Uma semana antes da eleição presidencial do próximo domingo, 28 de outubro, na Argentina, as pesquisas indicavam a forte probabilidade de uma vitória da senadora e primeira-dama Cristina Fernández de Kirchner já no primeiro turno. Seu marido, o presidente Néstor Kirchner, a indicou por estar menos desgastada. Mas é a recuperação econômica sob Kirchner, depois do colapso da dolarização em 2001, que garante a vitória da candidata oficial.
Na Argentina, para ganhar no primeiro turno, é preciso receber mais de 45% dos votos válidos ou 40% e uma vantagem de 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado.
Pela pesquisa divulgada ontem pelo jornal La Nación, Cristina tem 40,9% e uma vantagem de 26,4 pontos sobre a segunda colocada, a esquerdista Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, que tem 14,5%, enquanto que o ex-ministro da Economia que negociou o fim do calote, Roberto Lavagna, de Uma Nação Avançada, obteve 10,8%, e Alberto Rodríguez Saá subiu para 7,2%.
Mais uma vez, a economia decide. Como observa Oliver Galak, de La Nación, "o clima é de continuísmo mas não há triunfalismo oficialista nem adesão ideológica. A economia será determinante".
Desde que Kirchner chegou ao poder, há quatro anos e meio, a pobreza caiu de 54% para 23,4%, a miséria de 27,7% para 8,2% e o desemprego de 17,8% para 7,7%. A massa salarial cresceu 89,4% e o consumo nos supermercados já supera os 50%.
A economia argentina se expandiu a um ritmo anual de mais de 8%. Este ano as exportações devem passar de US$50 bilhões.
Leia mais em La Nación.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 22 de outubro de 2007
domingo, 30 de setembro de 2007
Cristina Kirchner tem 28 pontos de vantagem
A quatro semanas da eleição presidencial na Argentina, a senadora e primeira-dama Cristina Fernández de Kirchner, da Frente para a Vitória, lidera as pesquisas de opinião, com 39,8% das preferências dos eleitores. Ela está 28,1 pontos percentuais à frente da segunda colocada, a esquerdista Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, com 11,7%, o que indica que Cristina pode vencer no primeiro turno.
Na pesquisa divulgada neste domingo no jornal La Nación, o ex-ministro da Economia Roberto Lavagna é o terceiro, com 7,9%, seguido pelo dissidente peronista Alberto Rodríguez Saá, com 5%. Outro ex-ministro da Economia, Ricardo López Murphy, tem 2,3% e o cineasta Pino Solanas aparece com 1,2%.
Enquanto 22,7% se declararam indecisos, 6,4% garantiram que votarão em branco em 28 de outubro.
Na pesquisa divulgada neste domingo no jornal La Nación, o ex-ministro da Economia Roberto Lavagna é o terceiro, com 7,9%, seguido pelo dissidente peronista Alberto Rodríguez Saá, com 5%. Outro ex-ministro da Economia, Ricardo López Murphy, tem 2,3% e o cineasta Pino Solanas aparece com 1,2%.
Enquanto 22,7% se declararam indecisos, 6,4% garantiram que votarão em branco em 28 de outubro.
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