O partido conservador Likud vai realizar uma eleição primária dentro de seis semanas diante do desafio do ex-deputado Gideon Saar à liderança do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, denunciado criminalmente por fraude e corrupção na semana passada.
A decisão do partido reflete a tensão para que Netanyahu deixe a vida pública depois da denúncia do procurador-geral. Mesmo que vença, o primeiro-ministro pode sair enfraquecido para disputar as próximas eleições.
Israel realizou duas eleições gerais neste ano, em 9 de abril e 17 de setembro, sem que nenhuma das duas grandes alianças conseguisse maioria absoluta na Knesset, o parlamento israelense, de 120 cadeiras. As próximas eleições devem ser realizadas no início de 2020.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 25 de novembro de 2019
terça-feira, 22 de agosto de 2017
Quatro presos são denunciados por terrorismo na Catalunha
Os quatro suspeitos presos depois dos atentados em Barcelona e no balneário de Cambrils foram denunciados criminalmente hoje por "pertencer a uma organização terrorista, assassinatos terroristas e posse de explosivos", noticiou a Agência France Presse (AFP). A Justiça decide à tarde se continuam presos. A promotoria exige que fiquem na cadeia.
Em seu depoimento, um dos presos, Mohamed Houli Chemlal, confessou que a célula terrorista planejava um atentado muito maior contra a igreja da Sagrada Família, um dos principais símbolos de Barcelona. Os atentados causaram 15 mortes e deixaram mais de 120 feridos.
Três suspeitos foram ouvidos num tribunal em Ripoll, onde moravam, e um em Alcanar, onde a explosão de uma casa na quarta-feira passada indica que o local era usado para preparar bombas.
A organização terrorismo Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria dos ataques. Como sempre faz isso, fica a suspeita de que se trata de uma declaração oportunista para levar a glória e mostrar força diante de seus seguidores.
A grande dúvida é se a célula terrorista foi inspirada pelo Estado Islâmico ou se tem algum contato direto com a organização no Oriente Médio. O imã da mesquita de Ripoll, Abdel Baki es-Satti, suspeito de ser o idealizador dos atentados, pode ter morrido na casa de Alcanar.
Se havia uma célula terrorista, pode ser uma indicação de uma nova estratégia do Estado Islâmico. Com a perda de quase todos os territórios conquistados no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico estaria instalando células junto às grandes cidades da Europa, onde seus atentados têm maior visibilidade. Mostram que o grupo está vivo e ativo, pronto para recrutar novos voluntários para a "guerra santa" e o martírio.
Em seu depoimento, um dos presos, Mohamed Houli Chemlal, confessou que a célula terrorista planejava um atentado muito maior contra a igreja da Sagrada Família, um dos principais símbolos de Barcelona. Os atentados causaram 15 mortes e deixaram mais de 120 feridos.
Três suspeitos foram ouvidos num tribunal em Ripoll, onde moravam, e um em Alcanar, onde a explosão de uma casa na quarta-feira passada indica que o local era usado para preparar bombas.
A organização terrorismo Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria dos ataques. Como sempre faz isso, fica a suspeita de que se trata de uma declaração oportunista para levar a glória e mostrar força diante de seus seguidores.
A grande dúvida é se a célula terrorista foi inspirada pelo Estado Islâmico ou se tem algum contato direto com a organização no Oriente Médio. O imã da mesquita de Ripoll, Abdel Baki es-Satti, suspeito de ser o idealizador dos atentados, pode ter morrido na casa de Alcanar.
Se havia uma célula terrorista, pode ser uma indicação de uma nova estratégia do Estado Islâmico. Com a perda de quase todos os territórios conquistados no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico estaria instalando células junto às grandes cidades da Europa, onde seus atentados têm maior visibilidade. Mostram que o grupo está vivo e ativo, pronto para recrutar novos voluntários para a "guerra santa" e o martírio.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Juiz rejeita denúncia contra Cristina Kirchner na Argentina
O juiz federal Daniel Rafecas rejeitou hoje a denúncia do promotor Alberto Nisman, encontrado morto em 18 de janeiro de 2015, contra a presidente Cristina Kirchner, acusando-a de acobertar a participação do Irã no pior atentado terrorista da história da Argentina. Em 18 de julho de 1994, 85 pessoas morreram e 300 saíram feridas de um ataque à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA)
Também ficaram livres de processo o ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman; o deputado Andrés Larroque, líder da ala jovem do kirchnerismo; e o líder do movimento social dos piqueteiros, Luis D'Elía.
Todos foram denunciados por conspirar com o Irã para revisar o processo e retirar os mandados internacionais de prisão contra sete iranianos e um libanês da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá, que teria realizado o atentado. Em troca, aumentariam as relações econômicas entre os dois países.
Rafecas alegou que a denúncia de Nisman, reapresentada neste mês pelo promotor Gerardo Pollicita, "não tinhas as mínimas condições para levar a uma investigação judicial" por falta de provas: "Não há nenhum indício, mesmo circunstancial, que implique a atual chefe de Estado."
Para a deputada oposicionista Elisa Carrió, houve uma manobra com a nomeação de Eduardo Enrique ou Wado de Pedro, membro do Conselho de Magistratura, para secretário-geral da Presidência da Argentina. "Tudo fecha. Wado deve ter negociado com Rafecas para não investigar Cristina", disparou Carrió, citada pelo jornal La Nación.
Também ficaram livres de processo o ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman; o deputado Andrés Larroque, líder da ala jovem do kirchnerismo; e o líder do movimento social dos piqueteiros, Luis D'Elía.
Todos foram denunciados por conspirar com o Irã para revisar o processo e retirar os mandados internacionais de prisão contra sete iranianos e um libanês da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá, que teria realizado o atentado. Em troca, aumentariam as relações econômicas entre os dois países.
Rafecas alegou que a denúncia de Nisman, reapresentada neste mês pelo promotor Gerardo Pollicita, "não tinhas as mínimas condições para levar a uma investigação judicial" por falta de provas: "Não há nenhum indício, mesmo circunstancial, que implique a atual chefe de Estado."
Para a deputada oposicionista Elisa Carrió, houve uma manobra com a nomeação de Eduardo Enrique ou Wado de Pedro, membro do Conselho de Magistratura, para secretário-geral da Presidência da Argentina. "Tudo fecha. Wado deve ter negociado com Rafecas para não investigar Cristina", disparou Carrió, citada pelo jornal La Nación.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Deputada acusa Cristina Kirchner e auxiliares de encobrir morte do promotor
A deputada Elisa Carrió, pré-candidata da Coalizão Cívica à Presidência da Argentina, vai denunciar criminalmente amanhã a presidente Cristina Kirchner e vários assessores por "acobertar" a morte do promotor Alberto Nisman, noticia o jornal argentino Clarín. O governador da província de Córdoba, José Manuel de la Sota, também entende que o Poder Executivo está interferindo indevidamente no Poder Judiciário.
Além de Cristina, a deputada acusa o secretário-geral da Casa Rosada, Aníbal Fernández; a procuradora-geral da República, Alejandra Gils Carbó; e o general Cesar Milani por "encobrimento da morte do promotor; inteligência ilegal; atentado à autoridade por estorvo de ato funcional; abuso de autoridade; omissão de denúncia; intromissões graves na atividade do Poder Judiciário; violação da divisão de poderes e associação ilícita para cometer todos estes crimes."
Hoje à tarde, Carrió escreveu no Twitter: "...está cada vez mais próxima a hipótese de assassinato numa operação de inteligência do governo".
A grande novidade do dia no caso é o desaparecimento de Antonio Stiuso, o agente secreto renegado que Cristina acusa de ter passado a Nisman as informações que constavam da denúncia do promotor contra a presidente por encobrir o pior atentado terrorista da história da Argentina.
Stiuso foi arrolado para depor. O governo retirou a proteção ao sigilo profissional como ex-agente secreto. Ele sumiu. Seu advogado disse que ele não apareceu para depor por não ter sido intimado.
"A partir do Poder Executivo, ignorou-se a ordem constitucional mediante a implantação de pistas falsas na investigação", alega a deputada. Para Carrió, "deve-se investigar a participação no crime do promotor Nisman de uma ala da Polícia Federal, a cargo de Fernández, a produção de possíveis pistas falsas pelos investigadores e a existência de uma 'zona liberada' propícia ao homicídio do promotor".
Nisman foi morto no domingo, 18 de janeiro de 2015. Na segunda-feira, apresentaria à Comissão de Legislação Penal da Câmara dos Deputados suas provas e conclusões contra Cristina Kirchner e assessores, que denunciou por acobertar a responsabilidade do Irã pelo atentando contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), que matou 85 pessoas e feriu outras 300 em 18 de julho de 1994.
Além de Cristina, a deputada acusa o secretário-geral da Casa Rosada, Aníbal Fernández; a procuradora-geral da República, Alejandra Gils Carbó; e o general Cesar Milani por "encobrimento da morte do promotor; inteligência ilegal; atentado à autoridade por estorvo de ato funcional; abuso de autoridade; omissão de denúncia; intromissões graves na atividade do Poder Judiciário; violação da divisão de poderes e associação ilícita para cometer todos estes crimes."
Hoje à tarde, Carrió escreveu no Twitter: "...está cada vez mais próxima a hipótese de assassinato numa operação de inteligência do governo".
A grande novidade do dia no caso é o desaparecimento de Antonio Stiuso, o agente secreto renegado que Cristina acusa de ter passado a Nisman as informações que constavam da denúncia do promotor contra a presidente por encobrir o pior atentado terrorista da história da Argentina.
Stiuso foi arrolado para depor. O governo retirou a proteção ao sigilo profissional como ex-agente secreto. Ele sumiu. Seu advogado disse que ele não apareceu para depor por não ter sido intimado.
"A partir do Poder Executivo, ignorou-se a ordem constitucional mediante a implantação de pistas falsas na investigação", alega a deputada. Para Carrió, "deve-se investigar a participação no crime do promotor Nisman de uma ala da Polícia Federal, a cargo de Fernández, a produção de possíveis pistas falsas pelos investigadores e a existência de uma 'zona liberada' propícia ao homicídio do promotor".
Nisman foi morto no domingo, 18 de janeiro de 2015. Na segunda-feira, apresentaria à Comissão de Legislação Penal da Câmara dos Deputados suas provas e conclusões contra Cristina Kirchner e assessores, que denunciou por acobertar a responsabilidade do Irã pelo atentando contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), que matou 85 pessoas e feriu outras 300 em 18 de julho de 1994.
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