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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

EUA consideram retirar forças que combatem terrorismo na África Ocidental

Em mais um recuo estratégico de sérias consequências para o combate ao terrorismo dos extremistas muçulmanos e à liderança dos Estados Unidos, o Departamento da Defesa, o Pentágono, está cogitando reduzir significativamente as forças americanas estacionadas na África Ocidental e considera até mesmo a possibilidade de uma retirada total, noticiou na véspera do Natal o jornal The New York Times

Uma redução drástica ou uma retirada total das tropas americanas e sobrecarregar ainda mais as forças da França e dos países africanos miseráveis que combatem o jihadismo na região do Sahel, ao sul do Deserto do Saara. 

A medida faz parte revisão estratégica e da doutrina de segurança nacional dos EUA feita pelo governo Trump. Há cerca de 200 mil soldados americanos no exterior. O objetivo é abandonar o combate a grupos terroristas geograficamente distantes, que em tese não representam uma ameaça direta aos EUA, e se concentrar na competição estratégica com grandes potências, no caso, a China e a Rússia.

Desta maneira, o governo Donald Trump pode abandonar uma base de drones recém-construída no Níger a um custo de 110 milhões de dólares, mais de 344 milhões de reais, e suspender a ajuda às forças da França que combatem o terrorismo em Burkina Fasso, no Mali e no Níger. Meu comentário:

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Likud vai colocar liderança de Netanyahu em votação

O partido conservador Likud vai realizar uma eleição primária dentro de seis semanas diante do desafio do ex-deputado Gideon Saar à liderança do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, denunciado criminalmente por fraude e corrupção na semana passada.

A decisão do partido reflete a tensão para que Netanyahu deixe a vida pública depois da denúncia do procurador-geral. Mesmo que vença, o primeiro-ministro pode sair enfraquecido para disputar as próximas eleições.

Israel realizou duas eleições gerais neste ano, em 9 de abril e 17 de setembro, sem que nenhuma das duas grandes alianças conseguisse maioria absoluta na Knesset, o parlamento israelense, de 120 cadeiras. As próximas eleições devem ser realizadas no início de 2020.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Oposição britânica defende segunda consulta popular sobre saída da UE

Depois de muita hesitação, o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, finalmente abraçou a proposta de convocação de uma segunda consulta popular sobre a saída do Reino Unido da União Europeia. Talvez seja tarde demais.

Os dois candidatos à liderança do Partido Conservador e à chefia do governo britânico realizaram ontem o primeiro debate ao vivo na televisão. Ambos são a favor da Brexit, a saída britânica. O favorito é o ex-ministro do Exterior e ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, que promete retirar o país da União Europeia com ou sem acordo, em 31 de outubro. Seu adversário, o ministro da Defesa, Jeremy Hunt, o desafiou a renunciar se não cumprir a promessa.

O novo líder conservador será conhecido em 23 de julho, depois de uma eleição direta com a participação de todos os cerca de 160 mil filiados ao partido, que estão votando pelo correio. No dia seguinte, deve ser eleito primeiro-ministro. Imediatamente, a oposição trabalhista deve propor um voto de desconfiança que não tem chance de dar certo.

Até 31 de outubro, não haverá tempo para renegociar o acordo com a Europa. De qualquer maneira, os outros líderes europeus avisaram que a renegociação não será reaberta.

Johnson é um bufão, um palhaço. É considerado pelo jornal Financial Times o candidato a primeiro-ministro mais despreparado das últimas décadas. As relações com os sócios europeus são péssimas. Uma saída dura da União Europeia será catastrófica para a economia britânica, com sério risco de divisão do país com a independência da Escócia. Meu comentário:

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Johnson e Hunt disputam chefia do partido e do governo britânico

O ex-ministro do Exterior Boris Johnson e o ministro da Defesa, Jeremy Hunt, foram os escolhidos pela bancada para disputar a liderança do Partido Conservador numa votação em que podem participar todos os filiados ao partido. Como os conservadores têm maioria na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, ele será o próximo primeiro-ministro do Reino Unido.

Na quinta votação da bancada parlamentar conservadora, de 313 deputados, Johnson obteve 160 votos e Hunt 77. O ministro do Meio Ambiente, Michael Gove, recebeu apenas 75 votos. Foi eliminado.

O próximo líder conservador e primeiro-ministro terá um papel decisivo na definição do futuro das relações do país com a União Europeia. Johnson promete retirar o Reino Unido do bloco europeu em 31 de outubro com ou sem acordo. Hunt quer pedir mais tempo para renegociar a saída britânica.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Boris Johnson é favorito para primeiro-ministro do Reino Unido

O ex-prefeito de Londres e ex-ministro do Exterior Boris Johnson, ganhou com ampla vantagem a primeira votação para escolha do próximo líder do Partido Conservador e futuro primeiro-ministro britânico. Aumenta o risco de uma saída dura da União Europeia, sem qualquer acordo.

Na primeira votação, Johnson teve 114 votos, mais do que os dois outros fortes candidatos somados. O ministro da Defesa, Jeremy Hunt, foi o segundo, com 43, seguido pelo ministro do Meio Ambiente, abalado pela confissão de que cheirou cocaína quando jovem, com 37.

A segunda votação será realizada na próxima terça-feira, 18 de junho, uma terceira na quarta-feira e depois na quinta-feira. Os dois mais votados serão submetidos a uma eleição em que todos os filiados do Partido Conservador podem participar votando pelo correio. O resultado sai no dia 22.

Dos dez candidatos, oito estão defendendo uma ruptura total com a UE, especialmente Johnson, que não admite novo adiamento além do prazo atual, 31 de outubro. Até lá, não haveria tempo para renegociar o acordo.

Os outros 27 países da UE já rejeitaram a renegociação do acordo negociado pela ex-primeira-ministra Theresa May, derrotado três vezes em votações na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.

Uma ruptura total pode ser catastrófica para a quinta maior economia do mundo. De acordo com o Banco da Inglaterra, o produto interno bruto pode cair até 10% em cinco anos. Meu comentário:

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Cyril Ramaphosa é o novo líder do Congresso Nacional Africano

Por 2.440 a 2.261 votos, o vice-presidente Cyril Ramaphosa foi eleito há pouco novo líder do Congresso Nacional Africano (CNA), o partido de Nelson Mandela, que governa a África do Sul desde o fim do regime segregacionista branco do apartheid, em 1994, noticiou a televisão pública britânica BBC. Ele deve ser eleito presidente do país depois das eleições gerais de 2019.

Quando acabou a ditadura da minoria branca, Ramaphosa era presidente do Congresso de Sindicatos da África do Sul (Cosatu), a mais poderosa central sindical sul-africana. Chegou a ser cotado como vice de Mandela, mas não foi o escolhido e trabalhou alguns anos na iniciativa privada, onde fez fortuna.

Na disputa pela liderança do CNA, Ramaphosa se apresentou como o candidato anticorrupção contra Nkosazana Dlamini-Zuma, mulher do presidente Jacob Zuma, envolvido em vários escândalos de corrupção. Sua vitória é uma derrota pessoal de Zuma.

A Suprema Corte da África do Sul condenou Zuma a devolver aos cofres públicos US$ 23 milhões usados ilegalmente em sua mansão. Mesmo assim, ele escapou de um processo de impeachment por causa da ampla maioria do CNA na Assembleia Nacional. Na última votação, 34 deputados do CNA foram a favor do impeachment, revelando uma profunda divisão interna do partido, refletida hoje nas urnas.

Ao povo sul-africano, Ramaphosa prometeu um novo pacto com investimentos pesados em educação, saúde e energia para resgatar a dívida social do apartheid. Outro desafio é a economia, que cresceu 0,8% ao ano em média nos últimos quatro anos. Sua carreira ficou manchada por acusações de ajudar a acobertar o Massacre de Marikana.

Em 16 de agosto de 2012, numa cena que lembrou os piores momentos da era do apartheid, a polícia abriu fogo contra uma multidão de mineiros em greve. Pelo menos 34 mineiros foram mortos, 78 saíram feridos e 250 foram presos. Foi a maior matança no país desde o Massacre de Sharpeville, em 1960, quando 69 negros foram mortos.

Por causa do Massacre de Sharpeville, o CNA aderiu à luta armada contra a ditadura da minoria branca. Mandela foi nomeado comandante militar da Lança da Nação, o braço armado do partido, o que o levaria à prisão em 1962 e à condenação à morte em 1964, depois convertida em prisão perpétua. Vinte e sete anos depois, em 1991, ele sairia da prisão para liderar a transição pacífica para a democracia.

Desde o fim das sanções internacionais impostas ao regime do apartheid, em 1996, o produto interno bruto sul-africano triplicou, chegando a US$ 294,1 bilhões em 2016 pelos cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI). É a terceira maior economia da África, depois da Nigéria e do Egito.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Xi Jinping apresenta nova liderança do Partido Comunista da China

No encerramento do 19º Congresso do Partido Comunista da China, o cada vez mais poderoso secretário-geral do Comitê Central e presidente do país, Xi Jinping, apresentou há pouco os outros seis membros do Comitê Permanente do Politburo, o núcleo central do poder. Se eles são conhecidos popularmente como os sete imperadores, talvez na realidade agora a China tenha um só.

Durante o congresso do PC, Xi foi comparado a Mao Tsé-tung, o fundador da República Popular da China em 1º de outubro de 1949, e seu pensamento foi entronizado na Constituição. É "o socialismo com características chinesas para uma nova era".

Xi e o primeiro-ministro Li Keqiang foram reeleitos como líder e vice-líder. Os outros membros do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista da China são novos.

Não foi apontado um sucessor para Xi, mais um sinal de que pode ficar além de seus dois mandatos, uma praxe introduzida em 1992, depois do Massacre na Praça da Paz Celestial, pelo então líder supremo Deng Xiaoping, que mandava por trás do trono como presidente da Comissão Militar Central.

"A liderança coletiva dentro do partido existe agora só no nome e, na realidade, está morta", declarou Wu Qiang, comentarista político e ex-professor da Universidade Nova China, em Beijim. "Isto abre caminho para ele acumular mais poder nos próximos anos e ficar além de 2022".

Entre os novos membros, Li Zhansu, de 67 anos, chefe de gabinete, amigo pessoal de longa data e assessor direto de Xi. Será o terceiro ha hierarquia do partido.

Vice-primeiro-ministro, considerado reformista em economia, Wang Yang, de 62 anos, ganhou prestígio como chefe do partido na província de Guangdong (Cantão), a mais próspera da China. Quarto na hierarquia, é o responsável pelas negociações de comércio exterior com os Estados Unidos.

Outro que trabalha há muito tempo com Xi é Wang Huning, de 62 anos, o quinto na hierarquia. Ex-professor convertido em ideólogo do partido, co-autor de relatórios e discursos do dirigente máximo, dirige há 15 anos o Escritório Central de Pesquisas Políticas.

Sexto na hierarquia do PC chinês é Zhao Leji, de 60 anos, foi diretor do departamento de organização do partido, que tem hoje um número recorde de 89 milhões de membros. Como secretário do Comitê Central de Inspeção e Disciplina do partido, ele vai liderar a campanha anticorrupção usada por Xi para assumir o controle absoluto do PC. É um aliado-chave do novo imperador.

O ex-prefeito de Xangai Han Zheng, de 63 anos, conquistou prestígio ao transformar a maior cidade chinesa na capital econômica e financeira do país. Ligado ao ex-presidente Jiang Zemin, é o 7º na hierarquia do PC.

sábado, 1 de outubro de 2016

Líder do Partido Socialista Operário Espanhol cai

O secretário-geral do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Pedro Sánchez, pediu demissão ontem à noite depois que a direção do partido rejeitou, por 132 a 107 votos, sua proposta de convocar um congresso e eleições primárias nas próximas semanas. Ele será substituído por uma direção colegiada até o próximo congresso do partido.

Durante dois anos e três meses, Sánchez liderou o PSOE, que chega dividido e destroçado às próximas eleições, previstas para dezembro, as terceiras desde 20 de dezembro de 2015. Nas duas anteriores, com o Parlamento dividido pelo surgimento de novos partidos nascidos da crise, foi impossível formar um governo de maioria.

Depois das eleições de dezembro do ano passado, Sánchez se recusou a formar uma grande aliança com o Partido Popular, conservador, liderado pelo primeiro-ministro Mariano Rajoy, a quem culpa pelo sofrimento dos espanhóis durante a crise econômica.

O líder do PSOE sonhava em se tornar ele mesmo chefe de governo em aliança com os novos partidos Podemos, de esquerda, e Cidadãos, de centro-direita. Mas o líder do Podemos, Pablo Iglesias, se negou a fazer uma coligação com os Cidadãos.

Diante do impasse, foram realizadas novas eleições em 26 de junho. Sánchez apostou no enfraquecimento dos novos partidos, mas o resultado foi semelhante: PP em primeiro, PSOE em segundo, Podemos em terceiro e Cidadãos em quarto. Com a queda da bancada de 90 para 85 deputados, foi o pior resultado da história do PSOE.

Sem conseguir formar sua própria aliança, Sánchez obrigou os deputados socialistas a votar contra a tentativa de Rajoy de formar um governo minoritário.

A batalha interna na comissão executiva nacional que terminou com sua queda, com a oposição interna liderada pela governadora da região da Andaluzia, Susana Díaz, foi considerada pelo jornal espanhol El País o maior desgaste em 137 anos de existência do PSOE.

sábado, 24 de setembro de 2016

Jeremy Corbyn é releeito líder do Partido Trabalhista britânico

Com 62% dos votos dos filiados, o deputado Jeremy Corbyn foi reeleito ontem líder do Partido Trabalhista do Reino Unido com amplo apoio nas bases sindicais e na ala jovem. Como 75% dos deputados trabalhistas rejeitam sua liderança, é provável uma divisão no partido, que não tem a menor chance de vencer eleições gerais com o atual líder, um esquerdista radical com ideias atrasadas dos anos 1960s.

Corbyn convocou hoje os deputados descontentes a se unirem sob a liderança dele. No discurso da vitória, afirmou que é sua responsabilidade unir o partido, mas é dever dos deputados aceitar o resultado da votação e concentrar energias na oposição governo da primeira-ministra conservadora Theresa May.

"Eleições são passionais e com frequência são ditas coisas no calor do debate que às vezes mais tarde lamentamos, mas temos de lembrar sempre que em nosso partido temos muito mais em comum do que o que nos divide", declarou o líder reeleito.

O desafiante, Owen Smith, era um dos membros do governo paralelo da oposição que se demitiram no fim de junho de 2016 para pressionar Corbyn a renunciar depois da derrota do partido no plebiscito que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia.

O líder trabalhista é um eurocético. Em 1975, votou contra a adesão à então Comunidade Econômica Europeia, que considerava um clube de países capitalistas. Desta vez, não teria se empenhado suficientemente, facilitando a vitória dos conservadores mais à direita e de grupos neofascistas como o Partido da Independência do Reino Unido.

Do ponto de vista eleitoral, o Partido Trabalhista perdeu quase todas as cadeiras da Escócia na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico nas eleições de 2015 depois de fazer campanha contra a independência da Escócia no plebiscito realizado em 2014. Sem uma bancada escocesa forte, fica difícil para os trabalhistas conseguirem maioria.

Uma das razões do repúdio da maioria dos deputados a Corbyn é a expectativa de perda de cem cadeiras nas próximas eleições. Neste caso, haveria um sério risco de que o Reino Unido se torne um país com um partido dominante, o Partido Conservador.

Assim, há uma grande possibilidade de que deputados descontentes deixem o Partido Trabalhista e se aproximem do Partido Liberal-Democrata, arrasado nas últimas eleições depois de ser o sócio menor no governo de coalizão do primeiro-ministro conservador David Cameron, para formar um novo partido.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Theresa May será nova primeira-ministra britânica

Com a desistência da ministra da Energia, Andrea Leadsom, a ministra do Interior, Theresa May, é agora a única candidata à liderança do Partido Conservador e, em consequência, a futura primeira-ministra do Reino Unido. Será a segunda mulher a ocupar o cargo, depois de Margaret Thatcher (1979-90). Sua principal missão será negociar a saída do país da União Europeia.

O atual primeiro-ministro, David Cameron, derrotado no plebiscito sobre a UE, vai apresentar seu pedido de demissão à rainha Elizabeth II na quarta-feira, abrindo o caminho para Theresa May.

A escolha da chefe de governo retira uma incerteza que pesa sobre o país, mas as consequências políticas e econômicas da saída da UE ainda são imponderáveis. Além da queda nos investimentos e do produto interno bruto do Reino Unido, a Escócia ameaça convocar um novo plebiscito sobre a independência para deixar a Grã-Bretanha e ficar na UE.

May é eurocética, mas votou contra a saída da UE por lealdade a Cameron. Os principais defensores da Brexit (saída britânica) foram eliminados na disputa pela liderança conservadora.

O ex-prefeito de Londres Boris Johnson foi o primeiro a fugir da raia, seguido pelo líder do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP), Nigel Farage, que declarou missão cumprida depois de criar o caos e da ameaça de divisão do país.

Por fim, o ministro da Justiça, Michael Gove, acusado de dar uma facada nas costas de Johnson, foi derrotado na segunda votação interna da bancada do partido.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Bombardeio mata subcomandante do Estado Islâmico no Iraque

O subcomandante da milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abdul Rahman Mustafa Mohamad, mais conhecido como Abu Alaa al-Afri, foi morto junto com dezenas de milicianos num ataque aéreo à mesquita de Tal Afar, informou hoje o porta-voz do Ministério da Defesa iraquiano, general Tahsin Ibrahim, citado televisão pública britânica BBC.

A morte foi confirmada pelo governador da província de Nínive, onde fica Tal Afar, Athil al-Nujaifi. Na semana passada, os Estados Unidos haviam oferecido uma recompensa de US$ 7 milhões por informações que levassem à sua morte ou captura.

Nas últimas semanas, reportagem não confirmada do jornal inglês The Guardian afirmou que Al-Afri assumira o comando do grupo porque seu líder máximo, Abu Baker al-Baghdadi, teria sido ferido e ficado inválido em outro bombardeio aéreo da aliança liderada pelos EUA, que intervém nas guerras civis do Iraque e da Síria desde agosto de 2014.

O Departamento da Defesa dos EUA disse nesta semana não ter nenhuma evidência que confirme o afastamento de Al-Baghdadi. Ele não estaria no local atacado em 19 de março de 2015.

Al Afri nasceu em Mossul em 1957 ou 1959. Entrou para o na época Estado Islâmico do Iraque em 2012 e foi líder do grupo em Mossul, a segunda maior cidade do Iraque. O governo iraquiano já anunciou antes a morte de outros líderes do Estado Islâmico que não foram confirmadas.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Papa Bento XVI renuncia

O papa Bento XVI anunciou hoje sua renúncia ao cargo de chefe da Igreja Católica Apostólica Romana a partir de 28 de fevereiro de 2013, alegando problemas de saúde. É o primeiro papa a fazer isso em quase 600 anos, desde Gregório II em 1415.

Bento XVI era o Sumo Pontífice desde 2005, quando morreu João Paulo II. Um substituto deve ser eleito pelo Sacro Colégio Cardinalício antes da Páscoa, que este ano cai em 31 de março. Estão aptos a votar 117 cardeais, na maior parte europeus.

Conservador, o cardeal Joseph Ratzinger foi nomeado por João Paulo II prefeito da Sagrada Congregação da Doutrina da Fé, o Santo Ofício, a antiga Inquisição. Nesta função, perseguiu seguidores da chamada Teologia da Libertação, defendida por setores progressistas a favor de uma igreja mais envolvida em questões sociais e políticas, sob influência marxista.

Como Sumo Pontífice, Bento XVI criticou "uma ditadura do relativismo" cultural que tenta tornar aceitáveis o que antes era considerado intolerável pela sociedade e por pessoas religiosas. Ele próprio foi muito criticado em 2006, quando afirmou que o islamismo era uma religião guerreira e teve de pedir desculpas.

A saúde sempre foi um de seus maiores problemas como papa. Afinal, ele sucedeu ao atlético João Paulo II, que percorreu o mundo mesmo depois de ter sido baleado num atentado em 1981.

Na renúncia, Bento XVI argumentou que seu corpo e sua mente não têm mais força suficiente para comandar o Vaticano. Seu irmão disse que ele foi orientado pelo médico a não fazer mais viagens transatlânticas.

A revista de negócios Harvard Business Review fez uma análise das implicações da renúncia de Bento XVI sobre liderança e envelhecimento.

Do ponto de vista político, seu maior desafio foi enfrentar uma série de escândalos sexuais envolvendo ministros da Igreja, especialmente de pedofilia. Nem isso o levou a cogitar o fim do celibato.

Aqui no Brasil, o frei Leonardo Boff, que foi silenciado pelo papa por seu apoio à Teologia da Libertação, acusou Bento XVI de usar o segredo pontifício para tentar evitar que padres e bispos fossem julgamento pela justiça comum pelos escândalos sexuais da Igreja. Ele só teria recuado quando a situação era insustentável. Aí pediu desculpas e prometeu rigor na investigação.

A expectativa agora é de eleição de um papa do Terceiro Mundo, que leve o trabalho de evangelização da Igreja Católica para regiões onde ela está sob pressão de outras religiões. Mas 61% dos cardeais que participarão do Conclave para escolher o novo papa são europeus.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Vice de Zuma vai disputar liderança do CNA

O vice-presidente da África do Sul, Kgalema Motlanthe, vai desafiar o presidente Jacob Zuma na luta pela liderança do Congresso Nacional Africano (CNA), partido que domina a política do país desde o fim do regime segregacionista da minoria branca, com a eleição de Nelson Mandela, em 1994. O Seu líder é favoritíssimo para a eleição presidencial de 2014.

Vários rádios sul-africanas noticiaram que Motlanthe está aceitando indicação de delegados para disputar o lugar de Zuma na congresso do partido que começa neste domingo. Aliás, o atual presidente chegou ao poder tomando a liderança do CNA, em 2007, do então presidente Thabo Mbeki, sucessor de Mandela, prometendo resgatar a dívida social da era do apartheid.

Na época, a manobra foi considerada como típica de uma "república de bananas" pelo arcebispo Desmond Tutu, um dos grandes heróis na luta contra o regime supremacista da minoria branca.

Zuma sofreu várias acusações de corrupção quando era vice de Mbeki, enfrenta o desgaste da crise econômica e não conseguiu promover a revolução social necessária para incluir as vítimas do racismo. O massacre de 34 mineiros em greve em Marikana, em agosto de 2012, foi uma lembrança de que para muitos a realidade não mudou na África do Sul.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Fillon cria novo grupo parlamentar na França

O maior partido de centro-direita da França está à beira de implosão. Depois de perder uma eleição contestada pela liderança da União por um Movimento Popular, o ex-primeiro-ministro François Fillon anunciou hoje a formação de um novo grupo parlamentar na Assembleia Nacional da França, um primeiro passo para formar um novo partido.

Fillon e o novo líder da UMP, Jean-François Copé, devem se reunir com o ex-presidente Nicolas Sarkozy para tentar contornar o problema. Até agora, Sarkozy propunha a realização de uma segunda votação, mas a sugestão foi rejeitada por Copé.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Copé é declarado novo líder da UMP na França

Apesar dos protestos do ex-primeiro-ministro François Fillon, a comissão nacional de recursos da União por um Movimento Popular, principal partido de centro-direita da França, declarou Jean-François Copé como vencedor da eleição interna pela liderança com 955 votos de vantagem. Fillon ameaça recorrer à Justiça.

A guerra interna do partido do ex-presidente Nicolas Sarkozy está fazendo a alegria dos humoristas e das redes sociais na França, registra o jornal semanal Courrier International.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

China apresenta nova liderança do Partido Comunista

No encerramento de seu 18º Congresso, o Partido Comunista da China acaba de apresentar o novo Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central, que foi reduzido de nove para sete membros. São os novos imperadores que mandam na segunda maior economia do mundo e em 1,3 bilhão de pessoas.

Xi Jinping
O vice-presidente Xi Jinping foi eleito secretário-geral do PC. Em fevereiro, deve assumir também a Presidência da República Popular da China por um mandato de cinco anos renovável por mais cinco anos. Assim, a expectativa é que Xi trabalhe para consolidar o poder no primeiro mandato e deixe medidas mais ousadas para o segundo.

Seu número dois será o vice-primeiro-ministro Li Keqiang,  um economista com PhD pela Universidade de Beijim que será promovido a primeiro-ministro. Será a principal autoridade econômica do governo. A economia que mais cresceu no mundo nos últimos 30 anos está em desaceleração e tenta se reorientar do comércio exterior para o mercado interno.

Os outros membros são considerados conservadores. O liberal Wang Yang não foi promovido.

Neste momento, Xi Jinping discursa. Destaca a contribuição da China para a humanidade, mas adverte que o país vive um momento crucial de seu desenvolvimento e já fracassou antes. Defende uma "nova China, voltada para o futuro e a prosperidade, em vez da velha China", uma referência à velha guarda saudosista do maoísmo.

"É preciso continuar trabalhando duro para a grandeza da nação chinesa e assim contribuir para a grandeza da humanidade", exorta o novo líder chinês, filho de um revolucionário perseguido durante a Revolução Cultural, o que o fez boa parte da juventude numa aldeia camponesa miserável.

Entre suas prioridades, o novo secretário-geral citou combate à corrupção, segurança, empregos, saúde, melhores condições de habitação, um meio ambiente mais bonito. "Nossa missão é liderar todas as pessoas e o partido para liberar suas mentes e aumentar a produtividade, liberar nossa maneira de pensar para desenvolver as forças produtivas e resolver os problemas que as pessoas enfrentam no dia a dia para garantir prosperidade para todos", prometeu Xi.

"Somos orgulhosos, mas cautelosos. Nosso partido serve o povo de todo o coração e como nação capturamos a atenção do mundo. Mas não podemos dormir sobre nossos louros. Estamos enfrentando vários desafios, especialmente a corrupção de membros do partido e burocratas. Há muitos problemas a serem resolvidos, como corrupção, burocratismo, falta de contato com o povo. Todo o partido deve estar vigilante", exortou o futuro presidente da China (2013-23).

O PC "precisa liderar o desenvolvimento social, mantendo contato próximo com o povo. Não há dificuldade que não possamos superar. Nossa determinação de servir o povo é ilimitada. Enquanto nos unirmos, não há nada que não possamos fazer", acrescentou, defendendo o monopólio de poder do partido.

"A China precisa conhecer melhor o mundo, e o mundo conhecer melhor a China", concluiu o novo líder do PC chinês, numa mensagem conciliadora, de busca do entendimento, que com certeza será bem recebida pelo resto do mundo.

O presidente que sai em março, Hu Jintao, é um burocrata cinzento com cabelo pintado de preto, um homem da máquina partidária. Há esperanças de que Xi Jinping, que morou no estado de Iowa por um tempo nos anos 80, e viajou bastante ao exterior seja mais aberto para o mundo no momento em que a China tem de assumir cada vez mais responsabilidades como grande potência mundial.