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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 3 de Novembro

 PANAMÁ DECLARA INDEPENDÊNCIA

    Em 1903, com o apoio dos Estados Unidos e da Companhia do Canal do Panamá, franco-norte-americana, o Panamá declara independência da Colômbia.

No Tratado Hay-Herrán, a Colômbia dá aos EUA o direito de usar o Istmo do Panamá para construir um canal ligando os oceanos Atlântico e Pacífico em troca de uma compensação financeira. O Senado dos EUA ratifica o tratado, mas o Senado da Colômbia o rejeita, temendo uma perda de soberania.

Então, o presidente Theodore Roosevelt, considerado o pai do imperialismo norte-americano, apoia a revolta dos nacionalistas panamenhos e envia tropas. A Colômbia está enfraquecida depois da Guerra dos Mil Dias (1889-1902) entre conservadores e liberais. Não consegue expulsar os fuzileiros navais dos EUA.

Os EUA reconhecem a independência do Panamá em 6 de novembro. Pelo Tratado de Hay-Bunau-Varilla, assinado em 18 de novembro, o Panamá dá aos EUA a posse exclusiva e permanente da Zona do Canal do Panamá por US$ 10 milhões e mais uma anuidade de US$ 250 mil, a ser paga a partir de nove anos depois. Há protestos no Panamá.

A obra começa em 1881, com a mesma companhia francesa que construiu o Canal de Suez, no Egito, mas a firma quebra por falta de confiança dos investidores, problemas de engenharia e a alta mortalidade dos trabalhadores, atingidos por moléstias tropicais como a febre amarela. O trabalho do médico sanitarista brasileiro Oswaldo Cruz no combate à febre amarela é importante para viabilizar a construção.

Em 4 de maio de 1904, os EUA assumem o controle da obra, que custa US$ 500 milhões, cerca de US$ 12,9 bilhões pela cotação do fim de 2020. Os dois oceanos são ligados em 10 de outubro de 1913, quando um sinal de telégrafo enviado pelo presidente Woodrow Wilson da Casa Branca detona o Dique da Gamboa. 

O navio SS Cristobal é o primeiro a cruzar o Canal do Panamá, em 3 de agosto de 1914, 401 anos depois que o navegador espanhol Vasco Núnez de Balboa se torna o primeiro europeu a atravessar o istmo e descobrir o Oceano Pacífico. A abertura oficial é um 14 de agosto. 

Em 1977, o ditador nacionalista Omar Torrijos negocia com o presidente norte-americano a transferência do canal para o Panamá em 1999. Cerca de 14 mil navios passam todo ano pelo Canal do Panamá.

CACHORRA NO ESPAÇO    

    Em 1957, 30 dias depois de lançar o Sputnik, primeiro satélite artificial da Terra, a União Soviética envia ao espaço o primeiro ser vivo, a cachorrinha Laika, uma rusky siberania que vivia nas ruas de Moscou. Ela morre de pânico e superaquecimento.

Outros cinco cachorros enviados pela URSS morrem no espaço antes do primeiro voo espacial tripulado com um ser humano, o cosmonauta Yuri Gagarin, subir aos céus, em 12 de abril de 1961, e descobrir que "a Terra é azul".

KENNEDISMO EXPLODE NAS URNAS

    Em 1964, Lyndon Johnson, o vice-presidente que assume a Presidência dos Estados Unidos depois do assassinato do presidente John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, conquista uma vitória esmagadora sobre o senador racista Barry Goldwater, com mais de 60% do voto popular.

É a primeira eleição presidencial em que os moradores do Distrito de Colúmbia, onde fica a capital, votam, depois da aprovação da 23ª Emenda à Constituição dos EUA, em 1961.

MASSACRE DE GREENSBORO

    Em 1979, membros do grupo supremacista branco Ku Klux Klan e neonazistas matam cinco comunistas que participavam da manifestação Morte ao Klan, em Greensboro, na Carolina do Norte.

Durante o julgamento, realizado no ano seguinte, fica evidente que a polícia local sabia do risco de violência e não fez nada para impedir. Os seis réus são absolvidos. Outro julgamento, na Justiça Federal, em 1984, não condena ninguém.

Em 1985, um júri popular da Carolina do Norte condena dois policias de Greensboro, cinco neonazistas e klanistas e um informante a polícia pela morte de um dos manifestantes. Eles são obrigados a pagar uma indenização de US$ 400 mil. 

Este julgamento conclui que não houve conluio entre a polícia, agentes federais e o KKK para atacar a manifestação.

NOVO WORLD TRADE CENTER

    Em 2014, é aberta a torre do World Trade Center construída no lugar das Torres Gêmeas, derrubadas pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

  

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domingo, 3 de novembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 3 de Novembro

PANAMÁ DECLARA INDEPENDÊNCIA

    Em 1903, com o apoio dos Estados Unidos e da Companhia do Canal do Panamá, franco-norte-americana, o Panamá declara independência da Colômbia.

No Tratado Hay-Herrán, a Colômbia dá aos EUA o direito de usar o Istmo do Panamá para construir um canal ligando os oceanos Atlântico e Pacífico em troca de uma compensação financeira. O Senado dos EUA ratifica o tratado, mas o Senado da Colômbia rejeita, temendo uma perda de soberania.

Então, o presidente Theodore Roosevelt, considerado o pai do imperialismo norte-americano, apoia a revolta dos nacionalistas panamenhos e envia tropas. A Colômbia está enfraquecida depois da Guerra dos Mil Dias (1889-1902) entre conservadores e liberais. Não consegue expulsar os fuzileiros navais dos EUA.

Os EUA reconhecem a independência do Panamá em 6 de novembro. Pelo Tratado de Hay-Bunau-Varilla, assinado em 18 de novembro, o Panamá dá aos EUA a posse exclusiva e permanente da Zona do Canal do Panamá por US$ 10 milhões e mais uma anuidade de US$ 250 mil, a ser paga a partir de nove anos depois. Há protestos no Panamá.

A obra começa em 1881, com a mesma companhia francesa que construiu o Canal de Suez, no Egito, mas a firma quebra por falta de confiança dos investidores, problemas de engenharia e a alta mortalidade dos trabalhadores, atingidos por moléstias tropicais como a febre amarela. O trabalho do médico sanitarista brasileiro Oswaldo Cruz no combate à febre amarela é importante para viabilizar a construção.

Em 4 de maio de 1904, os EUA assumem o controle da obra, que custa US$ 500 milhões, cerca de US$ 12,9 bilhões pela cotação do fim de 2020. Os dois oceanos são ligados em 10 de outubro de 1913, quando um sinal de telégrafo enviado pelo presidente Woodrow Wilson da Casa Branca detona o Dique da Gamboa. 

O navio SS Cristobal é o primeiro a cruzar o Canal do Panamá, em 3 de agosto de 1914, 401 anos depois que o navegador espanhol Vasco Núnez de Balboa se torna o primeiro europeu a atravessar o istmo e descobrir o Oceano Pacífico. A abertura oficial é um 14 de agosto. 

Em 1977, o ditador nacionalista Omar Torrijos negocia com o presidente norte-americano a transferência do canal para o Panamá em 1999. Cerca de 14 mil navios passam todo ano pelo Canal do Panamá.

CACHORRA NO ESPAÇO    

    Em 1957, 30 dias depois de lançar o Sputnik, primeiro satélite artificial da Terra, a União Soviética envia ao espaço o primeiro ser vivo, a cachorrinha Laika, uma rusky siberania que vivia nas ruas de Moscou. Ela morre de pânico e superaquecimento.

Outros cinco cachorros enviados pela URSS morrem no espaço antes do primeiro voo espacial tripulado com um ser humano, o cosmonauta Yuri Gagarin, subir aos céus, em 12 de abril de 1961, e descobrir que "a Terra é azul".

KENNEDISMO EXPLODE NAS URNAS

    Em 1964, Lyndon Johnson, o vice-presidente que assume a Presidência dos Estados Unidos depois do assassinato do presidente John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, conquista uma vitória esmagadora sobre o senador racista Barry Goldwater, com mais de 60% do voto popular.

É a primeira eleição presidencial em que os moradores do Distrito de Colúmbia, onde fica a capital, votam, depois da aprovação da 23ª Emenda à Constituição dos EUA, em 1961.

MASSACRE DE GREENSBORO

    Em 1979, membros do grupo supremacista branco Ku Klux Klan e neonazistas matam cinco comunistas que participavam da manifestação Morte ao Klan, em Greensboro, na Carolina do Norte.

Durante o julgamento, realizado no ano seguinte, fica evidente que a polícia local sabia do risco de violência e não fez nada para impedir. Os seis réus são absolvidos. Outro julgamento, na Justiça Federal, em 1984, não condena ninguém.

Em 1985, um júri popular da Carolina do Norte condena dois policias de Greensboro, cinco neonazistas e klanistas e um informante a polícia pela morte de um dos manifestantes. Eles são obrigados a pagar uma indenização de US$ 400 mil. 

Este julgamento concluiu que não houve conluio entre a polícia, agentes federais e o KKK para atacar a manifestação.

NOVO WORLD TRADE CENTER

    Em 2014, é aberta a torre do World Trade Center construída no lugar das Torres Gêmeas derrubadas pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

  

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 3 de Novembro

PANAMÁ DECLARA INDEPENDÊNCIA

    Em 1903, com o apoio dos Estados Unidos e da Companhia do Canal do Panamá, franco-norte-americana, o Panamá declara independência da Colômbia.

No Tratado Hay-Herrán, a Colômbia dá aos EUA o direito de usar o Istmo do Panamá para construir um canal ligando os oceanos Atlântico e Pacífico em troca de uma compensação financeira. O Senado dos EUA ratifica o tratado, mas o Senado da Colômbia o rejeita, temendo uma perdão de soberania.

Então, o presidente Theodore Roosevelt, considerado o pai do imperialismo norte-americano, apoia a revolta dos nacionalistas panamenhos e envia tropas. A Colômbia está enfraquecida depois da Guerra dos Mil Dias (1889-1902) e não consegue expulsar os fuzileiros navais dos EUA.

Os EUA reconhecem a independência do Panamá em 6 de novembro. Pelo Tratado de Hay-Bunau-Varilla, assinado em 18 de novembro, o Panamá dá aos EUA a posse exclusiva e permanente da Zona do Canal do Panamá por US$ 10 milhões e mais uma anuidade de US$ 250 mil, a ser paga a partir de nove anos depois. Há protestos no Panamá.

A obra começa em 1881, com a mesma companhia francesa que construiu o Canal de Suez, no Egito, mas a firma quebra por falta de confiança dos investidores, problemas de engenharia e a alta mortalidade dos trabalhadores, atingidos por moléstias tropicais como a febre amarela. O trabalho do médico sanitarista brasileiro Oswaldo Cruz é importante para viabilizar a construção.

Em 4 de maio de 1904, os EUA assumem o controle da obra, que custa US$ 500 milhões, cerca de US$ 12,9 bilhões pela cotação do fim de 2020. Os dois oceanos são ligados em 10 de outubro de 1913, quando um sinal de telégrafo enviado pelo presidente Woodrow Wilson da Casa Branca detona o Dique da Gamboa. 

O navio SS Cristobal é o primeiro a cruzar o Canal do Panamá, em 3 de agosto de 1914, 401 anos depois que o navegador espanhol Vasco Núnez de Balboa se torna o primeiro europeu a atravessar o istmo e descobrir o Oceano Pacífico. A abertura oficial é um 14 de agosto. 

Em 1977, o ditador nacionalista Omar Torrijos negocia com o presidente norte-americano a transferência do canal para o Panamá em 1999. Cerca de 14 mil navios passam todo ao pelo Canal do Panamá.

CACHORRA NO ESPAÇO    

    Em 1957, 30 dias depois de lançar o Sputnik, primeiro satélite artificial da Terra, a União Soviética envia ao espaço o primeiro ser vivo, a cachorrinha Laika, uma rusky siberania que vivia nas ruas de Moscou. Ela morre de pânico e superaquecimento.

Outros cinco cachorros enviados pela URSS morrem no espaço antes do primeiro voo espacial tripulado com um ser humano, o cosmonauta Yuri Gagarin subir aos céus, em 12 de abril de 1961, e descobrir que "a Terra é azul".

KENNEDISMO EXPLODE NAS URNAS

    Em 1964, Lyndon Johnson, o vice-presidente que assume a Presidência dos Estados Unidos depois do assassinato do presidente John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, conquista uma vitória esmagadora sobre o senador racista Barry Goldwater, com mais de 60% do voto popular.

É a primeira eleição presidencial em que os moradores do Distrito de Colúmbia, onde fica a capital, votam, depois da aprovação da 23ª Emenda à Constituição dos EUA, em 1961.

MASSACRE DE GREENSBORO

    Em 1979, membros do grupo supremacista branco Ku Klux Klan e neonazistas matam cinco comunistas que participavam da manifestação Morte ao Klan, em Greensboro, na Carolina do Norte.

Durante o julgamento, realizado no ano seguinte, fica evidente que a polícia local sabia do risco de violência e não fez nada para impedir. Os seis réus são absolvidos. Outro julgamento, na Justiça Federal, em 1984, não condena ninguém.

Em 1985, um júri popular da Carolina do Norte condena dois policias de Greensboro, cinco neonazistas e klanistas e um informante a polícia pela morte de um dos manifestantes. Eles são obrigados a pagar uma indenização de US$ 400 mil. 

Este julgamento concluiu que não houve conluio entre a polícia, agentes federais e o KKK para atacar a manifestação.

NOVO WORLD TRADE CENTER

    Em 2014, é aberta a torre do World Trade Center construída no lugar das Torres Gêmeas derrubadas pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

 

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Terror islâmico ainda ameaça 18 anos após atentados de 11 de setembro

O número de mortes e de atentados cometidos por extremistas muçulmanos caiu nos últimos anos, mas o fantasma do terrorismo jihadista ainda assombra os países muçulmanos, o Ocidente e especialmente a África.

Era uma manhã linda de verão, com sol e céu azul, quando dois aviões de passageiros atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, o Centro Mundial de Comércio, em Nova York, que desabaram meia hora depois do segundo ataque. 

Outro avião foi jogado contra o Pentágono, a sede do Departamento da Defesa dos Estados Unidos, nos arredores de Washington. Um quarto avião foi derrubado pelos passageiros que souberam dos outros ataques. Seu alvo poderia ser a Casa Branca ou o Capitólio, a sede do Congresso dos Estados Unidos. 

No fim do dia, os piores atentados terroristas da história haviam deixado 2 mil 996 mortos, incluindo os 19 terroristas suicidas.

Foi a globalização do terrorismo. Sob a liderança do saudita Ossama bem Laden, a rede terrorista Al Caeda levou as guerras do Oriente Médio para dentro do território americano.

Os efeitos são sentidos até hoje nas guerras do Afeganistão e do Iraque, na desestabilização do Oriente Médio, em inúmeros atentados, na proliferação de grupos jihadistas e no reforço sem precedentes à segurança, especialmente da aviação comercial. Meu comentário:

sábado, 10 de setembro de 2011

"Só pode ter sido Ben Laden"

Eram cinco para as duas da tarde de terça-feira, 11 de setembro de 2001, em Londres, quando saí do metrô de Warren St. Trabalhava numa produtora de rádio e tinha de gravar um programa semanal às 14h. Liguei o rádio do meu walkman no Serviço Mundial da BBC para chegar na redação sabendo das últimas notícias.

Um avião havia se chocado contra uma das torres do World Trade Center, em Nova York. A informação inicial é de seria um avião pequeno. Afinal, grandes aviões não poderia entrar no espaço aéreo da cidade a baixa altitude.

Já estava na redação e as TVs já mostravam imagens ao vivo, às 14h04 pelo horário londrino, quando o segundo avião se chocou contra a Torre Sul. No primeiro momento, pensei que tinham conseguido a imagem do primeiro avião. Mas as duas torres estavam pegando fogo.

Naquele momento, a ficha caiu. Estávamos diante do atentado terrorista mais espetacular da História, com cobertura ao vivo e em cores. Imediatamente, Steve, um jornalista inglês do London Radio Service.  que tinha trabalhado no Oriente Médio, matou a charada: "Só pode ter sido Ben Laden".

O líder da rede terrorista Al Caeda era conhecido há pelo menos cinco anos do público britânico, desde que o laureado correspondente de Oriente Médio do Independent, Robert Fisk, o entrevistou.

A partir daí, a redação entrou em polvorosa. Com a queda das Torres Gêmeas, a sombra do terror pairou sobre Londres. Por causa do alinhamento automático do Reino Unido com os Estados Unidos, os londrinos temiam que a cidade fosse o próximo alvo.

Bateu o horror. A produtora decidiu cancelar a gravação. Foram todos trabalhar nos atentados.

O então primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que seria um discurso num encontro de sindicatos, mudou o texto. Falando de improviso, deu total solidariedade aos Estados Unidos.

Eu tinha um lançamento de livro, um atlas da ONU sobre corais e biodiversidade, no Ministério do Exterior britânico, um possível alvo. Fui lá, comprei o livro e caí fora. Fui para casa, onde escrevi para o No.com um dos que considero melhores textos da miha carreira jornalística.

domingo, 30 de novembro de 2008

Aznar colaborou com vôos para Guantânamo

O governo do primeiro-ministro conservador José María Aznar autorizou o pouso no país de vôos clandestinos para levar prisioneiros da guerra contra o terror, da milícia afegã dos Talebã e da rede terrorista Al Caeda, para o centro de detenção da base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba, revela o jornal espanhol El País neste domingo, 30 de novembro de 2008.

Em 10 de janeiro de 2002, quatro meses depois do ataque às Torres Gêmeas do World Trade Center e dois meses depois da queda do regime fundamentalista dos Talebã no Afeganistão, a embaixada dos Estados Unidos em Madri comunicou ao governo Aznar que o país levaria presos em vôos de longa distância. Em situação de emergência, poderia ser obrigados a aterrisar em algum avião espanhol. Os EUA se comprometiam a retomar o vôo assim que fosse possível.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Giuliani acusa Bill Clinton para atingir Hillary

Em artigo recente para a revista Foreign Affairs, o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani, um dos principais aspirantes à candidatura do Partido Republicano na eleição presidencial de 2008 nos Estados Unidos, defendeu a estratégia do governo George W. Bush na guerra contra o terrorismo: "Respondemos vigorosamente à guerra dos terroristas contra nós, abandonando uma estratégia de reação defensiva contraproducente de uma década em troca de uma ofensiva vigorosa."

O que ele está dizendo é que o governo Bill Clinton (1993-2001) foi complacente no combate ao terrorismo depois do primeiro ataque ao World Trade Center, em 1993; ao atentado contra as Torres Khobar, na Arábia Saudita, 1996; aos ataques contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, em 1998; e contra o destróier USS Cole em 2000.

No seu discurso, os candidatos democratas, a começar pela senadora e ex-primeira dama Hillary Clinton, seriam igualmente fracos e complacentes diante do terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos, não percebendo as dimensões do risco. Mas o jornal The Washington Post afirma que as declarações feitas na época eram muito diferentes de suas posições atuais, expressas no artigo Rumo a uma Paz Realista, que apresenta sua política externa e defende o fortalecimento do sistema internacional, que nunca foi caro aos republicanos e conservadores.

Giuliani chegou a instalar seu centro de comando e controle de emergências no World Trade Center, contra a orientação de diversos assessores da Prefeitura. Só depois de 11 de setembro leu seu primeiro livro sobre a rede terrorista Al Caeda, responsável pela destruição das Torres Gêmeas. Os bombeiros e policiais queixam-se que seus colegas mortos em 11 de setembro de 2001 usavam os mesmos equipamentos de comunicações de 1993.

É fácil numa campanha eleitoral reescrever a história e distorcer o passado, e o pior é que pode dar certo.

Confira no Washington Post.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Ator encosta em Giuliani na corrida à Casa Branca

Mal entrou na corrida à Casa Branca na luta pela candidatura do Partido Republicano em 2008, o ator e ex-senador Fred Thompson já encostou no ex-prefeito de Nova Iorque, Rudolph Giuliani, que ganhou estatura presidencial ao coordenar as operações de socorro em Nova Iorque em 11 de setembro de 2001.

Em pesquisa divulgada nesta terça-feira pela rede de televisão americana CNN, Giuliani tinha apenas um ponto percentual de vantagem contra Thompson: 28% contra 27%. A margem de erro é de mais ou menos 2,5 pontos percentuais.

No mês passado, Giuliani liderava com 29% contra 22% para Thompson, que ainda não anunciara oficialmente sua candidatura.

"Thompson leva vantagem entre os republicanos evangélicos e especialmente entre os sulistas. Foi onde ele teve seus maiores ganhos", comentou Bill Schneider, analista político da TV.

O problema de Giuliani é que, como ex-prefeito de Nova Iorque, ele é liberal demais politicamente para o Partido Republicano: é a favor da união homossexual, já se deixou fotografar como drag queen, é a favor do aborto. Vai contra o eleitorado de sua próprio partido.

Além disso, os policiais e bombeiros de Nova Iorque tiraram um tanto da aura de herói conquista por Giuliani em 11 de setembro. Seus colegas entraram no World Trade Center, em 2001, com o mesmo equipamento usado para enfrentar o primeiro atentado contra as torres gêmeas, em 1993. Se pudessem se comunicar, pelo menos mais alguns talvez pudessem ter escapado do desabamento das torres.

Leia mais no site da CNN.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Ossama zomba e Bush mente em 11/9

Seis anos depois dos atentados de 11 de setembro, Ossama ben Laden zomba do poder dos Estados Unidos e o presidente George Walker Bush ainda insiste nas ligações entre a rede terrorista Al Caeda e a ditadura de Saddam Hussein no Iraque.

Mas a realidade é que a guerra no Iraque foi um desvio na luta contra o terrorismo que acabou alimentando o inimigo, que está infiltrado, sobretudo na Europa e tentando cometer novas atrocidades, como nos casos recentes em Londres e Glasgow, no Reino Unido; e em Hamburgo, na Alemanha.

Ben Laden divulgou nova mensagem, exaltando um dos "mártires" de 11 de setembro de 2001, maneira como se refere aos 19 terroristas suicidas que atacaram os EUA. E Bush alegou que Al Caeda no Iraque é a prova de que ele estava certo ao invadir o país e depor Saddam Hussein.

Foi interessante uma matéria da TV CNN que editou várias declarações de Bush e do vice-presidente Dick Cheney insistindo numa ligação de Saddam com os atentados de 11 de setembro. Cheney chega a dizer que Mohammed Atta, piloto do avião que bateu na Torre Norte do World Trade Center às 8h45 e que aparentemente era o líder da operação, trabalhava para Saddam, citando um suposto encotro de Atta com um agente iraquiano em Praga, uma hipótese jamais confirmada.

Como Bush é o tipo de idiota que acredita nas suas próprias mentiras, o mundo terá de suportar um presidente da hiperpotência totalmente divorciado da realidade.

Ossama deve estar rindo. Uma pesquisa feita no Paquistão revela que um terço da população apóia os Talebã e Al Caeda e apenas 19% têm uma opinião favorável dos EUA, apesar da ajuda americana depois do terremoto de outubro de 2005 na região da Caxemira, disputada pela Índia e o Paquistão.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Giuliani acusa Bill Clinton pelo 11 de setembro

O ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani, líder na disputa pela candidatura do Partido Republicano à eleição presidencial de 2008 nos Estados Unidos, acusa o ex-presidente Bill Clinton de não ter reagido com a força necessária depois do primeiro atentado contra o World Trade Center, em 1993.

Seu tema repetia uma velha jogada republicana para amedrontar o eleitorado: os democratas dão fracos e ingênuos para conduzir a guerra. Ao atacar Bill, ele também atinge Hillary Clinton, até o momento a favorita para conquistar a Casa Branca em 2008.

"Terroristas muçulmanos mataram mais de 500 americanos antes de 11 de setembro. Muitas pessoas pensam que o primeiro ataque contra os EUA foi em 11 de setembro de 2001. Não foi. Foi em 1993", declarou Giuliani.

Como prefeito de Nova Iorque no dia dos atentados, ele posou como presidente dos EUA, enquanto George W. Bush sumiu, protegido pelo serviço secreto, por medo de novos ataques.

Mas o Corpo de Bombeiros e a Polícia de Nova Iorque não ficaram com uma imagem tão favorável de Giuliani. Ele é acusado de não ter modernizado o sistema de radiocomunicação depois do primeiro atentado, em 1993. Os bombeiros e policiais que entraram nas Torres Gêmeas logo após os atentados de 2001, usavam equipamentos da mesma geração tecnológicas que seus colegas tinham em 1993. Só que as torres desabaram sobre eles.

Para as famílias dos policiais e bombeiros soterrados pelas torres, a culpa foi de Giuliani. Ele poderia ter equipado os bombeiros e policiais nova-iorquinos com equipamentos de última geração. Mas os republicanos achavam que o Estado não deve gastar dinheiro.

Por isso, Giuliani tem um ponto fraco para empanar a glória do que em que posou como presidente dos EUA. Jogar a culpa nos outros é uma boa maneira de desviar a atenção da sua.

Em ocasiões anteriores, Giuliani não quis responsabilizar Clinton nem Bush pelos atentados de 11/9. Disse que a culpa foi dos terroristas.

Depois dos atentados contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, em 1998, Clinton mandou bombardear uma fábrica no Sudão e bases da rede terrorista Al Caeda no Afeganistão. Mas foi apenas um bombardeio aéreo. Faltou consistência à ação. Parecia que Clinton estava apenas dando uma satisfação ao povo americano para dizer que tinha reagido.

A realidade é que ninguém dava importância a um inimigo não-governamental com recursos supostamente limitados. Ossama ben Laden declarou guerra aos EUA e ao Ocidente mas não foi levado a sério.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Fantasmas de 11/9 assombram candidatura Giuliani

Enquanto George W. Bush se escondia, em 11 de setembro de 2001, ele posou como o verdadeiro presidente dos Estados Unidos, comandando as operações de socorro. Mas agora que o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani é o favorito para ser o próximo candidato do Partido Republicano à Casa Branca, os fantasmas do pior ataque terrorista da História voltam para assombrá-lo.

"Se Rudolph Giuliani estivesse concorrendo como o homem que limpou a Times Square e reduziu a criminalidade, e não pelo 11/9, eu não abriria a boca", afirmou Sally Regenhard. Seu filho foi um dos 343 bombeiros nova-iorquinos mortos no atentado terrorista contra o World Trade Center. "Quando ele faz campanha em cima do 11/9, o povo americano precisa saber que ele fez parte do problema."

Durante uma audiência em Nova Iorque em 2004, Sally gritou: "Meu filho foi assassinado por causa de sua incompetência!"

Giuliani, que tem 55% das preferências no eleitorado republicano, sofre duas acusações:
• Seu governo não dotou os bombeiros de Nova Iorque de equipamentos modernos de rádio-comunicação, como reclamam os parentes dos bombeiros soterrados no desabamento das torres gêmeas. Eles usavam o mesmo equipamento de seus colegas chamados no primeiro atentado terrorista contra o World Trade Center, em 1993.
• Em novembro de 2001, Giuliani decidiu acelerar a remoção dos escombros do chamado Ponto Zero. Os bombeiros ficaram furiosos com a redução do número dos que procuravam restos mortais de seus colegas. O prefeito voltou atrás dias depois.

"Queremos que os Estados Unidos saibam o que esse cara significa para os bombeiros da cidade de Nova Iorque", disse Peter Gorman, presidente da Associação dos Bombeiros. "Nas nossas experiências com este homem, ele nos desrespeitou da maneira mais horrível".

Mais de cinco anos e meio depois, restos humanos continuam aflorando no terreno onde ficava o WTC.