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domingo, 14 de julho de 2019

Depressão e ansiedade custam US$ 1 trilhão por ano

O estresse, a depressão e a ansiedade atingem 615 milhões de pessoas, provocam suicídio e causam um prejuízo anual estimado em US$ 1 trilhão (R$ 3,736 trilhões), revelou um estudo recente da Organização Mundial da Saúde (OMS).

As doenças crônicas respondem por 86% dos gastos com saúde nos Estados Unidos, de US$ 2,7 trilhões (R$ 10 trilhões) por ano. Muitas são causadas por problemas relacionados ao estresse.

No Reino Unido, são responsáveis por 44% das doenças profissionais e 57% das faltas ao trabalho por razões de saúde, de acordo com as estatísticas oficiais, noticiou o jornal inglês Financial Times.

Mais de 450 pessoas de 43 países foram entrevistas na reportagem. A maioria sentiu falta de apoio, abandono ou discriminação por causa de problemas mentais.

Dois terços acreditam que o trabalho tem um impacto extremamente negativo sobre a saúde e 44% disseram que a saúde mental não é levada a sério na empresa ou organização onde trabalham. A metade declarou não saber aonde ir nem a quem recorrer.

Enquanto as empresas hoje enfrentam a discriminação racial e sexual e o assédio sexual, a saúde mental ainda é um tabu. O problema é realmente grave em setores altamente competitivos como finanças, consultoria e escritórios de advocacia.

"Existe uma cultura profundamente arraigada de que os locais de trabalho são bons", observa Donna Hardaker, especialista em recursos humanos e saúde mental no trabalho na organização beneficente Sutter Health, de Sacramento, na Califórnia. "Os empregados são o problema. Mas os empregadores tem a responsabilidade social de não prejudicar as pessoas que trabalham entre suas paredes."

Se um funcionário tem uma doença grave como câncer ou problemas cardíacos, a normalmente empresa vai oferecer apoio e aceitar o afastamento temporário do trabalho. No caso de problemas mentais, a atitude costuma ser negativa.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Estresse e depressão apressam envelhecimento

Quem é submetido a estresse ou depressão crônicas tem telômeros mais curtos nas células brancas do sangue, e isso é um sinal de envelhecimento mais rápido, concluíram pesquisadores das Universidades de Umea, Estocolmo e Linköping, na Suécia; e de Antuérpia, na Bélgica.

Os telômeros são a parte externa dos cromossomos, a estrutura da céula onde estão os genes. Com a idade, os telômeros encurtam. O estresse e a depressão aceleram esse processo.

Em artigo na revista Biological Psychiatry, a equipe liderada pelo Dr. Rolf Adolfsson afirma que o comprimento dos telômeros pode ser usado como medidor da idade biológica. Está ligado a doenças da senilidade, envelhecimento e estilos de vida pouco saudáveis.

O estudo incluiu 91 pacientes com depressão crônica. Outras 451 pessoas foram usadas como grupo de controle. Os comprimentos dos telômeros dos glóbulos brancos foram menores do que os do grupo de controle.

"A experiência revelou que os níveis de cortisol indicativos de estresse crônico são associados a telômeros menores tanto em pacientes deprimidos como em pessoas saudáveis", declarou Mikael Wikgren, um doutorando que participou da pesquisa. Mostrou ainda como a regulação do cortisol interfere na depressão .

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Vida dura na adolescência traz doenças na maturidade

Uma condição social e financeira difícil durante a adolescência e o início da vida adulta leva a problemas de saúde na maturidade por causa do estresse que provoca, independentemente do que acontecer entre um período e outro da vida, concluíram o pesquisador Per Gustafsson e sua equipe da Universidade de Umea, na Suécia.

O esgotamento físico e psicológico causado por uma vida difícil é fator de risco para uma série de doenças da meia idade, como hipertensão arterial, excesso de peso e colesterol alto.

A pesquisa analisou os dados de 822 pessoas durante 27 anos, a partir dos 16 anos de idade. Observou adversidades causadas por perda de parentes, doenças na família, desemprego, isolamento social, baixo padrão de vida, baixa renda e dificuldades financeiras.

Aos 43 anos, foram examinados 12 fatores relacionados ao aparelho cardiovascular, inclusive os níveis de gordura acumulada, metabolismo das gorduras, metabolismo dos açúcares e funcionamento das glândulas endócrinas, aquelas que produzem hormônios.