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domingo, 27 de dezembro de 2020

Trump sanciona plano de estímulo e orçamento dos EUA

 Depois de chamar de "desgraça" e de ameaçar vetar o plano de estímulo à recuperação econômica da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus e o orçamento federal dos Estados Unidos, exigindo mudanças no projeto aprovado no Congresso, o presidente Donald Trump sancionou a lei hoje à noite na sua mansão na Flórida. Evitou assim a paralisação do governo a partir do dia 29 de dezembro e autorizou a concessão de um auxílio-desemprego extra para 14 milhões de americanos.

Durante uma semana, o presidente segurou a sanção do projeto, que incluiu um orçamento de emergência de US$ 900 bilhões (R$ 4,662 trilhões) e mais US$ 1,4 trilhão (R$ 7,252 trilhões) para financiar o governo federal dos EUA até setembro de 2021, quando termina o atual ano fiscal. 

Trump chegou a exigir um aumento de US$ 600 (R$ 3.108) para US$ 2 mil (R$ 10.360) na ajuda direta a quem ganha até US$ 75 mil por ano. A oposição democrata tentou aprovar a mudança, mas não obteve o apoio do Partido Republicano, liderado por Trump. Agora, os cheques podem chegar nesta semana.

Em declaração divulgada depois de assinar a lei, o presidente afirmou que "muito mais dinheiro está vindo, eu nunca vou abandonar minha luta pelo povo americano". Trump ainda insiste em que venceu a eleição presidencial de 3 de novembro e tenta se articular com deputados e senadores fiéis para tumultuar o recebimento pelo Congresso, em 6 de janeiro, do resultado da votação no Colégio Eleitoral.

"O atraso sem sentido na aprovação da legislação de alívio custou a milhões de americanos uma semana de auxílio-desemprego relativo à pandemia de que eles precisam desesperadamente", declarou o presidente da Comissão de Finanças da Câmara, Richard Neal. "Sua obstrução só intensificou a ansiedade e a dureza para trabalhadores e famílias que sofrem com os danos colaterais de seu jogo político. Agora, as pessoas terão de esperar um pouco mais pela chegada da ajuda direita e de outros benefícios vitais."

A 23 dias da posse do presidente eleito, Joe Biden, o presidente em fim de mandato tem cada vez menos poder, mas ainda pode criar problemas para o futuro governo. Numa afronta à Justiça, deu indulto a 46 amigos, congressistas corruptos e criminosos de guerra.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Trump propõe orçamento com grandes cortes em programa sociais

O governo Donald Trump apresentou hoje uma proposta orçamentária de US$ 4,8 bilhões para o ano fiscal que começa em 1º de novembro. Tem poucas chances de aprovação integral no Congresso, mas revela as intenções do presidente para um segundo mandato a ser disputado nas urnas em 3 de novembro. 

A mensagem é clara: reduz a rede de proteção social do governo federal dos Estados Unidos, A proposta corta programas de bolsas de estudos, habitação popular, alimentação, assistência médica e proteção ambiental. Aumenta os gastos com defesa, segurança nacional e patrulha.

Durante a campanha, Trump banca o herói da classe trabalhadora. Canta vantagem sobre um crescimento econômico e geração de empregos que começaram no início do governo Barack Obama (2009-17). Promete manter a cobertura de saúde para doenças preexistentes enquanto entra na Justiça para acabar com ela.

Ao receber governadores na Casa Branca, o presidente declarou que o orçamento vai fortalecer as Forças Armadas e o arsenal nuclear dos EUA e reduzir o déficit "a zero depois de um período não muito longo". Mais uma inverdade.

Com os cortes de impostos que privilegiaram os ricos e as grandes empresas, Trump aumentou o déficit fiscal dos EUA em US$ 300 bilhões para quase US$ 1 trilhão. Até 2024, a dívida pública deve aumentar em US$ 3,4 bilhões e aí acaba o segundo governo Trump, se ele for reeleito.

Na imaginação do governo atual, o equilíbrio fica em 2035. O Partido Republicano esqueceu a defesa do equilíbrio orçamentário que faz em governos do Partido Democrata. O déficit e a dívida serão heranças malditas para o sucessor.

Trump vai pedir à Câmara dos Representantes, responsável pela aprovação do orçamento, mais dinheiro para as Forças Armadas, a segurança interna e das fronteiras, mais dinheiro para os veteranos de guerra e para a Força Espacial, a mais nova arma do sistema de defesa americano, que será desmembrada da Força Aérea, apesar da oposição dos generais-brigadeiros.

O orçamento de defesa sobe para US$ 740,5 bilhões, dos quais US$ 705,4 bilhões vão para o Departamento da Defesa, 1,1% menos do que os US$ 713 do orçamento anterior. Os outros US$ 35 bilhões vão para projetos de segurança nacional desenvolvidos por outros departamentos e agências do governo americano.

domingo, 23 de dezembro de 2018

Fechamento do governo dos EUA pode durar até o próximo ano

Sem acordo para alocar US$ 5 bilhões para a construção do muro desejado pelo presidente Donald Trump na fronteira com o México, o governo federal dos Estados Unidos está paralisado parcialmente desde sábado por falta de orçamento para atividades não essenciais. O impasse deve continuar até o próximo ano, quando a oposição democrata terá maioria na Câmara de Representantes.

O fechamento para o trabalho de nove departamentos (ministérios) e várias agências governamentais, inclusive as responsáveis por museus e parques nacionais. Cerca de 380 mil funcionários de atividades não essenciais não trabalham e ficam sem salários e outros 420 mil, de setores como portos e aeroportos, trabalham mas não recebem enquanto durar o impasse.

Em encontro com os líderes democratas na Câmara, deputada Nancy Pelosi, e no Senado, Charles Schumer, Trump deixou claro estar disposto a paralisar parcialmente o governo para barganhar verba para o muero. Durante a campanha prometeu que o México pagaria pelo muro.

Até mesmo comentaristas ultraconservadores como Ann Coulter e Rush Limbaugh criticaram a decisão do presidente pelo fechamento neste fim de ano caótico na Casa Branca, com as demissões do chefe da Casa Civil, general John Kelly, e do secretário da Defesa, general James Mattis, considerados os últimos adultos do governo, com autoridade e responsabilidade para conter os desatinos de um presidente sem limites.

Acuado pelos escândalos de corrupção, acusações de crimes como pagar pelo silêncio de duas ex-amantes e possíveis denúncias criminais contra um filho e o genro, Trump tenta mobilizar os elementos mais radicais de suas bases eleitorais para se apresentar como vítima quando a nova maioria democrata na Câmara começar a investigar as inúmeras suspeitas.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Primeiro-ministro afirma que Itália não sai da Eurozona nem da UE

Apesar dos desentendimentos com a União Europeia em torno do orçamento, o primeiro-ministro Giuseppe Conte declarou que o atual governo da Itália não pretende deixar a união monetária europeia nem o bloco europeu.

Conte tenta acalmar os mercados diante das críticas da Comissão Europeia, órgão executivo da UE, e do rebaixamento da nota de crédito da dívida soberana da Itália pela agência de classificação de risco Moody's na sexta-feira passada de Baa2 para Baa3, um nível acima de papel podre ou "lixo".

Quando a dívida de um país perde o grau de investimento, fundos de pensão não podem mais investir nos títulos de sua dívida para não colocar em risco as aposentadorias dos pensionistas. Os juros dos bônus da dívida pública italiana subiram para 3,8%.

Um dia antes, na quinta-feira, o comissário Pierre Moscovici entregou pessoalmente uma carta ao governo de Roma denunciando o "descumprimento particularmente grave das obrigações de política orçamentária previstas no Pacto de Estabilidade e Crescimento" que sustenta o euro.

No orçamento para 2019, o governo populista da Itália, formado pelo Movimento 5 Estrelas e a neofascista Liga, prevê um déficit orçamento de 2,4% do produto interno bruto, de US$ 2,2 trilhões. Isto está dentro do limite de 3% previsto pelo pacto de estabilidade, mas a dívida externa italiana está em 131% do PIB, quando o limite é de 60%.

Até 30 de novembro, a Comissão Europeia precisa decidir se aceita a proposta orçamentária da Itália.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Trump quer eliminar 22 agências e programas do governo dos EUA

A proposta orçamentária do presidente Donald Trump para o ano fiscal de 2019, de US$ 4,4 trilhões, prevê cortes significativos em agências e projetos do governo federal dos Estados Unidos. A meta é reduzir o déficit público federal em US$ 3 trilhões nos próximos dez anos.

Depois dos grandes cortes de impostos para empresas e magnatas, várias agências programas e institutos vão perder as verbas públicas federais, adverte o boletim de notícias The Hill. Aqui vai a lista do que Trump quer acabar:

1. Programa Internacional McGovern-Dole de Alimentos para a Educação: dá assistência financeira e alimentos para campanhas de alimentação escolar em países menos desenvolvidos.

2. Serviço de Economia Rural e Cooperação: dá empréstimos e ajuda financeira para aumentar as oportunidades de pequenos agricultores.

3. Administração do Desenvolvimento Econômico: dá ajuda federal a projetos comunitários de desenvolvimento local.

4. Parceria para Expansão Manufatureira: subsidia serviços de consultoria e assessoria para pequenas e médias empresas industriais.

5. Centros de Ensino Comunitário do Século 21: ajuda comunidades a estabelecer e expandir centros que oferecem atividades antes e depois da escola e cursos de verão.

6. Programas de Preparação para Entrar na Universidade: distribui bolsas de estudo para ajudar estudantes de baixa renda a fazer cursos superiores.

7. Agência para Pesquisa e Qualidade do Atendimento de Saúde: monitora a qualidade dos serviços de saúde.

8. Agência de Projetos Avançados de Pesquisa: apoia projetos de pesquisa do Departamento de Energia. Trump está suprimindo todo o apoio a energias não renováveis.

9. Fundo Nacional de Refúgio da Vida Selvagem: compensa comunidades pela perda de arrecadação tributária quando o governo federal toma conta de terras. Trump quer reduzir a área de parques nacionais.

10. Iniciativa de Mudança do Clima Global: reflete a decisão de Trump de se retirar do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima.

11. Setor de Educação da NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço): dá bolsas de estudo e pesquisa a faculdades, universidades, museus e centros de pesquisa científica. O dinheiro será aplicado na própria NASA.

12. Conselho de Segurança Química: investiga acidentes na indústria química.

13. Corporação para Serviço Nacional e Comunitário: financia oportunidades de trabalho, promove o voluntariado e ajuda voluntários e organizações não governamentais.

14. Corporação para Telecomunicação Pública: financia emissoras de rádio e televisão a TV PBS e a National Public Radio (NPR).

15. Instituto de Serviços de Museus e Livrarias: financia museus e livrarias em todo o país.

16. Corporação de Serviços Legais: um serviço não lucrativo que oferece assistência jurídica a indivíduos de baixa renda, uma defensoria pública.

17. Dotação Nacional para as Artes: financia artistas e projetos.

18. Dotação Nacional para Humanidades: financia pesquisa na área de ciências humanas.

19. Corporação de Reinvestimento no Bairro: financia projetos de desenvolvimento comunitário em todo o país.

20. Comissão Denali, Autoridade Regional do Delta e Comissão Regional da Fronteira Norte: financiam investimentos na infraestrutura e economia regional das áreas citadas.

21. Agência de Desenvolvimento e Comércio dos EUA: fornece bens e serviços para projetos estrangeiros.

22. Centro Internacional Woodrow Wilson para Pesquisadores: uma instituição de pesquisa na área de relações internacionais e política externa.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Governo federal dos EUA fecha por falta de orçamento

Pela primeira vez em cinco anos, o governo federal dos Estados Unidos parou de funcionar em atividades não essenciais há duas horas atrás a minoria do Partido Democrata no Senado bloqueou uma medida para financiar temporariamente os gastos públicos até a aprovação do orçamento.

É a primeira vez que os EUA fecham com um presidente com maioria na Câmara e no Senado. Eram necessários 60 votos para a aprovação. Deu 50-49, ao longo das linhas partidárias, com algumas defecções.

Agora, mesmo que o Senado chegue a um acordo, o projeto terá de passar pela Câmara dos Representantes até o governo retomar suas atividades normais.

As atividades essenciais, como Forças Armadas, FBI (Polícia Federal), portos e aeroportos não param. Mas não se pode tirar passaporte ou encaminhar qualquer pedido à burocracia federal. Os parques nacionais fecham.

O governo não tem mais dinheiro para funcionar porque o Congresso, que representa o povo, não aprovou o orçamento. Os gastos da máquina federal não estão autorizados.

A Casa Branca divulgou nota acusando os democratas de "perdedores obstrucionistas". O presidente Donald Trump responsabiliza o líder democrata, senador Chuck Schumer, o tenta caracterizar a obstrução como uma manobra para manter imigrantes ilegais no país.

Trump quer dinheiro para erguer o muro na fronteira do México e os democratas querem garantir que não sejam deportados 800 mil jovens que entraram ilegalmente no país quando menores de idade. Os chamados "sonhadores", imbuídos pelo sonho americano, pouco moraram em seus países de origem, para onde podem ser enviados por Trump para agradar sua base política branca e anti-imigrantes.

O governo federal dos EUA parou da mesma maneira duas vezes no governo Bill Clinton (1993-2001), de 14 a 19 de novembro de 1995 e de 16 de dezembro de 1995 a 6 de janeiro de 1996, por iniciativa do então presidente da Câmara, Newt Gingrich, quando os republicanos eram maioria.

No governo Barack Obama, houve uma paralisação das atividades não essenciais de 1º a 17 de outubro de 2013. Os democratas se defendem com o argumento de que cabe ao governo aprovar o orçamento.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

ONU rejeita reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel

Apesar das ameaças do presidente Donald Trump de retirar contribuições e ajuda financeira, por 128 a 9, a Assembleia Geral das Nações Unidas repudiou ontem a declaração dos Estados Unidos reconhecendo Jerusalém como capital de Israel.

A decisão tem valor apenas simbólico, mas foi a maior derrota dos EUA desde a instalação da ONU, em 24 de outubro de 1945, logo depois do fim da Segunda Guerra Mundial.

Na véspera, Trump prometeu tomar nota dos nomes de todos os países que votem contra os EUA em foros internacionais para possíveis retaliações, como negar ajuda financeira e empréstimos. Não adiantou nada.

Em resposta, a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, ameaçou retirar a contribuição dos EUA à organização, de mais de US$ 10 bilhões em 2016, cerca de 22% do orçamento regular e 28% do orçamento das missões de paz, objetivo maior da instituição.

sábado, 26 de agosto de 2017

Trump ameaça fechar governo para conseguir dinheiro para o muro

Em outra atitude personalista e narcisista, o presidente Donald Trump ameaça paralisar as atividades não essenciais do governo dos EUA, se o Congresso não aprovar verba para a construção de um muro na fronteira com o México no orçamento do ano fiscal que começa em 1º de outubro.

A bancada democrata promete não dar nenhum voto para financiar o muro, observa o jornal The New York Times. Também há relutância entre os republicanos.

Durante a campanha eleitoral e em comícios mesmo depois da posse, Trump afirmou que o México iria pagar pelo muro. Agora, insiste em colocar a conta no orçamento federal dos EUA.

Trump também precisa convencer o Congresso a aprovar um aumento do limite do teto de gastos do governo federal. Para a direita republicana, autorizar mais despesas públicas é um anátema.

Nas últimas semanas, o presidente pressionou os republicanos no Capitólio e ameaçou vários diretamente, como os senadores do Arizona. O senador John McCain votou contra a revogação do programa de saúde do governo Barack Obama. Foi o voto que faltou.

A animosidade do presidente com os deputados e senadores de seu próprio partido dificulta a aprovação de matérias consideradas importantes por Trump. Alguns analistas políticos entendem que ele age como um presidente independente, sem vínculos com partidos.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Parlamento da Grécia aprova reformas fiscal e previdenciária

Todos os 153 deputados da coalizão de governo da Grécia, liderada pela Coligação de Esquerda Radical (Syriza) votaram ontem a favor das reformas do sistema de impostos e da Previdência Social, noticiou o jornal grego Kathimerini. A expectativa é economizar 5,4 bilhões de euros por ano do orçamento público. 

Hoje o ministro das Finanças grego, Euclid Tsakalotos, se encontra com seus colegas da Zona do Euro para discutir novas renegociações e a possibilidade de nova redução da dívida do país. O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Alemanha exigem cortes adicionais de 3 bilhões de euros.

A consequência inevitável foi o reinício das manifestações de protesto na Praça Sintagma, diante do Parlamento da Grécia. Começa mais um verão do descontentamento.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Obama pede US$ 8,8 bilhões para guerra ao Estado Islâmico

No orçamento de defesa proposto pelo presidente Barack Obama ao Congresso dos Estados Unidos, US$ 8,8 bilhões são destinados a combater a milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, incluindo a ajuda ao governo do Iraque e a rebeldes que lutam contra o grupo na guerra civil da Síria, noticiou hoje o jornal libanês The Daily Star.

Deste total, US$ 5,3 bilhões vão para o Departamento da Defesa, o Pentágono, e US$ 3,5 bilhões para o Departamento de Estado, o ministério das relações exteriores dos EUA.

Os últimos jihadistas do Estado Islâmico abandonaram Kobane, uma cidade curda no Norte de Síria, junto à fronteira da Turquia, depois de uma batalha feroz iniciada em setembro, revelou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres.

A milícia extremista reivindicou a autoria de dois atentados terroristas suicidas cometidos em Bagdá em 30 de janeiro de 2015 e afirmou ter morto ou ferido 200 policiais e soldados iraquianos. O Ministério do Interior confirmou 24 mortes.

Ao todo, a proposta orçamentária de Obama prevê gastos de US$ 4 trilhões, aumento de impostos para os ricos e os bancos, e reduções e benefícios sociais à classe média e aos mais pobres.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Grécia aprova orçamento "equilibrado" por pequena margem

Apesar de novos protestos populares contra as medidas de austeridade que o país enfrenta nos últimos seis anos, o Parlamento da Grécia aprovou hoje por pequena margem o orçamento para 2015, evitando a queda do governo do primeiro-ministro conservador Antonis Samaras. Ele alegou que é o primeiro orçamento grego equilibrado em décadas.

De um lado, os credores internacionais e a troika formada pela União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, exigem mais medidas de contenção nos gastos públicos.

Nas ruas de Atenas e de outras cidades gregas, os manifestantes exigem a queda do governo e eleições antecipadas porque programas sociais estão sendo cortados enquanto os salários estão estagnados e o desemprego atinge um quarto da população econômica ativa e a metade dos jovens.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Bundesbank reduz à metade previsão de crescimento da Alemanha

O Bundesbank, o banco central da Alemanha, cortou ao meio sua previsão de crescimento para a economia do país em relação à expectativa anterior, de seis meses atrás. Pela nova projeção, a maior economia da Europa e quarta do mundo deve avançar apenas 1% em 2015, em vez dos 2% estimados em junho, confirmando a estagnação da União Europeia.

Na perspectiva econômica divulgada hoje, o Bundesbank reduziu a expectativa para 2014 de expansão de 1,9% para 1,4%. A previsão para 2016 caiu de 1,8% para 1,6%.

Apesar da estagnação do bloco europeu, a região com a recuperação mais lenta desde a crise de 2008-9, o governo da primeira-ministra alemã, Angela Merkel, insiste em equilibrar o orçamento em 2015, eliminando o déficit que poderia ser usado para estimular o crescimento, uma margem de manobra que as outras grandes economias do continente não têm.

Para o presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, um dos falcões defensores da austeridade fiscal criticada na França e na Itália, há esperança de que a atual fase de crescimento medíocre seja passageira.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Suécia convoca eleições antecipadas para 22 de março de 2015

Depois da derrota da proposta de orçamento do governo, o primeiro-ministro social-democrata Stefan Löfven, no poder há apenas dois meses, convocou eleições parlamentares antecipadas para 22 de março de 2015.

O partido anti-imigrantes de ultradireita Democratas Suecos, com seus 49 deputados, se aliou à Aliança pela Suécia, de centro-direita, para derrotar a proposta orçamentária por 182 a 153 votos da frágil aliança entre o Partido Social-Democrata e o Partido Verde, que não tem maioria no Parlamento.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Reino Unido se nega a aumentar contribuição para a UE

O primeiro-ministro David Cameron declarou hoje que o Reino Unido não pagar os 2,1 bilhões de euros cobrados pela União Europeia como contribuição do país, devida até 1º de dezembro de 2014.

A UE alterou recentemente o cálculo das contribuições dos países-membros ao orçamento da União com base nos dados sobre o produto interno bruto de cada um. Pela nova fórmula, o Reino Unido, a Itália e a Holanda devem aumentar suas participações enquanto outros países, como Alemanha e França, terão direito a descontos.

O aumento da contribuição britânica causou forte reação negativa da opinião pública, especialmente do Partido Conservador e do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP), que luta para tirar o país da UE.

Se for reeleito em 2015, Cameron promete convocar um referendo sobre a participação ou não do país na UE. O atual presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, advertiu que a saída da UE vai diminuir o status do Reino Unido como potência mundial. Mas os eurocéticos ainda sonham com o velho poder imperial. Se o país sair do bloco europeu, a Escócia deve aprovar a independência quando fizer um novo plebiscito sobre a questão.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Obama propõe orçamento de US$ 3,9 trilhões

O presidente Barack Obama enviou ao Congresso dos Estados Unidos uma proposta de orçamento com gastos de US$ 3,9 trilhões para o ano fiscal que começa em 1º de outubro de 2014, sendo US$ 600 bilhões para medidas de estímulo ao crescimento econômico como programas de treinamento profissional. São US$ 350 bilhões a mais do que o governo pretende gastar neste ano fiscal.

Pelos cálculos da Casa Branca, o déficit orçamentário do governo federal dos EUA será de US$ 564 bilhões, 3,1% do produto interno bruto, e deve cair até 2018, quando ficaria em 1,9% do PIB principalmente por causa do aumento da arrecadação.

Em dez anos, o déficit cairia em US$ 3 trilhões graças ao crescimento econômico e a aumentos de impostos, e não de cortes de gastos governamentais como quer o Partido Republicano. Já as despesas do governo com a dívida devem triplicar nos próximos dez anos, de US$ 251 bilhões em 2015 para US$ 886 bilhões em 2024 por causa de altas nos juros.

A oposição republicana desqualificou a proposta como populista, demogógica e eleitoreira, noticia a agência Reuters.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Partidos fazem acordo para evitar calote dos EUA

Os líderes dos dois grandes partidos dos Estados Unidos chegaram finalmente a um acordo para reabrir o governo federal e elevar o teto da dívida pública, evitando um calote de consequências catastróficas e imprevisíveis para a economia mundial, noticiou agora há pouco a agência de notícias Associated Press.

A máquina federal dos EUA está parcialmente paralisada há 16 dias por falta de acordo entre a Casa Branca e a Câmara dos Representantes, dominada pela oposição, para aprovar o orçamento para o ano fiscal iniciado em 1º de outubro de 2013 e elevar o teto da dívida pública do país, que bate amanhã em US$ 16,7 trilhões, o atual limite.

O acordo negociado no Senado pelos líderes do governo, Harry Reid, e da minoria, Mitch McConnell, autoriza o financiamento temporário do governo federal dos EUA até 15 de janeiro e eleva o limite da dívida até 7 de fevereiro, adiando os problemas para 2014 sem dar uma solução definitiva. McConnell está agora comunicando o resultado da negociação à sua bancada.

Se uma minoria radical de direita do movimento Festa do Chá continuar boicotando um acordo, o presidente da Câmara, deputado John Boehner, na prática o líder da oposição, poderá colocar a matéria em votação, aprovando-a com votos dos democratas e de republicanos moderados. Sua liderança ficará abalada, mas a economia do país será preservada de um choque desnecessário.

Durante toda a negociação, a ala mais à direita do Partido Republicano exigiu mudanças na reforma da saúde aprovada há três anos, no primeiro governo Barack Obama. A única concessão foi um aumento da fiscalização para ter a certeza de que quem receber algum subsídio federal para ter seguro-saúde precise realmente de ajuda do governo.

Em entrevista à televisão americana CNN, o megainvestidor Warren Buffett sugeriu que a primeira medida a adotar seria um compromisso dos partidos para não usar mais a ameaça de um calote na dívida pública como arma em suas disputas políticas.

Como os EUA são a maior economia do mundo e nunca deram calote na dívida pública, sua moeda, o dólar circula no mundo inteiro e é usada como reserva cambial para maioria dos países. Os governos compram títulos da dívida pública americana e não querem ver seus investimentos desvalorizados. Por outro lado, os EUA refinanciam sua megadívida a juros baixos.

Só a China, tem US$ 1,3 trilhão em bônus do Tesouro dos EUA. O Japão tem outro US$ 1,1 trilhão. Diante da esquizofrenia política em Washington, um comentário na agência oficial Nova China defendeu a "desamericanização" do mundo.

A posição do dólar como principal moeda internacional de reserva é um dos fatores do superpoderio dos EUA. Como a Zona do Euro saiu pior da crise, no momento, não há uma alternativa concreta. Mas a maior preocupação dos EUA em relação aos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) é que passem a negociar entre si nas suas próprias moedas.

Enquanto os radicais da Festa do Chá fazem os EUA reféns de seu ultradireitismo racista e fascistoide, a superpotência declina.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Obama suspende viagem à Ásia

Diante do impasse com o Congresso para aprovar o orçamento para o ano fiscal iniciado em 1º de outubro de 2013 e o fechamento parcial da máquina federal nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama cancelou hoje a viagem que faria à Ásia, que sempre apresentou como uma prioridade de seu governo.

Obama já havia suspendido as visitas à Malásia e às Filipinas. Agora, decidiu não ir a encontros de cúpula na Indonésia e em Brunei, deixando de comparecer à reunião anual dos líderes do fórum Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC).

 Em entrevista no fim da manhã de hoje, o principal líder oposicionista no Congresso, o presidente da Câmara, deputado John Boehner, recuou de uma afirmação feita ontem por seus assessores que ele vai impedir um calote inédito da dívida pública dos EUA. Isso pode acontecer se a Câmara, dominada pelo Partido Republicano, não aprovar a elevação do teto da dívida até 17 de outubro de 2013.

 Como é a maior arma que tem para pressionar a Casa Branca, Boehner negou responsabilidade pelo fechamento do governo e disse que não quer ver um calote sem declará-lo impossível.

 Os líderes republicanos alegam que o presidente Obama se nega a negociar, mas insistem em vincular a aprovação do orçamento ao adiamento da reforma de saúde aprovada há três anos, quando o Partido Democrata tinha maioria nas duas casas do Congresso dos EUA.

Hoje a ultradireita republicana do movimento Festa do Chá, os teahadists - mistura de tea do chá em inglês com jihadistas, os extremistas muçulmanos - consideram-se no direito de destruir o programa de saúde de Obama, que visa a oferecer cobertura para mais de 40 milhões de americanos pobres sem seguro de saúde.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Obama não cede diante de fechamento do governo

Em rápido pronunciamento no jardim da Casa Branca, o presidente Barack Obama se negou a ceder diante da oposição republicana, que domina a Câmara e exige o adiamento da entrada em vigor da reforma da saúde para autorizar o governo a gastar no ano fiscal iniciado hoje.

Obama acusou "uma facção dentro de um partido em uma das casas do Legislativo" de  "chantagem" e de "cobrar resgate" para exercer sua função, no caso, de pagar dívidas já aprovadas pelo Congresso dos Estados Unidos.

"Este fechamento do governo não tinha de acontecer", afirmou Obama. "Eles fecharam o governo numa cruzada ideológica".

O presidente insistiu em que a reforma da saúde visa a oferecer cobertura para mais de 40 milhões de americanos que não têm seguro-saúde e citou casos de pessoas com câncer que não têm condições de pagar o tratamento.

Como o orçamento não foi aprovado até a meia-noite, a partir de hoje os serviços não essenciais da máquina pública federal dos EUA estão paralisados. Cerca de 800 mil dos 3,3 milhões de funcionários públicos foram aconselhados a ficar em casa.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Governo dos EUA fecha daqui a pouco mais de uma hora

Sem acordo entre a Casa Branca e a oposição republicana, que tem maioria na Câmara dos Estados Unidos, o governo da maior economia do mundo pode ficar sem dinheiro para funcionar daqui a pouco mais de uma hora, quando começa o novo ano fiscal, em 1º de outubro de 2013.

Sob pressão do movimento radical de direita Festa do Chá, os republicanos condicionam a aprovação de um orçamento de emergência para a máquina federal dos EUA não parar ao adiamento da entrada em vigor da reforma de saúde aprovada no primeiro governo Barack Obama.

O presidente fez um último apelo no início da noite. Ele acusou os republicanos de chegarem ao "cúmulo da irresponsabilidade", argumentando que só está pedindo dinheiro para pagar despesas já aprovadas pelo Congresso. Obama advertiu ainda para os riscos de um fechamento do governo e possível calote da dívida pública federal para a recuperação da economia, lembrando que o dólar é moeda de reserva para grande parte do resto do mundo.

Por 54-46, o Senado, dominado pelo Partido Democrata, aprovou uma proposta que mantém o governo funcionando e ignora a decisão da Câmara. Como assessores republicanos disseram que não haverá nova votação na Câmara hoje à noite, não haverá acordo.

Assim, 800 mil dos 3,3 milhões funcionários públicos devem ficar em casa sem receber até o impasse ser resolvido. Os museus federais, parques nacionais e monumentos como a Estátua da Liberdade não vão abrir. Há poucos minutos, o presidente Obama assinou um decreto para garantir o pagamento dos militares e de outros serviços essenciais durante o fechamento do governo federal dos EUA.

Cerca de 44% dos americanos culpam os republicanos pelo impasse e 56% são contra o fechamento do governo, enquanto 33% responsabilizam o presidente e os democratas.

Governo dos EUA pode fechar à meia-noite

Por falta de acordo entre a Casa Branca e o Congresso dos Estados Unidos para aprovar o orçamento para o ano fiscal que começa amanhã, a máquina federal do país pode parar. Se isso acontecer 700 mil funcionários públicos serão orientados a ficar em casa e os serviços não emergenciais serão parados.

A oposição republicana, que domina a Câmara, insiste em condicionar a autorização para o governo continuar gastando ao adiamento por pelo menos um ano da entrada em vigor da reforma de saúde aprovada no primeiro governo Barack Obama para garantir a cobertura de cerca de 40 milhões de americanos que não têm seguro-saúde.

Há 17 anos, no governo Bill Clinton (1993-2001), um desacordo entre a Casa Branca e a maioria republicana na Câmara, na época liderada por Newt Gingrich, levou à paralisação temporária da máquina pública dos EUA. A questão agora é o impacto de um fechamento do governo para a recuperação econômica do país.

Até a meia-noite, os negociadores buscam uma solução, mas está difícil chegar a um acordo. Uma batalha maior está marcada para 17 de outubro, quando o Congresso terá de autorizar a elevação do teto da dívida pública dos EUA.