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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Total de mortes pela covid-19 no Brasil passa de 115 mil

A cada minuto, um profissional de saúde é contaminado no Brasil pela doença do coronavírus de 2019. Já são mais de 258 mil infectados, informa o Ministério da Saúde. Com mais 679 mortes e quase 21 mil e 500 casos novos registrados na segunda-feira, o Brasil chega a 3 milhões 627 mil casos confirmados e 115 mil 451 mortes pela covid-19. A média de mortes dos últimos sete dias está em 971.

No mundo inteiro, são cerca de 23,6 milhões de casos confirmados, pelo menos 813 mil mortos e 16,3 milhões de pacientes curados. A taxa de mortalidade dos casos encerrados está em 5%.

Os Estados Unidos têm o maior número de casos, mais de 5,7 milhões e mais de 177 mil mortes. Meu comentário:

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Argentina está perto de acordo com FMI para renegociar dívida

A Argentina e o Fundo Monetário Internacional (FMI) chegaram a um acordo para reestruturar a dívida do país, anunciou hoje o jornal Clarín. O governo Alberto Fernández não confirmou os detalhes, mas declarou que há avanços nas negociações com a metade dos investidores em títulos da dívida pública argentina. 

De acordo com a reportagem, a Argentina terá um período de carência de quatro anos sem pagar a dívida para permitir a recuperação da economia do país, a dívida será reduzida em 15 por cento do valor de face e o governo peronista vai se comprometer com um programa de responsabilidade fiscal para equilibrar as contas públicas.

Se o acordo com o FMI for confirmado, será uma garantia para a renegociação com os credores privados da Argentina. O governo Fernández ainda precisa convencer os Estados Unidos, principal acionista do Fundo. Ainda está claro se os credores privados vão aceitar a oferta. 

Antes mesmo de tomar posse em 10 de dezembro, o novo presidente prometeu honrar as dívidas, mas pediu um prazo para reorganizar a economia do país e retomar o crescimento econômico para poder pagar. Meu comentário:

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Exército do Líbano enfrenta milícias xiitas que atacariam manifestantes

O Exército do Líbano impediu as milícias xiitas Hesbolá (Partido de Deus) e Amal (Esperança) de atacar um acampamento no centro de Beirute de manifestantes que protestam contra o governo, o desemprego e a desigualdade social.

A milícia fundamentalista xiita Hesbolá ameaça os manifestantes para manter sua influência sobre o governo. Vai precisar usar mais força para intimidar seus adversários ou terá de aceitar um peso menor dentro do sistema político do país.

Os protestos paralisam o país e o governo desde outubro, quando renunciou o primeiro-ministro sunita Saad al-Hariri. Desde então, os partidos não conseguiram formar um novo governo para fazer as reformas necessárias para enfrentar a crise econômica.

Com dívida pública equivalente a 150% do produto interno bruto, o Líbano está à beira de um calote capaz de agravar ainda mais a crise.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Argentina pede moratória de dívidas de US$ 101 bilhões

Em mais uma crise econômica profunda, a Argentina quer mais tempo para pagar as dívidas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os credores privados, num total de US$ 101 bilhões, mais de R$ 400 bilhões.

A proposta era uma bandeira da campanha da oposição peronista. Diante da fragorosa derrota do presidente Mauricio Macri para a chapa kirchnerista nas eleições primárias realizadas em 11 de agosto e da reação negativa dos mercados, o atual governo resolveu partir para a reestruturação da dívida. 

O novo ministro da Fazenda, Hernán Lacunza, justificou o novo pedido de moratória alegando problemas de liquidez em curto prazo e não dificuldades para pagar em longo prazo. Mas o problema mesmo é o fantasma da volta do peronismo kirchnerista. Meu comentário:
Depois de gastar US$ 3 bilhões na quinta e na sexta-feira para sustentar o peso, o governo argentino impôs o controle de capitais. O Banco Central vai exigir dos exportadores que repatriem o dinheiro de vendas ao exterior e todas as empresas, não somente os bancos, terão de pedir autorização para vender pesos em troca de moedas estrangeiras.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Comissão Europeia rejeita orçamento da Itália

Numa decisão sem precedentes, a Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), rejeitou ontem a proposta de orçamento da Itália. O governo populista adotou um tom de desafio e afirmou que não vai mudar. 

A comissão de Bruxelas viu um "um desvio sem precedentes" das regras sobre déficit e dívida pública do Pacto de Estabilidade e Crescimento aprovado para sustentar a moeda comum europeia, o euro.

O pacto limita o déficit orçamentário em 3% do produto interno bruto e a dívida pública em 60% do PIB. Embora a proposta preveja um déficit de 2,4%, a UE o considera insuficiente para reduzir a dívida pública italiana, de 131% do PIB, hoje em torno de US$ 2,2 trilhões. A promessa feita em junho era de um déficit de 0,8%.

"Lamentamos que a comissão seja pela primeira vez obrigada a exigir de um país da Zona do Euro de rever seus planos orçamentários, mas não há outra opção", declarou o vice-presidente da comissão, Valdis Dombrovskis.

Ele acrescentou: "Violar as regras comuns pode ser tentador à primeira vista, mais num momento ou noutro o peso da dívida nacional é elevado demais. Em 2017, a dívida italiana chegou a 131,2% do PIB. É a segunda maior da UE e uma das mais altas do mundo. Em 2017, era de 37 mil euros por habitante."

Para o vice-primeiro-ministro e ministro do Interior, Matteo Salvini, líder da ultradireitista Liga, "isso não muda nada. Esses senhores da especulação se reassegurem, mas não recuamos. Eles não estão atacando um governo, mas um povo. São coisas que tornam os italianos cada vez mais coléricos e depois se pergunta por que a popularidade da UE é tão baixa."

O governo da Liga e do Movimento 5 Estrelas admite um "diálogo construtivo", mas não abre mão do "orçamento do povo": "Não me surpreende: é o primeiro orçamento italiano redigido em Roma e não em Bruxelas", ironizou Luigi di Maio, líder do M5E.

"Não estamos perto de um limite, mas face a um desvio claro, assumido e reivindicado", observou o comissário europeu de economia, o ex-ministro das Finanças da França Pierre Moscovici.

"A comissão não coloca em questão as prioridades do governo italiano, como por exemplo a luta contra a pobreza. Ela não vai interferir em quaisquer que sejam as escolhas políticas internas", acrescentou o comissário. "O que nos preocupa são as consequências deste orçamento sobre o povo e a economia. Este fardo sufoca a economia italiana."

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Primeiro-ministro afirma que Itália não sai da Eurozona nem da UE

Apesar dos desentendimentos com a União Europeia em torno do orçamento, o primeiro-ministro Giuseppe Conte declarou que o atual governo da Itália não pretende deixar a união monetária europeia nem o bloco europeu.

Conte tenta acalmar os mercados diante das críticas da Comissão Europeia, órgão executivo da UE, e do rebaixamento da nota de crédito da dívida soberana da Itália pela agência de classificação de risco Moody's na sexta-feira passada de Baa2 para Baa3, um nível acima de papel podre ou "lixo".

Quando a dívida de um país perde o grau de investimento, fundos de pensão não podem mais investir nos títulos de sua dívida para não colocar em risco as aposentadorias dos pensionistas. Os juros dos bônus da dívida pública italiana subiram para 3,8%.

Um dia antes, na quinta-feira, o comissário Pierre Moscovici entregou pessoalmente uma carta ao governo de Roma denunciando o "descumprimento particularmente grave das obrigações de política orçamentária previstas no Pacto de Estabilidade e Crescimento" que sustenta o euro.

No orçamento para 2019, o governo populista da Itália, formado pelo Movimento 5 Estrelas e a neofascista Liga, prevê um déficit orçamento de 2,4% do produto interno bruto, de US$ 2,2 trilhões. Isto está dentro do limite de 3% previsto pelo pacto de estabilidade, mas a dívida externa italiana está em 131% do PIB, quando o limite é de 60%.

Até 30 de novembro, a Comissão Europeia precisa decidir se aceita a proposta orçamentária da Itália.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Pedidos de seguro-desemprego caem ainda mais nos EUA

Em meados de outubro, o número de americanos demitidos que pediram seguro-desemprego caiu em 5 mil. Está em 210 mil. É o menor em 49 anos. A taxa de desemprego nos Estados Unidos, medida em outra pesquisa, baixou no mês passado para 3,7%, a menor desde dezembro de 1969.

O presidente Donald Trump tenta atrair para si a glória. A realidade é que a economia cresce sem parar desde junho de 2009, no início do governo Barack Obama, que herdou do republicano George Walker Bush a pior crise econômica desde a Grande Depressão (1929-39). O desemprego cai sem parar desde outubro de 2010.

Trump acelerou a economia com seu grande corte de impostos, que incluiu uma redução da alíquota do imposto de renda das empresas de 35% para 21%. Isto aumentou o déficit para US$ 779 bilhões, uma alta de 17% em relação ao ano passado.

Diante destes números, o presidente pediu ao ministério que corte os gastos públicos para reduzir o desequilíbrio fiscal. O Escritório de Orçamento do Congresso, órgão bipartidário, prevê um aumento de US$ 1,5 trilhão em dez anos na dívida pública, hoje em US$ 21,6 trilhões.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Economia dos EUA cresceu 2,3% em 2017

O produto interno bruto dos Estados Unidos, a soma de todas as riquezas produzidas no país menos as importações, cresceu 2,3% no ano passado, mas sofreu uma desaceleração no último trimestre para um ritmo de 2,6% ao ano, depois de dois trimestres de expansão num ritmo superior a 3% ao ano.

A desaceleração mostra que será um desafio para o presidente Donald Trump manter o crescimento em 3% a 4% ao ano. O governo aposta num aumento do investimento, da produção e do emprego com os cortes de impostos aprovados no fim do ano passado, mas economistas temem um aumento de US$ 1,5 trilhão na dívida pública interna em uma década.

O PIB dos EUA está avançando desde 2009, quando caiu 2,8%. O crescimento foi de 1,5% em 2016 e de 2,9% em 2015.

sábado, 4 de novembro de 2017

Fitch rebaixa nota de crédito da dívida pública da Venezuela

Diante do pedido de renegociação feito na quinta-feira pelo ditador Nicolás Maduro, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou ontem a nota de crédito da dívida soberana da Venezuela de CC para C, por considerar alta a possibilidade de um calote, noticiou hoje o jornal The Latin American Herald Tribune.

O regime chavista da Venezuela pagou em 2 de novembro US$ 1,121 bilhão a investidores que compraram bônus da companhia estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA), mas está devendo mais de US$ 800 milhões de juros.

Em meio à pior crise econômica de sua história, resultado das políticas desastrosas do "socialismo do século 21" e da queda nos preços do petróleo, a Venezuela está falida, com inflação que pode chegar a 1.200% ao ano, queda de quase 20% no produto interno bruto nos últimos dois anos, desabastecimento generalizado e dólar subindo todo o dia no mercado paralelo

Até agora, Maduro vinha honrando os compromissos com o mercado financeiro internacional, mas o calote anunciado chegou. Por incrível que pareça, no país com as maiores reservas mundiais de petróleo, as reservas cambiais em moedas fortes caíram em novembro para US$ 10 bilhões. As dívidas venezuelanas são estimadas entre US$ 100 bilhões e US$ 150 bilhões.

Uma das maiores credoras da Venezuela, a China, manifestou a confiança de que o país honre suas obrigações financeiras depois de reestruturar a dívida. A China e a Rússia sustentam a ditadura de Maduro em face das sanções impostas pelos Estados Unidos.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

S&P rebaixa nota de crédito da China

A agência de classificação de risco Standard &Poor's anunciou hoje o rebaixamento da nota de crédito da dívida pública da China por causa do aumento do endividamento, apesar das promessas do governo de reduzir os riscos financeiros na segunda maior economia do mundo, noticiou o jornal americano The Wall Street Journal.

Foi a terceira grande agência de classificação de risco a rebaixar a China. A Fitch havia reduzido a nota de crédito da China em 2013 e a agência Moody's, em maio de 2017.

A nota chinesa caiu de A+ para AA- por entender que "um longo período de crescimento forte do crédito aumentou os riscos econômicos e financeiros na China". O viés passou de estável a negativo. Isso significa que a S&P vê uma tendência, uma perspectiva, de crescimento da dívida pública chinesa.

No primeiro semestre de 2017, a China cresceu num ritmo de 6,9% ao ano.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

EUA impõem novas sanções à ditadura de Maduro na Venezuela

Para pressionar a ditadura de Nicolás Maduro, os Estados Unidos anunciaram hoje a adoção de sanções que proíbem a compra de novos bônus lançados pelo governo da Venezuela e pela companhia estatal Petroleos de Venezuela (PdVSA). As medidas não atingem o setor de petróleo nem os títulos já emitidos que estão em negociação no mercado.

Com as sanções, cai drasticamente a capacidade da Venezuela e da PdVSA de captar recursos no mercado para refinanciar suas dívidas, aumentando o risco de calote. Até agora, apesar da crise econômica brutal, com queda de 30% no produto interno bruto, inflação prevista para 1.200% neste ano, desabastecimento de mais de 80% dos produtos básicos e 81% vivendo na pobreza, o governo não caloteou suas dívidas.

São as primeiras medidas contra a economia da Venezuela. Desde o início do ano, 30 altos funcionários venezuelanos foram alvo de sanções. Agora, ficaram fora das sanções os bônus de menos de 30 dias da dívida pública e os de menos de 90 dias da PdVSA, que assim poderá comercializar seus produtos.

"Estas medidas são cuidadosamente calibradas para negar à ditadura de Maduro uma fonte crítica de financiamento para manter o poder ilegítimo, proteger o sistema financeiro dos EUA de cumplicidade com a corrupção e o empobrecimento do povo venezuelano e permitir a assistência humanitária", declarou a Casa Branca.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Fed aumenta taxas de juros e anuncia plano para vender ativos

Como era esperado, a Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, aumentou hoje a taxa básica de juros de curto prazo em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 1%-1,25% ao ano. Também anunciou planos para vender títulos que comprou para estimular a economia durante a crise, quando não tinha mais a opção de baixar os juros.

Em dezembro de 2008, o Fed reduziu sua taxa básica para uma faixa de 0-0,25% ao ano. Depois, adotou a política chamada de alívio quantitativo, comprando papéis no mercado financeiro para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e estimular a economia. Acumulou assim US$ 4,5 trilhões em ativos.

Os juros só voltaram a subir em dezembro de 2015. No ano passado, houve mais duas altas. Todas foram de 0,25 ponto percentual, como agora. Hoje, no fim de uma reunião de dois dias, o Comitê do Mercado Aberto do Fed indicou que deve haver novo aumento neste ano.

Ao formular a política monetária, o Fed presta atenção em alguns indicadores principais da economia americana, como a inflação, que está abaixo da meta informal de 2% ao ano; o desemprego, que caiu para 4,3%; e o crescimento.

Em entrevista coletiva no fim do encontro, a presidente do Fed, Janet Yellen, declarou que o Fed "estão monitorando de perto o desenvolvimento da inflação" e alertou: "É importante não ter uma reação exagerada. Os dados sobre inflação podem ser ruidosos."

A venda de títulos no mercado financeiro será feita gradualmente para não afetar a estabilidade. O plano inicial é vender US$ 6 bilhões por mês em bônus da dívida pública do Tesouro dos EUA e US$ 4 bilhões em títulos hipotecários.

Esse volume será aumentado gradualmente até um limite de US$ 30 bilhões por mês em bônus da dívida pública e de US$ 20 bilhões de títulos de hipotecas.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Reino Unido perde nota máxima de crédito da Fitch e da S&P

As agências de classificação de risco Standard & Poor's e Fitch rebaixaram a nota de crédito da dívida pública do Reino Unido do nível máximo, AAA, para AA com perspectiva negativa porque a saída da União Europeia enfraquecerá a estabilidade e a eficácia da política econômica do país.

A libra e as bolsas de valores voltaram a cair hoje. A moeda britânica baixou a US$ 1,31, a menor cotação desde 1985. O euro perdeu 1,19%e vale agora US$ 1,098 porque a Brexit (Britain exit, saída da Grã-Bretanha).

Um índice pan-europeu dos mercados de ações sofreu sua pior queda em dois dias desde 2008. Houve perdas nas bolsas de valores no mundo inteiro: Londres (-2,55%), Frankfurt (-3,02%), Paris (-2,97%), Nova York (-1,5%) e São Paulo (-1,72%). Na Ásia, as bolsas de Tóquio (+2,39%) e de Xangai (+1,45%).

No Brasil, o dólar subiu 0,44% fechando em R$ 3,395.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Parlamento da Grécia aprova reformas fiscal e previdenciária

Todos os 153 deputados da coalizão de governo da Grécia, liderada pela Coligação de Esquerda Radical (Syriza) votaram ontem a favor das reformas do sistema de impostos e da Previdência Social, noticiou o jornal grego Kathimerini. A expectativa é economizar 5,4 bilhões de euros por ano do orçamento público. 

Hoje o ministro das Finanças grego, Euclid Tsakalotos, se encontra com seus colegas da Zona do Euro para discutir novas renegociações e a possibilidade de nova redução da dívida do país. O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Alemanha exigem cortes adicionais de 3 bilhões de euros.

A consequência inevitável foi o reinício das manifestações de protesto na Praça Sintagma, diante do Parlamento da Grécia. Começa mais um verão do descontentamento.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

FMI suspende ajuda a Moçambique por esconder empréstimos

O governo de Moçambique autorizou um empréstimo de mais de US$ 500 milhões a uma empresa estatal. Junto com outros créditos, o total chega a quase US$ 2 bilhões, mais de 10% do produto interno bruto do país africano, o que levou o Fundo Monetário Internacional a suspender a ajuda.

Pela análise do FMI, a dívida pública de Moçambique passou de 39,9% do PIB em 2012 para 50,9% em 2013, 56,6% em 2014 e 73,6% em 2015, caindo ligeiramente para 69,5% neste ano. Essa queda agora está sob suspeita.

A notícia foi divulgada ontem, quando o primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, estava em Washington participando de reuniões, inclusive com a diretora-geral do Fundo, Christine Lagarde.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Argentina paga hoje US$ 12,5 bilhões a "fundos abutres"

A Argentina deve pagar hoje US$ 12,5 bilhões aos últimos credores que rejeitaram o termo de renegociações anteriores da dívida de quase US$ 100 bilhões caloteado em dezembro de 2001, quando a economia do país entrou em colapso com o fim da dolarização da era Carlos Menem (1989-99).

Com o pagamento, a terceira maior economia da América Latina sai finalmente da moratória decretada em meio à sua pior crise financeira.

"A Argentina está de volta", festejou o ministro das Finanças, Alfonso Prat-Gay. Na semana passada, o país voltou ao mercado financeiro vendendo bônus de sua dívida pública no valor de US$ 15 bilhões. A procura superou a oferta.

Mas a normalização da situação econômica depois de anos de déficit fiscal nos governos de Néstor e Cristina Kirchner ainda é um desafio.

Por causa do fim dos subsídios a energia, transportes e alimentos, a inflação pulou para 40% ao ano e 1,5 milhão de pessoas caíram na miséria. Sob protestos do movimento peronista, o governo Mauricio Macri estuda medida para proteger os mais vulneráveis. A lua de mel com o eleitorado acabou.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Senado aprova renegociação da dívida da Argentina

Depois de 12 horas de debate, por 54 a 16, uma ampla maioria de mais de dois terços, o Senado da Argentina aprovou na madrugada de hoje a autorização para o governo Mauricio Macri renegociar parte da dívida pública caloteada na crise da dolarização do peso, em 2001, com os credores que rejeitaram as negociações de 2005 e 2010.

A lei também autoriza o governo argentino a emitir novos títulos de dívida. O acordo com os últimos credores renitentes, rejeitado pelo governo Cristina Kirchner sob o argumento de que são "fundos abutres", reabre o acesso da Argentina ao mercado financeiro internacional.

O governo obteve uma vitória fácil porque a Frente para a Vitória, a aliança kirchnerista se dividiu: de seus 43 senadores, só 16 votaram contra a renegociação com os fundos especulativos, os únicos votos contra a medida.

"Que fique claro que com esta votação que a Argentina é cumpridora dos seus deveres, vai honrar suas obrigações e merece crédito como qualquer país sério", declarou o senador Federico Pinedo, um dos líderes da bancada governista, citado pelo jornal Clarín.

Entre os 27 senadores kirchneristas que votaram a favor, Omar Perotti declarou que fez campanha para Daniel Scioli, o candidato de Cristina, e que sua equipe econômica também pretendia renegociar o que restava da dívida.

Quando a dolarização do peso da era Carlos Menem (1989-99) entrou em colapso, em dezembro de 2001, a Argentina declarou a moratória de uma dívida de US$ 100 bilhões. Depois de duas negociações, em 2005 e 2010, 93% aceitaram trocar os bônus caloteados por outros títulos com redução do valor nominal.

Os outros 7% acabaram sendo comprados por fundos especulativos que entraram na Justiça dos Estados Unidos para exigir pagamento integral. Como ganharam, o governo Cristina Kirchner entrou em moratória ao num cumprir a decisão de um juiz de Nova York.

Macri toma mais uma medida para a Argentina voltar a ser um país normal, mas é alvo de várias críticas por causa dos cortes de subsídios e da demissão de funcionários públicos contratados pelo kirchnerismo. Só no ano passado, teriam sido admitidos 25 mil funcionários que os macristas acusam de não trabalhar.

Em 8 de abril, entra em vigor um reajuste de 100% nas passagens de trens e ônibus na região metropolitana de Buenos Aires. A tarifa de ônibus passa para 6 pesos, mas haverá um tarifa social de 2,70 pesos, enquanto os trens custarão 2 ou 4 pesos, dependendo da linha, com tarifas sociais em 0,90 e 1,80. Daqui a dois meses, o metrô sobe para 7,50 pesos.

Tem direito à tarifa social aposentados, pensionistas, beneficiários de programas sociais, trabalhadores domésticos e ex-combatentes na Guerra das Malvinas.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Déficit público cai mas desemprego aumenta na França

A França terminou 2015 com um déficit orçamentário de 3,5% do produto interno bruto, em vez dos 3,8%, anunciou hoje o Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos). A dívida pública ficou em 95,7% do PIB, bem acima dos 60% recomendados pelo pacto de estabilidade para sustentar o euro. Mas o número de desempregados chegou em fevereiro ao recorde 3,591 milhões, com alta de 1,1% no mês, revelou o Ministério do Trabalho.

Mais de 38,4 mil pessoas perderam o emprego na França no mês passado. Foi mais um golpe no governo socialista, depois de uma leve queda no desemprego em janeiro.

Em 2015, o déficit público foi de 77,4 bilhões de euros ou 3,5% do PIB, depois de registrar 4,8% em 2012 e 4% em 2013 e 2014.

Quando foi eleito, em 2012, o presidente François Hollande prometeu reduzir o desemprego a partir do fim de 2013. Recentemente, disse que não disputaria um segundo mandato, em 2017, se não invertesse a tendência de alta no desemprego.

O partido Os Republicanos, o maior da oposição, acusou o governo de ser "um desastre em matéria de emprego" e "um fracasso contínuo".

No início do ano, Hollande declarou "estado de emergência" contra o desemprego, usando a mesma expressão do combate ao terrorismo.

Uma das propostas do governo é a reforma da legislação trabalhista para facilitar contratações e demissões. Enfrenta resistências no próprio Partido Socialista e entre sindicalistas. Ontem houve mais um protesto de rua para exigir a retirada do projeto. As centrais sindicais convocaram novas manifestações de massa para 31 de março.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Venezuela paga US$ 1,5 bilhão de juros da dívida

O governo da Venezuela pagou ontem na íntegra os juros devidos para os credores de sua dívida pública, no valor de US$ 1,5 bilhão, noticiou a agência Reuters, mas não dissipou as dúvidas do mercado sobre pagamentos maiores devidos pela empresa estatal Petroleos de Venezuela (PdVSA) no fim do ano.

Como o país enfrenta uma recessão de 8% neste ano depois de contração de 10% no ano passado, com inflação prevista pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em 720% em 2016 e desabastecimento generalizado, o governo tentou renegociar os termos da dívida e vendeu reservas em ouro.

As duas iniciativas inquietam o mercado, que já considera o calote inevitável.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Argentina faz acordo com credores que rejeitavam renegociação

A Argentina fez hoje um acordo em Nova York perante a Justiça Federal dos Estados Unidos com credores que não aceitaram renegociações anteriores para pagar US$ 5 bilhões, noticiou a agência Reuters.

Foi mais uma iniciativa do governo Mauricio Macri para levantar as restrições ao acesso da Argentina ao mercado financeiro internacional e atrair capital estrangeiro.

É o fim de um longo exílio financeiro. O país não normalizava plenamente suas relações com o mercado internacional desde o calote de uma dívida de US$ 100 bilhões no fima de 2001, quando desmoronou a dolarização da era Carlos Menem (1989-99).