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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Economia do Reino Unido sofre queda recorde de 20,4%

Sob o impacto da pandemia do novo coronavírus, a economia do Reino Unido, a sexta maior do mundo e a segunda da Europa, sofreu uma queda recorde de 20,4% em abril em relação a março, anunciou hoje o Escritório Nacional de Estatísticas.

Foi uma queda 10 vezes maior do que as registradas antes da doença do coronavírus de 2019. A contração de março, de 5,8%, era a maior desde o início da pesquisa, em 1997. Isto significa uma queda acumulada de 25% desde fevereiro, o que caracteriza uma depressão.

Os economistas ouvidos pela agência de notícias Reuters esperavam um recuo de 18,4%. Durante a Grande Recessão de 2008-9, a maior queda da economia britânica foi de 1% em março de 2009. Ao todo, em um ano e meio de crise, a baixa foi de 6%.

A queda recorde reflete a paralisação da maioria das empresas e a decisão dos consumidores de ficar em casa para evitar a contaminação. No primeiro trimestre, a contração fora de 10,4%, a maior baixa trimestral desde o início desta pesquisa, em 1955.

Agora, o produto interno bruto do Reino Unido recuou ao nível de 2002. Diante dos números, o ministro das Finanças, Rishi Sunak, declarou que "a ajuda direita, os cortes de impostos e os empréstimos protegeram milhares de empresa e milhões de empregos, dando-nos a melhor chance de recuperação quando a economia reabrir."

O setor de serviços, responsável por 80% da economia britânica, caiu 19% e a produção industrial 20,3%, recorde desde o início da pesquisa, em 1968. A produção da automóveis foi 28,3% menor. A construção civil desabou em 40,1%, recorde desde o início da pesquisa, em 2010. Só o setor farmacêutico cresceu, 15,4%.

Na Alemanha, a produção industrial caiu 17,9% em abril e, na França, 20%.

Ontem, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) tinha previsto que o Reino Unido sofreria a maior contração entre os países ricos.

O primeiro-ministro Boris Johnson está sob pressão do empresariado e do Partido Conservador para acabar com a exigência de um distanciamento social de pelo menos dois metros para acelerar a recuperação da economia, mas os dados sobre aumento da contaminação nos Estados Unidos sugeram que a medida pode agravar a crise de saúde pública.

Com 41.278 mortes, o Reino Unido é o segundo país em número de mortes pela covid-19, atrás apenas dos EUA, mas deve ser ultrapassado hoje pelo Brasil.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Pandemia não será o fim da globalização

Sob o impacto da pandemia, uma tragédia de escala mundial, deve haver uma depressão, um aumento do nacionalismo econômico e do Estado Nacional, elemento central no combate à doença do novo coronavírus. Mas as previsões apocalípticas sobre o fim da globalização são prematuras.

A cooperação e o comércio internacional serão importantes para superar uma nova depressão. Os governos terão de investir pesadamente para evitar uma destruição maior do aparelho produtivo e do emprego. 

A carga fiscal terá de aumentar. Os ricos terão de pagar mais impostos. O coronavírus acelerou revolução tecnológica. Uma garantia de renda mínima pode ser uma solução permanente para a destruição de empregos que seria inevitável com o aumento da automação e da inteligência artificial.

O coronavírus não vai matar a globalização, que é fruto do desenvolvimento das tecnologias de comunicação e de transportes, e de uma busca por maior eficiência econômica. Isso não vai desaparecer.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), um clube de países ricos e em desenvolvimento, previu nesta quarta-feira uma queda de 6% no produto mundial bruto. Pode ser de 7,6% se houver nova onda de contaminação. 

No Brasil, a perda será de 7,4% a 9,1%. Para 2021, a previsão é de um crescimento 2,4% a 4,1%. O desemprego deve chegar a 15,4%. A Argentina pode recuar 10% e o México, 8%. 

Na Europa: a contração será de 9,1% a 10,1% por cento. No próximo ano, crescimento de 6,5%, se pandemia for controlada. A recessão na França será de 11% a 14%. 

A Índia, a grande economia que mais cresceu nos últimos anos, encolhe 7% em 2020, mas deve crescer 5,1% em 2021.

As previsões mais otimistas dependem um controle da pandemia, que já contaminou 7 milhões 453 mil pessoas e matou 419 mil pessoas. 

No Brasil, com mais de 1.300 mortes registradas em 24 horas, o total de óbitos chegou perto de 40 mil. Houve mais 33.100 casos novos, elevando o total de casos confirmados para mais de 775 mil. Meu comentário:

terça-feira, 9 de junho de 2020

Que mundo sairá da pandemia: mais extremista ou mais solidário?

Como será o mundo pós-pandemia? Será marcado pela volta do ultranacionalismo, do autoritarismo e do extremismo, pela ascensão do neofascismo, que já mostrou sua cara depois da Grande Depressão de 2008, com forte rejeição à globalização da economia? 

Ou a sociedade internacional será mais solidária, mais confiando na ciência que foi decisiva para combater a peste, mais disposta a enfrentar as desigualdades que afloraram com a doença do coronavírus de 2019 e outros problemas como o aquecimento global? 

A aceleração da revolução tecnológica, com mais comércio eletrônico e mais trabalho em casa vai aumentar o poder do individuo ou fortalecer estados totalitários que hoje coletam até informações sobre a saúde dos cidadãos? A verdade é que não sabemos, como tanta coisa que envolve este vírus novo e desconhecido.

No último balanço mundial, o vírus infectou 3 milhões 324 mil pessoas e matou pelo menos 413 mil 733; 3 milhões 604 mil e 500 pessoas foram curadas. Dez por cento dos casos encerrados terminaram em morte. 

Os Estados Unidos têm o maior número de casos, mais de 2 milhões 45 mil e 500 e o maior número de mortos, mais de 114 mil. 

O Brasil registrou mais Mil 185 mortes em 24 horas. O total de óbitos está em 38 mil 497. Com mais de 31 mil 197 casos novos num dia, os casos confirmados no Brasil agora são 742 mil e 84. Mais de 325 mil pessoas foram curadas. Meu comentário:

domingo, 14 de julho de 2019

Depressão e ansiedade custam US$ 1 trilhão por ano

O estresse, a depressão e a ansiedade atingem 615 milhões de pessoas, provocam suicídio e causam um prejuízo anual estimado em US$ 1 trilhão (R$ 3,736 trilhões), revelou um estudo recente da Organização Mundial da Saúde (OMS).

As doenças crônicas respondem por 86% dos gastos com saúde nos Estados Unidos, de US$ 2,7 trilhões (R$ 10 trilhões) por ano. Muitas são causadas por problemas relacionados ao estresse.

No Reino Unido, são responsáveis por 44% das doenças profissionais e 57% das faltas ao trabalho por razões de saúde, de acordo com as estatísticas oficiais, noticiou o jornal inglês Financial Times.

Mais de 450 pessoas de 43 países foram entrevistas na reportagem. A maioria sentiu falta de apoio, abandono ou discriminação por causa de problemas mentais.

Dois terços acreditam que o trabalho tem um impacto extremamente negativo sobre a saúde e 44% disseram que a saúde mental não é levada a sério na empresa ou organização onde trabalham. A metade declarou não saber aonde ir nem a quem recorrer.

Enquanto as empresas hoje enfrentam a discriminação racial e sexual e o assédio sexual, a saúde mental ainda é um tabu. O problema é realmente grave em setores altamente competitivos como finanças, consultoria e escritórios de advocacia.

"Existe uma cultura profundamente arraigada de que os locais de trabalho são bons", observa Donna Hardaker, especialista em recursos humanos e saúde mental no trabalho na organização beneficente Sutter Health, de Sacramento, na Califórnia. "Os empregados são o problema. Mas os empregadores tem a responsabilidade social de não prejudicar as pessoas que trabalham entre suas paredes."

Se um funcionário tem uma doença grave como câncer ou problemas cardíacos, a normalmente empresa vai oferecer apoio e aceitar o afastamento temporário do trabalho. No caso de problemas mentais, a atitude costuma ser negativa.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Maduro triplica salário mínimo para menos de um dólar

Para combater o que chama de "guerra econômica" da oposição e do empresariado, o ditador Nicolás Maduro anunciou na semana passada que vai aumentar em três vezes o salário mínimo da Venezuela, que passará a valer 3 milhões de bolívares, menos do que o valor de um dólar, que chegou hoje a 3,3 milhões de bolívares no mercado paralelo.

A Venezuela vive a pior crise econômica de sua história, com queda à quase metade do produto interno bruto desde que Maduro substituiu o finado caudilho Hugo Chávez, em 2013, e hiperinflação que pode chegar a 13.000% ao ano em 2018, depois de ficar em 2.700% no ano passado. Em dois anos, pode chegar a 1.800.000%.

"Os primeiros elementos do programa econômico incluem a proteção ao ingresso, por isso vou decretar um aumento do salário mínimo para 3 milhões de bolívares", revelou Maduro num comício na quarta-feira passada.

Em março, o regime chavista anunciou um corte de três zeros na moeda nacional. No câmbio oficial, um dólar vale 80 mil bolívares.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Filho mais velho de Fidel Castro se suicida

O filho mais velho do comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro Díaz-Balart, se matou na manhã de quinta-feira aos 68 anos, revelou o sítio oficial Cubadebate, dizendo que ele sofria de "um estado depressivo profundo" e "estava sendo atendido há meses por uma junta médica".

Ele foi hospitalizado e ultimamente fazia tratamento ambulatorial. Era assessor científico do Conselho de Estado e vice-presidente da Academia de Ciências de Cuba.

Fidel Castro Díaz-Balart era o único filho do primeiro casamento de Fidel, com Mirtha Díaz-Balart. Era conhecido como Fidelito.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Mortalidade materno-infantil dá um salto na Venezuela

Com a profunda crise econômica e a escassez de 85% dos medicamentos, a mortalidade infantil cresceu 30% e a a materna 66% no ano passado na Venezuela. Os casos de malária subiram 76%. Os dados são do Ministério da Saúde e não eram divulgados há dois anos.

A queda nos preços do petróleo e o fracasso da políticas de controle de preços e câmbio do "socialismo do século 21" causaram a pior crise econômica da história da república na Venezuela. Além da inflação de 800% ao ano e da queda de mais de 20% do produto interno bruto nos últimos anos, há um desabastecimento generalizado, de papel higiênico, arroz e óleo de cozinha até medicamentos. O impacto sobre a saúde pública é devastador.

No ano passado, a morte de crianças com até um ano de idade subiu 30% para 11.466 bebês, enquanto o total de mãe que morreram até 42 dias depois do parto aumentou em 66% para 756 mortes.

Desde o início da abril, depois que o Tribunal Supremo de Justiça, dominado pelo regime chavista, tentou fechar a Assembleia Nacional, controlada pela oposição, manifestantes protestam diariamente nas ruas de Caracas e outras cidades venezuelanas exigindo a saída do presidente Nicolás Maduro e a realização de uma nova eleição presidencial. Pelo menos 39 pessoas foram mortas nos protestos.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Maduro anuncia salário mínimo e Constituinte na Venezuela

O presidente Nicolás Maduro anunciou ontem um aumento de 60% no salário mínimo mensal, que vai passar de 40.638 para 65.021 bolívares, cerca de US$ 90 pelo câmbio oficial de 717 bolívares por dólar, mas apenas US$ 15 no mercado paralelo.

Hoje Maduro ignorou a Assembleia Nacional, dominada pela oposição, e convocou uma Assembleia Nacional Constituinte para reescrever a Constituição da República Bolivarista da Venezuela. Não seria uma Constituinte eleita diretamente pelo povo, mas uma "Constituinte operária", com membros indicados por entidades.

Para o presidente e cada vez mais ditador venezuelano, é a única saída para o "golpe de Estado" econômico de que se considera vítima: "Assumo todas as consequências e convoco o povo para se preparar para uma grande vitória. Convoco uma Constituinte cidadão, não uma Constituinte de partidos políticos, uma Constituinte de trabalhadores e camponeses."

Dos 500 constituintes, a metade seria indicada por entidades de trabalhadores, jovens, camponeses, pensionistas, indígenas. A decisão pode ser confirmada ainda hoje pelo Conselho de Ministros do regime chavista, encurralado nas ruas.

Desde 6 de abril, pelo menos 29 pessoas foram mortas em manifestações de protesto diárias contra o governo Maduro, mais de 2 mil pessoas foram presas e 50 líderes estudantis sequestrados pelo serviço secreto. A tortura é um método comum de interrogatório.

Um mês de protestos diários e confrontos entre manifestantes que exigem eleições diretas já para superar a crise, a polícia e milícias chavistas agravou ainda mais a situação econômica do país.

A Venezuela teve uma inflação de 800% no ano passado, uma queda de mais de 20% do produto interno bruto sob Maduro e enfrenta desabastecimento de gêneros de primeira necessidade, remédios, alimentos e até papel higiênico.

O regime tenta desviar a atenção do desastre econômico, mas os protestos chegam à periferia das grandes cidades, os redutos tradicionais do chavismo. O aumento do salário mínimo é uma tentativa de acalmar as massas, mas o desabastecimento conspira contra Maduro.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Venezuela de Maduro deixa OEA e se isola ainda mais

Por orientação do presidente Nicolás Maduro, cada vez mais acuado e isolado, a Venezuela vai deixar a Organização dos Estados Americanos (OEA) para evitar qualquer tipo de "intervencionismo", anunciou ontem a ministra do Exterior, Delcy Rodríguez, noticiou o jornal El Nacional. O processo deve durar 24 meses.

A chanceler venezuelana citou o exemplo de Cuba, excluída por causa da natureza antidemocrática do regime comunista, que descreveu como "revolucionário", e acusou uma "coalizão intervencionista" de agir para desestabilizar a Venezuela.

Com inflação de 800%, queda do produto interno bruto estimada em 19% no ano passado e desabastecimento generalizado, a Venezuela enfrenta a pior crise econômica de sua história recente.

Enquanto paga bilhões de dólares em juros de bônus da estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA) e dos títulos da dívida pública do país para evitar o calote, o governo Maduro não é capaz de garantir o suprimento de produtos básicos. Faltam papel higiênico, medicamentos, alimentos básicos, farinha de trigo, óleo comestível. Os venezuelanos ficam horas em filas em busca de preços menores ou produtos escassos.

Pelo menos 30 pessoas morreram na atual onda de protestos iniciada em 6 de abril depois que o Tribunal Supremo de Justiça tentou dissolver a Assembleia Nacional, dominada pela oposição, e usurpar seus poderes legislativos, impondo na prática uma ditadura de Maduro.

Sob pressão interna e externa, o presidente recuou, mas acusa a burguesia nacional de conspirar com potências estrangeiras, notadamente os Estados Unidos, para derrubar o regime chavista. Entre as medidas de "resistência", prometeu ampliar os chamados "coletivos", as milícias da revolução bolivarista, responsáveis por várias mortes nos últimos dias.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Grécia cresceu 0,9% no segundo trimestre de 2015

O crescimento da Grécia de abril a junho deste ano foi revisado para cima, com alta de 0,9%, anunciou hoje Agência Nacional de Estatísticas (Elstat). Isso indica que dificilmente haverá a queda de 2,3% do produto interno bruto prevista pela Comissão Europeia.

A Grécia volta às urnas em 20 de setembro depois da divisão da Coligação de Esquerda Radical, partido do primeiro-ministro Alexis Tsipras. A ala mais à esquerda rejeitou o acordo com os credores da Zona do Euro. Quer abandonar o euro e deixar a União Europeia.

Depois de uma depressão econômica que reduziu o produto interno bruto grego em 25% desde 2009 e elevou o desemprego para 28% da população ativa, a economia grega voltou a crescer no ano passado. Com a crise política causada pelas eleições antecipadas e a resistência do governo esquerdista de fechar o acordo, havia o temor da volta da recessão.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Ministros das Finanças da Eurozona aprovam ajuda à Grécia

Os ministros das Finanças dos países da União Europeia que adotam o euro como moeda comum aprovaram hoje em Bruxelas o terceiro programa de ajuda à Grécia, no valor de 86 bilhões de euros (US$ 95,8 bilhões ou R$ 333 bilhões), com um desembolso inicial de 26 bilhões de euros (R$ 100,6 bilhões). 

Com o acordo, a Grécia fica na Zona do Euro, mas ainda enfrenta enormes obstáculos para voltar a crescer e reduzir o desemprego que atinge um quarto da população em idade de trabalhar.

Em troca, terá de fazer uma profunda reforma do Estado, com mais cortes de gastos e aumentos impostos. O acordo divide o governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), um partido de esquerda eleito em 25 de janeiro de 2015, no auge da crise.

Na madrugada de hoje, quando o Parlamento aprovou o acordo, 40 deputados da Syriza votaram contra, inclusive o ex-ministro das Finanças Yanis Varoufakis. O primeiro-ministro Alexis Tsipras precisou de votos da oposição. É grande a chance de realização de novas eleições ainda neste ano.

A Grécia cresceu 0,8% no segundo trimestre, escapando de uma recessão, depois de perder cerca de 25% do produto interno bruto desde o início da crise da dívida pública, em 2009. Apesar da redução de parte da dívida, o total está hoje em 320 bilhões de euros e deve chegar a 200% do PIB.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está exigindo nova redução do montante total da dívida grega para participar deste terceiro programa. Os governos da Eurozona, que detêm hoje mais de 80% da dívida grega, relutam em aceitar um novo corte da dívida, especialmente Alemanha, Finlândia, Holanda e países da Europa Oriental.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Copiloto escondeu doença mental da Lufthansa

A polícia da Alemanha encontrou documentos na casa do copiloto Andreas Lubitz, que derrubou de propósito um avião da companhia aérea alemã Germanwings, subsidiária da Lufthansa, há três dias matando as 150 pessoas a bordo, revelou o promotor encarregado do caso. Ele deveria estar de licença para tratamento de saúde.

Enquanto o mundo se pergunta por que ele decidiu cometer um homicídio em massa ao se suicidar, soube-se que a doença não é depressão. Lubitz, de 28 anos, teria sofrido um surto de depressão quando estava para se formar como piloto, em 2009, revelou o jornal sensacionalista alemão Bild. Agora o problema seria outro.

Entre os documentos, haveria um atestado médico e um formulário para requerer afastamento temporário da função para tratamento rasgado e jogado no lixo. Lubitz não estaria em condições psicológicas para pilotar.

O jornal sensacionalista alemão também revelou que o copiloto tinha cancelado o casamento, sem esclarecer as razões.

Nos Alpes franceses, onde o Airbus 320 caiu durante um voo de Barcelona, na Espanha, para Dusseldorf, na Alemanha, dez helicópteros continuam resgatando restos humanos e da aeronave. O choque foi tão violento que o avião e as pessoas foram reduzidos a fragmentos.

Quando o piloto saiu da cabine para ir ao banheiro, Lubitz trancou a porta por dentro, ativou o mecanismo para baixar o avião até a altitude mínima, de 30 metros. As montanhas daquela região tem de 2 a 3 mil metros de altura.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Maconha exacerba estados emocionais do transtorno bipolar

Fumar maconha tende a acentuar os estados de euforia e depressão em pacientes com o chamado transtorno bipolar, concluiu uma pesquisa pioneira realizada nas universidades de Lancaster e de Manchester, na Inglaterra. O estudo foi publicado na revista científica digital Plos One.

Cerca de 2% da população do Reino Unido sofrem de distúrbio bipolar e 60% dos pacientes consumiram maconha em algum momento de suas vidas. Como a pesquisa é limitada pela proibição de uso da droga, as razões alegadas por quem fuma muito não foram esclarecidas.

"Uma hipótese para explicar os altos níveis de consumo é que as pessoas usem a cannabis como para se automedicar diante dos sintomas do transtorno bipolar", comentou a chefe da equipe, Drª Elizabeth Tyler, do Centro para Pesquisa de Doenças Mentais da Universidade de Lancaster. Também assinam o relatório os professores Steven Jones, também de Lancaster, e Christine Barrowclough, Nancy Black e Lesley Anne Carter, da Universidade de Manchester.

A pesquisa se concentrou nos pacientes que não tiveram surtos de euforia e depressão nos seis dias em que o estudo foi realizado. Cada participante foi orientado a tomar notas sobre seu estado de espírito em vários momentos do dia, registrando também o uso da droga.

"Eu fumo pequenas quantidades para melhorar o humor e me tornar levemente eufórico, mas melhora meu humor e me coloca num estado de espírito diferente", contou um paciente. "Não uso a erva para controlar a depressão porque ela pode torná-la pior, deixando-me ansioso e paranoico. Também descobri que, se fumar demais, fico deprimido durante vários dias."

O estudo mostra que o uso de maconha aumenta quando os pacientes estão de bom humor. O consumo da droga é associado a uma melhora no humor e a sintomas de euforia, e paradoxalmente aumenta os sintomas de depressão, mas não nos mesmos pacientes.

"A pesquisa sugere que a cannabis não está sendo usada como automedicação", conclui Elizabeth Tyler. "No entanto, o uso da cannabis pode ser associado tanto a estados emocionais positivos quanto negativos. Precisamos descobrir como essas relações acontecem em longo prazo porque podem ter um impacto no desenvolvimento do transtorno bipolar."

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

UE prorroga programa de apoio à Grécia por quatro meses

A Grupo do Euro da União Europeia está anunciando neste momento em Bruxelas, na Bélgica, uma extensão de quatro meses no programa de ajuda financeira o governo esquerdista da Grécia, que terá de apresentar na segunda-feira um novo plano de recuperação econômica do país.

Os detalhes ainda estão sendo negociados, acrescentou o porta-voz europeu.

"Fomos racionais", declarou o comissário europeu para economia, Pierre Moscovici, ex-ministro da Economia da França. "Estou certo de que chegaremos a um resultado positivo."

Em 2009, na onda da Grande Recessão (2008-9), a Grécia começou a ter dificuldades para honrar sua dívida pública. Para dar dois empréstimos de emergência no valor total de 240 bilhões de euros, a UE, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) impuseram um programa rígido de cortes de gastos públicos e aumentos de impostos.

Seis anos depois, a economia grega encolheu 25%. O desemprego chegou a 26% e a 55% entre os jovens, provocando uma revolta popular contra a chamada troika que culminou com a eleição, no mês passado, de um governo liderado pela Coligação de Esquerda Radical (Syriza).

O novo ministro das Finanças gregos, Yanis Varoufakis, se negou a manter o programa acertado por governos anteriores sob a alegação de que o país não cresce e a relação entre a dívida e o produto interno bruto se agravou, passando de 120% para 175% do PIB.

A Alemanha rejeitou a proposta inicial de renegociação da Grécia. Com o apoio da Holanda, Finlândia, Áustria e até mesmo dos governos da Espanha e de Portugal, que impuseram o remédio amargo a seus povos, o governo alemão conseguiu isolar a Grécia.

No último momento, a UE concordou em revisar o programa, na expectativa de que o novo governo grego apresente um plano capaz de sanear as finanças do país. Só assim voltará a receber ajuda. O próximo prazo fatal é na segunda-feira.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Banco da Grécia anuncia fim da depressão sob riscos

O banco central da Grécia aumentou hoje sua expectativa de crescimento para 2014 para 0,7% e previu uma alta de 2,5% no próximo ano, encerrando uma depressão econômica de seis anos que quase levou o país a deixar a união monetária europeia, mas advertiu que uma crise política pode desandar a recuperação.

Se o candidato do governo de coalizão entre a conservadora Nova Democracia e os socialistas, Stavros Dimas, não for eleito presidente indiretamente pelo Parlamento em 17, 23 e 29 de dezembro, o primeiro-ministro Antoni Samaras será forçado a convocar eleições legislativas antecipadas.

Neste caso, é favorita a Coligação de Esquerda Radical (Syriza), que quer desmontar todo o programa de austeridade econômica imposto pela União Europeia (UE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE), restaurando salários, empregos e aposentadorias cortadas pela crise. A Grécia correria sério risco de sair da UE.

No momento em que a Grécia está prestes a sair da depressão, uma crise política realimentaria a crise do euro, que não será resolvida enquanto a Zona do Euro não sair da estagnação.

A Grécia foi o país que mais sofreu com a crise das dívidas públicas da periferia da Eurozona, o que deixou um quarto dos trabalhadores e a metade dos jovens sem emprego. A dívida pública, mesmo depois de renegociada com calote parcial, ainda representa 160% do produto interno bruto.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Grécia vai encolher mais do que previsto em 2013

A depressão da economia da Grécia, a mais abalada pela Grande Recessão de 2008-9, não dá sinais de trégua. Depois de uma contração de 20% em cinco anos, a expectativa do próprio governo para 2013 é de uma redução de mais 3,8% no produto interno bruto grego, indica o orçamento que será encaminha hoje ao Parlamento, em Atenas.

Há poucos meses, a Comissão Europeia, orgão Executivo da União Europeia, que monitora os acordos com a Grécia ao lado do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europa, previa estagnação em 2013. Foi uma previsão otimista demais.

O novo orçamento traz cortes adicionais de 7,8 bilhões dos 13,5 bilhões de euros de economia exigidos pela chamada troika (UE, FMI e BCE) para liberar a segunda parcela de um segundo pacote de 173 bilhões de euros. Serão 10,5 bilhões de euros em cortes de despesas públicas e 3 bilhões em aumentos de impostos.

A troika acompanha a tramitação do orçamento e faz nova inspeção nas contas públicas gregas. A parcela a ser liberada, de 31,5 bilhões é necessária para a Grécia pagar suas dívidas, manter a máquina pública funcionando e recapitalizar seu debilitado setor bancário, observa o jornal The Wall St. Journal.

sábado, 5 de maio de 2012

Krugman dá receita contra a depressão econômica

O sofrimento e a destruição causados pela atual crise econômica internacional são totalmente desnecessários, afirma o economista americano Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2008.

"A verdade é que a recuperação seria ridiculamente fácil de alcançar: basta reverter as políticas de austeridade adotadas nos últimos dois anos e aumentar os gastos", escreve Krugman, que se define como um keynesiano liberal, na revista literária The New York Review of Books.

No seu novo livro, Acabem com Esta Depressão Agora!, ele argumenta que o governo deve gastar mais até a recuperação do setor privado. "A expansão, e não a contração, é o momento para a austeridade", ensinou o economista britânico John Maynard Keynes, citado por Krugman.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Um quinto dos deprimidos fica pior com medicamentos

Um em cada cinco pacientes tratados de depressão nos Estados Unidos apresenta melhores resultados quando não toma medicamentos antidepressivos, afirma uma pesquisa da Escola de Saúde da Universidade de Yale publicada na revista Archives of General Psychiatry.

O estudo envolveu 2,5 mil pessoas com depressão profunda. Em cerca de 20% dos casos, quem tomou placebo ficou melhor, noticia a agência Reuters.

Problemas de saúde mental afetam produtividade

Cerca de 20% dos trabalhadores sofrem de problemas mentais como ansiedade ou depressão, o que diminui sua produtividade, alerta um estudo publicado hoje pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, que reúne 30 países industrializados.

Entre 30% e 50% dos novos pedidos de benefícios previdenciários nos países ricos se devem a problemas mentais que estão sendo agravados pela crise econômico-financeira internacional e o acentuado aumento do desemprego. A taxa de desemprego entre os perturbados mentalmente é de 10 a 15 pontos percentuais maior do que entre as pessoas sem problemas.

A Organização Mundial da Saúde já prevê que em 2020 as doenças mentais estarão entre as que mais pesam nos gastos dos sistemas de saúde, informa a agência de notícias Reuters.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Estresse e depressão apressam envelhecimento

Quem é submetido a estresse ou depressão crônicas tem telômeros mais curtos nas células brancas do sangue, e isso é um sinal de envelhecimento mais rápido, concluíram pesquisadores das Universidades de Umea, Estocolmo e Linköping, na Suécia; e de Antuérpia, na Bélgica.

Os telômeros são a parte externa dos cromossomos, a estrutura da céula onde estão os genes. Com a idade, os telômeros encurtam. O estresse e a depressão aceleram esse processo.

Em artigo na revista Biological Psychiatry, a equipe liderada pelo Dr. Rolf Adolfsson afirma que o comprimento dos telômeros pode ser usado como medidor da idade biológica. Está ligado a doenças da senilidade, envelhecimento e estilos de vida pouco saudáveis.

O estudo incluiu 91 pacientes com depressão crônica. Outras 451 pessoas foram usadas como grupo de controle. Os comprimentos dos telômeros dos glóbulos brancos foram menores do que os do grupo de controle.

"A experiência revelou que os níveis de cortisol indicativos de estresse crônico são associados a telômeros menores tanto em pacientes deprimidos como em pessoas saudáveis", declarou Mikael Wikgren, um doutorando que participou da pesquisa. Mostrou ainda como a regulação do cortisol interfere na depressão .