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sábado, 13 de agosto de 2016

Hillary amplia vantagem sobre Trump em estados decisivos

A ex-secretária de Estado Hillary Clinton, candidata do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 8 de novembro, ampliou sua vantagem sobre o magnata imobiliário Donald Trump, seu adversário do Partido Republicano, em três estados decisivos, indica uma nova pesquisa do instituto Marist para o jornal The Wall Street Journal e a rede de televisão NBC.

No Colorado, Hillary lidera por 46% a 32%, uma vantagem seis pontos maior do que na pesquisas anterior, realizada em julho.

A candidata democrata também avançou em dois estados do Sul em que a oposição ao presidente Barack Obama esperava uma disputa apertada. Hillary lidera por 46% a 33% na Virgínia e por 48% a 39% na Carolina do Norte.

Na Flórida, o maior estado em que os dois têm chance em novembro, Hillary tem 44% das preferências contra 39% para Trump. Há um mês, a democrata tinha apenas dois pontos percentuais de vantagem.

Pela lei americana, o presidente é eleito por um Colégio Eleitoral de 538 delegados que representam os estados e o Distrito de Colúmbia. Quem ganha num estado pelo voto popular leva todos os delegados daquele estado, com raras exceções. Será eleito presidente quem obtiver pelo menos 270 votos eleitorais.

No estado mais populoso, a Califórnia, os 55 votos eleitorais irão com certeza para a candidata democrata. No segundo, o Texas, os 34 votos eleitorais serão do Partido Republicano. Em Nova York, o terceiro, a vitória de Hillary é certa. Desta forma, o maior "campo de batalha" é a Flórida.

Atualmente as pesquisas apontam uma vitória de Hillary no Colégio Eleitoral por 347 a 191. Desde março, este quadro não se alterou. Diante das sucessivas crises da candidatura Trump, a ex-secretária deve intensificar a campanha em estados republicanos capazes de virar de lado.

Se ela ganhar nos estados que deram a vitória aos democratas nas oito últimas eleições e na Flórida, será a primeira mulher a presidir os EUA.

sábado, 27 de outubro de 2012

Obama tem vantagem no estado-chave da Virgínia

A dez dias da eleição nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama tem uma vantagem de quatro pontos percentuais no estado da Virgínia, um dos chamados "campos de batalha" em que será decidida a disputa com o ex-governador Mitt Romney.

Na Virgínia, Obama lidera por 51% a 47%, mas perdeu a ampla vantagem que tinha até meados de setembro, de 52% a 44% na pesquisa do jornal the Washington Post e da rede de televisão ABC.

A pesquisa nacional Post-ABC dá uma pequena vantagem de 49% a 48% para Romney. Como a eleição presidencial nos EUA é decidida por um Colégio Eleitoral onde votam delegados eleitos pelo partido vencedor em cada estado, as atenções se voltam para as disputas nos estados-chaves, aqueles onde o resultado está indefinido.

sábado, 15 de setembro de 2012

Obama consolida vantagem mas ataques preocupam

O presidente Barack Obama ampliou sua vantagem sobre o candidato republicano, Mitt Romney, em três estados-chaves na eleição presidencial de 6 de novembro de 2012 e já é considerado mais confiável para gerir a economia do país, mas a Casa Branca teme o desgaste causado pelos ataques a embaixadas dos Estados Unidos.

Pela primeira vez desde a morte de Ossama ben Laden, em 1º de maio de 2011, a popularidade do presidente americano superou os 50%, chegando a 51% na última pesquisa do jornal The New York Times e da rede de televisão CBS. Com os americanos mais otimistas, Obama foi considerado mais capaz de administrar a crise e gerar empregos.

A suposta superioridade de Romney, um empresário milionário, na gestão da crise é o principal argumento da campanha republicana. Nesta pesquisa, eles estão em empate técnico levando-se em conta a margem de erro. Obama tem 49% e Romney 46%.

Outra pesquisa, do Instituto Marista para o Wall St. Journal e a rede de televisão NBC, também deve preocupar o ex-governador de Massachusetts. Entre os prováveis eleitores, Obama lidera por sete pontos percentuais em Ohio e cinco pontos na Flórida na Virgínia.

Como o apoio ao presidente nestes estados está perto de 50%, Romney tem de roubar candidatos que no momento estão pensando em votar em Obama. Na história recente, nenhum republicano conquistou a Casa Branca sem ganhar em Ohio.

Alguns resultados da pesquisa dão esperança ao oposicionista. Romney está na frente de Obama entre os eleitores independentes em Ohio e na Virgínia, e conquistou uma parcela maior do eleitorado branco do que o senador John McCain em 2008.

Se Obama repetir as vitórias nestes três estados-chaves, onde ganhou há quatro anos, terá uma vantagem insuperável no Colégio Eleitoral que elege o presidente dos EUA. Não precisará vencer no Colorado, em Iowa e no Novo México.

Um problema para Obama é a onda de ataques contra embaixadas e consulados dos EUA deflagrada pela divulgação na Internet de cenas do filme Inocência dos Muçulmanos, ofensivo ao islamismo e ao profeta Maomé. A situação já é comparada à ocupação da embaixada americana em Teerã depois da Revolução Islâmica no Irã.

Em 4 de novembro de 1979, guardas revolucionários tomaram a embaixada e sequestraram 52 pessoas. A ocupação durou 444 dias. Ajudou a derrotar o presidente Jimmy Carter na eleição de 1980. Só acabou com a posse de Ronald Reagan, em 20 de janeiro de 1981.

Esta sensação de impotência diante da crise enfraquece o presidente dos EUA, mas o país não tem alternativa a não ser manter seu engajamento com os países árabes para tentar manter alguma influência, ainda que marginal, nos regimes democráticos nascidos da Primavera Árabe.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Mapa eleitoral mostra nove estados-chaves nos EUA

A eleição presidencial de 6 de novembro de 2012 nos Estados Unidos pode ser decidida em apenas nove estados-chaves, onde o presidente Barack Obama e o candidato da oposição republicana, Mitt Romney, estão virtualmente empatados.

No sistema eleitoral americano, o presidente é eleito por um Colégio Eleitoral formado por 538 delegados indicados pelos estados. Quem ganha a eleição no voto popular num estado leva todos os delegados daquele estado. Para ser presidente, são necessário 270 votos dos chamados grandes eleitores.

Assim, não há disputa onde o eleitorado é democrata, como na Califórnia e em Nova York, ou claramente republicano, como no Texas, no Kansas e nas Dakotas do Norte e do Sul, só para citar alguns exemplos.

Os candidatos concentram suas campanhas nos estados que podem virar o jogo, indo para qualquer dos lados. Por isso, o presidente Obama começa sua campanha em Ohio e na Virgínia.

Em 2008, Obama ganhou nove estados considerados decisivos em 2012. Mas agora a situação mudou,  como revela este mapa eleitoral feito pelo jornal The New York Times. Com base nestas previsões, o presidente teria no momento 217 votos contra 206 do oposicionista.