O estresse, a depressão e a ansiedade atingem 615 milhões de pessoas, provocam suicídio e causam um prejuízo anual estimado em US$ 1 trilhão (R$ 3,736 trilhões), revelou um estudo recente da Organização Mundial da Saúde (OMS).
As doenças crônicas respondem por 86% dos gastos com saúde nos Estados Unidos, de US$ 2,7 trilhões (R$ 10 trilhões) por ano. Muitas são causadas por problemas relacionados ao estresse.
No Reino Unido, são responsáveis por 44% das doenças profissionais e 57% das faltas ao trabalho por razões de saúde, de acordo com as estatísticas oficiais, noticiou o jornal inglês Financial Times.
Mais de 450 pessoas de 43 países foram entrevistas na reportagem. A maioria sentiu falta de apoio, abandono ou discriminação por causa de problemas mentais.
Dois terços acreditam que o trabalho tem um impacto extremamente negativo sobre a saúde e 44% disseram que a saúde mental não é levada a sério na empresa ou organização onde trabalham. A metade declarou não saber aonde ir nem a quem recorrer.
Enquanto as empresas hoje enfrentam a discriminação racial e sexual e o assédio sexual, a saúde mental ainda é um tabu. O problema é realmente grave em setores altamente competitivos como finanças, consultoria e escritórios de advocacia.
"Existe uma cultura profundamente arraigada de que os locais de trabalho são bons", observa Donna Hardaker, especialista em recursos humanos e saúde mental no trabalho na organização beneficente Sutter Health, de Sacramento, na Califórnia. "Os empregados são o problema. Mas os empregadores tem a responsabilidade social de não prejudicar as pessoas que trabalham entre suas paredes."
Se um funcionário tem uma doença grave como câncer ou problemas cardíacos, a normalmente empresa vai oferecer apoio e aceitar o afastamento temporário do trabalho. No caso de problemas mentais, a atitude costuma ser negativa.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 14 de julho de 2019
quarta-feira, 27 de setembro de 2017
Mundo tem 25,5 milhões de abortos clandestinos por ano
Dos 55,7 milhões de abortos realizados anualmente no mundo, cerca de 25,5 milhões são clandestinos, sem as mínimas condições sanitárias, revela um novo estudo divulgado pela revista médica britânica The Lancet. Cerca de 97% dos abordos clandestinos aconteceu na África, na Ásia e na América Latina.
As conclusões são de uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Instituto Guttmacher, de Nova York. O estudo destaca a necessidade de dar proteção legal às mulheres, especialmente em países de baixa renda.
Cerca de 55% ou 30,6 milhões de abortos são feitos com métodos aprovados pela OMS. Outros 30,7% ou 17,1 milhões de abortos são considerados semisseguros, realizados por pessoas qualificadas co métodos superados, como a curetagem com objetos agudos, ou com métodos modernos aplicados por pessoas não qualificadas.
São considerados menos seguros 14,4% ou 8 milhões de abortos, feitos por pessoas não qualificados com métodos perigosos ou invasivos como a ingestão de substâncias cáusticas, a inserção de objetos estranhos ou de preparados líquidos tradicionais.
Uma alta porcentagem (87,5%) dos abortos em os países desenvolvidos são seguros. A exceção está nos antigos países comunistas da Europa Oriental, que ainda usam métodos superados. Em contraste, na África e na América Latina, 75% dos abortos são mais inseguros.
"A alta proporção de abortos seguros foi observada em país com leis menos restritivas, elevado desenvolvimento econômico e infraestrutura de saúde bem desenvolvida indica que tanto o aparato legal quando o nível geral de desenvolvimento têm um papel na segurança de um aborto", conclui o principal autor do relatório, Bela Ganatra, da OMS.
As conclusões são de uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Instituto Guttmacher, de Nova York. O estudo destaca a necessidade de dar proteção legal às mulheres, especialmente em países de baixa renda.
Cerca de 55% ou 30,6 milhões de abortos são feitos com métodos aprovados pela OMS. Outros 30,7% ou 17,1 milhões de abortos são considerados semisseguros, realizados por pessoas qualificadas co métodos superados, como a curetagem com objetos agudos, ou com métodos modernos aplicados por pessoas não qualificadas.
São considerados menos seguros 14,4% ou 8 milhões de abortos, feitos por pessoas não qualificados com métodos perigosos ou invasivos como a ingestão de substâncias cáusticas, a inserção de objetos estranhos ou de preparados líquidos tradicionais.
Uma alta porcentagem (87,5%) dos abortos em os países desenvolvidos são seguros. A exceção está nos antigos países comunistas da Europa Oriental, que ainda usam métodos superados. Em contraste, na África e na América Latina, 75% dos abortos são mais inseguros.
"A alta proporção de abortos seguros foi observada em país com leis menos restritivas, elevado desenvolvimento econômico e infraestrutura de saúde bem desenvolvida indica que tanto o aparato legal quando o nível geral de desenvolvimento têm um papel na segurança de um aborto", conclui o principal autor do relatório, Bela Ganatra, da OMS.
domingo, 30 de julho de 2017
Maioria dos americanos apoia programa de saúde de Obama
Quase dois terços dos Estados Unidos são contra as tentativas do Partido Republicano de acabar com o programa de saúde do governo Barack Obama e acreditam que o Congresso deve se dedicar a outras questões, indica uma pesquisa do instituto Ipsos para a agência Reuters.
Cerca de 64% dos mais de 1.130 americanos ouvidos em 28 e 29 de julho, depois do colapso das propostas republicanas no Senado, querem manter o Obamacare "inteiramente como está" ou mudando apenas "áreas problemáticas". Em janeiro, 54% eram a favor.
Ao todo, 71% esperam que o Congresso passe a atacar outros problemas do país. Apenas 29% querem que os republicanos "continuem trabalhando numa nova lei de saúde". É mais uma derrota para o presidente Donald Trump, que insiste na rejeição do programa de Obama para garantir cobertura universal de saúde.
Cerca de 64% dos mais de 1.130 americanos ouvidos em 28 e 29 de julho, depois do colapso das propostas republicanas no Senado, querem manter o Obamacare "inteiramente como está" ou mudando apenas "áreas problemáticas". Em janeiro, 54% eram a favor.
Ao todo, 71% esperam que o Congresso passe a atacar outros problemas do país. Apenas 29% querem que os republicanos "continuem trabalhando numa nova lei de saúde". É mais uma derrota para o presidente Donald Trump, que insiste na rejeição do programa de Obama para garantir cobertura universal de saúde.
sexta-feira, 28 de julho de 2017
Senado dos EUA derrota mais uma vez rejeição ao Obamacare
Por 51 a 49, com voto decisivo do senador John McCain, o Senado dos Estados Unidos rejeitou mais uma vez a proposta do Partido Republicano e do presidente Donald Trump para revogar a Lei de Cobertura de Saúde Acessível, a principal conquista de política interna do governo Barack Obama.
"É hora de olhar para os colegas do outro lado do plenário e ouvir o que tem a dizer", admitiu o líder da maioria republicana, senador Mitch McConnell, reconhecendo a derrota e pedindo à bancada do Partido Democrata que apresente suas propostas para melhorar o sistema de saúde.
Estava em votação hoje a chamada "rejeição magrinha", limitada ao fim da obrigação de ter seguro-saúde, de empresas de certo porte financiarem a cobertura de seus funcionários e de planos de saúde não poderem excluir doenças preexistentes.
Se os planos de saúde puderem excluir doenças preexistentes, quem tiver essas doenças terá prêmios de seguro-saúde altíssimos e provavelmente deixará de ter cobertura. O programa de Obama visava a dar cobertura universal de saúde. A proposta rejeitada deixaria 15 milhões sem seguro-saúde em dez anos, alertou o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, um órgão bipartidário.
O projeto volta agora para uma comissão, onde poderá ser reescrito. "Vamos virar a página e trabalhar juntos para melhorar nosso sistema de saúde", diz agora o líder da minoria, senador Charles Schumer.
McCain deu o voto decisivo. Veterano da Guerra do Vietnã, onde ficou preso durante cinco anos e meio, ele foi candidato à Casa Branca derrotado por Obama em 2008 e enfrenta uma nova batalha contra um câncer de cérebro agressivo diagnosticado há pouco.
Durante a campanha, Trump o atacou pessoalmente, afirmando que "verdadeiros heróis não vão presos". Devem vir aí novos disparos no Twitter.
"É hora de olhar para os colegas do outro lado do plenário e ouvir o que tem a dizer", admitiu o líder da maioria republicana, senador Mitch McConnell, reconhecendo a derrota e pedindo à bancada do Partido Democrata que apresente suas propostas para melhorar o sistema de saúde.
Estava em votação hoje a chamada "rejeição magrinha", limitada ao fim da obrigação de ter seguro-saúde, de empresas de certo porte financiarem a cobertura de seus funcionários e de planos de saúde não poderem excluir doenças preexistentes.
Se os planos de saúde puderem excluir doenças preexistentes, quem tiver essas doenças terá prêmios de seguro-saúde altíssimos e provavelmente deixará de ter cobertura. O programa de Obama visava a dar cobertura universal de saúde. A proposta rejeitada deixaria 15 milhões sem seguro-saúde em dez anos, alertou o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, um órgão bipartidário.
O projeto volta agora para uma comissão, onde poderá ser reescrito. "Vamos virar a página e trabalhar juntos para melhorar nosso sistema de saúde", diz agora o líder da minoria, senador Charles Schumer.
McCain deu o voto decisivo. Veterano da Guerra do Vietnã, onde ficou preso durante cinco anos e meio, ele foi candidato à Casa Branca derrotado por Obama em 2008 e enfrenta uma nova batalha contra um câncer de cérebro agressivo diagnosticado há pouco.
Durante a campanha, Trump o atacou pessoalmente, afirmando que "verdadeiros heróis não vão presos". Devem vir aí novos disparos no Twitter.
quinta-feira, 25 de maio de 2017
Programa de saúde de Trump vai deixar 23 milhões sem cobertura
A reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos feita pelo Partido Republicano para acabar com o programa do governo Barack Obama para garantir cobertura universal vai deixar 23 milhões de americanos sem seguro-saúde em dez anos, advertiu ontem o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), um órgão bipartidário.
No primeiro ano, 14 milhões devem perder a cobertura de saúde. Em médio e longo prazos, os prêmios do seguro-saúde devem aumentar muito para idosos e pessoas com doenças preexistentes.
O primeiro projeto, apresentado pelo presidente da Câmara, deputado Paul Ryan, nem chegou a ser colocado em votação. Na época, o CBO estimou que 24 milhões perderiam a cobertura de saúde.
A proposta aprovada na Câmara, que deve ser alterada no Senado, pretende reduzir o déficit público federal em US$ 119 bilhões em dez anos, US$ 32 bilhões a menos do que o projeto anterior.
"O CBO estava errado antes quando analisou o impacto do programa de Obama sobre custos e cobertura e errou de novo", declarou o secretário (ministro) da Saúde, Tom Price.
Ryan alegou que o partido está no caminho certo ao "reduzir os prêmios e reduzir o déficit". Os prêmios devem ser reduzidos para as pessoas mais jovens e mais saudáveis, com prejuízo para idosos, deficientes e portadores de doenças crônicas.
Na sua proposta orçamentária, além de dar por certa a aprovação da reforma da saúde como passou na Câmara, o governo Trump está propondo cortes de US$ 900 bilhões em dez anos no Medicaid, o programa de saúde para os mais pobres, para ajudar a financiar um corte de imposto trilionário para os ricos, inclusive para si mesmo.
Com esta reforma radical para acabar com a Lei de Cobertura de Saúde a Preços Acessíveis, do governo Obama, e os cortes de impostos de Trump, os republicanos correm grande risco de enfrentar uma revolta do eleitorado nas eleições intermediárias de 2018. Podem perder a maioria na Câmara e no Senado.
No primeiro ano, 14 milhões devem perder a cobertura de saúde. Em médio e longo prazos, os prêmios do seguro-saúde devem aumentar muito para idosos e pessoas com doenças preexistentes.
O primeiro projeto, apresentado pelo presidente da Câmara, deputado Paul Ryan, nem chegou a ser colocado em votação. Na época, o CBO estimou que 24 milhões perderiam a cobertura de saúde.
A proposta aprovada na Câmara, que deve ser alterada no Senado, pretende reduzir o déficit público federal em US$ 119 bilhões em dez anos, US$ 32 bilhões a menos do que o projeto anterior.
"O CBO estava errado antes quando analisou o impacto do programa de Obama sobre custos e cobertura e errou de novo", declarou o secretário (ministro) da Saúde, Tom Price.
Ryan alegou que o partido está no caminho certo ao "reduzir os prêmios e reduzir o déficit". Os prêmios devem ser reduzidos para as pessoas mais jovens e mais saudáveis, com prejuízo para idosos, deficientes e portadores de doenças crônicas.
Na sua proposta orçamentária, além de dar por certa a aprovação da reforma da saúde como passou na Câmara, o governo Trump está propondo cortes de US$ 900 bilhões em dez anos no Medicaid, o programa de saúde para os mais pobres, para ajudar a financiar um corte de imposto trilionário para os ricos, inclusive para si mesmo.
Com esta reforma radical para acabar com a Lei de Cobertura de Saúde a Preços Acessíveis, do governo Obama, e os cortes de impostos de Trump, os republicanos correm grande risco de enfrentar uma revolta do eleitorado nas eleições intermediárias de 2018. Podem perder a maioria na Câmara e no Senado.
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sexta-feira, 12 de maio de 2017
Maduro demite ministra da Saúde que divulgou dados negativos
O presidente Nicolás Maduro demitiu ontem a ministra da Saúde da Venezuela, Antonieta Caporale, depois da divulgação de um boletim epidemiológico apontando um aumento de 30% na mortalidade infantil e de 66% na mortalidade materna nos dois últimos anos.
A médica foi substituída pelo farmacêutico Luis López Chejade, de 43 anos, que foi vice-ministro de Hospitais e secretário da Saúde do estado de Arágua, ligado ao vice-presidente Tareck El Aissami, considerado um dos expoentes da linha dura do regime chavista.
No ano passado, 11.466 bebês morreram na Venezuela antes de completar um ano de vida e 756 mães morreram até 42 dias depois do parto. Os casos de malária, doença que chegou a ser erradicada no país, aumentaram em 76% para 240.613.
Com a queda os preços do petróleo a partir de 2014 e as políticas desastrosas de controle dos preços e do câmbio, a Venezuela enfrenta a pior crise econômica de sua história independente: uma inflação de 800% ao ano, o produto interno bruto caiu mais de 20% em dois anos e há um desabastecimento de mais de 80% dos produtos básicos e de medicamentos.
De acordo com a Federação Médica Venezuelana, os hospitais estão funcionando com apenas 3% dos insumos necessários. O governo insiste em denunciar uma fictícia conspiração internacional com o apoio da elite local, que estaria retendo medicamentos para agravar a situação.
Ontem, Maduro ordenou uma investigação em escolas particulares, que acusou de estimular "antivalores fascistas". Seu governo parece cada vez mais uma ditadura.
A médica foi substituída pelo farmacêutico Luis López Chejade, de 43 anos, que foi vice-ministro de Hospitais e secretário da Saúde do estado de Arágua, ligado ao vice-presidente Tareck El Aissami, considerado um dos expoentes da linha dura do regime chavista.
No ano passado, 11.466 bebês morreram na Venezuela antes de completar um ano de vida e 756 mães morreram até 42 dias depois do parto. Os casos de malária, doença que chegou a ser erradicada no país, aumentaram em 76% para 240.613.
Com a queda os preços do petróleo a partir de 2014 e as políticas desastrosas de controle dos preços e do câmbio, a Venezuela enfrenta a pior crise econômica de sua história independente: uma inflação de 800% ao ano, o produto interno bruto caiu mais de 20% em dois anos e há um desabastecimento de mais de 80% dos produtos básicos e de medicamentos.
De acordo com a Federação Médica Venezuelana, os hospitais estão funcionando com apenas 3% dos insumos necessários. O governo insiste em denunciar uma fictícia conspiração internacional com o apoio da elite local, que estaria retendo medicamentos para agravar a situação.
Ontem, Maduro ordenou uma investigação em escolas particulares, que acusou de estimular "antivalores fascistas". Seu governo parece cada vez mais uma ditadura.
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sexta-feira, 5 de maio de 2017
Magreza excessiva de modelos vira crime na França
A exploração publicitária da magreza extrema de modelos passa a ser crime na França, com a publicação no Diário Oficial de duas emendas à Lei de Saúde Pública. O objetivo é combater a anorexia, especialmente entre meninas e mulheres jovens.
O retoque ou manipulação de fotos para emagrecer ou afinar a silhueta de manequins será punido com multa de até 37,5 mil euros, cerca de R$ 131 mil, a partir de 1º de outubro. A exploração da magreza excessiva será punida com penas de até seis meses de prisão e multa de até 75 mil euros (R$ 262 mil).
Daqui em diante, as agências de modelos terão de fornecer certificados assinados por médicos do trabalho atestando que suas contratadas (e contratados) não são excessivamente magras. O índice de massa corporal, calculado dividindo o peso em quilos pela altura em metros ao quadrado, não poderá ser inferior a 17, o que indicaria magreza extrema.
Em defesa da medida, o autor do projeto de certificação, deputado socialista Olivier Véran, citou o depoimento de uma modelo de 1,80m e 45kg que "estava faminta", mas "recebia elogios porque tinha perdido peso".
"A exposição de imagens manipuladas e não realistas do corpo provoca um sentimento de autodepreciação e queda na autoestima que pode ter um impacto sobre a saúde", declarou em nota o Ministério da Saúde.
"As duas emendas visam a agir sobre a imagem dos corpos na sociedade para evitar a promoção de ideias de beleza inatingíveis", acrescenta a nota. "O objetivo é também proteger a saúde de uma categoria profissional especialmente atingida por este risco: os manequins."
O retoque ou manipulação de fotos para emagrecer ou afinar a silhueta de manequins será punido com multa de até 37,5 mil euros, cerca de R$ 131 mil, a partir de 1º de outubro. A exploração da magreza excessiva será punida com penas de até seis meses de prisão e multa de até 75 mil euros (R$ 262 mil).
Daqui em diante, as agências de modelos terão de fornecer certificados assinados por médicos do trabalho atestando que suas contratadas (e contratados) não são excessivamente magras. O índice de massa corporal, calculado dividindo o peso em quilos pela altura em metros ao quadrado, não poderá ser inferior a 17, o que indicaria magreza extrema.
Em defesa da medida, o autor do projeto de certificação, deputado socialista Olivier Véran, citou o depoimento de uma modelo de 1,80m e 45kg que "estava faminta", mas "recebia elogios porque tinha perdido peso".
"A exposição de imagens manipuladas e não realistas do corpo provoca um sentimento de autodepreciação e queda na autoestima que pode ter um impacto sobre a saúde", declarou em nota o Ministério da Saúde.
"As duas emendas visam a agir sobre a imagem dos corpos na sociedade para evitar a promoção de ideias de beleza inatingíveis", acrescenta a nota. "O objetivo é também proteger a saúde de uma categoria profissional especialmente atingida por este risco: os manequins."
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Obesidade pode atingir 20% da humanidade em 2020
Cerca de 650 milhões de pessoas, 13% da população mundial, sofrem hoje de obesidade. Até 2020, este percentual pode chegar a 20%, adverte um estudo publicado na revista médica britânica The Lancet.
"Em 40 anos, passamos de um mundo onde a insuficiência alimentar era duas vezes mais importante do que a obesidade a um mundo onde as pessoas obesas são mais numerosas do que aquelas abaixo do peso", comentou o coordenador da pesquisa, Majid Ezzati, professor do Imperial College de Londres.
A pesquisa computou dados sobre 19 milhões de pessoas com mais de 18 anos em 186 países. Em 1975, havia 105 milhões de obesos. Em 2014, eram 641 milhões, sendo 375 milhões de mulheres e 266 milhões de homens.
Para a Organização Mundial da Saúde, órgão das Nações Unidas, uma pessoa é considerada obesa quando tem índice de massa corporal acima de 30 e em estado de obesidade mórbida quando o IMC passa de 35.
O índice é calculado dividindo o peso em quilos pelo quadrado da altura medida em metros. Abaixo de 19, a pessoa é considerada magra demais. Daí até 25 é a faixa mais saudável.
"Em 40 anos, passamos de um mundo onde a insuficiência alimentar era duas vezes mais importante do que a obesidade a um mundo onde as pessoas obesas são mais numerosas do que aquelas abaixo do peso", comentou o coordenador da pesquisa, Majid Ezzati, professor do Imperial College de Londres.
A pesquisa computou dados sobre 19 milhões de pessoas com mais de 18 anos em 186 países. Em 1975, havia 105 milhões de obesos. Em 2014, eram 641 milhões, sendo 375 milhões de mulheres e 266 milhões de homens.
Para a Organização Mundial da Saúde, órgão das Nações Unidas, uma pessoa é considerada obesa quando tem índice de massa corporal acima de 30 e em estado de obesidade mórbida quando o IMC passa de 35.
O índice é calculado dividindo o peso em quilos pelo quadrado da altura medida em metros. Abaixo de 19, a pessoa é considerada magra demais. Daí até 25 é a faixa mais saudável.
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Cabo Verde promete controlar vírus zika em "quatro semanas"
Depois de revelar que o país tem pelo menos 83 casos suspeitos de infecção pelo vírus zika, a ministra da Saúde de Cabo Verde, Cristina Fontes de Lima, tentando tranquilizar os turistas, afirmou que, "em quatro semanas, teremos um controle total da situação".
Em entrevista à Rádio ONU, a ministra contou que os primeiros casos foram diagnosticados em novembro de 2015: "Tivemos situações com sintomas de prurido, portanto comichões, e dores musculares. Numa amostragem de 60 casos, 17 foram confirmados com o zika". Não há casos registrados de microcefalia.
A ministra acrescentou: "Cabo Verde é um país que se pauta pelo cumprimento dos regulamentos sanitários internacionais e anunciou que tinha, mas também está a anunciar que vem controlando a situação. A maioria das ilhas turísticas não teve casos de zika."
Depois de declarar que "o surto tem uma tendência decrescente", Cristina Fontes de Lima apelou à "população a se defender com repelentes e vestir roupas que permitam evitar a picada" do mosquito transmissor da doença".
Em entrevista à Rádio ONU, a ministra contou que os primeiros casos foram diagnosticados em novembro de 2015: "Tivemos situações com sintomas de prurido, portanto comichões, e dores musculares. Numa amostragem de 60 casos, 17 foram confirmados com o zika". Não há casos registrados de microcefalia.
A ministra acrescentou: "Cabo Verde é um país que se pauta pelo cumprimento dos regulamentos sanitários internacionais e anunciou que tinha, mas também está a anunciar que vem controlando a situação. A maioria das ilhas turísticas não teve casos de zika."
Depois de declarar que "o surto tem uma tendência decrescente", Cristina Fontes de Lima apelou à "população a se defender com repelentes e vestir roupas que permitam evitar a picada" do mosquito transmissor da doença".
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
OMS declara emergência mundial por causa do vírus zika
A Organização Mundial da Saúde declarou hoje que a epidemia do vírus zika é uma "emergência internacional de saúde pública, noticiou o jornal americano The Washington Post.
É a terceira vez que este órgão das Nações Unidas faz isso. A primeira vez foi contra a pandemia da gripe suína (vírus H1N1), em 2009, e a mais recente foi por causa da epidemia do vírus ebola no Oeste da África, em 2014 e 2015.
A decisão foi tomada numa reunião do comitê de emergência da OMS diante da "propagação explosiva" do vírus zika nas Américas Central e do Sul, principalmente no Brasil, onde foram detectados 4 mil casos de bebês nascidos com microcefalia por causa da doença em suas mães durante a gravidez.
Com a declaração da emergência, a OMS deve agilizar a ajuda aos 22 países mais afetados e preparar outros países para enfrentar a propagação da doença. Também haverá ênfase nos impactos sobre fetos, crianças e adultos.
O vírus zika, identificado pela primeira vez em florestas de Uganda, no Centro da África, só foi ligado à microcefalia no ano passado por médicos do Nordeste do Brasil alarmados com a explosão dos casos em recém-nascidos na região mais pobre do Brasil.
Desta vez, a OMS foi mais rápida, depois de ser muito criticada por demorar a reagir à epidemia de ebola.
Diante da certeza de que a doença deve chegar à Flórida e ao Texas, estados do Sul dos Estados Unidos onde os verões são quentes e há pântanos infestados de mosquitos, o presidente Barack Obama se mobilizou para que seja desenvolvida uma vacina contra o vírus zika. Mas isso pode demorar alguns anos.
No momento, as autoridades de vários países desaconselham viagens aos países infectados, o que pode ter um impacto sobre o turismo e a Olimpíada do Rio de Janeiro. Este momento que serviria para celebrar a ascensão do Brasil no cenário internacional pode virar motivo de vergonha nacional.
As mulheres grávidas com suspeita de zika devem fazer exames médicos. Se a doença for confirmada, devem fazer ultrassonografia para saber se o feto foi atingido. A expectativa é de um grande aumento no número de abortos, que são permitidos nos EUA, mas proibidos nos países onde a situação é mais grave hoje.
É a terceira vez que este órgão das Nações Unidas faz isso. A primeira vez foi contra a pandemia da gripe suína (vírus H1N1), em 2009, e a mais recente foi por causa da epidemia do vírus ebola no Oeste da África, em 2014 e 2015.
A decisão foi tomada numa reunião do comitê de emergência da OMS diante da "propagação explosiva" do vírus zika nas Américas Central e do Sul, principalmente no Brasil, onde foram detectados 4 mil casos de bebês nascidos com microcefalia por causa da doença em suas mães durante a gravidez.
Com a declaração da emergência, a OMS deve agilizar a ajuda aos 22 países mais afetados e preparar outros países para enfrentar a propagação da doença. Também haverá ênfase nos impactos sobre fetos, crianças e adultos.
O vírus zika, identificado pela primeira vez em florestas de Uganda, no Centro da África, só foi ligado à microcefalia no ano passado por médicos do Nordeste do Brasil alarmados com a explosão dos casos em recém-nascidos na região mais pobre do Brasil.
Desta vez, a OMS foi mais rápida, depois de ser muito criticada por demorar a reagir à epidemia de ebola.
Diante da certeza de que a doença deve chegar à Flórida e ao Texas, estados do Sul dos Estados Unidos onde os verões são quentes e há pântanos infestados de mosquitos, o presidente Barack Obama se mobilizou para que seja desenvolvida uma vacina contra o vírus zika. Mas isso pode demorar alguns anos.
No momento, as autoridades de vários países desaconselham viagens aos países infectados, o que pode ter um impacto sobre o turismo e a Olimpíada do Rio de Janeiro. Este momento que serviria para celebrar a ascensão do Brasil no cenário internacional pode virar motivo de vergonha nacional.
As mulheres grávidas com suspeita de zika devem fazer exames médicos. Se a doença for confirmada, devem fazer ultrassonografia para saber se o feto foi atingido. A expectativa é de um grande aumento no número de abortos, que são permitidos nos EUA, mas proibidos nos países onde a situação é mais grave hoje.
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Número oficial de russos com HIV passa de mil
A epidemia da síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids) se alastra na Rússia. O número oficial de pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) chegou a 1 milhão, revelou em Moscou o diretor do Centro Federal de Combate à Aids, Vadim Pokrovski, citado pela agência de notícias Interfax.
Só no ano passado, foram registrados 93 mil novos casos. Por causa da subnotificação, os especialistas em saúde pública estimam que o total esteja perto de 1,4 milhão, quase 1% da população da Rússia, estimada em 143 milhões de habitantes. Cerca de 70% dos casos ocorrem na faixa de 20 a 39 anos, idade mais produtiva para a maioria dos trabalhadores.
As tradições culturais, o machismo arraigado, a homofobia, o abuso de drogas e fraqueza da economia russa, agravada pela crise do petróleo e as sanções impostas pelo Ocidente contra a intervenção militar na Ucrânia, dificultam o combate à aids.
Há dez anos, havia 170 mil casos registrados. Até o ano 2000, 87% dos casos atingiam usuários de drogas injetáveis. Hoje, 53% das infecções pelo HIV são atribuídas a seringas e agulhas contaminadas e 42% a relações sexuais. O sexo antes do casamento se tornou mais aceitável e a inflação aumentou o preço das camisinhas.
Em sua campanha contra o Ocidente e o homossexualismo, o governo e a mídia oficial acusam os homossexuais e estilos de vida alternativos pela propagação do HIV, mas, de acordo com o centro de combate só 1,5% dos casos são atribuídos a relações homossexuais.
A incidência da doença em mulheres aumentou de 10% em 2005 para 37% em 2015, corroborando a hipótese de que a maior parte das infecções pelo sexo acontecem em relações heterossexuais.
Com o estigma associado à aids como uma doença de homossexuais, o preconceito é grande na Rússia. Cerca de 25% dos HIV positivos tiveram tratamento negado e 11% perderam o emprego. Por medo da discriminação, muita gente em situação de risco não faz o exame.
Os setores mais conservadores do governo e a Igreja Ortodoxa Russa pressionam o Kremlin a proibir a educação sexual e programas de prevenção da aids em escolas e universidades. O Ministério da Saúde chegou a alegar que a educação sexual causaria um aumento da atividade sexual e da transmissão da doença.
Pela cartilha da Igreja, "castidade, fé e patriotismo" são as soluções para combater a aids, em linha com a promoção dos valores tradicionais da família pelo Kremlin.
A onda de manifestações contra o governo, no fim de 2011, suscitou temores no Kremlin de que uma revolta inspirada pelo Ocidente no estilo da Primavera Árabe visava a derrubar o homem-forte do país, o atual presidente Vladimir Putin.
Em resposta, o Parlamento aprovou em 2012 a Lei contra Agentes Estrangeiros para dificultar a atuação de organizações não governamentais que recebem financiamento do exterior, acabando com vários programas de ajuda.
O Fundo Global de Combate à Aids distribuía medicamentos retrovirais para 66 mil pacientes em 2009; no ano passado, foram apenas 4,3 mil. Moscou também vetou o Programa de Agulhas Limpas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que distribui seringas a usuários de drogas injetáveis.
A Rússia importa 90% dos medicamentos que consome e a produção doméstica depende de importações em 99% dos casos. Em 2014, diante das sanções da Europa e dos Estados Unidos contra a intervenção na Ucrânia, o Kremlin resolveu apostar no fortalecimento da indústria local do setor, que cresceu 27% naquele ano e 7,5% no ano passado. Mas as restrições a investimentos e a obrigação de companhias estrangeiras de fazer parcerias com universidades russas fez com que 77% das empresas farmacêuticas estrangeiras estejam com problemas financeiros.
Juntos, esses fatores limitam a 3% o total da população com HIV que toma medicamentos antirretrovirais.
Só no ano passado, foram registrados 93 mil novos casos. Por causa da subnotificação, os especialistas em saúde pública estimam que o total esteja perto de 1,4 milhão, quase 1% da população da Rússia, estimada em 143 milhões de habitantes. Cerca de 70% dos casos ocorrem na faixa de 20 a 39 anos, idade mais produtiva para a maioria dos trabalhadores.
As tradições culturais, o machismo arraigado, a homofobia, o abuso de drogas e fraqueza da economia russa, agravada pela crise do petróleo e as sanções impostas pelo Ocidente contra a intervenção militar na Ucrânia, dificultam o combate à aids.
Há dez anos, havia 170 mil casos registrados. Até o ano 2000, 87% dos casos atingiam usuários de drogas injetáveis. Hoje, 53% das infecções pelo HIV são atribuídas a seringas e agulhas contaminadas e 42% a relações sexuais. O sexo antes do casamento se tornou mais aceitável e a inflação aumentou o preço das camisinhas.
Em sua campanha contra o Ocidente e o homossexualismo, o governo e a mídia oficial acusam os homossexuais e estilos de vida alternativos pela propagação do HIV, mas, de acordo com o centro de combate só 1,5% dos casos são atribuídos a relações homossexuais.
A incidência da doença em mulheres aumentou de 10% em 2005 para 37% em 2015, corroborando a hipótese de que a maior parte das infecções pelo sexo acontecem em relações heterossexuais.
Com o estigma associado à aids como uma doença de homossexuais, o preconceito é grande na Rússia. Cerca de 25% dos HIV positivos tiveram tratamento negado e 11% perderam o emprego. Por medo da discriminação, muita gente em situação de risco não faz o exame.
Os setores mais conservadores do governo e a Igreja Ortodoxa Russa pressionam o Kremlin a proibir a educação sexual e programas de prevenção da aids em escolas e universidades. O Ministério da Saúde chegou a alegar que a educação sexual causaria um aumento da atividade sexual e da transmissão da doença.
Pela cartilha da Igreja, "castidade, fé e patriotismo" são as soluções para combater a aids, em linha com a promoção dos valores tradicionais da família pelo Kremlin.
A onda de manifestações contra o governo, no fim de 2011, suscitou temores no Kremlin de que uma revolta inspirada pelo Ocidente no estilo da Primavera Árabe visava a derrubar o homem-forte do país, o atual presidente Vladimir Putin.
Em resposta, o Parlamento aprovou em 2012 a Lei contra Agentes Estrangeiros para dificultar a atuação de organizações não governamentais que recebem financiamento do exterior, acabando com vários programas de ajuda.
O Fundo Global de Combate à Aids distribuía medicamentos retrovirais para 66 mil pacientes em 2009; no ano passado, foram apenas 4,3 mil. Moscou também vetou o Programa de Agulhas Limpas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que distribui seringas a usuários de drogas injetáveis.
A Rússia importa 90% dos medicamentos que consome e a produção doméstica depende de importações em 99% dos casos. Em 2014, diante das sanções da Europa e dos Estados Unidos contra a intervenção na Ucrânia, o Kremlin resolveu apostar no fortalecimento da indústria local do setor, que cresceu 27% naquele ano e 7,5% no ano passado. Mas as restrições a investimentos e a obrigação de companhias estrangeiras de fazer parcerias com universidades russas fez com que 77% das empresas farmacêuticas estrangeiras estejam com problemas financeiros.
Juntos, esses fatores limitam a 3% o total da população com HIV que toma medicamentos antirretrovirais.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Europa tem primeiro caso de ebola fora da África
Uma auxiliar de enfermagem espanhola é a primeira pessoa diagnosticada na Europa com o vírus ebola da epidemia em curso na África Ocidental, confirmou hoje a ministra da Saúde da Espanha, Ana Mato. A paciente ajudou a cuidar de um padre e de um missionário espanhóis que pegaram a doença em Serra Leoa, na África. Foi a primeira pessoas a pegar a doença fora da época.
Como auxiliar de enfermagem, María Teresa Romero Ramos era encarregada de trocar lençóis e de limpar os quartos. Ela sentiu os primeiros sintomas em 30 de setembro. O primeiro sintoma foi uma febre. Por isso, o diagnóstico de ebola não foi feito no primeiro momento. Quem teve contato com a doente está sendo investigado. Estima-se que sejam cerca de 50 pessoas.
O primeiro caso na Europa acontece no momento em que os Estados Unidos se preocupam que a doença se espalhe lá. Um homem que pegou a doença na África mas teve os primeiros sintomas nos EUA morreu. Cerca de 100 pessoas tiveram algum contato com ele antes dele ser confinado.
Nesta segunda-feira, ao justificar a ajuda e o envio de 3 mil soldados americanos à África, o presidente Barack Obama disse que "é uma alta prioridade da segurança nacional. Não é só caridade. É uma questão da nossa segurança."
Mais de 3,4 mil pessoas morreram na epidemia.
Como auxiliar de enfermagem, María Teresa Romero Ramos era encarregada de trocar lençóis e de limpar os quartos. Ela sentiu os primeiros sintomas em 30 de setembro. O primeiro sintoma foi uma febre. Por isso, o diagnóstico de ebola não foi feito no primeiro momento. Quem teve contato com a doente está sendo investigado. Estima-se que sejam cerca de 50 pessoas.
O primeiro caso na Europa acontece no momento em que os Estados Unidos se preocupam que a doença se espalhe lá. Um homem que pegou a doença na África mas teve os primeiros sintomas nos EUA morreu. Cerca de 100 pessoas tiveram algum contato com ele antes dele ser confinado.
Nesta segunda-feira, ao justificar a ajuda e o envio de 3 mil soldados americanos à África, o presidente Barack Obama disse que "é uma alta prioridade da segurança nacional. Não é só caridade. É uma questão da nossa segurança."
Mais de 3,4 mil pessoas morreram na epidemia.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Nigéria declara estado de emergência contra ebola
Por recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Nigéria declarou hoje estado de emergência nacional para tentar conter a epidemia da febre hemorrágica ebola que atinge a África Ocidental. A OMS declarou que ebola é uma "emergência global".
O presidente Goodluck Jonathan liberou o equivalente a US$ 11,6 milhões para o combate à doença. Sete nigerianos foram infectados até agora. Dois morreram. Como a Nigéria tem a maior população da África, grandes concentrações humanas e uma infraestrutura de saúde precária, o risco é enorme.
A situação é pior nos três primeiros países atingidos pela doença, Guiné, Libéria e Serra Leoa.
O presidente Goodluck Jonathan liberou o equivalente a US$ 11,6 milhões para o combate à doença. Sete nigerianos foram infectados até agora. Dois morreram. Como a Nigéria tem a maior população da África, grandes concentrações humanas e uma infraestrutura de saúde precária, o risco é enorme.
A situação é pior nos três primeiros países atingidos pela doença, Guiné, Libéria e Serra Leoa.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Republicanos têm manual para atacar Obama
Para acabar com o programa de universalização da saúde que é a maior conquista de política interna do presidente Barack Obama, a oposição republicana, que tem maioria na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, preparou um manual chamado Por causa do Obamacare, perdi meu seguro de saúde, revelou a rede de televisão americana CNN.
A feroz oposição a Obama é liderada pelo movimento radical de direita Festa do Chá, que luta para reduzir impostos e reduzir a máquina do Estado, por isso quer cortar programas do governo federal dos EUA, especialmente benefícios sociais como vales de alimentação e subsídios à saúde de pobres e idosos.
O programa enfrentou sérios problemas técnicos. No lançamento, os sítios do governo federal na Internet onde os cidadãos americanos podem comparar os diferentes seguros de saúde e escolher seu plano não funcionaram. A popularidade de Obama caiu para 42%.
A feroz oposição a Obama é liderada pelo movimento radical de direita Festa do Chá, que luta para reduzir impostos e reduzir a máquina do Estado, por isso quer cortar programas do governo federal dos EUA, especialmente benefícios sociais como vales de alimentação e subsídios à saúde de pobres e idosos.
O programa enfrentou sérios problemas técnicos. No lançamento, os sítios do governo federal na Internet onde os cidadãos americanos podem comparar os diferentes seguros de saúde e escolher seu plano não funcionaram. A popularidade de Obama caiu para 42%.
terça-feira, 8 de maio de 2012
42% dos americanos serão obesos em 2030
Cerca de 42% dos americanos serão obesos em 2030 e um quarto destes, 10,5% da população total, terão obesidade mórbida, que encurta a vida e aumenta muito as despesas médicas, adverte um novo estudo divulgado numa conferência médica nos Estados Unidos.
"Se não fizermos nada, isto vai prejudicar os esforços para reduzir os gastos futuros com saúde", adverte o economista Justin Trodgon, um dos autores do relatório apresentado na conferência Pesando a Nação.
Caso a obesidade se mantenha nos níveis atuais, quando atinge 34% da população, a economia projetada será de US$ 550 bilhões. É essencial para que os EUA consigam equilibrar o orçamento e reduzir uma dívida pública que ronda 100% de toda a riqueza produzida num ano.
As doenças causas pela obesidade - diabetes, problemas cardíacos e colapso dos rins - consomem cerca de 9% dos recursos gastos anualmente com saúde nos EUA, mas alguns pesquisadores estimam que o valor real seja duas vezes maior.
O total anual de gastos com saúde nos EUA soma US$ 2,6 trilhões, informa o jornal The Washington Post.
"Se não fizermos nada, isto vai prejudicar os esforços para reduzir os gastos futuros com saúde", adverte o economista Justin Trodgon, um dos autores do relatório apresentado na conferência Pesando a Nação.
Caso a obesidade se mantenha nos níveis atuais, quando atinge 34% da população, a economia projetada será de US$ 550 bilhões. É essencial para que os EUA consigam equilibrar o orçamento e reduzir uma dívida pública que ronda 100% de toda a riqueza produzida num ano.
As doenças causas pela obesidade - diabetes, problemas cardíacos e colapso dos rins - consomem cerca de 9% dos recursos gastos anualmente com saúde nos EUA, mas alguns pesquisadores estimam que o valor real seja duas vezes maior.
O total anual de gastos com saúde nos EUA soma US$ 2,6 trilhões, informa o jornal The Washington Post.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Maioria dos americanos é contra programa de saúde
Enquanto a Suprema Corte dos Estados Unidos se prepara para decidir se a reforma do sistema de saúde feita pela governo Barack Obama para dar cobertura universal é constitucional, uma pesquisa indica que a maioria dos americanos é contra o programa, maior vitória do presidente em política interna.
Uma pesquisa do Instituto Gallup indica que 47% apoiam a posição do movimento radical de direita Festa do Chá, que quer acabar com a reforma da saúde de Obama, e 42% querem mantê-la, reporta a agência Reuters.
A Suprema Corte deve decidir se a obrigação de que todo americano tenha seguro-saúde é constitucional.
Uma pesquisa do Instituto Gallup indica que 47% apoiam a posição do movimento radical de direita Festa do Chá, que quer acabar com a reforma da saúde de Obama, e 42% querem mantê-la, reporta a agência Reuters.
A Suprema Corte deve decidir se a obrigação de que todo americano tenha seguro-saúde é constitucional.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Anticoncepcional aumenta risco de aids na África
O anticoncepcional mais usado no Leste e no Sul da África duplica o risco de pegar e transmitir o vírus da imunodeficiência humana (HIV), causador da síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids), revela um estudo divulgado ontem, informa hoje o jornal The New
York Times.
A pesquisa descobriu que um hormônio injetável usado como anticoncepcional tornam as mulheres e os homens que mantenham relações sexuais com elas mais vulneráveis ao vírus da aids.
É uma situação especialmente grave. Cerca de 12 milhões de africanas de 15 a 49 anos, cerca de 6% de todas as mulheres da África subsaariana nesta faixa de idade, usam este método anticoncepcional que tem uma vantagem sobre a tradicional pílula. Não precisa ser tomado todos os dias.
Como muitas africanas sofrem com sangramentos, infecções e morte no parto em consequência de gravidezes indesejadas, o uso de anticoncepcionais é um cuidado básico de saúde importante.
"Se ficar provado que esses contraceptivos estão ajudando a propagar a aids, teremos um grande problema de saúde pública", adverte a diretora do programa de mulher e política externa do Conselho de Relações Exteriores dos Estados Unidos, Isobel Coleman.
A pesquisa descobriu que um hormônio injetável usado como anticoncepcional tornam as mulheres e os homens que mantenham relações sexuais com elas mais vulneráveis ao vírus da aids.
É uma situação especialmente grave. Cerca de 12 milhões de africanas de 15 a 49 anos, cerca de 6% de todas as mulheres da África subsaariana nesta faixa de idade, usam este método anticoncepcional que tem uma vantagem sobre a tradicional pílula. Não precisa ser tomado todos os dias.
Como muitas africanas sofrem com sangramentos, infecções e morte no parto em consequência de gravidezes indesejadas, o uso de anticoncepcionais é um cuidado básico de saúde importante.
"Se ficar provado que esses contraceptivos estão ajudando a propagar a aids, teremos um grande problema de saúde pública", adverte a diretora do programa de mulher e política externa do Conselho de Relações Exteriores dos Estados Unidos, Isobel Coleman.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Saúde pública britânica tem melhor custo-benefício
O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido tem o melhor custo-benefício entre os sistemas de saúde dos países desenvolvidos, concluiu um estudo publicado na revista Journal of the Royal Society of Medicine.
Apesar das críticas frequentes ao NHS (do inglês), a pesquisa mostra que o sistema britânico salvou mais vidas por dinheiro gasto como proporção da renda nacional do que qualquer outro país nos últimos 25 anos, com a exceção da Irlanda.
Entre os 17 países analisados, os Estados Unidos apresentaram um dos sistemas de saúde menos eficientes.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Todos setores rejeitam plano de saúde republicano
Até mesmo conservadores e republicanos são contra a proposta do deputado Paul Ryan de acabar com o programa estatal de saúde para idosos dos Estados Unidos, conhecido como Medicare, substituindo-o por vales para eles pagarem por seguro de saúde privado.
Cerca de 58% dos americanos rejeitam o plano de saúde do deputado e 35% são a favor, indica uma pesquisa do instituto Opinion Research Corporation para a rede de TV CNN. Em todos os grupos demográficos, a maioria é contra.
"A metade dos entrevistados acredita que o país fica pior com a proposta republicana e 56% entendem que os idosos serão prejudicados", comenta Keating Holland, o diretor da pesquisa. "A maior oposição é entre os idosos, de 74%."
Cerca de 58% dos americanos rejeitam o plano de saúde do deputado e 35% são a favor, indica uma pesquisa do instituto Opinion Research Corporation para a rede de TV CNN. Em todos os grupos demográficos, a maioria é contra.
"A metade dos entrevistados acredita que o país fica pior com a proposta republicana e 56% entendem que os idosos serão prejudicados", comenta Keating Holland, o diretor da pesquisa. "A maior oposição é entre os idosos, de 74%."
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Espanha quer explicações alemãs sobre pepino
O governo alemão recuou ontem e admitiu que pepinos importados da Espanha não são responsáveis pela morte de 16 pessoas, 15 na Alemanha e uma na Súecia, contaminadas pela bactéria E. coli. As autoridades espanholas estão furiosas por causa da "acusação sem provas" e ameaçam abrir processos, informa o jornal espanhol El País.
A secretária da Saúde de Hamburgo, que na semana passada acusara pepinos importados da Espanha e da Holanda pela crise, agora reconhece que os três pepinos espanhóis examinados continham um tipo de bactéria diferente da causadora das mortes. O governo espanhol ameaça processá-la.
Outras 365 pessoas foram contaminadas pela bactéria na Alemanha. Um homem hospitalizado em San Sebastián, na região basca, pode ser o primeiro espanhol contaminado.
A União Europeia estuda maneira de indenizar os agricultores prejudicados.
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