Diante do calote iminente de uma dívida de 1,55 bilhão de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) com vencimento hoje, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou ontem a nota de crédito da dívida pública da Grécia em mais um nível para CCC-.
"A decisão da Grécia de organizar um referendo sobre a proposta dos credores é um sinal suplementar de que o governo Tsipras privilegiará a política interna em detrimento da estabilidade econômica e financeira, e do pagamento da dívida", declarou em nota a S&P.
Para a agência, há "50% de risco de que a Grécia deixe a Zona do Euro" e dê um calote ainda maior nos credores públicos e privados. Desde os dois acordos de 2010 e 2012, a maioria da dívida pública da Grécia está em poder de governos e instituições intergovernamentais.
Depois do comício de ontem a favor do voto contrário à proposta dos credores no referendo de 5 de julho de 2015, posição defendida pelo governo radical de esquerda da Grécia, hoje há uma manifestação ainda maior em Atenas em defesa da permanência do país na união monetária europeia.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador agência de classificação de risco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador agência de classificação de risco. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 30 de junho de 2015
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Moody's rebaixa nota de crédito da dívida pública da Rússia
Os bônus da dívida pública do governo da Rússia foram rebaixados pela agência de classificação de risco Moody's de Baa2/Prime-2 (P-2) para Baa3/Prime-3 (P-3), com perspectiva negativa e tendência de nova redução em futuras revisões. A nota é um grau acima de lixo na classificação da Moody's.
A economia russa já estava estagnada quando passou a ser alvo de sanções do Ocidente contra a intervenção militar na Ucrânia. Com a queda de mais de 50% nos preços internacionais do petróleo nos últimos seis meses, a expectativa é de uma forte recessão em 2015.
A economia russa já estava estagnada quando passou a ser alvo de sanções do Ocidente contra a intervenção militar na Ucrânia. Com a queda de mais de 50% nos preços internacionais do petróleo nos últimos seis meses, a expectativa é de uma forte recessão em 2015.
domingo, 19 de outubro de 2014
Moody's rebaixa nota de crédito da Rússia
Por causa da baixa expectativa de crescimento, do conflito com a Ucrânia, das sanções internacionais e da fuga de capital, a agência de classificação de risco Moody's baixou na sexta-feira a nota de crédito da dívida pública da Rússia de Baa2 para Baa1.
O acordo sobre fornecimento de gás natural da Rússia à Ucrânia, anunciado no mesmo dia, não foi suficiente para mudar a perspectiva de crédito. A Rússia tinha cortado o fornecimento de gás por causa de um pagamento atrasado de US$ 5 bilhões. O presidente ucraniano, Petro Porochenko, declarou ontem que pode usar um empréstimo de emergência negociado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para salvar a dívida.
Com o rebaixamento, devem aumentar os juros pagos pelo governo e as empresas russas para tomar empréstimos no mercado financeiro internacional.
O acordo sobre fornecimento de gás natural da Rússia à Ucrânia, anunciado no mesmo dia, não foi suficiente para mudar a perspectiva de crédito. A Rússia tinha cortado o fornecimento de gás por causa de um pagamento atrasado de US$ 5 bilhões. O presidente ucraniano, Petro Porochenko, declarou ontem que pode usar um empréstimo de emergência negociado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para salvar a dívida.
Com o rebaixamento, devem aumentar os juros pagos pelo governo e as empresas russas para tomar empréstimos no mercado financeiro internacional.
Marcadores:
agência de classificação de risco,
conflito,
dívida soberana,
Fuga de capital,
Gás Natural,
Moody's,
nota de crédito,
Rússia,
Sanções,
Ucrânia
sexta-feira, 22 de março de 2013
Fitch põe dívida do Reino Unido em viés negativo
A agência de classificação de risco Fitch ameaça tirar a nota máxima da dívida pública do Reino Unido no próximo mês, dias depois que o ministro das Finanças, George Osborne, admitiu que serão necessários novos cortes nos gastos públicos, além dos 83 bilhões de libras (cerca de R$ 255 bilhões) em quatro anos anunciados no início do atual governo, em maio de 2010.
O mais rigoroso programa de ajuste fiscal da história do país visava exatamente a evitar que o Reino Unido perdesse a nota máxima, AAA. Agora, a Fitch considera "elevada" a probabilidade de um rebaixamento da dívida pública britânica.
Ao apresentar sua proposta orçamentária nesta semana, Osborne admitiu que a recessão dupla enfrentada pelo país diminuiu a arrecadação, tornando necessários novos cortes.
O mais rigoroso programa de ajuste fiscal da história do país visava exatamente a evitar que o Reino Unido perdesse a nota máxima, AAA. Agora, a Fitch considera "elevada" a probabilidade de um rebaixamento da dívida pública britânica.
Ao apresentar sua proposta orçamentária nesta semana, Osborne admitiu que a recessão dupla enfrentada pelo país diminuiu a arrecadação, tornando necessários novos cortes.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Moody's rebaixa crédito do Reino Unido
O Reino Unido perdeu hoje sua nota máxima de crédito da agência de classificação de risco Moody's, que citou a deterioração das contas públicas e a perspectiva de estagnação ou de um crescimento fraco.
A classificação caiu em um nível, de AAA para Aa1.
Em resposta, o ministro das Finanças, George Osborne, defendeu seu programa de cortes de gastos públicos de 83 bilhões de libras em quatro anos para equilibrar as contas públicas, o que jogou o país de volta a recessão. Manter a nota máxima era seu objetivo central.
Para o ex-ministro da Educação Ed Balls, porta-voz da oposição trabalhista para economia e finanças, o governo fracassa ao adotar políticas radicais de cortes de despesas públicas no estilo pregado nos Estados Unidos pelo movimento Festa do Chá.
Como dizia o maior cientista do século 20, Albert Einstein, "a maior insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar um resultado diferente".
A classificação caiu em um nível, de AAA para Aa1.
Em resposta, o ministro das Finanças, George Osborne, defendeu seu programa de cortes de gastos públicos de 83 bilhões de libras em quatro anos para equilibrar as contas públicas, o que jogou o país de volta a recessão. Manter a nota máxima era seu objetivo central.
Para o ex-ministro da Educação Ed Balls, porta-voz da oposição trabalhista para economia e finanças, o governo fracassa ao adotar políticas radicais de cortes de despesas públicas no estilo pregado nos Estados Unidos pelo movimento Festa do Chá.
Como dizia o maior cientista do século 20, Albert Einstein, "a maior insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar um resultado diferente".
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
EUA processam agência de avaliação de risco
O Departamento da Justiça dos Estados Unidos deve pedir hoje abertura de processo contra a agência de classificação de risco Standard & Poor's. A empresa será acusada de ignorar seus próprios padrões ao avaliar os títulos da dívida hipotecária que causaram prejuízos bilionários e foram responsáveis pela pior crise financeira internacional dos últimos 70 anos.
É o primeiro processo contra essas agências na atual crise. A S&P, uma das três grandes agências de classificação de risco, alega estar sendo punida injustamente por não ter previsto a crise, o que quase ninguém conseguiu.
Se for condenada, a S&P terá de pagar multas de mais de US$ 1 bilhão. A agência tirou em 2011 a nota máxima da dívida dos EUA por falta de entendimento entre a Casa Branca e o Congresso para reduzir o déficit orçamentário.
É o primeiro processo contra essas agências na atual crise. A S&P, uma das três grandes agências de classificação de risco, alega estar sendo punida injustamente por não ter previsto a crise, o que quase ninguém conseguiu.
Se for condenada, a S&P terá de pagar multas de mais de US$ 1 bilhão. A agência tirou em 2011 a nota máxima da dívida dos EUA por falta de entendimento entre a Casa Branca e o Congresso para reduzir o déficit orçamentário.
Assinar:
Postagens (Atom)