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segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Economistas dos EUA dividem Nobel por pesquisas sobre bancos e crises financeiras

 O ex-presidente do banco central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, hoje na Brookings Institution, e os professores Douglas Diamond, da Universidade de Chicago, e Philip Dybvig, da Universidade Washington em Saint Louis, ganharam hoje o Prêmio Nobel de Economia de 2022 por pesquisas sobre bancos, corridas bancárias e crises financeiras, anunciou a Academia Real de Ciências da Suécia.
Eles criaram as bases para entender “por que os bancos são necessários, por que são vulneráveis e o que fazer a respeito”, integrante do comitê do Nobel de Economia. “As ações tomadas por bancos centrais e reguladores financeiros ao redor do mundo para entrar crises recentes como a Grande Recessão (2007-9) e o impacto da pandemia foram em grande parte motivadas pelas pesquisas dos laureados.”

Os três dividem o prêmio de 10 milhões de coroas suecas (US$ 881 mil ou R$ 4,57 milhões).

Bernanke, um estudioso da Grande Depressão (1929-39), presidente do Conselho da Reserva Federal (Fed) de 2006 a 2014, enfrentou a recessão global deflagrada pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers.

Diamond e Dybvig criaram um modelo para explicar a dinâmica das corridas bancárias, quando os correntistas correm para tirar o dinheiro por medo da falência do banco e aí eles quebram mesmo, podendo levar a um colapso financeiro.

Os três laureados começaram as pesquisas nos anos 1980 em busca dos fatores que tornam  os bancos vulneráveis, como as falências bancárias agravam e prolongam as crises financeiras e como fortalecer o sistema para evitar estes riscos.

Com os bancos centrais aumentando os juros para combater a inflação, os mercados financeiros estão abalados, com bolsas de valores em queda e estresse nos bancos.

O Comitê do Nobel citou pesquisas antigas, como um ensaio de Bernanke de 1983 em que ele argumenta que as falências bancárias tendem a espalhar as crises financeiras, em vez de serem simplesmente um produto dessas crises.

Em 2008, ele e a equipe enfrentaram a pior crise desde a Grande Depressão. Foi a “aplicação na prática” de anos de trabalho teórico para evitar um colapso ainda maior, disse Bernanke numa conferência na Brookings Institution uma semana atrás. “Acredito firmemente que, se isso tivesse acontecido, derrubaria o resto da economia.”

Quando o mercado imobiliário começou a desabar, mutuários em dificuldades pararam de pagar as prestações da casa própria. Os bancos e outras instituições financeiras ficaram com pilhas de dívidas incobráveis em seus balanços. Isso levou a uma paralisia do mercado financeiro  porque as instituições não sabiam como estavam os balanços das outras e pararam de  emprestar umas às outras.

Os governos precisaram intervir, oferecendo garantias de crédito, para restaurar a confiabilidade do sistema financeiro e o dinheiro, o sangue da economia, voltar a circular. 

A Grande Recessão foi um exemplo do impacto da falência de bancos sobre a economia real. O Fed e o Tesouro dos EUA deixaram o banco Lehman Brothers falir, em 15 de setembro de 2008.

No dia seguinte, o American International Group (AIG), na época a maior seguradora do mundo, revelou dívidas de US$ 180 bilhões. Era grande demais para falir. Tinha em sua carteira desde dívidas de empresas imobiliárias e bancos a seguros pessoais e de automóveis.

“Não sabíamos na época, mas há 15 anos boa parte do mundo estava à beira de uma crise econômica devastadora. A maioria de nós estava despreparada, mas alguns economistas estavam preparados e preocupados”, declarou o secretário-geral da Academia da Suécia, Hans Ellegren.

“Eles haviam estudado a teoria das corridas bancárias, acreditavam no seu trabalho e suspeitavam que a possibilidade de corridas bancárias estava sendo considerada irrelevante”, acrescentou. A realidade comprovou a teoria de que bancos só estão seguros quando bem regulamentados.

O antecessor de Bernanke no Fed, Alan Greenspan, era um ícone do neoliberalismo, visto como um oráculo pelos mercados. Admitiu que “não esperava que os bancos dessem um tiro no pé.” Confiava na autorregulamentação das empresas financeiras.

Bernanke ajudou a montar o Programa de Alívio de Ativos Tóxicos (TARP, em inglês), de US$ 750 bilhões. A maior parte foi paga à medida que os bancos, financeiras e seguradoras se recuperaram.

Num ensaio de 1983, Diamond e Dybvig mostraram os riscos que os bancos correm quando captam dinheiro que pode ser sacado a qualquer momento pelos correntistas e fazem empréstimos de longo prazo.

Uma forma de evitar falências bancárias é dar garantias de que o dinheiro depositado será devolvido mesmo que a instituição financeira quebre. Desta maneira, os clientes não correm para sacar o dinheiro em momentos de pânico.

“Mesmo que estes resgates tenham problemas, pode ser bons para a sociedade”, afirmou Diamond em entrevista após o anúncio do prêmio.

Também é importante para os bancos monitorar quem toma empréstimos. Emprestando para quem tem condições de pagar, conseguem reduzir a inadimplência e baixar os juros, beneficiando a sociedade.

É preciso estar preparado para surpresas, advertiu Bernanke ao aconselhar jovens economistas: “Uma das lições da minha vida é que a gente nunca sabe o que pode acontecer.”

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

EUA cresceram 1,9% em 2013

Os Estados Unidos cresceram 1,9% em 2013, abaixo dos 2,8% do ano anterior, mas terminaram o ano passado em alta, informou hoje o Departamento do Comércio.

No último trimestre de 2013, a maior economia do mundo avançou 0,8%, o que projeta uma taxa anual de 3,2%. A expectativa é que esse ritmo se mantenha em 2014, confirmando a recuperação.

Por este motivo, o Comitê da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, reduziu em mais US$ 10 bilhões a quantidade de títulos que compra mensalmente para jogar mais dinheiro em circulação e assim estimular a economia. É uma política que o Fed adotou três vezes, depois de ter praticamente zerado as taxas básicas de juros.

O banco central dos EUA estava comprando US$ 85 bilhões em títulos hipotecários e da dívida pública. No mês passado, na última reunião de 2013, reduziu esse montante em US$ 10 bilhões e ontem  em mais US$ 10 bilhões, num processo gradual para evitar um choque no mercado que deve se estender até setembro ou outubro.

No momento, o maior impacto recai sobre países emergentes com balança comercial em déficit comercial. Com a menor oferta de dólares e a maior atração de investimentos pelos EUA, o dinheiro tende a sair de países como África do Sul, Brasil, Índia, Indonésia e Turquia, que sofrem com a desvalorização de suas moedas.

A alegação de que o Fed não está olhando para os países emergentes não se justifica. Quando o banco central dos EUA iniciou o programa de "alívio quantitativo", o ministro da Fazenda, Guido Mantega, falou em guerra cambial, como se o objetivo final fosse baratear o dólar e exportar a crise.

Ben Bernanke, que deixa amanhã a presidência do Fed depois de oito anos, é um economista especializado na Grande Depressão. Depois de zerar os juros, só lhe restava imprimir dinheiro para enfrentar a crise. O Fed jogou US$ 3 trilhões em circulação. Sem grandes opções de negócios nos países ricos em crise, parte desse dinheiro foi para países em desenvolvimento.

Agora, o fluxo de dólares se inverte. A situação dos emergentes só pesa na medida em que possa afetar o comércio ou a estabilidade internacional. O Brasil é afetado, mas sabia de tudo há muito tempo.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Fed corta programa de estímulo em mais US$ 10 bilhões

O banco central dos Estados Unidos anunciou há pouco, como esperado, que vai cortar em mais US$ 10 bilhões o total de títulos hipotecários e da dívida pública que compra mensalmente para jogar mais dólares em circulação e assim estimular a economia do país. O valor mensal cai para US$ 65 bilhões.

Foi a última reunião do Comitê da Reserva Federal (Fed) presidida por Ben Bernanke, que sai assim deixando uma impressão de que a situação volta para a normalidade em que um banco central usa a taxa de juros para aquecer ou esfriar a economia. Desde o auge da crise, a taxa básica do Fed está em praticamente zero.

Na prática, especialmente para os países em desenvolvimento, é um sinal de que a era do dólar barato acabou.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Bundesbank adverte para o risco das bitcoins

O Bundesbank, o poderoso banco central da Alemanha, advertiu hoje para o risco de moedas virtuais como as bitcoins, que são altamente especulativas e não têm a menor garantia.

Em entrevista ao jornal alemão Handelsblatt, Carl-Ludwig Thiele, diretor do Bundesbank, lembrou que "não há qualquer garantia estatal. Os investidores podem perder todo o seu dinheiro. O banco está advertindo enfaticamente sobre estes riscos".

Os comentários de Thiele seguem na linha do alerta feito pelo Banco Central Europeu a respeito dos enormes riscos especulativos das bitcoins. No mês passado, a China proibiu as casas de câmbio virtuais de aceitar dinheiro novo para a compra de bitcoins.

Sua crescente popularidade atraiu até grandes investidores interessados em novos negócios. Em novembro de 2013, quando a cotação disparou, o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, admitiu os riscos mas falou que "também há áreas em que podem ser uma promessa de longo prazo".

Já em 2012 o BCE se preocupava com as moedas virtuais. Naquele ano, um estudo concluiu que elas não criariam um risco inflacionário se não houvesse uma grande emissão de moeda.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Obama nomeia Janet Yellen para o Fed amanhã

O presidente Barack Obama deve nomear amanhã a vice-presidente da Reserva Federal (Fed), Janet Yellen, para o cargo de presidente do banco central dos Estados Unidos, noticiaram há pouco os jornais The New York Times, The Washington Post e The Wall St. Journal, citando como fonte assessores da Casa Branca. Será a primeira mulher a ocupar o cargo.

O preferido de Obama era o ex-secretário do Tesouro Lawrence Summers, que retirou seu nome de consideração diante do repúdio de pelo menos três democratas da Comissão de Economia do Senado, que o acusam pela desregulamentação do mercado de derivativos, uma das causas do colapso econômico de 2008.

Janet Yellen assume a presidência do banco central americano em 1º de janeiro de 2014, em substituição a Ben Bernanke.

Economista especializado na Grande Depressão (1929-39), para vencer a chamada Grande Recessão (2008-9), depois de baixar a taxa de juros para praticamente zero, Bernanke introduziu a política de "alívio quantitativo", pela qual o Fed compra atualmente US$ 85 bilhões por mês em títulos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e assim estimular a economia.

O mercado acredita que Yellen é moderada, uma pomba, em contraste com o falcão Summers, e fará a transição para uma política monetária normal de maneira mais suave e tranquila.

sábado, 14 de setembro de 2013

Economistas dos EUA esperam anúncio do Fed no dia 18

Dois terços dos economistas ouvidos numa pesquisa do jornal The Wall St. Journal esperam que o Comitê da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, anuncie na próxima quarta-feira, 18 de setembro de 2013, o início da redução de seu programa de compra de títulos no valor de US$ 85 bilhões por mês para colocar mais dinheiro em circulação e assim estimular a economia.

Seria o início do fim de um período de uma política monetária excepcional. Como a taxa básica de juros em praticamente zero adotada para superar a crise se mostrou insuficiente, o Fed passou a comprar papéis no mercado financeiro para aumentar a quantidade de dólares em circulação, na política de "alívio quantitativo".

Essa política causou a valorização de outras moedas, levando o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, a denunciar uma suposta "guerra cambial", como se fosse apenas uma jogada para desvalorizar o dólar e aumentar a competitividade dos produtos americanos.

O presidente do Fed, Ben Bernanke, um economia especializado na Grande Depressão (1929-39), alegou que era o instrumento de política monetária que lhe restava. A taxa básica de juros já estava zerada.

Com a expectativa do fim dessa oferta de dólares, há um movimento no sentido contrário, de desvalorização de outras moedas em relação ao dólar.

"Os dados sobre mercado de trabalho e o crescimento em geral são suficientemente positivos para que o Fed pelo menos comece o processo na reunião deste mês", aposta o economista Jim O'Sulliven, da empresa High Frequency Economics. "Um relatório sobre emprego mais fraco do que esperado não é suficiente para neutralizar todos os dados positivos".

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Fed mantém programa de compra de títulos

Em nota em que afirmou estar atento ao crescimento "modesto", à melhora no mercado de trabalho e ao risco de inflação, o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa básica de juros inalterada em praticamente zero e seu programa de compra de títulos no valor de US$ 85 bilhões por mês para estimular a economia.

"As condições do mercado de trabalho apresentaram mais melhoras nos últimos meses, mas, num balanço, a taxa de desemprego continua elevada. O consumo doméstico e o investimento das empresas em capital fixo avançaram, e o setor habitacional está se fortalecendo, mas os juros do crédito hipotecário aumentaram um pouco e a política fiscal está restringindo o crescimento", diz a nota.

Como a missão do banco central dos EUA é manter a estabilidade dos preços com o maior nível de emprego possível, "o comitê espera, com a apropriada política de acomodação, que o ritmo do crescimento se acelere e a taxa de desemprego decline gradualmente para níveis considerados consistentes com o mandato do Fed", acrescentou a nota.

Para o Fed, o crescimento e o mercado de trabalho apresentam menos riscos do que no fim do ano passado, reconhece que o índice de crescimento de preços está abaixo da meta perseguida informalmente pela autoridade monetária americana, que é de 2% ao ano, mas "antecipa que a inflação volte a se mover rumo a seu objetivo em médio prazo".

Quando iniciou a última fase do programa de "alívio quantitativo" para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação, o presidente do Fed, Ben Bernanke, prometeu vender títulos até que a taxa de desemprego, hoje em 7,5%, caia para 6,5%.

O mercado internacional acompanha com atenção os passos e notas do Fed à espera de indicações sobre quando a compra de títulos será reduzida. A expectativa na redução da oferta de dólares está aumentando o valor da moeda americana no mundo inteiro.

Com a retomada da economia americana, que apresenta crescimento moderado, mas aumento da produção industrial e recuperação no mercado de trabalho, os economistas esperam com ansiedade indicações sobre a mudança na política monetária dos EUA.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Fed anuncia redução da compra de títulos

O presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, anunciou hoje que o programa de compra mensal de US$ 85 bilhões em títulos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação deve começar a ser desativado ainda neste ano e suspenso totalmente em meados de 2014, informa a agência de notícias Reuters.

Bernanke prometeu manter a política de alívio quantitativo até a taxa de desemprego nos EUA cair para 6,5%, nível que espera ver atingido no ano que vem. A expectativa de fim do programa derrubou as bolsas de valores no mundo inteiro.

Em Nova York, o Índice Dow Jones caiu 205,96 pontos (1,34%) para 15.112,27 pontos. O índice amplo S&P 500 perdeu 22,89 pontos (1,4%) para 1.628,92 pontos, enquanto a bolsa eletrônica Nasdaq,  das ações de empresas de alta tecnologia, caiu 38,98 pontos (1,12%) para 3.443,20 pontos.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Novos pedidos de seguro-desemprego caem nos EUA

Pela terceira semana consecutiva, o número de novos pedidos de seguro-desemprego diminuiu nos Estados Unidos na semana passada. É mais uma indicação de recuperação no mercado de trabalho.

A queda foi de 10 mil para 332 mil, abaixo da expectativa dos economistas, que era de 350 mil, tornando a média das últimas quatro semanas, considerada um indicador mais preciso, a menor nos últimos cinco anos.

"Os dados recentes do mercado de trabalho sinalizam um crescimento pelo menos firme e possivelmente uma melhora em 2013, apesar das várias formas de aperto fiscal", comentou o economista David Silver, do banco J P Morgan em Nova York.

Em fevereiro, a maior economia do mundo registrou um saldo positivo de 236 mil empregos. A taxa de desemprego caiu para 7,7%. Na próxima semana, o Comitê do Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, deve manter seu programa de compra de títulos no valor de US$ 85 bilhões para estimular o crescimento.

A promessa do presidente do Fed, Ben Bernanke, é manter o programa até que o índice de desemprego caia para 6,5%. A inflação é estável, mas a alta de 7,2% nos preços da gasolina no mês passado elevou o índice de preços ao produtor (atacado) para 1,7% ao ano, informa a agência Reuters.

O Fed persegue uma meta de inflação informal de 1% a 2% ao ano.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Bernanke indica intenção de fazer novo estímulo

Num encontro de dirigentes de bancos centrais em Jackson Hole, o presidente da Reserva Federal (Fed), Ben Bernanke, defendeu uma nova rodada de estímulo econômico para ajudar a recuperação da economia dos Estados Unidos.

Com uma "grave preocupação" por causa do desemprego, linguagem considerada forte para o presidente do Fed, Bernanke indicou que os últimos dados positivos foram insuficientes para mudar sua análise de que a recuperação é fraca e enfrenta dificuldades, observa o jornal The New York Times.

O crescimento do produto interno bruto no segundo trimestre foi revisado para cima pelo Departamento de Comércio na última quarta-feira, passando de 1,5% para 1,7% ao ano. A confiança do consumidor chegou ao maior nível em três meses. As encomendas à indústria avançaram 2,8% em julho, na maior alta em vários meses.

Bernanke afirmou que as políticas do Fed trouxeram benefícios significativos nos últimos anos. Ele deiou claro pode fazer mais e que os resultados superam os riscos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Novos pedidos de seguro-desemprego caem nos EUA

Em mais um sinal da lenta recuperação do mercado de trabalho nos Estados Unidos, o número de novos pedidos de seguro-desemprego caiu em 12 mil na semana passada, ficando em 367 mil, anunciou hoje o Departamento do Trabalho.

A taxa de desemprego permanece elevada, em 8,5%, e o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, Ben Bernanke, adverte que a retomada do crescimento ainda enfrenta sérios riscos, em especial a crise das dívidas públicas da Zona do Euro, que evolui razoavelmente mas depende de um acordo da Grécia com credores privados.

O próximo relatório mensal sobre emprego, relativo a janeiro de 2012, será publicado amanhã, informa a agência de notícias Reuters.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

EUA revisam crescimento do PIB para cima

A economia dos Estados Unidos cresceu no segundo trimestre num ritmo que projeta uma expansão anual de 1,3%, acima do 1% das duas estimativas anteriores.

Mas, apesar da redução no número de novos pedidos de seguro-desemprego na semana passada, o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central do país, Ben Bernanke, considerou o desemprego elevado, de 9,1%, uma "crise nacional".

Bernanke pediu ao Congresso e à Casa Branca medidas para estimular a economia. Com o atual sectarismo político dominante em Washington e o radicalismo do movimento Festa do Chá, isso é altamente improvável.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Economia dos EUA está quase estagnada

O produto interno bruto dos Estados Unidos cresceu no segundo trimestre de 2011 num ritmo que projeta uma crescimento anual de 1%, depois de ter avançado apenas 0,4% nos primeiros três meses do ano, informou hoje o Departamento de Comércio. A primeira estimativa havia indicado uma taxa anual de 1,3%.

A queda na confiança do consumidor em agosto, medida pela Universidade de Michigan, indica que não deve haver grande aceleração nos próximos.

Em discurso numa conferência de diretores de bancos centrais e acadêmicos em Jackson Hole, no estado do Wyoming, o presidente da Reserva Federal (Fed), Ben Bernanke, prometeu monitorar a economia e “empregar os instrumentos adequados” para estimular o crescimento, mas num anunciou nenhuma medida imediata, informa o jornal The New York Times.

O presidente do Fed admitiu que “momentos de volatilidade e aversão ao risco” nos mercados financeiros ressurgiram por causa dos problemas com as contas públicas na Europa e nos EUA. Ele disse não ter dúvida de que essas ameaças “põe em risco o crescimento”.

Mas, “a longo prazo, minha visão é mais otimista”, ponderou Bernanke, afirmando que “os fundamentos para o crescimento de longo prazo” da maior economia do mundo “não foram alterados permanentemente pelos choques dos últimos quatro anos”.

Os bancos estão em melhor situação e a indústria cresceu 15% desde o pior momento da crise, acrescentou.

Numa crítica aos políticos, Bernanke acrescentou que “o país seria melhor servido por um processo melhor para tomada de decisões fiscais”, observando que a batalha política para aumentar o teto da dívida pública dos EUA abalou os mercados financeiros e “provavelmente a economia como um todo”, registra o jornal The Washington Post.

Havia uma expectativa no mercado financeiro de que o Fed anunciasse um terceiro programa de compra de títulos públicos para jogar mais dinheiro no mercado. Isso poderia criar mais problemas para as grandes economias emergentes como Brasil, que sofrem com a desvalorização do dólar.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Perry adverte Bernanke sobre "traição"

O governador texano Rick Parry, novo aspirante à candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos foi criticado pela Casa Branca, informa a BBC, por advertir o presidente da Reserva Federal (Fed), Ben Bernanke, que seria uma "traição" se ele mandasse imprimir mais dinheiro até novembro de 2012.

Perry lançou sua candidatura no sábado. Evangélico fervoroso, é uma alternativa para o eleitorado mais conservador. Mas já cruzou um limite ao atacar a independência do banco central dos EUA.

Bernanke é um especialista na Grande Depressão (1929-39). Depois de baixar os juros para praticamente zero, o Fed usou a compra de títulos públicos para colocar mais dinheiro em circulação.

O chamado "alívio quantitativo" é uma das alternativas do banco central para estimular a economia, diante da incapacidade dos políticos de fazerem isso.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ouro atinge novo recorde

Depois da declaração do presidente do banco central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, de que não vai haver aumento nas taxas básicas de juros a curto prazo, a onça de 31,1 gramas de ouro subiu mais US$ 13,60 hoje, atingindo o preço recorde de US$ 1.527,50.

O Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed) decidiu hoje manter a taxa no seu recorde histórico de baixa, entre zero e 0,25% ao ano. Também vai continuar com seu programa de compra de títulos públicos, no valor total de US$ 600 bilhões, para aumentar a quantidade de dólares em circulação.

Isso desvaloriza a moeda americana, causando protestos de países como a China e o Brasil, onde o ministro Guido Mantega acusa os EUA de promoverem uma "guerra cambial".

Fed começa a dar entrevistas regularmente

Ben Bernanke faz história. A partir de hoje, o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, dará entrevistas coletivas regulares aos jornalistas, noticia o jornal The Washington Post.

É mais uma medida no longo processo para tornar mais transparente sua política monetária.

No Reino Unido, a direção do Banco da Inglaterra dá entrevistas toda vez que lança um relatório trimestral sobre inflação.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Bernanke critica China e defende expansão monetária

Em discurso numa conferência de bancos centrais na Alemanha, o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Ben Bernanke, criticou a China por não tomar medidas para aumentar o consumo interno e reduzir o saldo comercial.

O presidente da Reserva Federal (Fed) defendeu a colocação de mais US$ 600 bilhões em circulação alegando que precisa estimular a economia e reduzir o desemprego. Negou estar manipulando o dólar para obter vantagem competitiva para os produtos americanos no mercado internacional.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Fed deve estimular economia dos EUA

Com inflação baixa e desemprego elevado, o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, Ben Bernanki manifestou hoje mais uma vez a intenção de tomar medidas para estimular a economia, levantando as bolsas mas derrubando o dólar. 


O banco central deve comprar títulos públicos para colocar mais dinheiro em circulação. Isso tende a causar uma desvalorização ainda maior do dólar.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Bernanke considera dívida dos EUA "insustentável"

Ao depor hoje na Comissão do Orçamento da Câmara, o presidente da Reversa Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, Ben Bernanke previu que a economia americana cresça 3,5%.

Esse ritmo, acrescentou o presidente do Fed, é insuficiente para gerar os empregos destruídos pela crise e reduzir a dívida pública, que ele considerou "insustentável".

Bernanke defendeu o programa de estímulo, dizendo que o endividamento do governo foi importante para enfrentar a pior crise econômica desde a Grande Depressão (1929-39). Mas advertiu que deve ser recolocado numa trajetória sustentável assim que a situação se normalizar.

domingo, 21 de março de 2010

Bernanke alerta para risco de gigantismo financeiro

presidente do banco central dos Estados Unidos, Ben Bernanke considera “uma inconsciência que o destino da economia mundial esteja tão amarrado à fortuna de um número relativamente pequeno de empresas financeiras gigantescas". 


Em palestra na Flórida, no sábado, Bernanke afirmou que, "se não conseguirmos mais nada depois desta crise, temos de garantir que nunca mais tenhamos de enfrentar uma situação dessas”.