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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

EUA geram mais 164 mil empregos

O mercado de trabalho dos Estados Unidos voltou a mostrar vigor em julho, com 164 mil contratações a mais do que demissões, mantendo uma base firme para o crescimento da maior economia do mundo, ininterrupto há quase dez anos. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, ficou estável em 3,7%. É a menor desde 1969.

O salário médio no setor privado registrou alta de 3,2% ao ano. Ficou em US$ 27,98 por hora, quase R$ 109. Com um recorde de 157,288 milhões de americanos empregados, a participação da força de trabalho chegou a 63% das pessoas em idade de trabalhar.

A força do mercado de trabalho americano faz um contraponto à fraqueza da economia internacional, abalada pelas guerras comerciais do presidente Donald Trump e outros riscos políticos, como a saída do Reino Unido da União Europeia.

Sob pressão de Trump, há dois dias, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos EUA, reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 2% a 2,25% ao ano.

A meta do Fed é o maior emprego possível com a inflação sob controle. O Comitê de Mercado Aberto persegue informalmente um crescimento de preços ao consumidor de 1% até 2% ao ano. O relatório de emprego mostra que o mercado de trabalho continua firme, apesar da guerra comercial com a China e da desaceleração da economia mundial.

Nos primeiros sete meses do ano, houve um saldo positivo de 165 mil empregos por mês, abaixo dos 223 mil de 2018, mas ainda um nível elevado e estável, mesmo com desemprego muito baixo.

Em julho, o ciclo de expansão da economia americana se tornou o mais longo da história. Mas o ritmo caiu de 3,1% ao ano no primeiro trimestre para 2,1% no segundo.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

EUA criam mais 213 mil empregos mas desemprego sobe para 4%

O mercado de trabalho dos Estados Unidos voltou a surpreender em junho gerando 213 mil vagas de emprego a mais do que fechou, anunciou hoje de manhã o Departamento do Trabalho. Cresce sem parar há 7 anos e 9 meses.

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, subiu de 3,8% para 4%. Entre os de origem latino-americana, caiu para um recorde de 4,6%. Isso significa que a economia americana vive um bom momento. Mais gente está procurando emprego.

Em maio, a taxa de desemprego estava na menor marca desde maio de 2000, porque 601 mil pessoas voltaram a procurar emprego. Os dados de abril e maio foram revisados para cima, com mais 37 mil postos de trabalho.

Desde o início do ano, a força de trabalho cresce numa média de mais 250 mil trabalhadores por mês. No mês passado, a participação da população em idade de trabalhar no mercado subiu 0,2 ponto percentual para 62,9%. A taxa é comparável às dos anos 1970s, quando as mulheres estavam entrando no mercado. Hoje a explicação é que há muitos idosos sem interesse em trabalhar.

Nos últimos 12 meses, os salários subiram em média 2,7%. Desde a Grande Recessão (2008-9), os salários nunca aumentaram 3% ao ano, mas em 16 dos últimos 17 meses a média anual não ficou abaixo de 2,5% ao ano.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Geração de empregos sofre forte queda nos EUA

Depois de um saldo excepcional de 326 mil novas vagas de emprego em fevereiro, o mercado de trabalho dos Estados Unidos sofreu uma forte desaceleração em março. O mercado esperava 185 mil postos de trabalho a mais. O total ficou em 103 mil, revelou o relatório mensal de emprego, divulgado hoje pelo Departamento do Trabalho.

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, ficou estável em 4,1%. É a menor desde o ano 2000. O índice de desemprego amplo, que incluiu desempregados e subempregados, sem contrato de trabalho, baixou de 8,2% para 8%. No Conselho da Reserva Federal (Fed), há analistas prevendo uma queda nos próximos dois anos para 3,6%. Seria a menor taxa desde os anos 1960s.

O saldo médio de novas vagas nos três primeiros meses do ano foi de 202 mil, em contraste com 182 mil por mês ao longo do ano passado. Como os cortes de impostos do governo Donald Trump devem estimular o consumo, o mercado de trabalho deve continuar em alta durante o ano.

Alguns economistas, como Ian Shepherdson, da empresa Pantheon Macroeconomics, atribuíram o resultado decepcionante ao clima ruim no mês passado, marcado por grandes tempestades de neve. Outros veem uma acomodação depois do avanço expressivo em fevereiro.

Os salários registraram uma alta anual ligeiramente maior, de 2,6% em fevereiro para 2,7% em março, mas o novo presidente do Fed, Jay Powell, não vê nos risco de que "estejamos à beira de uma aceleração da inflação".

Com o aquecimento do mercado de trabalho, que cresce sem parar há sete anos e meio, o setor financeiro aposta em pelo menos mais três altas na taxa básica de juros neste ano e mais três no próximo.

Evidentemente, uma guerra comercial com a China altera todas as previsões.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Inflação supera expectativa e aponta para alta de juros nos EUA

Pelo segundo mês consecutivo, o índice de preços ao consumidor ficou acima do esperado nos Estados Unidos, aumentando a expectativa de alta nas taxas básicas de juros da maior economia do mundo. 

O índice pleno subiu 0,5% em janeiro ficou em 2,1% ao ano, quando os economistas esperavam 1,9%. O núcleo do índice, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, ficou em 1,8%.

Depois do anúncio, o rendimento dos títulos de dez anos da dívida pública do governo americano subiu para 2,89% ao ano e o dólar teve uma pequena alta. O Conselho da Reserva Federal (Fed), o bano central dos EUA, persegue uma meta informal de inflação de 2% ao ano.


Um aumento médio de 2,9% ao ano nos salários, a taxa de desemprego de 4,1% e a expectativa de uma alta mais forte nas taxas de juros foram as principais causas da forte queda nas bolsas de valores, que tiveram na semana passada a maior perda em dois anos.

O mercado espera agora pelo menos três altas nas taxas de juros neste ano pelo Fed. A primeira deve vir na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto, em março. Há 20% de chance de quatro altas. O último aumento, em 13 de dezembro de 2017, elevou a taxa básica em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 1,25% a 1,5% ao ano.

Até o final do ano, deve estar acima de 2% ao ano, num processo de normalização depois que o Fed praticamente zerou sua taxa básica, em dezembro de 2008, para combater a crise deflagrada pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, em setembro daquele ano.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

EUA tiveram saldo de 211 mil novos empregos em abril

Com saldo de 211 mil vagas, os Estados Unidos retomaram em abril o ritmo de geração de empregos dos meses anteriores, revelou hoje o relatório de emprego do Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, caiu de 4,5% para 4,4%, o menor índice desde maio de 2007.

O resultado aponta uma aceleração do crescimento depois da queda para um ritmo anual de 0,7% ao ano no primeiro trimestre de 2017. A queda no desemprego deve levar a Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, a elevar as taxas básicas de juros neste ano, como espera o mercado, provavelmente na reunião de junho do Comitê de Mercado Aberto.

A expectativa é de um crescimento de 3% ao ano no segundo trimestre. Para o ano como um todo, tanto o Fed quanto o mercado preveem uma expansão de 2% no produto interno bruto da maior economia do mundo.

No setor privado, o salário médio registrou uma alta de 2,5% nos últimos 12 meses, abaixo dos 2,9% de dezembro, o maior aumento desde junho de 2009. Com a economia americana praticamente em pleno emprego, os aumentos salariais tendem a alimentar a inflação.

Em março, o núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, ficou em 2% ao ano, a meta perseguida informalmente pelo Fed.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Economia dos EUA gerou mais 242 mil empregos em fevereiro

Em mais um sinal de vitalidade, a economia dos Estados Unidos abriu 242 mil postos de trabalho a mais do que fechou em fevereiro de 2016, superando a expectativa do mercado, revelou hoje o relatório de emprego do Departamento do Trabalho.

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, ficou em 4,9%. Os economistas previam um saldo de 200 mil vagas. Mas a massa salarial caiu 0,1%. Os analistas esperavam crescimento de 0,2%.

O resultado de janeiro foi revisado para cima com mais 21 mil vagas, totalizando 172 mil.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

EUA geram 223 mil vagas e desemprego cai para 5,4%

Depois de uma grande desaceleração da economia durante o rigoroso inverno, as empresas dos Estados Unidos retomaram o ritmo forte de contratações em abril de 2015. O mercado de trabalho americano gerou 223 mil vagas de emprego a mais do que fechou. A taxa de desemprego caiu de 5,5% para 5,4%. É a menor em sete anos.

No relatório de emprego divulgado hoje, o saldo de empregos criados em março caiu de 126 mil da estimativa inicial para 85 mil. O dado de fevereiro foi levemente reajustado para cima, de 264 para 266 mil postos de trabalho.

A taxa de desemprego ampla, que conta os empregados em meio expediente e desempregados de longo prazo, caiu de 10,9% para 10,8%. O salário médio ficou em US$ 24,87 por hora, uma alta de 2,2% em 12 meses. A jornada de trabalho semanal média foi de 34 horas e meia.

O mau desempenho de março, o pior desde meados de 2012, foi atribuído a problemas temporários. Com o índice de desemprego se aproximando de 5%, considerada a taxa de pleno emprego pela maioria dos economistas, o mercado de trabalho volta a se perguntar quando a Reserva Federal (Fed), o banco central americano vai voltar a aumentar as taxas básicas de juros.

Para combater a Grande Recessão, desde dezembro de 2008, a taxa básica do Fed está em praticamente zero. No momento, os analistas preveem a retomada da alta de juros em setembro.

A taxa de crescimento da economia dos EUA caiu para apenas 0,2% ao ano no primeiro trimestre. Esse número deve ser revisado para baixo, tornando-se negativo, tendo em vista o forte aumento do déficit comercial.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

EUA criaram 195 mil empregos e mais em junho

A economia dos Estados Unidos abriu 195 mil postos de trabalho a mais do que fechou no mês de junho de 2013, anunciou há pouco  o Departamento do Trabalho. O resultado ficou acima da expectativa dos economistas, que era de um saldo de 160 mil vagas. Os dados de abril e maio foram revisados para cima, acrescentando 70 mil empregos.

O índice de desemprego permaneceu inalterado em 7,6%.

Esses números confirmam a recuperação da maior economia do mundo e indicam que a Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, deve mesmo reduzir seu programa de compra de títulos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação com o objetivo de estimular a economia.

Alguns analistas acreditam que já em setembro o Fed comece a desativar o programa de alívio quantitativo.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

EUA criam mais 165 mil empregos

A economia dos Estados Unidos criou em abril 165 mil postos de trabalho a mais do que fechou, um pouco acima da previsão dos economistas, mas abaixo da média de 168 mil dos primeiros três meses do ano, informou hoje o Departamento do Trabalho em seu relatório mensal sobre emprego.

O índice de desemprego caiu para 7,5%.

Com a desaceleração da economia americana a partir de março, havia expectativa de um resultado mais fraco no emprego, mas a redução no número de novos pedidos de seguro-desemprego, que caiu para o nível anterior à crise de 2008, já prenunciava ontem uma geração de empregos razoável.

No último trimestre de 2012, o saldo mensal indicou um ganho mensal de 209 mil vagas de emprego.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Novos pedidos de seguro-desemprego caem nos EUA

Pela terceira semana consecutiva, o número de novos pedidos de seguro-desemprego diminuiu nos Estados Unidos na semana passada. É mais uma indicação de recuperação no mercado de trabalho.

A queda foi de 10 mil para 332 mil, abaixo da expectativa dos economistas, que era de 350 mil, tornando a média das últimas quatro semanas, considerada um indicador mais preciso, a menor nos últimos cinco anos.

"Os dados recentes do mercado de trabalho sinalizam um crescimento pelo menos firme e possivelmente uma melhora em 2013, apesar das várias formas de aperto fiscal", comentou o economista David Silver, do banco J P Morgan em Nova York.

Em fevereiro, a maior economia do mundo registrou um saldo positivo de 236 mil empregos. A taxa de desemprego caiu para 7,7%. Na próxima semana, o Comitê do Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, deve manter seu programa de compra de títulos no valor de US$ 85 bilhões para estimular o crescimento.

A promessa do presidente do Fed, Ben Bernanke, é manter o programa até que o índice de desemprego caia para 6,5%. A inflação é estável, mas a alta de 7,2% nos preços da gasolina no mês passado elevou o índice de preços ao produtor (atacado) para 1,7% ao ano, informa a agência Reuters.

O Fed persegue uma meta de inflação informal de 1% a 2% ao ano.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

EUA geram mais 80 mil empregos

A maior economia do mundo gerou 80 mil empregos a mais do que destruiu em outubro de 2011, 15 mil menos do esperavam os analistas, anunciou hoje o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, sendo 104 mil no setor privado. O índice de desemprego caiu de 9,1% para 9%.

Os dados relativos foram revisados para 158 mil em setembro e 104 mil em agosto, acrescentando mais 102 mil vagas que não tinham sido contadas, noticia a agência Reuters.

Esses números indicam que os EUA devem escapar de uma recessão, mas são insuficientes para reduzir o desemprego causado pela crise de 2008-9.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

EUA criaram 103 mil empregos em dezembro

A economia dos Estados Unidos gerou 103 mil empregos a mais do que fechou em dezembro, abaixo da expectativa do mercado, que esperava algo em torno de 150 mil, revelou hoje o Departamento do Trabalho.

O índice de desemprego caiu de 9,8% para 9,4%, o menor nível desde junho de 2009. Mas 14,5 milhões de americanos em idade de trabalhar continuam sem emprego fixo.

Cerca de 44,3%, 6,4 milhões de pessoas estão fora do mercado de trabalho há mais de seis meses. 


Os dados dos meses anteriores foram revisados para cima. Em vez de 39 mil, em novembro, foram gerados 71 mil empregos a mais do que destruídos. Em outubro, foram 210 mil, em vez de 172 mil.

No mês passado, o setor privado criou 113 mil empregos, muito menos do que os 297 mil estimados há dois dias pela empresa privada ADP.



• Em depoimento no Congresso, o presidente da Reserva Federal (Fed), Ben Bernanke, previu uma recuperação “moderadamente mais forte”.