A dívida pública da França deve chegar a 93% do produto interno bruto em 2013 e passar de 94% em 2014 antes de começar a recuar em 2015, estima o jornal econômico Les Echos. Em 2012, o PIB francês ficou em US$ 2,58 trilhões.
Essa relação dívida/PIB estava em 65% em 2007, no início da grande recessão econômica internacional, e passou de 90% no ano passado.
O governo socialista deve apresentar amanhã um plano para reduzir o déficit orçamentário para 3% do PIB, limite estabelecido pelo pacto de estabilidade que sustenta o euro, a moeda comum europeia.
Antes de completar um ano, a presidência de François Hollande enfrenta uma enorme crise. Não tem propostas capazes de reduzir a crise econômica, conter o fechamento de fábricas e o aumento do desemprego na França. Além disso, enfrenta um escândalo de corrupção em que o ex-ministro do Orçamento, Jérôme Cahuzac, admitiu ter contas bancárias em paraísos fiscais.
Cahuzac renunciou hoje a seu mandato como deputado da Assembleia Nacional.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 16 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Hollande cria procuradoria financeira anticorrupção
Sob pressão do escândalo financeiro que derrubou o ministro do Orçamento, Jérôme Cahuzac, o presidente François Hollande anunciou hoje uma série de medidas contra a fraude fiscal e a corrupção na vida pública da França - e pediu o fim dos paraísos fiscais.
As medidas incluem a criação de uma procuradoria especializada em crimes financeiros e uma autoridade independente para controlar as declarações de bens de homens públicos, que estarão sujeitos a novas exigências para aumentar a transparência.
Em declaração ao Conselho de Ministros, o presidente socialista francês defendeu a "erradicação" dos paraísos fiscais "na Europa e no mundo inteiro". Para isso, "os bancos franceses devem publicar a cada ano a lista de suas filiais país por país" e "divulgar a natureza de suas atividades", acrescentou.
"Decidi criar uma procuradoria financeira, ou seja, uma procuradoria especializada com competência nacional que poderá agir nos casos de corrupção e nas grandes fraudes fiscais", revelou Hollande.
As medidas incluem a criação de uma procuradoria especializada em crimes financeiros e uma autoridade independente para controlar as declarações de bens de homens públicos, que estarão sujeitos a novas exigências para aumentar a transparência.
Em declaração ao Conselho de Ministros, o presidente socialista francês defendeu a "erradicação" dos paraísos fiscais "na Europa e no mundo inteiro". Para isso, "os bancos franceses devem publicar a cada ano a lista de suas filiais país por país" e "divulgar a natureza de suas atividades", acrescentou.
"Decidi criar uma procuradoria financeira, ou seja, uma procuradoria especializada com competência nacional que poderá agir nos casos de corrupção e nas grandes fraudes fiscais", revelou Hollande.
terça-feira, 9 de abril de 2013
PS expulsa ex-ministro do Orçamento da França
Por unanimidade, o comitê executivo nacional do Partido Socialista expulsou hoje o ex-ministro do Orçamento da França Jérôme Cahuzac, que admitiu na semana passada ter contas secretas na Suíça e em Cingapura há 20 anos, "por causar grandes prejuízos ao partido e a seus princípios".
É o maior escândalo da presidência de François Hollande, no poder há menos de um ano. Diante da reação negativa, o governo socialista ordenou a todos os ministros que apresentem até 15 de abril suas declarações de bens ao público para aumentar a transparência, noticiou a RFI (Rádio França Internacional).
Hoje o novo ministro do Orçamento, Bernard Cazeneuve, pediu na Assembleia Nacional que os arquivos com 2,5 milhões de documentos bancários sigilosos sobre paraísos fiscais revelados na quinta-feira passada por vários jornais sejam entregues à Justiça. Sua descoberta foi feita pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos.
É o maior escândalo da presidência de François Hollande, no poder há menos de um ano. Diante da reação negativa, o governo socialista ordenou a todos os ministros que apresentem até 15 de abril suas declarações de bens ao público para aumentar a transparência, noticiou a RFI (Rádio França Internacional).
Hoje o novo ministro do Orçamento, Bernard Cazeneuve, pediu na Assembleia Nacional que os arquivos com 2,5 milhões de documentos bancários sigilosos sobre paraísos fiscais revelados na quinta-feira passada por vários jornais sejam entregues à Justiça. Sua descoberta foi feita pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos.
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quarta-feira, 3 de abril de 2013
Ex-ministro do Orçamento da França tem conta na Suíça
O ex-ministro do Orçamento da França Jérôme Cahuzac, que está no centro do maior escândalo do governo François Hollande, denunciado criminalmente por sonegação e fraude fiscal, admitiu ontem depois de negar por quatro meses ter uma conta bancária na Suíça. Ele prometeu trazer os 600 mil euros da conta de volta para a França, mas foi expulso hoje do Partido Socialista.
Hollande declarou encarar "com grande seriedade" as acusações contra seu ex-ministro, que "cometeu uma imperdoável falha moral" ao "negar os fatos", e garantiu que Cahuzac não terá nenhum tipo de tratamento especial.
Para o presidente da direitista União por um Movimento Popular (UMP), Jean-François Copé, as mentiras de Cahuzac "sinalizam o fim da esquerda moralista". Enquanto a ultradireitista Frente Nacional considera o escândalo uma "questão de Estado", a Frente de Esquerda pergunta "até onde vai a cadeia de mentiras".
Foi um dia sombrio para o governo, destacou o jornal Le Monde, talvez o pior em nove meses da presidência de Hollande.
Hollande declarou encarar "com grande seriedade" as acusações contra seu ex-ministro, que "cometeu uma imperdoável falha moral" ao "negar os fatos", e garantiu que Cahuzac não terá nenhum tipo de tratamento especial.
Para o presidente da direitista União por um Movimento Popular (UMP), Jean-François Copé, as mentiras de Cahuzac "sinalizam o fim da esquerda moralista". Enquanto a ultradireitista Frente Nacional considera o escândalo uma "questão de Estado", a Frente de Esquerda pergunta "até onde vai a cadeia de mentiras".
Foi um dia sombrio para o governo, destacou o jornal Le Monde, talvez o pior em nove meses da presidência de Hollande.
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