O juiz federal Daniel Rafecas rejeitou hoje a denúncia do promotor Alberto Nisman, encontrado morto em 18 de janeiro de 2015, contra a presidente Cristina Kirchner, acusando-a de acobertar a participação do Irã no pior atentado terrorista da história da Argentina. Em 18 de julho de 1994, 85 pessoas morreram e 300 saíram feridas de um ataque à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA)
Também ficaram livres de processo o ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman; o deputado Andrés Larroque, líder da ala jovem do kirchnerismo; e o líder do movimento social dos piqueteiros, Luis D'Elía.
Todos foram denunciados por conspirar com o Irã para revisar o processo e retirar os mandados internacionais de prisão contra sete iranianos e um libanês da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá, que teria realizado o atentado. Em troca, aumentariam as relações econômicas entre os dois países.
Rafecas alegou que a denúncia de Nisman, reapresentada neste mês pelo promotor Gerardo Pollicita, "não tinhas as mínimas condições para levar a uma investigação judicial" por falta de provas: "Não há nenhum indício, mesmo circunstancial, que implique a atual chefe de Estado."
Para a deputada oposicionista Elisa Carrió, houve uma manobra com a nomeação de Eduardo Enrique ou Wado de Pedro, membro do Conselho de Magistratura, para secretário-geral da Presidência da Argentina. "Tudo fecha. Wado deve ter negociado com Rafecas para não investigar Cristina", disparou Carrió, citada pelo jornal La Nación.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Novo promotor reapresenta denúncia contra Cristina Kircher
O promotor federal Gerardo Pollicita denunciou a presidente Cristina Kirchner por tentar acobertar a participação do Irã no atentado terrorista que matou 85 pessoas e feriu outras 300 em 18 de julho de 1994 na Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), no pior atentado terrorista da história do país, noticia o jornal Clarín.
Também foram denunciados por articular o acordo entre Argentina e Irã para revisar todo o caso e livrar os iranianos o ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman; o deputado Andrés Larroque, líder do movimento La Cámpora, da juventude kirchnerista; e o líder do movimento social dos piqueteiros, Luis D'Elía.
Pollicita está no lugar do promotor Alberto Nisman, encontrado morto em seu apartamento no bairro de Porto Madero, em Buenos Aires, em 18 de janeiro de 2015, menos de 24 horas antes de apresentar à Comissão de Legislação Penal da Câmara dos Deputados suas conclusões sobre a investigação de acobertamento.
Também foram denunciados por articular o acordo entre Argentina e Irã para revisar todo o caso e livrar os iranianos o ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman; o deputado Andrés Larroque, líder do movimento La Cámpora, da juventude kirchnerista; e o líder do movimento social dos piqueteiros, Luis D'Elía.
Pollicita está no lugar do promotor Alberto Nisman, encontrado morto em seu apartamento no bairro de Porto Madero, em Buenos Aires, em 18 de janeiro de 2015, menos de 24 horas antes de apresentar à Comissão de Legislação Penal da Câmara dos Deputados suas conclusões sobre a investigação de acobertamento.
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