está "num lugar seguro", com "sua integridade física e moral garantida", mas não falou em devolver o cargo a Compaoré.