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domingo, 22 de outubro de 2017

Aliados do presidente Macri vencem eleições na Argentina

Sem concorrer, o presidente Mauricio Macri foi o grande vencedor das eleições legislativas de hoje na Argentina para renovar um terço do Senado e a metade da Câmara de Deputados. Ao vencer em 13 das 23 províncias argentinas e nos cinco maiores centros urbanos, o macrismo não terá maioria absoluta, mas terá a maior bancada no Congresso.

Os primeiros números divulgados já apontavam a derrota da presidente Cristina Kirchner na província de Buenos Aires para Esteban Bullrich, da aliança Cambiemos (Mudemos), liderada por Macri. Ela foi eleita para o Senado.

Com 99% das urnas apuradas, Bullrich (41,39%) leva uma vantagem de 388 mil votos sobre a ex-presidente Cristina Kirchner (37,24%), que fica com a segunda das três vagas em jogo. Sem admitir a derrota, Cristina afirmou que sua Unidade Cidadã é a maior força de oposição hoje na Argentina.

Na cidade de Buenos Aires, a deputada Elisa Carrió, do Cambiemos, lidera com 50,93% dos votos, muito à frente do candidato kirchnerista, Daniel Filmus (21,74%), e do ex-ministro da Economia Martín Lousteau (12,33%).

Na província de Santa Fé, Cambiemos tinha 38% contra 25% do kirchnerista Agustín Rossi, da Frente Justicialista. Em Córdoba, Cambiemos ganhava com 48% contra 30% para a União por Córdoba, do governador Juan Schiaretti, peronista que se refugiou no Brasil durante a última ditadura militar argentina (1976-83) e chegou a ser subdiretor da Fiat.

Em Mendoza, a província dos vinhos finos argentinos, junto à Cordilheira dos Andres, o oficialismo batia o peronismo por 45% a 25%. Na província de Entre Ríos, na chamada Mesopotâmia argentina, Cambiemos liderava com 53%. Na vizinha Corrientes, o macrismo tinha 55%.

Até mesmo na província de Santa Cruz, principal reduto do kirchnerismo, com 43% dos votos, Cambiemos superava por mais de dez pontos percentuais a Frente para a Vitória, da governadora Alicia Kirchner, irmã mais velha do falecido presidente Néstor Kirchner, marido de Cristina. Os candidatos de Macri também ganharam no Chaco.

Em San Luis, o peronismo venceu com os irmãos Alberto e Adolfo Rodríguez Saá, que dominam a política da província desde a redemocratização, em 1983. Os peronistas também ganharam em Tucumán, Catamarca, Río Negro e San Juan. Em La Rioja, o ex-presidente Carlos Menem estava em segundo lugar.

Quando assumiu o poder, há pouco menos de dois meses, Macri encontrou uma economia arrasada pelo populismo econômico de Cristina Kirchner, com recessão, inflação e déficit público elevados. Ele liberou o câmbio e reduziu os subsídios a serviços públicos.

No primeiro momento, esse ajuste fiscal gerou uma inflação de 40% ao ano e uma recessão de 2,3% em 2016. Mas a economia cresce desde o terceiro trimestre ao ano passado e isso se refletiu nas urnas. A expectativa para 2017 é de um avanço de 2,45% no produto interno bruto.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Candidato kirchnerista lidera pesquisa para presidência de Argentina

A duas semanas das eleições primárias na Argentina, o candidato do governo à Presidência, o governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli, tem 11 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado, o prefeito da capital, Mauricio Macri, apoiado pela direita peronista, informou ontem o sítio de notícias Infolatam.

De acordo com a pesquisa, Scioli, ex-vice-presidente no governo Néstor Kirchner, candidato da coalizão Frente pela Vitória do Povo, da presidente Cristina Kirchner, tem a preferência de 38% do eleitorado, enquanto Macri, da Proposta Republicana, da direita liberal, aparece com 26,6%.

Em terceiro lugar, ficou uma aliança de dissidentes peronistas, a União por una Nova Argentina, com 17,3% das preferências, divididas entre dois candidatos. O deputado Sergio Massa, ex-chefe de gabinete de Cristina Kirchner e ex-prefeito de Tigre, tem o apoio de 12,1% do eleitorado e o ex-governador da província de Córboda José Manuel de la Sota, de 5,2%.

Também foram citados a socialista Margarita Stolbizer (3,6%), o radical Ernesto Sanz (2,3%) e Elisa Carrió (1,6%), da Coalizão Cívica.

Dos 1,5 mil entrevistas, 42,4% acreditam que Scioli será o próximo presidente da Argentina, 35% apostam em Macri e 10,9% em Massa.

As eleições primárias vão definir os candidatos da cada coalizão. O primeiro turno da eleição presidencial argentina será realizado em 25 de outubro de 2015. No fim do segundo mandato, a presidente Cristina Kirchner não pode concorrer a um terceiro mandato.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Juiz rejeita denúncia contra Cristina Kirchner na Argentina

O juiz federal Daniel Rafecas rejeitou hoje a denúncia do promotor Alberto Nisman, encontrado morto em 18 de janeiro de 2015, contra a presidente Cristina Kirchner, acusando-a de acobertar a participação do Irã no pior atentado terrorista da história da Argentina. Em 18 de julho de 1994, 85 pessoas morreram e 300 saíram feridas de um ataque à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA)

Também ficaram livres de processo o ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman; o deputado Andrés Larroque, líder da ala jovem do kirchnerismo; e o líder do movimento social dos piqueteiros, Luis D'Elía.

Todos foram denunciados por conspirar com o Irã para revisar o processo e retirar os mandados internacionais de prisão contra sete iranianos e um libanês da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá, que teria realizado o atentado. Em troca, aumentariam as relações econômicas entre os dois países.

Rafecas alegou que a denúncia de Nisman, reapresentada neste mês pelo promotor Gerardo Pollicita, "não tinhas as mínimas condições para levar a uma investigação judicial" por falta de provas: "Não há nenhum indício, mesmo circunstancial, que implique a atual chefe de Estado."

Para a deputada oposicionista Elisa Carrió, houve uma manobra com a nomeação de Eduardo Enrique ou Wado de Pedro, membro do Conselho de Magistratura, para secretário-geral da Presidência da Argentina. "Tudo fecha. Wado deve ter negociado com Rafecas para não investigar Cristina", disparou Carrió, citada pelo jornal La Nación.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Deputada acusa Cristina Kirchner e auxiliares de encobrir morte do promotor

A deputada Elisa Carrió, pré-candidata da Coalizão Cívica à Presidência da Argentina, vai denunciar criminalmente amanhã a presidente Cristina Kirchner e vários assessores por "acobertar" a morte do promotor Alberto Nisman, noticia o jornal argentino Clarín. O governador da província de Córdoba, José Manuel de la Sota, também entende que o Poder Executivo está interferindo indevidamente no Poder Judiciário.

Além de Cristina, a deputada acusa o secretário-geral da Casa Rosada, Aníbal Fernández; a procuradora-geral da República, Alejandra Gils Carbó; e o general Cesar Milani por "encobrimento da morte do promotor; inteligência ilegal; atentado à autoridade por estorvo de ato funcional; abuso de autoridade; omissão de denúncia; intromissões graves na atividade do Poder Judiciário; violação da divisão de poderes e associação ilícita para cometer todos estes crimes."

Hoje à tarde, Carrió escreveu no Twitter: "...está cada vez mais próxima a hipótese de assassinato numa operação de inteligência do governo".

A grande novidade do dia no caso é o desaparecimento de Antonio Stiuso, o agente secreto renegado que Cristina acusa de ter passado a Nisman as informações que constavam da denúncia do promotor contra a presidente por encobrir o pior atentado terrorista da história da Argentina.

Stiuso foi arrolado para depor. O governo retirou a proteção ao sigilo profissional como ex-agente secreto. Ele sumiu. Seu advogado disse que ele não apareceu para depor por não ter sido intimado.

"A partir do Poder Executivo, ignorou-se a ordem constitucional mediante a implantação de pistas falsas na investigação", alega a deputada. Para Carrió, "deve-se investigar a participação no crime do promotor Nisman de uma ala da Polícia Federal, a cargo de Fernández, a produção de possíveis pistas falsas pelos investigadores e a existência de uma 'zona liberada' propícia ao homicídio do promotor".

Nisman foi morto no domingo, 18 de janeiro de 2015. Na segunda-feira, apresentaria à Comissão de Legislação Penal da Câmara dos Deputados suas provas e conclusões contra Cristina Kirchner e assessores, que denunciou por acobertar a responsabilidade do Irã pelo atentando contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), que matou 85 pessoas e feriu outras 300 em 18 de julho de 1994.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Cristina Kirchner está perto da vitória

Uma semana antes da eleição presidencial do próximo domingo, 28 de outubro, na Argentina, as pesquisas indicavam a forte probabilidade de uma vitória da senadora e primeira-dama Cristina Fernández de Kirchner já no primeiro turno. Seu marido, o presidente Néstor Kirchner, a indicou por estar menos desgastada. Mas é a recuperação econômica sob Kirchner, depois do colapso da dolarização em 2001, que garante a vitória da candidata oficial.

Na Argentina, para ganhar no primeiro turno, é preciso receber mais de 45% dos votos válidos ou 40% e uma vantagem de 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado.

Pela pesquisa divulgada ontem pelo jornal La Nación, Cristina tem 40,9% e uma vantagem de 26,4 pontos sobre a segunda colocada, a esquerdista Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, que tem 14,5%, enquanto que o ex-ministro da Economia que negociou o fim do calote, Roberto Lavagna, de Uma Nação Avançada, obteve 10,8%, e Alberto Rodríguez Saá subiu para 7,2%.

Mais uma vez, a economia decide. Como observa Oliver Galak, de La Nación, "o clima é de continuísmo mas não há triunfalismo oficialista nem adesão ideológica. A economia será determinante".

Desde que Kirchner chegou ao poder, há quatro anos e meio, a pobreza caiu de 54% para 23,4%, a miséria de 27,7% para 8,2% e o desemprego de 17,8% para 7,7%. A massa salarial cresceu 89,4% e o consumo nos supermercados já supera os 50%.

A economia argentina se expandiu a um ritmo anual de mais de 8%. Este ano as exportações devem passar de US$50 bilhões.

Leia mais em La Nación.

domingo, 30 de setembro de 2007

Cristina Kirchner tem 28 pontos de vantagem

A quatro semanas da eleição presidencial na Argentina, a senadora e primeira-dama Cristina Fernández de Kirchner, da Frente para a Vitória, lidera as pesquisas de opinião, com 39,8% das preferências dos eleitores. Ela está 28,1 pontos percentuais à frente da segunda colocada, a esquerdista Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, com 11,7%, o que indica que Cristina pode vencer no primeiro turno.

Na pesquisa divulgada neste domingo no jornal La Nación, o ex-ministro da Economia Roberto Lavagna é o terceiro, com 7,9%, seguido pelo dissidente peronista Alberto Rodríguez Saá, com 5%. Outro ex-ministro da Economia, Ricardo López Murphy, tem 2,3% e o cineasta Pino Solanas aparece com 1,2%.

Enquanto 22,7% se declararam indecisos, 6,4% garantiram que votarão em branco em 28 de outubro.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Catorze candidatos disputam a Casa Rosada

A favorita para vencer a eleição presidencial de 28 de outubro na Argentina é a senadora e primeira-dama Cristina Fernández de Kirchner. Com mais de 40% das preferências, ela pode ganhar no primeiro turno se tiver 45% dos votos válidos ou 40% e nenhum outro candidato chegar a 30%.

Dos outros 13 candidatos, no momento a melhor colocada é a líder esquerdista Elisa Carrió, da Aliança por uma República Independente, com 12%, seguida pelos ex-ministros da Economia Roberto Lavagna, que renegociou a dívida argentina depois do calote de 2001, e Ricardo López Murphy, que não conseguiu resolver o problema do governo De la Rúa (1999-2001) e foi substituído por Domingo Cavallo, que criara a paridade dólar-peso no governo Carlos Menem (1989-99) mas não soube se livrar dela.