O regime comunista da China deteve 197 pessoas sob a acusação de espalhar rumores e informações falsas na Internet sobre a crise recente do mercado financeiro e as explosões no porto de Tianjin, revelou a agência oficial de notícias Nova China.
Entre os presos, há um jornalista e funcionários das bolsas de valores.
As ações chinesas caíram 40% nos últimos meses e 8,5% num dia na semana passada, deflagrando uma queda generalizada nas bolsas de valores do mundo inteiro.
Em 12 de agosto, uma série de explosões em armazéns do cais do porto de Tianjin matou 150 pessoas, num dos piores acidentes industriais da história da China.
O governo chinês exerce um controle rigoroso das informações divulgadas na rede mundial de computadores e processa regulamente quem considera suspeito.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Especulação Financeira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Especulação Financeira. Mostrar todas as postagens
domingo, 30 de agosto de 2015
terça-feira, 7 de julho de 2015
Bolsas da China perderam US$ 3 trilhões em semanas
Enquanto o mundo foca suas atenções na Grécia, uma bolha especulativa está estourando nas bolsas de valores da China, apesar de uma série de medidas recentes como um corte nas taxas básicas de juros do banco central, a redução do percentual que os bancos devem manter como reservas e uma investigação sobre possíveis ações fraudulentas.
Desde o pico em 12 de junho de 2015, a Bolsa de Xangai caiu quase 30%. As ações chinesas perderam US$ 3 trilhões, oito vezes mais do que a dívida publica grega, estimada hoje em 340 bilhões de euros (US$ 373 bilhões).
O índice CSI300, que mede o desempenho das principais ações cotadas nas bolsa de Xangai e de Xenzen, caiu hoje 1,3%.
Na sexta-feira, numa tentativa de restaurar a confiança dos investidores, o órgão regulador anunciou um inquérito sobre possíveis manipulações do mercado. Deve manter nas próximas semanas o esforço para evitar um colapso nos preços das ações.
Com a desaceleração da economia e a demanda interna relativamente fraca, aparentemente os chineses aproveitaram a baixa das taxas de juros para investir na bolsa. O objetivo do governo é fortalecer o mercado interno para que seja capaz de sustentar o crescimento nacional nestes anos de crise em que a demanda externa enfraqueceu, prejudicando as exportações.
A partir de 1978, a abertura econômica promovida por Deng Xiaoping criou uma máquina de exportações que elevou a China a segunda maior economia do mundo em termos nominais e maior do que a americana pelo critério de paridade do poder de compra do Banco Mundial.
Para sustentar esse modelo econômico, o governo chinês manteve os salários baixos para manter o baixo custo e a competitividade das exportações, e os juros baixos para garantir crédito barato para as empresas. O desafio agora é estimular o consumo interno sem minar o modelo baseado em investimentos dirigidos pelo governo e o baixo custo das exportações.
Ao mesmo tempo, o regime precisava criar instrumentos de poupança para manter o poder de compra diante da inflação. Fez duas opções: o mercado imobiliário e a bolsa de valores. Nos últimos 20 anos, as aplicações em imóveis foram preferidas pela maioria dos poupadores chineses.
Enquanto os preços subiam, e aumentaram consistentemente nas últimas duas décadas, o mercado imobiliário oferecia oportunidades sem paralelo, especialmente depois da crise de 2008-9, que afetou o setor exportador. Em 2009, a maioria dos chineses via as bolsas de valores como cassinos.
Mas, nos últimos anos, o setor habitacional entrou em declínio. Com a queda na lucratividade e a desaceleração da economia, muitos investidores correram para a bolsa, inflando a bolha especulativa.
A transição para uma economia sustentada pelo consumo interno é o maior desafio para o país que mais cresceu no mundo nos últimos 35 anos, no maior processo de desenvolvimento da história.
Desde o pico em 12 de junho de 2015, a Bolsa de Xangai caiu quase 30%. As ações chinesas perderam US$ 3 trilhões, oito vezes mais do que a dívida publica grega, estimada hoje em 340 bilhões de euros (US$ 373 bilhões).
O índice CSI300, que mede o desempenho das principais ações cotadas nas bolsa de Xangai e de Xenzen, caiu hoje 1,3%.
Na sexta-feira, numa tentativa de restaurar a confiança dos investidores, o órgão regulador anunciou um inquérito sobre possíveis manipulações do mercado. Deve manter nas próximas semanas o esforço para evitar um colapso nos preços das ações.
Com a desaceleração da economia e a demanda interna relativamente fraca, aparentemente os chineses aproveitaram a baixa das taxas de juros para investir na bolsa. O objetivo do governo é fortalecer o mercado interno para que seja capaz de sustentar o crescimento nacional nestes anos de crise em que a demanda externa enfraqueceu, prejudicando as exportações.
A partir de 1978, a abertura econômica promovida por Deng Xiaoping criou uma máquina de exportações que elevou a China a segunda maior economia do mundo em termos nominais e maior do que a americana pelo critério de paridade do poder de compra do Banco Mundial.
Para sustentar esse modelo econômico, o governo chinês manteve os salários baixos para manter o baixo custo e a competitividade das exportações, e os juros baixos para garantir crédito barato para as empresas. O desafio agora é estimular o consumo interno sem minar o modelo baseado em investimentos dirigidos pelo governo e o baixo custo das exportações.
Ao mesmo tempo, o regime precisava criar instrumentos de poupança para manter o poder de compra diante da inflação. Fez duas opções: o mercado imobiliário e a bolsa de valores. Nos últimos 20 anos, as aplicações em imóveis foram preferidas pela maioria dos poupadores chineses.
Enquanto os preços subiam, e aumentaram consistentemente nas últimas duas décadas, o mercado imobiliário oferecia oportunidades sem paralelo, especialmente depois da crise de 2008-9, que afetou o setor exportador. Em 2009, a maioria dos chineses via as bolsas de valores como cassinos.
Mas, nos últimos anos, o setor habitacional entrou em declínio. Com a queda na lucratividade e a desaceleração da economia, muitos investidores correram para a bolsa, inflando a bolha especulativa.
A transição para uma economia sustentada pelo consumo interno é o maior desafio para o país que mais cresceu no mundo nos últimos 35 anos, no maior processo de desenvolvimento da história.
Marcadores:
abertura econômica,
Bolsa de Valores,
China,
Deng Xiaoping,
Especulação Financeira,
Exportações,
Mercado Imobiliário,
mercado interno,
reformas,
Setor Habitacional
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
1% mais rico terá mais da metade da riqueza do mundo em 2016
Na véspera do início da reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, um relatório da organização não governamental Oxfam (Comitê de Oxford para Alívio da Fome) adverte: com o aumento da concentração da renda, em 2016, a parcela 1% mais rica da população mundial vai acumular mais da metade da riqueza mundial, mais do que os outros 99%.
O objetivo da Oxfam é pressionar a elite política e econômica reunida na estação de esqui na Suíça a tomar medidas para reduzir a desigualdade, informa o jornal inglês The Guardian.
Desde a Grande Recessão de 2008-9, a renda do 1% mais rico passou de 44% em 2009 para 48% em 2005, enquanto os 80% mais pobres levaram apenas 5,5% do bolo. Com esta tendência, no próximo ano, os ultrarricos terão mais do que todo o resto do mundo.
"A mensagem é que o crescimento da desigualdade é perigoso. É ruim para a economia e para a governabilidade. Vemos a riqueza concentrada tomando o poder e deixando a pessoa comum sem voz nem ninguém que defenda seus interesses", declarou Winnie Byanyima, diretora-executiva da Oxfam e co-presidente do Fórum de Danos neste ano.
No ano passado, a Oxfam revelou que 85 bilionários tinham a mesma riqueza do que 3,5 bilhões de pessoas, a metade da população mundial mundial. Em 2010, os 388 mais ricos tinham tanto quanto a metade mais pobre. Hoje, bastam os 80 mais ricos para igualar os 3,5 bilhões.
"Queremos viver num mundo em que 1% ganham mais do que todo o resto?", questionou a diretora da ONG. "A escala da desigualdade global é assustadora. Apesar do tema estar cada vez mais em evidência na agenda global, a distância entre os mais ricos e o resto aumenta rapidamente."
O livro O Capital no Século 21, do economista francês Thomas Picketty, publicado em 2013, relançou o debate em termos científicos ao comparar a evolução da distribuição da riqueza em 20 países desde a Revolução Industrial do século 18.
Sua conclusão, baseada na mais ampla análise de dados realizada até hoje, derruba a tese da mão invisível do mercado, do britânico Adam Smith, considerado o pai da ciência econômica e do liberalismo econômico.
Smith acreditava que a longo prazo o livre mercado corrigiria suas próprias distorções naturalmente e chegaria a posições de equilíbrio. Picketty alega o contrário. Quando o mercado funciona como prevê a ciência econômica, a concentração da riqueza aumenta simplesmente porque uns têm mais sucesso do que os outros e ganham mais dinheiro.
Como o trabalho é mais abundante do que o capital, pela lei da oferta e da procura a remuneração do capital (rendas, juros e lucros) é maior do que a remuneração do trabalho (salário), sempre pressionada pela existência de uma massa de desempregados dispostos a trabalhar ganhando menos.
Pelo raciocínio do economista francês, a única maneira de combater a concentração da riqueza é taxar mais fortemente o capital, especialmente as heranças e as transações financeiras, o que também ajudaria a combater a especulação financeira.
Em 1972, o economista americano James Tobin propôs a cobrança de um imposto sobre operações cambiais para conter a especulação, sugerindo que a alíquota poderia ser de 0,5%.
A proposta foi encampada pela organização não governamental Associação pela Taxação das Transações Financeiras e Ajuda ao Cidadão (ATTAC), criado em 1998 para defender a cobrança de 1% sobre todas as transações financeiras internacionais. O dinheiro arrecadado seria investido em programas de desenvolvimento social para compensar os efeitos perversos da globalização econômica.
Logo depois da crise de 2008, agravada pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, nas primeiras reuniões do Grupo dos Vinte (19 países mais rico do mundo e a União Europeia), a sugestão voltou à pauta. Com a recuperação, cada país do G-20 passou a cuidar de seus próprios interesses. Mais uma vez, o Imposto Tobin foi abandonado.
Amanhã, no discurso sobre o Estado da União, o presidente Barack Obama vai propor aumentos de impostos para os ricos e para os bancos. É praticamente impossível que o conservador Partido Republicano, que controla a Câmara e o Senado dos Estados Unidos, dominado pelos lobbies de grandes empresas e do centro financeiro de Wall Street, concorde.
O objetivo da Oxfam é pressionar a elite política e econômica reunida na estação de esqui na Suíça a tomar medidas para reduzir a desigualdade, informa o jornal inglês The Guardian.
Desde a Grande Recessão de 2008-9, a renda do 1% mais rico passou de 44% em 2009 para 48% em 2005, enquanto os 80% mais pobres levaram apenas 5,5% do bolo. Com esta tendência, no próximo ano, os ultrarricos terão mais do que todo o resto do mundo.
"A mensagem é que o crescimento da desigualdade é perigoso. É ruim para a economia e para a governabilidade. Vemos a riqueza concentrada tomando o poder e deixando a pessoa comum sem voz nem ninguém que defenda seus interesses", declarou Winnie Byanyima, diretora-executiva da Oxfam e co-presidente do Fórum de Danos neste ano.
No ano passado, a Oxfam revelou que 85 bilionários tinham a mesma riqueza do que 3,5 bilhões de pessoas, a metade da população mundial mundial. Em 2010, os 388 mais ricos tinham tanto quanto a metade mais pobre. Hoje, bastam os 80 mais ricos para igualar os 3,5 bilhões.
"Queremos viver num mundo em que 1% ganham mais do que todo o resto?", questionou a diretora da ONG. "A escala da desigualdade global é assustadora. Apesar do tema estar cada vez mais em evidência na agenda global, a distância entre os mais ricos e o resto aumenta rapidamente."
O livro O Capital no Século 21, do economista francês Thomas Picketty, publicado em 2013, relançou o debate em termos científicos ao comparar a evolução da distribuição da riqueza em 20 países desde a Revolução Industrial do século 18.
Sua conclusão, baseada na mais ampla análise de dados realizada até hoje, derruba a tese da mão invisível do mercado, do britânico Adam Smith, considerado o pai da ciência econômica e do liberalismo econômico.
Smith acreditava que a longo prazo o livre mercado corrigiria suas próprias distorções naturalmente e chegaria a posições de equilíbrio. Picketty alega o contrário. Quando o mercado funciona como prevê a ciência econômica, a concentração da riqueza aumenta simplesmente porque uns têm mais sucesso do que os outros e ganham mais dinheiro.
Como o trabalho é mais abundante do que o capital, pela lei da oferta e da procura a remuneração do capital (rendas, juros e lucros) é maior do que a remuneração do trabalho (salário), sempre pressionada pela existência de uma massa de desempregados dispostos a trabalhar ganhando menos.
Pelo raciocínio do economista francês, a única maneira de combater a concentração da riqueza é taxar mais fortemente o capital, especialmente as heranças e as transações financeiras, o que também ajudaria a combater a especulação financeira.
Em 1972, o economista americano James Tobin propôs a cobrança de um imposto sobre operações cambiais para conter a especulação, sugerindo que a alíquota poderia ser de 0,5%.
A proposta foi encampada pela organização não governamental Associação pela Taxação das Transações Financeiras e Ajuda ao Cidadão (ATTAC), criado em 1998 para defender a cobrança de 1% sobre todas as transações financeiras internacionais. O dinheiro arrecadado seria investido em programas de desenvolvimento social para compensar os efeitos perversos da globalização econômica.
Logo depois da crise de 2008, agravada pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, nas primeiras reuniões do Grupo dos Vinte (19 países mais rico do mundo e a União Europeia), a sugestão voltou à pauta. Com a recuperação, cada país do G-20 passou a cuidar de seus próprios interesses. Mais uma vez, o Imposto Tobin foi abandonado.
Amanhã, no discurso sobre o Estado da União, o presidente Barack Obama vai propor aumentos de impostos para os ricos e para os bancos. É praticamente impossível que o conservador Partido Republicano, que controla a Câmara e o Senado dos Estados Unidos, dominado pelos lobbies de grandes empresas e do centro financeiro de Wall Street, concorde.
Marcadores:
1%,
ATTAC,
Bilionários,
concentração da renda,
Concentração da riqueza,
Davos,
Especulação Financeira,
Fórum Econômico Mundial,
Grande Depressão,
Imposto Tobin,
Oxfam
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Bundesbank adverte para o risco das bitcoins
O Bundesbank, o poderoso banco central da Alemanha, advertiu hoje para o risco de moedas virtuais como as bitcoins, que são altamente especulativas e não têm a menor garantia.
Em entrevista ao jornal alemão Handelsblatt, Carl-Ludwig Thiele, diretor do Bundesbank, lembrou que "não há qualquer garantia estatal. Os investidores podem perder todo o seu dinheiro. O banco está advertindo enfaticamente sobre estes riscos".
Os comentários de Thiele seguem na linha do alerta feito pelo Banco Central Europeu a respeito dos enormes riscos especulativos das bitcoins. No mês passado, a China proibiu as casas de câmbio virtuais de aceitar dinheiro novo para a compra de bitcoins.
Sua crescente popularidade atraiu até grandes investidores interessados em novos negócios. Em novembro de 2013, quando a cotação disparou, o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, admitiu os riscos mas falou que "também há áreas em que podem ser uma promessa de longo prazo".
Já em 2012 o BCE se preocupava com as moedas virtuais. Naquele ano, um estudo concluiu que elas não criariam um risco inflacionário se não houvesse uma grande emissão de moeda.
Em entrevista ao jornal alemão Handelsblatt, Carl-Ludwig Thiele, diretor do Bundesbank, lembrou que "não há qualquer garantia estatal. Os investidores podem perder todo o seu dinheiro. O banco está advertindo enfaticamente sobre estes riscos".
Os comentários de Thiele seguem na linha do alerta feito pelo Banco Central Europeu a respeito dos enormes riscos especulativos das bitcoins. No mês passado, a China proibiu as casas de câmbio virtuais de aceitar dinheiro novo para a compra de bitcoins.
Sua crescente popularidade atraiu até grandes investidores interessados em novos negócios. Em novembro de 2013, quando a cotação disparou, o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, admitiu os riscos mas falou que "também há áreas em que podem ser uma promessa de longo prazo".
Já em 2012 o BCE se preocupava com as moedas virtuais. Naquele ano, um estudo concluiu que elas não criariam um risco inflacionário se não houvesse uma grande emissão de moeda.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
J P Morgan tem US$ 100 bi em papéis de alto risco
A unidade do banco J P Morgan Chase responsável pelo prejuízo recente de US$ 2 bilhões no mercado de derivativos tem US$ 100 bilhões em títulos de alto risco como os causadores da crise financeira mundial em 2008.
Esta unidade tem sido nos últimos três a maior compradora de títulos de dívida hipotecária da Europa e outros instrumentos financeiros complexos como obrigações colateralizadas de crédito em todos os mercados, afirma o jornal inglês Financial Times citando com fontes corretores e especialistas em crédito.
Desde que o prejuízo foi anunciado, as operações especulativas do banco estão sob investigação nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Esta unidade tem sido nos últimos três a maior compradora de títulos de dívida hipotecária da Europa e outros instrumentos financeiros complexos como obrigações colateralizadas de crédito em todos os mercados, afirma o jornal inglês Financial Times citando com fontes corretores e especialistas em crédito.
Desde que o prejuízo foi anunciado, as operações especulativas do banco estão sob investigação nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Marcadores:
Crise Financeira Mundial,
Derivativos,
Especulação Financeira,
EUA,
J P Morgan Chase,
Obrigações Colateralizadas de Crédito,
Reino Unido
domingo, 25 de abril de 2010
Goldman Sachs lucrou com crise mundial
Uma investigação do Senado dos Estados Unidos revelou neste sábado ter encontrado mensagens de correio eletrônico comprovando que o banco de investimentos Goldman Sachs beneficiou-se do colapso do mercado imobiliário porque tinha apostado que isso aconteceria.
"Claro que não nos livramos da confusão com as hipotecas", admitiu o presidente do banco, Lloyd Blankfein. "Perdemos dinheiro. Mas depois, com short selling, ganhamos mais do que perdemos."
Short selling é uma operação em que o especulador toma ações por empréstimos e as vende, apostando na queda de preço para depois recomprar a ação por um preço menor, pagar a dívida e embolsar a diferença.
Esse tipo de operação chegou a ser suspenso no auge da crise porque os especuladores poderiam derrubar empresas saudáveis num momento de pânico, destruindo o capital da empresa com a venda em massa de suas ações.
Depois de ser acusado pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA de enganar clientes ao não revelar o risco de obrigações colateralizadas de crédito lastreadas por hipotecas de segunda linha, o Goldman Sachs negou tudo e prometeu se defender.
Mas mais detalhes sórdidos da atuação daquele que era o maior banco de investimentos de Wall St. estão sendo descobertos, ameaçando o futuro de uma das marcas mais poderosas do centro financeiro de Nova York.
"Claro que não nos livramos da confusão com as hipotecas", admitiu o presidente do banco, Lloyd Blankfein. "Perdemos dinheiro. Mas depois, com short selling, ganhamos mais do que perdemos."
Short selling é uma operação em que o especulador toma ações por empréstimos e as vende, apostando na queda de preço para depois recomprar a ação por um preço menor, pagar a dívida e embolsar a diferença.
Esse tipo de operação chegou a ser suspenso no auge da crise porque os especuladores poderiam derrubar empresas saudáveis num momento de pânico, destruindo o capital da empresa com a venda em massa de suas ações.
Depois de ser acusado pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA de enganar clientes ao não revelar o risco de obrigações colateralizadas de crédito lastreadas por hipotecas de segunda linha, o Goldman Sachs negou tudo e prometeu se defender.
Mas mais detalhes sórdidos da atuação daquele que era o maior banco de investimentos de Wall St. estão sendo descobertos, ameaçando o futuro de uma das marcas mais poderosas do centro financeiro de Nova York.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Fundos de hedge apostam contra o euro
Os fundos de hedge estão apostando contra a moeda comum europeia. O mercado já teme uma reação regulatória das autoridades, na medida em que especuladores tentam se beneficiar da fraqueza da Grécia e outros países da zona do euro.
Em Londres, o diretor da Autoridade de Serviços Financeiros, lorde Adair Turner, ameaçou abrir uma investigação sobre posições especulativas para ganhar com a queda nos preços de bônus de países e de empresas.
Em Londres, o diretor da Autoridade de Serviços Financeiros, lorde Adair Turner, ameaçou abrir uma investigação sobre posições especulativas para ganhar com a queda nos preços de bônus de países e de empresas.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Moeda do Zimbábue entra em colapso
O dólar do Zimbábue sofreu hoje a maior queda de sua História, provocando uma corrida especulativa para o dólar. Como o banco central entrou no mercado negro comprando dólares a taxas ilegais para pagar as dívidas do país, a cotação da moeda zimbabueana chegou a 300 mil por dólares. A cotação oficial é de 15 mil.
Diante da especulação alimentada pelo próprio governo, os corretores já prevêem um cotação de 400 mil amanhã. "É uma loucura", comentou um deles. "Quem tem dólares está segurando à espera da alta. A cotação muda a toda hora".
Desde segunda-feira, o valor do dólar do Zimbábue caiu a menos da metade.
A inflação está em 9.000% ao ano, maior do que a inflação brasileira quando o governo Itamar Franco lançou o Plano Real, em 1994. Em uma semana, o preço do bife aumentou duas vezes e meia, o do óleo de cozinho dobrou e as passagem de ônibus aumentaram em até cinco vezes.
Desde a independência, em 1980, o Zimbábue é governado pelo ditador Robert Mugabe. De herói da luta pela independência, ele se transformou em algoz de seu próprio povo.
Com o crescimento da oposição, a partir de 2000 passou a acusar a minoria branca, o Reino Unido e os Estados Unidos pelos problemas do país. Criou o seu próprio movimento dos trabalhadores rurais sem terra, inspirado pelo MST, e ordenou não só a invasão de fazendas dos brancos por supostos "veteranos de guerra" que não teriam ganho seu quinhão de terra como recompensa pela luta como a destruição de favelas onde a oposição ganha eleições.
Isso destruiu a agricultura de um país antes conhecido como "celeiro da África". Para acalmar seus generais e evitar um possível golpe de Estado, Zimbábue envolveu-se na guerra civil do Congo, onde eles puderam se locupletar saqueando as riquezas minerais das regiões ocupadas.
A sociedade internacional esperava a mediação da África do Sul, maior potência da África negra. Mas o presidente Thabo Mbeki, sucessor de Nelson Mandela, sabe que seu país tem problemas semelhantes herdados do regime segregacionista do 'apartheid', como má distribuição da terra e da riqueza, e teme criar uma revolta na África do Sul.
O Zimbábue também viveu sob um regime dominado pela minoria branca da independência do Império Britânico, em 1965, até a vitória da guerrilha liderada pela União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), sob o comando de Mugabe.
Diante da especulação alimentada pelo próprio governo, os corretores já prevêem um cotação de 400 mil amanhã. "É uma loucura", comentou um deles. "Quem tem dólares está segurando à espera da alta. A cotação muda a toda hora".
Desde segunda-feira, o valor do dólar do Zimbábue caiu a menos da metade.
A inflação está em 9.000% ao ano, maior do que a inflação brasileira quando o governo Itamar Franco lançou o Plano Real, em 1994. Em uma semana, o preço do bife aumentou duas vezes e meia, o do óleo de cozinho dobrou e as passagem de ônibus aumentaram em até cinco vezes.
Desde a independência, em 1980, o Zimbábue é governado pelo ditador Robert Mugabe. De herói da luta pela independência, ele se transformou em algoz de seu próprio povo.
Com o crescimento da oposição, a partir de 2000 passou a acusar a minoria branca, o Reino Unido e os Estados Unidos pelos problemas do país. Criou o seu próprio movimento dos trabalhadores rurais sem terra, inspirado pelo MST, e ordenou não só a invasão de fazendas dos brancos por supostos "veteranos de guerra" que não teriam ganho seu quinhão de terra como recompensa pela luta como a destruição de favelas onde a oposição ganha eleições.
Isso destruiu a agricultura de um país antes conhecido como "celeiro da África". Para acalmar seus generais e evitar um possível golpe de Estado, Zimbábue envolveu-se na guerra civil do Congo, onde eles puderam se locupletar saqueando as riquezas minerais das regiões ocupadas.
A sociedade internacional esperava a mediação da África do Sul, maior potência da África negra. Mas o presidente Thabo Mbeki, sucessor de Nelson Mandela, sabe que seu país tem problemas semelhantes herdados do regime segregacionista do 'apartheid', como má distribuição da terra e da riqueza, e teme criar uma revolta na África do Sul.
O Zimbábue também viveu sob um regime dominado pela minoria branca da independência do Império Britânico, em 1965, até a vitória da guerrilha liderada pela União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF), sob o comando de Mugabe.
Assinar:
Postagens (Atom)