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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

S&P rebaixa nota de crédito da China

A agência de classificação de risco Standard &Poor's anunciou hoje o rebaixamento da nota de crédito da dívida pública da China por causa do aumento do endividamento, apesar das promessas do governo de reduzir os riscos financeiros na segunda maior economia do mundo, noticiou o jornal americano The Wall Street Journal.

Foi a terceira grande agência de classificação de risco a rebaixar a China. A Fitch havia reduzido a nota de crédito da China em 2013 e a agência Moody's, em maio de 2017.

A nota chinesa caiu de A+ para AA- por entender que "um longo período de crescimento forte do crédito aumentou os riscos econômicos e financeiros na China". O viés passou de estável a negativo. Isso significa que a S&P vê uma tendência, uma perspectiva, de crescimento da dívida pública chinesa.

No primeiro semestre de 2017, a China cresceu num ritmo de 6,9% ao ano.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Moody's rebaixa nota de crédito do Japão

A agência de classificação de risco Moody's rebaixou hoje a nota de crédito da dívida pública do Japão de A1 para Aa3 citando a "incerteza elevada sobre a capacidade do país de reduzir o déficit fiscal", noticiou hoje o jornal americano The Wall St. Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York.

A decisão do primeiro-ministro Shinzo Abe de adiar por 18 meses o aumento de um imposto sobre consumo para conter a desaceleração da economia traz um "risco para a consolidação fiscal e, em longo prazo, à sustentabilidade da dívida e à capacidade de pagar" do país.

O Japão tem a maior dívida pública do mundo como proporção do produto interno bruto, equivalente a 230% de toda a riqueza gerada pelo país num ano. Com o rebaixamento, fica evidente o desafio enfrentado pelo governo Abe, que adotou várias medidas de estímulo para combater a deflação e a estagnação e acelerar o crescimento.

Ao mesmo tempo, "o governo colocou um pé no freio e o outro no acelerador", observou Thomas Byrne, vice-presidente do grupo de risco soberano da Moody's, acrescentou que adiar o aumento do imposto "poderia ter mérito" se o crescimento e a arrecadação de impostos subissem. A perspectiva da dívida japonesa é estável.

domingo, 19 de outubro de 2014

Moody's rebaixa nota de crédito da Rússia

Por causa da baixa expectativa de crescimento, do conflito com a Ucrânia, das sanções internacionais e da fuga de capital, a agência de classificação de risco Moody's baixou na sexta-feira a nota de crédito da dívida pública da Rússia de Baa2 para Baa1.

 O acordo sobre fornecimento de gás natural da Rússia à Ucrânia, anunciado no mesmo dia, não foi suficiente para mudar a perspectiva de crédito. A Rússia tinha cortado o fornecimento de gás por causa de um pagamento atrasado de US$ 5 bilhões. O presidente ucraniano, Petro Porochenko, declarou ontem que pode usar um empréstimo de emergência negociado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para salvar a dívida.

Com o rebaixamento, devem aumentar os juros pagos pelo governo e as empresas russas para tomar empréstimos no mercado financeiro internacional.

terça-feira, 17 de junho de 2014

S&P rebaixa nota de crédito da Argentina

A agência de classificação de risco Standard & Poor's anunciou há pouco a redução da nota de crédito da dívida pública da Argentina de CCC+ para CCC-. Ambas consideram o investimento em papéis argentinos especulação.

A decisão é consequência da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de rejeitar um apelo do governo argentino para derrubar uma sentença de instâncias inferiores que obriga a Argentina a pagar a parte da dívida caloteada em 2001 não renegociada até hoje e da interpretação da agência de que o pronunciamento feito ontem à noite pela presidente Cristina Kirchner indica que ela não pretende pagar.

Pela decisão da Justiça dos EUA, a Argentina é obrigada a pagar primeiro aos antigos credores para só depois pagar os novos credores da dívida renegociada. Cristina prometeu pagar a dívida, mas considerou a sentença uma "extorsão".

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Argentina está de novo à beira do calote

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou hoje um pedido da Argentina para derrubar decisões de instâncias inferiores da Justiça americana que teriam interpretado erroneamente os acordos de renegociação da dívida do país e violado sua soberania.

É uma vitória dos credores que não aceitaram acordos anteriores com redução do valor dos títulos caloteados na crise de 2001, quando a dolarização da era Menem (1989-99) entrou em colapso. O valor devido aos credores que entraram com este processo é de US$ 1,3 bilhão, mas, para pagar todos os credores, a Argentina precisa de US$ 15 bilhões e no momento tem reservas de apenas US$ 28 bilhões.

O supremo tribunal americano não aceitou o processo. Não entrou no mérito da questão. Na prática, isso confirma as sentenças anteriores.

Com a posição da Suprema Corte, a Argentina é obrigada a pagar integralmente os títulos não renegociados antes de pagar os credores dos novos bônus emitidos depois da renegociação. Se não pagar, corre o risco de entrar em default com os novos credores.

A decisão preocupa o Fundo Monetário Internacional ao desestimular futuras renegociações de dívida. Quando um país estiver em dificuldades para pagar, os credores podem optar por ir à Justiça em vez de aceitar uma redução no valor de face dos papéis.

Na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, caiu 10%. À noite, a presidente Cristina Kirchner prometeu honrar os pagamentos

sexta-feira, 25 de abril de 2014

S&P rebaixa crédito da Rússia para um grau acima de lixo

Com a grande fuga de capital no primeiro trimestre por causa das sanções contra a intervenção militar na Ucrânia, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou hoje a nota de crédito da dívida pública da Rússia de BBB para BBB-, um nível acima de lixo, com tendência de queda.

Depois da notícia, a Bolsa de Valores de Moscou caiu 1,5%. O rublo perdeu mais 0,6% do valor, sendo cotado a 35,977 por dólar.

"Na nossa visão, a tensa situação geopolítica entre a Rússia e a Ucrânia a pode levar a significativas saídas de capital doméstico e internacional da economia russa, e assim minar as perspectivas de crescimento, que já eram fracas", justificou em nota a S&P.

Quando os títulos da dívida de um país são rebaixados para a categoria de lixo ou "papéis podres", são considerados de alto risco, especulativos, e não podem ser comprados por fundos de pensão ou previdência privada.

Um novo rebaixamento, para lixo, é improvável por causa do baixo endividamento da Rússia, observou Tim Ash, economista do Standard Bank. "Mas, se a situação na Ucrânia se deteriorar ainda mais, e houver uma fuga de capitais constante e maior pressão sobre a bolsa e o rublo, seria possível."

No primeiro trimestre, a fuga de capitais causou um déficit em conta corrente duas vezes maior do que o saldo comercial russo.

Durante visita ao Japão ontem, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ameaça impor novas sanções se a Rússia desrespeitar ainda mais a soberania ucrianiana. O secretário de Estado americano, John Kerry, acusou a Rússia de não cumprir o acordo feito em Genebra, na Suíça, em 17 de abril de 2014, para "desescalar" a crise.

O presidente russo, Vladimir Putin, e o ministro do Exterior, Serguei Lavrov, acusaram a Ucrânia de "usar o Exército para atacar o seu próprio povo", sugerindo que a Rússia está pronta para intervir e defendê-lo. Putin falou em "crimes graves". Lavrov alegou que "um ataque contra um russo é um ataque contra a Federação Russa. Ambos buscam pretextos para justificar uma invasão.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Grécia levanta 3 bilhões de euros vendendo bônus

Quatro anos depois da falência, o primeiro lançamento de bônus de longo prazo da dívida pública da Grécia foi um sucesso hoje. O país levantou 3 bilhões de euros. A demanda chegou a 20 bilhões e 90% dos pedidos de compra vieram do exterior, principalmente da Europa e dos Estados Unidos, informou o Ministério das Finanças.

Os bancos responsáveis pelo lançamento disseram que os títulos de cinco anos de prazo pagam juros de 4,95%, abaixo das previsões de que chegaria a 5,25% ou até 5,5%.

"É o ponto da virada na crise da dívida soberana", festejou Achilles Risvas, sócio-gerente da empresa Dromeus Capital Management, na Suíça, que participou da operação. É um primeiro passo para a Grécia parar de receber ajuda internacional da União Europeia, prevista para o fim de 2014, mas deve receber ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) por mais algum tempo.

Na manhã desta quinta-feira, uma bomba explodiu no centro de Atenas, perto da sede do Banco Central. Dois telefonemas anônimos a um jornal grego avisaram que um carro-bomba com 75 quilos de explosivos havia sido estacionado diante do banco. A polícia isolou a área imediatamente; 45 minutos depois, a bomba explodiu. Ninguém saiu ferido. Foi um gesto simbólico contra a volta da Grécia ao mercado financeiro internacional.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

S&P rebaixa nota de crédito da Ucrânia

A agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota de crédito da dívida soberana da Ucrânia de CCC para CCC-, com perspectiva negativa.

Para a S&P, a violenta crise política aumentou o risco de que o governo ucraniano não tenha condições de pagar suas dívidas, sobretudo porque não há garantias de que a Rússia vá dar a ajuda de US$ 15 bilhões prometida pelo presidente Vladimir Putin em novembro de 2013, quando a Ucrânia suspendeu negociações para se associar à União Europeia.