Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
quarta-feira, 8 de março de 2023
Biden está sob pressão para atacar cartéis de drogas do México
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022
Brasil volta a registrar mais de 900 mortes num dia
Mais 946 pessoas perderam a vida e 188.552 pegaram o coronavírus de 2019 no Brasil nesta quarta-feira, agora na versão ômicron. Foi o maior número de mortes num dia desde agosto. Ao todo, na pandemia, o país soma 25.813.685 casos confirmados e 629.078 vidas perdidas.
Nenhum estado apresentou tendência de queda nas mortes, o que não acontecia desde 12 de janeiro de 2021. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu 178% em duas semanas para 653. A média de casos novos cresceu 63% em duas semanas para 179.962, mas caiu pelo segundo dia seguido, num sinal de que a onda da ômicron pode estar perto do pico.
No mundo, já são 384.430.061 casos confirmados e 5.699.331 mortes. Mais de 305 milhões de pacientes se recuperaram, 76,3 milhões enfrentam casos suaves ou médios e 91.797 estão em estado grave.
Os Estados Unidos registraram mais 304.980 casos e 3.317 mortes nesta quarta, chegando a um total de 75.675.364 confirmados e 894.211 óbitos, os recordes nacionais na pandemia.
A média diária de casos novos dos últimos sete dias recuou 49% em duas semanas para 385.425, refletindo o declínio da onda da ômicron nos EUA. O total de hospitalizados caiu 14% em duas semanas para 136.753. A média de mortes teve alta de 39% em duas semanas para 2.636 por dia.
A secretária do Exército dos EUA, Christine Wormuth, anunciou que vai começar a dispensar soldados que não se vacinaram. A determinação é do presidente Joe Biden e do secretário da Defesa, Lloyd Austin, é de agosto. Cada arma decide seus prazos.
O Exército deu prazo até 15 de dezembro para os soldados completaram a imunização. Os soldados da Guarda Nacional tem prazo até 30 de junho. "A prontidão do Exército depende de soldados preparados para treinar, ser mobilizados, lutar e ganhar guerra", declarou Wormuth em nota.
O Reino Unido, onde o contágio pela ômicron está em queda, notificou mais 88.085 casos e 534 mortes, o maior número de óbitos em quase um ano, desde o fim de fevereiro do ano passado.
A Áustria começou a multar não vacinados em até 3,6 mil euros, quase R$ 21,4 mil. A polícia vai exigir certificado de vacina em locais públicos e em blitze de trânsito. A lei fica em vigor até 2014.
Na França, o ministro da Saúde, Olivier Veran, anunciou que o passe da vacina será exigido enquanto os hospitais tiverem de adiar cirurgias não emergenciais para tratar pacientes de covid-19.
A Turquia bateu novo recorde, com 110.682 casos novos em 24 horas. As mortes foram 217, elevando o total para mais de 87 mil.
Sob intensa pressão, a Nova Zelândia reabre o país em 27 de fevereiro para neo-zelandeses vacinados que estiverem na Austrália. Os vacinados que estejam em outros lugares podem voltar a partir de 13 de março. Todos deverão se submeter a 10 dias de isolamento.
Mais de 10,12 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,82 bilhões de pessoas (61,24% da população mundial) tomaram ao menos uma dose, mas só 10% nos países pobres. Mais de 54% da humanidade completaram a vacinação e 13% receberam a dose de reforço.
A China lidera a imunização com mais de 3 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia com 1,67 bilhão. Nos EUA, 250,4 milhões tomaram ao menos uma dose, 212,1 milhões (63,8% da população norte-americana) completaram a vacinação e 88,5 milhões receberam a dose extra.
O Brasil deu a primeira dose a 165,8 milhões de pessoas, mais de 150,4 milhões (70,52% da população brasileira) completaram a vacinação e 48,45 milhões tomaram a dose de reforço, num total de mais de 364,6 milhões de doses aplicadas.
Para conter a inflação, que passou de 10% em 2021, o Comitê de Política Monetária do Banco Central aumentou a taxa básica de juros em 1,5 ponto percentual, de 9,25% para 10,75% ao ano, a maior em quase cinco anos, e sinalizou que o próximo aumento será menor. O mercado espera uma taxa básica de 13% no fim do ano. A expectativa de crescimento para 2022 está em 0,3%.
Depois de dois anos de queda (-1,1% em 2019 e -4,4% em 2020), a indústria nacional cresceu 3,9% em 2021, mas ainda não voltou ao nível pré-pandemia.
A inflação na Zona do Euro bateu novo recorde em janeiro: 5% ao ano. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, não tem a intenção de propor uma alta de juros neste ano. Espera que a inflação ceda ao longo do ano fique dentro da meta, de 2% ao ano.
Uma grande banda de folk-rock dos anos 1960 e 1970 voltou a se unir por uma causa. David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash e Neil Young retiraram suas músicas do Spotify em protesto contra as mentiras sobre a pandemia e o terrorismo contra vacinas no podcast de Joe Rogan. A empresa perdeu bilhões de dólares em valor de mercado e pode enfrentar uma campanha de boicote.
sexta-feira, 6 de março de 2020
EUA geram 273 mil empregos a mais do que fecham em dois meses seguidos
O dado de janeiro foi revisado para cima, de 225 para 273 mil, o mesmo de fevereiro. Os economistas esperavam um ganho de 175 mil postos de trabalho e a manutenção do índice de desemprego em 3,6%. Os salários cresceram a uma taxa de 3% nos últimos 12 meses, um pouco abaixo dos 3,1% registrados em janeiro.
Este resultado surpreendente agradou sobretudo ao presidente Donald Trump, que luta pela reeleição em 3 de novembro. É um dos melhores relatórios de emprego, mas sua influência positiva está sendo neutralizado pelo temor dos investidores diante da epidemia do novo coronavírus.
"É relevante no sentido de mostrar que a economia dos EUA estava robusta antes, mas não diz nada sobre o futuro", comentou Gregory Daco, economista sênior da empresa Oxford Economics. Michelle Meyer, diretora de EUA na corretora Bank of America Securities, considera uma indicação de que a economia tem mais condições de absorver o choque de uma pandemia.
A saúde, assistência social, serviços de alimentação e bares lideraram as contratações. O governo federal contribuiu com 7 mil empregos temporários para fazer o Censo de 2020.
O mercado espera novas medidas do Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos EUA. Na terça-feira, o Fed fez o primeiro corte de juros emergencial desde outubro de 2008, no auge da Grande Recessão. A baixa foi de meio ponto percentual, para uma faixa de 1% a 1,25% ao ano.
Com a contração da economia da China, a segunda maior do mundo, no primeiro trimestre do ano, reduzindo a demanda e o fornecimento de insumos essenciais, os EUA devem sentir o impacto da epidemia do coronavírus em março.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
EUA tiveram saldo de mais 225 mil empregos em janeiro
Com a revisão para cima dos dados de novembro e dezembro, nos últimos três meses, a economia dos Estados Unidos criou em média 211 mil empregos a mais do que fechou. Os salários cresceram em média 3,1% ao ano, em comparação com 3% em dezembro. O salário médio subiu 7 centavos para US$ 28,44 por hora.
O desemprego baixo aumenta a procura por bens de valores mais altos, observou Robert Jones, presidente da American Sale, uma loja especializada em produtos para recreação em casa, como piscinas infláveis e trampolins: "Quando a demanda aumenta, você precisa fazer mais, então precisa de mais gente."
Depois de cortar a taxa básica de juros três vezes no ano passado, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a direção do banco central dos EUA, manteve a taxa na reunião da semana passada.
Em janeiro, a indústria manufatureira cortou vagas, mas a construção civil, a saúde, a estocagem e os transportes contrataram mais. No ano passado, o saldo foi de 2,096 milhões de empregos.
De olho na reeleição em 3 de novembro, no Discurso sobre o Estado da União, o presidente Donald Trump reividicou toda a responsabilidade pela recuperação da economia, que começou no governo Barack Obama. Na média mensal, foram criados mais empregos sob Obama.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2020
Bolsa de Nova York bate recorde com novo relatório sobre emprego
Ao todo, o saldo foi de 2,11 milhões de empregos em 2019. A média dos salários subiu em 2,9% ao ano, o menor ritmo desde julho de 2018. Pode não ser uma boa notícia para os trabalhadores, mas indica que o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, não vai precisar elevar a taxa básica de juros.
Durante todo o ano passado, houve um ritmo forte de contratações em setores de serviços como saúde e hotelaria, entre outros. Houve um esfriamento na indústria manufatureira, transportes, armazenagem e construção civil.
A expansão do mercado de trabalho é um dos argumentos centrais da campanha de reeleição do presidente Donald Trump.
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
Fed reduz taxa básica de juros e indica que será último corte neste ciclo
Apesar do desemprego baixo, de aumento dos salários e de consumo pessoal em bom nível, o Fed cortou três vezes sua taxa básica desde julho, numa redução de 0,75 ponto percentual. Mas indicou que deve ser o último corte neste ciclo.
Quando o Comitê de Mercado Aberto se reuniu ontem, o Departamento do Comércio revelou que o investimento das empresas caiu 3% em 12 meses, o pior índice desde a recessão industrial de 2015 e 2016 nos EUA. O aumento do consumo pessoal se desacelerou, mas registrou alta de 2,9% num ano.
Hoje o Departamento do Comércio anunciou que o produto interno bruto americano cresceu no terceiro trimestre deste ano num ritmo anual de 1,9%. No segundo trimestre, a expansão foi de 2% ao ano.
"O PIB do terceiro trimestre reafirma a visão do Fed de que, enquanto o mercado de trabalho e o consumo continuam fortes, o investimento e as exportações permanecem fracos e continuam a representar risco de baixa para a perspectiva econômica", comentou a economista Ellen Zentner, do banco Morgan Stanley.
Trump está pressionando o Fed a baixar os juros para compensar o impacto de sua guerra comercial com a China, numa interferência sem precedentes na história recente sobre uma instituição com independência operacional.
Para o analista Brian Coulton, da agência de classificação de risco Fitch, "os danos da guerra comercial estão claramente visíveis nos números dos investimentos das empresas, que mostraram uma queda consecutiva, em dois trimestres, em ritmo de 3% ao ano, mas os indicadores do consumo estão bem melhores.
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
EUA cresceram em ritmo de apenas 2% ao ano no segundo trimestre
No primeiro trimestre, a taxa de crescimento ficou em 3,1% ao ano. No primeiro semestre, foi de 2,6% ao ano. Os economistas esperavam esta desaceleração do crescimento.
A maior economia do mundo está no 11º ano de crescimento ininterrupto, desde o último trimestre de 2009. A guerra comercial do presidente Donald Trump com a China reduziu o crescimento e pode até provocar uma recessão.
Com a deterioração das relações entre os dois países mais ricos do mundo, as bolsas de valores caíram, assim como os rendimentos de títulos da dívida pública de países soberanos.
Sob pressão de Trump, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, baixou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. Não cortava os juros desde 2008, no auge da crise. Trump cobra um corte de 1 ponto.
sexta-feira, 2 de agosto de 2019
EUA geram mais 164 mil empregos
O salário médio no setor privado registrou alta de 3,2% ao ano. Ficou em US$ 27,98 por hora, quase R$ 109. Com um recorde de 157,288 milhões de americanos empregados, a participação da força de trabalho chegou a 63% das pessoas em idade de trabalhar.
A força do mercado de trabalho americano faz um contraponto à fraqueza da economia internacional, abalada pelas guerras comerciais do presidente Donald Trump e outros riscos políticos, como a saída do Reino Unido da União Europeia.
Sob pressão de Trump, há dois dias, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos EUA, reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 2% a 2,25% ao ano.
A meta do Fed é o maior emprego possível com a inflação sob controle. O Comitê de Mercado Aberto persegue informalmente um crescimento de preços ao consumidor de 1% até 2% ao ano. O relatório de emprego mostra que o mercado de trabalho continua firme, apesar da guerra comercial com a China e da desaceleração da economia mundial.
Nos primeiros sete meses do ano, houve um saldo positivo de 165 mil empregos por mês, abaixo dos 223 mil de 2018, mas ainda um nível elevado e estável, mesmo com desemprego muito baixo.
Em julho, o ciclo de expansão da economia americana se tornou o mais longo da história. Mas o ritmo caiu de 3,1% ao ano no primeiro trimestre para 2,1% no segundo.
sexta-feira, 26 de julho de 2019
Crescimento dos EUA cai para 2,1% ao ano
A desaceleração foi menor do que prevista. Os gastos dos consumidores (+4,3%) neutralizaram em parte a redução dos investimentos das empresas.
Diante dos novos dados, o presidente Donald Trump voltou a atacar a independência do Fed: "Não foi ruim considerando que temos um peso muito pesado da âncora do Fed ao redor do nosso pescoço. Quase não há inflação. Os EUA estão prontos para voar."
O Partido Democrata criticou os cortes de impostos para ricos e grandes empresas: "Está ficando claro que a lei fiscal de 2017 foi uma bênção para os afortunados e vai tornar mais difícil para o governo federal estimular o crescimento econômico na próxima recessão", declarou a deputada Carolyn Maloney, vice-presidente da Comissão Conjunta de Economia do Congresso.
A expectativa do mercado é de um corte de pelo menos 0,25 ponto percentual na próxima semana; 83% dos analistas preveem 0,25. Se a economia mantiver o ritmo de crescimento anual acima de 2%, é provável que o Fed não faça mais cortes até o fim do ano.
Com as guerras comerciais com a China e o México, Trump é acusado de ser o responsável pela desaceleração. O presidente sabe que a economia é seu principal argumento na campanha para a reeleição em 2020.
A revisão de dados de anos anteriores concluiu que a economia americana cresceu 2,5% no ano passado e não os 3% anunciados anteriormente pelo Departamento do Comércio. O país cresce desde o fim de 2009. É o maior período de crescimento da história recente dos EUA.
terça-feira, 18 de junho de 2019
Encontro Xi-Trump dá esperança de trégua na guerra comercial EUA-China
A economia global está em desaceleração e a guerra comercial EUA-China torna a situação ainda pior. A incerteza pesa sobre o setor industrial e suas cadeias produtivas globais. A geração de empregos nos EUA decepcionou no mês passado e o crescimento do segundo semestre é estimado em 1,5% ao ano.
Se houver um acordo, será mais uma trégua. Os EUA e a China estão envolvidos num conflito econômico, científico, tecnológico e militar pela supremacia mundial que deve se arrastar por muito tempo. Meu comentário:
quinta-feira, 30 de maio de 2019
Crescimento dos EUA foi um pouco menor do estimado inicialmente
O crescimento surpreendeu. Antes da primeira estimativa, os economistas previram expansão de 2,2% ao ano. Antes da segunda leitura do PIB, o mercado financeiro registrou repetidas quedas por temor do impacto da guerra comercial entre EUA e China para a economia internacional.
Embora a confiança do consumidor continue alta, as encomendas à indústria e a produção industrial desapontaram, aumentando a preocupação do mercado.
No início do ano, havia uma expectativa de desaceleração do crescimento. O bom resultado do primeiro trimestre afastou o fantasma temporariamente, mas muitos economistas defendem um corte nas taxas básicas de juros da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, para evitar uma nova recessão lá na frente.
A maior parte do crescimento do primeiro trimestre se deveu à acumulação de estoques. Enquanto estes produtos não forem vendidos, o comércio não fará novas encomendas. Assim, o ritmo de crescimento tende a cair.
sexta-feira, 5 de abril de 2019
EUA geram mais 196 mil empregos e desemprego fica em 3,8%
O desempenho superou a expectativa do mercado, que esperava 177 mil postos de trabalho a mais. O número de fevereiro foi revisado de 20 para 33 mil. No ano passado, o ganho ficou na média de 223 mil vagas por mês.
Nos últimos 12 meses, os salários cresceram em média 3,2%, um pouco abaixo dos 3,4% de fevereiro, que foi o ritmo mais forte desde abril de 2009. As bolsas reagiram positivamente. No momento, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, sobe 0,14%. O rendimento dos títulos de dez anos da dívida pública americana caiu de 2,54% para 2,50%.
A desaceleração do crescimento nos EUA, na China e na Europa preocupam analistas e investidores. Com o fraco desempenho do mercado de trabalho americano, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, anunciou que não fará mais altas de juros neste ano. A inflação baixa e a recuperação da oferta de empregos pode levar a autoridade monetária a repensar a questão.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
EUA tiveram saldo de mais de 300 mil novos empregos em janeiro
O resultado superou amplamente a expectativa dos analistas do centro financeiro da Wall Street, que era de 165 vagas, mas houve uma revisão para baixo de 90 mil no dado de dezembro, que caiu para 222 mil empregos.
Já são 100 meses, ou 8 anos e 4 meses, de expansão contínua do mercado de trabalho, em alta desde outubro de 2010. No ano passado, os EUA criaram 2,674 milhões de empregos. O índice de desemprego amplo, que inclui quem desistiu de procurar emprego ou trabalha em meio turno, subiu em janeiro de 7,6% para 8,1%.
A média dos salários registrou um avanço de 3,2% nos últimos 12 meses, um pouco abaixo dos 3,3% de dezembro, mas perto do ritmo mais forte em uma década.
Este forte desempenho do mercado de trabalho é um novo desafio para o Conselho da Reserva Federal, a diretoria do banco central dos EUA, que manteve nesta semana inalterada a taxa básica de juros da maior economia do mundo e anunciou uma pausa nas altas.
A expectativa de alta dos juros abalou o mercado financeiro, que teve seu pior dezembro desde 1931, durante a Grande Depressão (1929-39) e provocou críticas do presidente Donald Trump. Mas janeiro foi dos melhores desde os anos 1980s.
"Um mercado de trabalho apertado e um crescimento salarial saudável sustentam o crescimento econômico. Os dados de hoje devem estimular os gastos dos consumidores e podem ajudar o mercado de ações", observou Kully Samra, vice-presidente da corretora americana Charles Schwab. "No entanto, uma série de dados positivos podem levar o Fed a suspender a pausa na alta de juros, o que provavelmente traria de volta a volatilidade e as quedas na bolsa."
Para o economista James Knightley, do banco holandês ING, os dados de hoje fortalecem o argumento pelo aumento nos juros: "Com os salários em alta e os trabalhadores sentindo-se seguros em seus empregos, o consumo deve continuar firme, acrescentando pressões inflacionárias à economia."
Isto exigiria novas altas de juros. "O presidente do Fed, Jerome Powell, falou em contracorrentes na economia e no mercado para justificar a pausa, mas, se tivermos boas notícias nas relações comerciais EUA-China, isto vai retirar parte do pessimismo global. Continuamos a acreditar que os fundamentos sólidos [da economia dos EUA] devem ser suficientes para convencer o Fed a elevar as taxas de juros no verão" no Hemisfério Norte.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
Economia dos EUA teve saldo de mais de 300 mil novos empregos em dezembro
Os salários subiram em média 3,2% nos últimos 12 meses, o maior avanço anual desde a crise de 2008. Uma declaração do presidente do Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Jerome Powell, de que o Fed será "paciente" indicou que nova alta de juros não é iminente depois de quatro aumentos em 2018.
A inflação, em baixa, está perto da meta de 2% ao ano, perseguida informalmente pelo Fed, que tem como objetivo buscar um equilíbrio entre o crescimento de preços e o índice de desemprego.
"Com os resultados da inflação parados que temos visto, seremos pacientes enquanto observamos para ver como a economia evolui", declarou Powell em pronunciamento em Atlanta, na Geórgia, em que acrescentou que não vai pedir demissão mesmo que o presidente Donald Trump peça isso.
Trump costuma reivindicar para si o crescimento da economia e do emprego e as altas na bolsa de valores. Com a forte queda no mercado acionário em dezembro, atacou o banco central, acusando-o de levantar as taxas básicas de juros cedo demais.
Depois da revisão para cima do número de novos empregos em outubro e novembro, a maior economia do mundo fechou 2018 com um saldo positivo de 2,64 milhões, o melhor desempenho do mercado de trabalho desde 2015.
O emprego cresce sem parar nos EUA há 99 meses, ou 8 anos e três meses. Para o mês passado, os economistas previam um aumento de 177 novos postos de trabalho. O relatório de emprego divulgado hoje foi uma grata surpresa.
Por causa do conflito comercial com a China, das pressões de Trump sobre o Fed e do risco de desaceleração da economia, as bolsas americanas tiveram no ano passado o pior desempenho desde o fim da Grande Recessão de 2008-9. Com este aumento do emprego, o risco de recessão está
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
Bolsa de Nova York sobe mais de mil pontos
Empresas de alta tecnologia como Amazon, Facebook e Netflix ganharam mais de 8%. A bolsa Nasdaq, de empresas de alta tecnologia, avançou ,5,8%.
O barril de petróleo West Texas Intermediate, padrão do mercado americano, subiu 8,7% na Bolsa Mercantil de Nova York. Foi o maior aumento desde 30 de novembro de 2016, para US$ 46,56, depois da atingir na segunda-feira o menor preço em um ano e meio por medo da fraqueza da economia.
Nas quatro sessões anteriores, o Índice Dow Jones havia perdido 1.800 pontos, quase 8%, por temor do mercado de que a maior economia do mundo esteja entrando num período difícil por causa de problemas políticos.
A guerra comercial com a China, a paralisação das atividades não essenciais do governo federal dos EUA, as críticas do presidente Donald Trump ao Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, e a mudança de controle para a oposição na Câmara dos Representantes a partir de 3 de janeiro de 2019 enervaram o mercado.
Para acalmar os investidores, o presidente do Conselho de Conselheiros Econômicos da Casa Branca, Kevin Hassett, declarou que o presidente do Fed, Jerome Powell, está 100% seguro no cargo, apesar dos ataques de Trump. O presidente foi advertido de que seus comentários não ajudam.
Quando a bolsa estava em alta, Trump reivindicava o sucesso para si. Com as baixas frequentes, passou a culpar o Fed.
O Índice Dow Jones caíra 18,8% do pico de outubro até a véspera do Natal. A recuperação de hoje foi feita com volume de negócios menor, por causa das festas de fim de ano. "O rali tirou algum sal das feridas dos investidores, mas amanhã será o dia-chave para sabermos se é sustentável", comentou Stephen Guilfoyle, da empresa Sarge986 LLC.
Apesar da recuperação parcial, os três índices caíram mais de 10% em dezembro e 5% no ano como um todo. O Dow Jones e o S&P 500 começaram o dia à beira do chamado mercado do urso, definido como uma baixa de 20% em relação ao pico mais recente. Com a alta, as perdas são de 14,7% e 15,8%.
Na semana passada, a bolsa Nasdaq foi a primeira dos principais índices a entrar no mercado do urso desde o fim da Grande Recessão (2008-9). Hoje, a queda ficou em 19,2%.
A maioria dos economistas não espera uma recessão em 2019, mas acredita que o ritmo forte deste ano não será repetido. A última estimativa do produto interno bruto do terceiro trimestre indicou um aumento em ritmo anual de 3,4%.
O mercado está de olho no consumo pessoal. De 1º de novembro a 24 de dezembro, as vendas no varejo, excluídos os automóveis, cresceram 5,1% em comparação com o mesmo período no ano passado. Foi o melhor resultado em seis anos.
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
Fundos de investimento exigem pagamento de bônus da Venezuela
Esses fundos detêm títulos da dívida pública venezuelana no valor de US$ 380 milhões. A dívida vencida é de US$ 140 milhões.
É o primeiro esforço coordenado de credores para recuperar o valor perdido com o calote da Venezuela. O exemplo deve levar mais credores a exigirem o pagamento e a pedirem o bloqueio de ativos venezuelanos, afetando diretamente as exportações de petróleo e as finanças públicas.
As empresas e os investidores devem apelar a tribunais do exterior para arrestar carregamentos de petróleo e as atividades da companhia estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA), reduzindo ainda mais suas exportações e o fluxo de moedas fortes para o país.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
EUA criaram menos empregos em novembro do que previsto
Os salários aumentaram 3,1% nos últimos 12 meses, o mesmo ritmo registrado no mês passado, o maior desde abril de 2009.
Nos primeiros dez meses de 2018, foram criados em média 212,5 mil empregos por mês, acima da média de 182 mil de 2017.
Esses números indicam que o Conselho de Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, pode ser mais cauteloso na alta de juros, mas estão longe de mostrar o risco de uma recessão. Os juros pagos pelos títulos de 10 anos da dívida pública caíram de 2,9% para 2,88%.
"Nossa economia tem um desempenho muito bom de modo geral, com forte geração da empregos e salários crescendo gradualmente", observou o presidente do Fed, Jay Powell. "De fato, a nível nacional, nosso mercado de trabalho está muito forte."
O mercado financeiro espera um aumento da taxa básica de juros na reunião da próxima semana, mas já não aposta em três altas em 2019. Ainda há o temor de uma recessão no fim do próximo ano e a guerra comercial entre os EUA e a China também preocupa.
Depois da trégua acertada entre o presidente Donald Trump e o ditador Xi Jinping no sábado passado em Buenos Aires, a prisão da diretora financeira da companhia chinesa Huawei, Meng Wanzhou, no Canadá a pedido de autoridades americanas gerou receio de nova crise entre as duas maiores economias do mundo.
A Bolsa de Valores de Nova York abriu em pequena queda, depois de cair ontem com a prisão de Meng. Os preços do petróleo estão em alta de cerca de 4% por causa do anúncio de cortes da produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
sexta-feira, 2 de novembro de 2018
EUA geram mais 250 mil empregos e desemprego fica estável
O mercado esperava 190 mil vagas. A média dos últimos três meses ficou em 218 mil empregos. Os salários subiram 0,2% no mês e 3,1% num ano, a maior alta desde abril de 2009.
Com o mercado de trabalho tão forte, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, deve aumentar a taxa básica de juros em dezembro.
Houve um aumento de 36 mil vagas no setor de saúde, 32 mil na indústria manufatureira e de 30 mil na construção civil. O furacão Michael, que atingiu duramente a Flórida não teve "efeito discernível". A participação da mão de obra no mercado de trabalho avançou 0,2 ponto percentual para 62,9%.
Mesmo assim, o Índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova York cai mais de 250 pontos porque o principal assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse que não há avanço nas negociações para acabar com a guerra comercial com a China, desmentindo declaração do presidente Donald Trump.
Trump não pediu à sua equipe econômica que prepare um projeto para um possível acordo comercial com a China, disse Kudlow.
Apesar do sucesso da economia, que cresceu no último trimestre em ritmo de 3,5% ao ano, o presidente usa a imigração ilegal como principal tema da campanha para as eleições intermediárias (de meio do seu mandato) de 6 de novembro.
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
EUA criam mais 134 mil empregos e desemprego cai ao nível de 1969
O resultado foi o mais fraco em 12 meses. Ficou abaixo da expectativa média dos economistas, que era de 180 mil postos de trabalho, em pesquisa feita pelo jornal The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York.
A revisão dos dados dos dois meses anteriores acrescentou 87 mil empregos, elevando o total para 165 mil em julho e 270 mil em agosto. O mercado de trabalho não estava tão forte desde o fim do século, quando estourou a bolha das novas empresas de Internet, as chamadas ponto.com.
No mês passado, 150 mil americanos entraram na força de trabalho. O número de novos pedidos de seguro-desemprego é o menor em 49 anos.
A expansão econômica é uma das mais longas da história e não dá sinais de arrefecimento. O crescimento do segundo trimestre deste ano foi o mais forte em quatro anos.
Os salários cresceram 2,8% nos últimos 12 meses. A média foi de US$ 27,28 por hora, 8 centavos acima de agosto.
Os juros dos títulos da dívida pública dos EUA subiram nos últimos meses, sinal de que o mercado espera mais crescimento, mais inflação e mais endividamento.
Na semana passada, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, aumentou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 2% a 2,25% ao ano. O mercado espera uma alta de um ponto percentual até o fim de 2019.
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
Economia dos EUA cresceu acima do estimado no 2º trimestre
Neste ritmo, o mercado considera praticamente certa uma alta na taxa básica de juros na reunião do Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano. Mas espera uma redução neste ritmo de crescimento, considerado insustentável.
O consumo pessoal avançou em 1,9% em 12 meses, levemente acima do 1,8% do primeiro trimestre. A taxa básica de juros está numa faixa de 1,75% a 2% ao ano. A expectativa é de mais dois aumentos neste ano e três em 2019. Os juros devem subir 0,25 ponto percentual na reunião de setembro do comitê de política monetária do Fed.
A maior economia do mundo cresce desde o terceiro trimestre de 2009. Com o corte da alíquota do imposto de renda para empresas de 35% para 21% aprovado pelo governo Donald Trump, ganhou um impulso forte, embora temporário.
A longo prazo, os cortes de impostos podem aumentar o déficit orçamentário e a dívida pública. Os títulos da dívida externa dos EUA com 10 anos de prazo passaram a pagar juros de 3% ao ano. Antes, pagavam 2%.