Mostrando postagens com marcador calote. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador calote. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 23 de Dezembro

 VAN GOGH CORTA ORELHA

    Em 1888, durante uma crise depressiva grave, o holandês Vincent van Gogh, um dos maiores pintores de todos os tempos, corta parte de sua orelha esquerda, em Arles, na França.

Hoje, Van Gogh é celebrado mundialmente como um gênio da pintura. Durante sua vida, só vende um quadro, para seu irmão Theo. É uma alma torturada e um grande artista que luta contra a fome. 

Van Gogh nasce na Holanda em 30 de março de 1853 e só decide se tornar um artista em 1880. Seus primeiros quadros, como Os Comedores de Batatas, são escuros e sombrios. Refletem a miséria dos pequenos agricultores holandeses.

Em 1886, ele vai morar na França com o irmão Theo, um marchand que o apresenta a pintores como Paul Gauguin, Georges Seurat e Camille Pissarro. Van Gogh muda de estilo e passa a usar cores vivas. Em 1888, aluga uma casa em Arles, no Sul da França, para criar uma colônia de artistas. Gauguin fica lá por dois meses.

Durante uma discussão entre os dois, Van Gogh ameaça o amigo com uma faca antes de se mutilar. Van Gogh é hospitalizado em Arles e internado num hospício em Saint Rémy por um ano, um período em que oscila entre a loucura e grande criatividade, em que pinta Íris Noite Estrelada.

Em 27 de julho de 1890, Van Gogh dá um tiro em si mesmo e morre dois dias depois.

CRIMINOSOS DE GUERRA JAPONESES EXECUTADOS

    Em 1948, o almirante e ex-primeiro-ministro Hideki Tojo e outros seis líderes do Japão são enforcados por crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), especialmente o genocídio do povo chinês.

As sentenças do Tribunal de Tóquio são anunciadas em 12 de novembro. Entre os condenados à morte, além de Tojo, estão os generais Iwane Matsui, organizador do Estupro de Nanquim, e Heitaro Kimura, que torturou prisioneiros de guerra. Dezesseis réus pegam prisão perpétua e outros dois penas menores.

Outros 5 mil japoneses são processados por crimes de guerra fora do Japão; 900 são executados.

INVERNO NUCLEAR

    Em 1983, um grupo de cientistas que inclui Carl Sagan publica um ensaio na revista Science intitulado Inverno Nuclear: consequências globais de múltiplas explosões nucleares, advertindo que uma guerra atômica pode cobrir a Terra com uma nuvem de cinza, fumaça e poeira capaz de baixar bastante a temperatura, esfriar e escurecer o planeta.

O ensaio introduz o conceito de inverno nuclear, que poderia ameaçar toda a vida na Terra "quando combinado com a destruição das explosões nucleares, incêndios, chuva radioativa e o aumento da radiação ultravioleta causada pela redução da camada de ozônio. Uma longa exposição ao frio, à escuridão e à radioatividade poderia ser uma séria ameaça aos humanos sobreviventes e outras espécies."

O alerta vem durante o período chamado de Segunda Guerra Fria, que vai da invasão soviética ao Afeganistão, em 1979, à ascensão do líder reformista Mikhail Gorbachev à liderança do Partido Comunista da União Soviética, em março de 1985.

A partir de 1º de novembro de 1983, os Estados Unidos instalam mísseis de curto e médio alcances nos países aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), o que leva a URSS a abandonar negociações de controle de armas.

Sagan, um astrônomo e astrofísico, é acusado de "propaganda" contra a guerra por contestadores da hipótese, mas é evidente que uma guerra nuclear teria efeitos arrasadores.

Em 8 de dezembro de 1987, Gorbachev e o então presidente dos EUA, Ronald Reagan, assinam na Casa Branca, em Washington, o Tratado sobre Forças Nucleares Intermediárias. 

É o primeiro acordo a eliminar toda uma classe de armas atômicas, os mísseis nucleares terrestres de curto e médio alcances (500 a 5,5 mil quilômetros), abandonado em 2019 pelos EUA sob a alegação de que a Rússia o havia violado.

Outros tratados que levaram ao controle de armas e o fim da Guerra Fria, como o Tratado de Mísseis Antibalísticos e o Tratado sobre Forças Convencionais na Europa, caducaram. Resta apenas o Terceiro Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start-3), prorrogado até fevereiro de 2026 no início do governo Joe Biden.

No momento, não existem as menores condições para negociação de novos tratados. O ditador russo, Vladimir Putin, faz uma guerra híbrida contra o Ocidente por causa do apoio à resistência da Ucrânia.

MAIOR CALOTE DA HISTÓRIA

    Em 2001, a Argentina suspende os pagamentos da dívida externa, de cerca de US$ 100 milhões, no maior calote da história.

A hiperinflação é uma herança maldita da última ditadura militar argentina (1976-83). As tentativas do primeiro governo civil de conter a alta de preços fracassam. Com inflação de 200% ao mês, o presidente Raúl Alfonsín (1983-89) entrega o cargo ao sucessor seis meses antes do previsto.

Depois de novas tentativas frustradas, o presidente Carlos Menem (1989-99) nomeia Domingo Cavallo para ministro da Economia, que cria um plano de convertibilidade que torna a cotação do peso argentino igual a um dólar, numa dolarização parcial.

A inflação cai, mas fica sempre acima dos EUA. Em alguns anos, os preços crescem 6% nos EUA e 45% no mesmo período na Argentina. Isto mina a competitividade da economia argentina e reduz a entrada de dólares.

O problema explode no governo Fernando de La Rúa (1999-2001), que mantém uma política econômica na qual não acreditava. Ele chama Cavallo para o governo, mas não adianta. Diante de manifestações de protesto com cerca de 40 mortes, De la Rúa renuncia em 20 de dezembro. A Argentina tem cinco presidentes em duas semanas.

O calote acontece depois de quatro anos de recessão, quando o serviço (juros) da dívida consomem 45% das exportações argentinas, tornando a dívida impagável. O governo acaba com a paridade dólar-peso e a moeda argentina perdeu imediatamente 30% do valor e 75% ao todo .

Com a crise econômica brutal, 58% dos argentinos ficam na pobreza. No governo Néstor Kirchner (2003-7), o ministro Roberto Lavagna negocia a reestruturação da dívida e 93% dos credores aceitam perdas de até 75%. Fundos especulativos rejeitam a renegociação, mas a economia volta a crescer e a Argentina sai da crise por alguns anos.

Até hoje, a Argentina caloteou a dívida pública nove vezes.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Argentina está perto de acordo com FMI para renegociar dívida

A Argentina e o Fundo Monetário Internacional (FMI) chegaram a um acordo para reestruturar a dívida do país, anunciou hoje o jornal Clarín. O governo Alberto Fernández não confirmou os detalhes, mas declarou que há avanços nas negociações com a metade dos investidores em títulos da dívida pública argentina. 

De acordo com a reportagem, a Argentina terá um período de carência de quatro anos sem pagar a dívida para permitir a recuperação da economia do país, a dívida será reduzida em 15 por cento do valor de face e o governo peronista vai se comprometer com um programa de responsabilidade fiscal para equilibrar as contas públicas.

Se o acordo com o FMI for confirmado, será uma garantia para a renegociação com os credores privados da Argentina. O governo Fernández ainda precisa convencer os Estados Unidos, principal acionista do Fundo. Ainda está claro se os credores privados vão aceitar a oferta. 

Antes mesmo de tomar posse em 10 de dezembro, o novo presidente prometeu honrar as dívidas, mas pediu um prazo para reorganizar a economia do país e retomar o crescimento econômico para poder pagar. Meu comentário:

terça-feira, 2 de julho de 2019

Credores cercam regime da Venezuela para cobrar dívidas de US$ 175 bilhões

Com o fracasso da revolta da oposição, os credores perdem a esperança de uma recuperação em curto prazo da economia da Venezuela e tentam cobrar US$ 175 bilhões em dívidas caloteadas e propriedades estatizadas.

A ditadura de Nicolás Maduro prendeu mais um assessor do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino em janeiro, alegando que a reeleição de Maduro foi fraudulenta. O deputado Juan Requesens foi acusado de participar de uma suposta tentativa de assassinar Maduro com um drone em agosto de 2018.

Requesens pertence ao partido do ex-governador Henrique Capriles, candidato da oposição derrotado nas eleições presidenciais de 2012 e 2013. No ano passado, foi impedido de concorrer. Requesens é um dos principais aliados de Guaidó. Por isso, as acusações são vistas como uma jogada da ditadura para justificar a prisão de Guaidó.

Os Estados Unidos, que apoiam Guaidó junto com mais de 50 países, inclusive o Brasil, advertiram o regime chavista a adotar nenhuma medida de força contra Guaidó

Diante do fracasso da tentativa de derrubar Maduro, a oposição está dividida. Guaidó pode não ser reeleito presidente do parlamento em 2020. Sem a expectativa de recuperação econômica que a queda de Maduro traria, os credores tentam recuperar pelo menos parte do dinheiro.

Depois de 20 anos de regime chavista, a Venezuela deve 175 bilhões de dólares em dívidas não pagas e bens desapropriados em nome do chamado socialismo do século 21. Com a renda anual do petróleo em menos de 30 bilhões de dólares, a Venezuela não tem como pagar. Essas dívidas serão mais obstáculos para a recuperação da economia do país. Meu comentário:

Em 1970, a Venezuela tinha a maior renda por pessoa da América Latina. Quando o caudilho Hugo Chávez chegou ao poder, em 1999, era a segunda maior, atrás apenas da Argentina. Desde a morte de Chávez, em 2013, o produto interno bruto caiu pela metade. A inflação deste ano deve chegar a 10 milhões por cento. O desabastecimento é generalizado. O país com as maiores reservas de petróleo do mundo não tem dinheiro para comprar papel higiênico.

Hoje, o Fundo Monetário Internacional, o FMI, estima que a Venezuela vai precisar de 30 bilhões de dólares por ano durante dez anos para recuperar a economia.

Na última década, a Venezuela caloteou a maior parte da dívida externa, especialmente a partir da forte queda nos preços do barril de petróleo, que valia 110 dólares em junho de 2014 e hoje vale 56 dólares.

Sem esperança.de renegociar a dívida em curto prazo, os credores tentam arrestar navios petroleiros, carregamentos de petróleo e instalações petrolíferas no exterior. Mesmo que o regime chavista acabe, as batalhas legais entre os credores e as autoridades venezuelanas devem se arrastar durante anos.

O problema para os credores é que Maduro permanece firme no Palácio de Miraflores com o apoio da cúpula das Forças Armadas.

A maior parte da dívida da empresa estatal Petróleos de Venezuela S. A., a PdVSA, vence nos próximos dez anos. A oposição planeja revitalizar o setor petrolífero cedendo a investidores privados o controle de áreas de exploração de petróleo, mas a herança maldita do chavismo será um setor de energia muito menor do que antes.

A produção de petróleo, que chegou a um pico de 3 milhões de barris por dia, ficou em 730 mil barris por dia em abril e pode cair a 500 mil barris diários até o fim do ano. Em outubro do ano passado, a Justiça Federal dos Estados Unidos autorizou os credores a mover ações contra a Citgo, uma empresa privada com participação da PdVSA que refina o petróleo venezuelano nos Estados Unidos.

Neste ano, o governo Donald Trump congelou todos os bens e ativos da Venezuela nos Estados Unidos, colocando-os à disposição do governo paralelo da oposição, liderado por Guaidó.

A cobrança de juros sobre as dívidas não pagas aumentam ainda mais o total da dívida a ser renegociado pelo futuro governo. Os futuros investidores terão de esperar até que o problema seja resolvido. A PdVSA também não terá condições de levantar capital enquanto não se livrar das obrigações.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Fundos de investimento exigem pagamento de bônus da Venezuela

Cinco fundos de investimentos estão cobrando o pagamento do principal e dos juros de bônus de US$ 1,5 bilhão caloteados pela ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela, noticiou ontem a agência Reuters. 

Esses fundos detêm títulos da dívida pública venezuelana no valor de US$ 380 milhões. A dívida vencida é de US$ 140 milhões.

É o primeiro esforço coordenado de credores para recuperar o valor perdido com o calote da Venezuela. O exemplo deve levar mais credores a exigirem o pagamento e a pedirem o bloqueio de ativos venezuelanos, afetando diretamente as exportações de petróleo e as finanças públicas.

As empresas e os investidores devem apelar a tribunais do exterior para arrestar carregamentos de petróleo e as atividades da companhia estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA), reduzindo ainda mais suas exportações e o fluxo de moedas fortes para o país.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

China vai parar de financiar estatal de petróleo da Venezuela

A companhia estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA) vai cortar as exportações para a China que estavam sendo usadas para pagar financiamentos anteriores e mandar mais petróleo para os Estados Unidos e a Índia, que pagam a vista, noticiou a Argus Media, empresa especializada em informações do setor de energia. Com o calote, a PdVSA deve parar de receber dinheiro chinês para aumentar a produção.

Redirecionar as exportações de petróleo para quem paga a vista é uma solução emergencial de curto prazo para ganhar dinheiro para pagar dívidas, acordos de arbitragem e indenizações judiciais a empresas estrangeiras que tiveram seus negócios na Venezuela estatizados no governo Hugo Chávez (1999-2013).

Até 30 de outubro, a PdVSA tem de pagar US$ 500 milhões de um acordo feito com a ConocoPhillips. Se não cumprir o acordo de arbitragem, corre o risco de ter bens e ativos na região do Mar do Caribe arrestados.

O governo Nicolás Maduro e a PdVSA já deram calotes no valor de US$ 6,4 bilhões em pagamentos devidos no exterior.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Venezuela está oficialmente em calote

A agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou na segunda-feira, 11 de novembro, a nota de crédito das dívidas da Venezuela de curto e longo prazos depois de considerar o país em default (moratória) por não pagar rendimentos de bônus. O Brasil levou o governo Nicolás Maduro ao Clube de Paris, que costuma negociar as dívidas entre governos, pelo não pagamento de US$ 262,5 milhões.

A Venezuela deixou de pagar juros mais de US$ 900 bilhões de juros a investidores em seus bônus. Na sexta-feira, deveria ter pago US$ 81 milhões de bônus da companhia estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA). A Associação Internacional de Trocas (Swaps) e Derivativos estuda a possibilidade de considerar em moratória um pagamento de bônus da PdVSA de US$ 1,161 bilhão.

Até o fim do ano, a Venezuela tem compromissos financeiros de US$ 1,47 bilhões. Em 2018, os vencimentos somam US$ 8 bilhões. As reservas cambiais estão em US$ 9,7 bilhões.

Em Caracas, o regime chavista, que faliu o país com seu "socialismo do século 21", recebeu representantes dos credores para dar início à renegociação de dívidas no valor de US$ 60 bilhões.

Os dois responsáveis pelas negociações, o vice-presidente Tareck El Aissimi, e o ministro da Fazenda estão na lista negra dos Estados Unidos por tráfico de drogas e corrupção. Assim, os bancos americanos podem ser punidos por negociar com eles.

No Conselho de Segurança das Nações Unidas, a embaixadora americana, Nikki Halley, descreveu a Venezuela como "cada vez mais um narco-país".

Depois de falar sozinho durante meia hora, o vice-presidente venezuelana distribuiu chocolate e café aos convidados e encerrou o encontro. Não apresentou nenhum plano. Nenhuma proposta. O regime chavista estaria negociando um grande empréstimo com a Rússia.

Ao todo, as dívidas da Venezuela estão avaliadas entre US$ 100 bilhões e US$ 150 bilhões. Desde agosto, sanções impostas pelo governo Donald Trump impedem a emissão de novos bônus da dívida pública e da PdVSA. Sem trocar os títulos não pagos por novos, não há como reestruturar a dívida

Os EUA impõem uma série de condições para apoiar a renegociação, como a aprovação pela Assembleia Nacional controlada pela oposição e não da Assembleia Nacional Constituinte convocada por Maduro, 100% dominada pelo chavismo, e a libertação de cerca de 400 presos políticos.

A Assembleia Nacional está sob pressão do Palácio de Miraflores para dar um mandato ao governo para renegociar a dívida. Os setores mais radicais da oposição querem aproveitar a oportunidade para encurralar o governo Maduro.

"A única coisa que ele faz é mentir e a principal mentira é essa convocação ao diálogo", reagiu a líder oposicionista María Corina Machado. "O regime necessita de dinheiro e quer obrigar a oposição a negociar para que a Assembleia Nacional lhe refinancie a dívida."

María Corina acreditava que a oposição estava "perto de uma ruptura rumo à transição para a democracia quando impuseram a Constituinte." Ela criticou indiretamente a oposição mais moderada, dizendo que um setor "está disposto a aceitar migalhas e dar tempo à ditadura.""

"Sabemos que o regime está em seu momento de maior fraqueza", acrescentou a ex-deputada. "Submetem o povo à fome e à miséria. É preciso ter coerência. Na Venezuela hoje não há eleições, só exercícios militares. A única realidade é a fome."

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Venezuela anuncia calote e pede renegociação da dívida

Com o país falido pelas políticas desastrosas do "socialismo do século 21", o presidente Nicolás Maduro anunciou hoje à noite na televisão que a Venezuela vai honrar o pagamento de US$ 1,1 bilhão a investidores em bônus da companhia estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA) com vencimento hoje. Mas daqui para a frente pretende renegociar a dívida venezuelana.

Numa economia com inflação de 1.200% ao ano e queda de 15% a 20% no produto interno bruto nos últimos anos, o calote era esperando. A dúvida era quando. O país não tem dinheiro para importar papel higiênico, remédios e alimentos, mas Maduro continuava pagando as dívidas no mercado internacional.

O regime chavista pagou o principal, mas os juros atrasados já somam US$ 826 milhões, de acordo com uma estimativa da corretora Nomura Securities International citada pelo jornal americano The Wall Street Journal.

Sem declarar moratória, o ditador venezuelano avisou que buscar uma "reestruturação voluntária" da dívida do país, estimada em US$ 100 bilhões e US$ 150 bilhões, o que o coloca em conflito direto com os credores num momento em que a Venezuela enfrenta sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos em agosto para a emissão novos títulos que teriam de substituir os atuais.

Maduro nomeou como principal negociador o vice-presidente Tareck El-Aissami. Desde fevereiro, ele está numa lista de pessoas atingidas por sanções, no seu caso, por supostas ligações com o tráfico internacional de drogas.

O presidente da Assembleia Nacional, dominada pela oposição, deputado Julio Borges, declarou no Twitter ser impossível renegociar a dívida porque "ninguém confia no governo".

Borges culpou o ditador e foi citado pelo jornal venezuelano El Nacional: "Maduro é um traidor que endividou a Venezuela e estamos morrendo de fome. Devemos US$ 120 bilhões aproximadamente. Onde está esse dinheiro? Alguém viu? O que se vê é fome, miséria, morte e destruição da indústria nacional."

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Venezuela deu calote de US$ 1 bilhão na Rússia

Enquanto se esforça para cumprir os compromissos com o sistema financeiro internacional, o president Nicolás Maduro dá calote nos aliados. A Venezuela deixou de pagar à Rússia US$ 1 bilhão, forçando o governo Vladimir Putin a revisar o orçamento para 2017, noticiou hoje o jornal Latin American Herald Tribune.

O Comitê de Auditoria da Rússia confirmou o calote a jornalistas russos. A emenda ao orçamento cita a queda de 53,9 bilhões de rublos, cerca de US$ 950 milhões, no ingresso de divisas "associada ao fracasso da República Bolivarista da Venezuela de honrar os termos do protocolo intergovernamental russo-venezuelano nº 23/26, de setembro de 2016."

Por este acordo, a Rússia concordou em renegociar uma dívida de US$ 2,84 bilhões, com o reescalonamento de US$ 530 milhões de 2019 a 2021. Os outros US$ 2,2 bilhões seriam pagos em cinco anos. A primeira parcela, de US$ 362 milhões, era devida em 31 de março de 2017. Não foi paga.

O empréstimo original, de US$ 4 bilhões, foi concedido pela Rússia ao então presidente Hugo Chávez, em 2011, principalmente para a compra de armas e equipamentos militares. O governo russo aceitar renegociar em setembro do ano passado por causa de uma "crise de liquidez" na Venezuela e das "relações de amizade" entre os dois países.

A Venezuela vive a pior crise de sua história independente, com inflação de 900% ao ano, queda de mais de 20% no produto interno bruto nos últimos dois anos e desabastecimento de 80% dos produtos básicos, inclusive remédios e alimentos.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Argentina paga hoje US$ 12,5 bilhões a "fundos abutres"

A Argentina deve pagar hoje US$ 12,5 bilhões aos últimos credores que rejeitaram o termo de renegociações anteriores da dívida de quase US$ 100 bilhões caloteado em dezembro de 2001, quando a economia do país entrou em colapso com o fim da dolarização da era Carlos Menem (1989-99).

Com o pagamento, a terceira maior economia da América Latina sai finalmente da moratória decretada em meio à sua pior crise financeira.

"A Argentina está de volta", festejou o ministro das Finanças, Alfonso Prat-Gay. Na semana passada, o país voltou ao mercado financeiro vendendo bônus de sua dívida pública no valor de US$ 15 bilhões. A procura superou a oferta.

Mas a normalização da situação econômica depois de anos de déficit fiscal nos governos de Néstor e Cristina Kirchner ainda é um desafio.

Por causa do fim dos subsídios a energia, transportes e alimentos, a inflação pulou para 40% ao ano e 1,5 milhão de pessoas caíram na miséria. Sob protestos do movimento peronista, o governo Mauricio Macri estuda medida para proteger os mais vulneráveis. A lua de mel com o eleitorado acabou.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Crescimento será decepcionante em 2016, prevê o FMI

Decepcionante e desigual. Assim será o crescimento em 2016, previu a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, em artigo no jornal de economia alemão Handelsblatt.

A diretora do Fundo aponta vários fatores de desestabilização da economia mundial como a alta dos juros nos Estados Unidos, a desaceleração da economia da China, a fragilidade do sistema financeiro, a queda nos preços internacionais do petróleo, o escasso aumento da produtividade e o envelhecimento da população.

"Os aumentos dos juros e da cotação do dólar vão levar a calotes de empresas e se propagar perigosamente aos bancos e aos Estados Nacionais", advertiu Lagarde.

Para o Brasil, a expectativa é de uma recessão de pelo menos 1%.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Grécia é primeiro país desenvolvido a calotear o FMI

Ao não pagar uma dívida de 1,55 bilhão de euros com vencimento hoje, a Grécia se tornou o primeiro país desenvolvido a dar calote no Fundo Monetário Internacional (FMI), criado depois da Segunda Guerra Mundial para socorrer países com problemas financeiros, evitando que deixassem de pagar suas dívidas e reduzissem o comércio internacional. 

Horas antes, os ministros das Finanças da Zona do Euro rejeitaram um último apelo da Grécia por uma prorrogação do atual programa de ajuda financeira ao país.

Com seu blefe, o governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) rebaixa a Grécia ao nível da Somália, do Sudão e do Zimbábue, países que não honraram suas dívidas com o FMI. 

Depois de várias tentativas frustradas de chegar a um acordo com o Grupo do Euro, o FMI e o Banco Central Europeu, o primeiro-ministro Alexis Tsipras alegou não ter mandato para impor mais cortes de gastos públicos e sacrifícios ao povo grego. Preferiu convocar um referendo sobre o acordo com os credores para 5 de julho de 2015.

Enquanto a Syriza defende o não no referendo, os partidos tradicionais, Socialista e Nova Democracia, pedem ao eleitorado que diga sim para continuar usando o euro como moeda. O governo alega que o não lhe dará mais forças para voltar à mesa de negociações.

Mas as autoridades europeias já deixaram claro que não pretendem renegociar os termos do acordo e Tsipras afirma que não vai aplicar um plano de austeridade. Depois do referendo, a Grécia terá pela frente o colapso financeiro ou a perspectiva de eleições num cenário de terra arrasada.

Agência de classificação de risco rebaixa crédito da Grécia

Diante do calote iminente de uma dívida de 1,55 bilhão de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) com vencimento hoje, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou ontem a nota de crédito da dívida pública da Grécia em mais um nível para CCC-.

"A decisão da Grécia de organizar um referendo sobre a proposta dos credores é um sinal suplementar de que o governo Tsipras privilegiará a política interna em detrimento da estabilidade econômica e financeira, e do pagamento da dívida", declarou em nota a S&P.

Para a agência, há "50% de risco de que a Grécia deixe a Zona do Euro" e dê um calote ainda maior nos credores públicos e privados. Desde os dois acordos de 2010 e 2012, a maioria da dívida pública da Grécia está em poder de governos e instituições intergovernamentais.

Depois do comício de ontem a favor do voto contrário à proposta dos credores no referendo de 5 de julho de 2015, posição defendida pelo governo radical de esquerda da Grécia, hoje há uma manifestação ainda maior em Atenas em defesa da permanência do país na união monetária europeia.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

UE marca cúpula de emergência sobre dívida da Grécia

Depois de mais um fracasso hoje de uma reunião de ministros das Finanças da Zona do Euro, a União Europeia convocou uma conferência de cúpula para que seus líderes decidam na segunda-feira se aceitam as condições da Grécia para o país continuar recebendo ajuda internacional ou se deixarão o governo radical de esquerda grego dar um calote na dívida pública.

Nesta quinta-feira, mais uma vez, os parceiros europeus consideram os planos e pretensões da Grécia inconsistentes e irrealistas. O governo radical de esquerda eleito no fim de janeiro depois de uma depressão econômica de 25% em seis anos prometeu romper com as políticas de cortes de gastos e aumentos de impostos da UE, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE).

O primeiro-ministro Alexis Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) joga duro. Não aceita um amplo programa de privatizações nem mais cortes nas pensões e aposentadorias. Tem o apoio dos sindicatos e das ruas. Mas a economia grega como um todo e especialmente os trabalhadores sofrerão muito caso a Grécia seja forçada a deixar a união monetária europeia.

Sem um acordo ou alguma medida de emergência, espera-se uma corrida aos bancos na segunda-feira. Nos últimos dias, os gregos sacaram mais de dois bilhões de euros com medo de que suas contas sequem ou sejam convertidas em dracmas, a moeda extinta quando a Grécia adotou o euro.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Moody's rebaixa nota de crédito da Venezuela

A agência de classificação de risco Moody's rebaixou ontem a nota de crédito da dívida soberana da Venezuela em dois níveis, de Caa1 para Caa3, com perspectiva estável, por causa das dificuldades econômicas enfrentadas pelo país, agravada pela queda de 57% nos preços internacionais do petróleo nos últimos seis meses.

Para a Moody's, há um risco crescente de calote e o regime chavista não parece inclinado a fazer as reformas necessárias para normalizar a situação da economia, onde o dólar vale 6,30 bolívares fortes no câmbio oficial e até 180 bolívares (fraquíssimos) no mercado paralelo.

Com este distorção no câmbio, a Venezuela, que tem uma das maiores reservas mundiais de petróleo e exportou mais de US$ 1 trilhão desde a primeira posse de Hugo Chávez, em 1999, não tem dinheiro para importar produtos básicos. Os venezuelanos ficam oito horas na fila para comprar arroz, leite, farinha, óleo de cozinha e papel higiênico. A inflação passa de 60% ao anos.

Diante do caos econômicos, empresas de consultoria e análise estratégica prevêem um ano muito difícil e temem um golpe de Estado dentro do próprio regime chavista, onde o descontentamento com o presidente Nicolás Maduro é cada vez maior.

No momento, o regime chavista tenta apresentar o giro internacional de Maduro para pedir dinheiro à China e à Rússia, e implorar sem sucesso aos países árabes que reduzam a produzam menos para aumentar os preços do petróleo. Diante do excesso de oferta, de 2 milhões barris acima da demanda atual, os preços continuam em queda.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Argentina não faz acordo e calote é iminente

A Argentina não chegou a um acordo com os credores que rejeitaram as renegociações da dívida pública do país em 2005 e 2010 e exigem pagamento integral. O mediador das negociações num tribunal federal de Nova York, nos Estados Unidos, Daniel Pollack, declarou há pouco que o calote é iminente, noticiou o jornal The Wall St. Journal. Como tem dinheiro, a Argentina entra numa "moratória técnica".

Em entrevista no consulado argentino em Nova York, o ministro da Economia, Axel Kicillof, não descartou a possibilidade de um acordo entre bancos privados argentinos e os fundos de investimento para evitar um calote que seria ruinoso para a economia do país, informa o jornal Clarín. A tentativa do setor financeiro argentino de comprar os papéis em mãos dos fundos que rejeitam um desconto tem o apoio do presidente do Banco Central, Juan Carlos Fábrega, e a oposição de Kicillof.

Depois de criticar a decisão como "inadequada", o jovem ministro explicou que a Argentina pediu mais tempo para os credores. Kicillof disse que, "se aceitamos o que pedem, esta demanda se multiplica por cem. O juiz Thomas Griesa quer nos obrigar a fazer um acordo que seria um tremendo erro para o governo argentino." Resta ver o que sairá mais caro: um mau acordo ou o calote?

Kicillof esclareceu que "a posição argentina não mudou em relação ao que foi dito por mim e pela presidente sobre o que estamos dispostos a fazer. Em seguida, enumerou os pontos centrais da Argentina:
  1. "Não fazer nenhum acordo lesivo ao país."
  2. "Defender as negociações exitosas de 2005 e 2010."
  3. "Tomar todas as medidas previstas em nossos contratos com base na lei nacional e internacional."
Quase 93% dos cerca de US$ 100 bilhões de títulos caloteados na crise de 2001-2 foram renegociados com desconto em relação ao valor devido pela Argentina. Os outros detentores de bônus não aceitaram, e alguns fundos de investimento especializados em "papéis podres" compraram os títulos argentinos por um valor irrisório e entraram na Justiça exigindo pagamento integral.

Como as renegociações incluem uma cláusula que oferece aos novos credores as mesmas vantagens de negociações posteriores realizadas até o fim de 2014, se a Argentina pagar o US$ 1,3 bilhão, quem aceitou um desconto pode querer os mesmos termos oferecidos aos fundos especulativos.

Hoje é o prazo final, prorrogado por 30 dias, para a Argentina pagar juros aos novos credores com títulos renegociados. O dinheiro foi depositado, mas o juiz Thomas Griesa bloqueou o pagamento para garantir os direitos dos antigos credores, que teriam direito a receber antes.

Desde o início, o governo Cristina Kirchner indicou claramente a intenção de não se render aos fundos que chama de "abutres". A popularidade da presidente, abalada pela péssima situação da economia, com expectativa de 40% de inflação para este ano, subiu, mas os empresários argentinos estão muito preocupados. O país já está em recessão. O calote só pode tornar a crise ainda pior.

O Brasil também será afetado. As exportações para a Argentina despencaram e o governo deve aumentar o controle de câmbio, com impacto direto sobre a indústria automobilística nacional. Atrasada tecnologicamente, só consegue vender suas carroças para países como o vizinho.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Argentina está de novo à beira do calote

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou hoje um pedido da Argentina para derrubar decisões de instâncias inferiores da Justiça americana que teriam interpretado erroneamente os acordos de renegociação da dívida do país e violado sua soberania.

É uma vitória dos credores que não aceitaram acordos anteriores com redução do valor dos títulos caloteados na crise de 2001, quando a dolarização da era Menem (1989-99) entrou em colapso. O valor devido aos credores que entraram com este processo é de US$ 1,3 bilhão, mas, para pagar todos os credores, a Argentina precisa de US$ 15 bilhões e no momento tem reservas de apenas US$ 28 bilhões.

O supremo tribunal americano não aceitou o processo. Não entrou no mérito da questão. Na prática, isso confirma as sentenças anteriores.

Com a posição da Suprema Corte, a Argentina é obrigada a pagar integralmente os títulos não renegociados antes de pagar os credores dos novos bônus emitidos depois da renegociação. Se não pagar, corre o risco de entrar em default com os novos credores.

A decisão preocupa o Fundo Monetário Internacional ao desestimular futuras renegociações de dívida. Quando um país estiver em dificuldades para pagar, os credores podem optar por ir à Justiça em vez de aceitar uma redução no valor de face dos papéis.

Na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, caiu 10%. À noite, a presidente Cristina Kirchner prometeu honrar os pagamentos

terça-feira, 18 de março de 2014

Moody's rebaixa nota de crédito da Argentina

Diante da redução das reservas do país em moedas fortes, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou ontem em um grau a nota de crédito da dívida pública da Argentina. A perspectiva é estável.

Apesar das exportações de soja, as reservas caíram de US$ 52 bilhões para US$ 27,5 bilhões, principalmente em razão do déficit energético, de US$ 8 bilhões em 2013.

"A queda nas reservas e a falta de acesso ao mercado refletem as políticas econômicas insustentáveis que levaram a uma inflação muito elevada, a uma depreciação da moeda, a uma fuga de capitais e a uma estagnação econômica", declarou a agência em nota.

Desde o calote de 2001, a Argentina ainda não acertou as contas com todos os credores. Assim, não tem acesso ao mercado internacional para vender títulos de sua dívida.

Sob pressão do Fundo Monetário Internacional, o ministro da Economia, Axel Kicillof, admitiu ontem que a inflação de fevereiro foi de 3,4% e a acumuladas nos dois primeiros meses de 2014 chegou a 7,2%, informa o jornal Clarín.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Argentina vai à Suprema Corte dos EUA para manter calote

A Argentina entrou com recurso hoje na Suprema Corte dos Estados Unidos para anular uma decisão que a obriga a pagar a dívida caloteada em 2001 a fundos que não aceitaram os termos das renegociações realizadas em 2005 e 2010, noticiaram as agências de notícias Bloomberg e Reuters.

Nos grandes centros financeiros, este é considerado o julgamento do século sobre a reestruturação de dívidas soberanas, a renegociação feita quando um país fica sem condições de pagar, decreta a moratória e tenta renegociar com os credores exigindo descontos. Uma decisão negativa na Justiça pode levar a Argentina a novo calote.

Em 14 de janeiro de 2005, no governo Néstor Kirchner, o ministro da Economia argentina, embaixador Roberto Lavagna, renegociou com sucesso 75% dos US$ 82 bilhões de dólares em títulos caloteados na moratória de 26 de dezembro de 2001.

Naquele ano, diante do colapso da dolarização da era Carlos Menem (1989-99), o presidente Fernando de la Rúa caiu e a Argentina deixou de pagar US$ 93 bilhões em dívidas. O desconto obtido por Lavagna foi de 25% a 35% do valor nominal dos papéis.

Numa segunda etapa, já sob Cristina Kirchner, em 11 de agosto de 2010, o total renegociado chegou a 93%. Até hoje o resto não foi acertado, impedindo a Argentina de voltar plenamente ao mercado internacional para vender títulos de sua dívida pública, uma das razões da atual crise econômica do país.

Desde 2005, os fundos de hedge administrados pela empresa Elliott Management Associates tentam cobrar a dívida argentina na Justiça.

No fim de 2012, um tribunal federal de recursos de Nova York aceitou o argumento de que o país não poderia continuar pagando os juros devidos pelos bônus lançados na reestruturação da dívida sem pagar também os credores que não aceitaram o desconto imposto na renegociação. É o caso dos fundos de hegde e de fundos de pensão italianos.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Obama suspende viagem à Ásia

Diante do impasse com o Congresso para aprovar o orçamento para o ano fiscal iniciado em 1º de outubro de 2013 e o fechamento parcial da máquina federal nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama cancelou hoje a viagem que faria à Ásia, que sempre apresentou como uma prioridade de seu governo.

Obama já havia suspendido as visitas à Malásia e às Filipinas. Agora, decidiu não ir a encontros de cúpula na Indonésia e em Brunei, deixando de comparecer à reunião anual dos líderes do fórum Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC).

 Em entrevista no fim da manhã de hoje, o principal líder oposicionista no Congresso, o presidente da Câmara, deputado John Boehner, recuou de uma afirmação feita ontem por seus assessores que ele vai impedir um calote inédito da dívida pública dos EUA. Isso pode acontecer se a Câmara, dominada pelo Partido Republicano, não aprovar a elevação do teto da dívida até 17 de outubro de 2013.

 Como é a maior arma que tem para pressionar a Casa Branca, Boehner negou responsabilidade pelo fechamento do governo e disse que não quer ver um calote sem declará-lo impossível.

 Os líderes republicanos alegam que o presidente Obama se nega a negociar, mas insistem em vincular a aprovação do orçamento ao adiamento da reforma de saúde aprovada há três anos, quando o Partido Democrata tinha maioria nas duas casas do Congresso dos EUA.

Hoje a ultradireita republicana do movimento Festa do Chá, os teahadists - mistura de tea do chá em inglês com jihadistas, os extremistas muçulmanos - consideram-se no direito de destruir o programa de saúde de Obama, que visa a oferecer cobertura para mais de 40 milhões de americanos pobres sem seguro de saúde.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Presidente da Câmara dos EUA não permitirá calote

Sob intensa pressão da ala mais radical do Partido Republicano a não fazer concessões ao presidente Barack Obama, o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, John Boehner, avisou à bancada oposicionista que não vai permitir um calote da dívida pública federal, informaram há pouco os jornais The New York Times e The Washington Post.

Boehner alertou os radicais de que está disposto a aprovar a ampliação do limite de endividamento do país com votos de republicanos moderados e democratas.

O fechamento parcial da máquina pública federal dos EUA entrou hoje no terceiro dia, causando um prejuízo estimado só na capital, Washington, em US$ 200 milhões por dia. Mas o problema mais sério é a elevação do teto da dívida pública do país, hoje em US$ 16,7 trilhões, limite que deve ser atingido em 17 de outubro de 2013. Sem aumentar este limite, os EUA correm o risco de dar um calote inédito.

Boehner está sendo acusado, inclusive por um editorial do New York Times, de se render à chantagem do movimento radical de direita Festa do Chá, que insiste em derrubar o programa de saúde aprovado no primeiro governo Barack Obama para oferecer cobertura para mais de 40 milhões de americanos que não têm seguro-saúde. Não quer ser responsabilizado também por um calote.

Os ultradireitistas não aceitam a obrigatoriedade de que todo cidadão americano tenha um plano de saúde privado, alegando ser uma medida de caráter socialista, e condicionaram a aprovação do orçamento para o ano fiscal iniciado em 1º de outubro de 2013 ao adiamento da entrada em vigor da reforma por mais um ano. Gostaria de fazer a mesma chantagem para ampliar o teto da dívida.