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sábado, 31 de outubro de 2020

Mundo registra recorde de 545 mil casos novos de covid-19 num dia

Mais um recorde mundial de casos novos da doença do coronavírus de 2019 num dia foi registrado na quinta-feira: 545.945. O total de casos confirmados no mundo passa de 45,5 milhões, com 1,187 milhão de mortes, 33 milhões de pacientes curados e 82.750 em estado grave. A taxa de mortalidade dos casos ence
rrados está em 3%.

Os Estados Unidos também bateram recorde de casos novos num dia, mais de 97 mil. O número de contágios em sete dias atingiu outro recorde: mais de 500 mil. Os EUA chegaram a 9 milhões de casos e quase 230 mil mortes, inclusive 2.609 nas últimas 24 horas.

No Brasil, houve 529 mortes e mais de 23 mil casos novos notificados nesta sexta-feira. O total subiu para 159.562 óbitos e 5,5 milhões de casos confirmados. A taxa de desemprego chegou a 14,4% no fim de agosto. Meu comentário:

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

França e Alemanha anunciam reconfinamento

 O mundo registrou um novo recorde de casos novos da doença do coronavírus de 2019. Foram 516 mil na terça-feira. A Europa voltou a ser o centro da pandemia, com 44% dos novos contágios e 40% mais mortes do que na semana anterior. A França é o Reino Unido anunciaram recordes de mortes na segunda onda de contaminação que assola o continente.

Na França, o presidente Emmanuel Macron anunciou um novo confinamento geral do país a partir de sexta-feira até 1º de dezembro. As creches e escolas vão continuar funcionando. 

Depois de um recorde de quase 15 mil casos novos nesta quarta-feira, a chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel impôs um confinamento parcial na Alemanha por um mês.

A média diária de casos novos dos últimos sete dias nos Estados Unidos está em 71 mil. É a maior desde o início da pandemia. As mortes estão em torno de 800 por dia. A seis dias da eleição presidencial, o contágio aumento na maioria dos estados e não está em queda em nenhum deles.

No Brasil, mais 499 mortes e 28.852 casos novos foram notificados nesta quarta-feira. O total está em 158.480 e o de casos confirmados supera 4,9 milhões. A média diária de mortes dos últimos sete dias ficou em 432. Meu comentário:

segunda-feira, 9 de março de 2020

Ameaça de recessão e guerra do petróleo derrubam bolsas pelo mundo

O medo de uma recessão mundial por causa da epidemia do novo coronavírus deflagra uma guerra nos preços do petróleo e derruba as bolsas de valores no mundo inteiro. Toda a Itália entra em quarentena para tentar parar a transmissão da doença. Nos Estados Unidos, quatro deputados, um senador e o novo chefe da Casa Civil vão para isolamento voluntário.

A principal causa do terremoto no mercado financeiro foi uma guerra de preços do petróleo. A China responde por 80 por cento das importações mundiais de petróleo e o consumo chinês caiu 28 por cento no mês passado. 

Na sexta-feira, a Rússia, segunda maior exportadora mundial, não aceitou uma proposta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a OPEP, de corte na produção de um milhão e meio de barris por dia para tentar sustentar o preço. 

Em resposta, a Arábia Saudita, maior exportadora mundial, decidiu aumentar a produção e baixar os preços. Resultado: os preços do petróleo chegaram a cair 30 por cento na Bolsa de Mercadorias de Londres e terminaram o dia em baixa de 24 por cento, com o barril um pouco acima de 30 dólares, na maior queda desde o início da Guerra do Golfo de 1991. 

No fundo, seria uma manobra da Rússia para inviabilizar a produção de óleo betuminoso, que fez os Estados Unidos voltarem a ser os maiores produtores mundiais de energia. Abaixo de 40 dólares por barril, o óleo de xisto dá prejuízo. A Arábia Saudita é aliada dos Estados Unidos, mas também compete com o óleo de xisto. Meu comentário:

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Bolsas de valores e petróleo caem com expansão da epidemia do novo coronavírus

Com o aumento do número de casos na Coreia do Sul, no Irã e na Itália, as bolsas de valores reagiram negativamente ao reavaliar o impacto econômico da epidemia do novo coronavírus. O total de casos registrados chegou hoje a 79.444, com 2.627 mortes, sendo 77.150 casos e 2.592 mortes na China.

O Japão tem agora 838 casos confirmados e a Coreia do Sul, 833. O maior número de mortes fora da China foi no Irã, 12. A doença chegou a 33 países e às regiões semiautônomas chinesas de Hong Kong e Macau.

Na Europa, com queda de 5,4%, a Bolsa de Milão teve o pior dia desde 2016. A Itália já tem 152 casos, com seis mortes. Frankfurt perdeu 4,01, Paris 3,95% e Londres 3,34%. Em Nova York, o Índice Dow Jones cai mais de 900 pontos ou 3,3%. No fim do dia, acumulou queda de mais de mil pontos (3,6%), devolvendo os ganhos do ano

Também nos Estados Unidos, o barril do petróleo West Texas Intermediate, do Golfo do México, padrão de referência do mercado americano, vale US$50,63 (-5,15%). Na Bolsa de Mercadoria de Londres, o petróleo Brent, do Mar do Norte, padrão do mercado europeu, está em US$ 54,79 (-5,44%).

O rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA caiu para 1,377% ao ano, perto do mínimo histórico de 1,364% registrado em 2016.

Assim, o ouro, tradicional refúgio em momentos de crise, subiu 1,7% para US$1.677 a onça troy (31,1 gramas), a maior cotação desde o início de 2013.

Até agora, o mercado apostava que o impacto econômica doença sobre o consumo e os lucros das empresas seria temporário, com pico no número de novos casos em fevereiro. A propagação internacional do vírus muda as expectativas e aponta para o risco de uma pandemia.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Coronavírus prejudica 5 milhões de empresas no mundo inteiro

As bolsas de valores da Ásia estão em queda nesta terça-feira depois que a Apple advertiu o mercado sobre o impacto da epidemia do novo coronavírus, que pode afetar a fabricação de seus produtos, montados na China, e diminuir as vendas aos consumidores chineses. 

No mundo inteiro, 5 milhões de empresas podem ser prejudicadas pela epidemia, alerta um novo estudo divulgado hoje.

A maioria das bolsas da Ásia está em baixa. As perdas são de 1,15 por cento em Tóquio, 1,22 por cento em Seul, 0,2 por cento em Sídnei, na Austrália, 1 por cento em Hong Kong e 0,16 por cento em Xangai. Na contramão da tendência do mercado, a Bolsa de Shenzhen, também na China, sobe 0,33 por cento. As informações são do canal de notícias americano CNBC.

Com o alerta da Apple ao mercado de que vai faturar e lucrar menos, as ações dos fornecedores da empresa na Ásia caíram, no Japão, na Coreia do Sul, em Hong Kong e Taiwan. 

A Apple fabrica quase todos os seus iPhones e outros produtos na China, com design e software de Cupertino, na Califórnia, nos Estados Unidos, onde fica a sede central da empresa, e peças fabricadas em países vizinhos da China. É uma empresa globalizada. 

Por causa da epidemia, a produção foi suspensa temporariamente e algumas lojas da empresa foram fechadas na China. Reabriram na semana passada com serviços reduzidos. Meu comentário:

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Retomada do emprego reduz chance de corte de juros nos EUA

A economia dos Estados Unidos teve um saldo de 224 mil novos empregos em junho, o melhor resultado em dez meses, quase igual à média do ano passado, superando a expectativa do mercado, que era de 160 mil vagas, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. 

O índice de desemprego subiu de 3,6% para 3,7%, sinal de que há mais americanos procurando emprego. Com menos chance de corte nas taxas básicas de juros na reunião do Conselho da Reserva Federal (Fed) no fim do mês, as bolsas caíram no mundo inteiro, mas uma redução de 0,25 ponto percentual não está totalmente descartada.

Em Nova York, o Índice Dow Jones perdeu 0,16%. As bolsas da Europa já estavam em baixa por causa da forte queda das encomendas à indústria da Alemanha, a maior economia do continente. Com vendas fracas no varejo e o pior desempenho do mercado de trabalho desde 2002, a locomotiva europeia preocupa.

O presidente Donald Trump saudou o resultado, chamando-o de "real e inesperadamente bom", mas voltou a atacar o Fed: "Se tivéssemos um Fed que baixasse as taxas de juros, estaríamos como um foguete. Mas estamos pagando muitos juros desnecessariamente. Não temos um Fed que não sabe o que está fazendo."

Até agora, em 2019, a maior economia do mundo gerou saldos de 172 mil novos postos de trabalho por mês, abaixo da média de 223 mil do ano passado.

Apesar da forte retomada no crescimento do emprego, há sinais de desaceleração. A delegacia regional do Fed em Atlanta, na Geórgia, prevê um crescimento em ritmo de 1,3% ao ano no segundo trimestre, depois de uma expansão de 3,1% nos três primeiros meses do ano.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

China sobretaxa produtos dos EUA no valor de US$ 60 bilhões

As bolsas de valores caem no mundo inteiro diante do anúncio da China de que vai retaliar o tarifaço do presidente Donald Trump impondo taxas de 10% a 25% sobre 4.545 produtos dos Estados Unidos, importados num valor de US$ 60 bilhões por ano, a partir de 1º de junho, noticiou o jornal inglês Financial Times.

"O ajuste das tarifas é uma resposta ao unilateralismo e ao protecionismo comercial dos EUA", declarou em nota o Ministério das Finanças da China. "Para proteger o sistema multilateral de comércio e defender seus direitos e interesses legítimos, a China teve de ajustar as tarifas sobre alguns bens importados dos EUA."

As sobretaxas atingem vários setores da economia americana, da indústria pesada à agricultura, passando por produtos de consumo doméstico.

Para a maioria dos produtos sobretaxados, a tarifa sobe para 25%. Este grupo inclui alimentos como espinafre congelado e mel natural, substâncias como o sulfato de potássio, usado como fertilizante, e bens industriais como lâmpadas de LED.

Outras duas listas têm 1.078 produtos taxados em 20% e 974 itens tarifados em 10%. Entre eles, estão pasta de dentes, tecidos, roupas e máquinas para fabricar sapatos. Ficaram de fora 595 itens, inclusive lítio, aldeído fórmico, petróleo bruto, impressoras em três dimensões, aviões e instrumentos eletrônicos para dar a partida em carros, barcos e aviões.

Ao anunciar a retaliação, o Conselho de Estado da China declarou que "o lado chinês espera que os EUA voltem ao lado correto das consultas bilaterais comerciais e econômicas, e a trabalhar junto com a China para uma aproximação e tentar chegar a um acordo mutuamente benéfico na base do respeito mútuo."

Se não houver progresso nas negociações para acabar com a guerra comercial entre os dois países mais ricos do mundo, o governo Trump ameaça aumentar para 25% as alíquotas sobre outros produtos chineses, com um valor anual de importação de US$ 325 bilhões.

Isto cobriria quase todas as exportações chinesas para os EUA, que somaram US$ 539 bilhões em 2018. Os detalhes deste novo salvo na guerra comercial podem ser anunciados ainda hoje.

Na manhã desta segunda-feira, antes do anúncio, Trump advertiu a China a não retaliar e afirmou que será "gravemente atingida" se não chegar a um acordo porque as empresas americanas "serão forçadas a deixar a China e ir para outros países".

Minutos depois, a televisão estatal chinesa reagiu: "Se os EUA quiserem conversar ou lutar na próxima etapa, ou adotar outras ações, a China está totalmente preparada com sua caixa de ferramentas políticas para dar uma resposta ampla."

Em Nova York, as bolsas vivem o pior dia em quatro meses. Os índices Dow Jones e S&P 500 caem mais de 2,5%, enquanto a bolsa eletrônica Nasdaq, de ações de empresas de alta tecnologia, perde mais de 3%. A Bolsa de Valores de São Paulo opera em baixa de 2,5%.

Os preços do petróleo também estão em queda por causa do impacto da guerra comercial sobre a economia internacional. A soja está na sua pior cotação em dez anos. Vale US$ 292 por tonelada na Bolsa Mercantil de Chicago, informou a agência Bloomberg.

A escalada na guerra comercial fortalece os radicais dos dois lados e desacelera a economia mundial. "Os dois maiores riscos enfrentados hoje pelos mercados são uma guerra comercial e bancos centrais aumentando as taxas de juros depressa demais", avaliou a economista Kristina Hooper, estrategista para o mercado global da Invesco.

Apertem os cintos! A economia mundial passa por um período de fortes turbulências. A esperança é que Trump e o ditador Xi Jinping se encontrem na reunião de cúpula do Grupo dos 20 em 28 e 29 de junho, em Osaka, no Japão, e aliviem a tensão.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Petróleo e bolsas da Ásia caem com ameaça de Trump à China

Com a ameaça do presidente Donald Trump de aplicar um novo tarifaço sobre as importações de produtos chineses nesta sexta-feira, a China ameaçou cancelar negociações marcadas para esta semana. Os preços do petróleo caem mais de 2% no início desta segunda-feira e as bolsas de valores da Ásia operam em queda. 

Nesta quarta-feira, os Estados Unidos e a China deveriam retomar as negociações para acabar com a guerra comercial deflagrada por Trump para reduzir o déficit americano no comércio bilateral. Para pressionar a China, o presidente dos EUA declarou no domingo que as negociações estão "muito lentas".

Se não houver avanço, Trump ameaça elevar de 10% para 25% a alíquota sobre produtos chineses comprados pelos EUA num valor anual de US$ 200 bilhões de dólares.

Supresa, a China ameaçou suspender as negociações. O vice-primeiro-ministro Liu He chega a Washington com mais de cem assessores, numa indicação que os chineses estão prontos a acertar os detalhes finais. Uma escalada na guerra comercial entre os dois países mais ricos do mundo vai desacelerar a economia internacional.

O barril de petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão da Bolsa de Mercadorias de Londres, ficou abaixo dos US$ 70 pela primeira vez em um mês, com baixa de 2,1% para US$ 69,37, enquanto o West Texas Intermediate, do Golfo Pérsico, padrão do mercado americano, perdeu 2,4% do valor. Foi cotado a US$ 60,47.

A Bolsa de Xangai opera em baixa de 5,2% e o Índice Hang Seng, da Bolsa de Valores de Hong Kong, na China, está no momento em queda de 3,4%, e o Índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, no Japão, perde 0,22%.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Bolsas sobem na China após conversa entre Trump e Xi

As bolsas de valores da China operam em alta na manhã desta sexta-feira depois que o presidente Donald Trump declarou que as negociações para acabar com a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China estão "avançando bem".

Trump revelou ter tido "uma conversa longa e muito boa" com o ditador Xi Jinping nesta quinta-feira. Os dois líderes devem se encontrar durante a reunião de cúpula do Grupo dos 20 (19 países mais ricos do mundo e a União Europeia) marcada para 30 de novembro na Argentina.

Um dos objetivos centrais do G-20 é reduzir as tensões comerciais, que ameaçam reduzir o ritmo de crescimento da economia mundial.

O índice CSI 300, das bolsas de Xangai e Xenzen, subiu 2,3%, a maior alta na semana, enquanto o índice das empresas chinesas na Bolsa de Hong Kong avançou 2,1%. No Japão, a Bolsa de Valores de Tóquio avançou 0,5%. No Brasil, a Bolsa de São Paulo chegou a um recorde histórico de 88.419 pontos por causa da melhora da situação internacional e da expectativa do mercado com o governo Jair Bolsonaro.

Para reduzir um déficit comercial de US$ 375,6 bilhões no ano passado, o governo Trump impôs sobretaxas sobre importações chineses num valor anual de US$ 250 bilhões e ameaçou impor tarifas maiores sobre todos os produtos da China vendidos nos EUA.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Reino Unido perde nota máxima de crédito da Fitch e da S&P

As agências de classificação de risco Standard & Poor's e Fitch rebaixaram a nota de crédito da dívida pública do Reino Unido do nível máximo, AAA, para AA com perspectiva negativa porque a saída da União Europeia enfraquecerá a estabilidade e a eficácia da política econômica do país.

A libra e as bolsas de valores voltaram a cair hoje. A moeda britânica baixou a US$ 1,31, a menor cotação desde 1985. O euro perdeu 1,19%e vale agora US$ 1,098 porque a Brexit (Britain exit, saída da Grã-Bretanha).

Um índice pan-europeu dos mercados de ações sofreu sua pior queda em dois dias desde 2008. Houve perdas nas bolsas de valores no mundo inteiro: Londres (-2,55%), Frankfurt (-3,02%), Paris (-2,97%), Nova York (-1,5%) e São Paulo (-1,72%). Na Ásia, as bolsas de Tóquio (+2,39%) e de Xangai (+1,45%).

No Brasil, o dólar subiu 0,44% fechando em R$ 3,395.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Petróleo cai abaixo de US$ 27 e arrasta bolsas do mundo inteiro

O Índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova York caiu mais 500 pontos hoje, mas se recuperou parcialmente e fechou em baixa de 249 pontos (1,6%), enquanto o barril de petróleo tipo West Texas Intermediate, padrão do mercado americano, recuou mais 6% para US$ 26,76, arrastando as bolsas do mundo inteiro.

A queda nos preços do barril de petróleo iniciada em junho de 2014 ganhou novo ímpeto no começo deste ano com as dúvidas sobre a desaceleração da economia da China, a segunda maior do mundo, e nesta semana com a volta do Irã ao mercado depois do fim das sanções a seu programa nuclear. Até o fim do ano, o Irã deve ofertar mais um milhão de barris por dia.

 Em 20 dias de 2015, a baixa acumula 10%. Hoje o petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão do mercado europeu, foi vendido a um mínimo de US$ 27,19 e fechou cotado a US$ 27,98, o menor valor em 12 anos.

Na Ásia, a Bolsa de Valores de Tóquio caiu 3,7%, entrando no "mercado do urso", quando o preço médio das ações baixa 20% em relação ao pico anterior. Em Xangai, na China, a desvalorização média foi de apenas 1%, mas Hong Kong perdeu 3,8%.

Na Europa, a baixa ficou na média de 3,5%, com fortes perdas em Londres (-3,5%), Frankfurt (-2,8%), Paris (3,4%) e Milão (-4,8%).

Em São Paulo, o Índice Bovespa perde mais 1,4%, puxado pela queda da Petrobrás. O dólar subiu 1,24% para R$ 4,10.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Bolsas desabam e petróleo cai abaixo de US$ 30 por barril

A Bolsa de Valores de Xangai caiu 3,6% hoje, acumulando perdas de 20% desde o pico mais recente, em 22 de dezembro de 2015. Na Europa, a baixa superou os 2%, enquanto a Bolsa de Nova York tem desvalorização de 3,37% e a cotação do barril de petróleo está em nível mais baixo desde novembro de 2003. Em São Paulo, a queda é de 3,43% e o dólar vale R$ 4,058, com alta de 1,3% hoje.

O ano de 2016 começa com uma variada gama de desafios pairando sobre a economia mundial, a começar sobre até onde vai a desaceleração da China, um dos principais motores do crescimento desde o início do século 21.

A queda livre nos preços do petróleo, de 70% desde junho de 2014, é um sintoma e não uma causa da fraqueza da economia mundial, refletida no colapso dos preços dos produtos primários. Mas há ainda as guerras no Oriente Médio, o confronto cada vez maior entre a Arábia Saudita sunita e o Irã xiita, a crescente ameaça terrorista do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o fraco crescimento da Europa, a renovada tensão entre a Rússia e o Ocidente, e a mais longa recessão da economia do Brasil num século.

Os Estados Unidos, com crescimento acima de 2% ao ano e o mais longo ciclo de geração de empregos de sua história, são a exceção. Mas, no mundo globalizado, só uma águia não basta.

Na China, a venda em massa foi atribuída a uma notícia publicada na mídia estatal dizendo que alguns bancos não estão mais aceitando ações como garantia para tomada de empréstimos. A expectativa de uma redução na oferta de crédito e na liquidez abalou ainda mais a confiança dos investidores.

Depois da terceira semana seguida de perdas nos mercados de ações, as bolsas europeias baixaram ao menor nível desde dezembro de 2014.

Com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) prestes a certificar que o Irã está cumprindo o acordo nuclear assinado em julho de 2015 com as grandes potências do Conselho de Segurança, o mercado de petróleo, já saturado, se prepara para um aumento da oferta.

Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo do tipo West Texas Intermediate (WTI), padrão para o mercado americano, caiu quase 6%. Depois de ser vendido a US$ 29,28, o menor preço desde novembro de 2003, está agora em US$ 29,39.

Em Londres, o petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência do mercado europeu, caiu 4% para US$ 29,62, depois de chegar durante o dia a US$ 29,30, a menor cotação em 12 anos, .

Diante do colapso dos preços, as companhias de petróleo adiaram no ano passado 68 grandes projetos com investimentos previstos em US$ 380 bilhões para produzir 27 bilhões de barris de petróleo e energia equivalente de gás natural, revelou ontem a empresa britânica de consultoria Wood Mackenzie, citada pelo jornal The Wall Street Journal.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

EUA geram mais 292 mil empregos

Depois de um início de ano turbulento, as bolsas de valores da China se recuperaram hoje com altas em torno de 2% e o mercado de trabalho dos Estados Unidos voltou a surpreender positivamente, criando 292 mil vagas de emprego a mais do que fechou em dezembro de 2015. 

O mercado esperava um saldo de apenas 200 mil novos postos de trabalho e os dados dos dois meses anteriores foram revisados para cima, acrescentando mais 50 mil vagas.

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, ficou em 5%. O salário real teve um aumento anual de 2,5%.

A Bolsa de Nova York reagiu positivamente, mas fechou a semana em queda de 6,2%.

domingo, 30 de agosto de 2015

China prende 197 acusados de espalhar rumores via Internet

O regime comunista da China deteve 197 pessoas sob a acusação de espalhar rumores e informações falsas na Internet sobre a crise recente do mercado financeiro e as explosões no porto de Tianjin, revelou a agência oficial de notícias Nova China.

Entre os presos, há um jornalista e funcionários das bolsas de valores.

As ações chinesas caíram 40% nos últimos meses e 8,5% num dia na semana passada, deflagrando uma queda generalizada nas bolsas de valores do mundo inteiro.

Em 12 de agosto, uma série de explosões em armazéns do cais do porto de Tianjin matou 150 pessoas, num dos piores acidentes industriais da história da China.

O governo chinês exerce um controle rigoroso das informações divulgadas na rede mundial de computadores e processa regulamente quem considera suspeito.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Bolsas da China tem pior dia desde 2007

Apesar dos esforços do regime comunista para sustentar o mercado, as bolsas de valores da China viveram hoje o pior dia desde 2007. O principal índice da Bolsa de Xangai perdeu 8,5%, enquanto a bolsa de Xenzen, que concentra empresas de alta tecnologia, caiu 7%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng baixou 3,1%.

Com essa queda forte, a China arrastou as outras bolsas de valores, com baixas acima de 2,5% em Paris e Frankfurt. Em Nova York, a desvalorização foi de 0,73%. Em São Paulo, de 1,04%. O dólar fechou na maior cotação desde 2003, a R$ 3,36.

Nas últimas semanas, o governo chinês comprou 5% das ações negociadas em bolsa tentando segurar o mercado depois de incentivar pequenos investidores e aplicarem suas poupanças em ações. O mercado de ações ainda é relativamente pequeno na segunda maior economia do mundo, fortemente controlada pelo Estado.

O problema é que o crescimento econômico legitima hoje a ditadura do Partido Comunista. Assim, toda crise econômica corre o risco de se transformar numa crise política. Por isso, o governo tenta minimizar as perdes.

Do ponto de vista do mercado internacional, os analistas desconfiam das últimas estatísticas divulgadas pelas autoridades da China indicando um crescimento de 7% ao ano, a meta oficial.

Outros indicadores, como consumo de energia e aço, movimento de cargas e volume de embalagens, apontam uma desaceleração, e o governo tem anunciado várias medidas de estímulo. Se o crescimento estivesse realmente dentro da meta, não haveria necessidade de tantos incentivos à atividade econômica.

Depois de forte alta nos últimos anos, as bolsas chinesas estariam passando por uma "correção" com queda de 20% a 30% nos preços das ações. Desde o pico, em 12 de junho de 2015, a Bolsa de Xangai caiu 28%, mas está 6% acima da pior baixa recente, de 8 de julho, e positivo no ano.

Mesmo com essas perdas recentes, as ações chinesas ainda estariam sobrevalorizadas pelo critério da relação entre o preço e a expectativa de lucros e dividendos por ação.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Novos pedidos de seguro-desemprego caem nos EUA

O número de novos pedidos de seguro-desemprego caiu em 42 mil para 346 mil na semana passada nos Estados Unidos. Foi a maior queda desde setembro de 2012, aliviando a preocupação de analistas e investidores que viam uma deterioração no mercado de trabalho nesta lenta recuperação econômica marcada por altos e baixos.

A expectativa média dos economista era de 365 mil pedidos. O resultado indica que a fraca geração de empregos em março de 2013 foi uma aberração ou desvio temporário da tendência de fortalecimento do mercado de trabalho.

"Neste mês, serão criados mais empregos do que em março, e os dados sobre desemprego divulgados hoje são consistentes com esta expectativa", comentou Robert Dye, economista sênior da empresa Comerica, de Dallas, no Texas, ouvido pela agência de notícias Reuters.

As bolsas de Nova York e do resto do mundo reagiram positivamente. Uma das exceções é a Bolsa de Valores de São Paulo, onde o índice Bovespa cai 0,47%, enquanto o Dow Jones sobe 0,42%.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Euro e bolsas caem por medo da Grécia

O euro caiu hoje a sua menor cotação em quase dois anos e as bolsas de valores estão em baixa no mundo inteiro por medo de que a Grécia seja obrigada a deixar a união monetária. Diminui a esperança de que os líderes da União Europeia cheguem a um acordo numa reunião de cúpula marcada para esta noite em Bruxelas para promover o crescimento econômico.

No pior dia desde 23 de abril na Europa, a desvalorização medida pelo índice Stoxx Europe 600 foi de 2,1%, com perdas de 2,5% em Londres; 2,3% em Frankfurt, na Alemanha; 2,6% em Paris, na França; 3,7% em Milão, na Itália; e 3,3% em Madri, na Espanha.

Em Nova York, neste momento, os principais índices caem mais de 1,4%. A Bolsa de S. Paulo perda mais de 3%.

"As divergências entre a Alemanha e a França em questões como o lançamento de eurobônus, e o debate crescimento versus austeridade, levaram os mercados a acreditar que nada substancial vai emergir", declarou um analista ouvido pelo jornal The Wall St. Journal.

Um leilão de títulos de dois anos da dívida pública da Alemanha pagando juro zero indica que há uma fuga para a qualidade, para aplicações de menor risco. Os juros pagos pelos bônus da Finlândia, da Holanda e do Reino Unido também caíram.

A moeda comum europeia baixou para US$ 1,2562, a menor cotação desde julho de 2010, e se recuperou um pouco. A expectativa do mercado se deteriorou depois que o ex-primeiro-ministro e ex-presidente do banco central da Grécia Lucas Papademos admitiu a possibilidade de que a saída do país da Zona do Euro já esteja em preparação.

"Enquanto os bancos centrais não tomarem medidas para garantir a liquidez como uma nova troca de moedas e o FMI (Fundo Monetário Internacional) ficar em silêncio em relação às eleições de 17 de junho na Grécia, os corretores devem continuar vendendo euros e testando-o até chegar às cotações mais baixas de 2010, abaixo de US$ 1,18", previu Ashraf Laidi, estrategista global da plataforma de negociações City Index, citado pelo sítio Market Watch.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Incerteza na Grécia derruba bolsas no mundo inteiro

Se as bolsas de valores assimilaram a vitória de um socialista na eleição presidencial na França, esperando para ver na prática como será a presidência de François Hollande, a incerteza quanto ao futuro político da Grécia e sua permanência na Zona do Euro derruba hoje as bolsas no mundo inteiro.

A Bolsa de Atenas caiu 3,62% e fechou no menor nível em 20 anos. Paris, caiu 2,78%; Frankfurt, 1,9%; Londres, que não operou ontem por causa de um feriado, 1,78%.

Aqui no Brasil, o índice Bovespa perde 1,46%.

Ontem, o dia começou com quedas na Ásia, empurradas para baixo também pelo fraco desempenho do mercado de trabalho nos Estados Unidos, mas terminou com recuperação graças aos resultados dos setores de construção e recursos naturais na Europa.

Mas a incapacidade do tradicional partido de centro-direita Nova Democracia de formar um governo estável na Grécia, a indicação do líder da extrema esquerda para fazer nova tentativa e a expectativa de realização de novas eleições, provavelmente em 17 de junho, desanimaram os investidores.

Como mais de 60% dos eleitores votaram contra os acordos firmados com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Grécia receber empréstimos de 230 bilhões de euros para pagar suas dívidas, é difícil imaginar que mudem de posição num mês.

Sem cortes de gastos adicionais de 8 bilhões de euros, a Grécia não vai receber a próxima parcela do empréstimo e será forçada a dar um calote que pode levar à sua saída da Zona do Euro, com sérias consequências para a integração europeia e toda a economia mundial.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Mercado de trabalho fraco nos EUA derruba bolsas

O ganho de apenas 115 mil empregos no mercado de trabalho dos Estados Unidos no mês passado derrubou as bolsas de valores em todo o mundo hoje.

Em Nova York, os índices Dow Jones e S&P 500 tiveram as maiores quedas em um mês. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais ações da Bolsa de Nova York, perdeu 168,21 pontos (1,3%) e fechou em 13.038,27, enquanto o índice amplo S&P 500, que avalia 500 empresas, baixou 22,47 (1,6%) para 1.369,10.

A bolsa Nasdaq, de ações de empresas de alta tecnologia, perdeu 67,96 pontos (2,3%) terminando em 2.956,34 pontos sua pior semana desde novembro, com queda acumulada de 3,7%.

O petróleo caiu 4% na Bolsa Mercantil de Nova York para US$ 98,49.

Na Europa, o clima de pessimismo se agravou com a divulgação de indicadores apontado queda nos setores industrial e de serviços na Itália a na Espanha, as duas grandes economias da Zona do Euro que lutam para equilibrar suas contas públicas.

No Brasil, o índice Bovespa caiu 2,07% para 60.820. Só o ouro e o dólar subiram. Aqui, no Brasil, a moeda americana foi cotada em R$ 1,926. Na Bolsa Mercantil e de Futuros, o grama do ouro subiu 0,49%.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Setor privado abre menos vagas do que previsto nos EUA

As empresas privadas dos Estados Unidos criaram 170 mil empregos a mais do fecharam em janeiro de 2012, estimou hoje a companhia de recursos humanos ADP, maior processadora de folhas de pagamento do país. O mercado esperava um saldo positivo de 185 mil vagas.

Foi bem menos do que os 292 mil postos de trabalho a mais de dezembro, número revisado para baixo. A estimativa inicial tinha sido de 325 mil.

Mas o aumento na produção industrial para o ritmo mais forte em sete meses neutralizou o resultado abaixo da expectativa no mercado de trabalho, reporta a agência de notícias Reuters. As bolsas de Nova York operam em alta de mais de 1%.