Apesar dos desentendimentos com a União Europeia em torno do orçamento, o primeiro-ministro Giuseppe Conte declarou que o atual governo da Itália não pretende deixar a união monetária europeia nem o bloco europeu.
Conte tenta acalmar os mercados diante das críticas da Comissão Europeia, órgão executivo da UE, e do rebaixamento da nota de crédito da dívida soberana da Itália pela agência de classificação de risco Moody's na sexta-feira passada de Baa2 para Baa3, um nível acima de papel podre ou "lixo".
Quando a dívida de um país perde o grau de investimento, fundos de pensão não podem mais investir nos títulos de sua dívida para não colocar em risco as aposentadorias dos pensionistas. Os juros dos bônus da dívida pública italiana subiram para 3,8%.
Um dia antes, na quinta-feira, o comissário Pierre Moscovici entregou pessoalmente uma carta ao governo de Roma denunciando o "descumprimento particularmente grave das obrigações de política orçamentária previstas no Pacto de Estabilidade e Crescimento" que sustenta o euro.
No orçamento para 2019, o governo populista da Itália, formado pelo Movimento 5 Estrelas e a neofascista Liga, prevê um déficit orçamento de 2,4% do produto interno bruto, de US$ 2,2 trilhões. Isto está dentro do limite de 3% previsto pelo pacto de estabilidade, mas a dívida externa italiana está em 131% do PIB, quando o limite é de 60%.
Até 30 de novembro, a Comissão Europeia precisa decidir se aceita a proposta orçamentária da Itália.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 22 de outubro de 2018
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
S&P rebaixa nota de crédito da China
A agência de classificação de risco Standard &Poor's anunciou hoje o rebaixamento da nota de crédito da dívida pública da China por causa do aumento do endividamento, apesar das promessas do governo de reduzir os riscos financeiros na segunda maior economia do mundo, noticiou o jornal americano The Wall Street Journal.
Foi a terceira grande agência de classificação de risco a rebaixar a China. A Fitch havia reduzido a nota de crédito da China em 2013 e a agência Moody's, em maio de 2017.
A nota chinesa caiu de A+ para AA- por entender que "um longo período de crescimento forte do crédito aumentou os riscos econômicos e financeiros na China". O viés passou de estável a negativo. Isso significa que a S&P vê uma tendência, uma perspectiva, de crescimento da dívida pública chinesa.
No primeiro semestre de 2017, a China cresceu num ritmo de 6,9% ao ano.
Foi a terceira grande agência de classificação de risco a rebaixar a China. A Fitch havia reduzido a nota de crédito da China em 2013 e a agência Moody's, em maio de 2017.
A nota chinesa caiu de A+ para AA- por entender que "um longo período de crescimento forte do crédito aumentou os riscos econômicos e financeiros na China". O viés passou de estável a negativo. Isso significa que a S&P vê uma tendência, uma perspectiva, de crescimento da dívida pública chinesa.
No primeiro semestre de 2017, a China cresceu num ritmo de 6,9% ao ano.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Moody's rebaixa nota de crédito da dívida pública da Rússia
Os bônus da dívida pública do governo da Rússia foram rebaixados pela agência de classificação de risco Moody's de Baa2/Prime-2 (P-2) para Baa3/Prime-3 (P-3), com perspectiva negativa e tendência de nova redução em futuras revisões. A nota é um grau acima de lixo na classificação da Moody's.
A economia russa já estava estagnada quando passou a ser alvo de sanções do Ocidente contra a intervenção militar na Ucrânia. Com a queda de mais de 50% nos preços internacionais do petróleo nos últimos seis meses, a expectativa é de uma forte recessão em 2015.
A economia russa já estava estagnada quando passou a ser alvo de sanções do Ocidente contra a intervenção militar na Ucrânia. Com a queda de mais de 50% nos preços internacionais do petróleo nos últimos seis meses, a expectativa é de uma forte recessão em 2015.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Moody's rebaixa nota de crédito da Venezuela
A agência de classificação de risco Moody's rebaixou ontem a nota de crédito da dívida soberana da Venezuela em dois níveis, de Caa1 para Caa3, com perspectiva estável, por causa das dificuldades econômicas enfrentadas pelo país, agravada pela queda de 57% nos preços internacionais do petróleo nos últimos seis meses.
Para a Moody's, há um risco crescente de calote e o regime chavista não parece inclinado a fazer as reformas necessárias para normalizar a situação da economia, onde o dólar vale 6,30 bolívares fortes no câmbio oficial e até 180 bolívares (fraquíssimos) no mercado paralelo.
Com este distorção no câmbio, a Venezuela, que tem uma das maiores reservas mundiais de petróleo e exportou mais de US$ 1 trilhão desde a primeira posse de Hugo Chávez, em 1999, não tem dinheiro para importar produtos básicos. Os venezuelanos ficam oito horas na fila para comprar arroz, leite, farinha, óleo de cozinha e papel higiênico. A inflação passa de 60% ao anos.
Diante do caos econômicos, empresas de consultoria e análise estratégica prevêem um ano muito difícil e temem um golpe de Estado dentro do próprio regime chavista, onde o descontentamento com o presidente Nicolás Maduro é cada vez maior.
No momento, o regime chavista tenta apresentar o giro internacional de Maduro para pedir dinheiro à China e à Rússia, e implorar sem sucesso aos países árabes que reduzam a produzam menos para aumentar os preços do petróleo. Diante do excesso de oferta, de 2 milhões barris acima da demanda atual, os preços continuam em queda.
Para a Moody's, há um risco crescente de calote e o regime chavista não parece inclinado a fazer as reformas necessárias para normalizar a situação da economia, onde o dólar vale 6,30 bolívares fortes no câmbio oficial e até 180 bolívares (fraquíssimos) no mercado paralelo.
Com este distorção no câmbio, a Venezuela, que tem uma das maiores reservas mundiais de petróleo e exportou mais de US$ 1 trilhão desde a primeira posse de Hugo Chávez, em 1999, não tem dinheiro para importar produtos básicos. Os venezuelanos ficam oito horas na fila para comprar arroz, leite, farinha, óleo de cozinha e papel higiênico. A inflação passa de 60% ao anos.
Diante do caos econômicos, empresas de consultoria e análise estratégica prevêem um ano muito difícil e temem um golpe de Estado dentro do próprio regime chavista, onde o descontentamento com o presidente Nicolás Maduro é cada vez maior.
No momento, o regime chavista tenta apresentar o giro internacional de Maduro para pedir dinheiro à China e à Rússia, e implorar sem sucesso aos países árabes que reduzam a produzam menos para aumentar os preços do petróleo. Diante do excesso de oferta, de 2 milhões barris acima da demanda atual, os preços continuam em queda.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Moody's rebaixa nota de crédito do Japão
A agência de classificação de risco Moody's rebaixou hoje a nota de crédito da dívida pública do Japão de A1 para Aa3 citando a "incerteza elevada sobre a capacidade do país de reduzir o déficit fiscal", noticiou hoje o jornal americano The Wall St. Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York.
A decisão do primeiro-ministro Shinzo Abe de adiar por 18 meses o aumento de um imposto sobre consumo para conter a desaceleração da economia traz um "risco para a consolidação fiscal e, em longo prazo, à sustentabilidade da dívida e à capacidade de pagar" do país.
O Japão tem a maior dívida pública do mundo como proporção do produto interno bruto, equivalente a 230% de toda a riqueza gerada pelo país num ano. Com o rebaixamento, fica evidente o desafio enfrentado pelo governo Abe, que adotou várias medidas de estímulo para combater a deflação e a estagnação e acelerar o crescimento.
Ao mesmo tempo, "o governo colocou um pé no freio e o outro no acelerador", observou Thomas Byrne, vice-presidente do grupo de risco soberano da Moody's, acrescentou que adiar o aumento do imposto "poderia ter mérito" se o crescimento e a arrecadação de impostos subissem. A perspectiva da dívida japonesa é estável.
A decisão do primeiro-ministro Shinzo Abe de adiar por 18 meses o aumento de um imposto sobre consumo para conter a desaceleração da economia traz um "risco para a consolidação fiscal e, em longo prazo, à sustentabilidade da dívida e à capacidade de pagar" do país.
O Japão tem a maior dívida pública do mundo como proporção do produto interno bruto, equivalente a 230% de toda a riqueza gerada pelo país num ano. Com o rebaixamento, fica evidente o desafio enfrentado pelo governo Abe, que adotou várias medidas de estímulo para combater a deflação e a estagnação e acelerar o crescimento.
Ao mesmo tempo, "o governo colocou um pé no freio e o outro no acelerador", observou Thomas Byrne, vice-presidente do grupo de risco soberano da Moody's, acrescentou que adiar o aumento do imposto "poderia ter mérito" se o crescimento e a arrecadação de impostos subissem. A perspectiva da dívida japonesa é estável.
domingo, 19 de outubro de 2014
Moody's rebaixa nota de crédito da Rússia
Por causa da baixa expectativa de crescimento, do conflito com a Ucrânia, das sanções internacionais e da fuga de capital, a agência de classificação de risco Moody's baixou na sexta-feira a nota de crédito da dívida pública da Rússia de Baa2 para Baa1.
O acordo sobre fornecimento de gás natural da Rússia à Ucrânia, anunciado no mesmo dia, não foi suficiente para mudar a perspectiva de crédito. A Rússia tinha cortado o fornecimento de gás por causa de um pagamento atrasado de US$ 5 bilhões. O presidente ucraniano, Petro Porochenko, declarou ontem que pode usar um empréstimo de emergência negociado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para salvar a dívida.
Com o rebaixamento, devem aumentar os juros pagos pelo governo e as empresas russas para tomar empréstimos no mercado financeiro internacional.
O acordo sobre fornecimento de gás natural da Rússia à Ucrânia, anunciado no mesmo dia, não foi suficiente para mudar a perspectiva de crédito. A Rússia tinha cortado o fornecimento de gás por causa de um pagamento atrasado de US$ 5 bilhões. O presidente ucraniano, Petro Porochenko, declarou ontem que pode usar um empréstimo de emergência negociado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para salvar a dívida.
Com o rebaixamento, devem aumentar os juros pagos pelo governo e as empresas russas para tomar empréstimos no mercado financeiro internacional.
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terça-feira, 9 de setembro de 2014
Moody's rebaixa expectativa para dívida do Brasil
Por causa do baixo crescimento econômico, a agência de classificação de risco Moody's mudou hoje de estável para negativa sua perspectiva para a dívida do governo do Brasil. Isto significa que, se a situação não melhorar, a nota de crédito do país será rebaixada.
"Enquanto outros países da América Latina também registram taxas de crescimento em declínio, a desaceleração econômica do Brasil tem sido mais pronunciada e prolongada", declarou a agência Moody's ao justificar a decisão. Com a queda no investimento e a deterioração nas contas públicas, "o próximo governo vai enfrentar condições econômicas deprimidas", previu a Moody's.
Como aspectos positivos, a agência destacou o volume de reservas cambiais em moedas fortes, a baixa dívida pública externa e a solidez do sistema bancário.
Em março, a agência de classificação de risco Standard & Poor's tinha rebaixado a nota de crédito soberano do Brasil para um grau acima de lixo. Uma avaliação de risco negativa geralmente faz um país e suas empresas pagarem juros mais altos para tomar empréstimos no mercado internacional.
"Enquanto outros países da América Latina também registram taxas de crescimento em declínio, a desaceleração econômica do Brasil tem sido mais pronunciada e prolongada", declarou a agência Moody's ao justificar a decisão. Com a queda no investimento e a deterioração nas contas públicas, "o próximo governo vai enfrentar condições econômicas deprimidas", previu a Moody's.
Como aspectos positivos, a agência destacou o volume de reservas cambiais em moedas fortes, a baixa dívida pública externa e a solidez do sistema bancário.
Em março, a agência de classificação de risco Standard & Poor's tinha rebaixado a nota de crédito soberano do Brasil para um grau acima de lixo. Uma avaliação de risco negativa geralmente faz um país e suas empresas pagarem juros mais altos para tomar empréstimos no mercado internacional.
terça-feira, 18 de março de 2014
Moody's rebaixa nota de crédito da Argentina
Diante da redução das reservas do país em moedas fortes, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou ontem em um grau a nota de crédito da dívida pública da Argentina. A perspectiva é estável.
Apesar das exportações de soja, as reservas caíram de US$ 52 bilhões para US$ 27,5 bilhões, principalmente em razão do déficit energético, de US$ 8 bilhões em 2013.
"A queda nas reservas e a falta de acesso ao mercado refletem as políticas econômicas insustentáveis que levaram a uma inflação muito elevada, a uma depreciação da moeda, a uma fuga de capitais e a uma estagnação econômica", declarou a agência em nota.
Desde o calote de 2001, a Argentina ainda não acertou as contas com todos os credores. Assim, não tem acesso ao mercado internacional para vender títulos de sua dívida.
Sob pressão do Fundo Monetário Internacional, o ministro da Economia, Axel Kicillof, admitiu ontem que a inflação de fevereiro foi de 3,4% e a acumuladas nos dois primeiros meses de 2014 chegou a 7,2%, informa o jornal Clarín.
Apesar das exportações de soja, as reservas caíram de US$ 52 bilhões para US$ 27,5 bilhões, principalmente em razão do déficit energético, de US$ 8 bilhões em 2013.
"A queda nas reservas e a falta de acesso ao mercado refletem as políticas econômicas insustentáveis que levaram a uma inflação muito elevada, a uma depreciação da moeda, a uma fuga de capitais e a uma estagnação econômica", declarou a agência em nota.
Desde o calote de 2001, a Argentina ainda não acertou as contas com todos os credores. Assim, não tem acesso ao mercado internacional para vender títulos de sua dívida.
Sob pressão do Fundo Monetário Internacional, o ministro da Economia, Axel Kicillof, admitiu ontem que a inflação de fevereiro foi de 3,4% e a acumuladas nos dois primeiros meses de 2014 chegou a 7,2%, informa o jornal Clarín.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Moody's muda viés da nota de crédito do Brasil
A agência de classificação de risco Moody's manteve hoje a nota de crédito da dívida pública do Brasil, mas mudou a perspectiva de positiva para estável. Isso significa uma tendência a não melhorar a nota.
Para justificar sua decisão, a Moody's citou o baixo crescimento, o excesso de gastos públicos, a deterioração da dívida pública, que se aproxima de 60% do produto interno bruto, capazes de desequilibrar as contas do governo em médio e longo prazos.
Para justificar sua decisão, a Moody's citou o baixo crescimento, o excesso de gastos públicos, a deterioração da dívida pública, que se aproxima de 60% do produto interno bruto, capazes de desequilibrar as contas do governo em médio e longo prazos.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Moody's rebaixa crédito do Reino Unido
O Reino Unido perdeu hoje sua nota máxima de crédito da agência de classificação de risco Moody's, que citou a deterioração das contas públicas e a perspectiva de estagnação ou de um crescimento fraco.
A classificação caiu em um nível, de AAA para Aa1.
Em resposta, o ministro das Finanças, George Osborne, defendeu seu programa de cortes de gastos públicos de 83 bilhões de libras em quatro anos para equilibrar as contas públicas, o que jogou o país de volta a recessão. Manter a nota máxima era seu objetivo central.
Para o ex-ministro da Educação Ed Balls, porta-voz da oposição trabalhista para economia e finanças, o governo fracassa ao adotar políticas radicais de cortes de despesas públicas no estilo pregado nos Estados Unidos pelo movimento Festa do Chá.
Como dizia o maior cientista do século 20, Albert Einstein, "a maior insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar um resultado diferente".
A classificação caiu em um nível, de AAA para Aa1.
Em resposta, o ministro das Finanças, George Osborne, defendeu seu programa de cortes de gastos públicos de 83 bilhões de libras em quatro anos para equilibrar as contas públicas, o que jogou o país de volta a recessão. Manter a nota máxima era seu objetivo central.
Para o ex-ministro da Educação Ed Balls, porta-voz da oposição trabalhista para economia e finanças, o governo fracassa ao adotar políticas radicais de cortes de despesas públicas no estilo pregado nos Estados Unidos pelo movimento Festa do Chá.
Como dizia o maior cientista do século 20, Albert Einstein, "a maior insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar um resultado diferente".
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Moody's rebaixa nota de crédito da França
A dívida soberana da França perdeu a nota máxima de crédito da agência de classificação de risco Moody's, rebaixada em um grau por causa da baixa expectativa de crescimento econômico do país, que enfrenta sérios desafios estruturais.
O crédito soberano da França caiu de AAA para Aa1. A perspectiva continua negativa, noticia o jornal The Wall St. Journal. A agência Standard & Poor's tinha tirado a nota máxima da dívida pública francesa em janeiro deste ano de 2012.
Segunda maior economia da Europa e quinta do mundo, a França sofreu uma grande queda de produtividade nos últimos anos por não ter feito as reformas econômicas inspiradas pelo capitalismo liberal. Como a Alemanha fez, sob o governo social-democrata de Gerhard Schröder, avançou ainda mais na concorrência direta.
Há pouco, o Relatório Gallois advertiu que o país corre o risco de ficar atrás da Itália e da Espanha, que estão sendo obrigadas a realizar reformas profundas por força da crise para refinanciar suas dívidas públicas. O governo anunciou cortes de 20 bilhões de euros em impostos sobre a folha de pagamento para aumentar a produtividade.
Na edição desta semana, a revista inglesa The Economist descreve a França como "uma bomba-relógio armada no coração da Europa". O ministro das Finanças, Pierre Moscovici, alegou que o governo socialista aprovou o "orçamento mais duro dos últimos 30 anos" para escapar de uma crise de dívida.
Pelos cálculos do ministro, o déficit público francês deve ficar em 4,5% do produto interno bruto em 2012 e cair para o limite de 3% imposto pelo pacto fiscal para sustentar o euro. Outra meta é reduzir o gasto do governo de 56% para 53% do PIB, informa o jornal Financial Times.
O crédito soberano da França caiu de AAA para Aa1. A perspectiva continua negativa, noticia o jornal The Wall St. Journal. A agência Standard & Poor's tinha tirado a nota máxima da dívida pública francesa em janeiro deste ano de 2012.
Segunda maior economia da Europa e quinta do mundo, a França sofreu uma grande queda de produtividade nos últimos anos por não ter feito as reformas econômicas inspiradas pelo capitalismo liberal. Como a Alemanha fez, sob o governo social-democrata de Gerhard Schröder, avançou ainda mais na concorrência direta.
Há pouco, o Relatório Gallois advertiu que o país corre o risco de ficar atrás da Itália e da Espanha, que estão sendo obrigadas a realizar reformas profundas por força da crise para refinanciar suas dívidas públicas. O governo anunciou cortes de 20 bilhões de euros em impostos sobre a folha de pagamento para aumentar a produtividade.
Na edição desta semana, a revista inglesa The Economist descreve a França como "uma bomba-relógio armada no coração da Europa". O ministro das Finanças, Pierre Moscovici, alegou que o governo socialista aprovou o "orçamento mais duro dos últimos 30 anos" para escapar de uma crise de dívida.
Pelos cálculos do ministro, o déficit público francês deve ficar em 4,5% do produto interno bruto em 2012 e cair para o limite de 3% imposto pelo pacto fiscal para sustentar o euro. Outra meta é reduzir o gasto do governo de 56% para 53% do PIB, informa o jornal Financial Times.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Espanha paga juros acima de 7% para rolar dívida
Um dia depois de ter sua nota de crédito rebaixada pela agência Moody's para um nível acima de grau especulativo, a Espanha foi obrigada hoje a pagar juros acima de 7% nos títulos de sua dívida pública, limite considerado insustentável pelo mercado.
Isso pode obrigar o país a pedir ajuda à União Europeia para pagar suas dívidas, além dos 100 bilhões de euros oferecidos no fim de semana para recapitalizar os bancos.
A Itália também está pagando juros altos, acima de 6%, nos bônus de 10 anos.
Na Grécia, o desemprego atingiu novo recorde, de 22,6%, no primeiro trimestre de 2012. Um ano antes, estava em 15,9%.
Isso pode obrigar o país a pedir ajuda à União Europeia para pagar suas dívidas, além dos 100 bilhões de euros oferecidos no fim de semana para recapitalizar os bancos.
A Itália também está pagando juros altos, acima de 6%, nos bônus de 10 anos.
Na Grécia, o desemprego atingiu novo recorde, de 22,6%, no primeiro trimestre de 2012. Um ano antes, estava em 15,9%.
Moody's rebaixa em três graus o crédito da Espanha
A agência de classificação de risco Moody's rebaixou a nota de crédito da Espanha em três níveis, deixando os títulos da dívida pública do país um nível acima do grau especulativo, com perspectiva negativa.
A nota caiu de A3, a classificação atual do Brasil, para Baa3, sob a alegação de que a ajuda de 100 bilhões de euros oferecida pela União Europeia vai aumentar a dívida espanhola e dificultar o acesso da Espanha ao mercado financeiro, além de considerar que o país está em recessão e tem a maior taxa de desemprego da UE, de quase 25%.
A nota caiu de A3, a classificação atual do Brasil, para Baa3, sob a alegação de que a ajuda de 100 bilhões de euros oferecida pela União Europeia vai aumentar a dívida espanhola e dificultar o acesso da Espanha ao mercado financeiro, além de considerar que o país está em recessão e tem a maior taxa de desemprego da UE, de quase 25%.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Moody's põe 114 bancos europeus em viés negativo
A agência de classificação de risco Moody's colocou em revisão hoje as notas de crédito de 114 instituições financeiras de 16 países europeus afetados pela crise das dívidas públicas, com perspectiva negativa.
Entre os bancos sujeitos a ter o crédito rebaixado, estão pesos-pesados como o Deutsche Bank e o Commerzbank, da Alemanha; Barclay's, HSBC e RBS, do Reino Unido; BNP Paribas, Crédit Agricole e Société Générale, da França; UniCredito, da Itália; ING, da Holanda; e Santander, da Espanha, informa o jornal The Wall St. Journal.
Estes bancos detêm uma grande parcela dos títulos da dívida soberana de países com dificuldades de pagar.
Entre os bancos sujeitos a ter o crédito rebaixado, estão pesos-pesados como o Deutsche Bank e o Commerzbank, da Alemanha; Barclay's, HSBC e RBS, do Reino Unido; BNP Paribas, Crédit Agricole e Société Générale, da França; UniCredito, da Itália; ING, da Holanda; e Santander, da Espanha, informa o jornal The Wall St. Journal.
Estes bancos detêm uma grande parcela dos títulos da dívida soberana de países com dificuldades de pagar.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Moody's rebaixa seis países europeus
A agência de classificação de risco Moody's anunciou no início da noite o rebaixamento da nota de crédito soberano de seis países europeus, os mais afetados pela crise das dívidas públicas depois da Grécia - Itália, Espanha e Portugal -, Eslováquia, Eslovênia e Malta.
O Reino Unido, a França e a Áustria foram colocados em perspectiva negativa, sinal de que podem ter seu crédito rebaixando dentro de um ano.
Em Londres, a reação do governo britânico foi declarar que isto mostra a necessidade de atacar o endividamento público. Para o porta-voz da oposição trabalhista para questões econômicas, Ed Balls, é o resultados de cortes de gastos e aumentos de impostos abruptos, que abortam a recuperação do país.
O Reino Unido, a França e a Áustria foram colocados em perspectiva negativa, sinal de que podem ter seu crédito rebaixando dentro de um ano.
Em Londres, a reação do governo britânico foi declarar que isto mostra a necessidade de atacar o endividamento público. Para o porta-voz da oposição trabalhista para questões econômicas, Ed Balls, é o resultados de cortes de gastos e aumentos de impostos abruptos, que abortam a recuperação do país.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Moody's rebaixa crédito de três bancos franceses
A agência de classificação de risco Moody's reduziu hoje a nota de crédito de três grandes bancos franceses, BP-Paribas, Société Générale e Crédit Agricole, citando problemas de liquidez e a dificuldade em levantar capital no mercado, informa a agência de notícias Reuters.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Moody's adverte para risco de toda a Europa
A agência americana de classificação de risco Moody's advertiu ontem à noite que a atual crise das dívidas públicas ameaça as notas de crédito de todos os países da Europa. Depois de alertar a França de que pode perder sua nota máxima, a Moody's declarou que mesmo as economias mais sólidas como Alemanha, Áustria, Finlândia e Holanda estão sob risco de rebaixamento.
Para a agência, a Zona do Euro deve sobreviver se o calote da Grécia for o único, mas a Moody's faz uma ressalva: "Enquanto a Eurozona em seu conjunto possui uma força econômica e financeira enorme, a fraqueza de suas instituições continua entravando uma solução da crise e pesando sobre as notas. Na ausência de medidas políticas que estabilizem a situação dos mercados em curto prazo, o risco de crédito vai continuar a subir".
Pior ainda: um "grande acontecimento negativo", como um novo calote ou a falência de um grande banco, poderia gerar consequências "devastadoras" para toda a economia mundial, jogando na recessão outros países ricos como o Japão e os Estados Unidos.
Neste caso, haveria sério risco das dívidas de países da Eurozona serem rebaixadas a "lixo", aumentando a probabilidade de ruptura da união monetária com repercussões negativas para toda a União Europeia e o resto do mundo, noticia o jornal francês Le Monde.
Para a agência, a Zona do Euro deve sobreviver se o calote da Grécia for o único, mas a Moody's faz uma ressalva: "Enquanto a Eurozona em seu conjunto possui uma força econômica e financeira enorme, a fraqueza de suas instituições continua entravando uma solução da crise e pesando sobre as notas. Na ausência de medidas políticas que estabilizem a situação dos mercados em curto prazo, o risco de crédito vai continuar a subir".
Pior ainda: um "grande acontecimento negativo", como um novo calote ou a falência de um grande banco, poderia gerar consequências "devastadoras" para toda a economia mundial, jogando na recessão outros países ricos como o Japão e os Estados Unidos.
Neste caso, haveria sério risco das dívidas de países da Eurozona serem rebaixadas a "lixo", aumentando a probabilidade de ruptura da união monetária com repercussões negativas para toda a União Europeia e o resto do mundo, noticia o jornal francês Le Monde.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Gregos enfrentam a polícia nas ruas de Atenas
Um dia depois da agência de classificação de risco Moody's rebaixar em dois graus o crédito da Espanha, a Grécia enfrenta uma greve geral de 48 horas contra novas medidas de austeridade em votação no Parlamento para que o país receba uma parcela de 8 bilhões de euros de um empréstimo no total de 110 bilhões de euros para evitar um calote na dívida pública grega.
Apesar da violência, as principais bolsas da Europa fecharam em alta.
No fim, o Parlamento aprovou mais um plano de ajuste fiscal. Com 295 deputados em plenário, os 154 representantes do Partido Socialista Pan-Helênico (Pasok, do grego) votaram a favor.
O plano prevê cortes de 14,32 bilhões de euros nos gastos públicos e aumentos de impostos de 14,09 bilhões de euros nos próximos cinco anos. A Grécia ainda pretende levantar 50 bilhões de euros com privatizações.
A greve geral continua amanhã.
Apesar da violência, as principais bolsas da Europa fecharam em alta.
No fim, o Parlamento aprovou mais um plano de ajuste fiscal. Com 295 deputados em plenário, os 154 representantes do Partido Socialista Pan-Helênico (Pasok, do grego) votaram a favor.
O plano prevê cortes de 14,32 bilhões de euros nos gastos públicos e aumentos de impostos de 14,09 bilhões de euros nos próximos cinco anos. A Grécia ainda pretende levantar 50 bilhões de euros com privatizações.
A greve geral continua amanhã.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Agências rebaixam Itália, Espanha e 21 bancos
A agência de classificação de risco Fitch rebaixou agora há pouco o rebaixamento de nota de crédito da Itália e da Espanha, enquanto a Moody's rebaixou o crédito de 21 bancos, nove portugueses e 12 britânicos.
Enquanto a Itália caiu um grau, de AA- para A+, a nota da Espanha baixou dois graus, de AA+ para AA-. Ambas têm perspectiva negativa.
O rebaixamento pode dificultar o acesso a crédito e obrigar a pagar taxas de juros mais altos. Isso não aconteceu com os Estados Unidos, que perderam há dois meses sua nota máxima na avaliação da S&P.
A Itália está sendo obrigada a pagar juros de 5,5% ao ano nos seus títulos da dívida pública com 10 anos de prazo, acima dos 5% pagos pela Espanha, num sinal da desconfiança crescente do mercado em relação à dívida italiana.
Enquanto a Itália caiu um grau, de AA- para A+, a nota da Espanha baixou dois graus, de AA+ para AA-. Ambas têm perspectiva negativa.
O rebaixamento pode dificultar o acesso a crédito e obrigar a pagar taxas de juros mais altos. Isso não aconteceu com os Estados Unidos, que perderam há dois meses sua nota máxima na avaliação da S&P.
A Itália está sendo obrigada a pagar juros de 5,5% ao ano nos seus títulos da dívida pública com 10 anos de prazo, acima dos 5% pagos pela Espanha, num sinal da desconfiança crescente do mercado em relação à dívida italiana.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Moody's rebaixa crédito da dívida da Itália
Quinze dias depois da Standard & Poor's, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou hoje a nota de crédito da dívida pública da Itália em três pontos, de Aa2 para A2, com perspectiva negativa apontando como razão "um aumento significativo no risco de financiamento de longo prazo na Zona do Euro.
O primeiro-ministro Silvio Berlusconi comentou que a medida era esperada. Ele prometeu trabalhar duro para implementar as metas de ajuste fiscal anunciadas há poucas semanas e lembrou que a proposta orçamentária italiana foi aprovada pela Comissão Europeia.
Além da dívida pública, as notas de crédito dos bancos da Itália também devem ser rebaixadas nos próximos dias. Esse rebaixamento vai dificultar ainda mais a situação da Itália. Seu governo e seus bancos terão mais dificuldades para tomar empréstimos e terão de pagar mais caro pelo dinheiro.
O primeiro-ministro Silvio Berlusconi comentou que a medida era esperada. Ele prometeu trabalhar duro para implementar as metas de ajuste fiscal anunciadas há poucas semanas e lembrou que a proposta orçamentária italiana foi aprovada pela Comissão Europeia.
Além da dívida pública, as notas de crédito dos bancos da Itália também devem ser rebaixadas nos próximos dias. Esse rebaixamento vai dificultar ainda mais a situação da Itália. Seu governo e seus bancos terão mais dificuldades para tomar empréstimos e terão de pagar mais caro pelo dinheiro.
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