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domingo, 5 de julho de 2015

Projeções dão vitória ao não na Grécia com 61%

Com mais de um terço dos votos apurados, as projeções do Ministério do Interior da Grécia apontam a vitória do não à proposta dos credores internacionais para renegociar a dívida pública do país com mais de 60%, informou o jornal francês Le Monde. Contados 40% dos votos, o não lidera para 61% a 39%.

É uma vitória para o governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) e uma derrota para as políticas de austeridade fiscal rigorosas impostas pela Alemanha e outros países ricos do Norte da Europa, entre Holanda, a Finlândia e a Dinamarca, para enfrentar a crise das dívidas públicas dos países da periferia da Zona do Euro. O problema começou na Grécia em 2009 e atingiu Portugal, Irlanda, Espanha e Itália. Hoje, está limitado à Grécia.

Desde 2010, a Grécia recebeu uma ajuda de 240 bilhões de euros e a dívida aumentou percentualmente de 130% para 178% do produto interno bruto. É hoje de 340 bilhões de euros. Sob o impacto dos cortes de gastos e aumentos de impostos, o PIB caiu 25%. O desemprego está em 25% e, entre os jovens, em 55%. Não há democracia que resista.

A multidão que se concentra neste momento para a festa da vitória, na Praça Sintagma, diante do Parlamento da Grécia, é majoritariamente jovem. Votou na esperança.

Não lidera com 60% após apuração de 11,5% dos votos na Grécia

Depois da contagem de cerca de 11,5% do total de votos, o não tem 60% contra 40% para o sim no referendo sobre a proposta feita pelos credores para manter o programa de resgate financeiro à Grécia.

O governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) defendeu o voto contra o acordo, denunciando uma "chantagem" dos sócios da União Europeia para impor mais sacrifícios ao povo grego. Sob a alegação de não ter um mandato para aplicar mais medidas de austeridade, o primeiro-ministro Alexis Tsipras convocou o referendo.

A liderança da UE advertiu que um voto não pode levar à saída da Grécia da Zona do Euro e talvez até mesmo do bloco europeu. Amanhã, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, vai a Paris discutir a crise com o presidente da França, François Hollande.

Hollande, um socialista, é a favor de uma manobra política para não excluir a Grécia. Merkel e outros líderes conservadores europeus são contra fazer mais concessões a Tsipras.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Dívida pública da Alemanha cresceu 0,9% em 2014

Apesar do rigor fiscal imposto a si mesma e aos outros países da Zona do Euro, a dívida pública da Alemanha cresceu 0,9% em 2014, fechando o ano em 2,17 trilhões de euros, revelou hoje o Bundesbank, o banco central do país. É a terceira maior dívida bruta do mundo, depois dos Estados Unidos e do Japão.

Mesmo assim, por causa do crescimento do produto interno bruto, estimado em 1,8%, a relação entre a dívida e o PIB alemães caiu de 77,1% para 74,7%. Em 2008, quando começou a crise financeira internacional, estava em 65%.

A meta do governo Angela Merkel é reduzir a dívida pública para 69% do PIB em 2017 e para 60%, o limite estabelecido no pacto de estabilidade para sustentar o euro, até 2024.

As contas públicas da Alemanha apresentaram saldo de 18 bilhões de euros no ano passado.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Grécia aprova orçamento "equilibrado" por pequena margem

Apesar de novos protestos populares contra as medidas de austeridade que o país enfrenta nos últimos seis anos, o Parlamento da Grécia aprovou hoje por pequena margem o orçamento para 2015, evitando a queda do governo do primeiro-ministro conservador Antonis Samaras. Ele alegou que é o primeiro orçamento grego equilibrado em décadas.

De um lado, os credores internacionais e a troika formada pela União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, exigem mais medidas de contenção nos gastos públicos.

Nas ruas de Atenas e de outras cidades gregas, os manifestantes exigem a queda do governo e eleições antecipadas porque programas sociais estão sendo cortados enquanto os salários estão estagnados e o desemprego atinge um quarto da população econômica ativa e a metade dos jovens.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Reino Unido escapa de terceiro mergulho na recessão

Com um pequeno crescimento de 0,3% no primeiro trimestre de 2013, o Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte escapou de uma terceira queda em recessão desde a crise financeira internacional de 2008. Nos últimos três meses do ano passado, a economia britânica tinha encolhido 0,3%, fechando 2012 praticamente estagnada.

A fraqueza é atribuída ao rigoroso programa de cortes de gastos públicos no valor de 83 bilhões de libras em quatro anos anunciado em 2010 pelo ministro das Finanças conservador, George Osborne. Ele voltou a defender sua política de austeridade fiscal.

"Todos nós sabemos que não há respostas fáceis para os problemas acumulados em muitos anos. Não posso prometer que a estrada à frente será suave, mas, ao continuar enfrentando nossos problemas de frente, a Grã-Bretanha está se recuperando e construindo uma economia adequada para o futuro", declarou Osborne.

O escasso crescimento foi atribuído ao setor de serviços, especialmente ao comércio, hotéis e restaurantes.

Desemprego bate recordes na Espanha e na França

A taxa de desemprego bateu novo recorde hoje na Espanha, chegando a 27,16% da população em idade de trabalhar no fim do primeiro trimestre de 2013, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatísticas. Entre os jovens, mais de 50% estão sem emprego.

Mais de 6 milhões de espanhóis estão desempregados, o que aumenta a revolta contra as políticas de austeridade econômica impostas pela Alemanha e outros países do Norte da Europa em troca de ajuda de emergência para sanear o sistema financeiro.

É a pior crise econômica da Espanha desde a morte do generalíssimo Francisco Franco, em 1975, e da subsequente democratização do país. Antes do agravamento da crise, em 2007, o índice de desemprego estava em 8,6%.

Na França, o desemprego está em 10,6% da população em idade de trabalhar. Com 3,224 milhões sem emprego, o total de desempregados bateu em março o recorde de 1997, que era de 3,195 milhões, reporta o jornal Le Monde.

Cerca de 66% dos franceses não acreditam na recuperação do país antes do fim de 2015.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Europeus protestam contra o arrocho fiscal

Em 23 dos 27 países da União Europeia, manifestantes foram às ruas hoje para protestar contra as políticas de cortes de salários, aposentadorias e gastos públicos, e aumentos de impostos, para combater os déficits públicos. Em Portugal, na Espanha e na Grécia, foi um dia de greve geral. Em Lisboa, Madri, Roma e Atenas, houve conflitos com a polícia.

Na Espanha, a segunda greve geral contra o primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy, eleito em 20 de novembro de 2011, terminou com 74 feridos e 142 presos, noticia o jornal El País citando como fonte o Ministério do Interior. Os sindicatos declararam que 76,7% dos trabalhadores aderiram à paralisação. As entidades patronais disseram que foram apenas 12%.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Espanha quer economizar mais 65 bilhões de euros

Para economizar mais 65 bilhões de euros em dois anos e meio, e reduzir o déficit público da Espanha para 6,3% do produto interno bruto neste ano, o primeiro-ministro Mariano Rajoy apresentou hoje seu quarto plano de austeridade fiscal em sete meses de governo.

Entre as medidas, há um aumento de 18% para 21% no imposto sobre valor agregado, equivalente ao imposto sobre circulação de mercadorias e serviços no Brasil, a suspensão do pagamento do bônus de Natal (13º salário) para os funcionários públicos e a redução do auxílio aos desempregados.

Na campanha eleitoral, Rajoy, do conservador Partido Popular, prometera não aumentar impostos, sob o argumento de que diminuiria o consumo e aprofundaria a recessão. A economia da Espanha deve recuar neste ano e no próximo. Mas a queda na arrecadação exigiu um aumento de impostos, observa o jornal The New York Times.

Ao anunciar a decisão, um dia depois que a União Europeia liberou a primeira parcela de 30 bilhões de euros de uma ajuda para recapitalizar os bancos espanhóis, Rajoy não escondeu o pessimismo: "Crescer e gerar empregos não é possível hoje".

Durante a manhã, os mineiros fizeram uma grande manifestação em Madri, no final de uma longa marcha de protesto contra o corte de 65% nos subsídios para o setor onde trabalham. Houve confronto com a polícia. Pelo menos 69 pessoas saíram feridas, mas sem maior gravidade.