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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Obama promete EUA sem guerra nem crise

Ao tomar posse hoje para seu segundo e último mandato como presidente dos Estados Unidos, Barack Obama prometeu um futuro de paz e prosperidade, sem as guerras nem a a pior crise econômica em décadas, herdadas de George W. Bush. Sem esses problemas, afirmou que as "possibilidades dos EUA são ilimitadas".

Seu maior desafio em política interna será consolidar a recuperação da economia, reduzir o desemprego e encaminhar uma solução para o déficit público trilionário do país. Não será fácil. Inevitavelmente, o governo americano terá de cortar gastos com saúde e previdência social.

No plano externo, Obama terá de reinventar as relações dos EUA com o novo Oriente Médio pós-Primavera Árabe (que parece cada vez mais um rótulo ocidental inadequado) e estabelecer uma relação operacional eficiente com a China, uma superpotência cada vez mais arrogante.

No primeiro mandato, o presidente americano tenta consolidar suas bases de apoio para tentar a reeleição. Quase todos conseguem. As exceções mais recentes foram Jimmy Carter (1977-81) e George Herbert Walker Bush (1889-93), abatidos por crises econômicas. O grande mérito político de Obama foi conseguir se reeleger em meio à crise.

No segundo mandato, sem a possibilidade de disputar eleições no futuro, o presidente dos EUA busca seu lugar na História. Às vezes, ela é cruel.

Em pleno degelo da Guerra Fria, depois de virar amigo do último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, Ronald Reagan (1981-89) foi acossado pelo escândalo Irã-Contras, a venda ilegal de armas ao Irã e o uso dos rendimentos para a ajuda, também ilegal, aos rebeldes direitistas que lutavam contra a revolução sandinista na Nicarágua.

O presidente Bill Clinton (1993-2001) governou os EUA numa era da grande prosperidade econômica. Mesmo assim, saiu chamuscado pelo escândalo sexual envolvendo-o com a estagiária Monica Lewinsky.

Depois de reeleger em 2004 como comandante da "guerra contra o terror", uma expressão equivocada em si mesma, George W. Bush (2001-9) deixou uma herança realmente maldita: duas guerras e a pior crise econômica em mais de 70 anos.

Para a revista inglesa The Economist, Obama deve se concentrar em três problemas de longo prazo deixar sua marca na História: o déficit público, o Oriente Médio e a China. São tarefas formidáveis.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Fed vai comprar US$ 85 bilhões em títulos por mês

Para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e estimular a economia, a Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, vai comprar US$ 40 bilhões por mês em títulos lastreados por hipotecas e US$ 45 bilhões em títulos públicos de longo prazo, anunciou há pouco seu presidente, Ben Bernanke.

O programa de compra de títulos já está na sua terceira etapa, diante da resistência da crise econômica e financeira mundial. É a maneira encontrada pelo Fed para baixar as taxas de juros reais ainda mais, já que as taxas nominais estão entre 0-0,25%.

Bernanke prometeu continuar estimulando a economia enquanto o desemprego, que descreveu como um "enorme desperdício de potencial", não cair para 6,5% ou que a inflação chegue a 2,5%. O Fed trabalha com uma meta informal de inflação de 2% ao ano. A taxa de desemprego está em 7,7%.

Se há um novo compromisso do Fed com a queda do desemprego, as medidas mostram que o banco central ainda tem preocupações sobre o futuro da economia americana em longo prazo, reporta o jornal The Washington Post, que considerou as medidas "sem precedentes".

terça-feira, 20 de novembro de 2012

FMI vai emprestar US$ 4,8 bilhões ao Egito

O Egito chegou a um acordo preliminar com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para receber um empréstimo de US$ 4,8 bilhões destinado a melhorar a situação financeira do país e aumentar a confiança dos investidores no futuro do mais populoso país árabe, avalizando o programa de recuperação econômica do novo governo eleito democraticamente depois da Primavera Árabe.

Agora o acordo será submetido à direção do FMI e deve ser aprovado em 19 de dezembro. A primeira parcela será liberada imediatamente. O resto será desembolsado ao longo de um ano e dez meses.

Recuperar a economia é o maior desafio para consolidar a legitimidade do governo liderado pela Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista islâmico, considerado moderado. O acordo mantém o subsídio para o gás de cozinha dos pobres, mas corta a subvenção para combustíveis e aumenta o imposto sobre circulação de mercadorias, informa o jornal Financial Times.

O Egito cresceu a uma taxa média de 8% ao ano no início do século 21. Essa expansão foi abortada pela Grande Recessão, a crise econômica mundial de 2008-9, que provocou uma revolta popular diante do contraste das dificuldades da população com os privilégios da elite governante.

sábado, 17 de novembro de 2012

Greenspan ataca outra vez e defende "recessãozinha"

O ex-presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, Alan Greenspan, era considerado um verdadeiro deus pelo mercado antes do colapso do banco Lehman Brothers, mas foi um dos principais responsáveis pela pior crise econômica mundial dos últimos 70 anos. Apesar de desmoralizado, não abriu do pensamento neoliberal que venera o mercado como um deus.

Ao comentar o impasse entre a Casa Branca e o Congresso dos EUA sobre como reduzir o déficit público federal, hoje de US$ 1,1 trilhão, Greenspan rejeitou a proposta do presidente Barack Obama de dividir o custo do ajuste fiscal aumentando impostos para os 2% mais ricos e reduzindo gastos públicos na mesma medida.

Greenspan chegou a dizer que "não poderia esperar que os bancos dessem um tiro no pé" para justificar a falta de regulamentação e fiscalização do setor financeiro sobre o qual era responsável. Sob sua direção, o Fed manteve sua taxa básica de juros em 1% durante 14 meses, gerando uma bolha especulativa, e Wall St. criou produtos financeiros sofisticados sem qualquer controle.

Agora, Greenspan prefere uma "pequena recessão a aumentar impostos". Não só não aprendeu nada como se recusa a reexaminar seus próprios erros.

É mais um sinal de que a crise não reduziu o virtual monopólio do capitalismo financeiro, responsável por uma formidável destruição de riqueza nos últimos anos. Seu poder continua inalterado e o Partido Republicano dos EUA é seu maior porta-voz. Repórtes incautos acabam de ressuscitar o zumbi que, errando como um sonâmbulo, arrasou a economia mundial.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

FMI reduz previsão de crescimento para 2013

O Fundo Monetário Internacional diminuiu de 3,9% para 3,6% sua expectativa de crescimento para a economia mundial em 2013 e de 3,6% para 3,3% neste ano. Em 2012, o Brasil deve crescer menos da metade da média mundial.

Em sua Perspectiva Econômica Global, lançada hoje em Washington, o FMI criticou a Europa e os Estados Unidos por subestimarem os danos causados pelos cortes de gastos públicos e aumentos de impostos, dando munição aos críticos das políticas de austeridade fiscal.

A nova previsão, que rebaixa a estimativa de julho, presume que o Congresso dos EUA evite o chamado "abismo fiscal".

Em janeiro de 2013, expiram os cortes de impostos para os ricos da era George W. Bush (2001-9) e, como não houve acordo até agora para reduzir o déficit, entram em vigor reduções obrigatórias previstas em lei nas despesas de governos.

Esse movimento duplo vai tirar mais recursos da economia, ameaçando-a com a volta da recessão que já ronda as economias desenvolvidas.

Na Europa, o FMI espera que os governos aproveitem que o Banco Central Europeu está comprando as dívidas de países em dificuldades para fazer reformas e aprofundar a integração da União Europeia, observa o jornal inglês Financial Times.

Para o Brasil, o Fundo reduziu sua expectativa de crescimento para 2012 de 2,5% para apenas 1,5%; em 2013, espera 4%. A China deve avançar 7,8% neste ano e 8,2% no próximo.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Dilma insiste na retórica vazia do "tsunami financeiro"

Enquanto o mundo inteiro aplaude a ação dos bancos centrais dos países ricos para combater a crise econômica internacional, o Brasil insiste em culpar os outros pelos problemas internos do país. Quando fizer amanhã o discurso de abertura do debate anual da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, a presidente Dilma Rousseff vai insistir no argumento furado de que os países ricos estão fazendo um "tsunami financeiro" ao jogar dinheiro no mercado para estimular suas economias.

Na semana passada, o medíocre ministro Guido Mantega alegou que as políticas de alívio quantitativo, compra de títulos para colocar mais dinheiro em circulação, não dão resultado. Só serviriam para desvalorizar o dólar.

Os números da maior economia do mundo desmentem essa visão distorcida politicamente. Em primeiro lugar, apesar de enfrentarem sua pior crise em 70 anos, os Estados Unidos devem terminar o ano com um crescimento do produto interno bruto superior ao do Brasil. E o desemprego nos EUA vem caindo, não no ritmo em que o governo Barack Obama gostaria, mas está diminuindo.

Mantega deveria ter ligo Ensaios sobre a Grande Depressão, de Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA. Sem condições de baixar mais as taxas nominais de juros, que estão em praticamente zero, só resta ao governo americano imprimir mais dólares para reduzi-las na prática.

No mais, Dilma vai insistir na retórica vazia em relação à guerra civil na Síria, rejeitando em nome do princípio da soberania nacional uma intervenção militar estrangeira, única maneira de obrigar a ditadura de Bachar Assad a parar de matar seu próprio povo.

Seu argumento parte da análise equivocada de que a intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na guerra civil na Líbia foi excessiva. Na prática, a ação militar liderada pelos Estados Unidos, a França e o Reino Unido salvou milhares de vidas que estariam ameaçadas em caso de vitória do ditador Muamar Kadafi.

O símbolo mais eloquente da gratidão líbia foi a manifestação de protesto da sexta-feira passada em Bengázi, a segunda maior cidade do país, contra a milícia responsável pelo ataque ao Consulado dos Estados Unidos que matou o embaixador Christopher Stevens. A milícia foi literalmente expulsa da cidade.

Bengázi estava prestes a ser arrasada quando a OTAN entrou na guerra civil líbia. O embaixador americano era visto como um aliado do povo da Líbia e da revolução. Mas o governo brasileiro está mais interessado em marcar posição contra as grandes potências do que em apoiar medidas concretas que protejam as populações atacadas por ditadores.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Banco do Japão também faz alívio monetário

O Banco do Japão, banco central do país, anunciou hoje uma ampliação em 10 trilhões de ienes, cerca de US$ 128 bilhões, seu programa de compra de títulos para retirar papéis e colocar mais dinheiro no mercado, que chegará assim a um total de 80 trilhões de ienes, mais de US$ 1 trilhão pela cotação atual.

A medida foi tomada seis depois que a Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, anunciou seu terceiro programa de alívio quantitativo. Seu presidente, Ben Bernanke, pretende comprar US$ 40 bilhões em títulos da dívida hipotecária para jogar mais dinheiro em circulação para estimular os bancos a dar mais empréstimos, as empresas a investir mais e os consumidores e gastar mais.

Com a ação coordenada dos bancos centrais, inclusive a decisão do Banco Central Europeu de comprar  títulos das dívidas dos países com dificuldades para pagar no volume necessário para baixar as taxas de juros e estabilizar o mercado, as bolsas de valores subiram. Houve alta nos mercados emergentes, para onde pode ir todo esse dinheiro, na falta de oportunidades melhores nos países ricos.

O ouro subiu. Como não paga juros nem dividendos, é um aplicação típica de momentos de fuga para a qualidade.

Construção de casas avança 2,3% nos EUA

O início da construção de residências aumentou 2,3% em agosto nos Estados Unidos, o que projeta a construção de 750 mil casas novas num ano. A construção de casas para uma só família atingiu o maior nível desde abril de 2010.

As vendas de imóveis residenciais usados cresceram 7,8% no mês, projetando um total de 4,82 milhões num ano, o maior nível desde maio de 2010.

São sinais de que finalmente a recuperação do setor habitacional dos EUA, onde começou a crise mundial que estourou em 2008, está se consolidando, reporta o jornal The Wall St. Journal.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Hesbolá pede mais uma semana de protesto contra filme

Se o filme Inocência dos Muçulmanos foi produzido para ridicularizar uma das grandes religiões da humanidade e isolar seus radicais, o efeito foi exatamente o contrário.

Do Líbano, o líder da milícia fundamentalista xiita Hesbolá, xeque Hassan Nasrallah, convocou hoje mais uma semana de manifestações e advertiu que a violência será muito maior se o filme foi apresentado na íntegra. Do Irã, o Supremo Líder Espiritual, aiatolá Ali Khamenei, exigiu dos líderes ocidentais a censura do filme.

Nasrallah descreveu o filme como "a maior ofensa da História contra o Islã" e afirmou que os Estados Unidos precisam ser responsabilizados. O líder do Hesbolá defendeu a criação de uma lei internacional para proteger as grandes religiões da "blasfêmia".

A onda de protestos violentos revigora o extremismo islâmico. Salafistas e xiitas radicais, inimigos mortais, se unem contra os inimigos comuns: o Ocidente e a democracia liberal.

Sem perder de vista o oportunismo histórico das potências ocidentais e suas políticas imperiais no Oriente Médio, onde antes sustentavam ditadores e hoje apoiam a democracia, o movimento de repúdio ao filme anti-islâmico está sendo usado com objetivos políticos maiores.

O ódio ao Ocidente faz parte da disputa para ver quem são os legítimos representantes do Islã. Há um risco de surgimento de novas democracias antiliberais, como aconteceu na antiga Iugoslávia. Mas há grupos islâmicos como a Irmandade Muçulmana que marcham para o centro e estão preocupados em recuperar a economia.

A Primavera Árabe foi uma consequência da crise econômica mundial e os novos líderes eleitos democraticamente precisam apresentar resultados.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Bernanke indica intenção de fazer novo estímulo

Num encontro de dirigentes de bancos centrais em Jackson Hole, o presidente da Reserva Federal (Fed), Ben Bernanke, defendeu uma nova rodada de estímulo econômico para ajudar a recuperação da economia dos Estados Unidos.

Com uma "grave preocupação" por causa do desemprego, linguagem considerada forte para o presidente do Fed, Bernanke indicou que os últimos dados positivos foram insuficientes para mudar sua análise de que a recuperação é fraca e enfrenta dificuldades, observa o jornal The New York Times.

O crescimento do produto interno bruto no segundo trimestre foi revisado para cima pelo Departamento de Comércio na última quarta-feira, passando de 1,5% para 1,7% ao ano. A confiança do consumidor chegou ao maior nível em três meses. As encomendas à indústria avançaram 2,8% em julho, na maior alta em vários meses.

Bernanke afirmou que as políticas do Fed trouxeram benefícios significativos nos últimos anos. Ele deiou claro pode fazer mais e que os resultados superam os riscos.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Vendas no varejo caem 0,8% no Japão

As vendas do comércio varejista diminuíram 0,8% no Japão em agosto em relação ao mesmo mês no ano passado, anunciou hoje o Ministério da Economia do país. Foi a primeira baixa em oito meses, desde novembro de 2011.

O resultado foi consequência de um recuo nas vendas de produtos eletrodomésticos e eletroeletrônicos. A economia japonesa, a terceira maior do mundo, também está sendo afetada negativamente pelo fortalecimento do iene e a queda nas exportações devida à crise internacional.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Encomendas à indústria caem na Alemanha

As ordens de compra de produtos fabricados pela indústria na Alemanha caíram 1,9% em abril, bem mais do que 1% previsto por economistas ouvidos pela agência Reuters, revelaram hoje dados do Ministério da Economia.

Como houve uma redução de 3,6% nas encomendas vindas do exterior, a conclusão é que a maior economia da Europa e quarta do mundo sofre as consequências da crise econômica mundial, com baixa de 5% para bens de consumo e 3,3% para bens de capital (máquinas e equipamentos industriais).

O dado de março foi revisado para cima, de 2,2% para 3,2%.

"Os dados mostram que a economia da Alemanha, comparativamente robusta, não escapou ilesa", comentou o economista Peter Meister, do banco BHF. "Vários dados econômicos vindos dos Estados Unidos e das grandes economias emergentes não têm sido positivos recentemente. A economia alemã, muito dependente das exportações, terá uma tendência declinante nos próximos meses.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Venda de imóveis usados cresce 3,4% nos EUA

A revenda de imóveis residenciais usados avançou 3,4% em abril de 2012 em relação a março, nos Estados Unidos, projetando um total anual de 4,62 milhões de transações e renovando a esperança de recuperação, depois de seis anos de crise, do mercado imobiliário, onde começou a atual crise econômica e financeira internacional, anunciou hoje a Associação Nacional das Empresas do Mercado Imobiliário.

O resultado ficou acima da expectativa dos analistas, que era de um crescimento de 2,7% e de uma projeção de 4,6 milhões de negócios num ano.

Na comparação anual, houve uma alta de 10%. Foi o décimo mês seguido de avanço em relação ao ano anterior.

O preço médio dos imóveis vendidos em abril foi de US$ 177,4 mil, 10,1% acima dos US$ 161,1 mil de abril de 2011. Dos imóveis vendidos, 28% haviam sido retomados por falta de pagamento; em abril do ano passado, eram 37%.

Desemprego mundial de jovens deve chegar a 12,7%

Com 75 milhões de pessoas de 15 a 24 anos desempregadas, a taxa mundial de desemprego entre os jovens deve terminar o ano de 2012 em 12,7%, a mesma do auge da crise, em 2009. Só deve cair em 2016, previu ontem a Organização Internacional do Trabalho (OIT) no relatório Tendência Mundial do Emprego dos Jovens, divulgado ontem.

Desde o início da crise, em 2007, 4 milhões de jovens perderam o emprego. No fim de 2012, o índice de desemprego na faixa de 15 a 24 anos estava em 12,6%.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Dilma cumprimenta aliado Hollande

A presidente Dilma Rousseff cumprimentou o presidente eleito da França, o socialista François Hollande, dizendo que concorda com sua proposta de enfrentar a crise internacional com "crescimento, geração de empregos, inclusão e justiça social".

Dilma enviou a seguinte mensagem no domingo à noite, informa o Palácio do Planalto:

Excelentíssimo Senhor François Hollande
Presidente Eleito da República Francesa
Prezado Presidente,
Quero transmitir-lhe meus mais efusivos cumprimentos por sua eleição para a presidência da França.
Acompanhei com grande interesse suas propostas de vencer a crise que enfrenta a Europa com responsabilidade macroeconômica, mas, sobretudo, com políticas que favoreçam o crescimento, o emprego, a inclusão e a justiça social. Estou segura que poderemos compartilhar posições comuns nos foros internacionais – dentre eles o G20 – que permitam inverter as políticas recessivas, ainda hoje predominantes, e que, no passado, infelicitaram o Brasil e a maioria dos países da América Latina.
França e Brasil estão unidos por ambiciosos projetos bilaterais, como conseqüência da aliança estratégica que estabelecemos. Estou segura que daremos continuidade a essa cooperação nos próximos anos.
Reiterando minha saudação por sua vitória, espero poder tê-lo entre nós, aqui no Brasil, em junho próximo, na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
Receba, prezado Presidente, meu apreço e simpatia,
Cordialmente,
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil

Euro e bolsas caem com vitória socialista na França

A maioria das bolsas de valores operam em baixa hoje por causa da vitória do candidato socialista à Presidência da França, François Hollande, e da derrota dos partidos tradicionais nas eleições na Grécia, além da fraqueza no mercado de trabalho nos Estados Unidos. O euro caiu para menos de US$ 1,30.

Na Ásia, a Bolsa de Tóquio perdeu 2,8%. Também houve baixas em Hong Kong, Sídnei e Seul.

Com a intercerteza gerada pelo resultado inconclusivo das eleições parlamentares de ontem na Grécia, a Bolsa de Atenas caiu mais de 7% durante a manhã.

A vitória de Hollande não terá impacto imediato sobre a nota de crédito da dívida pública da França, informou a agência de classificação de risco Standard & Poor's, que em janeiro rebaixou em um grau sua avaliação sobre o país, da nota máxima, AAA, para AA+ com "perspectiva negativa".

Em nota, a S&P prometeu "analisar as decisões políticas do presidente eleito da França e do novo governo, levando em conta os resultados das eleições legislativas de junho" antes de tomar qualquer decisão.

No fim do pregão, as bolsas de Frankfurt, Paris, Madri e Milão reagiram com boas notícias do setor de construção, e o mercado europeu terminou o dia com alta média de 1,55% pelo índice Euro Stoxx 50. Atenas perdeu 6,67%.

sábado, 5 de maio de 2012

Krugman dá receita contra a depressão econômica

O sofrimento e a destruição causados pela atual crise econômica internacional são totalmente desnecessários, afirma o economista americano Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2008.

"A verdade é que a recuperação seria ridiculamente fácil de alcançar: basta reverter as políticas de austeridade adotadas nos últimos dois anos e aumentar os gastos", escreve Krugman, que se define como um keynesiano liberal, na revista literária The New York Review of Books.

No seu novo livro, Acabem com Esta Depressão Agora!, ele argumenta que o governo deve gastar mais até a recuperação do setor privado. "A expansão, e não a contração, é o momento para a austeridade", ensinou o economista britânico John Maynard Keynes, citado por Krugman.

quinta-feira, 29 de março de 2012

OCDE: Europa é elo fraco da recuperação mundial

O crescimento econômico dos países ricos tende a se consolidar no primeiro semestre de 2012, mas a recuperação ainda é frágil e tem ritmos diferentes na Europa e na América do Norte, concluiu a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), um clube formado por países industrializados.

Na avaliação apresentada hoje em Paris pelo economista-chefe Pier Paolo Padoan, as economias do Grupo dos Sete (Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá) devem avançar na primeira metade deste ano num ritmo médio que projeta um crescimento anual de 1,9%.

"Nossa previsão é de um crescimento robusto nos EUA e no Canadá, mas de uma atividade muito mais fraca na Europa, onde a perspectiva continua frágil", declarou o economista. "Podemos ter recuado da beira do abismo, mas não há espaço para complacência".

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Índia tem menor crescimento desde 2008

O crescimento econômico da Índia deve cair abaixo de 7% no ano fiscal que termina em março de 2012, o menor desde 2008. A expectativa oficial é de um avanço de 6,9%, abaixo das previsões anteriotes, de 7,5% e 7%.

A queda forte em relação aos 8,4% do ano anterior é atribuída aos aumentos de juros do Banco da Reserva da Índia (banco central) para combater a inflação, que ficou em 7,47% ao ano em dezembro, e à crise internacional. O próximo corte de juros não é esperado antes de junho.

"Não estamos esperando nenhuma mudança súbita de tendência", observou Indranil Pan, economista do Banco Kotak Mahindra, que espera uma expansão de 6,7% neste ano fiscal e de 6,5% no próximo. "O crescimento internacional é fraco, e a situação interna também não melhorou".

Para o ano fiscal de 2011/2, o governo espera um crescimento de 2,5% na produção agrícola e de 3,9% na indústria manufatureira, informa a TV americana especializada em notícias CNBC.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Economia dos EUA dá sinais de recuperação

No fim de mais um ano difícil, a maior economia do mundo dáa sinais de recuperação na indústria, nas exportações, no mercado de trabalho e no setor habitacional, onde as vendas de imóveis residenciais usados tiveram o melhor desempemho em um ano e meio. Os desafios para 2012 são enormes. As maiores preocupações são com a incapacidade dos líderes da Europa para resolver a crise das dívidas públicas da Zona do Euro. A Europa precisa de uma união política para governar a moeda única. Vai conseguir em tempo? Até agora, seus dirigentes políticos não mostraram liderança para tanto. No momento, o remédio imposto pela Alemanha ameaça matar o paciente.