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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Obama lidera contra qualquer republicano

Apesar da crise econômica e do desemprego de 9,1% da população economicamente ativa nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama venceria hoje qualquer um de seus potenciais adversários do Partido Republicano na eleição presidencial de 2012, indica uma pesquisa do Instituto Marista para a companhia jornalística McClatchy Newspapers.

Só 36% dos 801 eleitores americanos ouvidos entre 15 e 23 de junho garantiram já ter definido sua opção por Obama na corrida à Casa Branca.

Cerca de 43% disseram já ter decidido votar contra o presidente, sendo 43% dos independentes, 10% dos democratas e 85% entre os republicanos.

Contra o atual favorito entre os republicanos, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, Obama ganharia por 46%-42%.

Se o adversário fosse o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, o presidente levaria por 48%-41%. A nova queridinha do movimento radical de direita Festa do Chá, a deputada Michele Bachmann, perderia por 49%-37%.

A pior derrota seria da ex-governadora do Alasca Sarah Palin, candidata a vice na chapa de John McCain em 2008. Extremamente popular entre o eleitorado conservador, ela é considerada incapaz de governar pela maioria, o que daria uma ampla vitória a Obama por 56%-30%.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Giuliani deve abandonar corrida à Casa Branca

Com apenas 15% dos votos no resultado parcial da eleição primária do Partido Republicano na Flórida, o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani está praticamente fora da disputa pela candidatura do partido à Presidência dos Estados Unidos em novembro.

Giuliani não fez campanha para as outras prévias, concentrando sua campanha na Flórida. Foi um erro grave. Os outros candidatos chegaram embalados, especialmente o senador John McCain e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, que lutam pela vitória, com vantagem no momento para McCain.

A expectativa agora é que Giuliani, que ganhou projeção nacional ao coordenar a operação de socorro depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, abandone a corrida à Casa Branca e apóie McCain.

Se vencer na Flórida e receber o apoio de Giuliani, McCain chega fortalecido à Superterça-Feira, 5 de fevereiro, quando haverá primárias em 22 estados. Sua arremetida pode se tornar irreversível.

No momento, apurados 35% dos votos, McCain lidera com 34% e Romney tem 32%. O resultado ainda está definido. McCain tem ampla vantagem no condado de Dade, onde fica Miami, que apurou apenas 7% dos votos até agora. Se confirmar esta vantagem, McCain ganha na Flórida.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Giuliani luta para salvar candidatura

Em terceiro lugar nas pesquisas para a eleição primária de 29 de janeiro na Flórida, a candidatura à Casa Branca do ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani começa a ser questionada.

Giuliani desprezou as primeiras prévias, onde não tinha grandes chances, e apostou todas as suas fichas na Flórida. Ignorou que seus adversários na disputa pela candidatura do Partido Republicano à eleição presidencial de novembro nos Estados Unidos chegariam à Flórida embalados por vitórias anteriores.

Até agora, o senador John McCain ganhou em Novo Hampshire e na Carolina do Sul; o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, em Michigan, Nevada e Wyoming; e o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, em Iowa.

Resultado: na média das pesquisas na Flórida, McCain tem 27% e Romney está com 25%. Giuliani tem o apoio de apenas 16% dos republicanos no estado. Disputa o terceiro lugar com Huckabee.

Como não há muitos indecisos na Flórida, Rudy tem poucas chances de se recuperar até a próxima terça-feira. Ele mudou um pouco seu discurso de campanha. Passou da idéia de uma "liderança testada" pelos atentados de 11 de setembro de 2001 para uma fórmula da combate à crise econômica, prometendo "o maior corte de impostos da História dos EUA", um tema que agrada ao eleitorado republicano.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

McCain lidera e Obama encurta distância

As primeiras eleições prévias entre os aspirantes à Casa Branca na eleição presidencial de novembro nos Estados Unidos mudaram o panorama da disputa.

Entre os republicanos, disparou o senador John McCain, de 71 anos, enquanto, no Partido Democrata, o senador negro Barack Obama reduziu muito a vantagem da senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton.

Agora, em uma pesquisa nacional divulgada pelo jornal The Washington Post e a rede de televisão ABC, McCain lidera a corrida à Casa Branca no Partido Republicano com 28% das preferências, 16 pontos percentuais a mais do que tinha em dezembro.

Em segundo, aparece o ex-governador de Arkansas Mike Huckabee, com 20%, um a mais do que em dezembro, seguido pelo ex-governador de Massachussets Mitt Romney, com 19% e dois pontos a mais do que no mês passado.

Quem mais caiu foi o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani. Ele perdeu 10 pontos. Tem agora apenas 15% das preferências dos republicanos. O humorista Fred Thompson é o quinto, com 8%, seis pontos percentuais a menos do que em dezembro.

No Partido Democrata, há uma disparada dos dois favoritos.

Hillary luta para ser a primeira mulher a presidir os EUA com o apoio de 42% do eleitorado democrata. Mas perdeu 11 pontos em um mês.

Obama fala em fazer História ao se tornar o primeiro negro a governar os EUA. Tem o apoio de 37% e cresceu 14 pontos em um mês.

A disparada dos líderes deixou o ex-senador John Edwards num terceiro lugar distante, com 11% e apenas um ponto percentual de avanço desde dezembro, o que está dentro da margem de erro da pesquisa.

Leia mais no jornal The Washington Post.

sábado, 12 de janeiro de 2008

McCain é novo favorito entre republicanos

No embalo da vitória na eleição primária em Novo Hampshire, o senador John McCain é o novo líder nas pesquisas sobre quem será o candidato do Partido Republicano na eleição presidencial de novembro deste ano nos Estados Unidos.

McCain, um veterano de guerra que ficou anos preso no Vietnã, saltou para 34% das preferências dos eleitores republicanos registrados, em pesquisa feita para a rede de televisão CNN. É um avanço de 21 pontos desde dezembro.

O ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, vencedor em Iowa, ficou em segundo lugar com 21%, seguido pelo ex-prefeito de Nova Iorque Rudy Giuliani, com 18%, seis pontos a menos do que em dezembro, quando liderava a corrida à Casa Branca entre os republicanos.

Em quarto lugar, vem o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, com 14%. Ele precisa de um bom resultado em Michigan, na terça-feira, 15 de janeiro.

Ainda estão no páreo o ex-senador Fred Thompson (6%), o deputado federal texano Ron Paul (5%) e o deputado federal californiano Duncan Hunter (1%).

Giuliani aposta tudo na Flórida

Sem grandes chances nas primeiras rodadas das eleições primárias, o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani decidiu apostar tudo na prévia do Partido Republicano na Flórida, em 29 de janeiro.

Depois de deixar para lá os primeiros estados, Iowa e Novo Hampshire, começaram a surgir rumores de que altos assessores não estariam recebendo em dia. O dinheiro da campanha de Giuliani estaria secando.

Mas o prefeito que posou como presidente logo após os atentados de 11 de setembro de2001 não perdeu a aspiração de chegar à Casa Branca em 2008. Começa domingo uma viagem de ônibus de três dias pela Flórida. Pretende fazer três a quatro aparições públicas por dia, num ritmo até agora não igualado por nenhum candidato.

Leia mais no jornal The Washington Post.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Hillary retoma liderança em Iowa

Depois de uma trégua de Natal, os aspirantes à Presidência dos Estados Unidos reiniciaram ontem suas campanhas para as convenções regionais do estado de Iowa.

Em 3 de janeiro, elas abrem a temporada das eleições prévias para a escolha dos candidatos dos grandes partidos à Casa Branca na eleição de 4 de novembro de 2008.

Na última pesquisa, a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton reabre uma boa vantagem sobre seu principal adversário, o senador negro Barack Obama, de quatro para 15 pontos percentuais. A vitória nas primeiras prévias é importante para mobilizar ativistas e recursos para as campanhas eleitorais.

Entre os republicanos, há uma disputa apertada entre o pastor Mick Huckabee e o ex-governador Mitt Romney. O ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani é o quinto em Iowa e o terceiro em Nova Hampshire. Mas pode se recuperar em outros estados e conquistar a candidatura do partido.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Pastor de TV apóia Giuliani rumo à Casa Branca

O ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani, famoso por combater a máfia e posar como presidente após os atentados de 11 de setembro de 2001,recebeu uma adesão importante e surpreendente na luta pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos na eleição de novembro de 2008: é apoiado por Pat Robertson, o mais famoso dos pastores teleevangelistas do país, dono da Christian Broadcasting Network, que tem uma audiência de cerca de 20 milhões.

Como é a favor do aborto e do reconhecimento legal da união homossexual, Giuliani é considerado um candidato inaceitável pelo eleitorado conservador que tradicionalmente vota nos republicanos. A declaração de Robertson surpreendeu. Revela a profunda divisão entre os fundamentalistas cristãos americanos.

Um dos adversários de Giuliani, o senador John McCain, veterano do Vietnã, onde ficou anos preso, disse que não consegue acreditar que Robertson apóie o ex-prefeito.

Em pesquisa recente, Giuliani apareceu como o único candidato capaz de derrotar a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton, favorita para obter a candidatura do Partido Democrata. Isso significa que Robertson, que já culpou os homossexuais pelos males dos EUA, optou pelo pragmatismo.

"Para mim, a questão mais importante para o povo americano é a defesa da população contra terroristas muçulmanos sedentes de sangue", justificou-se o pastor."Rudy Giuliani revelou sua estatura quando sua cidade foi atingida pelo pior atentado terrorista da História dos EUA."

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Hillary promete revisar acordos comerciais

Sob intensa pressão das bases sindicais do Partido Democrata, a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton, favorita para a eleição presidencial de 2008, declarou hoje que os acordos comerciais dos Estados Unidos devem ser revistas a cada cinco anos e, se necessário, emendados.

É a maior ruptura, até agora, em relação à política de livre comércio de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton (1993-2001). Clinton era a favor do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) e precisou do apoio da oposição republicana para aprovar o Nafta na Câmara por apenas dois votos.

O primeiro acordo que Hillary quer revisar, e um compromisso público dessa natureza não se esgota como promessa de campanha, é justamento o Nafta. Também defendeu a inclusão de cláusulas sociais, ambientais e trabalhistas, nas negociações comerciais, o que geralmente é encarado pelos economistas liberais como um protecionismo disfarçado.

"Eu penso que chegou a hora de avaliar os acordos comerciais a cada cinco anos para ter certeza de que estão atingindo seus objetivos ou para fazer ajustes, se não estiverem", declarou Hillary no estado de Iowa, onde serão realizadas as primeiras convenções regionais no processo de escolha dos candidatos dos dois grandes partidos à Casa Branca. "Devemos começar pelo Nafta".

Hillary tem hoje uma vantagem de 30 pontos percentuais sobre seus maiores rivais na disputa pela candidatura democrata: o senador negro Barack Obama e o ex-senador e ex-candidato a vice-presidente John Edwards.

O tema central de seu discurso em Iowa foi o declínio da classe média. Em 2005, afirmou a senadora, só os 10% mais ricos tiveram aumento de renda nos EUA; os outros 90% saíram perdendo.

Entre os republicanos, a liderança é do ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani, mas a disputa é muito mais apertada. Numa simulação com Giuliani, Hillary vence.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Giuliani lidera corrida republicana à Casa Branca

O ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani mantém a liderança na disputa pela candidatura do Partido Republicano à eleição presidencial de 2008 nos Estados Unidos. Mas sua situação é muito mais incerta do que a da senadora por Nova Iorque Hillary Clinton entre os democratas (veja texto abaixo), a começar pelo fato de que suas posições liberais contrariam o eleitorado conservador.

Em pesquisa divulgada hoje pelo jornal The Washington Post e pela TV ABC, Giuliani tem 34% das preferências dos republicanos, seguido pelo ex-senador Fred Thompson com 17%, o senador e veterano da Guerra do Vietnã John McCain com 12%, e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, que faz a pregração mais direitista, tem 11%.

Na opinião do Post, é preciso esperar pelas eleições primárias de Nova Hempshire e a convenção republicana em Iowa, no início de 2008, para que se possa ter uma imagem mais clara da disputa entre os republicanos.

Giuliani, favorável ao aborto e à união homossexual, chegou a se fantasiar de travesti quando era prefeito de Nova Iorque para flertar com o eleitorado gay da cidade. Seu problema é como mobilizar o eleitorado conservador do Partido Republicano.

Nas últimas eleições, o marqueteiro do presidente George Walker Bush, Karl Rove, organizou plebiscitos em 11 estados sobre questões como o homossexualismo para pressionar o eleitorado religioso e conservador a sair de casa e votar nos republicanos. O risco para Giuliani é que essas pessoas não se mexam para votar nele.

Confira no Washington Post.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Giuliani acusa Bill Clinton para atingir Hillary

Em artigo recente para a revista Foreign Affairs, o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani, um dos principais aspirantes à candidatura do Partido Republicano na eleição presidencial de 2008 nos Estados Unidos, defendeu a estratégia do governo George W. Bush na guerra contra o terrorismo: "Respondemos vigorosamente à guerra dos terroristas contra nós, abandonando uma estratégia de reação defensiva contraproducente de uma década em troca de uma ofensiva vigorosa."

O que ele está dizendo é que o governo Bill Clinton (1993-2001) foi complacente no combate ao terrorismo depois do primeiro ataque ao World Trade Center, em 1993; ao atentado contra as Torres Khobar, na Arábia Saudita, 1996; aos ataques contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, em 1998; e contra o destróier USS Cole em 2000.

No seu discurso, os candidatos democratas, a começar pela senadora e ex-primeira dama Hillary Clinton, seriam igualmente fracos e complacentes diante do terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos, não percebendo as dimensões do risco. Mas o jornal The Washington Post afirma que as declarações feitas na época eram muito diferentes de suas posições atuais, expressas no artigo Rumo a uma Paz Realista, que apresenta sua política externa e defende o fortalecimento do sistema internacional, que nunca foi caro aos republicanos e conservadores.

Giuliani chegou a instalar seu centro de comando e controle de emergências no World Trade Center, contra a orientação de diversos assessores da Prefeitura. Só depois de 11 de setembro leu seu primeiro livro sobre a rede terrorista Al Caeda, responsável pela destruição das Torres Gêmeas. Os bombeiros e policiais queixam-se que seus colegas mortos em 11 de setembro de 2001 usavam os mesmos equipamentos de comunicações de 1993.

É fácil numa campanha eleitoral reescrever a história e distorcer o passado, e o pior é que pode dar certo.

Confira no Washington Post.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Ator encosta em Giuliani na corrida à Casa Branca

Mal entrou na corrida à Casa Branca na luta pela candidatura do Partido Republicano em 2008, o ator e ex-senador Fred Thompson já encostou no ex-prefeito de Nova Iorque, Rudolph Giuliani, que ganhou estatura presidencial ao coordenar as operações de socorro em Nova Iorque em 11 de setembro de 2001.

Em pesquisa divulgada nesta terça-feira pela rede de televisão americana CNN, Giuliani tinha apenas um ponto percentual de vantagem contra Thompson: 28% contra 27%. A margem de erro é de mais ou menos 2,5 pontos percentuais.

No mês passado, Giuliani liderava com 29% contra 22% para Thompson, que ainda não anunciara oficialmente sua candidatura.

"Thompson leva vantagem entre os republicanos evangélicos e especialmente entre os sulistas. Foi onde ele teve seus maiores ganhos", comentou Bill Schneider, analista político da TV.

O problema de Giuliani é que, como ex-prefeito de Nova Iorque, ele é liberal demais politicamente para o Partido Republicano: é a favor da união homossexual, já se deixou fotografar como drag queen, é a favor do aborto. Vai contra o eleitorado de sua próprio partido.

Além disso, os policiais e bombeiros de Nova Iorque tiraram um tanto da aura de herói conquista por Giuliani em 11 de setembro. Seus colegas entraram no World Trade Center, em 2001, com o mesmo equipamento usado para enfrentar o primeiro atentado contra as torres gêmeas, em 1993. Se pudessem se comunicar, pelo menos mais alguns talvez pudessem ter escapado do desabamento das torres.

Leia mais no site da CNN.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Hillary dispara entre candidatos democratas

A senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton abriu grande vantagem sobre seus rivais na disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 2008. Em pesquisa do jornal Wall Street Journal e da NBC News, Hillary tem 43% das preferências contra 21% para seu seguidor mais próximo, o senador negro Barack Obama.

Tanto Hillary quanto Obama venceriam hoje o favorito republicano, o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani, prejudicado por pertencer ao partido do presidente George Walker Bush, apesar de uma suposta relutância do eleitorado americano em eleger uma mulher ou um negro para a Casa Branca.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Giuliani acusa Bill Clinton pelo 11 de setembro

O ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani, líder na disputa pela candidatura do Partido Republicano à eleição presidencial de 2008 nos Estados Unidos, acusa o ex-presidente Bill Clinton de não ter reagido com a força necessária depois do primeiro atentado contra o World Trade Center, em 1993.

Seu tema repetia uma velha jogada republicana para amedrontar o eleitorado: os democratas dão fracos e ingênuos para conduzir a guerra. Ao atacar Bill, ele também atinge Hillary Clinton, até o momento a favorita para conquistar a Casa Branca em 2008.

"Terroristas muçulmanos mataram mais de 500 americanos antes de 11 de setembro. Muitas pessoas pensam que o primeiro ataque contra os EUA foi em 11 de setembro de 2001. Não foi. Foi em 1993", declarou Giuliani.

Como prefeito de Nova Iorque no dia dos atentados, ele posou como presidente dos EUA, enquanto George W. Bush sumiu, protegido pelo serviço secreto, por medo de novos ataques.

Mas o Corpo de Bombeiros e a Polícia de Nova Iorque não ficaram com uma imagem tão favorável de Giuliani. Ele é acusado de não ter modernizado o sistema de radiocomunicação depois do primeiro atentado, em 1993. Os bombeiros e policiais que entraram nas Torres Gêmeas logo após os atentados de 2001, usavam equipamentos da mesma geração tecnológicas que seus colegas tinham em 1993. Só que as torres desabaram sobre eles.

Para as famílias dos policiais e bombeiros soterrados pelas torres, a culpa foi de Giuliani. Ele poderia ter equipado os bombeiros e policiais nova-iorquinos com equipamentos de última geração. Mas os republicanos achavam que o Estado não deve gastar dinheiro.

Por isso, Giuliani tem um ponto fraco para empanar a glória do que em que posou como presidente dos EUA. Jogar a culpa nos outros é uma boa maneira de desviar a atenção da sua.

Em ocasiões anteriores, Giuliani não quis responsabilizar Clinton nem Bush pelos atentados de 11/9. Disse que a culpa foi dos terroristas.

Depois dos atentados contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, em 1998, Clinton mandou bombardear uma fábrica no Sudão e bases da rede terrorista Al Caeda no Afeganistão. Mas foi apenas um bombardeio aéreo. Faltou consistência à ação. Parecia que Clinton estava apenas dando uma satisfação ao povo americano para dizer que tinha reagido.

A realidade é que ninguém dava importância a um inimigo não-governamental com recursos supostamente limitados. Ossama ben Laden declarou guerra aos EUA e ao Ocidente mas não foi levado a sério.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Fantasmas de 11/9 assombram candidatura Giuliani

Enquanto George W. Bush se escondia, em 11 de setembro de 2001, ele posou como o verdadeiro presidente dos Estados Unidos, comandando as operações de socorro. Mas agora que o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani é o favorito para ser o próximo candidato do Partido Republicano à Casa Branca, os fantasmas do pior ataque terrorista da História voltam para assombrá-lo.

"Se Rudolph Giuliani estivesse concorrendo como o homem que limpou a Times Square e reduziu a criminalidade, e não pelo 11/9, eu não abriria a boca", afirmou Sally Regenhard. Seu filho foi um dos 343 bombeiros nova-iorquinos mortos no atentado terrorista contra o World Trade Center. "Quando ele faz campanha em cima do 11/9, o povo americano precisa saber que ele fez parte do problema."

Durante uma audiência em Nova Iorque em 2004, Sally gritou: "Meu filho foi assassinado por causa de sua incompetência!"

Giuliani, que tem 55% das preferências no eleitorado republicano, sofre duas acusações:
• Seu governo não dotou os bombeiros de Nova Iorque de equipamentos modernos de rádio-comunicação, como reclamam os parentes dos bombeiros soterrados no desabamento das torres gêmeas. Eles usavam o mesmo equipamento de seus colegas chamados no primeiro atentado terrorista contra o World Trade Center, em 1993.
• Em novembro de 2001, Giuliani decidiu acelerar a remoção dos escombros do chamado Ponto Zero. Os bombeiros ficaram furiosos com a redução do número dos que procuravam restos mortais de seus colegas. O prefeito voltou atrás dias depois.

"Queremos que os Estados Unidos saibam o que esse cara significa para os bombeiros da cidade de Nova Iorque", disse Peter Gorman, presidente da Associação dos Bombeiros. "Nas nossas experiências com este homem, ele nos desrespeitou da maneira mais horrível".

Mais de cinco anos e meio depois, restos humanos continuam aflorando no terreno onde ficava o WTC.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Firma de Giuliani trabalhou para Chávez

O escritório de advocacia do ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani, pré-candidato à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, fez durante anos lobby para a Citgo Petroleum Corporation, de Houston, no Texas. É a subsidiária americana da empresa estatal Petroleos de Venezuela S. A. (PdVSA), controlada com mão-de-ferro pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, desde a greve do final de 2002 e início de 2003.

Como Chávez apresenta-se hoje como o maior inimigo dos EUA na América Latina, o jornal The New York Times acredita que isso possa prejudicar a candidatura de Giuliani, que lidera hoje as pesquisas entre os republicanos na corrida à Casa Branca, com 55% dos votos contra 35% para o senador John McCain.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Hillary e Giuliani lideram corrida à Casa Branca

A senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton, pelo Partido Democrata, e o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani, pelo Partido Republicano, são os favoritos para a eleição presidencial de 2008 nos Estados Unidos, revela uma pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de TV ABC.

Entre os democratas, Hillary Clinton tem uma boa vantagem, com 39% das preferências, seguida pelo senador de origem queniana Barack Obama, com 17%. O ex-senador e ex-candidato a vice-presidente em 2004 John Edwards tem 12%, enquanto o ex-vice-presidente derrotado pelo presidente George W. Bush em 2000, Al Gore, tem 10%, e o candidato derrotado em 2004, John Kerry, 7%.

Entre os eleitores republicanos, Giuliani lidera com 34%, seguido do senador John McCain, que foi prisioneiro no Vietnã durante anos e se revoltou contra o emprego da tortura na guerra contra o terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos. McCain tem 26% das preferências, bem à frente do ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, com 12%, e do governador de Massachusetts, Mitt Romney, com 5%.

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Giuliani lança candidatura à Casa Branca em 2008

O ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani anunciou ontem que abriu um escritório para arrecadar dinheiro e organizar sua campanha para lutar pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2008.

Giuliani ficou conhecido nos anos 80 quando era promotor público em Nova Iorque e colocou vários mafiosos na cadeia. Em 1989, foi candidato a prefeito pela primeira vez, perdendo por margem estreita para o prefeito democrata David Dinkins. Ganhou em 1993 e, depois de aplicar o programa de tolerância zero que reduziu sensivelmente a violência, foi reeleito com uma ampla vitória em 1997.

Com câncer na próstata e abalado pelo divórcio, Giuliani desistiu de disputar com a primeira-dama Hillary Clinton uma das cadeiras no Senado pelo estado de Nova Iorque.

Mas em 11 de setembro de 2001, o pior dia da história da cidade, enquanto o presidente George Walker Bush se escondia de uma possível segunda onda de ataques, foi Giuliani que assumiu uma postura presidencial e coordenou o socorro às vítimas e o rescaldo da tragédia.

Nas pesquisas entre eleitores republicanos, que devem indicar o candidato em prévias e convenções, Giuliani aparece em primeiro lugar, com 29%, seguido pelo senador John McCain, que também manifestou a intenção de criar um escritório de arrecadação, com 27% e pelo ex-presidente da Câmara Newt Gingrich com 14%.

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Derrota republicana marca fim da era Bush

Com a aplastante derrota que tirou do Partido Republicano a maioria na Câmara e no Senado dos Estados Unidos, conquistada há 12 anos, começa o fim da era Bush, de triste memória. É marcada pelos atentados de 11 de setembro de 2001, pela desastrada invasão do Iraque, pela doutrina de guerras preventivas, pela erosão dos direitos humanos no combate ao terrorismo, por um aumento impressionante do antiamericanismo em quase todo o mundo mundo e pelo avanço da direita religiosa.

Sob o impacto da crise no Iraque, dos escândalos de corrupção e até sexuais, o Partido Republicano teve em 7 de novembro sua pior eleição para a Câmara dos Representantes desde 1982. Elegeu 196 deputados, contra 229 democratas.

A oposição precisava de um ganho de 15 cadeiras para reassumir o controle da Câmara. Todas as pesquisas previsam que conseguiria.

No Senado, era mais difícil ainda o desafio democrata. Estavam em jogo apenas 33 das 100 cadeiras. A oposição precisava manter todas as suas cadeiras e conquistar mais seis.

Só na manhã do dia 8 foi definida a eleição para o Senado em Montana com a vitória do democrata Jon Tester sobre o senador Conrad Burns. Na noite do mesmo dia, o senador George Allen prometeu não exigir a recontagem a que teria direito na Virgínia por ter sido derrotado por James Webb por menos de 1% do total de votos.

Com 51 a 49, os democratas conquistaram também a maioria no Senado. Dominarão assim as mesas diretoras, as comissões, a pauta e a agenda do Legislativo. O presidente George Walker Bush passa a ser um “pato manco”, um político em fim de mandato, sem força para impor seus projetos, na definição da revista inglesa The Economist, “o incrível presidente que encolheu”.

Resultados imediatos: caiu o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, assumindo a responsabilidade pelo fracasso na ocupação do Iraque, e Bush recebeu na Casa Branca a deputada democrata californiana Nancy Pelosi, que será a próxima presidente da Câmara. Desde já, é a mulher mais poderosa do país, fazendo sombra à senadora Hillary Clinton, reeleita por Nova Iorque e aspirante à presidência.

A derrota do atual presidente e suas políticas deflagram a sucessão presidencial para 2008. Bush não será um grande cabo eleitoral. Do lado republicano, o favorito hoje é o senador John McCain, um veterano que esteve anos preso no Vietnã e combateu vigorosamente a prática da tortura no combate ao terrorismo.

Outros aspirantes republicanos são o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani, que posou de presidente enquanto Bush se escondia em 11 de setembro de 2001, e o atual líder da maioria no Senado, Bill Frist, que não concorreu à reeleição.

Entre os democratas, além da ex-primeira-dama Hillary Clinton, a estrela é o senador Barack Obama, filho de imigrantes quenianos. Correndo por fora, o ex-vice-presidente Al Gore, em campanha ecológica contra o aquecimento global, um dos temas negligenciados na era Bush, e o senador John Kerry, o candidato derrotado por Bush em 2004.

Leia a íntegra na minha coluna de política internacional em http://www.baguete.com.br