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domingo, 29 de abril de 2012

Popularidade de Humala aumenta no Peru

Apesar dos protestos dos mineiros e dos ataques do grupo terrorista Sendero Luminoso, a popularidade do presidente do Peru, Ollanta Humala, subiu para 52% em pesquisa realizada de 19 a 21 de abril pelo instituto GFK. Em março, Humala tinha o apoio de 46% dos peruanos.

O presidente foi reprovado por 38% dos 500 entrevistados, mas o aumento de seis pontos percentuais na aprovação foi interpretado pelo instituto como sinal de que está fazendo um bom governo.

Enquanto 30% disseram que o Peru melhorou no atual governo, 54% acreditam que continua igual, um indicador de expectativas frustradas. Para o diretor do instituto GFK, Hernán Chaparro, "há questões de fundo que no sentir do cidadão continuam sem alteração e que no futuro podem gerar problemas", informa a agência de notícias Infolatam.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Aprovação de Humala sobe para 54%

A aprovação do presidente do Peru, Ollanta Humala, subiu sete pontos percentuais em relação ao mês passado chegando a 54%, indica uma pesquisa do instituto Ipsis Apoyo realizada entre 11 e 13 de janeiro de 2012.

Cerca de 30% rejeitam o presidente e 10% preferiram não opinar.

domingo, 16 de outubro de 2011

Humala tem aprovação alta depois de cem dias

Depois de quase cem dias no poder, o presidente nacionalista Ollanta Humala perdeu três pontos percentuais de popularidade, mas tem a aprovação de 62% dos peruanos, indica uma pesquisa do instituto Ypsos Apoyo divulgada hoje, informa a agência de notícias Reuters.

Na classe A, considerada mais acomodada, 59% aprovam o governo Humala, contra 56% na classe E, enquanto o apoio das classes médias passa de 60%.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Peru reinicia erradicação das plantações de coca

O novo governo do Peru retomou o programa de erradicação das plantações de coca, a matéria-prima para a fabricação de cocaína, na região de Aguaytia, no vale do Rio Huallaga, principal área de produção de folha de coca do mundo.

A suspensão, anunciada em 17 de agosto, surpreendeu os Estados Unidos, que ajudam a financiar o programa para combater o tráfico de cocaína.

Durante a campanha eleitoral, o presidente Ollanta Humala, que tomou posse em 28 de julho, prometeu descriminalizar a plantação de coca.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Peru suspende programa de erradicação da coca

O novo governo do Peru vai suspender e reavaliar o programa de erradicação das plantações de coca do vale do Rio Huallaga, maior região produtora do mundo da matéria-prima da cocaína, anunciou o chefe de combate às drogas, Ricardo Soberon, informa a TV pública britânica BBC.

A alegação é os programas anteriores deram pouco resultado, mas levanta dúvida sobre o compromisso do novo governo com o luta contra a produção de folhas de coca.

“Em todos os países – Afeganistão, Bolívia, Colômbia, México –, essa pausas são normais para avaliar os resultados e corrigir os erros”, disse Soberon.

Durante a campanha, o presidente Ollanta Humala, que tomou posse em 28 de julho, prometeu descriminalizar o cultivo da coca.

Mesmo na Bolívia, onde o presidente Evo Morales começou sua vida política no sindicato dos produtores de coca, o programa de erradicação foi mantido.

Era feita à força, com a participação do Exército. Agora, o governo boliviano respeita as convenções internacionais sobre erradicação de plantas usadas na fabricação de drogas. Os agricultores recebem ajuda para plantar outra coisa.

O ex-ministro do Interior Fernando Rospigliosi criticou o governo peruano, acusando-o de dar a mensagem errada: “Está dizendo aos produtores de coca e aos guerrilheiros: vão em frente, plantem sua coca, nada vai lhes acontecer.”

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Humala toma posse Peru prometendo seguir Lula

Sem a presença de Alan García, que concluiu seu segundo mandato, o candidato nacionalista de esquerda Ollanta Humala assumiu hoje a Presidência do Peru com a promessa de manter o modelo econômico que deu ao país uma taxa de crescimento média de 7% ao ano nos últimos cinco anos e fazer investimentos sociais para combater a pobreza.

Para tranquilizar o mercado, que derrubou a Bolsa de Lima no dia seguinte à vitória de Humala, os ministérios da área econômica foram entregues a empresários.

O novo presidente anunciou a intenção de criar um imposto sobre as mineradoras, provavelmente para fazer obras sociais nas regiões onde essas empresas atuam, onde há muitos conflitos e rejeição ao capital estrangeiro.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Humala quer participar no Mercosul

Durante avisita à Argentina, o presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, manifestou a intenção de participar das decisões políticas do Mercosul (Mercado Comum do Sul). Mas admitiu que o país não pode ser membro pleno do bloco econômico liderado pelo Brasil e a Argentina por causa de outros acordos comerciais, especialmente com os Estados Unidos.

Treze acordos comerciais ligam o Peru ao resto do mundo hoje, orgulha-se o presidente Alan García. Quando ele assumiu, eram apenas dois, com o Mercosul e a Comunidade Andina.

As exportações levaram a um crescimento acima de 7% ao ano, com criação de 2 mil empresas e geração de mais de 1 milhão de empregos.

Em Buenos Aires, Humala criticou a Lei 29.703, conhecida como a Lei da Corrupção, que altera artigos do Código Penal de uma forma que os delitos de corrupção só sejam punidos quando houver prejuízo patrimonial ao Estado, questionando por que o presidente a sancionou no fim de seu governo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Humala encontra Lula e promete seguir exemplo

Depois de se encontrar hoje em São Paulo com o ex-presidente Lula, o presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, prometeu promover a inclusão social com a economia de mercado, afastando-se assim do "socialismo do século 21" pregado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, informa a agência de notícias espanhola Efe.

"Reconhecemos que o Brasil tem um governo exitoso que combina crescimento econômico com inclusão social e respeito à gestão econômica", afirmou Humala. "Creio que isso é fundamental. Estamos comprometidos com isso."

Será um golpe no chavismo, que ataca os problemas sociais ao custo de uma grande polarização política.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Fujimori é hospitalizado no Peru

O ex-presidente do Peru Alberto Fujimori, de 72 anos, condenado a 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra os direitos humanos, foi hospitalizado hoje. Em março, ele foi operado pela quarta vez de uma lesão pré-cancerosa na língua chamada de leucoplasia.

Fujimori governou o Peru de 1990 a 2000. Em 5 de abril de 1992, deu um golpe de Estado, dissolveu o Congresso e fechou o Supremo Tribunal. Vangloria-se de ter derrotado a inflação e os grupos terroristas de esquerda Sendero Luminoso e Movimento Revolucionário Tupac Amaru.

Por pouco sua filha, a deputada Keiko Fujimori, não foi eleita presidente no domingo passado. Pesou contra a alegação de que daria um indulto ao pai. Nas últimas semanas, ele chegou a receber 300 visitas por dia, articulando a campanha da filha para o segundo turno.

O presidente eleito, Ollanta Humala, admitiu conceder indulto a Fujimori por razões humanitárias, se suas condições de saúde forem realmente graves.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Humala promete não seguir modelo chavista

O presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, reafirmou hoje que não vai seguir o modelo político do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, adotado, em larga medida, pelos presidentes da Bolívia, Evo Morales, e do Equador, Rafael Correa.

Em entrevista à agência de notícias Reuters, Humala apontou os Estados Unidos como “sócio importante e estratégico”, prometeu cooperar no combate ao tráfico de drogas, fortalecer a integração regional e manter os acordos comerciais firmados com EUA, China, União Europeia e Japão.

“Vamos consolidar a Comunidade Andina e fortalecer a Unasul” (União das Nações Sul-Americanas), disse o líder nacionalista de esquerda peruano. “Vamos respeitar todos os acordos internacionais assinados pelo Peru e defender os interesses nacionais.”

Em entrevista à Folha de S. Paulo, ele admitiu a possibilidade de entrar para o Mercosul e considerou o Brasil um sócio estratégico importante em "condições de igualdade e reciprocidade".

Uma de suas promessas de campanha, taxar os lucros das grandes mineradores, teria pesado na queda histórica da Bolsa de Lima. Humala disse que vai cobrar o imposto, mas não quer assustar os investidores que devem aplicar US$ 40 bilhões no Peru nesta década.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Bolsa de Lima tem maior queda da história

Os investidores não gostaram da vitória do candidato nacionalista de esquerda e ex-militar Ollanta Humala no segundo turno da eleição presidencial, realizado ontem. A Bolsa de Valores de Lima sofreu a maior queda de sua história. O íncide geral perdeu 12,51%, informa o sítio de notícias Perú21.

Diante do colapso do mercado, as operações foram suspensas duas vezes durante a manhã e definitivamente às 13h, antes do horário normal de fechamento, às 16h.


Humala prometeu manter o modelo econômico que garantiu um crescimento médio acima de 7% nos cinco anos do governo Alan García. Está sob intensa pressão para nomear logo uma equipe econômica favorável à economia de mercado.


Parte da queda na Bolsa de Lima e até na de Santiago do Chile se deve à promete de campanha do candidato nacionalista de taxas os lucros excessivos das mineradoras, que são a principal fonte de riqueza do país.


A História Econômica da América Latina mostra que a mineração só promove o desenvolvimento a longo prazo quando uma forte taxação gera recursos para investimentos em outros setores, especialmente na indústria. Assim, quando a riqueza mineral se esgotar, deixa uma estrutura produtiva.


Uma das causas de conflitos sociais nos Andes e na Amazônia peruanas é a sensação das populações locais de que não são beneficiadas pela riqueza produzida em suas regiões. Se Humala conseguir negociar favoravelmente esses conflitos sociais, remove um obstáculo na marcha do desenvolvimento do Peru.

domingo, 5 de junho de 2011

Humala é eleito presidente do Peru

O coronel da reserva Ollanta Humala, um nacionalista de esquerda implicado em duas tentativas de golpe de Estado, foi eleito hoje em segundo turno para a Presidência do Peru, com 51,4% dos votos contra 48,6% para a deputada direitista Keiko Fujimori na contagem não oficial do instituto Ipsos. Ele promete crescimento econômico com inclusão social.

Keiko ainda tem esperança. Prefere esperar o resultado oficial. Ela é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, condenado a 25 anos de prisão por crimes contra os direitos humanos e corrupção. Durante a campanha, a principal acusação contra ela foi que Keiko indultaria o pai e que na prática ele governaria o país.

Humala esteve envolvido numa tentativa de golpe contra Fujimori e foi implicado em outra, liderada por seu irmão, contra o ex-presidente Alejandro Toledo. Também foi acusado de envolvimento em casos de sequestro, tortura e assassinato durante a campanha do governo Fujimori (1990-2000) contra o grupo guerrilheiro Sendero Luminoso.

Apesar desta ficha, Humala foi o candidato da esquerda na eleição de 2005, quando perdeu no segundo turno para o atual presidente, Alan García, em parte por causa do apoio explícito do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, no que foi considerado uma intervenção indevida na política interna peruana. Há poucos dias, foi acusado de receber US$ 12 milhões de Chávez pelo ex-subsecretário de Estado americano para a América Latina Roger Noriega, que não apresentou nenhuma prova.

Desta vez, Humala adotou uma posição mais moderada, tentando associar sua imagem ao ex-presidente Lula, com a ajuda de assessores do Partido dos Trabalhadores (PT). Jurou perante a Bíblia que não vai convocar uma Assembleia Constituinte para refundar o país, no modelo chavista, adotado nos vizinhos Equador e Bolívia. E prometeu manter a economia de mercado.

A ameaça de volta do fujimorismo levou os intelectuais de esquerda e até mesmo liberais como o escritor Mario Vargas Llosa a apoiar Humala, visto como um mal menor num segundo turno que o Nobel de Literatura comparou "uma escolha entre a aids e o câncer". Vargas Llosa perdeu o segundo turno para Fujimori em 1990.

Outro inimigo feroz do fujimorismo, o ex-presidente Alejandro Toledo, também apoiou Humala. Se houver um acordo formal entre os dois, Humala pode governar com maioria. Teria de moderar suas posições adotando políticas que estimulem a economia de mercado.

O Peru é o país que mais cresce na América do Sul, com uma média anual de 7%. Keiko e Humala representam os deserdados por este crescimento.

Humala tem agora o desafio de fazer as alianças necessárias para manter o crescimento e poder fazer políticas de distribuição da riqueza. A pobreza no Peru caiu de 49% para 31% da população. Esta é a clientela das políticas sociais que podem mudar a face do país.

Contagem rápida dá vitória a Humala

Numa contagem rápida do instituto IpsosApoyo, somados 97,8% dos votos, Ollanta Humala estaria eleito presidente do Peru com 51,4% dos votos válidos no segundo realizado hoje contra 48,6% da deputada Keiko Fujimori.

Como é a eleição mais disputada da História do Peru, as autoridades pedem calma à população para evitar atos de violência.

Para o escritor Mario Vargas Llosa, foi "a derrota do fascismo e a salvação da democracia" peruana.

sábado, 4 de junho de 2011

Última pesquisa dá pequena vantagem a Humala

A última pesquisa do instituto Datum antes do segundo turno da eleição presidencial no Peru, a ser realizada amanhã, deu uma pequena vantagem de 1,6 ponto percentual, dentro da margem de erro, ao candidato nacionalista de esquerda Ollanta Humala sobre  a deputada conservadora Keiko Fujimori, informa a Associated Press (AP).

Das 5.015 pessoas entrevistas nos dias 2 e 3 de junho, 50,8% pretendem votar em Humala e 49,2% em Keiko.

A maioria das pesquisas anteriores indicavam empate técnico, com pequena vantagem para Keiko, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, condenado a 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra os direitos humanos.

Keiko perdeu votos na capital, Lima, principal colégio eleitoral do país, onde vota um terço dos 19 milhões de eleitores peruanos. Ela mantém a vantagem entre as classes alta e média e os pobres do Norte do Peru, enquanto Humala é o favorito da classe baixa no Centro e no Sul do país.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Candidatos se atacam no fim da campanha no Peru

A deputada conservadora Keiko Fujimori e seus aliados voltaram a acusar o candidato nacionalista de esquerda Ollanta Humala de receber dinheiro do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para sua campanha para presidir o Peru.

Ao lado do ex-presidente Alejandro Toledo e de Álvaro Vargas Llosa, jornalista e filho  do grande escritor peruano, no comício de encerramento de sua campanha, Humala acusou Keiko de querer reabilitar o pai, o ex-presidente Alberto Fujimori, preso e condenado a 25 anos de cadeia por corrupção e crimes contra os direitos humanos.

Os dois candidatos chegam ao segundo turno neste domingo praticamente empatados, com uma leve vantagem de Keiko, dentro de margem de erro das pesquisas. Ela tem o apoio maciço da direita e das classes dominantes no Peru.

Em seu último comício, Keiko prometeu manter o modelo econômico e aproveitar a nova riqueza gerada pelo crescimento econômico peruano, o maior nos últimos cinco anos na América Latina, com média de 7% ao ano, para redistribuir a renda.

A seu lado no palanque, o ex-primeiro-ministro e candidato derrotado no primeiro turno, Pedro Pablo Kuczynski, exaltava o governo Fujimori: "Quem acabou com a inflação? Quem acabou com o Sendero Luminoso?" A multidão respondia: "El chino", o chinês, como o ex-presidente de origem japonesa era conhecido popularmente.

Tanto Keiko como Humana representam os extremos do espectro político peruano. Na falta de um candidato forte, o voto de centro-direita se dissolveu em três candidaturas. Para o comentarista Andrés Oppenheimer, do jornal Miami Herald, ambos são autoritários e ameaçam a democracia peruana.

O escritor Mario Vargas Llosa, que apoia Humala por ser contra qualquer anistia ou perdão a Fujimori, declarou que os peruanos têm de escolher domingo entre a aids e o câncer.

No último minuto, o ex-subsecretário de Estado americano para a América Latina Roger Noriega, anticomunista e antichavista, declarou para alegria da mídia direitista peruana ter informações seguras de que Humala recebeu US$ 12 milhões de Chávez através da Bolívia e do Brasil. Não apontou indícios nem provou nada. Mas isso será repetido exaustivamente até domingo.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Keiko Fujimori lidera em três pesquisas

A menos de duas semanas para o segundo turno da eleição presidencial no Peru, a deputada Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, condenado a 25 anos de cadeia por corrupção e violação dos direitos humanos, lidera três pesquisas de opinião.

Na sondagem do instituto CPI, Keiko tem 53,7% das preferências contra 46,7% para o candidato nacionalista Ollanta Humala, apoiado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e assessorado por membros do Partido dos Trabalhadores (PT).

Para o instituto Ipsos, Keiko teria 51,4% dos votos contra 48,6% para Humala.

Uma terceira pesquisa, do instituto Datum, dá 52,4% para Keiko, que tem o apoio do empresariado, e 47,6% para Humala.

domingo, 8 de maio de 2011

Keiko Fujimori supera Humala pela primeira vez

Pela primeira vez, a deputada conservadora Keiko Fujimori supera o candidato nacionalista de esquerda Ollanta Humala na eleição para a Presidência do Peru, que terá segundo turno em 5 de junho.

Em pesquisa do instituto Ipsos Apoyo, Fujimori obteve 41% das preferências contra 39% para Humala.

Ela é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, condenado a 25 anos de prisão por corrupção e violação dos direitos humanos, e promete indultá-lo.

Humala perdeu para o atual presidente, Alan García, no segundo turno há cinco anos por ter sua imagem associada ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Desta vez, adotou uma orientação mais favorável ao mercado, prometendo seguir a orientação do ex-presidente Lula.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Humala tem vantagem no Peru

O candidato nacionalista Ollanta Humala, apoiado por assessores petistas, tem o apoio de 42% do eleitorado do Peru para o segundo turno da eleição presidencial, a ser realizado em 5 de junho, contra 37,8% para a deputada Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, indica uma pesquisa divulgada pelo jornal La República.

Outras pesquisas, divulgadas na semana passada, deram vantagens a Humala de 41,5% a 40,3% e de 40,6% a 36,8%.

Como um terço dos eleitores ainda se declaram indecisos, a eleição ainda está indefinida.

domingo, 24 de abril de 2011

Vargas Llosa apoia Humala contra Fujimori

Para evitar a recuperação do prestígio do ditador que o derrotou nas urnas em 1990, o escritor liberal Mario Vargas Llosa vai apoiar o candidato nacionalista Ollanta Humala no segundo turno da eleição presidencial no Peru.

No artigo Retorno da Ditadura, Não, publicado hoje no jornal espanhol El País, Vargas Llosa criticou os três candidatos de centro-direita – o ex-presidente Alejandro Toledo, o ex-primeiro-ministro Pedro Pablo Kuczynski e o prefeito de Lima Luis Castañeda – por se atacarem durante a campanha, deixando duas opções radicais para o segundo turno: Humala e a deputada Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori.

 “Alguns amigos querem anular o voto”, comentou o escritor, preferindo o que chamou de “compromisso sartreano”: há sempre uma opção preferível às outras, mesmo que isso implique um risco.

Para Vargas Llosa, “eleger Keiko Fujimori para a presidência do Peru seria o equívoco mais grave que poderia cometer o povo peruano. Equivaleria a legitimar a pior ditadura de nossa história republicana”.

“Alberto Fujimori não foi apenas um governante assassino e ladrão”, condenado a 25 anos de cadeia, argumentou o escritor.

“Só US$ 184 milhões dos US$ 6 bilhões desviados dos cofres públicos durante seu governo foram repatriados”, acrescentou. Foi também um traidor que acabou com a democracia no Peru ao d”ar o golpe de 5 de abril de 1992.”

Na sua opinião, “o povo peruano não pode ter esquecido esses oito anos em que Fujimori e Vladimiro Montesinos perpetraram um saque sistemático dos recursos públicos e a corrupção que se espalhou por todos mecanismos e instituições do poder com a mais absoluta impunidade”.

“Tampouco pode esquecer os inúmeros crimes, desaparecimentos, torturas, execuções extrajudiciais e todo tipo de violações de direitos humanos de camponeses, estudantes, sindicalistas, jornalistas, que marcaram todos esses anos de horror”, afirmou Vargas Llosa.

Humala perdeu o segundo turno para o atual presidente Alan García por ter sua imagem associada ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Desta vez, com assessoria de Luis Favre e Vladimir Garreta, do PT, adotou a linha “Lulinha paz e amor”, tentando se associar às políticas do ex-presidente brasileiro.

Agora, promete respeitar a propriedade privada, não estatizar, não atacar a liberdade de imprensa nem convocar uma Assembleia Nacional Constituinte para reformar a Constituição do Peru.

Vargas Llosa questiona se a mudança é real ou cosmética, se Humala será como Ricardo Lagos, do Chile; José Mujica, do Uruguai; e Lula. Mas defende o “apoio crítico” a Humala, já aprovado pela candidatura Toledo, para impedir um mal maior.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Humala e Fujimori disputam 2º turno no Peru

Com 80% dos votos apurados numa contagem rápida não oficial, o candidato nacionalista à Presidência do Peru, Ollanta Humala, lidera com 31,6% dos votos válidos. Deve disputar o segundo com a deputada Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), preso e condenado por corrupção.

Esse resultado, com dois candidatos considerados populistas no segundo turno, é o pesadelo da classe média peruana, que se dividiu entre o ex-primeiro-ministro Pedro Pablo Kuczynski, o ex-presidente Alejandro Toledo e o ex-prefeito de Lima Luis Castañeda.

Kuczynski está em segundo na contagem oficial, que ainda está 43% do total. Ele orientou seus partidários a manter a fiscalização até o resultado final.