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segunda-feira, 5 de junho de 2023

Lula sabota sua própria reunião de cúpula da América do Sul

 A iniciativa de reunir os presidente da América do Sul em Brasília foi importante. O governo Jair Bolsonaro isolou o Brasil internacionalmente. Não tinha uma visão geopolítica. Não valorizou o subcontinente como área de importância econômica, política, ambiental e de segurança. Mas, ao dar palanque ao ditador Nicolás Maduro e afirmar que a Venezuela é uma democracia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, boicotou sua própria cúpula.

Ao exaltar uma ditadura com presos políticos, fome, miséria, tortura e execuções sumárias, um regime do qual fugiram 7,5 milhões de pessoas, Lula dividiu a reunião, perdeu a neutralidade para mediar uma solução para a crise venezuelana, reduziu a capacidade de liderar a integração regional e deu munição à extrema direita. 

A integração regional depende de resultados práticos. Meu comentário:

domingo, 6 de novembro de 2022

Visita de Fernández a Lula tem a ver com luta interna peronista

 Ao visitar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva um dia depois da reeleição, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, ajudou a romper o isolamento diplomático a que o governo Jair Bolsonaro relegou o Brasil. Mas também se cacifa para disputar a candidatura peronista à reeleição em 2023.

Fernández vive às turras com sua vice-presidente, Cristina Kirchner, que é quem manda de fato na Argentina. Com a nomeação de Sergio Massa como superministro da Economia, ficou em terceiro plano em seu próprio governo. 

Quando veio a São Paulo, Fernández não só posou como presidente como se apresentou como o maior amigo argentino de Lula, mais do que Cristina, que já foi criticada pelo futuro presidente do Brasil. Meu comentário:

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

EUA registraram 1,3 milhão de casos novos de covid-19 em novembro

Desde o início do mês, os Estados Unidos diagnosticaram mais de 1,3 milhão de casos da doença do coronavírus de 2019. Hoje, foram 142.808 casos novos. Ao todo, são mais de 10,393 milhões de casos confirmados e 241 mil mortes.

O mundo bateu novo recorde de mortes num dia, 10.184 nesta quarta-feira, dia 11. No mundo inteiro, são mais de 52 milhões de casos e 1,284 milhão de mortes. Mais de 35,5 milhões de pacientes foram curados, mais de 14 milhões têm casos leves e 95 mil estão em estado grave.

A América do Sul soma 305 mil mortes de covid-19. No Brasil, a média diária de mortes dos últimos sete dias está em 319 e o total de óbitos passa de 163,4 mil. Meu comentário:

domingo, 14 de abril de 2019

Paraguai defende isolamento total da Venezuela para derrubar Maduro

O ministro do Exterior do Paraguai, Luis Alberto Castiglioni, declarou ontem ser a favor de uma política de total isolamento da Venezuela para forçar a queda do ditador Nicolás Maduro. Mais de 50 países, inclusive o Brasil e o Paraguai, reconheceram o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como o presidente legítimo da Venezuela.

"Nossa intenção é continuar com o trabalho de isolar o regime tão completamente para que não tenha nenhum oxigênio sobrando", afirmou Castiglioni, depois de receber o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, em Assunção.

Para o chanceler paraguaio, Maduro usa o pouco oxigênio que lhe resta para "consolidar a repressão política" e "fazer as pessoas sofrerem".

Com a economia venezuelana em colapso e a queda na produção de petróleo, surpreende que Maduro ainda esteja no Palácio de Miraflores: "Ele não será capaz de se sustentar por muito tempo e vai cair inevitavelmente. Aquele regime vai ciar porque será impossível se manter", previu Castiglioni.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos esteve ontem com o presidente Mario Abdo Benítez e seu chanceler numa gira pela América do Sul que incluiu também visitas à Colômbia, ao Peru e ao Chile. O tema central da viagem foi a Venezuela.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Ministro da Defesa usa desculpa de Maduro ao falar da crise na Venezuela

Ao fazer uma das palestras de abertura da 15ª Conferência do Forte de Copacabana hoje no Rio de Janeiro, o ministro da Defesa do Brasil, general Joaquim Silva e Luna, atribuiu o agravamento da crise na Venezuela às sanções internacionais adotadas pelos Estados Unidos e a União Europeia contra a ditadura de Nicolás Maduro. É o discurso do ditador.

Ministro Silva e Luna
Dez dias depois que o jornal The New York Times advertiu o presidente Donald Trump a não intervir militarmente na Venezuela, o ministro admitiu que a situação vai pior, mas negou que haja um fracasso da cooperação multilateral na América Latina para mediar negociações internas e evitar uma tragédia maior no país vizinho, de onde fugiram 4 milhões de pessoas, criando um problema em Roraima, no Norte do Brasil.

"A estratégia que o Brasil usa com países vizinhos é de cooperação. Embora pertença a mecanismos como a OEA (Organização dos Estados Americanos), o Mercosul (Mercado Comum doSul) e a Unasul (União das Nações da América do Sul), busca trabalhar em relações bilaterais", afirmou o general em entrevista coletiva.

O general afirmou que o diálogo existe: "Estive há duas semanas na Venezuela, em contato com o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, tratando sobre nossa fronteira, segurança, crime transnacional."

Quanto à situação interna do país, "se busca encontrar uma solução com os países do entorno para que eles resolvam o problema internamente. Precisa muitas vezes de apoio, dar condições para que ele encontre sua solução. Existe um embargo econômico que dificulta a situação da Venezuela. Existe um impacto econômico. Existe uma diáspora."

Se o objetivo do Brasil é "consolidar um arco de estabilidade" na América do Sul "com paz e cooperação em todas as áreas", a crise da Venezuela é hoje o maior problema.

Na sua palestra, o ministro da Defesa afirmou que o mundo passa por uma "reacomodação" do poder num "mundo globalizado, onde não existem mais atores secundários". Neste mundo interligado, "todos buscam uma terra prometida onde jorra leite e mel", acrescentou numa citação bíblica.

O ministro da Defesa descartou qualquer possibilidade de intervenção militar no país vizinho: "Não visualizamos nenhum uso de meios militares nem de uso da força para resolver a situação da Venezuela".

Outros palestrantes descreveram uma situação catastrófica na Venezuela: "A crise política e institucional é resultado de um modelo contrário à Constituição de 1999. Não há Estado de Direito, não à respeito às institucionais democráticas como a Assembleia Nacional eleita legitimamente", declarou a ex-embaixadora Milagros Betancourt, professora da Universidade Andrés Belo.

Em seu lugar, Maduro colocou uma Assembleia Nacional Constituinte eleita num processo fraudulento, sem oposição.

É uma "calamidade" sem precedentes numa economia moderna, no caso, o país com as maiores reservas mundiais de petróleo: "Dois terços das empresas privadas fecharam, 5 milhões de hectares de terras produtivas foram desapropriados. A produção de petróleo caiu de 3 milhões para 1,4 milhão por dia. Faltam 70% dos medicamentos. O produto interno bruto caiu 50% desde 2014. A inflação deve chegar a 1.000.000% ao ano. O desemprego é de cerca de 50%. O país está em default, não honra seus compromissos internacionais."

Com essa depressão econômica, observou Christian Bonfili, diretor nacional de análise estratégica na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da Argentina, "87% dos venezuelanos caíram na pobreza e 61% na pobreza extrema."

No plano internacional, a Venezuela sofreu o maior retrocesso no índice de desenvolvimento humano (IDH) das Nações Unidos, acrescentou Milagros Betancourt. Na América Latina, "estamos em último lugar em todos os indicadores regionais, atrás até do Haiti. A violência é generalizada e o pior de tudo é uma imensa desesperança: a situação se agrava a cada dia. Até o início do ano, o governo negava a crise, atribuindo-a às sanções internacionais."

O clima é de anarquia e desordem: "Desde 2015, houve 1.192 execuções extrajudiciais na Venezuela", notou Bonfili, na conferência organizada pela Fundação Konrad Adenauer, ligada à União Democrata-Cristã da Alemanha, o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e a Delegação da União Europeia no Brasil.

A crise dos refugiados na Europa é "extracomunitária", comparou a professora Francesca Ramos Pismataro, diretora do Observatório da Venezuela da Faculdade de Ciência Política, Governo e Relações Internacionais da Universidade do Rosário, na Colômbia. "Na América Latina, com a exceção do Brasil, não temos a barreira linguística e a crise é interna desde 2015."

Para a Colômbia, que com sua longa guerra civil era um país de onde pessoas fugiam, em contraste com a Venezuela, que recebeu 6 milhões de colombianos nos últimos 70 anos, é um desafio se tornar um "país de acolhida".

O total de refugiados estimado pela Organização Internacional de Migração, 2,3 milhões, não leva em conta os venezuelanos que têm dupla nacionalidade. A Universidade Central da Venezuela (UCV) trabalha com uma estimativa de 4 milhões, constatou Francesca Ramos.

"Cerca de 12% dos venezuelanos fugiram numa migração Sul-Sul intrarregional; 72% ficam na região. Nos últimos dois anos, o fluxo aumentou mais de dez vezes. Não é produto de conflito, é econômica, social e cultural. Cerca de 40% foram para a Colômbia, onde em um ano e meio entraram 1 milhão de venezuelanos, ao mesmo tempo em que voltaram 300 mil colombianos que viviam na Venezuela", comentou a professora colombiana.

Até 2015, só 0,3% dos colombianos eram imigrantes.

A ex-embaixadora venezuelana não acredita no programa Volta à Pátria, lançado em abril pelo ditador Maduro, no qual o ministro da Defesa depositou esperança: "Ninguém quer voltar. Todos querem sair."

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Banco Mundial reduz previsão de crescimento para 2016

O Banco Mundial reduziu hoje para baixo sua previsão para o crescimento da economia mundial em 2016, de 2,9% para 2,4%, por causa da queda nos preços das matérias-primas, do esfriamento da demanda nos países ricos, da fraqueza do comércio internacional e da diminuição dos fluxos de capital.

"A economia mundial está sujeita a sérios riscos", adverte um relatório semestral Prospectos para a Economia Mundial citando ameaças geopolíticas e a volatilidade financeira. A expectativa para 2017 foi cortada em 0,3 ponto percentual para 2,8%.

Na análise do banco, um problema central é a queda nos preços das matérias-primas, principais fontes de renda dos países em desenvolvimento: "Os mercados emergentes e os países em desenvolvimento exportadores de produtos primários não conseguiram se adaptar à fraqueza nos preços do petróleo e de outros produtos essenciais."

Os países emergentes devem crescer 3,5%, com destaque para a Índia (7,6%) e a China (6,7%). Já o Brasil e a Rússia terão recessões mais profundas do que previsto anteriormente pelo Banco Mundial. A previsão para os Estados Unidos foi reduzida em 0,8 ponto percentual para 1,9%.

Para o Brasil, a expectativa é de -4% (-1,5 em relação à previsão anterior, seis meses atrás) em 2016, -0,2% (-1,6) em 2017 e 0,8% (-0,7) em 2018.

"Em 2015, a América Latina e o Caribe viram sua primeira contração desde a crise financeira. Em 2016, esta recessão deve se aprofundar. O produto interno bruto regional deve declinar 1,3% em 2016 depois de encolher 0,7%. Mas há uma grande heterogeneidade entre suas três sub-regiões", observa o relatório.

"Na América do Sul, grande exportadora de petróleo e metais, que estão em baixa, a incerteza política, a crescente aversão global ao risco e políticas de juros altos contribuíram para a contração da atividade econômica em 2015", acrescenta o Banco Mundial.

"No Brasil, a maior economia da América Latina e do Caribe, o PIB encolheu cerca de 3,8% em 2015 na pior recessão em décadas. A confiança do investidor desabou em parte devido às incertezas cercando as investigações da Lava Jato e o processo de impeachment contra a presidente.

"A depreciação substancial do real em relação ao dólar de mais de 30% em 2015 e a remoção dos subsídios à energia elevaram a inflação para cerca de 10%. Para reancorar as expectativas de inflação, o Banco Central mantém uma política monetária apertada apesar da queda na produção, e a expectativa é que daqui a um a inflação volte para a banda de flutuação da meta.

"A inflação elevada e o aumento do desemprego erodiram a renda real e pesaram sobre o consumo doméstico, enquanto o investimento em capital fixo está em declínio acentuado desde 2014", concluem os analistas do banco.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

América Latina está perto da recessão por causa do Brasil

A América Latina deve crescer apenas 0,4% em 2015 e corre o risco de ficar em recessão sob o peso do recuo da economia do Brasil, que deve encolher 1,3%, previu ontem o Banco Mundial, informa o jornal espanhol El País. O subcontinente deve voltar a avançar 2% em 2016 e 2,7% em 2017.

Há seis meses, o Banco Mundial projetava uma expansão de 1,7% na região. Agora, a expectativa é de menos da metade do 0,9% registrado no ano passado.

A América do Sul sofre com a fraqueza no consumo interno, a desconfiança dos investidores, a seca generalizada e a queda nos preços das matérias-primas que exporta. No caso do Brasil, soma-se a isso o escândalo de corrupção na Petrobrás, explicou Kaushik Basu, economista-chefe do banco.

Como a maior economia da região vai perder 1,3%, arrasta todo o subcontinente. A situação é mais grave na Venezuela, que deve recuar 5,1% neste ano depois de cair 4% no ano passado, sob o peso de uma inflação de 100% ao ano e desabastecimento generalizado.

Já na Argentina, onde há um certo otimismo com o simples fim do desastroso governo Cristina Kirchner, a previsão passou de recessão de 0,3% para expansão de 1,1%.

O México também vive uma situação difícil, mas deve crescer 2,3% em 2015 e 3,2% em 2016, puxado pelo crescimento dos Estados Unidos. Caberá ao México ser a locomotiva econômica da América Latina.

As maiores expectativas de crescimento são do Panamá (6,2%), da Bolívia (4,8%), da Guatemala (4%), do Peru (3,9%) e da Colômbia (3,5%).

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

FARC libertam general e outros reféns na Colômbia

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) libertaram ontem o general Rubén Darío Alzate, o cabo Jorge Rodríguez e a advogada Gloria Urrego. Um helicóptero com mediadores de Cuba e da Noruega resgataram os reféns numa localidade não revelada do Rio Atratro, no departamento de Choco, no Oeste do país.

O sequestro do general pela 34ª Frente das FARC, em 16 de novembro de 2014, levou à paralisação das negociações de paz entre a guerrilha e o governo colombiano realizadas em Havana, a capital de Cuba.

Essa ação inesperada provocou suspeitas de divisão interna na guerrilha, onde um grupo rejeitaria qualquer acordo com o governo. Aconteceu num momento crítico em que os negociadores discutem que crimes podem ser considerados estritamente político e portanto estar sujeitos a anistia.

Como precondição para serem aceitas na mesa de negociações, as FARC tiverem de desescalar suas atividades militares. O sequestro foi visto como uma forma de aumentar o poder de barganha para voltar a exigir um cessar-fogo e a libertação dos rebeldes que a guerrilha considera presos políticos.

A libertação dos reféns foi anunciada em 25 de novembro pela 10ª Frente das FARC como um "gesto de boa vontade". O sequestro foi um teste de resistência para as negociações, irritando o eleitorado, que terá de aprovar qualquer acordo definitivo em referendo. O ex-presidente e atual senador Álvaro Uribe trabalha ativamente contra qualquer concessão às FARC.

sábado, 14 de junho de 2014

Uruguai: onde o gado chegou antes do colono

A República Oriental do Uruguai é um país do sudeste da América do Sul com 178 mil quilômetros quadrados cobertos por campos que fazem parte do pampa, que começa no Rio Grande do Sul e se estende até a Argentina.

A fronteira com a Argentina é marcada pelos dos rios Uruguai e da Prata. A fronteira com o Brasil, sem acidentes geográficos que a definam claramente, foi incerta e disputada durante séculos.

É o segundo menor país da América Latina. “No mapa, cercado por grandes vizinhos, o Uruguai parece pequeno”, observa o jornalista e escritor Eduardo Galeano, autor de As Veias Abertas da América Latina. “Mas temos cinco vezes mais terra do que a Holanda e cinco vezes menos habitantes. Temos mais terras cultiváveis do que o Japão e uma população 40 vezes menor.”

POPULAÇÃO
A grande maioria dos  3,369 milhões de uruguaios (estimativa de 2011 do Banco Mundial) é de origem europeia (88%), principalmente espanhola e italiana. Há minorias mestiça (8%) e negra (4%).

Quase 95% dos uruguaios moram em cidades. Mais da metade (1,8 milhão) vive em Montevidéu. Mais de 98% são alfabetizados.

Cerca de 65% são cristãos, sendo 70% destes católicos; 34% são ateus ou declaram não ter religião.

GOVERNO
O regime político é república presidencialista, com um Congresso bicameral, formado por uma Câmara com 99 deputados e um Senado com 30 cadeiras. O país é dividido em 19 departamentos, com um total de 89 municípios.

O atual presidente é o ex-guerrilheiro José Mujica, da Frente Ampla, de esquerda, que acabou em 2005 com o tradicional duopólio do Partido Colorado e do Partido Nacional (blanco). Ele cumpre um mandato de cinco anos iniciado em 2010, sem direito à reeleição.

DESCOBRIMENTO
O primeiro navegador europeu a chegar à costa do Uruguai foi o piloto português João Dias de Solis, a serviço da coroa espanhola. Foi morto e comido pelos índios, em 1516, diante da ilha de Martín García, no Rio da Prata.

Em 1520, em sua tentativa de dar a volta ao mundo, o português Fernão de Magalhães teria dado o nome de Monte Vidi ao cerro onde hoje fica a capital uruguaia.

Em 1527, a expedição de Sebastião Cabot fundou a primeira povoação espanhola em território uruguaio, logo destruída pelos índios.

POVOAMENTO
Até o início do século 17, a margem oriental do Rio da Prata era habitada por índios charruas, chanaés, minuanos e guaranis. Em 1624, os espanhóis fundaram uma colônia em Soriano.

Durante o domínio espanhol (1580-1640), período da União Ibérica, em que o Brasil foi governado pela Espanha, os portugueses e os bandeirantes avançaram muito além do limite fixado pelo Tratado de Tordesilhas (1494). Em 1680, portugueses criaram a Colônia do Sacramento, do outro lado do Rio da Prata, em frente a Buenos Aires.

Os espanhóis reagiram. Retomaram a Colônia do Sacramento em 1705, mas a perderam no Tratado de Utrecht (1713), que pôs fim à Guerra da Sucessão Espanhola (1701-13).

Em 1726, o governador espanhol de Buenos Aires, Bruno de Zabala, fundou a cidade de São Felipe e Santiago de Montevidéu. A Colônia trocou de mãos várias vezes até ser entregue à Espanha pelos Tratados de Madri (1750) e Santo Ildefonso (1777).

Em 1776, a Banda Oriental, como o Uruguai era chamado na época, passou a fazer parte do Vice-Reino do Prata, com capital em Buenos Aires.

FORMAÇÃO
A região do Rio da Prata foi a única em que os impérios da Espanha e de Portugal entraram em conflito na América. O Brasil e a Argentina herdaram essa rivalidade, e o Uruguai ficou espremido entre dois países muito maiores. Mas o rio e o porto o abriram para o mundo, comercial e culturalmente.

O clima temperado e úmido, o solo fertil e a água abundante de rios, lagos e arroios explicam seu “destino natural” de criador de gado.

O gado chegou antes do colono. O governador de Buenos Aires, Hernán Arias Saavedra, um crioulo nascido em Assunção, introduziu o gado bovino no Uruguai entre 1611 e 1617. As reses se multiplicaram numa reserva de milhões de animais livres e sem dono. O mesmo aconteceu no Rio Grande do Sul. Eram os Campos da Vacaria.

GAÚCHO
No campo semidesértico, viviam o gado silvestre e homens tão livres como os animais. Os gaúchos ou gaudérios apareceram em toda a Bacia do Prata no início do século 18, frutos da mestiçagem de europeus, índios e negros.

Com seus cavalos, corriam livremente pelo pampa sem cerca nem autoridades, caçando vacas para se alimentar. Da venda de couro, tiravam dinheiro para comprar tabaco, cachaça e roupas.

A falta de cercas e a abundância de gado livre e solto dificultaram a implantação da propriedade privada, criando um clima de medo e insegurança na campanha até o fim do século 19, época do fechamento das fazendas.

PORTO
Montevidéu era o primeiro porto profundo e protegido do estuário do Prata. Logo a cidade foi convertida em fortaleza militar e centro comercial. Era a base naval espanhola. Com a abundância de gado no pasto, no fim do século 18, Montevidéu era rival de Buenos Aires.

Foi de Montevidéu que partiu, em 1806, a expedição para libertar Buenos Aires, ocupada pelos ingleses no mesmo ano. Os ingleses se voltaram contra Montevidéu e a tomaram por vários meses em 1807, e aproveitaram para fazer campanha contra o colonialismo espanhol, ajudando a plantar o desejo de independência.

JUNTA
Expulsos os ingleses, em setembro de 1807, o espanhol Francisco Javier de Elío assumiu o governo de Montevidéu e entrou em conflito com o vice-rei do Prata, Santiago de Liniers, considerado “afrancesado” e ambíguo em relação a Napoleão Bonaparte, que invadiu a Península Ibérica em 1808.

Destituído, Elío se rebelou e criou em 21 de setembro de 1808 a Junta de Montevidéu, a primeira da América, em desafio à coroa espanhola.

Apesar do fracasso, a junta quebrou a unidade do vice-reino e desafiou o poder imperial. Em 25 de maio de 1810, o primeiro governo autonomo foi instalado em Buenos Aires. Mas a Revolução de Maio não atravessou logo o Rio da Prata.

GRITO DE ASSÊNCIO
Em 28 de fevereiro de 1811, o Grito de Assêncio deflagrou um levante dos caudilhos mais importantes, como José Fructuoso Rivera e Juan Antonio Lavalleja. Eles aderiam à revolução de Buenos Aires contra os impostos e o autoritarismo do governo espanholista de Montevidéu.

Na mesma época, o capitão José Artigas desertou de sua guarnição do Exército colonial espanhol na Colônia do Sacramento e se apresentou à junta de Buenos Aires para “levar o estandarte da liberdade até os muros de Montevidéu”.

ÊXODO
Artigas liderou uma insurreição armada e tomou quase todo o que hoje é o Uruguai, menos Montevidéu, defendida pela esquadra espanhola. Cercado, Elío pediu ajuda aos portugueses. Sem querer se submeter ao vice-rei, Artigas liderou o Êxodo do Povo Oriental e se exilou no Paraguai.

Em 1816, por ordem de Dom João VI, o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve, com sede no Rio de Janeiro, toma a Banda Oriental, anexada ao Brasil em 1821 como Província Cisplatina.

ARTIGAS
O grande herói da independência do Uruguai sonhava em transformar as Províncias Unidas do Prata numa grande federação. Foi boicotado pelo Brasil e pela Argentina.

Artigas chegou a articular apoios do Paraguai e das províncias argentinas de Córdoba, Corrientes, Entre Ríos e Santa Fé. Foi traído ao anexar a Província Oriental à Argentina. Buenos Aires e o Rio de Janeiro tramavam sua queda.

Em 20 de janeiro de 1817, as tropas portuguesas vindas do Rio Grande do Sul ocuparam Montevidéu. Artigas apelou ao líder venezuelano Simón Bolívar, um dos libertadores da América, e ao presidente dos EUA, James Monroe, sem sucesso.

Para o escritor Edmundo Narancio, a revolução de Artigas apresentou o federalismo como solução para acomodar as diferenças regionais, conteve os portugueses na Banda Oriental, derrubou as pretensões monárquicas e impôs a república, defendendo a ideia de uma América democrática. Apesar de toda a resistência, foi o fundador do Uruguai, por cima de todos os elementos sociais, históricos e culturais que se opunham a isso.

Desiludido, Artigas refugiou-se em 1822 no Paraguai, onde morreu em 1850.

INDEPENDÊNCIA
Em 1825, a invasão dos 33 Orientais liderados por Lavalleja e a declaração de Independência do Uruguai deflagraram o reinício da guerra entre o Império do Brasil e as Províncias Unidas do Prata.

Diante do impasse no campo de batalha, o ministro da Guerra do Império Britânico, Lorde Palmerston, que como ministro do Exterior ajudara a família real portuguesa a fugir de Napoleão em 1807-8, teria convencido o Brasil a ceder o Uruguai para consolidar a conquista da Amazônia, do Mato Grosso e do Rio Grande do Sul.

Como o Brasil era o único império no continente americano, havia o risco de que as repúblicas de língua espanhola se unissem para retomar as terras perdidas com a expansão do império português para oeste. O caudilho argentino Juan Manuel de Rosas teria feito a proposta ao libertador Simón Bolívar, que a rejeitou.

Pelo Tratado de Montevidéu, de 27 de agosto de 1828, o Brasil e a Argentina reconheciam a independência do Uruguai, A Constituição foi aprovada em 18 de julho de 1830. O país tinha na época 74 mil habitantes.

GUERRA GRANDE
A independência não acabou com a luta pela afirmação da identidade nacional. Deflagrou a Guerra Grande (1839-51) entre os colorados, partidários do primeiro presidente do Uruguai, José Fructuoso Rivera, e os blancos, seguidores do terceiro presidente, Manuel Oribe. Sem Artigas, o Uruguai se afundou no caudilhismo.

Com o apoio do ditador argentino Rosas, os blancos cercaram Montevidéu de 1843 a 1851. Os colorados eram aliados da França, da Inglaterra, dos unitários argentinos, inimigos de Rosas, e depois do Brasil.

Quando a guerra acabou sem uma vitória clara, o Uruguai estava arrasado e sua independência em dúvida. Desde a derrota de Rosas em Monte Caseros, em 1852, o Brasil nunca mais entrou em guerra com a Argentina.

GUERRA DO PARAGUAI
Em 1865, os colorados liderados pelo general Venancio Flores derrubaram os blancos com o apoio do Exército Brasileiro. A intervenção foi muito criticada pelo ditador paraguaio Francisco Solano López, o que ajudou a consolidar a Tríplice Aliança de Brasil, Argentina e Uruguai na Guerra do Paraguai (1864-70).

Na visão paraguaia da guerra, o uruguaio Venancio Flores é um dos vilões da sua Guerra Grande.

A longa guerra civil uruguaia só termina em 1905, sob o presidente colorado José Battle y Ordóñez, depois da morte do caudilho Aparício Saraiva. Foi um século de guerra desde a invasão britânica.

SOCIAL-DEMOCRACIA
Com a riqueza crescente gerada pela carne, couro, lã e cereais – produtos em que até hoje o Uruguai tem uma vantagem competitiva –, Battle fez profundas reformas que criaram a social-democracia que o país é hoje.

O Uruguai aboliu a pena de morte, introduziu o divórcio, deu direitos a crianças nascidas fora do casamento, ampliou os direitos trabalhistas, expandiu a educação pública e reduziu a influência da Igreja, apontando o tendência para o liberalismo social e o secularismo da sociedade uruguaia. Chegou a ser chamado de Suíça sul-americana.

GUERRAS MUNDIAIS
As duas guerras mundiais do século 20 e a Guerra da Coreia aumentaram a procura pelos produtos de exportação do Uruguai gerando períodos de crescimento e euforia.

No fim dos anos 1950s, com a crise econômica, rompeu-se o frágil equilíbrio entre uma capital moderna, europeizada e social-democrata e o interior atrasado e oligárquico .

GUERRILHA
Em 1963, surge um movimento de esquerda, o Movimento de Libertação Nacional – Os Tupamaros, que lutava para criar uma sociedade socialista no modelo cubano-soviético. Quando o presidente Jorge Pacheco Areco decretou estado de emergência em 1968 e suspendeu as garantias individuais, os tuparamos aderiram à luta armada.

Entre outras ações, os tupamaros sequestram o cônsul brasileiro Aloyso Dias Gomide e sequestram e matam o agente americano Dan Mitrione, acusado de ser instrutor de tortura. Esse episódio é contado no filme Estado de Sítio, do cineasta grego Costa-Gavras.

No livro A Ditadura Derrotada, o jornalista Elio Gaspari diz que “os tupamaros, com 3 mil militantes, fizeram coisas nunca vistas e até mesmo difíceis de imaginar. Suas ações, iniciadas em 1968, eram românticas, vingativas e pirotécnicas. Eles assaltaram um cassino e devolveram a gorjeta aos crupiês. Depenaram a mansão de um plutocrata e divulgaram que nela havia US$ 400 mil em dinheiro e barras de ouro”.

Em setembro de 1971, o presidente Jorge Pacheco Areco entrega ao Exército a luta contra os Tupamaros.

ELEIÇÕES DE 1971
Quando parecia que a Frente Ampla, de esquerda, iria ganhar as eleições de novembro de 1971, a ameaça de golpe de Estado provocada pela luta guerrilheira aumentou.

O colorado Juan María Bordaberry venceu por uma pequena margem o blanco Wilson Ferreira Aldunate com a ajuda de outros candidatos do partido que concorreram em sublegendas e de uma fraude arquitetada junto com o Brasil. A Frente Ampla teve apenas 18% dos votos.

Em 1972, Bordaberry assumiu. Os tupamaros foram derrotados militarmente.

DITADURA
Em 27 de junho de 1973, sob pressão das Forças Armadas, Bordaberry fechou o Congresso, dando início a uma ditadura cívico-militar que aterrorizaria o Uruguai até 1985. Só no período final, de 1981 a 1985, o poder foi exercido diretamente pelo comandante do Exército, general Gregorio Álvarez.

Um de cada 500 uruguaios foi preso e torturado ou saiu do país. Mais de cem morreram na prisão; 174 desapareceram. O poeta Mario Benedetti escreveu sobre a ditadura uruguaia: “Há uma prisão que se chama Liberdade/Aqui, quando alguém está em Liberdade,/Pode estar condenado a 30 anos de prisão”.

DEMOCRATIZAÇÃO
Em 1980, os militares convocaram um plebiscito sobre uma reforma constitucional sem permitir um debate público por causa da censura – e perderam.

As primeiras eleições democráticas são realizadas em novembro de 1984. Em março de 1985, assume o colorado Mario Sanguinetti. Em 1990, foi a vez do blanco Luis Alberto Lacalle. Sanguinetti voltou em 1995. Foi sucedido em 2000 por Jorge Battle, neto de José Battle y Ordóñez, que pacificara o país no início do século passado.

ESQUERDA NO PODER
A Frente Ampla chegou ao poder em 2005 com Tabaré Vázquez, um médico moderado, rompendo a hegemonia histórica de blancos e colorados. Desde 2010, o presidente é o ex-tuparamo José Mujica, também da Frente Ampla, conhecido internacionalmente por políticas sociais arrojadas como o apoio ao casamento gay e a liberação da maconha, que tornou o Uruguai pioneiro.

Em 2007, a Justiça abriu os primeiros processos contra militares pelos crimes cometidos durante a ditadura. O ex-ditador Gregório Álvarez foi condenado a 25 anos de prisão.

GUERRA DAS PAPELEIRAS
Em 2005, os moradores da cidade argentina de Gualeguaychú se mobilizaram com o apoio do presidente Néstor Kirchner para protestar contra a instalação de uma fábrica de papel e celulose no Uruguai, alegando que poluiria o Rio Uruguai.

Os manifestantes chegaram a bloquear o trânsito entre os dois países por meses. Como a Argentina rejeitou a mediação do Mercosul, o Uruguai apelou ao Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas, com sede em Haia, na Holanda, que autorizou a instalação da fábrica. Mas o protesto do movimento ecológico continua.

ECONOMIA
O Uruguai é por natureza um país exportador de produtos agrícolas: carnes de gado e ovelha, laticínios, lã, arroz, trigo, milho, cevada, soja, sorgo, sementes de girassol e cana-de-açúcar. Mas os serviços são hoje 73,4% da economia uruguaia, com destaque para bancos e o setor financeiro. O Uruguai é um paraíso fiscal.

Carnes e lã representam 40% das exportações, mas o setor primário (agropecuária, pesca e extrativismo) é responsável por apenas 9,5% do produto interno bruto.

Suas principais industrias são frigoríficos, fábricas de laticínios, têxteis, de papel e celulose, fertilizantes e de cimento. O setor industrial produz 15,3% do PIB.

CRESCIMENTO
O produto interno bruto de 2012 foi estimado em US$ 52 bilhões. A renda média por pessoa, de quase US$ 15,5 mil por ano, uma das maiores da América Latina ao lado de Argentina, Chile e México. A moeda é o peso uruguaio (R$ 1 = 10,35 pesos).

Depois de um rápido crescimento nos anos 90, o Uruguai entrou numa profunda recessão de 1999 a 2002, causada pelas crises da desvalorização do real no Brasil e o colapso da dolarização da economia argentina.

A recuperação foi abalada pela crise financeira internacional de 2008. Em 2009, o crescimento caiu para 2,4%. Em 2010, recuperou-se, avançando 8,5%. Em 2011, desacelerou para 5,7% e, em 2012, para 3,9%.

RELAÇÕES COM O BRASIL
Como Brasil e Uruguai tem uma fronteira seca, para ir de Santana do Livramento para Rivera basta atravessar a rua, no passado, era comum que políticos descontentes se refugiassem no país vizinho, de onde tramavam guerras e revoluções.

Depois de uma história marcada por guerras, invasões e até mesmo a tentativa de anexação do Uruguai como Província Cisplatina, a democratização da América Latina e a crise da dívida externa dos anos 1980s levaram ao processo de integração reagional e à criação do Mercosul, em 1991.

Quando Brasil e Argentina resolveram fechar um acordo de livre comércio, Paraguai e Uruguai entenderam que não poderiam ficar de fora.

Com a crise no Brasil e na Argentina e a omissão do bloco na guerra das papeleiras, o Uruguai ameaçou deixar o Mercosul e fazer um acordo de livre comércio com os EUA, mas o presidente Tabaré Vázquez recuou na última hora.

CULTURA
O Uruguai tem uma cultura europeia transplantada da Europa pelos colonizadores espanhóis e pelos imigrantes italianos, temperada pela cultura do campo criada por sua vocação agropecuária e dos escravos africanos.

Apesar da população negra ser pequena, o candombe, religião de origem africana, está firmemente estabelecida, com suas músicas e danças.

A cultura do campo está na música gauchesca e na milonga, uma trova típica do pampa.

MÚSICA
A influência da Argentina e de Buenos Aires como centro cultural também é enorme. O Uruguai disputa com a Argentina a paternidade de Carlos Gardel, o rei do tango, que na verdade nasceu em Toulouse, na França.

Quando morreu, Gardel usava um passaporte uruguaio dizendo que ele nascera em Tacuarembó. Teria sido falsificado para evitar que ele fosse convocado pelo Exército da França.

O famoso tango La Cumparsita foi composto em 1917 pelo uruguaio Gerardo Matos Rodríguez.

O cantor e compositor Jorge Drexler foi o primeiro e único uruguaio a ganhar um Oscar até hoje. Em 2004, sua música Al otro lado del río, do filme Diários de Motocicleta, do diretor brasileiro Walter Salles, sobre a vida de Che Guevara , ganhou o prêmio de melhor música original.

ARQUITETURA
O arquiteto Carlos Ott, um uruguaio radicado no Canadá, ganhou em 1983 a concorrência para construir a Ópera da Bastilha, em Paris, derrotando 743 colegas do mundo inteiro.

Hoje, Ott tem escritórios em Toronto, Quebec, Xangai, Dubai e Montevidéu.

LITERATURA
O modernista José Enrique Rodó é considerado o mais importante escritor uruguaio. Seu livro Ariel, de 1900, que defende a supremacia do espírito sobre a matéria e defende a resistência cultural diante dos EUA e da Europa até hoje influencia novos autores.

Também são destaques o dramaturgo Florencio Sánchez, as histórias psicológicas de Juan Carlos Onetti e Mario Benedetti, talvez o mais conhecido escritor uruguaio contemporâneo, ao lado do jornalista Eduardo Galeano.

ALIMENTAÇÃO
A carne é a base da alimentação do Uruguai, em todas as suas formas, especialmente como bife ou assado, geralmente feito na parrilla, uma chapa quente. Outros pratos populares são sanduíches feitos de carne e derivados, cereais e massas. O leite e seus derivados também são importantes na dieta uruguaia.

O mate é uma bebida nacional, vinda da tradição gauchesca. Ao contrário dos sul-rio-grandenses, que preferem o mate amargo, argentinos e uruguaios costumam adoçá-lo com açúcar

VESTUÁRIO
Como mais de 90% dos uruguaios vivem em cidades, o estilo de se vestir é o mesmo da Europa e dos EUA. No campo, são comuns as roupas tradicionais do gaúcho como as calças largas, as bombachas, as botas, os ponchos e os chapéus de barbicacho.

Com o resgate da cultura tradicional feito nos últimos anos pela juventude em busca da identidade perdida num mundo globalizado, muitos uruguaios urbanos usam com orgulho as roupas tradicionais.

ESPORTE
O futebol é uma paixão e um símbolo da afirmação da identidade nacional do Uruguai. É o único país pequeno, com poucos milhões de habitantes, que já foi campeão do mundo – e duas vezes.

Na primeira participação do país em Olimpíadas, em 1924, o Uruguai ganhou a medalha de ouro no futebol, derrotando Iugoslávia, EUA, França, Holanda e Suíça. Em 1928, o Uruguai foi bicampeão do torneio olímpico de futebol, vencendo a Holanda, a Alemanha, a Itália e a Argentina na segunda final; a prieira terminou empatada.

Por causa destas duas vitórias, a seleção de futebol do Uruguai é conhecida como Celeste Olímpica.

Esse sucesso qualificou o país para organizar a primeira Copa do Mundo, em 1930. Para realizar a competição, o Uruguai construiu o Estádio Centenário, uma homenagem ao centenário da independência, já que a primeira Constituição do país foi aprovada em 1830.

Para afirmar sua independência, nada melhor para um país pequeno do que vencer seus vizinhos maiores e mais poderosos. Dentro de campo, o Uruguai bateu a Argentina em 1930 e o Brasil em 1950.

Outros esportes populares são basquete, rugby, tênis, boxe, ciclismo, hipismo e turfe.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Brasil gasta menos e América Central se reforça

A América Latina, o subcontinente com os maiores índices de homicídio do mundo, onde o risco de guerra entre os países é menor, os orçamentos de defesa aumentaram 2,2% em 2013 e 61% nos últimos 10 anos. O maior impacto vem da guerra contras as máfias do tráfico de drogas, observa o Instituto de Pesquisas sobre a Paz Internacional de Estocolmo (Sipri).

Na América do Sul, o avanço de 1,6% foi pequeno por causa de uma redução de 3,9% nas despesas militares do Brasil, que têm as maiores Forças Armadas da região, para US$ 31,5 bilhões. O Paraguai liderou o crescimento com alta de 33%, seguido pela Colômbia, que negocia a paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Diante da guerra do México contra as drogas, as gangues de traficantes migraram para a América Central, onde houve significativas altas nos orçamentos militares em Honduras (22%), na Nicarágua (18%) e na Guatemala (11%). O México gastou mais 5,1%.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Silêncio de países vizinhos avaliza a repressão

A presidente Dilma Rousseff declarou que "a Venezuela não é a Ucrânia", sem esclarecer exatamente onde vê diferenças, e elogiou os programas sociais do chavismo. Enquanto a oposição ucraniana teve o apoio da Europa e dos Estados Unidos, o grito da oposição venezuelana não encontra eco nos governos da América do Sul. As exceções foram os presidentes Juan Manuel Santos, da Colômbia, e Sebastián Piñera, do Chile.

Mercosul, Celac (Comunidade da América Latina e do Caribe) chegaram a considerar crimes atos da oposição em notas insossas que ignoram o compromisso com a democracia e os direitos humanos, a censura repetida a contumaz aos meios de comunicação e outros abusos de poder tolerados em nome do princípio de não intervenção nos assuntos internos de outros países, citado por Dilma.

"Por aqui, cada um só pensa em si mesmo. Assim, não me é estranho o silêncio sobre a Venezuela", comentou o advogado José Miguel Vivanco, diretor para as Américas da organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos). "Há algum tempo, o que manda na região é a realpolitik, um pragmatismo total".

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Snowden pede asilo à Rússia antes de vir para América do Sul

Depois de 19 dias retido na área de trânsito do Aeroporto Cheremetievo, em Moscou, o ex-técnico subcontratado pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos Edward Snowden, que revelou o programa de megaespionagem via Internet chamado Prisma, anunciou hoje que deve pedir asilo à Rússia antes de vir para a América Latina, onde recebeu ofertas de asilo da Venezuela, da Nicarágua e da Bolívia.

Snowden passou ao jornal esquerdista inglês The Guardian a informação de que o governo dos EUA instalou equipamentos de espionagem nos servidores de grandes empresas americanas de informática, como Apple, Facebook, Google, Microsoft, Skype, Twitter e Yahoo.

Quando a denúncia estourou, ele estava em Hong Kong, um território autônomo da China. Como Snowden deu detalhes sobre a espionagem eletrônica dos EUA contra o regime comunista chinês, as autoridades da China o deixaram escapar. Snowden seguiu para Moscou, de onde pediu asilo político para 21 países, inclusive o Brasil. Conseguiu em países latino-americanos com governos de esquerda antiamericanos.

Sob pressão dos EUA, o Equador não ofereceu asilo a Snowden. Mas, depois que o avião do presidente da Bolívia, Evo Morales, foi proibido de entrar em Portugal, na Espanha, na França e na Itália por suspeita de que Snowden estivesse a bordo, Venezuela, Bolívia e Nicarágua estão dispostas a lhe acolher.

A questão é um dos temas centrais da reunião de cúpula do Mercosul que se realiza hoje em Montevidéu, no Uruguai, num momento em que só as críticas à descortesia diplomática da Europa e o repúdio à espionagem dos EUA unem o bloco sul-americano.

Cada vez com mais problemas de divisas, a Argentina reforça o protecionismo, violando um dos princípios básicos da integração regional, o livre comércio dentro do Mercosul. O Paraguai, que volta dia 15 de agosto depois de ser suspenso pelo golpe contra o presidente Fernando Lugo, rejeita a participação da Venezuela, que entrou pela porta dos fundos, sem ser aprovada pelo Congresso paraguaio, numa manobra do Brasil e da Argentina, aproveitando a ausência do sócio mais pobre..

Mesmo assim, Bolívia e Equador devem se tornar membros plenos do bloco. Até agora, eram membros associados. Participavam da zona de livre comércio, mas não das decisões políticas do Mercosul.

A entrada de mais dois países bolivaristas - antiliberais, anticapitalistas e antiamericanos - afasta ainda mais o Mercosul de sua proposta original de regionalismo aberto, uma associação de países interessada em ter uma voz mais forte e maior poder de barganha no mundo globalizado.

Um dos temas em pauta é a abertura de negociações de liberalização comercial com a União Europeia, que depende de fortes concessões do setor agrícola europeu para conseguir cobrir pelo menos 80% do comércio bilateral, uma exigência das normas da Organização Mundial do Comércio, tendo em vista a competitividade do agronegócio no Brasil e na Argentina. A entrada da Venezuela pode atrapalhar.

O governo venezuelano não negociou antecipadamente sua adesão às regras do Mercosul. A herança ideológica de Hugo Chávez e seu "socialismo do século 20" não valoriza o livre comércio nem a competição dentro do sistema capitalista. Na Venezuela, as empresas precisam de autorização do governo para demitir funcionários. Isso inibe investimentos.

A Venezuela vive uma séria crise de desabastecimento e inflação, e o presidente Nicolás Maduro, inexperiente e sem carisma, pouco mais do que um pelego chavista, não tem propostas para superar a situação.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Sociólogo busca origem do Sendero na exclusão

Quando um marxismo dogmático de orientação maoísta e polpotiana se chocou com a realidade do interior do Peru, com populações indígenas aprisionadas na exclusão colonial na selva e na cordilheira dos Andes, nasceu o grupo guerrilheiro Sendero Luminoso, conclui o sociólogo Gonzalo Portocarrero, professor catedrático da Faculdade de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Peru.

Nos anos 80 e 90, o Sendero aterrorizou o Peru numa guerra civil com 75 mil mortes. Agora que o país passa por um surto de desenvolvimento necessário para superar o atraso histórico, a guerrilha está de volta, embora não tenha mais a menor chance. É um passado que se nega a morrer.

"O Sendero Luminoso não tem aspiração política de tomar o poder", afirma Portocarrero, que está lançando o livro Profetas do Ódio: raízes culturais e líderes do Sendero Luminoso. Quer manter o controle de certas áreas onde se apresenta como protetor dos fracos e oprimidos, e das gangues de traficantes de drogas.

Em entrevista ao jornal El Comercio, de Lima, onde escreve como comentarista, o sociólogo apresenta o Sendero como filho um marxismo messiânico dos anos 60 e 70, da Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76), na China, e da Revolução de Maio de 1968, na França.

"Aparecia a possibilidade de uma mudança social e cultural através de uma revolução", observa Portocarrero. "Os anos 60 são o último grande momento em que esta profecia tem presença no mundo".

Na Europa, havia grupos como Baader-Meinhof e Facção do Exército Vermelho, na Alemanha; Brigadas Vermelhas, na Itália; e Ação Direta, na França.

Na América do Sul, a guerrilha foi derrotada militarmente nos anos 70, com a exceção da Colômbia. No Peru, houve um renascimento tardio, com o Sendero Luminoso e o Movimento Revolucionário Tupac Amaru, de origem estudantil.

"Essa mensagem redentora, essa promessa de libertação encontrou eco em massas que estavam sujeitas a uma situação de exclusão e servidão. A promessa marxista se articula com a persistência da servidão peruana para formar esse coquetel explosivo que é o Sendero Luminoso", observa o professor.

A violência era uma forma de acirrar as contradições, de mover a História e forçar a reação violenta para mostrar o verdadeiro caráter do "Estado genocida".

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Fujimori é hospitalizado no Peru

O ex-presidente do Peru Alberto Fujimori, de 72 anos, condenado a 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra os direitos humanos, foi hospitalizado hoje. Em março, ele foi operado pela quarta vez de uma lesão pré-cancerosa na língua chamada de leucoplasia.

Fujimori governou o Peru de 1990 a 2000. Em 5 de abril de 1992, deu um golpe de Estado, dissolveu o Congresso e fechou o Supremo Tribunal. Vangloria-se de ter derrotado a inflação e os grupos terroristas de esquerda Sendero Luminoso e Movimento Revolucionário Tupac Amaru.

Por pouco sua filha, a deputada Keiko Fujimori, não foi eleita presidente no domingo passado. Pesou contra a alegação de que daria um indulto ao pai. Nas últimas semanas, ele chegou a receber 300 visitas por dia, articulando a campanha da filha para o segundo turno.

O presidente eleito, Ollanta Humala, admitiu conceder indulto a Fujimori por razões humanitárias, se suas condições de saúde forem realmente graves.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Santos volta a equilibrar eleição na Colômbia

O candidato do presidente Álvaro Uribe à Presidência da Colômbia, o ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos, recuperou no domingo a liderança nas pesquisas sobre o primeiro turno da eleição, marcado para 30 de maio.

Na última pesquisa, Santos lidera com 35% das intenções de voto contra 34% para o candidato verde Antanas Mockus, ex-prefeito de Bogotá.

Essa vantagem mínima configura um empate técnico, mas marca uma reação do candidato oficial, que chegou a estar 12 pontos percentuais atrás de Mockus, a grande sensação da campanha.

Santos recebeu nas últimas semanas uma ajuda especial do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que disse que não o receberia. Com a impopularidade do caudilho venezuelano na Colômbia, essa interferência indevida sistemática acaba ajudando quem Chávez quer atacar.

Se houver segundo turno, previsto para 20 de junho, a pesquisa dá vantagem a Mockus 48% contra 41% para Santos.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Camponeses atacam usina de açúcar na Bolívia

Com paus, pedras e foguetes, um grupo de cerca de 800 trabalhadores rurais sem terra atacaram o Engenho San Aurelio, no departamento de Santa Cruz, na noite de sábado para domingo.

Os camponeses alegam ter sido expulsos de terras da empresa que ocupavam informalmente e que agora serão destinadas ao cultivo de cana-de-açúcar.

Do outro lado, os trabalhadores da usina açucareira tentaram se proteger atrás das máquinas. Mas os atacantes usaram foguetes para tocar fogo na fábrica.

Eles queimaram a guarita da segurança no portão da fábrica e um caminhão pesado, destruíram o laboratório de análises, roubaram computadores e ferramentas.

Os operários da fábrica protestaram, dizendo que vários colegas foram gravemente feridas. O engenho suspendeu as atividades e estima os prejuízos em dezenas de milhares de dólares.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Colômbia mata mais um comandante das FARC

O Exército da Colômbia anunciou ontem a morte de mais um comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e outros seis rebeldes.

A operação foi realizada numa zona rural montanhosa da Cordilheira Central, no município de Ibagué, capital do departamento de Tolima. Incluiu um bombardeio da Força Aérea a um acampamento e um subsequente enfrentamento em terra.

O comandante guerrilheiro morto foi identificado como Ciro Gómez Rayo, mais conhecido pelo nome de guerra de Enrique Zúñiga. Era o chefe militar da Frente 50 das FARC e um dos homens mais procurados nos departamentos de Tolima, Quindío e Risaralda.

Também morreu no ataque a companheira de Enrique, conhecida como Marjury.

quarta-feira, 10 de março de 2010

FARC querem ressuscitar Sendero Luminoso

Uma das estratégias de sobrevivência das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), acuadas pelo presidente Álvaro Uribe, é fortalecer o treinamento, a ideologia e a luta armada do grupo guerrilheiro peruano Sendero Luminoso, afirmou no domingo passado o jornal colombiano El Tiempo.

O Sendero Luminoso, de orientação maoísta, surge em 1980 com o objetivo de criar uma longa guerra civil nas zonas rurais dos Andes. Obtém maior notoriedade no primeiro governo Alan García (1985-90) e é derrotado militarmente por Alberto Fujimori (1990-2000), em 1992.

Preso e condenado à prisão perpétua, o líder do Sendero, Abimael Guzmán, o Presidente Gonzalo ou Camarada Gonzalo declarou o fim da luta armada. Mas alguns senderistas rejeitaram essa proposta de trégua.

A ligação entre as FARC e o Sendero está comprovada, de acordo com o governo da Colômbia, pelas informações obtidas nos computadores do subcomandante das FARC Raúl Reyes, cujo nome de batismo era Luis Edgar Devia.

Reyes troca mensagens de correio eletrônico com o Camarada Artemio, único senderista remanescente da velha guarda.

Artemio é o atual comandante supremo do Sendero e alvo principal de uma ofensiva do Exército Peruano que já dura mais de três semanas.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Total de mortos no Chile chega a 708

O número de mortes confirmadas no terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu no sábado o centro-sul do Chile subiu na tarde de hoje para 708, confirmou a presidente Michelle Bachelet.


Nas áreas mais atingidas, como a região litorânea de Maule, onde foi registrada a maioria das mortes até agora, o governo mobilizou o Exército para impedir saques.


O Itamaraty divulgou às 16h desde domingo a seguinte nota oficial:

"O Governo brasileiro segue com preocupação o desenvolvimento dos acontecimentos após o terremoto que atingiu o Chile, na madrugada de ontem, dia 27 de fevereiro.

"Foram restabelecidas as comunicações com a Embaixada brasileira em Santiago, onde está sendo prestado o atendimento consular aos brasileiros que lá se encontram. O endereço da Embaixada é Calle Padre Alonso de Ovalle, 1665.

"As instalações do Consulado-Geral foram afetadas e o prédio está, no momento, interditado pela Defesa Civil do Chile.


"No dia de ontem, chegou a Santiago um diplomata brasileiro com experiência em assistência consular para reforçar o apoio que já vinha sendo prestado aos brasileiros residentes ou de passagem pelo país.

"O Embaixador e a Cônsul-Geral em Santiago estão em contato permanente com as autoridades chilenas em busca de informações de interesse e tomando as providências cabíveis no sentido de melhor assistir aos brasileiros.

"Para maiores informações, segue funcionando, em Brasília, o Núcleo de Assistência a Brasileiros, que pode ser contatado pelos números (61) 3411 8804 e 3411 8805 entre 10 e 18horas e (61) 8197 2284, entre 18 e 10 horas."

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Terremoto de 8,8 graus mata 214 no Chile

Um violento terremoto, de 8,8 graus na escala aberta de Richter, abalou na madrugada de hoje, 27 de fevereiro de 2010, a região centro-sul do Chile. O epicentro foi no mar, perto da costa e da cidade de Concepción, a 325 quiômetros ao Sul de Santiago.

Mais de 200 pessoas morreram. A presidente Michelle Bachelet decretou estado de calamidade pública e advertiu que, "sem dúvida, com um terremoto desta magnitude, o número de mortos deve aumentar".  O aeroporto de Santiago deve permanecer fechado por 24 horas.

Houve alerta de tsuname do Chile e Peru até a Austrália e a ilha de Tonga, do outro lado do Oceano Pacífico. A cidade chilena de Talcahuano foi atingida por uma onda de 2,3 metros.

Veja as primeiras fotos publicadas pelo jornal francês Libération e pela revista americana Time.

Um sismólogo entrevistado pela televisão americana CNN observou que, no terremoto de 12 de janeiro no Haiti, de 7 graus, viviam 2,5 milhões de pessoas na área onde o choque foi mais violento.

A escala Richter é uma escala logarítmica que mede a amplitude da oscilação da costa terrestre. Cada um ponto a mais significa uma intensidade 10 vezes maior.

Essa diferença de 7 para 8,8 graus indica um terremoto 88 vezes mais forte. Mas o especialista esclarece que na área onde o choque foi mais violento no Chile, a população é pequena. A diferença de magnitude se deve mais ao fato que a área que se movimentou no Chile é muito maior do que a abalada no Haiti.

Informações sobre brasileiros residentes no Chile podem ser obtidas junto ao Núcleo de Assistência a Brasileiros do Ministério das Relações Exteriores, no telefone 61-8197 2284.

Com 8,8 graus, este é o sétimo terremoto mais forte registrado até hoje. O maior, de 9,5 graus, também aconteceu no Chile, em 22 de maio de 1960, matando 5,7 mil pessoas.

Cerca de 150 japoneses morreram por causa da tsuname do terremoto de Valdívia, como é conhecido o grande tremor de 1960