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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Romney não será candidato à Casa Branca em 2016

O ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, candidato do Partido Republicano derrotado na eleição presidencial de 2012 nos Estados Unidos, não vai concorrer à Casa em 2016.

"Depois de pensar seriamente em concorrer mais uma vez à Presidência, decidi que é melhor dar a outros líderes do partido a oportunidade de se tornar nosso candidato", diz o texto de um discurso preparado para um encontro com possíveis doadores da campanha.

Romney perdeu a candidatura republicana para o senador John McCain e concorreu na última eleição. Ambos foram derrotados pelo presidente Barack Obama.

Vários republicanos já manifestaram a intenção de concorrer à Casa Branca, como os ultradireitistas Rand Paul e Ted Cruz, e o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho do ex-presidente George Herbert Walker Bush e irmão do ex-presidente George Walker Bush. Jeb representa a ala moderada do partido, o que pode lhe criar sérios problemas nas eleições primárias republicanas.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Obama bate promessas eleitorais dos adversários republicanos

Apesar do crescimento em ritmo de 5% ao ano e da queda do desemprego para 5,8% depois da pior crise econômica desde a Grande Depressão, o Partido Democrata perdeu as eleições intermediárias de 4 de novembro de 2014. A partir de janeiro, terá minoria nas duas casas do Congresso dos Estados Unidos. Mas o presidente Barack Obama bateu várias promessas eleitorais de seus adversários do Partido Republicano, constatou o jornalista Steve Benen, no Maddowblog.

Durante a campanha de 2012, Mitt Romney, o candidato derrotado prometia que, se fosse eleito, sua política econômica reduziria o desemprego para menos de 6% até 2016. Com Obama, os EUA chegaram lá dois anos antes.

O ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, vencido por Romney nas eleições primárias do Partido Republicano, acenava com outra ameaça: se Obama fosse reeleito, o galão (3,785 litros) de gasolina subiria para US$ 10, enquanto sob Gingrich baixaria para US$ 2,50. O preço médio do galão está em US$ 2,38.

Com cortes de impostos de trilhões de dólares, o ex-governador Tim Pawlenty pretendia elevar a taxa de crescimento para 5% ao ano. O atual presidente aumentou impostos para os ricos e os EUA estão crescendo 5% ao ano.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Nate Silver lança Manifesto do Jornalismo de Dados

Depois de prever com sucesso o resultado da eleição presidencial de 2012 nos Estados Unidos em todos os estados com base num modelo matemático, o matemático Nate Silver defende a ideia de um jornalismo de dados, em que a análise estatística se torne um instrumento fundamental da reportagem.

Enquanto alguns comentaristas, sobretudo conservadores, previam a vitória do republicano Mitt Romney, Silver cravou a vitória de Barack Obama, batendo, na prática, todas as especulações do jornalismo tradicional, inclusive nos estados onde a eleição parecia indefinida. A mesma metodologia, entende o estatístico, pode ser usada na cobertura de economia, esportes, ciência e da vida cotidiana.

Nesta semana, Silver lançou o Manifesto do Jornalismo de Dados em seu sítio fivethirtyeight.com (538 é o número de votos do Colégio Eleitoral que elege o presidente americano). Ele observa que "a maioria dos alunos de jornalismo e comunicação social tem nota acima da média em redação e intrerpretação de textos, mas fica abaixo da média em matemática". Quem é bom em matemática geralmente vai para engenharia, ciências exatas, economia e finanças, outras carreiras.

É um problema, raciocina o matemático. Mais de 80% dos americanos se informa através do jornalismo, enquanto apenas 25% estão matriculados em algum curso regular. A qualidade da informação jornalística é importante.

Silver acredita que "o grande volume de dados ainda não se traduziu em ganhos generalizados nas condições econômicas, no bem-estar social e nem mesmo no crescimento tecnológico". Não é um problema só do jornalismo, mas também da ciência, do governo, da academia e do setor privado.

Na sua opinião, o jornalismo cria uma oportunidade imediata. O primeiro passo da investigação jornalística é coletar dados, indícios e provas. No jornalismo tradicional, isso combina uma série de entrevistas, leitura e análise de documentos, além da observação pessoal do repórter. No jornalismo de dados, também haveria coleta de dados via Internet, pesquisas de opinião e experiências práticas.

A segunda etapa é a organização das informações a serem apresentadas a leitores, ouvintes e telespectadores. Normalmente os jornalistas usam o estilo chamado de pirâmide invertida, do mais importante para o menos importante, e às vezes o estilo cronológico para ser mais didático ao reconstruir uma história, mas têm toda a liberdade para para escreverem como quiserem. O jornalismo de dados acrescentaria gráficos e tabelas para ajudar na análise quantitativa.

Na terceira etapa, o jornalista tenta explicar e interpretar os fatos que são notícia. Silver argumenta que os jornalistas tradicionais são muito bons para apurar notícias e contar histórias, mas suas explanações muitas vezes são baseados em instintos ou achismo sem base nos dados e, portanto, na realidade.

Uma interpretação só sobrevive ao teste da objetividade se puder apresentar relações de causa e efeito comprováveis além da subjetividade. Caso contrário, o jornalismo opinativo vira mero opinionismo. As previsões viram jogos de palavras que exigem pouco esforço e não são cobradas por editores e pela opinião pública.

O maior defeito do jornalismo, adverte o estatístico, é saltar à frente dos fatos e chegar a grandes conclusões baseadas em indícios frágeis. Ele admite que raramente dará furos. Sacrifica a velocidade em nome da precisão.

Por tudo isso, argumenta Silver, uma abordagem mais sustentada por dados ajuda no que ele chama de quarta etapa da produção jornalística, chegar a generalizações e conclusões. A generalização é um aspecto central da ciência: uma hipótese pode ser testada por experiências e previsões.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

TVs anunciam vitória de Obama

Com a vitória do presidente Barack Obama no estado-chave de Ohio, a Fox News e a CNN acabam de declarar que ele está reeleito para mais um mandato quatro anos na Presidência dos Estados Unidos.

Apesar de enfrentar a pior crise econômica desde a Grande Depressão, com desemprego de 7,9%, contra uma campanha pesada financiada por bilionários através dos chamados supercomitês de ação política e o racismo de parte da sociedade americana, o presidente negro consegue se reeleger.

O movimento radical de direita Festa do Chá, que cresceu com a vitória republicana nas eleições intermediárias de 2010, foi amplamente derrotado. Seus candidatos perderam as disputas para o Senado e o candidato republicano a vice-presidente, deputado Paul Ryan, não conseguiu levar a chapa à vitória no seu estado, Wisconsin.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Obama será reeleito, afirma blogueiro do NYT

O presidente Barack Obama foi reeleito hoje nos Estados Unidos, afirma o blogue do jornalista do jornal The New York Times Nate Silver, fivethirtyeight, 538, o número de delegados do Colégio Eleitoral.

Por sua análise das pesquisas por estado, Silver concluiu, antes mesmo da abertura das urnas, que Obama tem 92% de chance de ser eleito.

Voto antecipado gera confusão em Ohio e na Flórida

A votação para presidente dos Estados Unidos começa daqui a 10 minutos no estado de Novo Hampshire, no Nordeste do país, às 2h da madrugada pelo horário de Brasília. Como é um dia normal de trabalho, foi possível votar antecipadamente, mas houve grande confusão nos estados da Flórida e de Ohio, considerados decisivos.

Eleitores da Flórida fazem fila para voto antecipado
Cerca de 31 milhões dos 207 milhões de eleitores americanos votaram antecipdamente. Na Flórida, o governador Rick Scott se negou a prorrogar o prazo da votação antecipada, apesar dos protestos de quem esperou oito a nove horas na fila e de seus antecessores republicanos.

Em Miami, onde gente que entrou na fila no sábado só conseguiu votar na madrugada de domingo, houve tumulto quando o prefeito Carlos Gimenez mandou fechar a zona eleitoral quando ainda havia 180 pessoas na fila. A multidão bateu na porta da seção até que ela fosse reaberta, aos gritos de: "Queremos votar!"

Em Ohio, havia filas de duas horas para votar, mas a repórter do Huffington Post não viu eleitores desistindo.

Também haverá eleições dos 435 deputados da Câmara de Representantes e um terço (33 cadeiras) do Senado. O Partido Republicano deve manter a maioria na Câmara e o Partido Democrata no Senado.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Advogados dos partidos preparam batalha pelos votos

Com uma eleição presidencial disputadíssima, os advogados dos dois grandes partidos dos Estados Unidos se preparam para batalhas judiciais até o último voto. Desde o início do ano passado, 23 governadores estaduais sancionaram leis que restringem o direito ao voto, informa a revista The New Republic.

A principal exigência pode parecer até estranha para um brasileiro. Em vários estados, só vota quem apresentar um documento oficial com foto. Como os EUA são uma sociedade liberal, seus cidadãos não são obrigados a portar identidade. Tiram documentos quando precisam deles, como carteira de motorista e passaporte.

Um estudo do Centro Brennan, da Universidade de Nova York, indica que 25% dos negros, 16% dos latinos e 8% dos brancos não têm documentos emitidos pelo governo. A exigência, então, prejudica o voto das minorias, que tendem a votar mais em democratas do que em republicanos.

O estado mais rigoroso é o Kansas, ultraconservador, parte do chamado Cinturão da Bíblia. Lá, Obama não tem chance. Mas é em estados-chaves como Ohio, o grande campo de batalha desta eleição, em que essas manobras podem ser decisivas. É o estado que mais recebeu visitas de candidatos nesta eleição: 83, ao todo.

Nenhum republicano chegou à Casa Branca até hoje sem ganhar em Ohio. Desde 1964, o vencedor no estado vira presidente.

Em 2004, o então presidente George W. Bush ganhou a eleição na onda de solidariedade e união nacional que se seguiu aos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, mas, para isso, precisava de Ohio. O então secretário de Estado do governo estadual, Ken Blackwell, rejeitou pilhas de registros eleitorais. Em algumas zonas eleitorais, faltaram máquinas de votação. Os eleitores tiveram de esperar horas na fila.

A demora em votar, usada sobretudo para afastar negros e latinos das urnas, é um sintoma da deterioração da democracia americana.

O maior problema foi a eleição de Bush em 2000, quando ele perdeu no voto popular para o presidente Al Gore, mas ganhou no Colégio Eleitoral por causa da Flórida, onde seu irmão Jeb Bush era governador. A secretária de Estado da Flórida, que presidiu a eleição no estado, chefiou a campanha de W.

Houve o famoso voto-borboleta, onde nomes apareciam dos dois lados da cédula, confundindo o eleitor, e um longo debate sobre votos dados mecanicamente em que a cédula não estaria claramente perfurada.

A vitória de Bush só foi confirmada quando a Suprema Corte mandou a Flórida suspender uma recontagem geral dos votos ordenada pelo Tribunal de Justiça do Estado. O presidente que deixava o cargo, Bill Clinton, chegou a ironizar em campanhas posteriores: "Aqui as eleições são diferentes. Eles contam todos os votos".

Uma segunda vitória de um presidente no Colégio Eleitoral sem respaldo no voto popular reacenderia a discussão sobre a necessidade e a conveniência de reformar a Constituição para eleger diretamente o presidente. Mas isso exige dois terços dos votos nas duas câmaras do Congresso e a ratificação por 75% dos estados - e o atual sistema dá grande poder aos pequenos estados.

Obama lidera pesquisa do centro Pew

Uma nova sondagem do Centro de Pesquisas Pew dá três pontos percentuais de vantagem ao presidente Barack Obama na luta pela reeleição contra o ex-governador Mitt Romney. Obama tem 48% das preferências e Romney, 45% para a eleição presidencial desta terça-feira nos Estados Unidos.

Há menos de uma semana, os dois estavam empatados em 47%. Cerca de 69% dos que pretendem votar aprovaram a ação rápida do presidente para socorrer as vítimas da supertempestade Sandy. Entre estes, 63% são eleitores independentes, não filiados a nenhum partido.

Última pesquisa Post-ABC dá vantagem a Obama

Na véspera da eleição nos Estados Unidos, a última pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de televisão ABC dá ao presidente Barack Obama 50% das preferências contra 47% para o ex-governador Mitt Romney. Mas, como o resultado está dentro da margem de erro da pesquisa, de 2,5 pontos percentuais, isso significa um empate técnico.

Apesar da disputa apertada, 55% dos 2.345 prováveis eleitores ouvidos no último fim de semana esperam a reeleição do presidente, enquanto 35% acreditam na vitória de Romney.

Desde o início da pesquisa, em julho, nenhum candidato superou os 50% nem caiu abaixo de 46%.

domingo, 4 de novembro de 2012

Pesquisa WSJ-NBC dá 48% a 47% para Obama

A dois dias de uma das eleições presidenciais mais disputadas da História dos Estados Unidos, os dois principais candidatos à Casa Branca está tecnicamente empatados. Na pesquisa encomendada pelo jornal The Wall St. Journal e a rede de televisão ABC, o presidente Barack Obama tem 48% das preferências de prováveis eleitores e o desafiante Mitt Romney, 47%.

Ambos estão envolvidos em campanhas frenéticas nesta reta final. Como o voto não é obrigatório nos EUA, uma preocupação é mobilizar seu próprio eleitorado. Obama tem uma ligeira vantagem nos estados-chaves para a vitória no Colégio Eleitoral, mas isso depende do comparecimento às urnas.

sábado, 3 de novembro de 2012

Obama mantém vantagem na Flórida e em Ohio

A três dias da eleição presidencial nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama leva vantagem nos estados decisivos da Flórida e de Ohio, indica uma pesquisa do Instituto Marista para o jornal The Wall St. Journal e a rede de televisão NBC.

Na Flórida, o maior dos estados onde o resultado ainda está indefinido, a vantagem do presidente, de 49% a 47%, está dentro da margem de erro da pesquisa. Em Romney, onde o ex-governador Mitt Romney precisa vencer, Obama tem 51% a 45%.

Em política externa, os eleitores da Flórida preferem o presidente por 50% a 44%. Na delicada questão do Medicare, o programa de saúde para idosos, a vantagem é de 51% a 43%. Muitos aposentados se mudam para os estados do Sul para fugir do frio na velhice, então o tema é importante.

Em outras pesquisas, o presidente vence também nos estados-chaves de Iowa, Nevada, Novo Hampshire e Wisconsin.

Nenhum republicano conquistou a Casa Branca sem ganhar em Ohio. Pelo mapa eleitoral do jornal The New York Times, o presidente já teria 243 dos 270 votos necessários no Colégio Eleitoral para ser reeleito . Romney teria 206 votos. Esses números somam os estados onde a vitória é certo com aqueles onde um candidato leva nítida vantagem nas pesquisas.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

EUA ganharam 171 mil empregos em outubro

A economia dos Estados Unidos criou 171 mil empregos a mais do que fechou em outubro de 2012, acima da expectativa dos analistas, que era de um saldo de 125 mil vagas, informou hoje o Departamento do Trabalho. Os números de agosto e setembro foram revisados para cima, indicando um ganho adicional de 84 mil contratações.

Apesar da alta de 16% em relação a setembro, a taxa de desemprego, calculada em outra pesquisa, subiu de 7,8% para 7,9%. É um sinal de aumento do número de pessoas em busca de trabalho, como destacou o jornal The Washington Post.

O relatório de emprego é a última divulgação de dados econômicos importantes antes das eleições presidencial e parlamentares de 6 de novembro. Aponta uma lenta recuperação da maior economia do mundo, com melhoria em todos os setores, menos no setor governamental.

"De modo geral, o relatório mostra que as coisas estão melhores do que esperávamos e certamente melhor do que pensávamos poucos meses atrás", observou o economista Paul Dales, analista sênior da empresa Capital Economics, citado pelo jornal The New York Times.

Tanto o presidente Barack Obama quanto o desafiante Mitt Romney deram interpretações favoráveis a seus discursos de campanha. Obama afirmou que os números confirmam a recuperação da economia e que os EUA criaram 5,5 milhões de empregos durante seu governo. Lembrou ainda que foi a maior quantidade de empregos gerados em oito meses.

Por outro lado, o ex-governador de Massachusetts alegou que a economia americana está estagnada e que faltam 24 milhões de empregos. Na verdade, com a Grande Recessão (2008-9), cerca de 15 milhões de pessoas perderam o emprego nos EUA.

Então, ainda falta muita gente para a retomada do nível de emprego anterior à crise, mas Romney infla sua conta ao incluir desempregados de longo prazo que já estavam fora do mercado de trabalho antes do agravamento da situação, com a falência do banco Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008.

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, nenhum presidente se reelegeu com índice de desemprego acima de 7,2%, mas está é a pior crise desde a Grande Depressão (1929-39).

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Setor privado tem saldo de 158 mil empregos nos EUA

As empresas privadas dos Estados Unidos criaram 158 mil vagas de emprego a mais do que fecharam em outubro, estimou hoje a empresa de recursos humanos ADP, maior processadora de folhas de pagamento do país.

Na semana passada, o número de novos pedidos de seguro-desemprego caiu 9 mil para 363 mil.

O relatório oficial de emprego será divulgado amanhã. Um aumento significativo na abertura de postos de trabalho favorece o presidente Barack Obama, que disputa a reeleição daqui a cinco dias. Seu adversário, o ex-governador Mitt Romney, vai alegar que a situação poderia estar muito melhor.

A taxa de desemprego está em 7,8%. Depois da Segunda Guerra Mundial, nenhum presidente se reelegeu com o índice acima de 7,2%.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Propaganda de Romney irrita GM e Ford

Um anúncio da campanha presidencial de Mitt Romney irritou a General Motors e a Chrysler, ao sugerir que as duas fábricas de automóveis salvas pelo governo Barack Obama durante a Grande Recessão de 2008-9 estão exportando empregos, ou seja, transferindo parte de sua produção para fora dos Estados Unidos.

Em entrevista ao jornal Detroit Free Press, o porta-voz da GM, Greg Martin, chamou o anúncio de "cínico" e "enganoso": "Entramos claramente num universo paralelo nestes últimos dias. Nenhuma campanha eleitoral, por mais cínica que seja, vai diminuir nosso histórico de gerar empregos nos EUA e repatriar os lucros de nossas operações no exterior".


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Pesquisa ABC-Washington Post dá empate em 49%

A última pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de televisão ABC sobre a eleição presidencial de 6 de novembro de 2012 deu empate entre o presidente Barack Obama e o desafiante Mitt Romney em 49%.

Emenda propõe bônus pelo voto popular nos EUA

Uma proposta de emenda constitucional de um deputado do Partido Democrata quer dar um bônus de 29 votos no Colégio Eleitoral para o candidato que vencer a eleição presidencial dos Estados Unidos no voto popular.

Ao contrário que muita gente pensa, a eleição presidencial americana não é direta. O vencedor em cada estado leva todos os delegados daquele estado num Colégio Eleitoral de 538 membros que dá o voto final.

Como a democracia era novidade e temiam-se os riscos de que o voto popular levasse ao poder um presidente desqualificado, os fundadores incluíram este colégio na Constituição dos EUA para avalizar a eleição do presidente. O sistema nunca mudou porque nunca houve uma ruptura institucional.

Para mudar a Constituição, são necessários dois terços dos votos na Câmara e no Senado e a aprovação de 75% dos estados, já que o país é uma federação. Esse sistema dá uma força relativamente maior aos estados menores.

Até a eleição de Jimmy Carter, em 1976, a eleição era disputada em pelo menos 40 estados. Com a cristalização ideológica acontecida desde que Ronald Reagan atraiu a direita religiosa para o Partido Republicano, desde então os democratas tendem a ganhar nos estados da costa Oeste (Califórnia, Oregon e Washington) e na região Nordeste, de Nova York, Washington e da Nova Inglaterra até os Grandes Lagos, a parte mais cosmopolita e mais aberta para o mundo. O Partido Republicano é mais forte no Centro-Sul.

Nesta eleição, os estados-pêndulo, que podem ir para qualquer lado, os estados-chaves são apenas : Colorado, Flórida, Iowa, Ohio, Novo Hampshire, Virgínia e Wisconsin. A reta final da campanha se concentra nestes estados.

Para mudar esta realidade, o deputado federal nova-iorquino Steve Israel, coordenador da campanha democrata à Câmara, quer dar 29 votos a mais no Colégio Eleitoral ao vencedor no voto popular: "Os estados-pêndulo manteriam sua importância, mas os 29 delegados a mais mudaria fundamentalmente o foco das campanhas. Os candidatos se empenhariam em conquistar votos tanto nos estados onde não têm chance de ganhar como nos onde não têm chance de perder." 

sábado, 27 de outubro de 2012

Obama ganha por 54% a 39% no voto antecipado

Cerca de 18% dos eleitores inscritos para votar nas eleições de 6 de novembro nos Estados Unidos já o fizeram. A apuração só será realizada quando as urnas forem fechadas, daqui a dez anos, mas uma pesquisa de boca de urna do instituto Ipsos para a agência de notícias Reuters indica uma vantagem inicial de 54% a 39% para o presidente Barack Obama sobre o ex-governador Mitt Romney.

Obama tem vantagem no estado-chave da Virgínia

A dez dias da eleição nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama tem uma vantagem de quatro pontos percentuais no estado da Virgínia, um dos chamados "campos de batalha" em que será decidida a disputa com o ex-governador Mitt Romney.

Na Virgínia, Obama lidera por 51% a 47%, mas perdeu a ampla vantagem que tinha até meados de setembro, de 52% a 44% na pesquisa do jornal the Washington Post e da rede de televisão ABC.

A pesquisa nacional Post-ABC dá uma pequena vantagem de 49% a 48% para Romney. Como a eleição presidencial nos EUA é decidida por um Colégio Eleitoral onde votam delegados eleitos pelo partido vencedor em cada estado, as atenções se voltam para as disputas nos estados-chaves, aqueles onde o resultado está indefinido.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Economia dos EUA cresce em ritmo de 2% ao ano

A economia dos Estados Unidos cresceu no terceiro trimestre de 2012 num ritmo de 2% ao ano, anunciou hoje o Departamento do Comércio. É mais do que a expectativa de expansão do Brasil neste ano, que está em 1,54% e uma boa notícia para o presidente Barack Obama, a nove dias da eleição presidencial.

Foi a mesma taxa do primeiro trimestre do ano. No segundo, o ritmo caiu para 1,3%, levando a Reserva Federal (Fed), o banco central americano, a lançar seu terceiro programa de compra de títulos para jogar mais dinheiro mercado.

O consumo doméstico também avançou numa taxa anualizada de 2% e o investimento no setor habitacional em 14,4%, acima dos 8,5% do segundo trimestre.

A boa notícia chega no momento em que as empresas dos EUA estão cortando gastos para se preparar para o chamado "abismo fiscal ". Em janeiro, terminam as reduções de impostos da era Bush e, como não houve acordo entre o governo e a oposição para diminuir o déficit orçamentário, entram em vigor automaticamente cortes nos gastos públicos.

Estas duas medidas ameaçam tirar ainda mais dinheiro da economia, daí a expressão "abismo fiscal".

Em comício em Ohio, o ex-governador Mitt Romney, candidato do Partido Republicano, ignorou o aumento do produto interno bruto e acusou o governo Obama de destruir empregos e o sistema de saúde pública, e de endividar o país em mais US$ 6 trilhões.

É um discurso oportunista, que ignora o passivo da era George W. Bush (2001-9) e joga todos os problemas na conta do atual presidente, mas aparentemente está colando. As pesquisas começam a dar vantagem a Romney e a disputa nos estados-chaves está ficando mais apertada.

Romney chega pela primeira vez a 50% em pesquisa

O ex-governador Mitt Romney abriu uma vantagem de três pontos percentuais sobre o presidente Barack Obama e pela primeira vez chegou a 50% na pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de televisão ABC sobre a eleição de 6 de novembro de 2012 nos Estados Unidos.

É a primeira vantagem do candidato do Partido Republicano. Como gestor da economia, 52% disseram ter mais confiança em Romney contra 43% que preferiram o presidente. Em política externa, apesar de suposta vitória no debate sobre o tema, Obama não leva vantagem.

Há também uma questão racial. Entre o eleitorado branco masculino, Obama está muito aquém da votação de 2008.

Romney ganhou votos ao se apresentar nos três debates como um candidato moderado, defensor dos direitos da classe média e das pequenas empresas, que não vai entrar em guerra, quando Obama tentava apresentá-lo como um radical de direita refém do movimento Festa do Chá. Essa linha de ataque teria sido sugerida pelo ex-presidente Bill Clinton.

Talvez, como observou um comentarista do New York Times, fosse mais inteligente alegar que Romney é um oportunista disposto a dizer qualquer coisa para chegar lá.