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terça-feira, 25 de novembro de 2014

EUA intimam Petrobrás a apresentar documentos sobre escândalo

CAMBRIDGE-MA, EUA - A Comissão de Valores Mobiliários (SEC, do inglês) dos Estados Unidos intimou a Petrobrás para ter acesso aos documentos relativos ao escândalo de corrupção envolvendo a maior empresa brasileira, noticia hoje o jornal inglês Financial Times, principal diário econômico-financeiro da Europa.

A companhia admitiu ter recebido a intimação, sem entrar em detalhes. Limitou-se a dizer que vai "colaborar com as autoridades públicas americanas da mesma forma que está atendendo às autoridades brasileiras".

No início do mês, o FT informara que o Departamento da Justiça dos EUA está investigando a Petrobrás. Como a empresa vende ações na Bolsa de Valores de Nova York, está sujeita à legislação americana.

O jornal cita as acusações de que políticos do Partido dos Trabalhadores e de outros partidos aliados do governo brasileiro receberiam comissões ilegais de 3% de todos os contratos firmados pela empresa estatal brasileira. Registra ainda que o PT nega tudo, assim como a presidente Dilma Rousseff, presidente do Conselho de Administração da Petrobrás de 2003 a 2010, que promete não obstruir as investigações. Também cita o atraso na divulgação do último balancete trimestral da companhia depois que a empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers se negou a assiná-lo.

Esse atraso pode dificultar o financiamento da Petrobrás no mercado até a solução do problema. De acordo com o banco americano Morgan Stanley, se o balanço não for divulgado até 30 de abril de 2015, os compradores de bônus da empresa podem cobrar US$ 57 bilhões e os bancos credores outros US$ 66 bilhões.

Em outra reportagem, o FT observa que, se as empreiteiras envolvidas forem declaradas inidôneas, obras e projetos no valor de R$ 871 bilhões podem ser paralisados, a não ser que o país contrate empresas estrangeiras. Nota ainda que o Tribunal de Contas da União sugeriu a renegociação dos contratos, mas isso pode não ser suficiente para os investidores estrangeiros.

A infraestrutura deficiente é um dos maiores problemas para o desenvolvimento do Brasil e uma das maiores oportunidades para investidores estrangeiros, comenta um analista internacional.

sábado, 1 de março de 2014

Barbosa tem todo o direito de ser candidato

Na ofensiva midiática do Partido do Trabalhadores para desmoralizar o Supremo Tribunal Federal (STF) e maquiar o Mensalão como julgamento político, o ex-porta-voz de Lula André Singer, professor da Universidade de São Paulo, diz hoje na Folha de S. Paulo que "não espantaria que o nome dele aparecesse na céula para presidente da República".

Ele é o presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, convertido em inimigo número um dos petistas e corruptos por ter relatado o primeiro processo em que altos dirigentes políticos foram condenados por corrupção na história deste país. Por ironia, o primeiro ministro negro do Supremo virou alvo do "governo popular" por exercer seu cargo com a maior honradez e dignidade, não cedendo a chicanas de advogados, manobras protelatórias e tentativas de negar evidências.

O Brasil, ou pelo menos a maioria do povo brasileiro, reconhece o trabalho de Barbosa como honesto e correto, na busca da verdade e da punição dos responsáveis, sem floreios nem exageros de retórica que afastam o STF do cidadão comum. A presidente Dilma Rousseff mudou a composição do tribunal para absolver o partido do crime de quadrilha.

Algumas observações sobre o duelo em torno da Ação Penal 470 que deve marcar a campanha eleitoral:

1. Barbosa tem todo o direito de disputar a Presidência, especialmente depois que o governo petista mudou a composição do tribunal para não entrar para a história como o partido que virou quadrilha.
2. O resultado final mudou, mas ficará na história que um partido popular eleito prometendo acabar com a miséria e a corrupção torrou milhões de reais para comprar apoio político e se eternizar no poder, violentando a democracia brasileira.
3. A impressão é que José Genoino não enriqueceu, apenas assinou documentos com empréstimos forjados, mas a facilidade com que Delúbio Soares levantou dinheiro para pagar a conta é no mínimo suspeita. José Dirceu virou lobista de multinacionais. Tem mesa cativa no Cipriani, no Copacabana Palace, um dos restaurantes mais caros do país. Como chefão da (ex-)quadrilha, deveria ter pego a maior pena. É o mais sujo e o que mais pretexta inocência. E o fugitivo número um do PT, Henrique Pizzolato, ex-candidato a governador do Paraná e ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, posições importantíssimas comprou imóveis na Europa e teria milhões na Suíça e outros paraísos fiscais. Então, houve enriquecimento pessoal, sim.
4. A crítica de Barbosa ao empolado e pernóstico ministro Barroso foi perfeita. De que vale um discurso genérico e barroco contra a corrupção se no fim absolve os (ex-)quadrilheiros?

5. Se a presidente Dilma Rousseff tivesse um mínimo interesse em "regenerar os costumes políticos brasileiros", teria se livrado há muitos anos de seu amigo de juventude Fernando Pimentel, ex-ministro e candidato petista ao governo de Minas Gerais, que ganhou R$ 2 milhões com consultorais nunca prestadas quando era prefeito de Belo Horizonte. Escapou da "faxina".

6. Não há defesa para o PT nem para os intelectuais malandros que esgrimem argumentos para esconder o que todos sabem. Este é um governo corrupto e ladrão que não tem a menor intenção de corrigir seus comportamentos criminosos, que demite ministros, mas deixa as mesmas máfias partidárias tomando conta do galinheiro.

7. No dia em que a antiga cúpula petista era absolvida por formação de quadrilha, a ex-namorada de Lula e ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha, foi denunciada formalmente por formação de quadrilha, um crime que persegue o PT.

8. Se a candidatura de Barbosa ajudar a derrotar o atual governo, ele terá cumprido um papel histórico pela segunda vez.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Keiko Fujimori lidera em três pesquisas

A menos de duas semanas para o segundo turno da eleição presidencial no Peru, a deputada Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, condenado a 25 anos de cadeia por corrupção e violação dos direitos humanos, lidera três pesquisas de opinião.

Na sondagem do instituto CPI, Keiko tem 53,7% das preferências contra 46,7% para o candidato nacionalista Ollanta Humala, apoiado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e assessorado por membros do Partido dos Trabalhadores (PT).

Para o instituto Ipsos, Keiko teria 51,4% dos votos contra 48,6% para Humala.

Uma terceira pesquisa, do instituto Datum, dá 52,4% para Keiko, que tem o apoio do empresariado, e 47,6% para Humala.