Em sua metralhadora giratória no Twitter, um dia depois de sancionar uma lei impondo novas sanções à Rússia, o presidente Donald Trump culpou o Congresso dos Estados Unidos pela deterioração nas relações entre os dois países.
Mais uma vez, Trump ignorou a história e a realidade atual: "Nosso relacionamento com a Rússia está no pior momento em todos os tempos, muito perigoso", afirmou o presidente. Esqueceu que os dois países quase foram à guerra nuclear durante a Guerra Fria e que há várias investigações sobre a interferência indevida do Kremlin na eleição presidencial americana do ano passado.
"Vocês podem agradecer ao Congresso, as mesmas pessoas que não são capazes de nos dar uma reforma da saúde", disparou o presidente, criticando o Senado, que não aprovou várias tentativas do governo Trump para acabar com o programa de universalização da saúde do governo Barack Obama.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 4 de agosto de 2017
terça-feira, 25 de julho de 2017
Trump frita ministro da Justiça e procurador-geral dos EUA
Insatisfeito com a investigação sobre um possível conluio de sua campanha com o governo da Rússia, o presidente Donald Trump está hostilizando publicamente o ministro da Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions.
Sessions foi o primeiro senador a apoiar a candidatura Trump. Se for demitido, as relações do presidente com a bancada do Partido Republicano no Senado serão sensivelmente abaladas. O presidente o humilha publicamente para forçar a demissão
O problema de Sessions é que ele admitiu ter se encontrado com o embaixador russo em Washington, depois de ter omitido isso no primeiro momento. Por essa razão, ele se declarou impedido de presidir o inquérito sobre a interferência indevida da Rússia na eleição presidencial americana.
Trump quer se livrar não apenas de Sessions, mas principalmente do procurador especial Robert Mueller, ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA. Quando demitiu o procurador independente Archibald Cox, em 1973, o então presidente Richard Nixon deixou clara sua culpabilidade no escândalo de Watergate, que o levou a renunciar em 1974.
Em 9 de maio, Trump demitiu o diretor-geral James Comey, depois que este se recusou a encerrar o inquérito. Só um diretor-geral do FBI fora demitido no meio do mandato, por corrupção. Comey foi o primeiro afastado por investigar um presidente. Mas demitir o ministro da Justiça e procurador-geral é um desafio muito maior para um presidente que não respeita a liturgia do cargo e se considera melhor do que seus antecessores.
Nesta semana, Trump chegou a tuitar sobre seu "poder total" para perdoar, como se pudesse indultar a si mesmo. Hoje, acusou Sessions de ser "fraco" por não reabrir a investigação sobre o uso de correio eletrônico privado por Hillary Clinton quando secretária de Estado. O FBI encerrou o inquérito.
Três desafios aguardam Trump: o fracasso de mais uma votação da reforma de saúde para acabar com a cobertura universal do governo Obama; o inquérito sobre a Rússia, que se aproxima da família dele, nesta semana um filho e o genro depõe no Congresso; e a aprovação pelo Congresso de novas sanções à Rússia, que vão testar as relações de Trump com o Kremlin.
Sessions foi o primeiro senador a apoiar a candidatura Trump. Se for demitido, as relações do presidente com a bancada do Partido Republicano no Senado serão sensivelmente abaladas. O presidente o humilha publicamente para forçar a demissão
O problema de Sessions é que ele admitiu ter se encontrado com o embaixador russo em Washington, depois de ter omitido isso no primeiro momento. Por essa razão, ele se declarou impedido de presidir o inquérito sobre a interferência indevida da Rússia na eleição presidencial americana.
Trump quer se livrar não apenas de Sessions, mas principalmente do procurador especial Robert Mueller, ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA. Quando demitiu o procurador independente Archibald Cox, em 1973, o então presidente Richard Nixon deixou clara sua culpabilidade no escândalo de Watergate, que o levou a renunciar em 1974.
Em 9 de maio, Trump demitiu o diretor-geral James Comey, depois que este se recusou a encerrar o inquérito. Só um diretor-geral do FBI fora demitido no meio do mandato, por corrupção. Comey foi o primeiro afastado por investigar um presidente. Mas demitir o ministro da Justiça e procurador-geral é um desafio muito maior para um presidente que não respeita a liturgia do cargo e se considera melhor do que seus antecessores.
Nesta semana, Trump chegou a tuitar sobre seu "poder total" para perdoar, como se pudesse indultar a si mesmo. Hoje, acusou Sessions de ser "fraco" por não reabrir a investigação sobre o uso de correio eletrônico privado por Hillary Clinton quando secretária de Estado. O FBI encerrou o inquérito.
Três desafios aguardam Trump: o fracasso de mais uma votação da reforma de saúde para acabar com a cobertura universal do governo Obama; o inquérito sobre a Rússia, que se aproxima da família dele, nesta semana um filho e o genro depõe no Congresso; e a aprovação pelo Congresso de novas sanções à Rússia, que vão testar as relações de Trump com o Kremlin.
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quarta-feira, 30 de julho de 2014
Câmara dos EUA autoriza processo contra Obama
Por 225-201, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, dominada pela oposição republicana, autorizou hoje seu presidente, deputado John Boehner, a processar o presidente Barack Obama por abuso de poder ao dar às empresas, sem a autorização do Congresso, mais um ano de prazo para começarem a oferecer seguro-saúde aos empregados ou pagar multa.
Toda a bancada democrata e cinco republicanos votaram contra. Ao encaminhar a votação, Boehner argumentou que o Congresso precisa exercer sua autoridade: "Esta não é uma questão entre republicanos e democratas. É defender a Constituição que juramos proteger."
A alegação é que o Executivo não tinha poder para alterar a lei da reforma da saúde, que o Partido Republicano promete revogar se obtiver maioria no Senado nas eleições intermediárias de de novembro de 2014.
Obama mudou a regulamentação da lei, ampliando o prazo as empresas se adaptarem para 2015 e, nas que tiverem entre 50 e 99 empregados, até 2016.
Se o processo de impeachment for em frente, será um tema central da campanha para as eleições de outubro. Atrás nas pesquisas por causa da impopularidade do governo Obama, os democratas vêm no radicalismo dos republicanos uma oportunidade para motivar seus eleitores, arrecadar mais dinheiro e revigorar a campanha.
Toda a bancada democrata e cinco republicanos votaram contra. Ao encaminhar a votação, Boehner argumentou que o Congresso precisa exercer sua autoridade: "Esta não é uma questão entre republicanos e democratas. É defender a Constituição que juramos proteger."
A alegação é que o Executivo não tinha poder para alterar a lei da reforma da saúde, que o Partido Republicano promete revogar se obtiver maioria no Senado nas eleições intermediárias de de novembro de 2014.
Obama mudou a regulamentação da lei, ampliando o prazo as empresas se adaptarem para 2015 e, nas que tiverem entre 50 e 99 empregados, até 2016.
Se o processo de impeachment for em frente, será um tema central da campanha para as eleições de outubro. Atrás nas pesquisas por causa da impopularidade do governo Obama, os democratas vêm no radicalismo dos republicanos uma oportunidade para motivar seus eleitores, arrecadar mais dinheiro e revigorar a campanha.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Suprema Corte dos EUA autoriza firmas a não pagar contraceptivos
Por 5-4, a maioria conservadora da Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu hoje que empresas privadas podem optar por não pagar anticoncepcionais a seus empregados por motivos religiosos. Ao relatar o caso, o ministro Samuel Alito sustentou que uma companhia privada não pode ser forçada a pagar se seus proprietários tiverem objeções de consciência por causa de suas crenças religiosas
A ação judicial iniciada pela empresa Hobby Lobby Stores foi o primeiro desafio apresentado ao supremo tribunal americano à Lei do Tratamento de Saúde a Preço Acessível, base da reforma do governo Barack Obama para universalizar a cobertura de saúde nos EUA, desde 2012.
Naquele ano, a Suprema Corte decidiu que o governo federal pode criar um imposto para financiar a saúde pública, no caso, a obrigatoriedade de que os americanos tenham um seguro-saúde. Esse seguro é privado porque não haveria votos suficientes no Congresso dos EUA para uma estatização ainda que mínima do tratamento de saúde.
A ação judicial iniciada pela empresa Hobby Lobby Stores foi o primeiro desafio apresentado ao supremo tribunal americano à Lei do Tratamento de Saúde a Preço Acessível, base da reforma do governo Barack Obama para universalizar a cobertura de saúde nos EUA, desde 2012.
Naquele ano, a Suprema Corte decidiu que o governo federal pode criar um imposto para financiar a saúde pública, no caso, a obrigatoriedade de que os americanos tenham um seguro-saúde. Esse seguro é privado porque não haveria votos suficientes no Congresso dos EUA para uma estatização ainda que mínima do tratamento de saúde.
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quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Partidos fazem acordo para evitar calote dos EUA
Os líderes dos dois grandes partidos dos Estados Unidos chegaram finalmente a um acordo para reabrir o governo federal e elevar o teto da dívida pública, evitando um calote de consequências catastróficas e imprevisíveis para a economia mundial, noticiou agora há pouco a agência de notícias Associated Press.
A máquina federal dos EUA está parcialmente paralisada há 16 dias por falta de acordo entre a Casa Branca e a Câmara dos Representantes, dominada pela oposição, para aprovar o orçamento para o ano fiscal iniciado em 1º de outubro de 2013 e elevar o teto da dívida pública do país, que bate amanhã em US$ 16,7 trilhões, o atual limite.
O acordo negociado no Senado pelos líderes do governo, Harry Reid, e da minoria, Mitch McConnell, autoriza o financiamento temporário do governo federal dos EUA até 15 de janeiro e eleva o limite da dívida até 7 de fevereiro, adiando os problemas para 2014 sem dar uma solução definitiva. McConnell está agora comunicando o resultado da negociação à sua bancada.
Se uma minoria radical de direita do movimento Festa do Chá continuar boicotando um acordo, o presidente da Câmara, deputado John Boehner, na prática o líder da oposição, poderá colocar a matéria em votação, aprovando-a com votos dos democratas e de republicanos moderados. Sua liderança ficará abalada, mas a economia do país será preservada de um choque desnecessário.
Durante toda a negociação, a ala mais à direita do Partido Republicano exigiu mudanças na reforma da saúde aprovada há três anos, no primeiro governo Barack Obama. A única concessão foi um aumento da fiscalização para ter a certeza de que quem receber algum subsídio federal para ter seguro-saúde precise realmente de ajuda do governo.
Em entrevista à televisão americana CNN, o megainvestidor Warren Buffett sugeriu que a primeira medida a adotar seria um compromisso dos partidos para não usar mais a ameaça de um calote na dívida pública como arma em suas disputas políticas.
Como os EUA são a maior economia do mundo e nunca deram calote na dívida pública, sua moeda, o dólar circula no mundo inteiro e é usada como reserva cambial para maioria dos países. Os governos compram títulos da dívida pública americana e não querem ver seus investimentos desvalorizados. Por outro lado, os EUA refinanciam sua megadívida a juros baixos.
Só a China, tem US$ 1,3 trilhão em bônus do Tesouro dos EUA. O Japão tem outro US$ 1,1 trilhão. Diante da esquizofrenia política em Washington, um comentário na agência oficial Nova China defendeu a "desamericanização" do mundo.
A posição do dólar como principal moeda internacional de reserva é um dos fatores do superpoderio dos EUA. Como a Zona do Euro saiu pior da crise, no momento, não há uma alternativa concreta. Mas a maior preocupação dos EUA em relação aos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) é que passem a negociar entre si nas suas próprias moedas.
Enquanto os radicais da Festa do Chá fazem os EUA reféns de seu ultradireitismo racista e fascistoide, a superpotência declina.
A máquina federal dos EUA está parcialmente paralisada há 16 dias por falta de acordo entre a Casa Branca e a Câmara dos Representantes, dominada pela oposição, para aprovar o orçamento para o ano fiscal iniciado em 1º de outubro de 2013 e elevar o teto da dívida pública do país, que bate amanhã em US$ 16,7 trilhões, o atual limite.
O acordo negociado no Senado pelos líderes do governo, Harry Reid, e da minoria, Mitch McConnell, autoriza o financiamento temporário do governo federal dos EUA até 15 de janeiro e eleva o limite da dívida até 7 de fevereiro, adiando os problemas para 2014 sem dar uma solução definitiva. McConnell está agora comunicando o resultado da negociação à sua bancada.
Se uma minoria radical de direita do movimento Festa do Chá continuar boicotando um acordo, o presidente da Câmara, deputado John Boehner, na prática o líder da oposição, poderá colocar a matéria em votação, aprovando-a com votos dos democratas e de republicanos moderados. Sua liderança ficará abalada, mas a economia do país será preservada de um choque desnecessário.
Durante toda a negociação, a ala mais à direita do Partido Republicano exigiu mudanças na reforma da saúde aprovada há três anos, no primeiro governo Barack Obama. A única concessão foi um aumento da fiscalização para ter a certeza de que quem receber algum subsídio federal para ter seguro-saúde precise realmente de ajuda do governo.
Em entrevista à televisão americana CNN, o megainvestidor Warren Buffett sugeriu que a primeira medida a adotar seria um compromisso dos partidos para não usar mais a ameaça de um calote na dívida pública como arma em suas disputas políticas.
Como os EUA são a maior economia do mundo e nunca deram calote na dívida pública, sua moeda, o dólar circula no mundo inteiro e é usada como reserva cambial para maioria dos países. Os governos compram títulos da dívida pública americana e não querem ver seus investimentos desvalorizados. Por outro lado, os EUA refinanciam sua megadívida a juros baixos.
Só a China, tem US$ 1,3 trilhão em bônus do Tesouro dos EUA. O Japão tem outro US$ 1,1 trilhão. Diante da esquizofrenia política em Washington, um comentário na agência oficial Nova China defendeu a "desamericanização" do mundo.
A posição do dólar como principal moeda internacional de reserva é um dos fatores do superpoderio dos EUA. Como a Zona do Euro saiu pior da crise, no momento, não há uma alternativa concreta. Mas a maior preocupação dos EUA em relação aos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) é que passem a negociar entre si nas suas próprias moedas.
Enquanto os radicais da Festa do Chá fazem os EUA reféns de seu ultradireitismo racista e fascistoide, a superpotência declina.
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quinta-feira, 28 de junho de 2012
Suprema Corte mantém reforma da saúde de Obama
Em um dos seus julgamentos mais importantes em anos, por 5 a 4, a Suprema Corte dos Estados Unidos manteve o elemento central da reforma do sistema de saúde do governo Barack Obama, que obriga os americanos a terem seguro de saúde.
Como não foi possível, por causa da oposição conservadora, criar um sistema público de saúde, a lei exige que todos tenham seguro-saúde antes de 2014. Assim, quem paga mais ajudaria a financiar o atendimento para os mais pobres.
Para a oposição republicana, isto seria uma violação do direito individual de comprar ou não seguro-saúde. Mais uma vez, os ministros do supremo tribunal federal americano se dividiram. Seu presidente, John Roberts, votou com os juízes mais liberais, concluindo que o Congresso tem poder para criar impostos.
A decisão é considerada a mais importante da Suprema Corte desde que os candidatos Al Gore Jr. e George W. Bush questionaram o resultado da eleição presidencial de 2000 no estado da Flórida. Na época, o tribunal decidiu não ordenar uma recontagem total dos votos.
Bush ganhou por cerca de 500 votos num estado onde seu irmão Jeb era governador e tinha organizado a eleição. Gore ganhou na soma dos votos populares em todo o país, mas não levou.
Agora, a Suprema Corte deu vitória a Obama no dispositivo central da Lei de Assistência de Saúde Pagável. Ao mesmo tempo, rejeitou a expansão de Medicaid, o programa de saúde do governo federal para pobres, dando flexibilidade aos estados para ampliar ou não a cobertura sem correr o risco de ter de pagar multas pesadas, informa o jornal The New York Times.
Ao comentar a decisão, o candidato republicano à eleição presidencial de 6 de novembro de 2012, o ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, afirmou que "a Suprema Corte disse que a reforma da saúde de Obama não é inconstitucional. Não disse que é um boa lei nem boa política".
Romney prometeu derrubar a lei, se for eleito, alegando que ela aumenta impostos, destrói empregos e coloca o governo federal entre o médico e o paciente, embora a reforma de Obama não seja muito diferente da que ele fez como governador de Massachusetts. Se os republicanos alegarem na campanha que Obama criou um novo imposto, os democratas dirão que Romney fez o mesmo.
Em pronunciamento na Casa Branca, Obama descreveu a decisão como "uma vitória do povo americano". Para se desviar das críticas, acrescentou que é hora de concentrar esforços para gerar empregos. O desemprego é a maior ameaça à sua reeleição.
O texto integral da decisão acaba de ser divulgado pelo jornal The Washington Post.
Como não foi possível, por causa da oposição conservadora, criar um sistema público de saúde, a lei exige que todos tenham seguro-saúde antes de 2014. Assim, quem paga mais ajudaria a financiar o atendimento para os mais pobres.
Para a oposição republicana, isto seria uma violação do direito individual de comprar ou não seguro-saúde. Mais uma vez, os ministros do supremo tribunal federal americano se dividiram. Seu presidente, John Roberts, votou com os juízes mais liberais, concluindo que o Congresso tem poder para criar impostos.
A decisão é considerada a mais importante da Suprema Corte desde que os candidatos Al Gore Jr. e George W. Bush questionaram o resultado da eleição presidencial de 2000 no estado da Flórida. Na época, o tribunal decidiu não ordenar uma recontagem total dos votos.
Bush ganhou por cerca de 500 votos num estado onde seu irmão Jeb era governador e tinha organizado a eleição. Gore ganhou na soma dos votos populares em todo o país, mas não levou.
Agora, a Suprema Corte deu vitória a Obama no dispositivo central da Lei de Assistência de Saúde Pagável. Ao mesmo tempo, rejeitou a expansão de Medicaid, o programa de saúde do governo federal para pobres, dando flexibilidade aos estados para ampliar ou não a cobertura sem correr o risco de ter de pagar multas pesadas, informa o jornal The New York Times.
Ao comentar a decisão, o candidato republicano à eleição presidencial de 6 de novembro de 2012, o ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, afirmou que "a Suprema Corte disse que a reforma da saúde de Obama não é inconstitucional. Não disse que é um boa lei nem boa política".
Romney prometeu derrubar a lei, se for eleito, alegando que ela aumenta impostos, destrói empregos e coloca o governo federal entre o médico e o paciente, embora a reforma de Obama não seja muito diferente da que ele fez como governador de Massachusetts. Se os republicanos alegarem na campanha que Obama criou um novo imposto, os democratas dirão que Romney fez o mesmo.
Em pronunciamento na Casa Branca, Obama descreveu a decisão como "uma vitória do povo americano". Para se desviar das críticas, acrescentou que é hora de concentrar esforços para gerar empregos. O desemprego é a maior ameaça à sua reeleição.
O texto integral da decisão acaba de ser divulgado pelo jornal The Washington Post.
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quarta-feira, 28 de março de 2012
Suprema Corte decide futuro da reforma da saúde de Obama
A Suprema Corte dos Estados Unidos entrou hoje no último dia de debate sobre a reforma da saúde do presidente Barack Obama, contestada, entre outras razões, por obrigar todo americano a pagar um seguro-saúde privado. Os ministros liberais tentam defender a validade da lei e da reforma, mesmo se o supremo tribunal americano considerar a obrigatoriedade inconstitucional.
No debate desta manhã, a ministra Sonia Sotomayor rebateu o argumento do advogado Paul Clement, que representa 26 estados e defende a revogação total da lei. Ela alegou que legislar é competência do Congresso. Na sua visão, caberia à Suprema Corte apenas analisar a constitucionalidade da reforma da saúde de Obama e derrubar os artigos inconstitucionais.
Outra questão é se a extensão do programa de saúde Medicaid, para os pobres, viola a parceria entre os estados e a união federal, informa o jornal The Washington Post.
A reforma da saúde de Obama é um dos alvos favoritos da direita do Partido Republicano e do movimento Festa do Chá, que promete revogá-la se a atual oposição conquistar maioria absoluta na Câmara e no Senado nas eleições de 6 de novembro de 2012.
No debate desta manhã, a ministra Sonia Sotomayor rebateu o argumento do advogado Paul Clement, que representa 26 estados e defende a revogação total da lei. Ela alegou que legislar é competência do Congresso. Na sua visão, caberia à Suprema Corte apenas analisar a constitucionalidade da reforma da saúde de Obama e derrubar os artigos inconstitucionais.
Outra questão é se a extensão do programa de saúde Medicaid, para os pobres, viola a parceria entre os estados e a união federal, informa o jornal The Washington Post.
A reforma da saúde de Obama é um dos alvos favoritos da direita do Partido Republicano e do movimento Festa do Chá, que promete revogá-la se a atual oposição conquistar maioria absoluta na Câmara e no Senado nas eleições de 6 de novembro de 2012.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Maioria dos americanos é contra programa de saúde
Enquanto a Suprema Corte dos Estados Unidos se prepara para decidir se a reforma do sistema de saúde feita pela governo Barack Obama para dar cobertura universal é constitucional, uma pesquisa indica que a maioria dos americanos é contra o programa, maior vitória do presidente em política interna.
Uma pesquisa do Instituto Gallup indica que 47% apoiam a posição do movimento radical de direita Festa do Chá, que quer acabar com a reforma da saúde de Obama, e 42% querem mantê-la, reporta a agência Reuters.
A Suprema Corte deve decidir se a obrigação de que todo americano tenha seguro-saúde é constitucional.
Uma pesquisa do Instituto Gallup indica que 47% apoiam a posição do movimento radical de direita Festa do Chá, que quer acabar com a reforma da saúde de Obama, e 42% querem mantê-la, reporta a agência Reuters.
A Suprema Corte deve decidir se a obrigação de que todo americano tenha seguro-saúde é constitucional.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Perry e Romney dominam debate republicano
A disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos se concentra entre dois candidatos. Se a ex-governadora do Alasca Sarah Palin não entrar na corrida à Casa Branca, o adversário do presidente Barack Obama em novembro de 2012 deve ser o governador do Texas, Rick Perry, ou o empresário e ex-governador de Massachusetts Mitt Romney.
No debate dos oito aspirantes republicanos ontem à noite, na Biblioteca Ronald Reagan, ambos se acusaram de terem criado menos empregos que seus antecessores George W. Bush, no Texas, e Michael Dukakis, em Massachusetts.
Último a entrar na luta, Perry, um cristão conservador, logo se tornou o favorito nas pesquisas. Tomou boa parte dos votos que iriam para a deputada Michele Bachmann, líder da bancada da Festa do Chá na Câmara de Representantes dos EUA. Bachmann perdeu dois assessores importantes. Sua campanha está desinflando.
Romney é considerado liberal demais pela ala radical que domina o partido. É acusado de introduzir em Massachusetts um programa de saúde pública semelhante ao de Obama, execrado pela direita republicana. Mas a corrida à Casa Branca será decidida por eleitores independentes avessos a radicalismos.
A recente batalha do orçamento para elevador o teto da dívida pública dos EUA e evitar quebras de contrato e calote em dívidas do governo federal americano abalou a imagem da bancada da Festa do Chá.
O próprio Perry declarou que estaria pronto a oferecer um programa de saúde aos texanos "assim que o governo federal saísse do caminho". Donna Brazil, uma assessora do Partido Democrata convidada regularmente para debates na CBB festejou no Twitter.
Se Obama, Perry e Romney são a favor da cobertura universal de saúde, é provável que a reforma seja mantida.
De qualquer forma, saúde, previdência social e assistência social representam hoje mais da metade do orçamento federal dos EUA. Qualquer tentativa de reduzir o déficit trilionário e a dívida pública de US$ 14,5 trilhões em bases permanentes passa por uma revisão profunda nesses setores.
Hoje o presidente Obama apresenta um novo plano de US$ 300 bilhões para gerar empregos, inclusive cortes de impostos que incidem sobre as folhas de pagamento, obras de infraestrutura e extensão da ajuda aos desempregados.
É improvável que a oposição republicana aceite aumentos nos gastos públicos, mas está sempre pronta a aprovar cortes de impostos.
No debate dos oito aspirantes republicanos ontem à noite, na Biblioteca Ronald Reagan, ambos se acusaram de terem criado menos empregos que seus antecessores George W. Bush, no Texas, e Michael Dukakis, em Massachusetts.
Último a entrar na luta, Perry, um cristão conservador, logo se tornou o favorito nas pesquisas. Tomou boa parte dos votos que iriam para a deputada Michele Bachmann, líder da bancada da Festa do Chá na Câmara de Representantes dos EUA. Bachmann perdeu dois assessores importantes. Sua campanha está desinflando.
Romney é considerado liberal demais pela ala radical que domina o partido. É acusado de introduzir em Massachusetts um programa de saúde pública semelhante ao de Obama, execrado pela direita republicana. Mas a corrida à Casa Branca será decidida por eleitores independentes avessos a radicalismos.
A recente batalha do orçamento para elevador o teto da dívida pública dos EUA e evitar quebras de contrato e calote em dívidas do governo federal americano abalou a imagem da bancada da Festa do Chá.
O próprio Perry declarou que estaria pronto a oferecer um programa de saúde aos texanos "assim que o governo federal saísse do caminho". Donna Brazil, uma assessora do Partido Democrata convidada regularmente para debates na CBB festejou no Twitter.
Se Obama, Perry e Romney são a favor da cobertura universal de saúde, é provável que a reforma seja mantida.
De qualquer forma, saúde, previdência social e assistência social representam hoje mais da metade do orçamento federal dos EUA. Qualquer tentativa de reduzir o déficit trilionário e a dívida pública de US$ 14,5 trilhões em bases permanentes passa por uma revisão profunda nesses setores.
Hoje o presidente Obama apresenta um novo plano de US$ 300 bilhões para gerar empregos, inclusive cortes de impostos que incidem sobre as folhas de pagamento, obras de infraestrutura e extensão da ajuda aos desempregados.
É improvável que a oposição republicana aceite aumentos nos gastos públicos, mas está sempre pronta a aprovar cortes de impostos.
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
Todos setores rejeitam plano de saúde republicano
Até mesmo conservadores e republicanos são contra a proposta do deputado Paul Ryan de acabar com o programa estatal de saúde para idosos dos Estados Unidos, conhecido como Medicare, substituindo-o por vales para eles pagarem por seguro de saúde privado.
Cerca de 58% dos americanos rejeitam o plano de saúde do deputado e 35% são a favor, indica uma pesquisa do instituto Opinion Research Corporation para a rede de TV CNN. Em todos os grupos demográficos, a maioria é contra.
"A metade dos entrevistados acredita que o país fica pior com a proposta republicana e 56% entendem que os idosos serão prejudicados", comenta Keating Holland, o diretor da pesquisa. "A maior oposição é entre os idosos, de 74%."
Cerca de 58% dos americanos rejeitam o plano de saúde do deputado e 35% são a favor, indica uma pesquisa do instituto Opinion Research Corporation para a rede de TV CNN. Em todos os grupos demográficos, a maioria é contra.
"A metade dos entrevistados acredita que o país fica pior com a proposta republicana e 56% entendem que os idosos serão prejudicados", comenta Keating Holland, o diretor da pesquisa. "A maior oposição é entre os idosos, de 74%."
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Senado rejeita revogação da reforma da saúde nos EUA
Por 51 a 47, o Senado dos Estados Unidos rejeitou hoje a proposta da Câmara que revogava a reforma do sistema de saúde do governo Barack Obama.
Acabar com a reforma da saúde nos EUA era uma das bandeiras do movimento radical de direita Festa do Chá na campanha para as eleições de novembro de 2010, quando o Partido Republicano retomou a maioria na Câmara dos Representantes.
Como o Partido Democrata manteve a maioria no Senado, o projeto foi derrotado.
Acabar com a reforma da saúde nos EUA era uma das bandeiras do movimento radical de direita Festa do Chá na campanha para as eleições de novembro de 2010, quando o Partido Republicano retomou a maioria na Câmara dos Representantes.
Como o Partido Democrata manteve a maioria no Senado, o projeto foi derrotado.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Juiz declara reforma de Obama inconstitucional
Um segundo juiz federal dos Estados Unidos Unidos considerou a reforma do sistema de saúde do governo Barack Obama inconstitucional por obrigar os americanos a comprar um seguro de saúde.
Na sentença, o juiz Roger Vinson, da cidade de Pensacola, na Flórida, decidiu que a lei fica em vigor até que todos os recursos sejam apreciados, o que pode durar dois anos. Mas determinou que toda a lei deve ser anulada se um tribunal de apelações chegar à mesma conclusão que ele.
Na sentença, o juiz Roger Vinson, da cidade de Pensacola, na Flórida, decidiu que a lei fica em vigor até que todos os recursos sejam apreciados, o que pode durar dois anos. Mas determinou que toda a lei deve ser anulada se um tribunal de apelações chegar à mesma conclusão que ele.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Anular reforma da saúde incharia déficit dos EUA
O Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos adverte: a revogação da reforma da saúde do presidente Barack Obama vai aumentar o déficit e a dívida públicas do país.
A proposta da oposição republicana, que acaba de reassumir o controle da Câmara, de revogar a reforma, aumentaria o déficit público federal em US$ 230 bilhões em 2021 e deixaria 32 milhões de americanos sem cobertura.
A proposta da oposição republicana, que acaba de reassumir o controle da Câmara, de revogar a reforma, aumentaria o déficit público federal em US$ 230 bilhões em 2021 e deixaria 32 milhões de americanos sem cobertura.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Juiz declara reforma da saúde dos EUA inconstitucional
Em uma derrota para o presidente Barack Obama, um juiz federal dos Estados Unidos decidiu hoje que a reforma do sistema de saúde para oferecer cobertura a todos os americanos, a grande vitória política do governo até agora no plano interno, é inconstitucional.
Para o juiz Henry Hudson, a lei não pode obrigar o cidadão dos EUA a comprar um plano de saúde.
O Departamento da Justiça declarou estar confiante em que "o Congresso agiu dentro da lei" e manifestou a esperança de ganhar nas instâncias superiores.
Para o juiz Henry Hudson, a lei não pode obrigar o cidadão dos EUA a comprar um plano de saúde.
O Departamento da Justiça declarou estar confiante em que "o Congresso agiu dentro da lei" e manifestou a esperança de ganhar nas instâncias superiores.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Maioria nos EUA quer manter reforma da saúde
Cerca de 59% dos americanos são contra a proposta do Partido Republicano de tentar anular a reforma de saúde do presidente Barack Obama. Só 38% são a favor, indica uma nova pesquisa divulgada hoje
A maioria acha que o novo Congresso saído das eleições de 2 de novembro de 2010 deve fazer mais mudanças para aperfeiçoar o sistema de saúde, deixando a lei em paz.
A maioria acha que o novo Congresso saído das eleições de 2 de novembro de 2010 deve fazer mais mudanças para aperfeiçoar o sistema de saúde, deixando a lei em paz.
terça-feira, 23 de março de 2010
Obama assina hoje reforma da saúde nos EUA
O presidente Barack Obama deve sancionar nesta terça-feira a lei que oferece, pela primeira vez na História dos Estados Unidos, assistência médica para quase todos os americanos e os estrangeiros residentes legalmente no país.
A luta pela universalização da cobertura de saúde no país mais rico do mundo durou 100 anos. Terminou ontem à noite, no fim de uma batalha parlamentar de nove meses.
No calor do debate, o deputado republicano Randy Neugebauer chegou a acusar o democrata Bart Stupak, que mudou de posição, de "assassino de bebês", sugerindo que a reforma vai facilitar a realização de abortos.
O programa de saúde para os pobres, Medicaid, será ampliado para incluir mais 32 milhões de pessoas que hoje não tem seguro-saúde. Continuam excluídos de 15 a 22 milhões de pessoas, na maioria imigrantes ilegais.
Não há uma opção de fazer um seguro público de saúde, como chegou a ser cogitado inicialmente, porque o Senado rejeitou. O sistema será operado por empresas privadas.
A partir de agora, as empresas de seguro-saúde não podem mais rejeitar adesões por causa de doenças preexistentes nem descredenciar segurados quando for diagnosticada uma doença grave.
Os filhos poderão ser incluídos como dependentes até 26 anos.
Pelos cálculos do Escritório de Orçamento do Congresso, a reforma deve custar US$ 938 bilhões de dólares em 10 anos, mas vai reduzir o déficit público neste mesmo período em US$ 138 bilhões.
A reforma será financiada por aumento de impostos sobre empresas de saúde, famílias com renda acima de US$ 250 mil por ano ou indivíduos com renda acima de US$ 200 mil por ano.
Os EUA são o país que mais gasta com saúde, cerca de 16% do produto interno bruto, de US$ 14,3 trilhões
A luta pela universalização da cobertura de saúde no país mais rico do mundo durou 100 anos. Terminou ontem à noite, no fim de uma batalha parlamentar de nove meses.
No calor do debate, o deputado republicano Randy Neugebauer chegou a acusar o democrata Bart Stupak, que mudou de posição, de "assassino de bebês", sugerindo que a reforma vai facilitar a realização de abortos.
O programa de saúde para os pobres, Medicaid, será ampliado para incluir mais 32 milhões de pessoas que hoje não tem seguro-saúde. Continuam excluídos de 15 a 22 milhões de pessoas, na maioria imigrantes ilegais.
Não há uma opção de fazer um seguro público de saúde, como chegou a ser cogitado inicialmente, porque o Senado rejeitou. O sistema será operado por empresas privadas.
A partir de agora, as empresas de seguro-saúde não podem mais rejeitar adesões por causa de doenças preexistentes nem descredenciar segurados quando for diagnosticada uma doença grave.
Os filhos poderão ser incluídos como dependentes até 26 anos.
Pelos cálculos do Escritório de Orçamento do Congresso, a reforma deve custar US$ 938 bilhões de dólares em 10 anos, mas vai reduzir o déficit público neste mesmo período em US$ 138 bilhões.
A reforma será financiada por aumento de impostos sobre empresas de saúde, famílias com renda acima de US$ 250 mil por ano ou indivíduos com renda acima de US$ 200 mil por ano.
Os EUA são o país que mais gasta com saúde, cerca de 16% do produto interno bruto, de US$ 14,3 trilhões
domingo, 21 de março de 2010
Câmara aprova reforma da saúde nos EUA
Em uma grande vitória política do presidente Barack Obama, a Câmara dos Estados Unidos acaba de aprovar a reforma de saúde para incluir mais 32 milhões de americanos que hoje não tem nenhuma cobertura.
Foi uma vitória histórica e apertada. Eram necessários 216 votos. O resultado final foi 219 a favor e 212 contra.
Obama foi pessoalmente ao Capitólio no sábado fazer um último apelo para pressionar os deputados democratas em dúvida a aprovar sua proposta de política interna mais importante até agora. Na campanha, ele prometeu acesso à saúde para todos.
A reforma tem um custo estimado de 940 bilhões em dez anos. Enfrenta forte oposição das empresas de seguro médico e da oposição republicana, que alegou que os EUA não têm condições de pagar a conta.
Os EUA são o país que mais gasta dinheiro com saúde no mundo, cerca de 16% de seu produto interno bruto, de US$ 14,3 trilhões. A medicina de alta qualidade é a melhor do mundo, mas 46 milhões de pessoas não têm cobertura de saúde.
Com os gastos públicos para enfrentar a crise, a dívida pública dos EUA pulou para US$ 12,6 trilhões, 88% do PIB.
No Congresso, foram nove meses de uma batalha política que será usada pelo Partido Republicano tentar retomar a maioria na Câmara e no Senado nas eleições intermediárias de novembro, em que serão renovados um terço do Senado e toda a Câmara.
Sem maioria, Obama pode ter a certeza de dois anos tumultuados rumo à reeleição em 2012.
A última manobra política do presidente para garantir a aprovação da reforma da saúde foi prometer emitir um decreto proibindo o uso de dinheiro do governo federal em abortos. Era uma questão essencial para os democratas que são contra o aborto.
No encaminhamento da votação, o deputado democrata Steve Kagen defendeu o projeto dizendo que vai salvar vidas e empregos, e colocar o paciente em primeiro lugar.
Já o deputado republicano Paul Ryan acusou o governo Obama de encampar o sistema de saúde dos EUA. Seu líder, o deputado John Boehner ameaçou a maioria democrata de estar prestes a se tornar minoria, nas eleições de novembro, se aprovasse o projeto.
"A maioria nesta Casa está indo contra a vontade do povo", discursou. "E quando a maioria vai contra a vontade popular, está a caminho de se tornar minoria."
Essa foi claramente a estratégia republica para tentar derrubar a reforma da saúde: aterrorizar os democratas conservadores e indecisos, dizendo que eles estão liquidados eleitoralmente votando a favor do governo.
Foi uma vitória histórica e apertada. Eram necessários 216 votos. O resultado final foi 219 a favor e 212 contra.
Obama foi pessoalmente ao Capitólio no sábado fazer um último apelo para pressionar os deputados democratas em dúvida a aprovar sua proposta de política interna mais importante até agora. Na campanha, ele prometeu acesso à saúde para todos.
A reforma tem um custo estimado de 940 bilhões em dez anos. Enfrenta forte oposição das empresas de seguro médico e da oposição republicana, que alegou que os EUA não têm condições de pagar a conta.
Os EUA são o país que mais gasta dinheiro com saúde no mundo, cerca de 16% de seu produto interno bruto, de US$ 14,3 trilhões. A medicina de alta qualidade é a melhor do mundo, mas 46 milhões de pessoas não têm cobertura de saúde.
Com os gastos públicos para enfrentar a crise, a dívida pública dos EUA pulou para US$ 12,6 trilhões, 88% do PIB.
No Congresso, foram nove meses de uma batalha política que será usada pelo Partido Republicano tentar retomar a maioria na Câmara e no Senado nas eleições intermediárias de novembro, em que serão renovados um terço do Senado e toda a Câmara.
Sem maioria, Obama pode ter a certeza de dois anos tumultuados rumo à reeleição em 2012.
A última manobra política do presidente para garantir a aprovação da reforma da saúde foi prometer emitir um decreto proibindo o uso de dinheiro do governo federal em abortos. Era uma questão essencial para os democratas que são contra o aborto.
No encaminhamento da votação, o deputado democrata Steve Kagen defendeu o projeto dizendo que vai salvar vidas e empregos, e colocar o paciente em primeiro lugar.
Já o deputado republicano Paul Ryan acusou o governo Obama de encampar o sistema de saúde dos EUA. Seu líder, o deputado John Boehner ameaçou a maioria democrata de estar prestes a se tornar minoria, nas eleições de novembro, se aprovasse o projeto.
"A maioria nesta Casa está indo contra a vontade do povo", discursou. "E quando a maioria vai contra a vontade popular, está a caminho de se tornar minoria."
Essa foi claramente a estratégia republica para tentar derrubar a reforma da saúde: aterrorizar os democratas conservadores e indecisos, dizendo que eles estão liquidados eleitoralmente votando a favor do governo.
Democratas dizem ter votos para reformar a saúde
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos deve votar hoje a reforma do sistema de saúde, projeto em que o presidente Barack Obama apostou todo o seu prestígio e é até agora sua maior proposta de política interna. O líder da bancada democrata garante ter os 216 votos necessários para aprovação.
Obama foi ontem ao Congresso fazer pessoalmente um último apelo, voltado principalmente para o Partido Democrata. A oposição republicana deve votar em peso contra a medida.
Pelos últimos cálculos do escritório de contabilidade do Congresso, como está, a reforma custaria US$ 940 bilhões em dez anos.
Os republicanos alegam que o país não tem condições de pagar essa conta porque a dívida pública passa de US$ 12,6 trilhões, equivalentes a 88% do produto interno bruto do país, de US$ 14,3 trilhões. Já os democratas argumentam que a reforma vai reduzir o déficit.
Nas próximas décadas, se aposentam os americanos da chamada geração baby boom, nascidos entre 1946 e 1964, época de maior prosperidade econômica do país. A pressão sobre os sistemas de saúde e de previdência social será enorme.
A reforma também dará cobertura a cerca de 31 milhões de pessoas que hoje não tem seguro-saúde nos EUA. Cerca de 15 milhões de imigrantes ilegais devem continuar sem proteção.
Hoje, os EUA são o país que mais gasta com saúde, cerca de 16% do PIB.
Obama foi ontem ao Congresso fazer pessoalmente um último apelo, voltado principalmente para o Partido Democrata. A oposição republicana deve votar em peso contra a medida.
Pelos últimos cálculos do escritório de contabilidade do Congresso, como está, a reforma custaria US$ 940 bilhões em dez anos.
Os republicanos alegam que o país não tem condições de pagar essa conta porque a dívida pública passa de US$ 12,6 trilhões, equivalentes a 88% do produto interno bruto do país, de US$ 14,3 trilhões. Já os democratas argumentam que a reforma vai reduzir o déficit.
Nas próximas décadas, se aposentam os americanos da chamada geração baby boom, nascidos entre 1946 e 1964, época de maior prosperidade econômica do país. A pressão sobre os sistemas de saúde e de previdência social será enorme.
A reforma também dará cobertura a cerca de 31 milhões de pessoas que hoje não tem seguro-saúde nos EUA. Cerca de 15 milhões de imigrantes ilegais devem continuar sem proteção.
Hoje, os EUA são o país que mais gasta com saúde, cerca de 16% do PIB.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Obama apresenta nova proposta para a saúde
Na tentativa de romper o impasse no Congresso com a reforma da saúde, o presidente Barack Obama apresentou a proposta que promete defender na reunião bipartidária que convocou para quinta-feira na Casa Branca. Seu objetivo é ampliar a cobertura de saúde para incluir 31 dos 46 milhões de americanos atualmente excluídos.
O presidente combinou os projetos em andamento na Câmara e no Senado. Sua nova proposta:
• exclui a opção de um seguro-saúde público, sustentado pelo governo federal:
• proíbe as empresas de excluírem o tratamento de doenças preexistentes; e
• dá poder ao governo federal para limitar os aumentos nos prêmios dos planos de saúde.
Em dez anos, a reforma custaria US$ 950 bilhões. Aí está o problema. A classe média não quer pagar pela inclusão dos que hoje não têm nenhuma cobertura de saúde.
Resultado: a oposição republicana rejeitou a nova proposa de Obama.
O presidente combinou os projetos em andamento na Câmara e no Senado. Sua nova proposta:
• exclui a opção de um seguro-saúde público, sustentado pelo governo federal:
• proíbe as empresas de excluírem o tratamento de doenças preexistentes; e
• dá poder ao governo federal para limitar os aumentos nos prêmios dos planos de saúde.
Em dez anos, a reforma custaria US$ 950 bilhões. Aí está o problema. A classe média não quer pagar pela inclusão dos que hoje não têm nenhuma cobertura de saúde.
Resultado: a oposição republicana rejeitou a nova proposa de Obama.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Obama quer limitar aumentos de planos de saúde
O presidente Barack Obama quer aumentar o poder do governo federal dos Estados Unidos de controlar os aumentos nos pagamentos cobrados por planos de saúde, revela o jornal The New York Times.
A proposta será apresentada na segunda-feira por Obama, que tenta romper o impasse com o Congresso e a oposição republicana em torno da reforma da saúde.
Obama convocou uma reunião bipartidária para a próxima quinta-feira. Hoje, revela os pontos principais da nova proposta do governo. Deve combinar os projetos já aprovados na Câmara e no Senado, além de quebrar a resistência de pelo menos alguns congressistas mais moderados do Partido Republicano.
Como a lei americana permite que o partido minoritário consiga obstruir as atividades do Senado com 41 votos e o Partido Democrata perdeu a vaga aberta com a morte do senador Ted Kennedy, o governo terá de fazer concessões para aprovar a reforma.
A proposta será apresentada na segunda-feira por Obama, que tenta romper o impasse com o Congresso e a oposição republicana em torno da reforma da saúde.
Obama convocou uma reunião bipartidária para a próxima quinta-feira. Hoje, revela os pontos principais da nova proposta do governo. Deve combinar os projetos já aprovados na Câmara e no Senado, além de quebrar a resistência de pelo menos alguns congressistas mais moderados do Partido Republicano.
Como a lei americana permite que o partido minoritário consiga obstruir as atividades do Senado com 41 votos e o Partido Democrata perdeu a vaga aberta com a morte do senador Ted Kennedy, o governo terá de fazer concessões para aprovar a reforma.
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