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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 29 de Outubro

ASSASSINO DE McKINLEY EXECUTADO

    Em 1901, Leon Czolgasz, o assassino do presidente William McKinley, é executado na cadeira elétrica na prisão de Auborn, em Nova York.

Czolgosz atira em McKinley em 6 de setembro. O presidente está recebendo cumprimentos numa longa fila numa recepção durante a Exposição Pan-Americana, em Buffalo, no estado de Nova York,     quando o anarquista o alveja.

Uma bala causa uma lesão superficial no externo, mas outra penetra no abdome. O presidente é operado, parece melhorar no 12º dia, mas um ferimento externo gangrena. McKinley morre oito dias depois, em 14 de setembro.

COLAPSO DA BOLSA DE NY

    Em 1929, na Terça-Feira Negra, os investidores vendem mais de 16,4 milhões de ações na Bolsa de Valores de Nova York, milhares de pessoas perdem tudo e o Índice Dow Jones cai mais 12%. As perdas em dois dias chegam a US$ 30 bilhões e o mundo se encaminha para a Grande Depressão (1929-39), principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Com o fim da Primeira Guerra Mundial e a Europa em ruínas, os Estados Unidos atravessam um período de grande prosperidade, os loucos anos 20. O mercado financeiro tem uma grande expansão, marcada por uma especulação selvagem, com pico em agosto de 1929.

A produção industrial cresce, mas não o poder aquisitivo. Várias fábricas quebram. O desemprego aumenta. Uma superprodução agrícola aumenta a oferta de alimentos, mas faltam compradores. Os bancos acumulam um excesso de dívidas incobráveis.

Os preços das ações começam a cair em setembro. A primeira queda forte é em 18 de outubro e o colapso inicia em 24 de outubro, a Quinta-Feira Negra, com perdas de 11%. Em 28 de outubro, o Índice Dow Jones recua mais 13% e, no dia seguinte, 12%.

Depois de desabar, as ações sobem e apresentam alguma recuperação nas semanas seguintes, mas voltam a cair à medida que os EUA afundam na Grande Depressão, agravada pelo protecionismo e uma guerra comercial entre os países ricos. 

Em 1932, o desemprego chega a 25% e as ações têm 20% do valor no pico de agosto de 1929. Franklin Delano Roosevelt é eleito presidente dos EUA com a promessa de um New Deal (Novo Pacto Social).

Na Alemanha, onde o desemprego vai a 24%, o Partido Nazista vence as eleições de 1932 sem maioria absoluta. Em 30 de janeiro de 1933, Adolf Hitler se torna chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha.

CRISE DE SUEZ

    Em 1956, depois que o ditador Gamal Abdel Nasser nacionaliza o Canal de Suez, Israel invade o Egito, deflagrando a Crise de Suez e a Segunda Guerra Árabe-Israelense.

O Canal de Suez tem 192 quilômetros. Liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho e ao Oceano Índico, evitando que os navegadores europeus tenham de dar a volta pelo Sul da África para chegar ao Oriente.

O canal, a obra física, é sempre do Egito, mas a companhia que opera o canal é franco-britânica. Nasser compra armas da União Soviética e por isso tem um pedido de empréstimo negado para a construção da Barragem de Assuã, que considera uma obra estratégica para a segurança energética do país; Em 26 de julho de 1956, Nasser nacionaliza a companhia.

A França e o Reino Unido se aliam a Israel, que invade o Egito, mas saem da guerra sob pressão dos Estados Unidos. O presidente Eisenhower ameaça retirar o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) às economias dos dois países europeus, ainda abaladas pela Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O Egito fica com o canal. Nasser sai fortalecido. Torna-se o líder do nacionalismo pan-árabe até a derrota para Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

DUANE ALLMAN MORRE

    Em 1971, o guitarrista Duane Allman, líder da banda Allman Brothers, perde o controle de sua motocicleta, bate num caminhão e morre aos 24 anos em Macon, no estado de Geórgia, nos Estados Unidos.

Howard Duane Allman nasce 20 de novembro de 1946 em Nashville, no Tennessee. Aos 3 anos, o pai, Willis Allman, sargento do Exército, é assassinado. Em 1957, a mãe e os filhos se mudam para a praia de Daytona, na Flórida, para alegria dos irmãos. 

Duane começa a tocar violão pouco depois do irmão Gregg, inspirado por um vizinho que toca músicas folclóricas no violão, e logo ultrapassa o irmão, como este mesmo reconhece.

Antes de formar a banda com Gregg, em 1969, Duane faz sucesso na gravadora Atlantic Records, tocando com Wilson Pickett, Clarence Carter, Aretha Franklin, John Hammond e Herbie Mann.

A banda sobrevive, sem o mesmo brilho.


FIM DA POLÍTICA DO FILHO ÚNICO

    Em 2015, a República Popular da China anuncia que a partir de 2016 os casais podem ter dois filhos, acabando com a política do filho único, imposta em 1980 pelo regime comunista para evitar uma explosão demográfica.
Quando Deng Xiaoping ascende à liderança do Partido Comunista depois da morte de Mao Tsé-tung e inicia uma série de reformas em 1978, o regime lança um programa voluntário para que os casais tenham no máximo dois filhos. Em 1979, passa a ser só um filho, mas a política não é aplicada de maneira uniforme.

Em 25 de setembro de 1980, uma carta do Comitê Central do PC chinês oficializa a política do filho único em todo o país. 

O rigor é maior na cidade do que no campo. Nas fábricas, as fiscais do partido acompanham o ciclo menstrual das trabalhadoras. No campo, por causa da preferência por um filho homem para lavrar a terra, há um grande número de abortos depois que a ultrassonografia permite saber o sexo com antecedência e infanticídio de bebês meninas. Hoje a população masculina é 3% a 4% maior.

Ao mesmo tempo, cresce a população idosa por causa do aumento da expectativa de vida e há menos gente nas novas gerações para sustentar os mais velhos da família como é tradição na Ásia.

A pirâmide etária tem um estreitamento nas gerações de filhos únicos que ameaça gerar escassez de mão de obra no futuro.

Outro problema é que o segundo filho, quando nasce, não é registrado. É escondido das autoridades porque cortariam qualquer ajuda estatal. Tem problemas para estudar e trabalhar.

O fim da política do filho único não causa um aumento sustentado na taxa de natalidade na China. Com a introdução do sistema capitalista por Deng, há preocupações sobre como custear a educação dos filhos e também do impacto que ter mais filhos terá nas carreiras profissionais, especialmente de mulheres.

Com o envelhecimento da população e uma possível escassez de mão de obra no futuro, em maio de 2021, o regime comunista autoriza os casais a ter três filhos. Em abril de 2023, a Índia ultrapassa a China e passa a ter a maior população do mundo, hoje em torno de 1,42 bilhão de pessoas. A China tem 1,407 bilhão de habitantes. 

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terça-feira, 29 de outubro de 2024

Hoje na História do Mundo: 29 de Outubro

 ASSASSINO DE McKINLEY EXECUTADO

    Em 1901, Leon Czolgasz, o assassino do presidente William McKinley, é executado na cadeira elétrica na prisão de Auborn, em Nova York.

Czolgosz atira em McKinley em 6 de setembro. O presidente está recebendo cumprimentos numa longa fila numa recepção durante a Exposição Pan-Americana, em Buffalo, no estado de Nova York,     quando o anarquista o alveja.

Uma bala causa uma lesão superficial no externo, mas outra penetra no abdome. O presidente é operado, parece melhorar no dia 12, mas um ferimento externo gangrena. McKinley morre oito dias depois, em 14 de setembro.

COLAPSO DA BOLSA DE NY

    Em 1929, na Terça-Feira Negra, os investidores vendem mais de 16,4 milhões de ações na Bolsa de Valores de Nova York, milhares de pessoas perdem tudo e o Índice Dow Jones cai mais 12%. As perdas em dois dias chegam a US$ 30 bilhões e o mundo se encaminha para a Grande Depressão (1929-39), principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Com o fim da Primeira Guerra Mundial e a Europa em ruínas, os Estados Unidos atravessam um período de grande prosperidade, os loucos anos 20. O mercado financeiro tem uma grande expansão, marcada por uma especulação selvagem, com pico em agosto de 1929.

A produção industrial cresce, mas não o poder aquisitivo. Várias fábricas quebram. O desemprego aumenta. Uma superprodução agrícola aumenta a oferta de alimentos, mas faltam compradores. Os bancos acumulam um excesso de dívidas incobráveis.

Os preços das ações começam a cair em setembro. A primeira queda forte é em 18 de outubro e o colapso inicia em 24 de outubro, a Quinta-Feira Negra, com perdas de 11%. Em 28 de outubro, o Índice Dow Jones recua mais 13% e, no dia seguinte, 12%.

Depois de desabar, as ações sobem e apresentam alguma recuperação nas semanas seguintes, mas voltam a cair à medida que os EUA afundam na Grande Depressão, agravada pelo protecionismo e uma guerra comercial entre os países ricos. 

Em 1932, o desemprego chega a 25% e as ações têm 20% do valor no pico de agosto de 1929. Franklin Delano Roosevelt é eleito presidente dos EUA com a promessa de um New Deal (Novo Pacto Social).

Na Alemanha, onde o desemprego vai a 24%, o Partido Nazista vence as eleições de 1932 sem maioria absoluta. Em 30 de janeiro de 1933, Adolf Hitler se torna chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha.

CRISE DE SUEZ

    Em 1956, depois que o ditador Gamal Abdel Nasser nacionaliza o Canal de Suez, Israel invade o Egito, deflagrando a Crise de Suez e a Segunda Guerra Árabe-Israelense.

O Canal de Suez tem 192 quilômetros. Liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho e ao Oceano Índico, evitando que os navegadores europeus tenham de dar a volta pelo Sul da África para chegar ao Oriente.

Logo depois da nacionalização, a França e o Reino Unido se aliam a Israel, mas deixam a guerra quando os Estados Unidos ameaçam retirar o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) às economias dos dois países europeus, ainda abaladas pela Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O Egito fica com o canal. Nasser sai fortalecido.

DUANE ALLMAN MORRE

    Em 1971, o guitarrista Duane Allman, líder da banda Allman Brothers, perde o controle de sua motocicleta, bate num caminhão e morre aos 24 anos em Macon, no estado de Geórgia, nos Estados Unidos.

Howard Duane Allman nasce 20 de novembro de 1946 em Nashville, no Tennessee. Aos 3 anos, o pai, Willis Allman, sargento do Exército, é assassinado. Em 1957, a mãe e os filhos se mudam para a praia de Daytona, na Flórida, para alegria dos irmãos. 

Duane começa a tocar violão pouco depois do irmão Gregg, inspirado por um vizinho que toca músicas folclóricas no violão, e logo ultrapassa o irmão, como este mesmo reconhece.

Antes de formar a banda com Gregg, em 1969, Duane faz sucesso na gravadora Atlantic Records, tocando com Wilson Pickett, Clarence Carter, Aretha Franklin, John Hammond e Herbie Mann.

A banda sobrevive, sem o mesmo brilho.


FIM DA POLÍTICA DO FILHO ÚNICO

    Em 2015, a República Popular da China anuncia que a partir de 2016 os casais poderiam ter dois filhos, acabando com a política do filho único, imposta em 1980 pelo regime comunista para evitar uma explosão demográfica.
Quando Deng Xiaoping ascende à liderança do Partido Comunista depois da morte de Mao Tsé-tung e inicia uma série de reformas em 1978, o regime lança um programa voluntário para que os casais tenham no máximo dois filhos. Em 1979, passa a ser só um filho, mas a política não é aplicada de maneira uniforme.

Em 25 de setembro de 1980, uma carta do Comitê Central do PC chinês oficializa a política do filho único em todo o país. 

O rigor é maior na cidade do que no campo. Nas fábricas, as fiscais do partido acompanham o ciclo menstrual das trabalhadoras. No campo, por causa da preferência por um filho homem para lavrar a terra, há um grande número de abortos depois que a ultrassonografia permite saber o sexo com antecedência e infanticídio de bebês meninas. Hoje a população masculina é 3% a 4% maior.

Ao mesmo tempo, aumentou a população idosa por causa do aumento da expectativa de vida e há menos gente nas novas gerações para sustentar os mais velhos da família como é tradição na Ásia.

A pirâmide etária tem um estreitamento nas gerações de filhos únicos que ameaça gerar escassez de mão de obra no futuro.

Outro problema é que o segundo filho, quando nasce, não é registrado. É escondido das autoridades porque cortariam qualquer ajuda estatal. Tem problemas para estudar e trabalhar.

O fim da política do filho único não causa um aumento sustentado na taxa de natalidade na China. Com a introdução do sistema capitalista por Deng, há preocupações sobre como custear a educação dos filhos e também do impacto que ter mais filhos terá nas carreiras profissionais, especialmente de mulheres.

Com o envelhecimento da população e uma possível escassez de mão de obra no futuro, em maio de 2021, o regime comunista autoriza os casais a ter três filhos. Em abril de 2023, a Índia ultrapassou a China e passou a ter a maior população do mundo, hoje em torno de 1,45 bilhão de pessoas. A China tem 1,42 bilhão de habitantes.

domingo, 29 de outubro de 2023

Hoje na História do Mundo: 29 de Outubro

 ASSASSINO DE McKINLEY EXECUTADO

    Em 1901, Leon Czolgasz, o assassino do presidente William McKinley, é executado na cadeira elétrica na prisão de Auborn, em Nova York.

Czolgosz atira em McKinley em 6 de setembro. O presidente está recebendo cumprimentos numa longa fila numa recepção durante a Exposição Pan-Americana, em Buffalo, no estado de Nova York,     quando o anarquista o alveja.

Uma bala causa uma lesão superficial no externo, mas outra penetra no abdome. O presidente é operado, parece melhorar no dia 12, mas um ferimento externo gangrena. McKinley morre oito dias depois, em 14 de setembro.

COLAPSO DA BOLSA DE NY

    Em 1929, na Terça-Feira Negra, os investidores vendem mais de 16,4 milhões de ações na Bolsa de Valores de Nova York, milhares de pessoas perdem tudo o Índice Dow Jones cai mais 12%, as perdas em dois dias chegam a US$ 30 bilhões e o mundo se encaminha para a Grande Depressão (1929-39), principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Com o fim da Primeira Guerra Mundial e a Europa em ruínas, os Estados Unidos atravessam um período de grande prosperidade, os loucos anos 20. O mercado financeiro tem uma grande expansão, marcada por uma especulação selvagem, com pico em agosto de 1929.

A produção industrial cresce, mas não o poder aquisitivo. Várias fábricas quebram. O desemprego aumenta. Uma superprodução agrícola aumenta a oferta de alimentos, mas faltam compradores. Os bancos acumulam um excesso de dívidas incobráveis.

Os preços das ações começam a cair em setembro. A primeira queda forte é em 18 de outubro e o colapso inicia em 24 de outubro, a Quinta-Feira Negra, com perdas de 11%. Em 28 de outubro, o Índice Dow Jones recua mais 13% e, no dia seguinte, 12%.

Depois de desabar, as ações sobem e apresentam alguma recuperação nas semanas seguintes, mas voltam a cair à medida que os EUA afundam na Grande Depressão, agravada pelo protecionismo e uma guerra comercial entre os países ricos. 

Em 1932, o desemprego chega a 25% e as ações têm 20% do valor no pico de agosto de 1929. Franklin Delano Roosevelt é eleito presidente dos EUA com a promessa de um New Deal (Novo Pacto Social).

Na Alemanha, onde o desemprego vai a 12,5%, o Partido Nazista venceu as eleições de 1932. Em 30 de janeiro de 1933, Adolf Hitler se torna chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha.

CRISE DE SUEZ

    Em 1956, depois que o ditador Gamal Abdel Nasser nacionaliza o Canal de Suez, Israel invade o Egito, deflagrando a Crise de Suez e a segunda guerra árabe israelense.

O Canal de Suez tem 192 quilômetros. Liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho e ao Oceano Índico, evitando que os navegadores europeus tivessem de dar a volta pelo Sul da África para chegar ao Oriente.

Logo depois da nacionalização, a França e o Reino Unido se aliam a Israel, mas deixam a guerra quando os Estados Unidos ameaçam retirar o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) às economias dos dois países europeus, ainda abaladas pela Segunda Guerra Mundial (1939-45).

DUANE ALLMAN MORRE

    Em 1971, o guitarrista Duane Allman, líder da banda Allman Brothers, perde o controle de sua motocicleta, bate num caminhão e morre aos 24 anos em Macon, no estado de Geórgia, nos Estados Unidos.

Duane Allman nasce em Nashville, no Tennessee, e cresce na Flórida. Antes de formar a banda com seu irmão Gregg, em 1969, faz sucesso na gravadora Atlantic Records, tocando com Wilson Pickett, Clarence Carter, Aretha Franklin, John Hammond e Herbie Mann.

A banda sobrevive, sem o mesmo brilho.

terça-feira, 17 de março de 2020

EUA anunciam plano de US$1 trilhão para estimular a economia

O governo lançou hoje um plano de US$ 1 trilhão, mais de R$ 5 trilhões, para enfrentar o impacto da pandemia do novo coronavírus. Todo americano vai receber um cheque pelo correio para ajudar a superar a crise. A União Europeia fecha as fronteiras externas.


Aqui no Brasil, já são 321 casos confirmados. Hoje, houve a primeira morte, em São Paulo, de um homem de 62 anos com hipertensão e diabetes. Outra morte, de um homem de 69 anos com insuficiência respiratória e um parente portador do vírus, é considerada suspeita. Nenhum dos dois havia sido testado. O governo federal pediu ao Congresso que declare estado de calamidade pública.


Nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, apresentou aos senadores do Partido Republicano o plano de salvação da maior economia do mundo. O pacote prevê pagamentos diretos no valor de 250 bilhões de dólares, mais de 1 trilhão 250 bilhões de reais. 

A Bolsa de Valores de Nova York subiu 5,2 por cento hoje, depois da queda de 13 por cento ontem, e arrastou a Bolsa de São Paulo, que subiu 4,85 por cento depois de queda de 14 por cento ontem. 

O aumento dos gastos públicos, das despesas de governo, é visto como a única maneira de evitar ou amenizar uma recessão da economia internacional. Os Estados Unidos têm 6 mil e 500 casos e 109 mortes. Meu comentário:

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Risco de recessão mundial assusta mercados financeiros

A guerra comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a China ameaça provocar uma recessão mundial e causa pânico nos mercados do mundo inteiro. Aqui no Brasil, o dólar volta a passar dos R$ 4.

O dia começou com notícias de crescimento decepcionante da indústria e do varejo na China, a segunda maior economia do mundo. Com o recuo de 0,1 por cento no segundo trimestre do produto interno bruto da Alemanha, a maior economia da Europa e quarta do mundo, está à beira da recessão. O mesmo acontece com o Reino Unido, que não consegue resolver a saída da União Europeia e talvez já esteja em recessão. 

O medo de uma contração da economia mundial provocou uma fuga para aplicações mais seguras, especialmente títulos da dívida pública do governo dos Estados Unidos. 

Em consequência, o rendimento dos bônus de dez anos do Tesouro americano caiu abaixo do rendimento dos títulos de dois anos, o que não acontecia desde 2007. 

Além disso, há hoje 15 trilhões de dólares, 60 bilhões de reais investidos em títulos de dívida pública com rendimento negativo, ou seja, os investidores preferem perder dinheiro porque não veem boas opções para aplicar em empresas. Com tudo isso somado, o mercado viu um forte risco de recessão. Meu comentário:

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Bolsa de Nova York sobe mais de mil pontos

Depois de quatro dias de baixa, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, subiu hoje 1.086 pontos (4,98%), sua maior alta diária em pontos e a maior percentualmente desde 2009. Todas as 30 ações do índice operaram em alta, assim como os 11 setores do índice amplo S&P 500 (+4,96%).

Empresas de alta tecnologia como Amazon, Facebook e Netflix ganharam mais de 8%. A bolsa Nasdaq, de empresas de alta tecnologia, avançou ,5,8%.

O barril de petróleo West Texas Intermediate, padrão do mercado americano, subiu 8,7% na Bolsa Mercantil de Nova York. Foi o maior aumento desde 30 de novembro de 2016, para US$ 46,56, depois da atingir na segunda-feira o menor preço em um ano e meio por medo da fraqueza da economia.

Nas quatro sessões anteriores, o Índice Dow Jones havia perdido 1.800 pontos, quase 8%, por temor do mercado de que a maior economia do mundo esteja entrando num período difícil por causa de problemas políticos.

A guerra comercial com a China, a paralisação das atividades não essenciais do governo federal dos EUA, as críticas do presidente Donald Trump ao Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, e a mudança de controle para a oposição na Câmara dos Representantes a partir de 3 de janeiro de 2019 enervaram o mercado.

Para acalmar os investidores, o presidente do Conselho de Conselheiros Econômicos da Casa Branca, Kevin Hassett, declarou que o presidente do Fed, Jerome Powell, está 100% seguro no cargo, apesar dos ataques de Trump. O presidente foi advertido de que seus comentários não ajudam.

Quando a bolsa estava em alta, Trump reivindicava o sucesso para si. Com as baixas frequentes, passou a culpar o Fed.

O Índice Dow Jones caíra 18,8% do pico de outubro até a véspera do Natal. A recuperação de hoje foi feita com volume de negócios menor, por causa das festas de fim de ano. "O rali tirou algum sal das feridas dos investidores, mas amanhã será o dia-chave para sabermos se é sustentável", comentou Stephen Guilfoyle, da empresa Sarge986 LLC.

Apesar da recuperação parcial, os três índices caíram mais de 10% em dezembro e 5% no ano como um todo. O Dow Jones e o S&P 500 começaram o dia à beira do chamado mercado do urso, definido como uma baixa de 20% em relação ao pico mais recente. Com a alta, as perdas são de 14,7% e 15,8%.

Na semana passada, a bolsa Nasdaq foi a primeira dos principais índices a entrar no mercado do urso desde o fim da Grande Recessão (2008-9). Hoje, a queda ficou em 19,2%.

A maioria dos economistas não espera uma recessão em 2019, mas acredita que o ritmo forte deste ano não será repetido. A última estimativa do produto interno bruto do terceiro trimestre indicou um aumento em ritmo anual de 3,4%.

O mercado está de olho no consumo pessoal. De 1º de novembro a 24 de dezembro, as vendas no varejo, excluídos os automóveis, cresceram 5,1% em comparação com o mesmo período no ano passado. Foi o melhor resultado em seis anos.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Prisão de executiva da Huawei ameaça trégua entre EUA e China

A China exigiu hoje a libertação imediata da diretora financeira da empresa de equipamentos de telecomunicações Huawei, Meng Wanzhou, presa no Canadá a pedido de autoridades dos Estados Unidos. Filha do fundador da companhia ligada ao Partido Comunista, é vista como provável sucessora do pai.

Seu pai, o engenheiro militar Ren Zhengfei, de 74 anos, fundou em 1983 a empresa, que está no centro da competição tecnológica entre os EUA e a China. Por sua proximidade com a ditadura militar chinesa, sob pressão dos EUA, a Huawei, hoje a maior empresas de equipamentos de telecomunicações do mundo, está sendo excluída de concorrência internacionais para implantação da tecnologia de telecomunicação móvel de quinta geração (5G).

Há o temor de que os equipamentos da Huawei sejam usados para espionagem do regime comunista chinês. A companhia britânica British Telecom foi a última a vetar a Huawei na implantação da tecnologia 5G. A Alemanha, que fará no ano que vem a concorrência para implantar a tecnologia 5G deve excluir a firma chinesa.

O motivo da prisão seria a violação das sanções impostas pelos EUA ao Irã. A capacidade de retaliação da China é enorme. A Apple, segunda maior empresa do setor de alta tecnologia dos EUA, tem 20% de seu faturamento e grande parte de sua produção na China. Este é apenas um exemplo.

Hoje, o Ministério do Comércio chinês confirmou que o acordo feito sábado em Buenos Aires, durante a reunião de cúpula do Grupo dos 20, entre o presidente Donald Trump e o ditador Xi Jinping para uma trégua de 90 dias na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

A China concordou em importar mais produtos agrícolas e energia dos EUA, reduzir a tarifa de importação de automóveis americanos, hoje em 40%, e aumentar a proteção à propriedade intelectual de empresas americanas.

Tudo isto está ameaçado pela prisão de Meng Wanzhou.

No momento, o Índice de Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, cai 465 pontos (1,9%) por causa da prisão e da queda nos preços internacionais do petróleo em 4% para menos de US$ 59 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York pelo temor de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) não consiga reduzir a oferta.. A queda atinge todos os grandes mercados do mundo.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

EUA geram mais 250 mil empregos e desemprego fica estável

A economia dos Estados Unidos superou a expectativa do mercado e criou 250 mil postos de trabalho a mais do que fechou em outubro de 2018, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, ficou estável em 3,7%, a menor taxa desde 1969.

O mercado esperava 190 mil vagas. A média dos últimos três meses ficou em 218 mil empregos. Os salários subiram 0,2% no mês e 3,1% num ano, a maior alta desde abril de 2009.

Com o mercado de trabalho tão forte, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, deve aumentar a taxa básica de juros em dezembro.

Houve um aumento de 36 mil vagas no setor de saúde, 32 mil na indústria manufatureira e de 30 mil na construção civil. O furacão Michael, que atingiu duramente a Flórida não teve "efeito discernível". A participação da mão de obra no mercado de trabalho avançou 0,2 ponto percentual para 62,9%.

Mesmo assim, o Índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova York cai mais de 250 pontos porque o principal assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse que não há avanço nas negociações para acabar com a guerra comercial com a China, desmentindo declaração do presidente Donald Trump.

Trump não pediu à sua equipe econômica que prepare um projeto para um possível acordo comercial com a China, disse Kudlow.

Apesar do sucesso da economia, que cresceu no último trimestre em ritmo de 3,5% ao ano, o presidente usa a imigração ilegal como principal tema da campanha para as eleições intermediárias (de meio do seu mandato) de 6 de novembro.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Apple é primeira companhia aberta a valer US$ 1 trilhão

Com o sucesso nas vendas do iPhone X e de serviços de sua loja de aplicativos, a Apple tornou-se hoje, no fechamento da Bolsa de Valores de Nova York, a primeira companhia aberta, com ações vendidas ao público, a atingir a cotação de US$ 1 trilhão.

A Apple venceu uma disputa com outras gigantes americanas da Internet, batendo a Microsoft, o Google e a Amazon para se tornar a primeira empresa trilionária cotada em bolsa.

O marco foi atingido no meio do dia, quando a ação da Apple atingiu a cotação de US$ 207,05. No fechamento, a ação valia US$ 207,39. Em dois dias, o valor da empresa aumentou em US$ 82,6 bilhões depois de divulgar um balanço trimestral acima da expectativa graças às vendas do iPhone X e de serviços como a loja de aplicativos, a armazenagem em nuvem e a transmissão de músicas.

Vinte anos depois do fundador Steve Jobs voltar para salvar a companhia da falência, a Apple tornou-se a maior companhia aberta do mundo ao lançar produtos revolucionários como o iPod, o iPhone e o iPad, a loja de música iTunes e os aplicativos vendidos através da App Store.

Esse mundo de telefones inteligentes em que se vive hoje é uma criação de Jobs, que morreu em 5 de outubro de 2011, no auge da glória. Seu sucessor na direção-geral da Apple, Tim Cook, o primeiro gay a chefiar uma grande empresa americana, festejou a nova marca: “O preço da ação é resultado, não uma conquista em si.”

quinta-feira, 22 de março de 2018

Trump impõe tarifas de US$ 60 bilhões por ano à China

O presidente Donald Trump anunciou hoje a decisão de impor tarifas no valor de até US$ 60 bilhões por ano às importações da China, que acusou por décadas comércio desleal, roubo de propriedade intelectual e segredos comerciais dos Estados Unidos. 

A China declarou estar pronta para uma guerra comercial de longo prazo entre as duas maiores economias do mundo. Por medo do impacto do conflito, o Índice Dow Jones da Bolsa da Valores de Nova York caiu mais de 700 pontos (2,9%).

É a segunda medida protecionista adotada pelo presidente americano para combater o que chama de "agressão econômica". A primeira foi sobretaxar as importações de aço em 25% e de  alumínio em 10%. Em 15 dias, os EUA deverão apresentar a lista dos produtos chineses a serem sobretaxados.

Além das tarifas, os EUA vão restringir a compra de empresas de alta tecnologia e a transferência de tecnologia para os chineses. Há um grande avanço da China para superar os EUA em alta tecnologia e os americanos consideram essa supremacia essencial para manter a posição de maior potência mundial.

Trump chegou à Casa Branca decidido a reduzir o déficit comercial dos EUA, que no ano passado chegou a US$ 566 bilhões. Com a China, subiu de US$ 347 bilhões para US$ 375 bilhões. Diante destas cifras, o presidente cobrou do governo chinês um plano para reduzir o déficit em US$ 100 bilhões. Sem uma resposta concreta, partiu para a ação.

Ao contrário do que pensa a maioria dos economistas, o presidente afirmou que as tarifas "vão nos tornar numa nação mais rica e mais forte", reduzindo "o maior déficit comercial que qualquer país já teve na história da humanidade. Está fora de controle."

O presidente adota na política as mesmas táticas de confrontação que aprendeu no mundo dos negócios. Ataca, tenta minar o poder do outro lado e depois recua um pouco, dando a impressão de ceder.

Nas tarifas sobre o aço e o alumínio, Trump acenou com isenção para os aliados dos EUA, inclusive o Brasil. Austrália, Canadá e Coreia do Sul conseguiram oficialmente a isenção. O alvo da guerra comercial é a China e os EUA podem precisar de aliados.

"Não queremos uma guerra comercial", declarou o embaixador chinês nos EUA, Cui Tiankai. "Mas não estamos com medo. Se alguém nos impuser uma guerra comercial, com certeza vamos contra-atacar e retaliar."

A China se defende alegando que aumentou a proteção à propriedade intelectual e prometendo abrir sua economia ao investimento estrangeiro.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Bolsa de Nova York sofre maior queda em pontos num dia

Na pior queda em pontos num dia, o Índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais ações da Bolsa de Nova York, chegou a registrar baixa do mais de 1.500 pontos e terminou o dia com perdas de 1.175 pontos (4,6%). O índice amplo Standard & Poor's 500 caiu 4,1% e a bolsa Nasdaq, da empresas de alta tecnologia, recuou 3,8%.

Percentualmente, foi a maior queda do Dow Jones desde 8 de agosto de 2011 (5,6%), durante a crise da Zona do Euro, por medo de contágio da Espanha e da Itália. Também foi menos do que em 29 de setembro de 2008 (7%), no auge da crise deflagrada pela falência do bando de investimentos Lehman Brothers duas semanas antes.

O recorde negativo foi uma queda de 22,61% na Segunda-Feira Negra, 19 de outubro de 1987. No colapso da Bolsa de Nova York que deu início à Grande Depressão (1929-39), as perdas foram de 11% em 24 de outubro de 1929, 12,82% no dia 28 e 11,73% no dia 29 do mesmo mês.

Ao redor do mundo, as bolsas praticamente zeraram os ganhos deste ano. O Índice Dow Jones está em queda de 1,5% no ano e 8,5% abaixo do recorde de 26 de janeiro, perto dos 10%, que caracterizam o que os economistas chamam de uma "correção" nos preços das ações.

"É a primeira vez em algum tempo em que eu diria que o sentimento é de pânico para vender", comentou Tim Anderson, diretor-executivo da corretora TJM Investments, citado pelo jornal The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York. As ações dos setores bancário, de energia e de alta tecnologia tiveram grandes perdas.

O índice dos grandes bancos perdeu 4,9% e o S&P 500 do setor de energia, 4,4%. O petróleo do tipo West Texas Intermediate, padrão do mercado americano, caiu 2% para US$ 64,15 por barril de 159 litros.

As dez maiores baixas foram da Chevron (-13,65%), DowDuPont (-10,27%), Exxon Mobil (-9,76%), Pfizer (-9,57%), UnitedHealth (-9,43%), Home Depot (-9,6%), Johnson & Johnson (-8,97%), 3M (-8,92%), Intel (-9,53%) e Caterpillar (-8,04%).

Outros analistas atribuíram a forte baixa à negociação feita por algoritmos: "O interessante na ação de hoje foi causado provavelmente por modelos de computador que precisam equilibrar os riscos, observou Youssef Abbasi, estrategista do mercado global da corretora Jones Trading.

Quando o índice S&P 500 caiu abaixo dos 2.700 pontos, a venda se acelerou, notou Abbasi: "Aquilo inerentemente deu o tom de vender. Voltar a ficar em zero no ano criou um ponto de inflexão." Em determinado momento, o Dow Jones perdeu 800 pontos em 10 minutos, acumulando uma queda de quase 1.600 pontos no dia.

O entusiasmo por ações levou os investidores a investir US$ 102 bilhões em fundos de investimentos. Desde que o relatório de emprego de janeiro, divulgado na sexta-feira, revelou um ritmo forte de contratações e uma alta média dos salários em 2,9% em um ano, há uma expectativa de alta da inflação e aumentos nas taxas básicas de juros pelo Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA.

A reforma fiscal do governo Donald Trump também pesou negativamente. Com a expectativa de alta de US$ 1,5 trilhão na dívida pública dos EUA em dez anos, os juros dos títulos da dívida pública do Tesouro americano subiram e passaram a concorrer com o investimento em ações. Os juros estão no nível mais alto em quatro anos.

Sempre pronto a assumir a responsabilidade por qualquer sucesso, Trump não se manifestou sobre a forte queda no valor das empresas com ações negociadas em bolsa. O porta-voz Raj Shah, citado pelo jornal inglês Financial Times, declarou que "os mercados flutuam em curto prazo, penso que todos sabemos disso. Mas os fundamentos desta economia são muito fortes."

Apesar do caos dos últimos dias, alguns economistas entendem que "este é um recuo saudável", como Jason Draho, chefe de alocação tática de ativos na América do setor de gerenciamento de fortunas do banco suíço UBS. Seria uma pausa depois de um longo período de alta no mercado. Cria uma oportunidade para comprar ações de empresas promissoras que caíram com a venda generalizada.

Em São Paulo, o índice Bovespa recuou 2,6% e o dólar subiu para R$ 3,25.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Geração de empregos nos EUA em dezembro decepciona

Os Estados Unidos tiveram um saldo positivos de 148 mil empregos gerados a mais do que fechados em dezembro de 2017, mas esse número ficou abaixo da expectativa de mercado, que era de 190 mil vagas, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,1%. É a menor em 17 anos.

Em todo o ano passado, a economia dos EUA registrou uma alta de 2,1 milhões de empregos, menos do que os 2,2 milhões de 2016, último ano completo do governo Barack Obama. A indústria de transformação criou mais 25 mil vagas, mas o comércio perdeu 20 mil e justamente no Natal.

A renda média dos salários subiu 0,3 ponto percentual para 2,5% ao ano.

Como de costume, o presidente Donald Trump tentou reivindicar a glória pelo aumento do emprego, mas é o 87º mês consecutivo de expansão do mercado de trabalho. Trump também festejou o novo recorde do Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, que pela primeira vez fechou acima de 25 mil pontos.

Hoje a bolsa bateu novos recordes. Alguns economistas atribuíram a alta de hoje ao crescimento mais moderado do emprego. Com a taxa de desemprego em 4,1%, um forte crescimento do emprego levaria o Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos EUA, a acelerar o aumento nas taxas básicas de juros.

A bolsa se beneficia das medidas de Trump, removendo restrições ambientais nos setores de carvão e petróleo, e os cortes de impostos para os ricos e as grandes empresas. A alíquota do imposto de renda das empresas caiu de 35% para 21%.

Para a líder da oposição democrata, a ex-presidente da Câmara Nancy Pelosi, "este relatório de emprego sem brilho mostra que os americanos continua a sofrer por causa da agenda dos republicamos a favor das empresas e dos interesses especiais".

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

EUA tiveram saldo de 209 mil novos empregos em julho

A economia dos Estados Unidos gerou, em julho de 2017, 209 mil postos de trabalho a mais do que fechou, revelou hoje o Relatório de Emprego do Departamento do Trabalho. O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, caiu de 4,4% para 4,3%. É o menor em 16 anos.

Nos primeiros sete meses do ano, o mercado de trabalho americano criou cerca de 1,3 milhão de empregos, mantendo o ritmo iniciado sete anos atrás, no governo Barack Obama. O emprego não cai desde outubro de 2010. São seis anos e dez meses de expansão.

A média dos últimos três meses foi de 195 mil novos empregos. Os dados de maio e junho foram revisados para cima, com mais 2 mil vagas. Os salários mantiveram a alta anual de 2,5%.

O índice de participação no mercado de trabalho de pessoas entre 25 e 54 anos subiu para 78,5%, aproximando-se dos 80,3% de janeiro de 2007, antes do início da Grande Recessão.

Durante a campanha eleitoral, o presidente Donald Trump havia acusado o relatório de fraudulento, feito sob medida para ajudar sua adversária, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton. Agora, festejou o resultado e tentou reivindicar a glória, alegando que seu governo está aumentando o crescimento, mas os números não confirmam isso.

Trump também se vangloria da alta da Bolsa de Valores de Nova York desde sua posse. Nos primeiros seis meses de governo, o Índice Dow Jones subiu 9%, bem menos do que sob Obama (22,6%) e George Herbert Walker Bush, o pai (20,1%).

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Bolsa de Nova York cai 372 pontos com escândalo de Trump

Na maior queda desde setembro, o Índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova York sofreu hoje uma baixa de 372,82 pontos (1,8%), fechando em 20.606,93. A causa foi o risco de que a acusação de obstrução de justiça feita pelo ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, ao presidente Donald Trump leve a um processo de impeachment.

As ações, o dólar e o rendimento dos títulos da dívida pública americana caíram, devolvendo os ganhos obtidos desde a vitória de Trump, diante da expectativa de que a aprovação das reformas do governo para desregulamentar a economia e cortar impostos seja prejudicada.

Hoje, a Comissão de Inteligência do Senado convocou o ex-diretor do FBI James Comey para depor publicamente sobre a acusação ao presidente. Também quer ver o relato de Comey de um encontro com Trump na Casa Branca.

Em memorando interno do FBI revelado ontem pelo jornal The New York Times, Comey afirma que Trump lhe pediu para encerrar o inquérito sobre o general Michael Flynn, ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca demitido em fevereiro por mentir sobre contatos com o embaixador da Rússia.

Trump também está sendo duramente criticado por ter revelado ao ministro do Exterior e ao embaixador da Rússia em Washington informações ultrassecretas descobertas por um espião de Israel infiltrado na organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

A indiscrição ameaça o agente e a cooperação entre os serviços secretos dos dois países, mas o presidente tem o direito de desclassificar informações confidencias.

Desde a demissão de Comey, em 9 de maio de 2017, a oposição democrata exige a nomeação de um procurador independente para investigar a interferência da Rússia na eleição presidencial americana e um possível conluio da campanha de Trump com o Kremlin.

Alguns líderes republicanos, como o senador John McCain, candidato derrotado pelo presidente Barack Obama na eleição de 2008, passaram a pedir a convocação de uma comissão parlamentar de inquérito.

Agora, as bancadas do Partido Democrata e até mesmo um deputado republicano falam em impeachment, se for comprovada a tentativa de obstruir a justiça.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Petróleo cai abaixo de US$ 27 e arrasta bolsas do mundo inteiro

O Índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova York caiu mais 500 pontos hoje, mas se recuperou parcialmente e fechou em baixa de 249 pontos (1,6%), enquanto o barril de petróleo tipo West Texas Intermediate, padrão do mercado americano, recuou mais 6% para US$ 26,76, arrastando as bolsas do mundo inteiro.

A queda nos preços do barril de petróleo iniciada em junho de 2014 ganhou novo ímpeto no começo deste ano com as dúvidas sobre a desaceleração da economia da China, a segunda maior do mundo, e nesta semana com a volta do Irã ao mercado depois do fim das sanções a seu programa nuclear. Até o fim do ano, o Irã deve ofertar mais um milhão de barris por dia.

 Em 20 dias de 2015, a baixa acumula 10%. Hoje o petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão do mercado europeu, foi vendido a um mínimo de US$ 27,19 e fechou cotado a US$ 27,98, o menor valor em 12 anos.

Na Ásia, a Bolsa de Valores de Tóquio caiu 3,7%, entrando no "mercado do urso", quando o preço médio das ações baixa 20% em relação ao pico anterior. Em Xangai, na China, a desvalorização média foi de apenas 1%, mas Hong Kong perdeu 3,8%.

Na Europa, a baixa ficou na média de 3,5%, com fortes perdas em Londres (-3,5%), Frankfurt (-2,8%), Paris (3,4%) e Milão (-4,8%).

Em São Paulo, o Índice Bovespa perde mais 1,4%, puxado pela queda da Petrobrás. O dólar subiu 1,24% para R$ 4,10.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Bolsa de Nova York fecha no menor nível em um ano e meio

NOVA YORK - Depois de cair mil pontos na abertura das negociações, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, terminou hoje em baixa de 588 pontos (3,57%), acumulando queda de 1.447 pontos ou 9% em três dias para fechar no menor nível em um ano e meio em 15.871,35.

Desde o pico, em maio, o Índice Dow Jones recuou 10%. Mais de 13,9 milhões de ações foram vendidas nesta segunda-feira, o maior volume desde agosto de 2011. Todas as ações caíram. A bolsa Nasdaq, de ações de empresas de alta tecnologia, sofreu desvalorização de 10% nos últimos três dias.

A principal causa do pânico nos mercados do mundo inteiro foi a perda de 8,49% na Bolsa de Valores de Xangai, na China, que caiu 37% nas últimas semanas. Há o temor de problemas mais sérios na segunda maior economia do mundo do que o regime comunista chinês admitiu até agora.

Bolsa de Nova York teme sofrer maior queda num dia

NOVA YORK - Sob o peso de uma queda de 8,49% em Xangai, na China, a Bolsa de Nova York perdeu mais de mil pontos na abertura dos negócios de hoje, com queda de cerca de 6%. A expectativa é que tenha a maior queda em pontos num dia.

Analistas de mercado ouvidos nas televisões Bloomberg e CNN consideram a perda exagerada. Afinal, a China não está em recessão. Na sexta-feira, anunciou uma queda na produção industrial.

Agora há pouco, a queda do Índice Dow Jones baixou para pouco mais de 800 pontos ou 5%, mas os economistas temem a maior queda em pontos num dia. O índice nunca caiu mais de 800 pontos. O recorde foi 777 em 29 de setembro de 2009.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Bolsa de Nova York tem maior alta em três anos

Com o sinal da Reserva Federal, o banco central dos Estados Unidos, de que não está com pressa para elevar a taxa básica de juros, que está em praticamente zero há seis anos, o Índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova York avançou 421 pontos ou 2,43%, no maior ganho percentual desde dezembro de 2011, fechando em 17778,15.

O índice amplo S&P 500 cresceu 48,34 pontos ou 2,4%, enquanto a bolsa Nasdaq, de ações de empresas de alta tecnologia, subiu 104,08 pontos ou 2,24%.

A alta nas bolsas reflete a solidez da recuperação americana numa semana em que as ações caíram por causa do aumento nos preços internacionais do petróleo e na crise da economia russa. Os últimos números sobre novos pedidos de seguro-desemprego confirmam a retomada do mercado de trabalho, com menos de 300 mil novos pedidos por semana nas últimas duas semanas.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

EUA intimam Petrobrás a apresentar documentos sobre escândalo

CAMBRIDGE-MA, EUA - A Comissão de Valores Mobiliários (SEC, do inglês) dos Estados Unidos intimou a Petrobrás para ter acesso aos documentos relativos ao escândalo de corrupção envolvendo a maior empresa brasileira, noticia hoje o jornal inglês Financial Times, principal diário econômico-financeiro da Europa.

A companhia admitiu ter recebido a intimação, sem entrar em detalhes. Limitou-se a dizer que vai "colaborar com as autoridades públicas americanas da mesma forma que está atendendo às autoridades brasileiras".

No início do mês, o FT informara que o Departamento da Justiça dos EUA está investigando a Petrobrás. Como a empresa vende ações na Bolsa de Valores de Nova York, está sujeita à legislação americana.

O jornal cita as acusações de que políticos do Partido dos Trabalhadores e de outros partidos aliados do governo brasileiro receberiam comissões ilegais de 3% de todos os contratos firmados pela empresa estatal brasileira. Registra ainda que o PT nega tudo, assim como a presidente Dilma Rousseff, presidente do Conselho de Administração da Petrobrás de 2003 a 2010, que promete não obstruir as investigações. Também cita o atraso na divulgação do último balancete trimestral da companhia depois que a empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers se negou a assiná-lo.

Esse atraso pode dificultar o financiamento da Petrobrás no mercado até a solução do problema. De acordo com o banco americano Morgan Stanley, se o balanço não for divulgado até 30 de abril de 2015, os compradores de bônus da empresa podem cobrar US$ 57 bilhões e os bancos credores outros US$ 66 bilhões.

Em outra reportagem, o FT observa que, se as empreiteiras envolvidas forem declaradas inidôneas, obras e projetos no valor de R$ 871 bilhões podem ser paralisados, a não ser que o país contrate empresas estrangeiras. Nota ainda que o Tribunal de Contas da União sugeriu a renegociação dos contratos, mas isso pode não ser suficiente para os investidores estrangeiros.

A infraestrutura deficiente é um dos maiores problemas para o desenvolvimento do Brasil e uma das maiores oportunidades para investidores estrangeiros, comenta um analista internacional.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Vitória de Dilma derruba ações brasileiras nos EUA e na Europa

A reeleição da presidente Dilma Rousseff por margem estreita derrubou a cotação das empresas brasileiras com ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York.

As ações da Petrobrás caíram hoje 14,23%, enquanto a Vale perdeu 6,18% e um fundo de ações brasileiras (EWZ.P) 4,97%, noticiou, a agência Reuters.

Na Europa, o fundo Lyxor ETF Brazil, vendido na Bolsa de Paris, chegou a cair 10,4%, atingindo o menor nível em sete meses. Na Bolsa de Milão, na Itália, o mesmo fundo baixou 11,6%, enquanto o iShares MSCI Brazil ETF, negociado em Frankfurt, na Alemanha, recuou 8,8%, informou o Financial Times, principal diário econômico-financeiro do continente.

O real foi a moeda mais desvalorizada no mundo hoje. Baixou a seu menor valor em 10 anos. No mercado internacional, chegou a cair 3,1% em relação ao dólar, que fechou em R$ 2,52. No fim do dia, o jornal americano The Wall St. Journal anunciou uma alta do dólar de 2,07% em relação ao real.