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terça-feira, 22 de agosto de 2017

Quatro presos são denunciados por terrorismo na Catalunha

Os quatro suspeitos presos depois dos atentados em Barcelona e no balneário de Cambrils foram denunciados criminalmente hoje por "pertencer a uma organização terrorista, assassinatos terroristas e posse de explosivos", noticiou a Agência France Presse (AFP). A Justiça decide à tarde se continuam presos. A promotoria exige que fiquem na cadeia.

Em seu depoimento, um dos presos, Mohamed Houli Chemlal, confessou que a célula terrorista planejava um atentado muito maior contra a igreja da Sagrada Família, um dos principais símbolos de Barcelona. Os atentados causaram 15 mortes e deixaram mais de 120 feridos.

Três suspeitos foram ouvidos num tribunal em Ripoll, onde moravam, e um em Alcanar, onde a explosão de uma casa na quarta-feira passada indica que o local era usado para preparar bombas.

A organização terrorismo Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria dos ataques. Como sempre faz isso, fica a suspeita de que se trata de uma declaração oportunista para levar a glória e mostrar força diante de seus seguidores.

A grande dúvida é se a célula terrorista foi inspirada pelo Estado Islâmico ou se tem algum contato direto com a organização no Oriente Médio. O imã da mesquita de Ripoll, Abdel Baki es-Satti, suspeito de ser o idealizador dos atentados, pode ter morrido na casa de Alcanar.

Se havia uma célula terrorista, pode ser uma indicação de uma nova estratégia do Estado Islâmico. Com a perda de quase todos os territórios conquistados no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico estaria instalando células junto às grandes cidades da Europa, onde seus atentados têm maior visibilidade. Mostram que o grupo está vivo e ativo, pronto para recrutar novos voluntários para a "guerra santa" e o martírio.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Total de mortos em atentados na Catalunha sobe para 14

Com a morte de uma mulher atropelada na cidade balneária de Cambrils, subiu hoje para 14 o número total de mortos nos atentados terroristas na Catalunha, uma região autônoma da Espanha. 

A polícia acredita que célula terrorista responsável pelos ataques tinha 12 membros: cinco morreram em Cambrils, quatro estão presos e três continuam foragidos. O principal alvo agora é Moussa Oukabir, que alugou o veículo usado em Barcelona.

Entre os 14 mortos e mais de 100 feridos, há pessoas de 34 nacionalidades. Isso mostra a diversidade das pessoas que estavam na Rambla, a avenida mais famosa de Barcelona e da Espanha, com uma grande área de pedestres que vai da Praça da Catalunha até o porto, onde uma estátua de Cristóvão Colombo saúda a Descoberta da América.

Por ali, o terrorista dirigiu em ziguezague a 80 quilômetros por hora durante 550 metros, da Praça da Catalunha até a altura do Teatro do Liceu, atropelando e matando.

Como os dois atentados foram coordenados, e a explosão numa casa horas seria uma tentativa de armar uma bomba, havia uma célula terrorista criada ou inspirada pela milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante no coração da Catalunha.

Na opinião do professor Fawas Gerges, especialista em Oriente Médio da London School of Economics e autor de uma história do Estado Islâmico, é uma nova estratégia da organização infiltrar células terroristas em grandes cidades no momento em que é derrotada nos campos de batalha do Iraque e da Síria.

Se o Califado proclamado há três anos pelo líder Abu Baker al-Baghdadi, o Califa Ibrahim, praticamente desapareceu e ele fugiu, os atentados terroristas em grandes cidades tem ampla visibilidade e repercussão internacional, permitindo ao Estado Islâmico recrutar a inspirar novos voluntários para o martírio por esta seita apocalíptica.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Polícia da Catalunha mata cinco em operação antiterrorismo

Na madrugada desta sexta-feira, a Polícia da Catalunha, na Espanha, anunciou ter evitado um segundo atentado ao matar cinco terroristas, desta vez na cidade praiana de Cambrils, 110 quilômetros ao sul de Barcelona, onde ontem à tarde uma caminhonete foi jogada contra pedestres matando 13 pessoas e ferindo mais de 100.

Os cinco terroristas de Cambrils entraram de caminhonete na área de pedestres quando foram mortos a tiros pelos policiais depois de ferir sete pessoas. Eles carregavam explosivos, facas, martelos e falsos coletes suicidas.

A polícia revelou ainda agora há pouco que uma morte numa explosão numa casa em Alcanar, na quarta-feira, tinha relação com o atentado de Barcelona. Isso significa que a célula terrorista estava fabricando bombas para realizar ações mais violentas. A polícia ainda caça o motorista da caminhonete.

Para os especialistas em terrorismo, é provável que a explosão tenha ocorrido durante a fabricação de uma bomba e pode ter acelerado a execução do atentado em Barcelona usando uma caminhonete como arma.

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do primeiro atentado, mas não há certeza de que tenha relação operacional com o grupo que cometeu os atentados.

Para o professor Fawas Gerges, especialista em Oriente Médio da London School of Economics e autor de uma história do Estado Islâmico, se os três ataques foram coordenados, isso indica que há uma célula terrorista no coração da Catalunha.

Com a derrota nos campos de batalha do Iraque e da Síria, a estratégia do Estado Islâmico é infiltrar células terroristas em grandes cidades, onde seus ataques têm maior visibilidade e repercussão internacional, permitindo recrutar novos voluntários do martírio.