O ex-governador Mitt Romney abriu uma vantagem de três pontos percentuais sobre o presidente Barack Obama e pela primeira vez chegou a 50% na pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de televisão ABC sobre a eleição de 6 de novembro de 2012 nos Estados Unidos.
É a primeira vantagem do candidato do Partido Republicano. Como gestor da economia, 52% disseram ter mais confiança em Romney contra 43% que preferiram o presidente. Em política externa, apesar de suposta vitória no debate sobre o tema, Obama não leva vantagem.
Há também uma questão racial. Entre o eleitorado branco masculino, Obama está muito aquém da votação de 2008.
Romney ganhou votos ao se apresentar nos três debates como um candidato moderado, defensor dos direitos da classe média e das pequenas empresas, que não vai entrar em guerra, quando Obama tentava apresentá-lo como um radical de direita refém do movimento Festa do Chá. Essa linha de ataque teria sido sugerida pelo ex-presidente Bill Clinton.
Talvez, como observou um comentarista do New York Times, fosse mais inteligente alegar que Romney é um oportunista disposto a dizer qualquer coisa para chegar lá.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 26 de outubro de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Suprema Corte suspende multas a TV por indecência
Por unanimidade, a Suprema Corte dos Estados Unidos cancelou as multas impostas pelo governo a televisões por mostrarem imagens de nudez e obscenidades, sob a alegação de que o órgão regulador, a Comissão Federal de Comunicações, não advertiu claramente as empresas de que estavam sujeitas a punições duras.
Num dos casos levados ao supremo tribunal dos EUA, o grupo Disney, dono da rede de televisão ABC, contesta uma multa de US$ 1,4 milhão por mostrar a bunda da atriz Charlotte Ross num episódio da série NYPD Blue, em 2003. A ABC argumentou que não houve nu frontal e a bunda não é um "órgão sexual".
A Fox foi multada porque as cantoras Cher e Nicole Richie disseram palavrões ao apresentar os prêmios de música da revista Billboard.
No fim de um voto de 18 páginas, o ministro relator, Anthony Kennedy, observa que "a CFC é livre para mudar sua política atual sobre indecência". Os juízes não examinaram a questão sob a ótica da Emenda nº 1 da Constituição dos EUA, que garante plena liberdade de expressão, proibindo a censura.
O presidente da comissão, Julius Genachowski, declarou que a agência reguladora está examinando a decisão e reafirmou o compromisso de continuar cumprindo a missão que lhe foi dada pelo Congresso para proteger os telespectadores jovens respeitando a Primeira Emenda.
Num dos casos levados ao supremo tribunal dos EUA, o grupo Disney, dono da rede de televisão ABC, contesta uma multa de US$ 1,4 milhão por mostrar a bunda da atriz Charlotte Ross num episódio da série NYPD Blue, em 2003. A ABC argumentou que não houve nu frontal e a bunda não é um "órgão sexual".
A Fox foi multada porque as cantoras Cher e Nicole Richie disseram palavrões ao apresentar os prêmios de música da revista Billboard.
No fim de um voto de 18 páginas, o ministro relator, Anthony Kennedy, observa que "a CFC é livre para mudar sua política atual sobre indecência". Os juízes não examinaram a questão sob a ótica da Emenda nº 1 da Constituição dos EUA, que garante plena liberdade de expressão, proibindo a censura.
O presidente da comissão, Julius Genachowski, declarou que a agência reguladora está examinando a decisão e reafirmou o compromisso de continuar cumprindo a missão que lhe foi dada pelo Congresso para proteger os telespectadores jovens respeitando a Primeira Emenda.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
ABC descobre prisão clandestina da CIA
A rede de televisão americana ABC anunciou a descoberta de uma prisão clandestina da CIA, a agência de espionagem dos Estados Unidos, num centro de equitação em Antivilai, no país báltico.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Três em 10 americanos admitem serem racistas
De cada dez americanos, três admitem ter preconceito racial, revela uma pesquisa da rede de televisão ABC e do jornal The Washington Post.
A pesquisa tem um significado especial porque, pela primeira vez, um grande partido apresenta um candidato negro com condições reais de chegar à Presidência dos Estados Unidos, o senador Barack.
Mais da metade dos americanos acha que as relações raciais são boas no país e 90% declaram estar preparados para aceitar um presidente negro. Mas mais da metade dos brancos considerada Obama na Casa Branca uma opção arriscada.
A pesquisa tem um significado especial porque, pela primeira vez, um grande partido apresenta um candidato negro com condições reais de chegar à Presidência dos Estados Unidos, o senador Barack.
Mais da metade dos americanos acha que as relações raciais são boas no país e 90% declaram estar preparados para aceitar um presidente negro. Mas mais da metade dos brancos considerada Obama na Casa Branca uma opção arriscada.
segunda-feira, 19 de março de 2007
82% dos iraquianos não confiam nos invasores
Só 18% dos iraquianos confia nas forças da aliança liderada pelos Estados Unidos que invadiu seu país há quatro anos, indica uma pesquisa realizada pelo jornalo americano USA Today, a rede de televisão americana ABC, a TV pública britânica BBC e a TV alemã ARD. No Norte do país, a confiança chega a 46%, enquanto na capital, Bagdá, quase sem 100% não acreditam nas tropas estrangeiras.
A maioria acredita que a presença militar estrangeira aumenta a insegurança no Iraque mas apenas um terço quer a retirada imediata da coalizão anglo-americana; 86% temem ser atingidos diretamente pela violência.
Nos EUA, só 32% apóiam a guerra no Iraque, indicou pesquisa divulgada pela rede de TV CNN, em contraste com quatro anos atrás, quando quase três quartos da população americana apoiavam a invasão.
A maioria acredita que a presença militar estrangeira aumenta a insegurança no Iraque mas apenas um terço quer a retirada imediata da coalizão anglo-americana; 86% temem ser atingidos diretamente pela violência.
Nos EUA, só 32% apóiam a guerra no Iraque, indicou pesquisa divulgada pela rede de TV CNN, em contraste com quatro anos atrás, quando quase três quartos da população americana apoiavam a invasão.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Obama supera Hillary entre negros americanos
Sem um candidato forte da Casa Branca por causa do fracasso da guerra no Iraque, a campanha para a eleição presidencial de 2008 está nas ruas dos Estados Unidos e é especialmente feroz entre a oposição democrata. A senadora e ex-primeira dama Hillary Clinton continua na liderança mas perdeu em um mês metade da vantagem que tinha sobre o senador negro Barack Obama, a estrela em ascensão da política americana.
Na última pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de televisão ABC, divulgada hoje, Hillary tem 36% das preferências. Obama é o segundo, com 24%. O ex-vice-presidente Al Gore subiu para 14% e o candidato a vice em 2004, John Edwards, 12%.
A grande diferença é que, em janeiro, Hillary tinha 41%, contra 17% para Obama, 11% para Edwards e 10% para Gore. O que mudou, indica a pesquisa, foi a intenção de voto dos afro-americanos.
Em dezembro e janeiro, Hillary batia Obama na disputa pelo voto negro por 60% a 20%. Agora, Obama vence por 44% a 33%.
Bill Clinton governou de 1993 a 2001. Foi chamado de "presidente dos negros". É extremamente popular entre os americanos de origem africana, o que explicava a vantagem inicial de Hillary. Obama, por sua vez, é filho de um imigrante queniano com mãe branca. Não é descendente de escravos. Mas é natural que os negros americanos se identifiquem mais com ele do que com Hillary, uma advogada rica e bem-sucedida, branca, loura e de olhos azuis.
Na última pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de televisão ABC, divulgada hoje, Hillary tem 36% das preferências. Obama é o segundo, com 24%. O ex-vice-presidente Al Gore subiu para 14% e o candidato a vice em 2004, John Edwards, 12%.
A grande diferença é que, em janeiro, Hillary tinha 41%, contra 17% para Obama, 11% para Edwards e 10% para Gore. O que mudou, indica a pesquisa, foi a intenção de voto dos afro-americanos.
Em dezembro e janeiro, Hillary batia Obama na disputa pelo voto negro por 60% a 20%. Agora, Obama vence por 44% a 33%.
Bill Clinton governou de 1993 a 2001. Foi chamado de "presidente dos negros". É extremamente popular entre os americanos de origem africana, o que explicava a vantagem inicial de Hillary. Obama, por sua vez, é filho de um imigrante queniano com mãe branca. Não é descendente de escravos. Mas é natural que os negros americanos se identifiquem mais com ele do que com Hillary, uma advogada rica e bem-sucedida, branca, loura e de olhos azuis.
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Guerra do Iraque destrói reputação de Bush
A imagem dos Estados Unidos no mundo foi sensivelmente prejudicada no ano passado por causa do fracasso da intervenção militar no Iraque, revela uma pesquisa da rádio e televisão pública britânica BBC. Outra pesquisa, da rede de televisão americana ABC, indica que 65% dos americanos são contra o envio de mais soldados ao Iraque, como quer o presidente George Walker Bush.
Na sondagem global da BBC, apenas 29% declararam que os EUA exercem uma influência positiva no mundo, sete pontos percentuais a menos do que no ano passado, enquanto 49% acreditam que sua ação é negativa. No Reino Unido, principal aliado dos EUA, 57% entendem que a influência americana é negativa e cerca de 80% reprovam a condução da guerra no Iraque.
Na sondagem global da BBC, apenas 29% declararam que os EUA exercem uma influência positiva no mundo, sete pontos percentuais a menos do que no ano passado, enquanto 49% acreditam que sua ação é negativa. No Reino Unido, principal aliado dos EUA, 57% entendem que a influência americana é negativa e cerca de 80% reprovam a condução da guerra no Iraque.
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