O general Abdel Fattah al-Sissi, líder do golpe de Estado que depôs o presidente islamita Mohamed Mursi em 3 de julho de 2013, deve deixar o comando supremo das Forças Armadas nos próximos dias para se candidatar à Presidência do Egito, revelou hoje o jornal árabe editado em Londres Al Hayat (A Vida). A eleição, ainda não convocada, deve ser realizada em março acrescentou o jornal.
A decisão teria sido tomada "à luz da grande demanda popular, além dos sinais de aprovação no mundo árabe, especialmente no Golfo Pérsico" e de pesar as "reações ocidentais, sobretudo dos Estados Unidos", declarou uma fonte não identificada.
No Norte do Egito, a polícia prendeu nove suspeitos de terrorismo numa grande operação para impedir atentados a partir de 25 de janeiro, aniversário do início da revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak (1981-2011) em 11 de fevereiro de 2011.
Na prática, a eleição de um general representa a volta do regime militar que governou o Egito desde que a Revolução dos Coronéis derrubou a monarquia, em 1952.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Bachmann faz "terrorismo psicológico" com vacina
NOVA YORK - A líder da
bancada do movimento ultrarradical de direita Festa do Chá na Câmara dos
Representantes dos Estados Unidos, deputada Michele Bachmann, está fazendo
"terrorismo psicológico" contra uma vacinação em massa ordenada pelo
governo do Texas, Rick Perry, numa tentativa de salvar sua campanha para ser
candidata da oposição republicana à Casa Branca em 2012.
Com a entrada de Perry, um
cristão ultraconservador, na disputa, Bachmann perdeu apoio junto a essa
parcela do eleitorado. Sua candidatura está à beira do colapso. Vários
assessores importantes já a deixaram.
No último debate entre os
oito aspirantes republicanos, há dois dias, Bachmann denunciou uma campanha de vacinação em
massa de meninas de 12 anos contra o HPV (vírus do papiloma humana), um dos
principais causadores de câncer no aparelho sexual.
A deputada considerou a obrigatoriedade uma agressão à liberdade individual. Disse ainda que há casos de retardo mental e autismo causados pela vacina.
A deputada considerou a obrigatoriedade uma agressão à liberdade individual. Disse ainda que há casos de retardo mental e autismo causados pela vacina.
Ontem, a revista Time
acusou-a de ignorância e irresponsabilidade, tentando criar uma polêmica com
falsas alegações. Mas Perry, considerado o grande perdedor do debate por ter
recebido ataques de todos os seus adversários dentro do partido, foi
prejudicado. A empresa fabricante da vacina é uma das grandes financiadoras de
suas campanhas eleitorais, como informa o jornal The
Washington Post.
domingo, 25 de maio de 2008
Líbano elege novo presidente após seis meses
Na 20º tentativa, o Congresso do Líbano elegeu hoje o comandante do Exército, general Michel Suleiman, para a Presidência do país, que estava vaga há seis meses por falta de entendimento entre o governo e a oposição. A eleição é fruto do Acordo de Doha, mediado pela Liga Árabe.
Pelo acordo, além da eleição presidencial, governo e oposição se comprometeram a formar um governo de união nacional e a não usar a força na solução de conflitos internos.
"Precisamos fortalecer as instituições nacionais, ter objetivos comuns que garantam o futuro desta nação e de seu povo", declarou Suleiman no discurso da vitória. "O Líbano é o local de um cruzamento de civilizações. Isto deve nos motivar a resolver nossos problemas políticos e econômicos para que o Líbano possa voltar ao mapa do mundo."
O general Michel Suleiman, de 49 anos, surgiu como nome de consenso porque talvez o Exército seja hoje a única instituição nacional no Líbano.
Pelo acordo, além da eleição presidencial, governo e oposição se comprometeram a formar um governo de união nacional e a não usar a força na solução de conflitos internos.
"Precisamos fortalecer as instituições nacionais, ter objetivos comuns que garantam o futuro desta nação e de seu povo", declarou Suleiman no discurso da vitória. "O Líbano é o local de um cruzamento de civilizações. Isto deve nos motivar a resolver nossos problemas políticos e econômicos para que o Líbano possa voltar ao mapa do mundo."
O general Michel Suleiman, de 49 anos, surgiu como nome de consenso porque talvez o Exército seja hoje a única instituição nacional no Líbano.
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