O inquérito do procurador especial Robert Mueller não encontrou provas de que "a campanha do presidente Donald Trump ou qualquer associado conspirou ou se coordenou com a Rússia em seus esforços para influenciar a eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos", de acordo com um resumo apresentado hoje pelo Departamento da Justiça a deputados e senadores.
Também não há provas "suficientes" de que Trump tenha obstruído a justiça e tentado dificultar a investigação, afirmou o secretário da Justiça e procurador-geral dos EUA, William Barr, sem exonerar totalmente o presidente.
Trump festejou o resultado da investigação que atacou várias vezes como uma "caça às bruxas", alegando ter sido "total e completamente exonerado", mas o Partido Democrata, de oposição, exige a divulgação pública integral do relatório. "O povo americano tem o direito de saber", insistiram a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e o líder democrata no Senado, Chuck Schumer.
"Depois de uma longa investigação, depois de não olhar para o outro lado - onde aconteceu uma série de coisas ruins, um monte de coisas horríveis para nosso país -, acaba de ser anunciado que não houve conluio com a Rússia", declarou o presidente na Flórida. "É uma vergonha que nosso país tenha passado por isto, para ser honesto é uma vergonha que nosso presidente tenha sido submetido a isso."
Aparentemente, a conclusão do inquérito é uma vitória do presidente e um elemento importante para sua campanha à reeleição em 2020. Os republicanos festejaram: "É um grande dia para o presidente Trump. Uma nuvem que pairava sobre o presidente Trump foi removida", comentou o presidente da Comissão de Justiça do Senado, Lindsay Graham, que jogou golfe com Trump no fim de semana.
Mas seis assessores do presidente foram denunciados criminalmente e há outras investigações, relacionadas a seu ex-advogado Michael Cohen e o pagamento para que duas mulheres que alegam ter tido casos amorosos com Trump ficassem em silêncio durante a campanha eleitoral. Pela lei eleitoral americana, os pagamentos deveriam ter sido registrados como despesa de campanha.
A suspeita de obstrução de justiça era uma questão central da investigação. Mueller, ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal americana, foi nomeado procurador especial depois que Trump demitiu, em maio de 2017 o então diretor-geral do FBI, James Comey, por se negar a suspender o inquérito sobre a interferência russa nas eleições de 2016.
Em um ano e dez meses, o inquérito de Muller fez 199 acusações contra 37 pessoas, sendo seis ligadas a Trump. Doze militares russos foram denunciados por pirataria cibernética e 13 por conspiração para defraudar os EUA. Houve 2,8 mil intimações e 500 operações de busca e apreensão. Cerca de 500 testemunhas foram interrogadas e 13 pedidos foram feitos a governos estrangeiros.
Na carta aos congressistas, o procurador-geral disse que não houve conspiração "apesar dos múltiplos esforços de indivíduos ligados à Rússia para ajudar a campanha de Trump". A suspeita foi reforçada pela negativa do presidente de criticar o presidente Vladimir Putin depois que os serviços secretos dos EUA concluíram que o governo russo tentou manipular o eleitorado americano.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 24 de março de 2019
domingo, 13 de janeiro de 2019
Trump esconde detalhes de encontros com Putin
O presidente Donald Trump foi além dos limites para esconder detalhes de suas conversas com o ditador da Rússia, Vladimir Putin, a ponto de tomar as notas feitas por seu intérprete numa ocasião e instruindo-o a não comentar o que ouvira, noticiou hoje o jornal The Washington Post.
Trump ficou com as anotações do intérprete depois do encontro com Putin na reunião do Grupo dos 20 em Hamburgo, na Alemanha, em 2017. Como é praxe do governo dos Estados Unidos registrar os contatos do presidente, altos funcionários da Casa Branca e do Departamento de Estado pediram as notas e ficaram sabendo da atitude inusitada de Trump.
É uma situação constrangedora por causa do inquérito do procurador especial Robert Mueller sobre um possível conluio da campanha de Trump com o Kremlin durante a campanha eleitoral de 2016. O presidente costuma excluir seus encontros com o ditador russo do escrutínio da opinião pública.
Depois da demissão do diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal americana, James Comey, em maio de 2017, o FBI abriu inquérito para saber que Trump estava beneficiando a Rússia, uma inimiga história dos EUA, consciente ou inconscientemente, revelou o jornal The New York Times.
Os serviços de inteligência dos EUA detectaram uma influência sem precedentes da Rússia na última eleição presidencial americana. A dúvida é se o esforço foi coordenado com a campanha de Trump. Pelo menos 14 assessores de Trump mantiveram contatos com russos.
Em entrevista no sábado à Fox News, o canal de notícias que apoia seu governo, Trump negou a intenção de esconder qualquer detalhe das reuniões. Quando a entrevista perguntou se alguma vez ele havia trabalhado para a Rússia, o presidente respondeu que "penso que esta é a coisa mais insultante que já me foi perguntada".
Trump ficou com as anotações do intérprete depois do encontro com Putin na reunião do Grupo dos 20 em Hamburgo, na Alemanha, em 2017. Como é praxe do governo dos Estados Unidos registrar os contatos do presidente, altos funcionários da Casa Branca e do Departamento de Estado pediram as notas e ficaram sabendo da atitude inusitada de Trump.
É uma situação constrangedora por causa do inquérito do procurador especial Robert Mueller sobre um possível conluio da campanha de Trump com o Kremlin durante a campanha eleitoral de 2016. O presidente costuma excluir seus encontros com o ditador russo do escrutínio da opinião pública.
Depois da demissão do diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal americana, James Comey, em maio de 2017, o FBI abriu inquérito para saber que Trump estava beneficiando a Rússia, uma inimiga história dos EUA, consciente ou inconscientemente, revelou o jornal The New York Times.
Os serviços de inteligência dos EUA detectaram uma influência sem precedentes da Rússia na última eleição presidencial americana. A dúvida é se o esforço foi coordenado com a campanha de Trump. Pelo menos 14 assessores de Trump mantiveram contatos com russos.
Em entrevista no sábado à Fox News, o canal de notícias que apoia seu governo, Trump negou a intenção de esconder qualquer detalhe das reuniões. Quando a entrevista perguntou se alguma vez ele havia trabalhado para a Rússia, o presidente respondeu que "penso que esta é a coisa mais insultante que já me foi perguntada".
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Ex-diretor do FBI desafia republicanos a dizer a verdade sobre Trump
O ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation) James Comey, demitido 9 de maio de 2017 por se negar a acabar com a investigação sobre a influência da Rússia nas eleições de 2016 nos Estados Unidos, criticou o presidente Donald Trump por atacar a polícia federal americana e desafiou o Partido Republicano a "se erguer e falar a verdade".
"A reputação do FBI sofreu um duro golpe porque o presidente e seus seguidores mentem constantemente a respeito", declarou Comey no final do segundo depoimento a portas fechadas neste mês na Câmara dos Representantes.
O desafio foi a todos os republicanos, não apenas aos membros da Comissão de Justiça, que o entrevistaram, inclusive os senadores Bob Corker e Jeff Flake, que criticaram Trump abertamente e não disputaram a reeleição.
"A reputação do FBI sofreu um duro golpe porque o presidente e seus seguidores mentem constantemente a respeito", declarou Comey no final do segundo depoimento a portas fechadas neste mês na Câmara dos Representantes.
O desafio foi a todos os republicanos, não apenas aos membros da Comissão de Justiça, que o entrevistaram, inclusive os senadores Bob Corker e Jeff Flake, que criticaram Trump abertamente e não disputaram a reeleição.
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Trump queria mandar o Departamento da Justiça a processar Hillary e Comey
O presidente Donald Trump pretendia ordenar ao Departamento de Justiça em abril a abertura de processos contra a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, sua adversária na eleição presidencial de 2016, e o ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation) James Comey. Foi advertido pelo advogado-geral da Casa Branca que isso poderia deflagrar um processo de impeachment, noticiou o jornal The New York Times.
A pressão levou o advogado-geral, Donald McGahn, a pedir demissão. Revela claramente a intenção de Trump de usar o Departamento da Justiça, um órgão independente, para perseguir seu adversários políticos como num país ditatorial.
Apesar da advertência, o presidente continuou discutindo a questão em encontros privados. Queria nomear um procurador especial para investigar Comey e Hillary.
Depois das eleições intermediárias de 6 de novembro, demitiu o secretário da Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, substituindo-o por um procurador subserviente, Matthew Whitaker, que fez anteriormente várias declarações contra o inquérito do procurador especial Robert Mueller, que investiga um possível conluio da campanha de Trump com a Rússia.
Whitaker foi acusado de participar de uma organização que recebeu uma doação ainda não identificada de US$ 1 milhão, o que compromete sua atuação como supervisor do inquérito sobre a Rússia.
A Casa Branca não comentou.
A pressão levou o advogado-geral, Donald McGahn, a pedir demissão. Revela claramente a intenção de Trump de usar o Departamento da Justiça, um órgão independente, para perseguir seu adversários políticos como num país ditatorial.
Apesar da advertência, o presidente continuou discutindo a questão em encontros privados. Queria nomear um procurador especial para investigar Comey e Hillary.
Depois das eleições intermediárias de 6 de novembro, demitiu o secretário da Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, substituindo-o por um procurador subserviente, Matthew Whitaker, que fez anteriormente várias declarações contra o inquérito do procurador especial Robert Mueller, que investiga um possível conluio da campanha de Trump com a Rússia.
Whitaker foi acusado de participar de uma organização que recebeu uma doação ainda não identificada de US$ 1 milhão, o que compromete sua atuação como supervisor do inquérito sobre a Rússia.
A Casa Branca não comentou.
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quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Rosenstein defende investigação sobre Rússia como adequada
O subprocurador-geral Rod Rosenstein descreveu como "adequada e independente" a investigação do procurador especial Robert Mueller sobre a interferência indevida da Rússia nas eleições de 2016 nos Estados Unidos, que o presidente Donald Trump chama de "caça às bruxas" e de "manipulada", noticiou o jornal The Wall Street Journal.
Em longa entrevista, Rosenstein reafirmou sua confiança nos resultados do inquérito. Foi ele que nomeou Mueller depois da demissão do diretor-geral James Comey por Trump, em 9 de maio de 2017.
Trump nunca perdoou seu ministro da Justiça, Jeff Sessions, por rejeitar a chefia do inquérito sobre a ingerência russa. Sessions se declarou impedido por ter mantido contato com russos durante a campanha. Há suspeitas do conluio da campanha com o Kremlin, o que o Trump nega.
O presidente acusou e humilhou no Twitter. Sessions respondeu que não aceitaria pressões políticas sobre investigações. Deve sair do governo no fim do ano. Trump não o demite para não ser acusado de obstrução de justiça.
Por presidir o inquérito e ter permitido que o escritório de seu advogado você alvo de uma operação de busca e apreensão. Rosenstein também virou alvo de Trump. Depois que o jornal The New York Times noticiou que teria proposto gravar reuniões internas para acusar o presidente de incapaz e afastá-lo do cargo com base na Emenda Constitucional nº 25, sua demissão era dada como certa.
Na época, em nota, o subprocurador negou ter gravado ou autorizado gravações do presidente. Ele acrescentou que "qualquer sugestão de que defendi a remoção do presidente é absolutamente falsa". Depois disso, os dois tiveram um encontro de trabalho na Casa Branca, Rosenstein sobreviveu.
"Tenho a solene responsabilidade de garantir que casos como este sejam investigados e denunciados, e fico satisfeito que o presidente tenha apoiado isso", declarou o subprocurador-geral. "Meu compromisso é garantir que a investigação seja adequada e independente e chegue ao resultado certo, qualquer que seja."
Em longa entrevista, Rosenstein reafirmou sua confiança nos resultados do inquérito. Foi ele que nomeou Mueller depois da demissão do diretor-geral James Comey por Trump, em 9 de maio de 2017.
Trump nunca perdoou seu ministro da Justiça, Jeff Sessions, por rejeitar a chefia do inquérito sobre a ingerência russa. Sessions se declarou impedido por ter mantido contato com russos durante a campanha. Há suspeitas do conluio da campanha com o Kremlin, o que o Trump nega.
O presidente acusou e humilhou no Twitter. Sessions respondeu que não aceitaria pressões políticas sobre investigações. Deve sair do governo no fim do ano. Trump não o demite para não ser acusado de obstrução de justiça.
Por presidir o inquérito e ter permitido que o escritório de seu advogado você alvo de uma operação de busca e apreensão. Rosenstein também virou alvo de Trump. Depois que o jornal The New York Times noticiou que teria proposto gravar reuniões internas para acusar o presidente de incapaz e afastá-lo do cargo com base na Emenda Constitucional nº 25, sua demissão era dada como certa.
Na época, em nota, o subprocurador negou ter gravado ou autorizado gravações do presidente. Ele acrescentou que "qualquer sugestão de que defendi a remoção do presidente é absolutamente falsa". Depois disso, os dois tiveram um encontro de trabalho na Casa Branca, Rosenstein sobreviveu.
"Tenho a solene responsabilidade de garantir que casos como este sejam investigados e denunciados, e fico satisfeito que o presidente tenha apoiado isso", declarou o subprocurador-geral. "Meu compromisso é garantir que a investigação seja adequada e independente e chegue ao resultado certo, qualquer que seja."
sexta-feira, 24 de agosto de 2018
Ministro da Justiça dos EUA rebate ataques do presidente Trump
Sob pressão depois que seu ex-advogado e um ex-chefe da campanha eleitoral foram condenados, o presidente Donald Trump atacou ferozmente o secretário da Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, por não controlar as investigações.
Sessions respondeu que enquanto for secretário o Departamento da Justiça "não será influenciado impropriamente por considerações políticas", informou a agência de notícias Associated Press (AP).
Em entrevista à televisão americana Fox News, que apoia o Partido Republicano e o movimento conservador, Trump tentou se defender das acusações de crimes imputadas a ele pelo advogado Michael Cohen. O presidente criticou o instituto da delação premiada, usado especialmente para desmantelar organizações mafiosas, afirmou que os réus mentem para reduzir suas penas.
O pai do advogado pressionou o filho dizendo que não havia sobrevivido ao Holocausto do povo judeu na Segunda Guerra Mundial para ter seu nome manchado por Trump, revelou o jornal The Wall Street Journal.
Foi mais um show do narcisismo de Trump, no estilo depois de mim, o dilúvio. Ele declarou que o impeachment de um presidente que está fazendo um governo tão bom, na opinião dele, "causaria um colapso do mercado" e "todo o mundo ficaria muito pobre".
Trump está furioso com Sessions porque ele se considerou impedido de supervisionar o inquérito sobre a influência indevida da Rússia na eleição presidencial de 2012. Como havia mantido contato com russos, o secretário entendeu corretamente que não poderia se envolver na investigação.
O inquérito ficou sob o controle do subprocurador-geral Rod Rosenstein, outro militante do Partido Republicano. Quando Trump demitiu o diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal americana, James Comey, em 9 de maio de 2017, Rosenstein decidiu nomear um procurador especial, Robert Mueller, ex-diretor-geral do FBI.
Desde então, Mueller denunciou 34 pessoas e há três obteve a condenação de Paul Manafort, o ex-chefe de campanha de Trump, em oito acusações de fraude fiscal e bancária quando trabalhava para o então presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, apoiado por Moscou. O advogado-geral da Casa Branca falou com Mueller sem o conhecimento do presidente, sinal de que queria se proteger.
A pedido de Trump, Cohen pagou US$ 130 mil à atriz pornô Stormy Daniels 11 dias antes da eleição e US$ 150 mil à ex-garota da Playboy Karen McDougal para que não revelassem seus casos durante a campanha. Isso é ilegal. O advogado admitiu ter violado a lei de financiamento eleitoral porque o silêncio delas foi comprado para não atrapalhar a eleição de Trump.
Para complicar ainda mais o presidente, o magnata da imprensa David Pecker, dono do National Enquirer, um jornal sensacionalista vendido em supermercados, conseguiu imunidade dos procuradores. Pecker ficou com os direitos de publicação nos dois casos, mas preferiu esconder as histórias para proteger Trump.
Em seus ataques de fúria, Trump acusa a investigação do procurador especial de ser "uma caça às bruxas" conduzida por "democratas raivosos". O desespero de um presidente que sempre se considerou acima da lei é cada vez mais evidente em suas declarações e tuitaços.
Sessions respondeu que enquanto for secretário o Departamento da Justiça "não será influenciado impropriamente por considerações políticas", informou a agência de notícias Associated Press (AP).
Em entrevista à televisão americana Fox News, que apoia o Partido Republicano e o movimento conservador, Trump tentou se defender das acusações de crimes imputadas a ele pelo advogado Michael Cohen. O presidente criticou o instituto da delação premiada, usado especialmente para desmantelar organizações mafiosas, afirmou que os réus mentem para reduzir suas penas.
O pai do advogado pressionou o filho dizendo que não havia sobrevivido ao Holocausto do povo judeu na Segunda Guerra Mundial para ter seu nome manchado por Trump, revelou o jornal The Wall Street Journal.
Foi mais um show do narcisismo de Trump, no estilo depois de mim, o dilúvio. Ele declarou que o impeachment de um presidente que está fazendo um governo tão bom, na opinião dele, "causaria um colapso do mercado" e "todo o mundo ficaria muito pobre".
Trump está furioso com Sessions porque ele se considerou impedido de supervisionar o inquérito sobre a influência indevida da Rússia na eleição presidencial de 2012. Como havia mantido contato com russos, o secretário entendeu corretamente que não poderia se envolver na investigação.
O inquérito ficou sob o controle do subprocurador-geral Rod Rosenstein, outro militante do Partido Republicano. Quando Trump demitiu o diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal americana, James Comey, em 9 de maio de 2017, Rosenstein decidiu nomear um procurador especial, Robert Mueller, ex-diretor-geral do FBI.
Desde então, Mueller denunciou 34 pessoas e há três obteve a condenação de Paul Manafort, o ex-chefe de campanha de Trump, em oito acusações de fraude fiscal e bancária quando trabalhava para o então presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, apoiado por Moscou. O advogado-geral da Casa Branca falou com Mueller sem o conhecimento do presidente, sinal de que queria se proteger.
A pedido de Trump, Cohen pagou US$ 130 mil à atriz pornô Stormy Daniels 11 dias antes da eleição e US$ 150 mil à ex-garota da Playboy Karen McDougal para que não revelassem seus casos durante a campanha. Isso é ilegal. O advogado admitiu ter violado a lei de financiamento eleitoral porque o silêncio delas foi comprado para não atrapalhar a eleição de Trump.
Para complicar ainda mais o presidente, o magnata da imprensa David Pecker, dono do National Enquirer, um jornal sensacionalista vendido em supermercados, conseguiu imunidade dos procuradores. Pecker ficou com os direitos de publicação nos dois casos, mas preferiu esconder as histórias para proteger Trump.
Em seus ataques de fúria, Trump acusa a investigação do procurador especial de ser "uma caça às bruxas" conduzida por "democratas raivosos". O desespero de um presidente que sempre se considerou acima da lei é cada vez mais evidente em suas declarações e tuitaços.
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sexta-feira, 20 de abril de 2018
Partido Democrata processa Rússia, campanha de Trump e WikiLeaks
O Partido Democrata entrou hoje com uma ação judicial acusando a campanha do presidente Donald Trump de conspirar com o governo e os serviços secretos da Rússia para derrotar a candidatura da ex-secretária de Estado Hillary Clinton à Presidência dos Estados Unidos, em 2016.
A ação, protocolada no tribunal federal de primeira instância de Manhattan, em Nova York, cita Donald Trump Jr., o genro do presidente, Jared Kushner, e Roger Stone, assessor de Trump há muitos anos, como parte da conspiração.
A Rússia é acusada de "um ataque descarado contra a democracia americana" ao invadir os computadores do Partido Democrata e vazar para o WikiLeaks 44 mil mensagens de correio eletrônico da campanha de Hillary.
Os democratas repetem o que fizeram em 1972, quando processaram o comitê de reeleição do então presidente Richard Nixon pedindo uma indenização de US$ 1 milhão pela invasão da sede central do partido no Edifício Watergate, em Washington. O Escândalo de Watergate levou à renúncia de Nixon, em 1974.
Em relatório divulgado no início deste ano, a CIA (Agência Central de Inteligência), o FBI (Federal Bureau of Investigation) e a NSA (Agência de Segurança Nacional) apontam o serviço secreto militar russo (GRU) como responsável pela pirataria cibernética.
Desde sua vitória, Trump afirma que não houve conluio com a Rússia. O caso está sendo investigado pelo procurador especial Robert Mueller, nomeado depois que o presidente demitiu o então diretor-geral do FBI, James Comey, em 9 de maio de 2017.
Comey acaba de publicar um livro em que acusa Trump de ser "moralmente incapaz" de presidir os EUA.
A ação, protocolada no tribunal federal de primeira instância de Manhattan, em Nova York, cita Donald Trump Jr., o genro do presidente, Jared Kushner, e Roger Stone, assessor de Trump há muitos anos, como parte da conspiração.
A Rússia é acusada de "um ataque descarado contra a democracia americana" ao invadir os computadores do Partido Democrata e vazar para o WikiLeaks 44 mil mensagens de correio eletrônico da campanha de Hillary.
Os democratas repetem o que fizeram em 1972, quando processaram o comitê de reeleição do então presidente Richard Nixon pedindo uma indenização de US$ 1 milhão pela invasão da sede central do partido no Edifício Watergate, em Washington. O Escândalo de Watergate levou à renúncia de Nixon, em 1974.
Em relatório divulgado no início deste ano, a CIA (Agência Central de Inteligência), o FBI (Federal Bureau of Investigation) e a NSA (Agência de Segurança Nacional) apontam o serviço secreto militar russo (GRU) como responsável pela pirataria cibernética.
Desde sua vitória, Trump afirma que não houve conluio com a Rússia. O caso está sendo investigado pelo procurador especial Robert Mueller, nomeado depois que o presidente demitiu o então diretor-geral do FBI, James Comey, em 9 de maio de 2017.
Comey acaba de publicar um livro em que acusa Trump de ser "moralmente incapaz" de presidir os EUA.
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sexta-feira, 13 de abril de 2018
Trump perdoa ex-assessor de Cheney que revelou identidade de agente da CIA
Em mais um desafio à Justiça, o presidente Donald Trump indultou Lewis Scooter Libby, chefe de pessoal do vice-presidente Dick Cheney, no governo George W. Bush (2001-9), condenado a dois anos e meio de prisão e multa de US$ 250 mil por mentir ao júri e aos investigadores do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, e obstrução de justiça no processo sobre a revelação identidade de uma agente secreta da Agência Central de Inteligência (CIA), em 2007.
"Não conheço o Sr. Libby, mas há anos ouço dizer que foi tratado injustamente", declarou Trump. "Espero que este perdão completo vai ajudar a retificar um período muito triste de sua vida." A Casa Branca alegou que desde a condenação ele teve uma conduta "imaculada e continua a ser visto em alta estima por seus pares e colegas".
Valery Plame Wilson é casada o embaixador Joseph Wilson, que fez um relatório negando uma suposta compra de urânio no Níger, um país africano, pelo então ditador do Iraque, Saddam Hussein. A alegação partiu do serviço secreto da Itália, na época governada pelo arquicorrupto primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
A compra inexistente de urânio nigerino pelo Iraque foi usada por Bush como argumento para afirmar que Saddam estava desenvolvendo a bomba atômica, entre outras armas de destruição em massa. Wilson denunciou a farsa na imprensa na época da invasão do Iraque, em 2003.
Bush comutou a pena de Libby, que nunca chegou a ser preso, mas se negou a dar o perdão total como queria Cheney. Trump, um presidente sem quaisquer escrúpulos, perdoou Libby no momento em que volta à guerra contra o ex-diretor-geral do FBI James Comey.
"No dia em que o presidente ataca Comey erradamente por ser um 'vazador e mentiroso', ele perdoa um vazador e mentiroso condenado, Scooter Libby", comentou no Twitter o deputado democrata Adam Schiff. "É a maneira do presidente enviar uma mensagem aos implicados no inquérito sobre a Rússia: vocês têm meu apoio e eu tenho o de vocês."
Em livro de memórias, Comey acusou o presidente de ignorar a lei e agir como um chefão da máfia. Ele foi o primeiro e único diretor-geral do FBI demitido por razões políticas. Outro foi afastado por corrupção. Comey presidia a investigação sobre um possível conluio da campanha de Donald Trump com a Rússia.
Diante da demissão de Comey, o Departamento da Justiça nomeou outro ex-diretor-geral do FBI, Robert Mueller, como procurador especial para investigar a interferência indevida da Rússia nas eleições de 2016 nos EUA.
"Não conheço o Sr. Libby, mas há anos ouço dizer que foi tratado injustamente", declarou Trump. "Espero que este perdão completo vai ajudar a retificar um período muito triste de sua vida." A Casa Branca alegou que desde a condenação ele teve uma conduta "imaculada e continua a ser visto em alta estima por seus pares e colegas".
Valery Plame Wilson é casada o embaixador Joseph Wilson, que fez um relatório negando uma suposta compra de urânio no Níger, um país africano, pelo então ditador do Iraque, Saddam Hussein. A alegação partiu do serviço secreto da Itália, na época governada pelo arquicorrupto primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
A compra inexistente de urânio nigerino pelo Iraque foi usada por Bush como argumento para afirmar que Saddam estava desenvolvendo a bomba atômica, entre outras armas de destruição em massa. Wilson denunciou a farsa na imprensa na época da invasão do Iraque, em 2003.
Bush comutou a pena de Libby, que nunca chegou a ser preso, mas se negou a dar o perdão total como queria Cheney. Trump, um presidente sem quaisquer escrúpulos, perdoou Libby no momento em que volta à guerra contra o ex-diretor-geral do FBI James Comey.
"No dia em que o presidente ataca Comey erradamente por ser um 'vazador e mentiroso', ele perdoa um vazador e mentiroso condenado, Scooter Libby", comentou no Twitter o deputado democrata Adam Schiff. "É a maneira do presidente enviar uma mensagem aos implicados no inquérito sobre a Rússia: vocês têm meu apoio e eu tenho o de vocês."
Em livro de memórias, Comey acusou o presidente de ignorar a lei e agir como um chefão da máfia. Ele foi o primeiro e único diretor-geral do FBI demitido por razões políticas. Outro foi afastado por corrupção. Comey presidia a investigação sobre um possível conluio da campanha de Donald Trump com a Rússia.
Diante da demissão de Comey, o Departamento da Justiça nomeou outro ex-diretor-geral do FBI, Robert Mueller, como procurador especial para investigar a interferência indevida da Rússia nas eleições de 2016 nos EUA.
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Subdiretor-geral do FBI deixa cargo sob pressão de Trump
O subdiretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, Andrew McCabe, vai deixar o cargo depois de sofrer pressão do presidente Donald Trump, suspeito de obstrução de justiça por querer encerrar a investigação sobre um possível conluio de sua candidatura à Casa Branca com o Kremlin, noticiou a rede de televisão americana CNN.
A decisão surpreendeu seus colegas. McCabe pretendia se aposentar em março e antecipou a saída. A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sunders, negou qualquer interferência do governo Trump no pedido de demissão. O subdiretor adjunto David Bowdich, foi nomeado subdiretor interino.
Trump pressionou McCabe desde maio do ano , quando demitiu o então diretor-geral, James Comey, por causa do inquérito sobre a influência da Rússia na eleição presidencial de 2016 nos EUA. McCabe virou diretor-geral interino e manteve as investigações.
No primeiro encontro com McCabe, Trump violou a ética que se espera de um presidente dos EUA, ao perguntar em quem ele havia votado para presidente. McCabe disse não ter votado. Nos EUA, o voto não é obrigatório.
Em julho do ano passado, Trump cobrou a demissão de McCabe do secretário da Justiça e procurador-geral, Jeff Sessions. O presidente também ficou insatisfeito porque Sessions declarou-se impedido de supervisionar o inquérito por ter se encontrado com representantes da Rússia durante a campanha.
"Por que o procurador-geral Sessions não substituiu o diretor interino do FBI, Andrew McCabe, um amigo de Comey que estava encarregado da investigação sobre [Hillary] Clinton, mas ganhou US$ 700 mil para a campanha de sua mulher de Hillary Clinton e seus representantes?", perguntou Trump. "Drene o pântano!"
A mulher de McCabe concorreu a uma vaga do Senado estadual da Virgínia. Jill McCabe recebeu US$ 467.500 de um comitê de ação política do então governador da Virgínia, Terry McAuliffe. O comitê executivo do Partido Democrata na Virgínia deu mais US$ 207.788 para sua campanha. As doações foram feitas antes de McCabe se tornar subdiretor do FBI.
Nos últimos dias, o jornal The New York Times revelou que Trump tentou demitir em junho o procurador especial Robert Mueller, um ex-diretor-geral do FBI nomeado para presidir o inquérito sobre o conluio com a Rússia depois da demissão de Comey. Mueller pretende interrogar Trump sobre as demissões de Comey e do assessor de Segurança Nacional, general Michael Flynn.
Diante de uma campanha da oposição russa de boicote à eleição presidencial de 18 de março de 2018, onde a vitória do protoditador Vladimir Putin é certa, o Kremlin acusou os EUA de interferência na política interna da Rússia.
A decisão surpreendeu seus colegas. McCabe pretendia se aposentar em março e antecipou a saída. A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sunders, negou qualquer interferência do governo Trump no pedido de demissão. O subdiretor adjunto David Bowdich, foi nomeado subdiretor interino.
Trump pressionou McCabe desde maio do ano , quando demitiu o então diretor-geral, James Comey, por causa do inquérito sobre a influência da Rússia na eleição presidencial de 2016 nos EUA. McCabe virou diretor-geral interino e manteve as investigações.
No primeiro encontro com McCabe, Trump violou a ética que se espera de um presidente dos EUA, ao perguntar em quem ele havia votado para presidente. McCabe disse não ter votado. Nos EUA, o voto não é obrigatório.
Em julho do ano passado, Trump cobrou a demissão de McCabe do secretário da Justiça e procurador-geral, Jeff Sessions. O presidente também ficou insatisfeito porque Sessions declarou-se impedido de supervisionar o inquérito por ter se encontrado com representantes da Rússia durante a campanha.
"Por que o procurador-geral Sessions não substituiu o diretor interino do FBI, Andrew McCabe, um amigo de Comey que estava encarregado da investigação sobre [Hillary] Clinton, mas ganhou US$ 700 mil para a campanha de sua mulher de Hillary Clinton e seus representantes?", perguntou Trump. "Drene o pântano!"
A mulher de McCabe concorreu a uma vaga do Senado estadual da Virgínia. Jill McCabe recebeu US$ 467.500 de um comitê de ação política do então governador da Virgínia, Terry McAuliffe. O comitê executivo do Partido Democrata na Virgínia deu mais US$ 207.788 para sua campanha. As doações foram feitas antes de McCabe se tornar subdiretor do FBI.
Nos últimos dias, o jornal The New York Times revelou que Trump tentou demitir em junho o procurador especial Robert Mueller, um ex-diretor-geral do FBI nomeado para presidir o inquérito sobre o conluio com a Rússia depois da demissão de Comey. Mueller pretende interrogar Trump sobre as demissões de Comey e do assessor de Segurança Nacional, general Michael Flynn.
Diante de uma campanha da oposição russa de boicote à eleição presidencial de 18 de março de 2018, onde a vitória do protoditador Vladimir Putin é certa, o Kremlin acusou os EUA de interferência na política interna da Rússia.
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
Procurador especial quer interrogar Trump nas próximas semanas
O procurador especial Robert Mueller pretende interrogar em breve o presidente Donald Trump para pedir explicações sobre as demissões do conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, general Michael Flynn, e do diretor-geral do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, James Comey, revelou o jornal The Washington Post.
As ações do procurador especial indicam que ele está se aproximando do presidente. Mueller já denunciou Steve Bannon, ex-chefe de campanha de Trump e assessor especial da Casa Branca. Hoje, soube-se que ouviu na semana passada o secretário de Justiça e procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions.
Trump está irritado há muito tempo porque Sessions declarou-se impedido de presidir o inquérito sobre um possível conluio da candidatura republicana com a Rússia. Depois da demissão de Comey, o subprocurador-geral nomeou um procurador especial, tirando do governo qualquer possibilidade de interferir no inquérito.
Mueller já denunciou quatro ex-assessores de Trump. As suspeitas de obstrução de justiça de parte do presidente se avolumam. Pouco depois da demissão de Comey, Trump convocou o diretor-geral interino do FBI, Andrew McCabe, para uma reunião no Salão Oval da Casa Branca e lhe perguntou: "Em quem você votou na eleição de 2016?"
McCabe teria respondido que não votou, de acordo com o Post. O presidente teria manifestado descontentamento porque a mulher de McCabe disputou uma vaga no Senado do estado da Virgínia com o apoio de um comitê de ação política ligado a Hillary Clinton.
As ações do procurador especial indicam que ele está se aproximando do presidente. Mueller já denunciou Steve Bannon, ex-chefe de campanha de Trump e assessor especial da Casa Branca. Hoje, soube-se que ouviu na semana passada o secretário de Justiça e procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions.
Trump está irritado há muito tempo porque Sessions declarou-se impedido de presidir o inquérito sobre um possível conluio da candidatura republicana com a Rússia. Depois da demissão de Comey, o subprocurador-geral nomeou um procurador especial, tirando do governo qualquer possibilidade de interferir no inquérito.
Mueller já denunciou quatro ex-assessores de Trump. As suspeitas de obstrução de justiça de parte do presidente se avolumam. Pouco depois da demissão de Comey, Trump convocou o diretor-geral interino do FBI, Andrew McCabe, para uma reunião no Salão Oval da Casa Branca e lhe perguntou: "Em quem você votou na eleição de 2016?"
McCabe teria respondido que não votou, de acordo com o Post. O presidente teria manifestado descontentamento porque a mulher de McCabe disputou uma vaga no Senado do estado da Virgínia com o apoio de um comitê de ação política ligado a Hillary Clinton.
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sábado, 6 de janeiro de 2018
Trump: "Sou um gênio muito estável"
Diante das acusações e leviandade feitas no livro Fogo e Fúria: dentro da Casa Branca de Trump, o presidente Donald Trump defendeu hoje sua sanidade mental e sua capacidade para governar os Estados Unidos. Em entrevista na residência rural de Camp David, descreveu a si mesmo como "um gênio muito estável" e "muito inteligente", e insistiu que o livro não passa de uma coleção de mentiras.
Quando os advogados particulares do presidente tentaram impedir o lançamento, ele foi antecipado para sexta-feira. Fogo e Fúria já está em primeiro lugar na lista de mais vendidos da Amazon.com, a maior livraria virtual dos EUA.
Seu autor, Michael Wolff, afirma que 100% dos assessores consideram Trump infantil, imaturo e despreparado para comandar o país mais poderoso da Terra: "Este é um presidente que não lê, um presidente que não ouve, que pula de um lado para o outro como uma bola de fliperama", retorquiu o jornalista, sem recuar um milímetro no escreveu.
A situação de Trump foi agravada nas últimas horas pela revelação do jornal The New York Times de a investigação independente do procurador especial Robert Mueller descobriu que vários assessores do presidente pressionaram o secretário da Justiça e procurador-geral, Jeff Sessions, a não se declarar suspeito no inquérito sobre a influência da Rússia na eleição presidencial de 2018.
Furioso com a decisão de Sessions, o presidente teria dito que precisava do seu secretário da Justiça para protegê-lo. Em total desconhecimento da Constituição dos EUA, Trump alegou que Eric Holder protegia Barack Obama e Robert Kennedy protegia John Kennedy.
Seria mais um elemento para caracterizar a obstrução de justiça de Trump no caso da Rússia. O presidente pediu ao então diretor-geral do FBI, a polícia federal americana, James Comey que encerrasse o inquérito sobre o general Michael Flynn, o assessor de Segurança Nacional que não durou um mês na Casa Branca.
Como Comey não aceitou, foi demitido. Sua queda inesperada levou à nomeação de um procurador especial para o caso. Com o cerco apertando em torno do presidente, há uma campanha de ataques contra Mueller. Se Sessions sair, fica mais fácil afastar o procurador especial.
Trump insiste que tudo não passa de "notícias falsas" dos democratas para questionar a legitimidade de sua eleição, inesperada até para ele, de acordo com o relato de Wolff.
Quando os advogados particulares do presidente tentaram impedir o lançamento, ele foi antecipado para sexta-feira. Fogo e Fúria já está em primeiro lugar na lista de mais vendidos da Amazon.com, a maior livraria virtual dos EUA.
Seu autor, Michael Wolff, afirma que 100% dos assessores consideram Trump infantil, imaturo e despreparado para comandar o país mais poderoso da Terra: "Este é um presidente que não lê, um presidente que não ouve, que pula de um lado para o outro como uma bola de fliperama", retorquiu o jornalista, sem recuar um milímetro no escreveu.
A situação de Trump foi agravada nas últimas horas pela revelação do jornal The New York Times de a investigação independente do procurador especial Robert Mueller descobriu que vários assessores do presidente pressionaram o secretário da Justiça e procurador-geral, Jeff Sessions, a não se declarar suspeito no inquérito sobre a influência da Rússia na eleição presidencial de 2018.
Furioso com a decisão de Sessions, o presidente teria dito que precisava do seu secretário da Justiça para protegê-lo. Em total desconhecimento da Constituição dos EUA, Trump alegou que Eric Holder protegia Barack Obama e Robert Kennedy protegia John Kennedy.
Seria mais um elemento para caracterizar a obstrução de justiça de Trump no caso da Rússia. O presidente pediu ao então diretor-geral do FBI, a polícia federal americana, James Comey que encerrasse o inquérito sobre o general Michael Flynn, o assessor de Segurança Nacional que não durou um mês na Casa Branca.
Como Comey não aceitou, foi demitido. Sua queda inesperada levou à nomeação de um procurador especial para o caso. Com o cerco apertando em torno do presidente, há uma campanha de ataques contra Mueller. Se Sessions sair, fica mais fácil afastar o procurador especial.
Trump insiste que tudo não passa de "notícias falsas" dos democratas para questionar a legitimidade de sua eleição, inesperada até para ele, de acordo com o relato de Wolff.
terça-feira, 25 de julho de 2017
Trump frita ministro da Justiça e procurador-geral dos EUA
Insatisfeito com a investigação sobre um possível conluio de sua campanha com o governo da Rússia, o presidente Donald Trump está hostilizando publicamente o ministro da Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions.
Sessions foi o primeiro senador a apoiar a candidatura Trump. Se for demitido, as relações do presidente com a bancada do Partido Republicano no Senado serão sensivelmente abaladas. O presidente o humilha publicamente para forçar a demissão
O problema de Sessions é que ele admitiu ter se encontrado com o embaixador russo em Washington, depois de ter omitido isso no primeiro momento. Por essa razão, ele se declarou impedido de presidir o inquérito sobre a interferência indevida da Rússia na eleição presidencial americana.
Trump quer se livrar não apenas de Sessions, mas principalmente do procurador especial Robert Mueller, ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA. Quando demitiu o procurador independente Archibald Cox, em 1973, o então presidente Richard Nixon deixou clara sua culpabilidade no escândalo de Watergate, que o levou a renunciar em 1974.
Em 9 de maio, Trump demitiu o diretor-geral James Comey, depois que este se recusou a encerrar o inquérito. Só um diretor-geral do FBI fora demitido no meio do mandato, por corrupção. Comey foi o primeiro afastado por investigar um presidente. Mas demitir o ministro da Justiça e procurador-geral é um desafio muito maior para um presidente que não respeita a liturgia do cargo e se considera melhor do que seus antecessores.
Nesta semana, Trump chegou a tuitar sobre seu "poder total" para perdoar, como se pudesse indultar a si mesmo. Hoje, acusou Sessions de ser "fraco" por não reabrir a investigação sobre o uso de correio eletrônico privado por Hillary Clinton quando secretária de Estado. O FBI encerrou o inquérito.
Três desafios aguardam Trump: o fracasso de mais uma votação da reforma de saúde para acabar com a cobertura universal do governo Obama; o inquérito sobre a Rússia, que se aproxima da família dele, nesta semana um filho e o genro depõe no Congresso; e a aprovação pelo Congresso de novas sanções à Rússia, que vão testar as relações de Trump com o Kremlin.
Sessions foi o primeiro senador a apoiar a candidatura Trump. Se for demitido, as relações do presidente com a bancada do Partido Republicano no Senado serão sensivelmente abaladas. O presidente o humilha publicamente para forçar a demissão
O problema de Sessions é que ele admitiu ter se encontrado com o embaixador russo em Washington, depois de ter omitido isso no primeiro momento. Por essa razão, ele se declarou impedido de presidir o inquérito sobre a interferência indevida da Rússia na eleição presidencial americana.
Trump quer se livrar não apenas de Sessions, mas principalmente do procurador especial Robert Mueller, ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA. Quando demitiu o procurador independente Archibald Cox, em 1973, o então presidente Richard Nixon deixou clara sua culpabilidade no escândalo de Watergate, que o levou a renunciar em 1974.
Em 9 de maio, Trump demitiu o diretor-geral James Comey, depois que este se recusou a encerrar o inquérito. Só um diretor-geral do FBI fora demitido no meio do mandato, por corrupção. Comey foi o primeiro afastado por investigar um presidente. Mas demitir o ministro da Justiça e procurador-geral é um desafio muito maior para um presidente que não respeita a liturgia do cargo e se considera melhor do que seus antecessores.
Nesta semana, Trump chegou a tuitar sobre seu "poder total" para perdoar, como se pudesse indultar a si mesmo. Hoje, acusou Sessions de ser "fraco" por não reabrir a investigação sobre o uso de correio eletrônico privado por Hillary Clinton quando secretária de Estado. O FBI encerrou o inquérito.
Três desafios aguardam Trump: o fracasso de mais uma votação da reforma de saúde para acabar com a cobertura universal do governo Obama; o inquérito sobre a Rússia, que se aproxima da família dele, nesta semana um filho e o genro depõe no Congresso; e a aprovação pelo Congresso de novas sanções à Rússia, que vão testar as relações de Trump com o Kremlin.
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quinta-feira, 22 de junho de 2017
Trump nega ter gravado conversas com ex-diretor do FBI
SÃO FRANCISCO, EUA - O presidente Donald Trump negou hoje ter gravado as conversas com o ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, James Comey. Num de seus primeiros ataques depois da demissão de Comey, em 9 de maio, Trump ameaçou o ex-diretor, caso ele houvesse gravado.
"Com todos os relatos recentes de vigilância eletrônica, interceptações e vazamentos ilegais de informação, não tenho ideia se há ou não fitas ou gravações de minhas conversas com James Comey, mas eu não gravei nem tenho gravações", declarou Trump no Twitter, seu meio de comunicação favorito.
O presidente usou um memorando interno do Departamento da Justiça feito pelo subprocurador-geral Rod Rosenstein para demitir Comey alegando incompetência e erros na condução do inquérito sobre o uso de correio eletrônico privado pela então secretária de Estado Hillary Clinton no primeiro governo Barack Obama. Depois, admitiu que mudou o diretor do FBI por causa da investigação sobre um possível conluio de sua campanha com o governo da Rússia.
Dias atrás, quando o jornal The Washington Post revelou que Trump está sendo investigado no caso da Rússia, o presidente se declarou vítima de uma "caça às bruxas" e acusou Rosenstein, "o homem que me aconselhou a demitir Comey" de liderar a caçada.
Com a sucessão de escândalos, vazamentos e a falta de transparência nas relações do presidente com seu grupo empresarial, a popularidade de Trump caiu ao menor nível, 36%, em pesquisa divulgada nesta semana pela rede de televisão americana CBS, mas seu eleitorado continua fiel.
Em 1974, o então presidente Richard Nixon foi forçado a renunciar, em meio ao Escândalo de Watergate, depois que a Suprema Corte o obrigou a entregar as fitas com as gravações de suas reuniões no Salão Oval da Casa Branca e revelavam suas manobras para obstruir a Justiça.
"Com todos os relatos recentes de vigilância eletrônica, interceptações e vazamentos ilegais de informação, não tenho ideia se há ou não fitas ou gravações de minhas conversas com James Comey, mas eu não gravei nem tenho gravações", declarou Trump no Twitter, seu meio de comunicação favorito.
O presidente usou um memorando interno do Departamento da Justiça feito pelo subprocurador-geral Rod Rosenstein para demitir Comey alegando incompetência e erros na condução do inquérito sobre o uso de correio eletrônico privado pela então secretária de Estado Hillary Clinton no primeiro governo Barack Obama. Depois, admitiu que mudou o diretor do FBI por causa da investigação sobre um possível conluio de sua campanha com o governo da Rússia.
Dias atrás, quando o jornal The Washington Post revelou que Trump está sendo investigado no caso da Rússia, o presidente se declarou vítima de uma "caça às bruxas" e acusou Rosenstein, "o homem que me aconselhou a demitir Comey" de liderar a caçada.
Com a sucessão de escândalos, vazamentos e a falta de transparência nas relações do presidente com seu grupo empresarial, a popularidade de Trump caiu ao menor nível, 36%, em pesquisa divulgada nesta semana pela rede de televisão americana CBS, mas seu eleitorado continua fiel.
Em 1974, o então presidente Richard Nixon foi forçado a renunciar, em meio ao Escândalo de Watergate, depois que a Suprema Corte o obrigou a entregar as fitas com as gravações de suas reuniões no Salão Oval da Casa Branca e revelavam suas manobras para obstruir a Justiça.
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quarta-feira, 14 de junho de 2017
Procurador especial investiga Trump por obstrução de justiça, diz Post
CAMBRIDGE-MA, EUA - O procurador independente Robert Mueller, que está investigando a interferência indevida da Rússia na eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos está entrevistando altos funcionários dos serviços secretos para examinar se o presidente Donald Trump tentou obstruir a justiça, noticiou hoje o jornal The Washington Post.
A medida marca uma mudança de orientação do inquérito do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, iniciado em julho do ano passado. Até há pouco, o foco da investigação era um possível conluio entre a campanha de Trump e o governo russo. Os policiais também procuram provas sobre possíveis crimes financeiros cometidos por aliados de Trump.
Em janeiro, o então diretor-geral do FBI James Comey disse a Trump que ele não estava sendo pessoalmente investigado. Depois da posse, de acordo com o relato de Comey, o presidente pediu ao diretor do FBI que acabasse com o inquérito sobre as ligações do ex-assessor de Segurança Nacional Michael Flynn.
Sem sucesso, em 9 de maio, Trump demitiu Comey, que vazou para a imprensa memorandos escritos para relatar os encontros com o presidente, deflagrando uma nova crise capaz de levar a um processo de impeachment.
Ao depor no Congresso, Comey acusou o presidente de mentir e admitiu que seu objetivo era provocar a nomeação de um procurador especial. Foi nomeado Robert Mueller, o diretor do FBI antes de Comey.
Agora, cinco pessoas que o jornal não identificou confirmaram que o diretor nacional de Inteligência, Daniel Coats, o diretor da Agência de Segurança Nacional, Mike Rogers, e o ex-subdiretor Richard Ledgett, que deixou o cargo faz pouco, aceitaram ser entrevistados por Mueller.
A medida marca uma mudança de orientação do inquérito do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, iniciado em julho do ano passado. Até há pouco, o foco da investigação era um possível conluio entre a campanha de Trump e o governo russo. Os policiais também procuram provas sobre possíveis crimes financeiros cometidos por aliados de Trump.
Em janeiro, o então diretor-geral do FBI James Comey disse a Trump que ele não estava sendo pessoalmente investigado. Depois da posse, de acordo com o relato de Comey, o presidente pediu ao diretor do FBI que acabasse com o inquérito sobre as ligações do ex-assessor de Segurança Nacional Michael Flynn.
Sem sucesso, em 9 de maio, Trump demitiu Comey, que vazou para a imprensa memorandos escritos para relatar os encontros com o presidente, deflagrando uma nova crise capaz de levar a um processo de impeachment.
Ao depor no Congresso, Comey acusou o presidente de mentir e admitiu que seu objetivo era provocar a nomeação de um procurador especial. Foi nomeado Robert Mueller, o diretor do FBI antes de Comey.
Agora, cinco pessoas que o jornal não identificou confirmaram que o diretor nacional de Inteligência, Daniel Coats, o diretor da Agência de Segurança Nacional, Mike Rogers, e o ex-subdiretor Richard Ledgett, que deixou o cargo faz pouco, aceitaram ser entrevistados por Mueller.
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sexta-feira, 9 de junho de 2017
Trump admite depor sob juramento para negar pressões sobre Comey
NOVA YORK - Em sua primeira entrevista coletiva depois do depoimento do ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, James Comey, à Comissão de Inteligência do Senado, o presidente Donald Trump declarou hoje estar pronto para depor sob juramento para negar que tenha pedido o fim do inquérito sobre seu ex-assessor de Segurança Nacional, general Michael Flynn.
"Estou 100% querendo depor sob juramento", disparou Trump diante da insistência dos repórteres. "Vou dizer a ele [o procurador especial Robert Mueller] exatamente o que disse a vocês."
Comey afirmou que o presidente lhe pediu várias vezes para "deixar para lá" a investigação sobre Flynn, que Trump chamou de "um bom cara" que "não fez nada errado". Ele acrescentou que o presidente não pediu o fim do inquérito sobre a influência indevida da Rússia na eleição presidencial americana.
"Não houve conluio [com a Rússia] nem obstrução de justiça. Ele é um mentiroso que vazou informações", atacou o presidente.
Trump demitiu Comey em 9 de maio quebrando uma tradição da Casa Branca de manter distância operacional do FBI. Só um diretor-geral do FBI havia sido demitido até hoje, e por corrupção. Ele não revelou se os encontros com Comey na Casa Branca foram gravados.
"Estou 100% querendo depor sob juramento", disparou Trump diante da insistência dos repórteres. "Vou dizer a ele [o procurador especial Robert Mueller] exatamente o que disse a vocês."
Comey afirmou que o presidente lhe pediu várias vezes para "deixar para lá" a investigação sobre Flynn, que Trump chamou de "um bom cara" que "não fez nada errado". Ele acrescentou que o presidente não pediu o fim do inquérito sobre a influência indevida da Rússia na eleição presidencial americana.
"Não houve conluio [com a Rússia] nem obstrução de justiça. Ele é um mentiroso que vazou informações", atacou o presidente.
Trump demitiu Comey em 9 de maio quebrando uma tradição da Casa Branca de manter distância operacional do FBI. Só um diretor-geral do FBI havia sido demitido até hoje, e por corrupção. Ele não revelou se os encontros com Comey na Casa Branca foram gravados.
quinta-feira, 8 de junho de 2017
Comey acusa Casa Branca de mentir para difamá-lo e ao FBI
No início de seu depoimento à Comissão de Inteligência do Senado, o ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, James Comey acusou a Casa Branca de mentir para "difamar a mim e, mais importante, o FBI". Em defesa própria e da agência, chamada de "bagunça", decidiu então revelar os memorandos sobre seus encontros com o presidente Donald Trump.
"O governo escolheu difamar a mim e, mais importante, ao FBI, dizendo que a organização tinha virado uma bagunça e que era mal administrada", declarou o ex-diretor. "Essas são mentiras pura e simplesmente."
Comey negou que o presidente o tenha pressionado a encerrar a investigação sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial americana de 2016, mas confirmou que Trump pediu o fim do inquérito sobre as relações do ex-assessor de Segurança Nacional de Trump, general Michael Flynn, com os russos. Isso pode caracterizar obstrução de justiça, um crime capaz de levar ao impeachment do presidente.
No primeiro momento, a Casa Branca justificou a demissão de Comey, em 9 de maio, alegando problemas na investigação do uso de correio eletrônico privado pela então secretária de Estado Hillary Clinton, adversária de Trump na eleição do ano passado.
O próprio presidente desmentiu seu governo ao admitir em entrevista à rede de televisão NBC que afastou Comey por causa da investigação sobre a Rússia. Trump acrescentou que o diretor-geral "não estava fazendo um bom trabalho" e que teria perdido a confiança dos funcionários do FBI.
Foi um golpe na autoestima de Comey: "Ele me disse repetidamente que tinha falado com muita gente sobre mim, inclusive com o procurador-geral, e que tinha ouvido que eu estava fazendo um grande trabalho e era muito apreciado pela força de trabalho do FBI."
Calmo a princípio, o ex-diretor se exaltou em defesa do seu trabalho e da instituição que dirigia: "Lamento muito que a força de trabalho do FBI tenha de ouvir isso. Queria que o povo americano soubesse esta verdade: o FBI é honesto. O FBI é forte e o FBI é e sempre será independente."
Em depoimento à Comissão de Justiça da Câmara, em setembro de 2016, o então diretor do FBI afirmou: "Você pode dizer que erramos, mas não nos chamar de sorrateiros. Não somos sorrateiros."
Ele admitiu que divulgou os memorandos sobre os encontros com Trump para pressionar o governo a nomear um procurador independente para chefiar o inquérito sobre a influência russa na eleição. Foi indicado o ex-diretor-geral do FBI que o antecedeu, Robert Mueller.
"O governo escolheu difamar a mim e, mais importante, ao FBI, dizendo que a organização tinha virado uma bagunça e que era mal administrada", declarou o ex-diretor. "Essas são mentiras pura e simplesmente."
Comey negou que o presidente o tenha pressionado a encerrar a investigação sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial americana de 2016, mas confirmou que Trump pediu o fim do inquérito sobre as relações do ex-assessor de Segurança Nacional de Trump, general Michael Flynn, com os russos. Isso pode caracterizar obstrução de justiça, um crime capaz de levar ao impeachment do presidente.
No primeiro momento, a Casa Branca justificou a demissão de Comey, em 9 de maio, alegando problemas na investigação do uso de correio eletrônico privado pela então secretária de Estado Hillary Clinton, adversária de Trump na eleição do ano passado.
O próprio presidente desmentiu seu governo ao admitir em entrevista à rede de televisão NBC que afastou Comey por causa da investigação sobre a Rússia. Trump acrescentou que o diretor-geral "não estava fazendo um bom trabalho" e que teria perdido a confiança dos funcionários do FBI.
Foi um golpe na autoestima de Comey: "Ele me disse repetidamente que tinha falado com muita gente sobre mim, inclusive com o procurador-geral, e que tinha ouvido que eu estava fazendo um grande trabalho e era muito apreciado pela força de trabalho do FBI."
Calmo a princípio, o ex-diretor se exaltou em defesa do seu trabalho e da instituição que dirigia: "Lamento muito que a força de trabalho do FBI tenha de ouvir isso. Queria que o povo americano soubesse esta verdade: o FBI é honesto. O FBI é forte e o FBI é e sempre será independente."
Em depoimento à Comissão de Justiça da Câmara, em setembro de 2016, o então diretor do FBI afirmou: "Você pode dizer que erramos, mas não nos chamar de sorrateiros. Não somos sorrateiros."
Ele admitiu que divulgou os memorandos sobre os encontros com Trump para pressionar o governo a nomear um procurador independente para chefiar o inquérito sobre a influência russa na eleição. Foi indicado o ex-diretor-geral do FBI que o antecedeu, Robert Mueller.
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quarta-feira, 7 de junho de 2017
Ex-diretor-geral do FBI acusa Trump de exigir fim de inquérito
Em um relato de sete páginas divulgado hoje, o ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, James Comey antecipou o depoimento de amanhã à Comissão de Inteligência do Senado.
Comey vai acusar o presidente Donald Trump de uma série de pressões para influenciar o inquérito sobre a interferência da Rússia nas últimas eleições presidenciais americanas.
As pressões incluíram pedidos de lealdade pessoal, para Comey declarar publicamente que Trump não está sendo investigado e para encerrar o inquérito sobre o ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, general Michael Flynn. Podem caracterizar obstrução de justiça, um crime de responsabilidade, capaz de levar ao impeachment do presidente.
Insatisfeito com a resistência de Comey diante das pressões, Trump demitiu o diretor-geral do FBI em 9 de maio de 2017 no quarto ano de um mandato de dez. Só um diretor-geral do FBI havia sido demitido antes pelo presidente, William Sessions, no governo Bill Clinton, em 1993.
O caso foi mais comparado ao Massacre de Sábado à Noite, em 19 de outubro de 1973, quando o presidente Richard Nixon demitiu o procurador especial Archibald Fox, que o investigava no Escândalo de Watergate. Nixon renunciou em 9 de agosto de 1974 para escapar de um processo de impeachment.
Em telefonema não divulgado anteriormente, em 30 de março, Trump pediu a Comey que poderia ser feito para "dissipar a nuvem" de uma investigação sobre ele. Isso estaria prejudicando sua capacidade de governar.
Pelo menos uma vez, em janeiro, Comey disse ao presidente que ele não estava sendo investigado, mas não quis fazer declarações públicas "por inúmeras razões, a mostra importante porque criaria o dever de corrigir, se a situação mudasse", se Trump passasse a ser alvo do inquérito.
O primeiro memorando de Comey sobre os encontros com Trump é sobre o encontro de 6 de janeiro, duas semanas antes da posse. "Para garantir a fidelidade, comecei a escrever num computador portáil dentro de um carro do FBI no momento em que saí do encontro na Trump Tower."
A partir daquele momento, Comey passou a registrar por escrito detalhes de seus encontros com o presidente. Ele não escreveu este tipo de memorando depois dos dois encontros privados que teve com o presidente Barack Obama no governo anterior.
Semanas depois, durante um jantar na Casa Branca, o presidente quis saber de um dossiê atribuído aos russos que revelaria encontros de Trump com prostitutas na Rússia, "expressou seu desgosto com as alegações e as negou fortemente", escreveu o ex-diretor do FBI.
Trump rejeitou a acusação alegando que não esteve com prostitutas e sempre partiu do princípio de que estava sendo vigiado e gravado na Rússia. Na última vez em que os dois se falaram, em 11 de abril, pelo telefone, o presidente pediu mais uma vez uma manifestação pública do diretor-geral do FBI reiterando que ele não está sob investigação.
Comey afirmou ter repassado o pedido a seus superiores no Departamento da Justiça. Aí Trump veio com a tal "nuvem" de suspeita pairando sobre seu governo, declarou lealdade ao diretor do FBI e pediu a solução "daquela coisa".
Comey vai acusar o presidente Donald Trump de uma série de pressões para influenciar o inquérito sobre a interferência da Rússia nas últimas eleições presidenciais americanas.
As pressões incluíram pedidos de lealdade pessoal, para Comey declarar publicamente que Trump não está sendo investigado e para encerrar o inquérito sobre o ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, general Michael Flynn. Podem caracterizar obstrução de justiça, um crime de responsabilidade, capaz de levar ao impeachment do presidente.
Insatisfeito com a resistência de Comey diante das pressões, Trump demitiu o diretor-geral do FBI em 9 de maio de 2017 no quarto ano de um mandato de dez. Só um diretor-geral do FBI havia sido demitido antes pelo presidente, William Sessions, no governo Bill Clinton, em 1993.
O caso foi mais comparado ao Massacre de Sábado à Noite, em 19 de outubro de 1973, quando o presidente Richard Nixon demitiu o procurador especial Archibald Fox, que o investigava no Escândalo de Watergate. Nixon renunciou em 9 de agosto de 1974 para escapar de um processo de impeachment.
Em telefonema não divulgado anteriormente, em 30 de março, Trump pediu a Comey que poderia ser feito para "dissipar a nuvem" de uma investigação sobre ele. Isso estaria prejudicando sua capacidade de governar.
Pelo menos uma vez, em janeiro, Comey disse ao presidente que ele não estava sendo investigado, mas não quis fazer declarações públicas "por inúmeras razões, a mostra importante porque criaria o dever de corrigir, se a situação mudasse", se Trump passasse a ser alvo do inquérito.
O primeiro memorando de Comey sobre os encontros com Trump é sobre o encontro de 6 de janeiro, duas semanas antes da posse. "Para garantir a fidelidade, comecei a escrever num computador portáil dentro de um carro do FBI no momento em que saí do encontro na Trump Tower."
A partir daquele momento, Comey passou a registrar por escrito detalhes de seus encontros com o presidente. Ele não escreveu este tipo de memorando depois dos dois encontros privados que teve com o presidente Barack Obama no governo anterior.
Semanas depois, durante um jantar na Casa Branca, o presidente quis saber de um dossiê atribuído aos russos que revelaria encontros de Trump com prostitutas na Rússia, "expressou seu desgosto com as alegações e as negou fortemente", escreveu o ex-diretor do FBI.
Trump rejeitou a acusação alegando que não esteve com prostitutas e sempre partiu do princípio de que estava sendo vigiado e gravado na Rússia. Na última vez em que os dois se falaram, em 11 de abril, pelo telefone, o presidente pediu mais uma vez uma manifestação pública do diretor-geral do FBI reiterando que ele não está sob investigação.
Comey afirmou ter repassado o pedido a seus superiores no Departamento da Justiça. Aí Trump veio com a tal "nuvem" de suspeita pairando sobre seu governo, declarou lealdade ao diretor do FBI e pediu a solução "daquela coisa".
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sexta-feira, 19 de maio de 2017
Trump disse a russos que demissão de Comey aliviaria a pressão
Quando recebeu o ministro do Exterior, Serguei Lavrov, e o embaixador da Rússia em Washington, Serguei Kislyak, na Casa Branca, em 10 de maio de 2017, o presidente Donald Trump disse a eles que a demissão do diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, tinha aliviado uma grande pressão.
"Acabei de demitir o chefe do FBI. Ele era um louco, um maluco", comentou Trump, de acordo um documento resumindo o encontro divulgado pelo jornal The New York Times. "Enfrentei uma grande pressão por causa da Rússia. Isso foi retirado. Eu não estou sendo investigado."
O documento, baseado em notas tomadas durante a reunião, reforça a suspeita de que a demissão do diretor do FBI foi motivada pelo inquérito presidido por ele sobre a interferência indevida da Rússia na eleição presidencial dos EUA e um possível conluio da candidatura Trump com os russos.
Isso caracteriza obstrução de justiça. É motivo suficiente para abertura de um processo de impeachment do presidente.
Pior ainda: a investigação sobre a Rússia se aproxima de um funcionário da Casa Branca próximo de Trump, noticiou o jornal The Washington Post.
A Casa Branca não questionou a veracidade do documento citado pelo NY Times. Em nota, o porta-voz Sean Spicer alegou que Comey colocou uma "pressão desnecessária" sobre o governo Trump, prejudicando as relações diplomáticas com a Rússia em questões como a Síria, a Ucrânia e o Estado Islâmico.
"Ao posar grandiosamente e politizar a investigação sobre as ações da Rússia, James Comey criou uma pressão desnecessária na nossa capacidade de negociar com a Rússia", afirmou a nota oficial. "A investigação teria continuado e obviamente a demissão de Comey não acabaria com ela. Mais uma vez, a verdadeira história é que nossa segurança nacional foi minada pelo vazamento de conversas privadas e altamente confidenciais."
O encontro com os russos criou ainda mais problemas para Trump, quando o jornal The Washington Post revelou que o presidente passou ao russos informações ultrassecretas descobertas pelo serviço secreto de Israel.
Outro funcionário do governo defendeu Trump sob o argumento de que as conversas faziam parte da tática de negociação do presidente para mostrar aos russos que sua política de reaproximação com a Rússia tinha um elevado custo pessoal.
Depois de divulgação de um memorando interno do FBI em que Comey acusa Trump de pressioná-lo a encerrar a investigação sobre o general Michael Flynn, ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, o Departamento de Justiça nomeou o ex-diretor do FBI Robert Mueller como procurador especial. Ele vai presidir o inquérito sobre a Rússia, a eleição e um possível conluio com a candidatura Trump.
Ontem, no seu primeiro comentário a respeito, em entrevista coletiva na Casa Branca, Trump declarou ser vítima da "maior caça às bruxas da história" dos EUA. Mas ele mesmo admitiu, em entrevista à rede de televisão NBC, que demitiu Comey por causa da investigação sobre a Rússia: "Quando decidi fazer isso, disse a mim mesmo, você sabe, essa história da Rússia com Trump é uma história fabricada."
Hoje, Trump embarcou para sua primeira viagem ao exterior. Começa pela Arábia Saudita, onde os EUA esperam vender US$ 110 bilhões em armas e articular uma aliança de países árabes sunitas contra o Irã e o terrorismo islâmico. Depois, vai a Israel, à Itália e à Bélgica.
"Acabei de demitir o chefe do FBI. Ele era um louco, um maluco", comentou Trump, de acordo um documento resumindo o encontro divulgado pelo jornal The New York Times. "Enfrentei uma grande pressão por causa da Rússia. Isso foi retirado. Eu não estou sendo investigado."
O documento, baseado em notas tomadas durante a reunião, reforça a suspeita de que a demissão do diretor do FBI foi motivada pelo inquérito presidido por ele sobre a interferência indevida da Rússia na eleição presidencial dos EUA e um possível conluio da candidatura Trump com os russos.
Isso caracteriza obstrução de justiça. É motivo suficiente para abertura de um processo de impeachment do presidente.
Pior ainda: a investigação sobre a Rússia se aproxima de um funcionário da Casa Branca próximo de Trump, noticiou o jornal The Washington Post.
A Casa Branca não questionou a veracidade do documento citado pelo NY Times. Em nota, o porta-voz Sean Spicer alegou que Comey colocou uma "pressão desnecessária" sobre o governo Trump, prejudicando as relações diplomáticas com a Rússia em questões como a Síria, a Ucrânia e o Estado Islâmico.
"Ao posar grandiosamente e politizar a investigação sobre as ações da Rússia, James Comey criou uma pressão desnecessária na nossa capacidade de negociar com a Rússia", afirmou a nota oficial. "A investigação teria continuado e obviamente a demissão de Comey não acabaria com ela. Mais uma vez, a verdadeira história é que nossa segurança nacional foi minada pelo vazamento de conversas privadas e altamente confidenciais."
O encontro com os russos criou ainda mais problemas para Trump, quando o jornal The Washington Post revelou que o presidente passou ao russos informações ultrassecretas descobertas pelo serviço secreto de Israel.
Outro funcionário do governo defendeu Trump sob o argumento de que as conversas faziam parte da tática de negociação do presidente para mostrar aos russos que sua política de reaproximação com a Rússia tinha um elevado custo pessoal.
Depois de divulgação de um memorando interno do FBI em que Comey acusa Trump de pressioná-lo a encerrar a investigação sobre o general Michael Flynn, ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, o Departamento de Justiça nomeou o ex-diretor do FBI Robert Mueller como procurador especial. Ele vai presidir o inquérito sobre a Rússia, a eleição e um possível conluio com a candidatura Trump.
Ontem, no seu primeiro comentário a respeito, em entrevista coletiva na Casa Branca, Trump declarou ser vítima da "maior caça às bruxas da história" dos EUA. Mas ele mesmo admitiu, em entrevista à rede de televisão NBC, que demitiu Comey por causa da investigação sobre a Rússia: "Quando decidi fazer isso, disse a mim mesmo, você sabe, essa história da Rússia com Trump é uma história fabricada."
Hoje, Trump embarcou para sua primeira viagem ao exterior. Começa pela Arábia Saudita, onde os EUA esperam vender US$ 110 bilhões em armas e articular uma aliança de países árabes sunitas contra o Irã e o terrorismo islâmico. Depois, vai a Israel, à Itália e à Bélgica.
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quinta-feira, 18 de maio de 2017
Trump nega pressão sobre diretor do FBI para encerrar inquérito
Na sua primeira entrevista coletiva desde a nomeação de um procurador especial para investigar a interferência da Rússia na eleição presidencial em conluio com sua candidatura, o presidente Donald Trump rejeitou há pouco ter qualquer ligação suspeita com o governo russo.
O presidente também negou ter pressionado o então diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, James Comey, a encerrar a investigação sobre o caso.
"A investigação toda é a maior caça às bruxas da história", reclamou Trump, em entrevista ao lado do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. "Não há nenhum conluio com os russos, não da minha parte nem da minha campanha. Só posso falar por mim."
Esta última frase foi interpretada como admissão de uma possibilidade de envolvimento de alguém de sua campanha.
Trump demitiu Comey em 9 de maio. Alegou que o diretor do FBI estava fazendo um mau trabalho e não estava qualificado para o cargo, no quarto ano de um mandato de dez anos.
Nesta semana, o jornal The New York Times revelou um memorando interno do FBI em que o ex-diretor registra a pressão do presidente para encerrar o inquérito sobre o general Michael Flynn, ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, demitido em fevereiro por ter mentido ao vice-presidente sobre contatos com os russos.
A denúncia caiu como uma bomba em Washington. Até mesmo deputados e senadores do Partido Republicano admitiram a possibilidade de abertura de um processo de impeachment de Trump.
Ontem, o subprocurador-geral dos EUA, Rod Rosenstein, decidiu nomear o ex-diretor do FBI Robert Mueller como procurador independente para investigar as relações da campanha de Trump com a Rússia.
Hoje, em reunião a portas fechadas no Senado, Rosenstein declarou saber que Comey seria demitido antes de redigir o memorando do Departamento de Justiça usado pela Casa Branca como pretexto para justificar a demissão.
O presidente também negou ter pressionado o então diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, James Comey, a encerrar a investigação sobre o caso.
"A investigação toda é a maior caça às bruxas da história", reclamou Trump, em entrevista ao lado do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. "Não há nenhum conluio com os russos, não da minha parte nem da minha campanha. Só posso falar por mim."
Esta última frase foi interpretada como admissão de uma possibilidade de envolvimento de alguém de sua campanha.
Trump demitiu Comey em 9 de maio. Alegou que o diretor do FBI estava fazendo um mau trabalho e não estava qualificado para o cargo, no quarto ano de um mandato de dez anos.
Nesta semana, o jornal The New York Times revelou um memorando interno do FBI em que o ex-diretor registra a pressão do presidente para encerrar o inquérito sobre o general Michael Flynn, ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, demitido em fevereiro por ter mentido ao vice-presidente sobre contatos com os russos.
A denúncia caiu como uma bomba em Washington. Até mesmo deputados e senadores do Partido Republicano admitiram a possibilidade de abertura de um processo de impeachment de Trump.
Ontem, o subprocurador-geral dos EUA, Rod Rosenstein, decidiu nomear o ex-diretor do FBI Robert Mueller como procurador independente para investigar as relações da campanha de Trump com a Rússia.
Hoje, em reunião a portas fechadas no Senado, Rosenstein declarou saber que Comey seria demitido antes de redigir o memorando do Departamento de Justiça usado pela Casa Branca como pretexto para justificar a demissão.
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quarta-feira, 17 de maio de 2017
Procurador especial vai investigar relações de Trump com a Rússia
O subprocurador-geral dos Estados Unidos, Rod Rosenstein, nomeou hoje o ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation) Robert Mueller como procurador independente para investigar a interferência indevida da Rússia na eleição presidencial americano e um possível conluio entre a campanha de Donald Trump e o Kremlin.
Mueller foi diretor-geral do FBI, a polícia federal dos EUA, de 2001 a 2013, quando foi substituído por James Comey, demitido por Trump em 9 de maio de 2017. Ele chefiou as investigações sobre os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.
Ontem, o jornal The New York Times revelou um memorando interno do FBI em que Comey acusa o presidente de pressioná-lo para encerrar o inquérito sobre seu ex-assessor de Segurança Nacional, general Michael Flynn, acusado de mentir sobre contatos com os russos.
Comey foi a uma reunião na Casa Branca da qual participaram o vice-presidente Mike Pence e o secretário da Justiça e procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions. Depois do encontro, Trump dispensou o vice-presidente e o procurador-geral para ficar sozinho com Comey.
Isso caracterizaria obstrução de justiça, ao lado do relato de que Trump pediu ao então diretor-geral do FBI que parasse a investigação sobre Flynn sobe o argumento de que "ele é um cara legal" e "não faz nada de errado".
Desde a demissão de Comey, a oposição democrata exige a indicação de um procurador independente para presidir o inquérito. A obstrução de justiça é um crime grave, capaz de levar ao impeachment de um presidente dos EUA. Rosenstein alegou que a nomeação de um procurador especial é de "interesse público".
Mueller foi diretor-geral do FBI, a polícia federal dos EUA, de 2001 a 2013, quando foi substituído por James Comey, demitido por Trump em 9 de maio de 2017. Ele chefiou as investigações sobre os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.
Ontem, o jornal The New York Times revelou um memorando interno do FBI em que Comey acusa o presidente de pressioná-lo para encerrar o inquérito sobre seu ex-assessor de Segurança Nacional, general Michael Flynn, acusado de mentir sobre contatos com os russos.
Comey foi a uma reunião na Casa Branca da qual participaram o vice-presidente Mike Pence e o secretário da Justiça e procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions. Depois do encontro, Trump dispensou o vice-presidente e o procurador-geral para ficar sozinho com Comey.
Isso caracterizaria obstrução de justiça, ao lado do relato de que Trump pediu ao então diretor-geral do FBI que parasse a investigação sobre Flynn sobe o argumento de que "ele é um cara legal" e "não faz nada de errado".
Desde a demissão de Comey, a oposição democrata exige a indicação de um procurador independente para presidir o inquérito. A obstrução de justiça é um crime grave, capaz de levar ao impeachment de um presidente dos EUA. Rosenstein alegou que a nomeação de um procurador especial é de "interesse público".
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