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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Argentina faz acordo com credores que rejeitavam renegociação

A Argentina fez hoje um acordo em Nova York perante a Justiça Federal dos Estados Unidos com credores que não aceitaram renegociações anteriores para pagar US$ 5 bilhões, noticiou a agência Reuters.

Foi mais uma iniciativa do governo Mauricio Macri para levantar as restrições ao acesso da Argentina ao mercado financeiro internacional e atrair capital estrangeiro.

É o fim de um longo exílio financeiro. O país não normalizava plenamente suas relações com o mercado internacional desde o calote de uma dívida de US$ 100 bilhões no fima de 2001, quando desmoronou a dolarização da era Carlos Menem (1989-99).

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Argentina não faz acordo e calote é iminente

A Argentina não chegou a um acordo com os credores que rejeitaram as renegociações da dívida pública do país em 2005 e 2010 e exigem pagamento integral. O mediador das negociações num tribunal federal de Nova York, nos Estados Unidos, Daniel Pollack, declarou há pouco que o calote é iminente, noticiou o jornal The Wall St. Journal. Como tem dinheiro, a Argentina entra numa "moratória técnica".

Em entrevista no consulado argentino em Nova York, o ministro da Economia, Axel Kicillof, não descartou a possibilidade de um acordo entre bancos privados argentinos e os fundos de investimento para evitar um calote que seria ruinoso para a economia do país, informa o jornal Clarín. A tentativa do setor financeiro argentino de comprar os papéis em mãos dos fundos que rejeitam um desconto tem o apoio do presidente do Banco Central, Juan Carlos Fábrega, e a oposição de Kicillof.

Depois de criticar a decisão como "inadequada", o jovem ministro explicou que a Argentina pediu mais tempo para os credores. Kicillof disse que, "se aceitamos o que pedem, esta demanda se multiplica por cem. O juiz Thomas Griesa quer nos obrigar a fazer um acordo que seria um tremendo erro para o governo argentino." Resta ver o que sairá mais caro: um mau acordo ou o calote?

Kicillof esclareceu que "a posição argentina não mudou em relação ao que foi dito por mim e pela presidente sobre o que estamos dispostos a fazer. Em seguida, enumerou os pontos centrais da Argentina:
  1. "Não fazer nenhum acordo lesivo ao país."
  2. "Defender as negociações exitosas de 2005 e 2010."
  3. "Tomar todas as medidas previstas em nossos contratos com base na lei nacional e internacional."
Quase 93% dos cerca de US$ 100 bilhões de títulos caloteados na crise de 2001-2 foram renegociados com desconto em relação ao valor devido pela Argentina. Os outros detentores de bônus não aceitaram, e alguns fundos de investimento especializados em "papéis podres" compraram os títulos argentinos por um valor irrisório e entraram na Justiça exigindo pagamento integral.

Como as renegociações incluem uma cláusula que oferece aos novos credores as mesmas vantagens de negociações posteriores realizadas até o fim de 2014, se a Argentina pagar o US$ 1,3 bilhão, quem aceitou um desconto pode querer os mesmos termos oferecidos aos fundos especulativos.

Hoje é o prazo final, prorrogado por 30 dias, para a Argentina pagar juros aos novos credores com títulos renegociados. O dinheiro foi depositado, mas o juiz Thomas Griesa bloqueou o pagamento para garantir os direitos dos antigos credores, que teriam direito a receber antes.

Desde o início, o governo Cristina Kirchner indicou claramente a intenção de não se render aos fundos que chama de "abutres". A popularidade da presidente, abalada pela péssima situação da economia, com expectativa de 40% de inflação para este ano, subiu, mas os empresários argentinos estão muito preocupados. O país já está em recessão. O calote só pode tornar a crise ainda pior.

O Brasil também será afetado. As exportações para a Argentina despencaram e o governo deve aumentar o controle de câmbio, com impacto direto sobre a indústria automobilística nacional. Atrasada tecnologicamente, só consegue vender suas carroças para países como o vizinho.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

EUA pedem pena de morte para terrorista de Boston

O Departamento da Justiça dos Estados Unidos vai pedir a pena de morte para Djokhar Tsarnaev, de 20 anos, acusado junto com o irmão Tamerlan de atentado terrorista que matou três pessoas e feriu outras 266 na chegada da Maratona de Boston, em 15 de abril de 2013, informa o jornal The Washington Post.

Tamerlan morreu dias depois, em confronto com a polícia, quando os dois eram perseguidos. Djokhar, hoje com 20 anos, foi denunciado por 30 crimes, inclusive uso de arma de destruição em massa. Pretextou inocência diante de todas as acusações.

"Depois de considerar os fatos relevantes, as leis aplicáveis e as possíveis alegações do conselho de defesa, decidi que os EUA devem pedir a pena de morte neste caso", anunciou em Washington o secretário da Defesa, Eric Holder. "A natureza da conduta no caso e os danos resultantes me compelem a tomar esta decisão."

Sob influência do irmão mais velho, os dois imigrantes de origem chechena, teriam fabricado duas bombas caseiras detonadas em dois pontos diferentes próximos da linha de chegada da maratona pouco mais de quatro horas depois do início da prova, quando estavam chegando os corredores amadores festejados por parentes e amigos.