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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Não dá para apaziguar o fascismo, adverte Paul Krugman

O Twitter baniu hoje o presidente Donald Trump. Fechou a conta porque Trump instigou seus seguidores mais fanáticos a atacar o Congresso. Mais detalhes sobre o que fazia o presidente e como foi convencido a deplorar a violência em texto escrito por assessores, não por ele. 

Esta foi uma semana que vai fazer escritores e roteiristas de cinema e TV trabalhar dobrado. Se alguém apresentasse um script desses em Hollywood, seria recusado. Mas eu queria começar com a advertência de Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2008: não dá para apaziguar o fascismo.

Em artigo no jornal The New Times, Krugman pondera que a palavra fascista não deve ser usada em vão como se vê tanto nos debates rasteiros nas redes sociais. Não é sinônimo para quem discorde de você nem para políticos ruins ou corruptos. Estudo a ascensão da extrema direita nas últimas décadas. Uma dúvida importante é quando se pode caracterizar um líder e seu governo como fascistas.

Quanto ao presidente dos Estados Unidos, não há dúvida. Krugman escreveu: "Donald Trump é de fato um fascista, um líder autoritário disposto a usar a violência para atingir seus objetivos racistas e nacionalistas. Muitos de seus apoiadores também são. Se você tinha alguma dúvida, o ataque ao Congresso deve ter acabado com ela."

Se a história ensina como uma lição sobre como lidar com o fascismo, prossegue o raciocínio do professor Krugman, é que o apaziguamento é inútil. O primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain aceitou quando o ditador alemão Adolf Hitler tomou a região dos Sudetos da Tcheco-Eslováquia. Fechou o Acordo de Munique em 29 de novembro de 1938 e o apresentou aos britânicos como uma garantia da "paz em nosso tempo". Menos de um ano depois, em 1º de setembro de 1939, a Alemanha nazista invadiu a Polônia dando início à Segunda Guerra Mundial. Meu comentário:

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

EUA estão perdendo a guerra comercial com a China

O diagnóstico é do economista Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2008. Ele entende que raramente as guerras comerciais têm vencedores, mas às vezes há perdedores e o presidente Donald Trump é um bom exemplo.

Krugman observa que o governo Trump não atingiu nenhum de seus objetivos e declara vitória enquanto bate em retirada. A China sabe disso. A linha dura do regime comunista chinês, que assumiu o controle das negociações depois de vetar um acordo em abril, está “jubilante e incrédula”, nas palavras do jornal The New York Times. 

Até agora, o que se sabe do acordo preliminar a ser assinado provavelmente no início de 2020 é que os Estados Unidos suspenderam o tarifaço de 15 de dezembro em troca da promessa chinesa de comprar mais produtos americanos, sobretudo do setor agrícola.

Meses atrás, Trump lamentou que os Estados Unidos vendam trigo ao Japão, mas é exatamente o que vão vender à China, produtos agrícolas de baixo valor agregado como a soja, que os chineses podem comprar de países como o Brasil e a Argentina, enquanto os Estados Unidos compram da China produtos cada vez mais sofisticados, inclusive da Apple, a maior empresa privada do mundo, que é americana, mas fabrica seus produtos na China. 

Depois de um ano e meio de guerra comercial, o que o presidente americano conseguiu foi vender mais produtos agrícolas. Meu comentário:

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Trump deve nomear crítico da China para representante comercial dos EUA

Em mais um sinal de que pretende jogar duro com a China, o presidente eleito, Donald Trump, deve nomear Robert Lightizer, um advogado crítico das práticas comerciais chineses, para representante comercial dos Estados Unidos, uma espécie de ministro do comércio exterior, noticiou hoje a agência Bloomberg.

Lightizer foi subchefe do Escritório de Representação Comercial dos EUA no governo Ronald Reagan. Ele defende o uso de barreiras tarifárias para promover a indústria americana e evitar novas transferências de fábricas dos EUA para a China.

Trazer de volta os empregos perdidos na era da globalização econômica foi uma das grandes promessas da campanha de Trump para conquistar o eleitorado branco sem curso superior, o mais afetado pela desindustrialização e a transferência de fábricas para outros países.

As empresas transnacionais americanas instalaram fábricas no resto do mundo depois da Segunda Guerra Mundial beneficiando-se de matérias-primas e mão de obra mais baratas, numa nova onda de globalização depois da expansão colonial marítima europeia na era dos descobrimentos e da Revolução Industrial dos séculos 18 e 19.

Essa nova onda de expansão econômica atingiu todos os recantos da Terra, como previu Karl Marx, o primeiro teórico da globalização, com o colapso do comunismo e a conversão da China à economia de mercado, criando cadeias produtivas que o trumpismo não será capaz de quebrar sem prejuízos para o consumidor americano.

Os telefones inteligentes da Apple, por exemplo, são projetados e desenhados em Cupertino, na Califórnia, ou seja, a maior parte do dinheiro vai para os EUA. O segundo item em termos de custo é a tela sensível, fabricada por empresas da Coreia do Sul e de Taiwan. Esses países são também grande fabricantes de microprocessadores. Os chineses fazem a parte da mão de obra barata.

Se Trump quiser um iPhone montado nos EUA, o preço dobra. Se quiser um iPhone 100% produzido nos EUA, será preciso criar uma fábrica de telas sensíveis. Não há nenhuma no continente americano.

Quando a presidente Dilma Rousseff foi à China, o ministro Aloizio Mercadante anunciou a instalação de uma fábrica de telas sensíveis no Brasil com investimentos de US$ 12 bilhões da empresa taiwanesa Foxconn, a mesma que monta os iPhones na China. Diante dos entraves da burocracia e da carga fiscal brasileiras, o negócio não saiu.

O economia keynesiano liberal Paul Krguman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, já prevê uma guerra comercial com sérios prejuízos ao eleitorado de Trump, que ainda corre sério risco de perder o programa de cobertura universal de saúde do governo Barack Obama.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Krugman adverte para "corrupção sem precedentes" sob Trump

Os americanos devem "ficar alertas". Sob a presidência de Donald Trump, os Estados Unidos devem entrar numa era "sem precedentes" de "governança corrupta", adverte o professor, ganhador do Prêmio Nobel de Economia e colunista do jornal The New York Times Paul Krugman.

Em uma série de mensagens no Twitter, Krugman descreve Trump como o "aproveitador-em-chefe" da nação, capaz de distorcer as políticas do governo dos EUA "em direções que possam ser monetizadas", transformadas em negócios.

Krugman prevê "muitas privatizações" e "uma mudança geral da transparência para o turvo para que favores possam ser trocados". O economista espera uma "inclinação dos EUA para regimes autoritários" como a China e a Rússia, que em troca poderiam fazer grandes negócios no país.

"Estamos prestes a entrar, ou talvez já tenhamos entrado numa era de governança corrupta sem precedentes na história dos EUA. O que isso significa?", escreveu Krugman no primeiro tuíte.

"É importante entender que dinheiro roubado pela primeira família é uma questão menor", acrescentou o Nobel de Economia. "Mais importante é a distorção de políticas em direções que possam ser monetizadas", argumentou.

"Investimentos privados desnecessários em infraestrutura são só o começo, Esperem ver muitas privatizações e uma mudança geral da transparência para o turvo para que favores possam ser trocados", um ambiente favorável à corrupção.

"E pensem sobre o viés pró-tiranos da política externa. Os regimes democráticos - digamos, na Europa - são por suas próprias regras incapazes de oferecer propina ao presidente dos EUA. A Rússia de Putin e, nesta questão, a China de Xi ficarão a vontade para fazer grandes negócios.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Krugman adverte para risco da independência escocesa

Se a Escócia se tornar um país independente sem moeda própria depois do referendo de 18 de setembro de 2014, será a receita para o desastre, adverte o economista Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, lembrando a crise recente dos países da periferia da Zona do Euro.

A libra sofreu uma forte queda hoje, depois da primeira pesquisa dando vantagem aos nacionalistas escoceses por 51% a 49%, publicada ontem. Seria o fim de 307 anos de união entre Inglaterra, País de Gales e Escócia.

Em sua coluna no jornal The New York Times, Krugman alerta: "Você pode pensar que a Escócia pode virar um novo Canadá, mas é muito mais provável que se transforme numa Espanha sem o sol."

Krugman faz a comparação porque são dois países mais à esquerda, com vizinhos com economias muito maiores com os quais ambos têm fortes relações. A maior diferença é que o Canadá tem sua própria moeda, pode imprimir dinheiro, salvar bancos. "Uma Escócia independente não poderia. E isso faz uma grande diferença."

O movimento nacionalista escocês quer manter a libra esterlina como moeda, mas os três principais partidos britânicos recusam a união monetária. Aí entra o paralelo com a Eurozona.

Caso os países que abriram mão de suas moedas para aderir ao euro fizessem parte de um sistema federativo, a união arcaria com parte das perdas. O economista lembra que tanto a Espanha quanto a Flórida experimentaram grande valorização de seus imóveis de 2000-7, seguida da uma explosão espetacular da bolha especulativa. As arrecadações de impostos diminuíram e os gastos sociais aumentaram para enfrentar a crise.

Na Flórida, parte do choque foi absorvida pelo governo federal dos EUA, que manteve os pagamentos da Previdência Social, assistência médica e seguro-desemprego. Muitos contratos imobiliários não foram honrados, levando bancos à falência, mas a maioria dos prejuízos ficou com agências federais, e os depósitos a vista foram garantidas por um seguro federal.

"Na prática", acrescenta Krugman, "a Flórida recebeu ajuda em larga escala num momento de dificuldades."

Por outro lado, como a Alemanha não quis bancar os prejuízos dos países da periferia da Eurozona, a Espanha teve de arcar sozinha com os custos do estouro da bolha imobiliária. O resultado foi um desequilíbrio nas contas públicas agravado pela ameaça de uma crise bancária.

Em consequência, os juros pagos para refinanciar a dívida pública espanhola dispararam e o governo foi obrigado a adotar "medidas brutais" de austeridade econômica que elevaram o desemprego entre os jovens acima de 50%. A Espanha recém ensaia uma recuperação, mas o desemprego voltou a subir.

Uma Escócia independente não terá voz dentro do Banco da Inglaterra, como a Espanha tem no Banco Central Europeu (BCE), concluiu Krugman: "Se os eleitores escoceses foram convencidos de que é seguro tornar-se um país independente sem uma moeda própria, foram enganados."

sábado, 5 de maio de 2012

Krugman dá receita contra a depressão econômica

O sofrimento e a destruição causados pela atual crise econômica internacional são totalmente desnecessários, afirma o economista americano Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2008.

"A verdade é que a recuperação seria ridiculamente fácil de alcançar: basta reverter as políticas de austeridade adotadas nos últimos dois anos e aumentar os gastos", escreve Krugman, que se define como um keynesiano liberal, na revista literária The New York Review of Books.

No seu novo livro, Acabem com Esta Depressão Agora!, ele argumenta que o governo deve gastar mais até a recuperação do setor privado. "A expansão, e não a contração, é o momento para a austeridade", ensinou o economista britânico John Maynard Keynes, citado por Krugman.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Pânico no mercado é exagerado

Os mercados financeiros reagiram com exagero ao acidente na usina nuclear de Fukushima, atingida pelo terremoto e o maremoto que arrasaram o Nordeste do Japão há cinco dias.

Depois da cair mais de 15% em dois dias, a Bolsa de Tóquio registrou hoje alta de 5,7%, levantando as bolsas da Ásia. A Europa caiu e os Estados Unidos estão em baixa.

As consequências do acidente nuclear ainda são imprevisíveis, e o prejuízo total já é estimado em US$ 200 bilhões. Mas, como observaram ontem o jornal The Wall St. Journal e hoje o economista Paul Krugman, em sua coluna no jornal The New York Times, o esforço de reconstrução vai ajudar na recuperação da terceira maior economia do mundo.

Em curto prazo, as cadeias produtivas serão duramente afetadas. Mas o país arrasado na Segunda Guerra Mundial, inclusive por duas bombas atômicas, soube se reconstruir e se tornar uma das maiores potências mundiais.

O Japão dará a volta por cima. Neste processo, vai contribuir para a recuperação mundial. Afinal, como lembrou Krugman, a Segunda Guerra Mundial acabou com a Grande Depressão (1929-39).

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Raiva dos ricos pode dar resultado

CAMBRIDGE, EUA - Desde que Barack Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos, o economista Paul Krugman observa o crescimento de uma raiva das elites deste país. Começou no centro financeiro de Wall Street, em Nova York, cuja ganância foi uma das principais causas da crise financeira mundial.

Agora que chegou o momento de suspender ou prorrogar os cortes de impostos que o então presidente George W. Bush deu há nove anos, a revolta e a choradeira se ampliaram, afirma o ganhador do Prêmio Nobel de Economia.

Krugman disse que acharia graça, a não ser por um motivo. Eles podem conseguir o que querem: "Os ricos são difefentes de mim e de você: eles têm mais influência", escreveu o economista no jornal The New York Times de ontem. "Sacrifício é para os mais fracos."

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Krugman: mundo evitou segunda grande depressão

Os programas de estímulo trilionários dos países ricos evitaram uma nova grande depressão, mas a recuperação da economia mundial será lenta. Deve durar dois a três anos. O diagnóstico é do economista Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia 2008.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Países da OCDE tem queda recorde no PIB

Os 30 países industrializados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) sofreram uma queda de 2,1% no produto interno bruto no primeiro trimestre deste ano, depois de uma perda de 2% no final do ano passado. É a maior redução desde a criação do grupo, em 1960.

As quedas foram de 1,6% nos Estados Unidos, de 4% no Japão e de 2,5% nos países que usam o euro como moeda. Mas o Banco do Japão já espera que a pior recessão no país depois do fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, acabe neste trimestre.

Já o economista Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2008, entende que "a economia mundial evitou uma enorme catástrofe". Ele prevê uma retomada do crescimento industrial nos EUA e na Europa no segundo semestre de 2009.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Krugman quer plano de estímulo econômico

Em seu blog no site do jornal The New York Times, o economista Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia deste ano, colocou hoje um gráfico sobre a queda do consumo nos Estados Unidos e previu uma recessão prolongada, se os governos dos países ricos não adotarem planos de estímulo ao crescimento.

A simples estabilização dos mercados financeiros não basta, adverte Krugman. Sem um forte incentivo, os Estados Unidos e a Europa caminham para uma recessão longa e profunda.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Paul Krugman ganha Nobel de Economia 2008

Um dos maiores críticos do governo George W. Bush, o economista americano Paul Krugman, professor da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, foi agraciado hoje com o Prêmio Nobel de Economia 2008. Autor de vários livros importantes de economia,

Sua reação inicial foi: "Estou um pouco menos aterrorizado hoje do que estava na sexta-feira", referindo-se à crise mundial. Mais tarde, em Princeton, Krugman disse que realmente acreditava que este dia chegaria, mas não hoje.

Colunista do jornal The New York Times, Krugman sugeriu hoje que o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, salvou o mundo, ao aplicar um plano anticrise baseado na compra pelo Estado de participação acionária nas empresas que vai ajudar. Neste caso, poderá vender as ações no futuro, caso essas empresas se recuperem, e assim recuperar o dinheiro público.

Na verdade, é uma nova versão do plano que tirou a Suécia de uma crise financeira no início dos anos 90.

Krugman critica a proposta do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, que pretendia comprar ativos podres para limpar as instituições financeiras sem que o Estado assumisse a responsabilidade por elas. Mas só a garantia do Estado é capaz de restaurar a confiança nos bancos.

Por preconceito ideológico, o governo Bush não queria intervir diretamente no mercado comprando ações de empresas. Mas é uma solução muito melhor do que comprar títulos que não valem nada, o que equivaleria a dar dinheiro de graça a bancos e financeiras.

O governo compra uma participaçãp para reforçar o capital das empresas, entra com o dinheiro comprando ações que depois pode vender para sair do mercado e recuperar o dinheiro público. A proposta é essa e já funcionou na Suécia.

Brown encontrou o caminho e foi reconhecido pelo Nobel de Economia. Ressuscitou seu governo.

A propósito, depois de ver Pedro Bial comentando no Jornal da Globo que Krugman é um keynesiano, da corrente de economistas que seguem o pensamento de Lorde John Maynard Keynes, que antes de morrer lamentou não ter tomado mais champanhe, me lembrei que já tomei champanha com Paul Krugman.

No final de 1998, no auge das crises da Ásia e da Rússia, o real ameaçava desabar e o governo Fernando Henrique Cardoso temia a volta da inflação. Krugman, cotadíssimo porque fora o único a prever a crise asiática, falou na Lancaster House. Fui assisti-lo para tentar fazer pelo menos uma pergunta sobre a situação brasileira. Sabia que ele era um observador atento do plano de estabilização econômica".

A oportunidade veio na hora do champanhe. "Eles têm de se aferrar a suas armas", disse Krugman ("They have to stick to their guns"). Ou seja: o governo deveria insistir na estratégia adotada até então, de defesa de moeda, mesmo que isso terminasse torrando metade das reservas e se revelando inútil.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Bancos centrais da Asia, da Europa e dos EUA injetam mais US$ 100 bilhões e mercados reagem

Bancos centrais da Ásia, da Europa e dos Estados Unidos colocaram mais de US$ 100 bilhões hoje à disposição dos bancos para acabar com a crise de liquidez que derrubou os mercados no mundo inteiro ontem, provocando uma queda de 387 pontos na Bolsa de Nova Iorque.

Mais uma vez, o Banco Central da Europa, que havia liderado a intervenção ontem injetando 94,8 bilhões de euros, ofereceu mais 61 bilhões de euros (US$ 84 bilhões) e o Federal Reserve Board (Fed) manteve uma oferta de US$ 35 bilhões "para facilitar o funcionamento ordeiro dos mercados financeiros".

Na Ásia, o Banco do Japão injetou US$ 8,48 bilhões e o Banco da Reserva da Austrália US$ 4,17 bilhões.

A iniciativa dos bancos centrais reverteu a tendência de forte queda das bolsas. Em Nova Iorque, o Índice Dow Jones registra queda de 74,95 pontos (-0,56%).

O mercado agora dá como certo um corte na taxa básica de juros da maior economia do mundo, inalterada há 11 meses em 5,25% ao ano, como diz hoje o economista Paul Krugman em sua coluna no jornal The New York Times. Há quem acredite numa queda de meio ponto percentual para 4,75%.

No final do dia, depois de operar em baixa de até 225 pontos, Nova Iorque fechou em queda 31,14 pontos (-0,23%), em 13.239,54.