Mostrando postagens com marcador Michele Bachmann. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Michele Bachmann. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Michele Bachmann abandona corrida à Casa Branca

A deputada e líder da bancada do movimento de ultradireita Festa do Chá na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos seguiu o conselho de sua musa inspiradora, a ex-governadora do Alasca Sarah Palin. Anunciou hoje que está abandonando a disputa pela candidatura do Partido Republicano para enfrentar o presidente Barack Obama em novembro de 2012.

Sem dinheiro, depois de chegar em sexto lugar nas convenções regionais realizadas ontem no estado de Iowa, não tinha alternativa.

"O povo de Iowa falou claramente ontem à noite, e eu decidi me afastar" da corrida à Casa Branca, disse Bachmann hoje em Des Moines, a capital do estado, reporta o jornal The New York Times.

Com seu radicalismo de inspiração religiosa, Bachmann propôs acabar com o aborto, derrubar a reforma da saúde para garantir cobertura universal do Governo Obama, expulsar os imigrantes ilegais e considerar Israel acima de qualquer suspeita nos conflitos do Oriente Médio.

Nunca teve a menor chance de ser eleita. Gostava de repetir o bordão de que Obama "será um presidente de um só mandato".

No domingo, Palin a havia aconselhado a cair fora: "Ela tem muito a dar, mas sua hora não chegou", sentenciou a queridinha da ultradireita, que anunciou em setembro que não concorreria à Casa Branca.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Bachmann quer fechar embaixada dos EUA no Irã

Em mais uma amostra de sua ignorância em política externa, a deputada Michele Bachmann, aspirante à candidatura da oposição republicana à Casa Branca em 2012, defendeu o fechamento da embaixada dos Estados Unidos em Teerã.

Os EUA não mantêm relações diplomáticas com a república islâmica desde que sua embaixada foi invadida, em 4 de novembro de 1979, por guardas revolucionários que a ocuparam durante 444 dias e só saíram de lá com a posse de Ronald Reagan, em janeiro de 1981.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Republicanos revelam ignorância em política externa

O ex-presidente da Câmara e pré-candidato à Casa Branca em 2012 Newt Gingrich tem uma resposta fácil para resolver a dependência dos Estados Unidos do petróleo importado: basta começar a perfurar poços no próprio país, como se as companhias do setor não estivessem prontas para isso, se houvesse mesmo jazidas a explorar.

Durante todo o debate sobre política externa realizado agora há pouco pela rede de televisão americana CNN, os anões que disputam a candidatura do Partido Republicano pontificaram sobre temas que não entendem e se mostraram mais vulneráveis do que o presidente Barack Obama, que se livrou de Ossama ben Laden e Muamar Kadafi, inimigos históricos dos EUA.

Falta uma estratégia de política externa e de segurança nacional à oposição republicana, observa o jornal The New York Times.

Rick Santorum está preocupado com as Américas Central e do Sul, mas não por causa da guerra do governo do México contra as drogas, com a fuga de cartéis para as frágeis nações centro-americanas. Ele está com medo do socialismo porque Obama apoiou a volta do José Manuel Zelaya ao poder em Honduras, em vez de ficar ao lado dos golpistas.

No momento em que os EUA mandam esquadrões de elite para o México, ele não vê os tremendos riscos associados à guerra contra as drogas, mas teme o fantasma do socialismo, que está em declínio em Cuba, na Venezuela, no Equador e na Bolívia.

A deputado Michele Bachmann quer deportar 11 milhões de ilegais. Considera qualquer abordagem humanitária do problema seria uma anistia capaz de atrair mais ilegais.

Todos os republicanos querem imigrantes qualificados, com PhD, como se as hordas de mexicanos, asiáticos e centro-americanos que fazem o trabalho braçal fossem dispensáveis. Jogam para a plateia.

O governador do Texas, Rick Perry, e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney falaram grosso contra o Irã e a Síria, que consideram ameaças a Israel. Defenderam o excepcionalismo americano. Mas, na hora de dizer o que fariam, Perry defendeu a imposição de uma zona de exclusão aérea na Síria e foi ironizado por Romney.

Perry ameaçou cortar toda ajuda ao Paquistão, enquanto Bachmann está certa de que a rede terrorista Al Caeda está a um passo das armas nucleares paquistanesas.

Já o libertário Ron Paul quer um recuo estratégico inviável diante dos formidáveis interesses econômicos dos EUA no resto do mundo. Sob o argumento de que o país não tem dinheiro, quer cortar gastos com guerras e ajuda externa: "Se Israel quer brigar com o Irã, não temos de nos meter."

Nesse festival de ignorância, Herman Cain, o executivo de restaurantes que disputa inesperadamente a liderança nas pesquisas, só foi capaz de confirmar seu total desconhecimento sobre segurança nacional e política externa, a ponto de dizer que "nossos serviços secretos serão capazes de propor soluções". Dele, não sai nada mesmo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Bachmann faz "terrorismo psicológico" com vacina


NOVA YORK - A líder da bancada do movimento ultrarradical de direita Festa do Chá na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, deputada Michele Bachmann, está fazendo "terrorismo psicológico" contra uma vacinação em massa ordenada pelo governo do Texas, Rick Perry, numa tentativa de salvar sua campanha para ser candidata da oposição republicana à Casa Branca em 2012.

Com a entrada de Perry, um cristão ultraconservador, na disputa, Bachmann perdeu apoio junto a essa parcela do eleitorado. Sua candidatura está à beira do colapso. Vários assessores importantes já a deixaram.

No último debate entre os oito aspirantes republicanos, há dois dias, Bachmann denunciou uma campanha de vacinação em massa de meninas de 12 anos contra o HPV (vírus do papiloma humana), um dos principais causadores de câncer no aparelho sexual.


A deputada considerou a obrigatoriedade uma agressão à liberdade individual. Disse ainda que há casos de retardo mental e autismo causados pela vacina.

Ontem, a revista Time acusou-a de ignorância e irresponsabilidade, tentando criar uma polêmica com falsas alegações. Mas Perry, considerado o grande perdedor do debate por ter recebido ataques de todos os seus adversários dentro do partido, foi prejudicado. A empresa fabricante da vacina é uma das grandes financiadoras de suas campanhas eleitorais, como informa o jornal The Washington Post.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Perry e Romney dominam debate republicano

A disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos se concentra entre dois candidatos. Se a ex-governadora do Alasca Sarah Palin não entrar na corrida à Casa Branca, o adversário do presidente Barack Obama em novembro de 2012 deve ser o governador do Texas, Rick Perry, ou o empresário e ex-governador de Massachusetts Mitt Romney.

No debate dos oito aspirantes republicanos ontem à noite, na Biblioteca Ronald Reagan, ambos se acusaram de terem criado menos empregos que seus antecessores George W. Bush, no Texas, e Michael Dukakis, em Massachusetts.

Último a entrar na luta, Perry, um cristão conservador, logo se tornou o favorito nas pesquisas. Tomou boa parte dos votos que iriam para a deputada Michele Bachmann, líder da bancada da Festa do Chá na Câmara de Representantes dos EUA. Bachmann perdeu dois assessores importantes. Sua campanha está desinflando.

Romney é considerado liberal demais pela ala radical que domina o partido. É acusado de introduzir em Massachusetts um programa de saúde pública semelhante ao de Obama, execrado pela direita republicana. Mas a corrida à Casa Branca será decidida por eleitores independentes avessos a radicalismos.

A recente batalha do orçamento para elevador o teto da dívida pública dos EUA e evitar quebras de contrato e calote em dívidas do governo federal americano abalou a imagem da bancada da Festa do Chá.

O próprio Perry declarou que estaria pronto a oferecer um programa de saúde aos texanos "assim que o governo federal saísse do caminho". Donna Brazil, uma assessora do Partido Democrata convidada regularmente para debates na CBB festejou no Twitter.

Se Obama, Perry e Romney são a favor da cobertura universal de saúde, é provável que a reforma seja mantida.

De qualquer forma, saúde, previdência social e assistência social representam hoje mais da metade do orçamento federal dos EUA. Qualquer tentativa de reduzir o déficit trilionário e a dívida pública de US$ 14,5 trilhões em bases permanentes passa por uma revisão profunda nesses setores.

Hoje o presidente Obama apresenta um novo plano de US$ 300 bilhões para gerar empregos, inclusive cortes de impostos que incidem sobre as folhas de pagamento, obras de infraestrutura e extensão da ajuda aos desempregados.

É improvável que a oposição republicana aceite aumentos nos gastos públicos, mas está sempre pronta a aprovar cortes de impostos.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Romney perde liderança da corrida republicana

O governador do Texas, Rick Perry, abriu uma grande vantagem sobre o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney na disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2012, revela o jornal The Washington Post.

Em pesquisa do Instituto Gallup divulgada ontem, Perry tem o apoio de 29% dos eleitores republicanos e dos conservadores independentes com tendência a votar na oposição no próximo ano. Romney ficou em segundo, com 17%.

O deputado libertário Ron Paul foi o terceiro, com 13%, enquanto a deputada Michele Bachmann, líder da bancada do movimento Festa do Chá na Câmara, caiu para 10%.

domingo, 14 de agosto de 2011

Ex-governador Pawlenty abandona corrida à Casa Branca

Depois de ficar em terceiro numa eleição prévia de caráter simbólico realizada em Ames, no estado de Iowa, o ex-governador de Minnesotta Tim Pawlenty anunciou hoje que está deixando a disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2012.

A deputada Michele Bachmann, que travou um duelo pessoal com Pawlenty no último debate dos pré-candidatos republicanos, ganhou a prévia de Ames, que tem significado porque Iowa será o primeiro estado a realizar as chamadas eleições primárias ou prévias para escolha dos candidatos dos dois grandes partidos à Casa Branca.

Entre outros fatores, essa prévia é um teste para a capacidade de organização das campanhas no início de uma grande maratona. Não garante a indicação nas convenções regionais de Iowa, mas é um duro golpe para quem chega em terceiro lugar.

Pawlenty teve decepcionantes 2.293 votos, contra 4.823 para Bachmann, musa do movimento radical de direita Festa do Chá, e de 4.671 para o deputado Ron Paul, um antiestatista radical, um isolacionista favorável a uma presença menor dos EUA no exterior, é contra o envio de tropas ao exterior e a favor de julgar terroristas na Justiça comum, com os mesmos direitos de qualquer cidadão americano.

Nem o libertário Paul nem a ultrarreligiosa Bachmann parece elegível para a Casa Branca. Como observou a analista democrata Donna Brazil, a campanha da vencedora ganhou um forte impulso na briga interna dos republicanos, mas Bachmann continua tão inelegível quanto antes.

Uma candidata que votou a favor de não aumentar o teto da dívida pública dos EUA, o que significaria uma inédita ruptura de contratos pelo país mais rico e poderoso do mundo, não deveria ser levada a sério.

Com a entrada na briga do governador do Texas, Rick Perry, Pawlenty perde o argumento de ser o mais experiente com credenciais conservadoras. O atual líder nas pesquisas sobre a candidatura republicana, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney é considerado liberal demais pelas alas mais conservadoras do partido.

Evangélico fervoroso, Perry ocupa esse espaço à direita. Sua experiência administrativa tem mais peso eleitoral, já que Pawlenty vem de um estado menor. Entre os atuais pré-candidatos republicanos, é considerado o mais forte, dependendo da ex-governadora do Alasca Sarah Paulin, que promete decidir se concorre até setembro.

Sem alternativa a não ser se endividar numa campanha com escassa perspectiva de sucesso, Pawlenty desistiu.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Governador do Texas lança candidatura à Casa Branca

O governador do Texas, Rick Perry, um dos favoritos da direita religiosa, lança neste sábado sua campanha para obter a candidatura da oposição republicana à Presidência dos Estados Unidos, informou hoje a rede de televisão americana CNN.

Sem ser candidato, Perry já o segundo entre os republicanos na corrida à Casa Branca. Está atrás apenas do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, considerado liberal demais pela ala mais radical do partido, o movimento Festa do Chá, que não teria problemas em abraçar o governador texano. A questão é até onde sua religiosidade atrapalha numa disputa que será decidida pelo eleitorado independente.

No patético debate entre aspirantes à candidatura do Partido Republicano promovido hoje à noite pela TV Fox, a deputada Michele Bachmann defendeu sua decisão de votar contra a elevação do teto da dívida pública dos EUA. É de uma total irresponsabilidade. O país tem contratos a cumprir e uma longa tradição de honrá-los.

Um calote, ainda que parcial, seria devastador para a economia dos EUA, com reflexos no mundo inteiro. Bachmann não entende o mundo além de sua visão radical da direita religiosa.

Apesar da impopularidade do presidente Barack Obama, ainda não surgiu um nome forte capaz de aproveitar o desemprego elevado e se beneficiar com a insatisfação alimentada pela crise econômica. Até hoje, nenhum presidente se reelegeu com taxa de desemprego superior a 7,2%.

O desemprego está hoje em 9,1%. Com a virtual estagnação e possível volta da recessão, dificilmente o mercado de trabalho terá uma recuperação forte até as eleições de novembro de 2012 para a Casa Branca e o Congresso.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Obama lidera contra qualquer republicano

Apesar da crise econômica e do desemprego de 9,1% da população economicamente ativa nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama venceria hoje qualquer um de seus potenciais adversários do Partido Republicano na eleição presidencial de 2012, indica uma pesquisa do Instituto Marista para a companhia jornalística McClatchy Newspapers.

Só 36% dos 801 eleitores americanos ouvidos entre 15 e 23 de junho garantiram já ter definido sua opção por Obama na corrida à Casa Branca.

Cerca de 43% disseram já ter decidido votar contra o presidente, sendo 43% dos independentes, 10% dos democratas e 85% entre os republicanos.

Contra o atual favorito entre os republicanos, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, Obama ganharia por 46%-42%.

Se o adversário fosse o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, o presidente levaria por 48%-41%. A nova queridinha do movimento radical de direita Festa do Chá, a deputada Michele Bachmann, perderia por 49%-37%.

A pior derrota seria da ex-governadora do Alasca Sarah Palin, candidata a vice na chapa de John McCain em 2008. Extremamente popular entre o eleitorado conservador, ela é considerada incapaz de governar pela maioria, o que daria uma ampla vitória a Obama por 56%-30%.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Bachmann e família receberam dinheiro público

Ao contrário do que prega nos palanques, a deputada federal e aspirante à candidatura do Partido Republicano à Casa Branca em 2012 Michele Bachmann, uma das líderes do movimento radical de direita Festa do Chá, recebeu ajuda com dinheiro público.

No momento em que seus partidários festejam sua ascensão nas pesquisas - no estado de Iowa, ela teria 22% das preferências do eleitorado republicano contra 23% para o ex-governador Mitt Romney - as investigações jornalísticas começam a apontar suas contradições.

O jornal Los Angeles Times revelou que o marido de Bachmann, que é psicólogo, ganhou US$ 30 mil em empréstimos dos governos federal e estadual de Minnesotta. Isso contraria a posição da deputada em relação à reforma da saúde pública do governo Barack Obama, que ela e seus aliados da Festa do Chá acusam de "socializar a medicina".

Grande crítica dos subsídios agrícolas, Bachmann negou ter se beneficiado da ajuda concedida a propriedades de sua família, no valor total de US$ 280 mil entre 1995 e 2008. Mas recebeu dividendos de US$ 32 mil a US$ 102 mil só entre 2006 e 2009.

Apesar de sua hostilidade ao programa de incentivo à retomada do crescimento no valor de US$ 787 bilhões aprovado no início do governo Obama, que descreveu como "um programa de estímulo fracassado feito com dinheiro emprestado", a deputada pediu que milhões de dólares fossem destinados a  projetos de infraestrutura em Minnesotta, o estado que representa em Washington.

Ela é apontada como a nova Sarah Palin e é exatamente isso: uma mulher bonita e simpática, com grande apelo midiático mas pobre de ideias, com um discurso ideológico que não resiste ao teste da realidade.