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quinta-feira, 17 de maio de 2012

J P Morgan tem US$ 100 bi em papéis de alto risco

A unidade do banco J P Morgan Chase responsável pelo prejuízo recente de US$ 2 bilhões no mercado de derivativos tem US$ 100 bilhões em títulos de alto risco como os causadores da crise financeira mundial em 2008.

Esta unidade tem sido nos últimos três a maior compradora de títulos de dívida hipotecária da Europa e outros instrumentos financeiros complexos como obrigações colateralizadas de crédito em todos os mercados, afirma o jornal inglês Financial Times citando com fontes corretores e especialistas em crédito.

Desde que o prejuízo foi anunciado, as operações especulativas do banco estão sob investigação nos Estados Unidos e no Reino Unido.

domingo, 25 de abril de 2010

Goldman Sachs lucrou com crise mundial

 Uma investigação do Senado dos Estados Unidos revelou neste sábado ter encontrado mensagens de correio eletrônico comprovando que o banco de investimentos Goldman Sachs beneficiou-se do colapso do mercado imobiliário porque tinha apostado que isso aconteceria.

"Claro que não nos livramos da confusão com as hipotecas", admitiu o presidente do banco, Lloyd Blankfein. "Perdemos dinheiro. Mas depois, com short selling, ganhamos mais do que perdemos."

Short selling é uma operação em que o especulador toma ações por empréstimos e as vende, apostando na queda de preço para depois recomprar a ação por um preço menor, pagar a dívida e embolsar a diferença.

Esse tipo de operação chegou a ser suspenso no auge da crise porque os especuladores poderiam derrubar empresas saudáveis num momento de pânico, destruindo o capital da empresa com a venda em massa de suas ações.

Depois de ser acusado pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA de enganar clientes ao não revelar o risco de obrigações colateralizadas de crédito lastreadas por hipotecas de segunda linha, o Goldman Sachs negou tudo e prometeu se defender.

Mas mais detalhes sórdidos da atuação daquele que era o maior banco de investimentos de Wall St. estão sendo descobertos, ameaçando o futuro de uma das marcas mais poderosas do centro financeiro de Nova York.

terça-feira, 9 de março de 2010

UE quer regulamentar derivativos

A União Europeia quer uma regulamentação mais rígida para os derivativos negociados no setor financeiro, especialmente as chamadas obrigações colateralizadas de crédito (credit default swaps), que estariam sendo usadas por especuladores para atacar o euro.

Como essas obrigações funcionam como uma espécie de seguro, os beneficiários desse seguro podem ganhar com o calote de dívidas de países ou empresas. No momento, há cerca de 40 trilhões de dívidas assesurados por operações com derivativos.

Um comentarista do jornal inglês Financial Times chegou a dizer que é como se alguém fosse beneficiário do seguro da casa do vizinho e assim ganhasse uma indenização do seguro se a casa do vizinho pegasse fogo sem ter nenhum ônus ou prejuízo com isso.