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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Herdeiro da Samsung pega cinco anos de cadeia por corrupção

O herdeiro, vice-presidente e ex-diretor-executivo da Samsung, a maior fabricante mundial de produtos eletroeletrônicos, Lee Jae Yong, foi condenado hoje a cinco anos de prisão no escândalo de corrupção que causou o impeachment da presidente Park Geun Hye, em março de 2017.

No processo, que durou seis meses, Lee foi acusado de pagar milhões de dólares em suborno, entre outros motivos, para obter aprovação das autoridades regulatórias para aquisições feitas pelo megaconglomerado, desvio de dinheiro, esconder bens no exterior, mentir sob juramento e obstrução de justiça.

O modelo capitalista sul-coreano criou megaempresas familiares, conhecidas como chaebol, que têm forte poder de pressão sobre o governo. A Samsung é uma empresa de US$ 300 bilhões.

Além de eletroeletrônicos, construção civil, estaleiros e indústria pesada, a Samsung tem hospitais, universidades e até parques de diversões na Coreia do Sul. É uma companhia intimamente ligada ao processo de desenvolvimento do país, um dos pouquíssimos a conseguir superar o subdesenvolvimento no século 20.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Justiça da Coreia do Sul nega prisão de herdeiro da Samsung

Um tribunal distrital do centro de Seul rejeitou hoje um pedido do Ministério Público da Coreia do Sul, para prender Lee Jae Yong, herdeiro e principal executivo da empresa de eletroeletrônicos Samsung, acusado de pagar propina, mentir sob juramento e apropriação indébita.

Em sua decisão, o juiz disse ter dificuldade em "ver a razão, a necessidade e a adequação de uma prisão nesta etapa". Assim, Lee vai continuar solto durante a investigação.

A Samsung é acusada de pagar 43 bilhões de wons, a moeda sul-coreana, cerca de US$ 36 milhões, dentro do escândalo de corrupção que levou ao pedido de impeachment da presidente Park Geun Hye. Sua amiga e confidente usou a intimidade com a presidente para extorquir dinheiro das grandes empresas sul-coreanas.

Depois da aprovação do impeachment na Assembleia Nacional, no mês passado, o Supremo Tribunal da Coreia do Sul tem seis meses para confirmar ou não o afastamento da presidente.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Força-tarefa da Lava Jato ganha Prêmio Anticorrupção 2016

A Força-Tarefa da Operação Lava Jato recebeu hoje o Prêmio Anticorrupção 2016, concedido pela organização não governamental de combate à corrupção Transparência Internacional. A investigação sobre lavagem de dinheiro desvendou um megaescândalo de corrupção na Petrobrás e em outras empresas estatais.

Desde 2014, os procuradores federais estão na linha de frente das investigações sobre um dos maiores escândalos de corrupção no mundo inteiro. Foram mais de 240 denúncias que levaram a 118 condenações somando 1.256 anos de prisão, inclusive de membros da elite política e econômica, justifica a Transparência.

"Bilhões de dólares foram perdidos com a corrupção no Brasil. Os brasileiros estão fartos com a corrupção que está arrasando seu país. A Força-Tarefa da Operação Lava Jato está fazendo um grande trabalho para garantir que os corruptos, não importa quão poderosos sejam, sejam responsabilizados e  que seja feita justiça", declarou a presidente do Comitê do Prêmio Anticorrupção da Transparência Internacional, Mercedes de Freitas.

E acrescentou: "Temos a satisfação de dar aos procuradores brasileiros da Força-Tarefa da Lava Jato o Prêmio Anticorrupção de 2016 por seu esforço incansável para acabar com a corrupção endêmica no Brasil."

terça-feira, 3 de maio de 2016

Governo de Portugal aceita pedido de extradição da Lava Jato

O Ministério da Justiça de Portugal aceitou o pedido de extradição da Raul Schmidt, um cidadão luso-brasileiro sócio de um ex-diretor da Petrobrás, detido em Lisboa em 21 de março dentro da Operação Lava Jato a pedido do Ministério Público Federal do Brasil, noticiou hoje o jornal português Público.

A decisão será tomada pelo Tribunal de Relação de Lisboa, um tribunal de apelações, de segunda instância. Raul Schmidt, de 55 anos, será ouvido em 12 de maio. Se rejeitar a extradição, terá dez dias para apresentar suas alegações.

Quando foi preso, Schmidt tinha centenas de obras de arte valiosas escondidas numa casa em Lisboa avaliada em 3 milhões de euros registrada em nome de uma empresa offshore. Ele era dono de uma galeria de arte em Londres e estava foragido desde 2015. A Polícia Judiciária de Portugal apreendeu os quadros e esculturas, provavelmente comprados para lavar o dinheiro sujo da corrupção.

"A ministra da Justiça decidiu pela admissibilidade do pedido de extradição do pedido de extradição do cidadão luso-brasileiro Raul Schmidt pelos factos anteriores à data em que obteve a nacionalidade portuguesa", declarou o ministério.

Com o despacho da ministra Francisca Van Dunem, o processo passa da parte administrativa à judicial. As autoridades portuguesas suspeitam que Schmidt fugiu para Lisboa em 2014, quando estourou o escândalo de corrupção na Petrobrás.

Sua prisão preventiva foi pedida pelo Ministério Público Federal em 17 de dezembro de 2015 e autorizada pelo juiz Sérgio Moro, de onde seguiu para a Interpol, a polícia internacional.

Como a lei portuguesa proíbe a extradição de cidadãos do país, Schmidt tem um argumento para recorrer, mas a ministra deixou claro que aceitou pedido por se tratarem de fatos delituosos ocorridos antes do suspeito virar cidadão português.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

EUA intimam Petrobrás a apresentar documentos sobre escândalo

CAMBRIDGE-MA, EUA - A Comissão de Valores Mobiliários (SEC, do inglês) dos Estados Unidos intimou a Petrobrás para ter acesso aos documentos relativos ao escândalo de corrupção envolvendo a maior empresa brasileira, noticia hoje o jornal inglês Financial Times, principal diário econômico-financeiro da Europa.

A companhia admitiu ter recebido a intimação, sem entrar em detalhes. Limitou-se a dizer que vai "colaborar com as autoridades públicas americanas da mesma forma que está atendendo às autoridades brasileiras".

No início do mês, o FT informara que o Departamento da Justiça dos EUA está investigando a Petrobrás. Como a empresa vende ações na Bolsa de Valores de Nova York, está sujeita à legislação americana.

O jornal cita as acusações de que políticos do Partido dos Trabalhadores e de outros partidos aliados do governo brasileiro receberiam comissões ilegais de 3% de todos os contratos firmados pela empresa estatal brasileira. Registra ainda que o PT nega tudo, assim como a presidente Dilma Rousseff, presidente do Conselho de Administração da Petrobrás de 2003 a 2010, que promete não obstruir as investigações. Também cita o atraso na divulgação do último balancete trimestral da companhia depois que a empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers se negou a assiná-lo.

Esse atraso pode dificultar o financiamento da Petrobrás no mercado até a solução do problema. De acordo com o banco americano Morgan Stanley, se o balanço não for divulgado até 30 de abril de 2015, os compradores de bônus da empresa podem cobrar US$ 57 bilhões e os bancos credores outros US$ 66 bilhões.

Em outra reportagem, o FT observa que, se as empreiteiras envolvidas forem declaradas inidôneas, obras e projetos no valor de R$ 871 bilhões podem ser paralisados, a não ser que o país contrate empresas estrangeiras. Nota ainda que o Tribunal de Contas da União sugeriu a renegociação dos contratos, mas isso pode não ser suficiente para os investidores estrangeiros.

A infraestrutura deficiente é um dos maiores problemas para o desenvolvimento do Brasil e uma das maiores oportunidades para investidores estrangeiros, comenta um analista internacional.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Ex-ministro do Orçamento da França tem conta na Suíça

O ex-ministro do Orçamento da França Jérôme Cahuzac, que está no centro do maior escândalo do governo François Hollande, denunciado criminalmente por sonegação e fraude fiscal, admitiu ontem depois de negar por quatro meses ter uma conta bancária na Suíça. Ele prometeu trazer os 600 mil euros da conta de volta para a França, mas foi expulso hoje do Partido Socialista.

Hollande declarou encarar "com grande seriedade" as acusações contra seu ex-ministro, que "cometeu uma imperdoável falha moral" ao "negar os fatos", e garantiu que Cahuzac não terá nenhum tipo de tratamento especial.

Para o presidente da direitista União por um Movimento Popular (UMP), Jean-François Copé, as mentiras de Cahuzac "sinalizam o fim da esquerda moralista". Enquanto a ultradireitista Frente Nacional considera o escândalo uma "questão de Estado", a Frente de Esquerda pergunta "até onde vai a cadeia de mentiras".

Foi um dia sombrio para o governo, destacou o jornal Le Monde, talvez o pior em nove meses da presidência de Hollande.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Mensalão espanhol atinge primeiro-ministro Rajoy

O Partido Popular (PP), de direita, que atualmente governa a Espanha, distribuiu a seus líderes, inclusive ao atual primeiro-ministro Mariano Rajoy, dinheiro recebido de grandes empresas como bancos e empreiteiras, dois setores diretamente envolvidos na pior crise econômica do país desde o fim do franquismo, em 1975, denuncia o jornal El País.

Durante 11 anos, acusa o jornal, Rajoy recebeu em média 25,2 mil euros por ano. A reportagem Os papéis secretos de Bárcenas revela que Álvaro Lapuerta e Luis Bárcenas, tesoureiros do PP de 1990 a 2008, anotavam em cadernos manuscritos as doações, com origem, data e valor, e, em outra seção, o destinatário, a data e o valor.

O dinheiro era distribuído mensalmente em envelopes aos líderes do partido conservador espanhol, herdeiro do franquismo. Vários líderes do partido citados negaram ter recebido qualquer quantia.

À noite, um grupo de manifestantes se concentrou diante da sede do PP em Madri para protestar contra esse escândalo de corrupção, em meio a uma crise econômica que deixou 26% dos trabalhadores espanhóis e mais da metade dos jovens até 24 anos sem emprego.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Putin demite ministro da Defesa por corrupção

O autocrático presidente da Rússia, Vladimir Putin, demitiu o ministro da Defesa, Anatoli Serdiukov, por causa de um escândalo de corrupção com uma fraude de US$ 95 milhões envolvendo uma companhia controlada pelo ministério.

É o mais alto funcionário afastado por Putin, homem-forte da Rússia desde o ano 2000, informa a revista americana Business Week.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Americanos tiraram fotos com restos mortais de afegãos

Para agravar ainda mais a tensão na Guerra do Afeganistão, novas fotos feitas por americanos mostram soldados ao lado de corpos dilacerados de supostos rebeldes da milícia dos Talebã (Estudantes). É mais um escândalo para desmoralizar a estratégia dos Estados Unidos na mais longa guerra de sua história.

Mais uma vez, os EUA foram obrigados a pedir desculpas, desta vez por profanar cadáveres, e não é a primeira vez que isso acontece.

O secretário da Defesa, Leon Panetta, disse que "aquele comportamento é inaceitável". Tentou explicar, alegando que na guerra às vezes os soldados cometem atos irracionais. "É um comportamento que viola as regras e, mais importante, nossos valores", declarou o chefe do Pentágono, citado pela agência Reuters.

As fotos foram enviadas por um soldado americano ao jornal Los Angeles Times.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

News of the World perseguiu mais de 90 celebridades

O jornal popular britânico News of the World, fechado em julho de 2011 em meio a um escândalo de escutas telefônicas clandestinas, contratou um detetive para espionar a vida de mais de 90 celebridades, inclusive o príncipe William, o ex-jogador de futebol Gary Linecker, hoje apresentador de televisão, e até os parentes do ator Daniel Radcliffe, que fez o papel de Harry Potter.

Esse novo aspecto dos métodos sórdidos do tabloide para conseguir notícias exclusivas foi revelado pelo próprio detetive Derek Webb. Em entrevista à BBC, ele admitiu ontem ter trabalhado para o jornal dominical de 2003 até seu fechamento, meses atrás.

A revelação complica ainda mais a posição da empresa News International, dona dos jornais The Times, Sunday Times, da maior parte da Sky TV, que domina o mercado britânico de TV paga, e da Fox TV, nos EUA, entre outros negócios do magnata da mídia australiano naturalizado Rupert Murdoch, um dos homens mais ricos do mundo.

Seu filho tinha novo depoimento marcado para amanhã na comissão especial do Parlamento Britânico que investiga o Grampogate.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Escândalo fecha maior tabloide britânico

Sob pressão de um escândalo de escuta telefônica clandestina não só de celebridades mas também de pessoas ligadas a crimes e até parentes de mortos em guerras, a empresa News International decidiu fechar o jornal mais vendido nos domingos no Reino Unido, News of the World. Sua última edição circula neste domingo.

Esse jornal é considerado a edição dominical de The Sun, o diário mais vendido no país. A empresa também é dona de The Times, The Sunday Times e dos canais de TV por assinatura Sky, o que a torna o mais poderoso grupo de mídia britânico.

Seu dono, o australiano naturalizado americano Rupert Murdoch, é um dos maiores magnatas da mídia internacional. Tem jornais na Austrália, a Star TV na Ásia, e Fox News, os estúdios de cinema da Fox, e os jornais New York Post e The Wall St. Journal.

Murdoch aproveitou a ascensão da primeira-ministra Margaret Thatcher para comprar uma briga com os sindicatos, demitir a maioria dos gráficos e automatizar a impressão dos periódicos.

Com um estilo agressivo, seus jornais populares misturam fofocas de celebridades, escândalos de todos os tipos e um noticiário político nacionalista e conservador. Seus repórteres compram matérias de fontes e armam arapucas, por exemplo, fazendo um jornalista posar como milionário árabe para gravar inconfidências.

Há alguns anos, foi descoberto que repórteres do News of the World estavam fazendo escuta telefônica clandestina de celebridades como atores de cinema e TV, popstar, jogadores de futebol e até da família real em busca de histórias sensacionalistas.

A novidade agora é a espionagem de telefonemas de pessoas ligadas a investigações de crimes e parentes de mortos nas guerras do Iraque e do Afeganistão.

Diante dos protestos generalizados, Murdoch decidiu fechar o tabloide dominical, em circulação há 168 anos. Mas os críticos temem que haja apenas uma mudança de nome.

sábado, 18 de outubro de 2008

FMI investiga caso envolvendo diretor-geral

Depois de uma denúncia publicada em The Wall St. Journal, o Fundo Monetário Internacional admitiu que está investigando "uma relação inapropriada" do diretor-geral, Dominique Strauss-Kahn, ex-ministro das Finanças da França.

Strauss-Kahn teria promovido uma funcionária com quem teve um caso amoroso. Ele nega qualquer irregularidade em sua conduta.